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Stedile: “O governo Dilma virou um bando de tecnocratas de costas para o povo”


06/04/2012 - 22h52

da Página do MST

Veja entrevista de João Pedro Stedile, da direção nacional do MST, aos jornalistas Heródoto Barbeiro e Andrea Beron, no Jornal da Record News, na noite desta quinta-feira, 5 de abril.

Abaixo, as duas partes da entrevista.

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Stedile: Governo Dilma não tem projeto nacional e popular

Stedile: Globo faz parte da associação do agronegócio

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95 comentários

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Doada a freiras, Nilda chega aos 66 anos de idade morando de favor « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de setembro de 2012 às 23h03

[…] PS do Viomundo: Nilda identifica claramente as políticas discriminatórias do tucanato paulista como um dos problemas da cidade. Mas, como um todo, o movimento também reclama da demora nas ações do governo federal, que apostou na ‘solução de mercado’ do Minha Casa, Minha Vida. Porém, eles não chegam ao ponto do coordenador do MST, João Pedro Stedile, que disse que o governo Dilma é tocado por tecnocratas de costas para o povo. […]

Responder

Gilson Rocha

20 de abril de 2012 às 00h07

A Reforma Agrária é conversa fiada de
todos os governos.
Nenhum se salva

Responder

O_Brasileiro

08 de abril de 2012 às 09h01

Se dizia que a injustiça social gerava a violência. A injustiça social diminuiu, houve aumento da renda e melhor distribuição, e mesmo assim a violência só aumentou.
A verdade é que as horas extras e a dupla jornada ajudaram a aumentar a renda das famílias, mas geraram pais ausentes. O resultado disso foi filhos que cresceram sem amor e sem educação por parte dos pais, e que na verdade foram criados pelas ruas e pela televisão, cujos valores são bastante questionáveis, pois refletem o consumo, o que só vai gerar mais gente em busca do dinheiro pra comprar o que não precisa. Só se pode dar o que se tem!
O caso do filho do maior bilionário, que com tenra idade já atropelou dois, é emblemático: se dinheiro garantisse educação em casa, esse jovem dirigiria com o maior cuidado do mundo.
O que a sociedade brasileira precisa não é de renda, é de amor e educação da família!
Feliz Páscoa!

Responder

Carlos Lima

07 de abril de 2012 às 23h42

O Stedille não esta errado, realmente há uma turma que não deixa as coisas fluir. não é a turma cochoeira, más é uma coisa parecida, vem de são paulo e atrasa o Brasil, tem haver com a mídia dinossauro e sempre mamou nas tetas da mae Brasil, más começaram a ver o fim. Dilma avante, o pvo te defende…..

Responder

Francisco de Alencar

07 de abril de 2012 às 20h43

Não Aceito Censura.
É um Principio.
Cancelem o Comentario.
Francisco de Alencar
Professor
Fortaleza Brasil

Responder

Francisco de Alencar

07 de abril de 2012 às 20h41

PARA VOCE E O MST
COMO FORMA DE RESPEITO E TRANSPARENCIA.
NÃO CONCORDO!
Francisco de Alencar
Professor
Fortaleza Brasil

Responder

Sagarana

07 de abril de 2012 às 20h31

Perdeu, malandro! Dima venceu!

Responder

    Sagarana

    09 de abril de 2012 às 15h48

    Vai Dilma, dá um lote de terra para esse camarada. E uma enxada também.

Luciano Bastiani

07 de abril de 2012 às 20h06

É….
Ley de medios, a globo?
Só se for por causa disso.
Tô gostando tbem do Heródoto.
Será que é o 'bispo' que deixa ele conduzir a entrevista ou já vem pautado?
Com a palavra, Azenha!!!!!

Responder

abolicionista

07 de abril de 2012 às 19h42

Não sei não, mas acho que, se a Dilma não se cuidar, ela vai perder o apoio de setores representativos da esquerda.

Responder

Eudes H. Travassos

07 de abril de 2012 às 19h40

É uma pena ser tão raro numa democracia representativa se ver tão pouca entrevistas como essa de João Pedro Estedile, é raro a presença de um pensamento como o dele na mídia, apesar de representar um segmento tão funademental. Porquê será, em?.
Acho que sua análise é um retrato nu e cru dos fatos.

Responder

Flavio Lima

07 de abril de 2012 às 19h32

Você sacaneou com o Stedile, Azenha,
Pois com essa chamada nem me dispus a assistir a entrevista.
Se o foco do cara foi esse…

Responder

onofre

07 de abril de 2012 às 17h54

O Stedile é muito inteligente, e se não me engano ele é sociólogo (não da escola de FHC). Acho que ele foi na veia dos problemas do Brasil. A reforma agrária é imprescindível para o pais sair da fase de capitanias hereditárias. No Brasil temos desde médicos até generais, passando por banqueiros, artistas e donos de TV e empresários industriais que são donos de terras. Essa gente nada conhece de agricultura e o interesse deles é tão somente especulatório ou de recreação. Ademais, a terra é espaço público, e quando o latifundiário detém uma imensidão desse espaço mais gente ficará confinada num espaço menor. Em Goiás, a fazenda Itamaraty ocupava quase um terço do Estado onde circulava só pessoas autorizadas pelo dono. Estamos na idade média.

Responder

Eunice

07 de abril de 2012 às 16h45

Stedille é quem sobrou de sério dos movimentos sociais. O mais autêntico. Enquanto metiam o pau nele aqui, na mídia, ele era reconhecido na Europa. A mídia fez o seu papel tradicional : esconder a verdade.
Ele é o único que está na fronteira lutando, e não apenas escrevendo. Embora há outros que escrevam bem.

Responder

claudio

07 de abril de 2012 às 14h38

Esse fogo amigo é dose… Com discurso radicalóide só se alimenta o pig……

Responder

assalariado.

07 de abril de 2012 às 14h25

Entre ficar com os atos do governo social democrata da dona Dilma e a tese a pratica defendida pelo Stédile, com relação aos assalariados do campo e da cidade, não tenho duvidas, fico com fala do lider do MST. Ela é real, verdadeira e concreta. Ou seja, ele não joga o jogo rasteiro da burguesia capitalista, e seu governo fantoche da vez, que serve ao mesmo tempo, todos aos latifundiarios, até os não menos parasitas do capital financeiro e industrial que, em nome dos lucros imediatos reprimem, através do Estado democratico de burgues -(que é seu braço institucional juridico e armado)-, qualquer reação dos movimentos sociais que questionam por um pedaço de terra e/ ou a exploração do capital sobre o trabalho.

Saudações Socialistas.

Responder

Murdok

07 de abril de 2012 às 14h03

Sempre votei no Lula e votei na Dilma. Vou votar novamente nela. Sou funcionário público federal e não sou PT. Sou funcionário de carreira. Trabalhei para o figueiredo, para o Tancredo, para o Collor, para o Itamar, para o FHC, para o Lula e hoje trabalho para a Dilma. As declarações do Stedile são verdadeiras.
Só faltou ele acrescentar que os tecnocratas são todos quadros do PT.

Responder

beattrice

07 de abril de 2012 às 11h33

Que coincidência… lá vem Opportunity & cia. e ninguém nem imagina porque a reforma agrária não anda [irony mode on], como se algum dia o PT fosse encarar de fato o Daniel Dantas,
Protógenes & Lacerda que o digam.
No restante, desmonte industrial e tecnocratas em ação absolutamente correto.
Reitero o dito logo após a posse há um ano,
onde estão 6 ministros dignos do cargo?
ONDE?
Neste governo de dona Dilma não.

Responder

    Joao Barbosa

    07 de abril de 2012 às 19h11

    Para criticar o governo Lula/Dilma você aparece rapinho e cheia de razão, né ?!?

    Já, para comentar sobre o escândalo Cachoeira e afilhados….a senhora desaparece!!!

    Coerência minha filha…coerência….

    Com esse comportamento a lá "Reinaldo Cabeção Azevedo" a sua credibilidade vai a zero.

    beattrice

    08 de abril de 2012 às 13h51

    Minha credibilidade não é definida nem depende da opinião de dilmistas financiados pelo cartão ponto.

    Ingrid Mariana

    09 de abril de 2012 às 17h16

    Concordo plenamente João Barbosa! Tenho acompanhado o blog e certas críticas repetidas como mantra me incomodam muito.

    O governo tem muitas falhas, mas convém separar o joio do trigo quanto a qualidade de alguns comentários. Reclamar todo mundo reclama, mas o que qualifica a reclamação é a apresentação de propostas viáveis. E nesse quesito Stédile dá um banho nos recalcados.

    É por isso que me chateia o discurso do PSOL: extremamente desagregador. Coligação com o PSDB em alguns estados? Parece a estratégia mais batida da oposição acéfala: dividir para conquistar! Não é sem motivo que o Protógenes largou a legenda…

Antonio

07 de abril de 2012 às 10h54

Como alguem comentou, só reclama, reclama, além do que o nível intelectual é baixo para entender que nao se muda nada de uma hora para outra – é uma luta que deve ser vencida aos poucos. Imagina uma figura dessas no comando do país, nao durava um dia, tamanha falta de capacidade. Viva Dilma e Lula, que entendem que a vitória e a melhoria de condicoes do país nao passa só pelo MST, existem outras prioridades. Porque nao continuam a denunciar o Pinheirinho? Já esqueceram do que aconteceu em Sao José – Stedile arregaça as mangas e vai lutar pelas famílias do Pinheirinho em vez de ficar falando o verdadeiro trololo…..

Responder

    maísa paranhos

    07 de abril de 2012 às 13h47

    VC está parcialmente certo: reclama, reclama…e sabe por quê? Porque não é "de uma hora para outra", é muito antiga a reivindicação…e, se ela fosse atendida, dentro de um projeto, do qual eu não discordo, petista, não seria mais reclamada a Reforma Agrária…
    Por quê o governo Dilma não pode ser criticado? Sou petista atenta…e não fanática. Votei, e votaria de novo em Lula, Dilma, e fiz campanha para o PT desde sempre…, mas daí a dizer amém, a desqualificar militantes, intelectuais sim, como Stédile, é forçar demais a barra…Já que a democracia brasileira não é participativa, e sim, representativa, o cidadão tem como termômetro do governo, os seus resultados.
    E já que vc falou em Pinheirinho, Antônio, Pinheirinho,sua existência, é consequência de não ter tido uma Reforma Agrária…

Marcos Ferraz

07 de abril de 2012 às 10h52

Senhor Stedile, não vamos iludir e jogar para a platéia, como outros setores pseudo-esquerda; o própio MST, que apoio e reconheço sua importância, é reformista.Ou não é verdade????

Responder

Richard

07 de abril de 2012 às 10h35

É isso, movimento social sério tem que se manter equidistância do Estado. Stédile está certo, para o país avançar é preciso que as causas sociais repercutam e incomodem os governantes sejam eles de esquerda, direita, centro etc. Vale lembrar que o MST não faz uma oposição frenética aos governos petistas. É um movimento maduro que sabe, portanto, diferencial alhos de bugalhos, e que sabe exatamente onde pretende chegar como um movimento de massas expressivo dos interesses dos pauperizados brasileiros. Tirando o que ele falou sobre a popularidade da Dilma e do governo, alguém aí duvida do diagnóstico que ele fez da realidade brasileira?

Responder

    Paulo Geroldo

    07 de abril de 2012 às 15h56

    Stédile não faz oposição ao governo do PT e sim um apoio crítico, o que também deveria ser feito por partidos de esquerda como PSOL e PSTU. Fazendo o que esses partidos fazem, é a oposição direitista quem agradece.

    Richard

    08 de abril de 2012 às 13h02

    É fato. O MST sabe separar alhos de bugalhos. Mas o que tem a ver nessa discussão Psol e Pstu? O foco são as críticas levantadas por Stédile ao tipo de gestão praticada pelo governo atual. Críticas ao meu ver irrefutáveis sob o ponto de vista da honestidade política.

    Fernando

    08 de abril de 2012 às 16h51

    Nada a ver falar de Psol e Pstu nessa hora.

    Além do que chega a ser ridículo criticar a atuação desses dois pequenos partidos, possuem três ou quatro parlamentares em Brasília. Será que são tão determinantes assim?

José Ruiz

07 de abril de 2012 às 10h33

Torço para que muitos "stediles" venham para a política brasileira, porque realmente o congresso tá lotado de "bundão"..

Responder

carvalho filho

07 de abril de 2012 às 10h22

O velho Gransci dizia: o discurso moral é um péssimo companheiro. O cara quer a revolução já. É apoontar o barco em linha reta e acontecer. Legal, depois vem golpe e os cabeças vão para Paris. E começa tudo de novo. Beleza. Com essa esquerda a direita não precisa de inimigos.

Responder

    mfs

    07 de abril de 2012 às 14h13

    Esses caras querem analisar a realidade sob o ponto de vista de Deus, como dizia Sartre. Eles olham para o governo Dilma e dizem; veja, que traição, ainda há pobres, ainda há latifundiários, ainda há capital. Confundem desejo com realidade, argumentam com base no wishful thinkig. Stedile queria que e reforma agraria fosse imediata, mesmo sabendo que a Constituição obriga a pagar indenização de benfeitorias em dinheiro (não pode usar título de dívida agrária). Mas o que fazer se orçamento, o Congresso, as leis…? Ah, sim, é mais fácil botar a culpa no imobilismo do governo do PT. No fundo, eles sonham com o golpe bolchevique, o Congresso fechado, os decretos revolucionários. Esquecem que sempre que sempre que a democracia foi suprimida, mesmo quando a formal, mesmo quando a burguesa, quem sempre perdeu foi o proletariado.

    beattrice

    07 de abril de 2012 às 19h22

    Usar um existencialista como Sartre para defender dona Dilma é a piada pronta.

    Ingrid Mariana

    09 de abril de 2012 às 17h31

    Desqualificar interlocutor sem rechaçar argumentos é o que? Piada pronta?

    assalariado.

    07 de abril de 2012 às 15h21

    Carvalho, em momento algum vi Stédile falando em revolução. Mostre- me, em que momento ele diz isto?

    Abraços.

Ana Cruzzeli

07 de abril de 2012 às 09h56

O Stedile que me perdoe, mas a reforma agrária está indo na velocidade que se deve ir.
O que aconteceu na eleição de 2010 e toda a luta socialista travada por Lula e os sucessivos golpes ocorridos,mostram que Dilma está corretissima, principalmente agora que a Europa e EUA entram em agonia e a crise mostra cada vez seu tamanho.

A reeleição do Obama é outra incognita. Se ele for reeleito vai piorar seu governo ou vai deixar do jeito que está, horrivel mesmo?
Há severas razões para esperar o pior dos EUA daqui por diante, o tom da Merkel ultimamente mostra que a Alemanha está perdendo o freio da crise. Os BRICs pelo visto já desistiram e estão partindo para a unificação das forças socialistas em torno de si.

Logo o caminho tecnocrato é isso mesmo, tem que ser feito por várias razões. A primeira é que não se faz revolução no campo só de enxada na mão. E a infraestrutura? Isso já está em andamento há tempos. Para os assentados prosperar são necessários cuidar dos pequenos que já labutam faz tempo fortalece-lo, torná-los independente

A maior revolução para o pequeno campones foi o Luz para Todos. É muito caro levar ponto de luz para o meio rural e isso vem acontecendo há tempos. Como montar uma associação ou cooperativas dos pequenos sem luz, sem infraestrutura? E as maquinas de manufatura tão importante para agilizar a produção ? Para comprar só atraves das associações para assim conseguir linhas de créditos mais baratas para o grupo.
O mais curioso é que os movimentos dos sem terra só querem terras que já tem luz, são lugarejos com energia eletrica, isso mostra que o Governo Lula que montou o projeto Luz para todos olhou para o MST.
E o conhecimento que deve ser apropriado e repassado, onde fica? Esse projeto ultimo que Dilma lançou junto com o Mercadante é outra sacada esperta. Essa sim valeu toda a espera pela celeridade da reforma ágraria. Não adianta dar terra se as gerações futuras não saberem como cuidar dela e tirar todos seus frutos sem causar desastres ambientais
Então Dilma está fazendo a coisa certa, primeiro criando infraestrutura , dando conhecimento para depois fazer a reforma agrária com mais velocidade que tantos gritam com toda a justiça que deve ser.

Reclamar de vez em quando não faz mal, mas deve-se reclamar com justiça, afinal o Brasil é grande demais e quando um prefeito não quer reforma agrária não há presidente que dê jeito. Por isso que as eleições municipais são tão importantes, eleger um prefeito de esquerda só assim a reforma agrária tão desejada será possivel. Cada um tem que cuidar de sua aldeia…

Responder

    José Ruiz

    07 de abril de 2012 às 10h31

    Incrível, um discurso em defesa do governo Dilma muito semelhante à conversa do PSDB… Se não rotular a origem, eu não saberia quem está falando..

    Tomas

    07 de abril de 2012 às 12h45

    Verdade Jose, me lembrou o velho "Dividir o bolo para depois crescer"….

    JOSE DANTAS

    07 de abril de 2012 às 11h10

    Os sem terras não querem somente luz, eles, como quaisquer humanos organizados, também querem terras às margens de rodovias, porque são mais caras, mesmo que sejam menos adequadas as explorações agropecuárias, tem gente defendendo escolas técnicas nos assentamentos, enquanto os filhos dos que sempre viveram no campo, agora é que conquistaram o transporte escolar, para levá-los a sede do município, antes iam a pé ou de bicicleta e digo isso porque passei por essa experiência, que me ensinou a valorizar e buscar aquilo que se pretende através do esforço próprio e da perseverança ao invés de esperar que caia do céu.

    assalariado.

    07 de abril de 2012 às 16h06

    Ana, desconfio que você é assessora de algum 'mandato popular de esquerda', tamanha é sua cegueira politica do ponto de vista de luta de classes e dos explorados da sociedade. Tratam a questão politica do capital e seu Estado burgues, como se fossem cláusulas pétrea. É o chamado governo violino, segura com a esquerda e governa para a direita. Realmente esta na cara, digo, no papel feito em 2002, onde e com quem a social democracia petista e seu genéricos, tem o rabo preso.

    Veja bem, não estou aqui falando em revolução, estamos falando de reforma agrária. Então, vamos homenagear vocês da social democracia, que não avançam um milimetro sequer para o além do permitido pela burguesia capitalista e seu Estado burgues. Karl Kautski é um dos pais da hipócrita e reacionária ideologia social democrata, no século 19. Veja como Kautsky Transformou Marx Num Vulgar Liberal, isto não é mera coincidência, é fato.

    Kautski, escreveu em ' A CONQUISTA DO PODER POLITICO"

    "O que negamos é apenas a possibilidade de um partido operário formar, em tempo normal, com os partidos burgueses, um governo ou um partido de governo, sem cair, por isso, em contradições insuperáveis que o farão, sem dúvida, fracassar. […] Um partido proletário em um governo de coalizão burguesa, far-se-á sempre cúmplice dos atos de repressão dirigidos contra a classe operária; atrairá para si o desprezo do proletariado, enquanto que a sujeição resultante da desconfiança de seus colegas burgueses o impedirá sempre de exercer uma atividade frutífera. Nenhum regime semelhante pode aumentar as forças do proletariado – ao que não se prestaria nenhum partido burguês – e só pode comprometer o partido proletário, confundir e dividir a classe operária."

    Saudações Socialistas.

    Julio Silveira

    07 de abril de 2012 às 17h09

    Concordo com essa sua visão. Que me desculpe a Ana, mas você está coberto de razão.

    beattrice

    07 de abril de 2012 às 19h20

    Contradições insuperáveis
    Esta é a definição por excelencia do governo Dilma.

    Ingrid Mariana

    09 de abril de 2012 às 17h36

    Concordo plenamente… A revolução não vai acontecer de cima para baixo nunca. Cadê a mobilização? Trabalhadores uni-vos!

Cleverton_Silva

07 de abril de 2012 às 09h54

O que Stédile denuncia é fato! O grande interesse dele e dos seus representados é o avanço da política pública de reforma agrária, campo que Lula tentou tocar de forma conciliatória e fez a alegria de muitos ruralistas por aí, e onde Dilma também não avança. Quem votou em Dilma certamente não tem muito do que se arrepender, mas sabe que Dilma vacila onde poderia avançar: reforma agrária e revisão da lei da anistia, por exemplo. A "tecnocracia" também já era esperada no governo dela, já que é de sua tradição dentro da gestão pública, mas o fato é que neste momento ela é a pessoa certa para responder aos desafios do país e fortalecer o legado de Lula. Onde ela retrocede, esperemos que ela reflita, amadureça e comece a avançar.

Responder

    carneirouece

    07 de abril de 2012 às 13h56

    Matéria diz somente a verdade.

    Depois de todas as decepções do governo Dilma, vocês ainda acham que terá reforma agrária?

    O governo dele decepcionou todo e qualquer pessoa que foi às ruas por ela. Ninguém fazia campanha no primeiro turno. Todos doamos nosso tempo no segundo turno.

    Como ela retribuiu? Com um governo aos moldes do FHC, privatizando aeroportos, enterrando o plano nacional da banda larga, privatizando a previdência.

    O que me estarrece é que tem gente do PT que vai defender QUALQUER coisa por ela feita, como tem gente aqui nos comentários, que no tempo de Carajás sentava o sarrafo no FHC, mas agora alisa pro governo Dilma.

    beattrice

    07 de abril de 2012 às 19h23

    É o grupo dos assessores do Planalto.

    Ingrid Mariana

    09 de abril de 2012 às 17h28

    Logo no início o Stédile dá a dica: são os interesses do capital internacional.
    Precisamos pensar em termos de conjuntura.
    Brasileiro é historicamente acomodado na hora de apoiar reforma de base, na hora da verdade faz igualzinho bebê de fraldas (cocô nas calças). Enquanto não expurgarmos os fantasmas da ditadura a contigência não permite essas mudanças estruturais… Basta lembrar o que fizeram com o Goulart…

Rasec

07 de abril de 2012 às 09h54

Num sistema capitalista a correlação de forças não se dá assim como prega Stádile. Ele bem sabe disso! O negócio é conseguir atender a todo mundo! Séculos de desmandos! Séculos de quadrilhas assaltando o Brasil e tentando incriminar quem tenta fazer algo de bom para a população (Cachoeira e suas armações para derrubar Lula com apoio de toda a mídia). E Dilma é bem avaliada no combate à fome, na defesa do meio-ambiente e, pasmem, nas políticas públicas direcionadas às mulheres! E isso é estar de costas para o povo? Caraca! Como bem disse a presidenta, o governo não está aí pra discutir e realizar fantasias! Dilma está se saindo muito bem, apesar das forças contrárias, inclusive certa esquerda apressada e doidivanas! E olha que ela nem chegou na metade de seu governo!!! Vai fazer muito ainda!

Responder

    maísa paranhos

    07 de abril de 2012 às 11h36

    Não acho que a Reforma Agrária seja objeto de pressa, é sim, de urgência: tivemos uma abolição sem terras, gerando um grande contingente de despossuídos…Canudos foi expressão da ausência de uma Reforma Agrária…O trabalho escravo ainda hoje, tb é expressão de um eterno adiamento sobre a Reforma Agrária… O debate é nacional. Claro que Dilma está num contexto capitalista e que governa dependendo de um Congresso chantagista…mas daí afirmar que é apresada a providência para Reforma Agrária…há uma grande distancia…A Reforma Agrária é uma dívida antiga que o Estado brasileiro tem com os despossuídos deste país, está atrasada e não apressada. Vc inverteu…

Vianey

07 de abril de 2012 às 09h30

Isto é uma calúnia!
Manchete digna do pig!

Responder

mfs

07 de abril de 2012 às 08h11

Finalmente, Stédile não vai ter mais a cara vermelha de diabo na capa da Veja! Quem sabe, uma capinha com o rosto sereno, visionário e racional pintado de azul ?

Responder

    Fabio_Passos

    07 de abril de 2012 às 19h20

    Você está confuso.
    Quem anda enamorada do PIG é a Sra Dilma. Chamegos com civita, frias e similares…

Moacir Moreira

07 de abril de 2012 às 07h55

É tudo intriga do Serra.

Responder

Romanelli

07 de abril de 2012 às 07h46

um homem de VISÃO como poucos ..se metade dos que se dizem progressistas tivessem o NÍVEL intelectual desse sujeito, aí sim dava jogo e DEBATE

quando o cara tem massa, conceitos e conteúdo, mesmo não precisando concordar com tudo, é impossível lhe negar do mérito

Responder

Fabio_Passos

07 de abril de 2012 às 02h32

Há situações vergonhosas demais para um governo que afirma defender os trabalhadores.
Ou será que este é apenas mais um governo que defende os interesses do capital?

"Operários de Jirau se levantam contra escravidão do PAC" http://www.anovademocracia.com.br/no-88/3937-revo

"
Operários denunciaram ter sofrido "violência física" por parte de representantes da Camargo Corrêa e afirmaram que são obrigados a comprar produtos a preços exorbitantes nos armazéns do canteiro. Os trabalhadores também relataram o não cumprimento por parte da empreiteira do programa de Participação nos Lucros e Resultados, bem como das folgas que deveriam ser concedidas a cada quatro meses de trabalho.
"

Dilma defende os trabalhadores que votaram em sua candidatura… ou defende as empreiteiras que a financiaram?

Responder

    carneirouece

    07 de abril de 2012 às 13h58

    Possa crer, nobre camarada, que ela defende SOMENTE as empreiteiras. Parece que ela vai governar até o fim para pagar os FAVORES….

    Mas saiba que você terá respostas iradas dos ''companheiros'' do PT, aqueles que defenderão todos os desmandos tucanistas do governo Dilma.

    Com todo o respeito, esses ai não merecem carregar a estrela no peito.

Fabio_Passos

07 de abril de 2012 às 01h40

Stedile está coberto de razão.
O governo Dilma está promovendo inúmeros retrocessos e não avança nada.

Por que não avança a redução da jornada de trabalho para 40hrs semanais?
Como pode não ser prioridade votar no congresso a desapropriação de terras onde constatado trabalho escravo?

Responder

    carneirouece

    07 de abril de 2012 às 14h00

    O único avanço do governo Dilma será na conta das empreiteiras e grandes empresários.

    Fabio_Passos

    08 de abril de 2012 às 23h14

    E não vamos esquecer a banca que também investiu muito na eleição da Dilma.

    mfs

    07 de abril de 2012 às 14h04

    Deve ser porque essas duas questões aí são resolvidos pelo Congresso e não pelo Poder Executivo…

    Fabio_Passos

    07 de abril de 2012 às 19h15

    Esconder-se atrás do congresso como justificativa para opções poilíticas conservadoras não cola.

    beattrice

    07 de abril de 2012 às 19h18

    Poder Executivo que usa e abusa da tal base aliada quando quer realmente aprovar algo que lhe interessa.

    Bruno T

    07 de abril de 2012 às 18h51

    Vale lembrar que o Lula também não avançou nada nesses dois projetos de lei. O Stedile fala que no Lula era diferente, não tinha essa tecnocracia infeliz, mas na hora de apontar exemplos diz coisas que o Lula também fez (contingenciamento, não aprovação de projetos antigos).
    Precisamos parar de culpar só a Dilma por coisas que o Lula também fez. Acaso somos tontos que acreditamos no discurso fácil e não comparamos as ações concretas?
    Os dois (Lula e Dilma) fizeram muito na luta contra a miséria. A Dilma está acelerando a distribuição de renda e o combate à miséria. Essa era e é sua principal bandeira. Lembro que o candidato do PSOL chamou isso de melhorismo (50 milhões de pessoas deixam a abjeta miséria e isso é chamado de melhorismo, não dá pra aceitar calado).
    É contra isso que Lula e Dilma se opuseram. Contra a direita que não quer acabar com a miséria e contra PSOL e assemelhados que chamam de melhorismo medidas que dão dignidade a milhões de desamparados.

    Resumindo, você, o Stedile e o PSOL cometem dois enganos:
    1) Separam Lula e Dilma quando suas ações concretas não permitem essa separação. Fazem isso pois é muito mais fácil poupar Lula e atacar Dilma?
    2) Põe em segundo plano, chamam de melhorismo, a principal luta de Lula e Dilma. Uma luta contra a miséria que ainda não acabou. Uma luta difícil, à revelia da mídia, da direita e da esquerda "tipo PSOL".

    Porco Rosso

    08 de abril de 2012 às 00h26

    Apenas aumento no poder de consumo sem melhoria na educação, na saúde, no acesso à cultura não é tanta dignidade assim.

    Bruno T

    09 de abril de 2012 às 23h50

    Rosso, felizmente a redução da desigualdade e da miséria de Lula e Dilma produziram óbvio aumento no poder de consumo. Não menos óbvias e felizes foram as melhorias na educação, saúde e independência de dezenas de milhões dos mais pobres brasileiros.
    Espantoso você não reconhecer isso. Milhões ganham um mínimo de dignidade que foi negado por décadas e o pessoal ignora solenemente. Dá uma conferida:
    http://mse.mec.gov.br/images/stories/ppt/bolsafamhttp://www.fomezero.gov.br/noticias/bolsa-familiahttp://ideas.repec.org/p/ipe/ipetds/1397.html

    Fabio_Passos

    08 de abril de 2012 às 23h12

    Dilma está acelerando a distribuição de renda e o combate à miséria?

    De onde tirou esta informação?
    Dilma promoveu aumento irresponsável dos juros em 2010… transferindo bilhões dos pobres para poucos ricos.

    Na verdade Dilma está praticando o "piorismo"
    É isto que Stedile está afirmando e que toda a esquerda já percebeu.

    Bruno T

    09 de abril de 2012 às 21h49

    Sim, Dilma está acelerando a distribuição de renda e o combate à miséria!
    Dá uma conferida no Maria Frô: http://mariafro.com/2012/03/09/marcelo-neri-ano-1

    Parece que não é só você que estava desinformando, muita gente tá nessas de falar em retrocesso, quando na verdade vemos aceleração da redução da miséria e distribuição de renda.

    Fabio_Passos

    09 de abril de 2012 às 23h45

    Análise curiosa.
    A média de crescimento do governo Lula foi de 4% aa. Muito baixa para nosso potencial e necessidade.
    Dilma iniciou com vergonhosos 2,7%. E este resultado medíocre foi irresponsabilidade da Srs. Dilma e de sua equipe.
    É o "piorismo" em ação. Estamos regredindo ao desgoverno fhc.

    Sabe que na China eles recentemente reviram os índices que determinam a parcela da população que vive na pobreza.
    Perceberam que maquiavam o atraso e subdesenvolvimento comemorando ilusões.
    Está na hora do Brasil fazer o mesmo.

    Estamos em processo de Africanização.
    O neoliberalismo continua precarizando o trabalho e desindustrializando o país.

    Bruno T

    10 de abril de 2012 às 23h19

    Noto que você não contestou nem o ponto 1 nem o ponto 2. Aceito como capitulação. Mas, seria tolo acreditar que você fugiu desses pontos porque se convenceu completamente. Por isso vou tentar novamente.

    Essa conversa nossa parece o Prefácio Interessantíssimo da Paulicéia Desvairada. Parece que você não vai se convencer, e que eu também não. Vou te dizer como você me convenceria do seu ponto.
    O meu argumento é o de que a principal questão do governo é distribuir renda e eliminar a miséria. E isso tem se acelerado (como vc deve ter visto no link da Maria Frô).
    O seu argumento parece ser que precisamos crescer a pelo menos 7% aa, senão não adianta melhorar a distribuição de renda. Eu não concordo, acho que melhorar a distribuição de renda é fundamental. Crescer o bolo é importante, mas fundamental, pra mim, é melhorar a distribuição de renda.

    Pra me convencer do seu ponto, você teria que me mostrar pelo menos uma de duas coisas:

    A) Existe um problema mais urgente no Brasil que o da distribuição de renda e esse ponto está retrocedendo sob Dilma.
    B) Dilma está retrocedendo no combate à infame distribuição de renda brasileira.

    Fabio_Passos

    11 de abril de 2012 às 14h16

    Aumento de renda na mesma proporção de aumento do PIB não é distribuição de renda.
    Não há avanço em distribuição de renda no governo Dilma.
    O problema n1 do Brasil é a desigualdade.
    A Sra Dilma não apenas paralizou a pequena evolução promovida por Lula.
    Ela piorou ao aumentar irresponsavelmente os juros e transferir mais Bilhões de reais dos pobres para os miliardários do mercado financeiro. É o "piorismo".

    Bruno T

    11 de abril de 2012 às 23h18

    Legal, concordamos que o problema n1 do Brasil é a desigualdade.
    Dilma melhorou a distribuição de renda no Brasil em 2011 com uma velocidade impressionante. Isso não sou eu quem digo, são os dados (dá uma conferida no link da Maria Frô). Isso quer dizer que enquanto a renda dos mais ricos cresce abaixo do PIB, a renda dos mais pobres cresce muito acima do PIB. O abismo diminui.
    A distribuição de renda no Brasil começa definitivamente a melhorar no governo Lula (dados lá no link da Maria Frô). Foi uma revolução, e quase ninguém discorda. Sob Dilma esse processo se intensifica. O GINI cai 2.1 pontos em 2011, mais rápido até que no ano do pibão. Está tudo lá no link da Maria Frô. O artigo original está aqui: http://www.fgv.br/cps/bd/ncm2014/NCM2014_TextoCom
    Acho que agora até você vai começar a elogiar a Dilma. A mulher é arretada. A obstinação com que persegue um objetivo vital como esse só nos faz orgulhar. Sinceramente não achava que em 2011 ela ia ter um resultado tão bom na queda do GINI. Superar o que de melhor já tinha sido feito. Espero que ela consiga manter o ritmo em 2012.

    Fabio_Passos

    12 de abril de 2012 às 07h34

    Prezado, "sua" interpretação é equivocada. Aumento de renda na mesma proporção de aumento do PIB não é distribuição de renda. Você pode tentar torturar os números mas a realidade independe de sua luta contra a matemática.

    "quase ninguém discorda" é pura lorota.
    Na questão desiguldade a ONU nos coloca próximos do Haiti, Honduras e Angola… isto é a "revolução" que você está comemorando?

    O PT precisa parar de produzir propaganda mentirosa e encarar a realidade dura do subdesenvolvimento que vem se agravando.

    Não há como esconder para sempre que o Brasil segue um processo de Africanização.

    Davi Sensu

    12 de abril de 2012 às 17h18

    Bruno, desista, já está claro que seu colega de debate é um psolzista alucinado que infelizmente não tem um argumento relevante sequer que fique em pé. Os números são irrelevantes pra ele, ele está preso no próprio cérebro imaginando um mundo terrível no qual a tão sonhada revolução comunista ganhe força e forma.

    Fabio_Passos

    12 de abril de 2012 às 20h13

    É… o fato da ONU nos colocar junto a Haiti, Honduras e Angola entre as nações mais desiguais do planeta terra não deixa nada desta lorota conformista de pé, não é verdade?

    Bruno T

    12 de abril de 2012 às 23h31

    Mas a ONU não nos coloca junto não.
    Esses países que você citou apresentam GINI próximo de 60. Nosso GINI antes do Lula estava nesse patamar. Depois disso caiu.
    A ONU registra a impressionante evolução sob Lula e Dilma. Diferentemente de você, vou te passar um link com os dados da ONU: http://hdrstats.undp.org/en/tables/
    Lá você pode pedir pelo índice de desigualdade:

    Income Gini coefficient
    Angola: 58.6 (2000)
    Bolivia (Plurinational State of): 57.3 (2007)
    Brazil: 59.2 (1995), 53.9 (2009)
    Colombia: 57.2 (1995), 58.5 (2006)
    Honduras: 57.4 (1990), 57.7 (2007)

    É isso, estavmos nesse patamar de desigualdade. Éramos os campeões mundiais. Viramos o jogo.
    A ONU reconhece. Não vi nenhum estudo apontando aumento de desigualdade sob Lula ou Dilma. Todos os dados mostram que a desigualdade no Brasil tem caído de maneira nunca antes vista. Não é exagero. Qualquer fonte, mesmo: já vi estudos e dados de FGV, IPEA, IBGE, Banco Mundial e ONU. Já te mostrei links da FGV e da ONU. Você consegue apresentar pelo menos um link, uma prova que conteste a redução da desigualdade dos últimos anos? Se não, as pessoas vão começar a acreditar que você inventa tudo.

    Fabio_Passos

    13 de abril de 2012 às 14h10

    Sinto, mas é oficial.
    E pode aproveitar seu próprio link. rs rs

    Info de 2011:

    HDI / Inequality-adjusted HDI
    1 Norway 0,943 / 0,890
    84 Brazil 0,718 / 0,519
    121 Honduras 0,625 / 0,427
    148 Angola 0,486 / …
    158 Haiti 0,454 / 0,271

    Repare que quando ajustado à desigualdade o IDH do Brasil está mais próximo do Haiti do que da Noruega.

    Melhor se atualizar e parar de lutar contra a realidade… ou as pessoas vão pensar que você é apenas um puxa-saco mentindo para enfeitar o pavão Dilma.

    Bruno T

    13 de abril de 2012 às 22h54

    Não, não é oficial. Oficial é que a desigualdade se reduziu, está lá no site da ONU:
    Brazil: 59.2 (1995), 53.9 (2009)
    A mera constatação de que estamos mais próximos do Haiti do que da Noruega não diz nada sobre avanço ou retrocesso. Diz algo apenas sobre o nosso estágio atual. Aliás, estamos 70 países na frente do Haiti no IDH ajustado pela desigualdade. Não estamos na vizinhança deles. E o mais importante é o avanço impressionante da última década. Esse avanço está registrado nos documentos da ONU, FGV, IPEA, IBGE, Banco Mundial entre tantos.

    Nós dois vimos recentemente no estudo da FGV que : "Em janeiro de 2012 o Gini atinge 0,519 caindo no ano passado a uma taxa quase duas vezes mais acelerada em relação aos primeiros anos da década".

    A ONU diz que sob Lula baixamos a desigualdade de maneira nunca antes vista. A Dilma vai lá e DOBRA a velocidade da redução da desigualdade e você diz que isso é retrocesso.

    Insisto, você precisa mostrar apenas um estudo que aponte que retrocedemos no combate à desigualdade. Se não existe um documento que mostre isso, por qual razão você ainda fala em retrocesso?

    Fabio_Passos

    13 de abril de 2012 às 23h48

    Prezado, estou mostrando os dados oficiais da ONU.

    Vou repetir: Confira no link que você mesmo indicou. rsrsrs http://hdrstats.undp.org/en/tables/

    Info de 2011:

    HDI / Inequality-adjusted HDI
    1 Norway 0,943 / 0,890
    84 Brazil 0,718 / 0,519
    121 Honduras 0,625 / 0,427
    148 Angola 0,486 / …
    158 Haiti 0,454 / 0,271

    Já repeti n vezes que aumento de renda na mesma proporção de aumento do PIB não é distribuição de renda. É isto o que mostram os dados do artigo inicial que você postou… embora a conclusão seja oposta ao que mostram os dados. rsrs

    Mas você não consegue rebater argumento nenhum.

    Se não aguenta… pede ajuda.
    manda vir um senior aí da marquetagem petista prá debater.

    Bruno T

    14 de abril de 2012 às 14h40

    Mas os dados que você mostra são de um ano só (de 2011). Para mostrar um retrocesso você precisa, pelo menos, de dados de dois pontos no tempo. Se os índices melhoram no tempo, avançamos. Se pioram, retrocedemos. Você mostrou um dado que não mostra se houve retrocesso ou avanço. Continuamos só com sua palavra.

    Eu mostrei dados da ONU com o índice de desigualdade caindo. Mostrei dados da FGV com o índice de desigualdade caindo.

    Você diz:
    "Já repeti n vezes que aumento de renda na mesma proporção de aumento do PIB não é distribuição de renda."
    Os dados te contradizem e mostram que, sob Lula, a renda dos mais pobres aumentou muito mais que o PIB e muito mais que a renda dos mais ricos: http://www.fgv.br/cps/bd/DD/DD_Neri_Fgv_TextoFim3

    Insisto, você precisa mostrar apenas um estudo que aponte que retrocedemos no combate à desigualdade. Se não existe um documento que mostre isso, por qual razão você ainda fala em retrocesso?

    Fabio_Passos

    14 de abril de 2012 às 20h46

    Agora você está girando em círculos.
    Está bem.

    Mais uma vez:

    Samuel Pinheiro Guimarães: Crescer a 7% https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/samuel-pi

    Entre 2010-2011 reduzimos sensivelmente nosso subdesenvolvimento em relação aos eua.
    Entre 2011-2012, primeiro ano de Dilma, estagnamos.

    Isto é retrocesso. "Piorismo"

    Fabio_Passos

    11 de abril de 2012 às 14h17

    Quanto ao artigo que lhe indiquei… leia.
    É fundamental que você faça um esforço mínimo para entender. É fato. Nosso subdesenvolvimento se agrava em relação as nações desenvolvidas se nosso crescimento for inferior a ~7%aa. Isto independe de sua opinião. Uma pena, não é?

    Vivemos um processo de Africanização do Brasil. Alertei sobre a revisão que a China fez sobre os índices que determinam a parcela da população que vive na pobreza. O Brasil deve fazer o mesmo. É melhor admitir que a pobreza é muito maior do que divulgamos atualmente. Reconhecer o problema é o primeiro passo para resolve-lo. Ao invés disso o governo Dilma insiste em mentir que em 2014 teremos 60% da população na classe média.

    Bruno T

    11 de abril de 2012 às 22h47

    Sobre o artigo que você indicou: não é feito só de fatos.
    O artigo é interessante, mas tá cheio de opininão. E a conclusão de que precisamos crescer pelo menos a 7%aa é bem arbitrária, pura opinião. Dois exemplos bastam para mostrar isso.

    O ano de 2022 (que é indispensável para fechar a conta dos 7%) é escolhido de maneira arbitrária.
    A taxa de 2% para a economia americana é escolhida de maneira arbitrária.

    Nos dois exemplos fica claro o alto teor de opinião do texto.
    Coloco algumas críticas adicionais, que espero que ache interessantes.

    O autor define subdesenvolvimento como algo relativo. Compara nosso desenvolvimento em relação aos Estados Unidos usando o PIB per capita e, nessa hora, compara os números em valores absolutos. Veja que no ponto 15, apesar do hiato absoluto aumentar 700 dólares, passamos de 17.67% para 26,74% da renda per capita americana. Ou seja, o autor diz que pioramos quando existe uma melhora de 9 pontos percentuais.

    Agora o ponto mais gritante que está faltando no artigo:
    Samuel define a sociedade subdesenvolvida como contendo ilhas de riqueza rodeadas de miséria. Mas esquece totalmente de falar em GINI da renda. Em vez de perseguir um crescimento de 7% devemos perseguir um GINI da renda decente. Como fazer isso? No próximo post comento o que a Dilma fez em 2011 em relação ao GINI.

    Fabio_Passos

    12 de abril de 2012 às 07h19

    fala sério?
    Que vergonha…

    Prezado, desiguladade não se mede apenas entre fronteiras.
    A população brasileira não vai aceitar indefinidamente ser de uma classe inferior as demais nações desenvolvidas para que os petistas possam "comemorar" suas pífias realizações.

    Passar bem

    Fabio_Passos

    09 de abril de 2012 às 23h54

    Minha sugestão de leitura:

    Samuel Pinheiro Guimarães: Crescer a 7% https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/samuel-pi

    7% aa éo mínimo. Abaixo disso, amigo… agravamos nosso subdesenvolvimento.

    Dilma iniciou o seu governo(?) com um impressionante "piorismo" em relação a Lula.

Renato M

07 de abril de 2012 às 01h32

Lúcida análise do sempre crítico João Stédile. Não adianta os esquerdistas de outrora que se "ajeitaram" em seus carguinhos públicos quererem execrá-lo. Dilma é ótima, porém está cercada por muitos canalhas, inclusive de seu partido. Não há como servir a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo. Ou o governo está do lado do povo ou então faz o jogo do agronegócio e do capital externo. Companheiros a verdade dói… e como dói.

Responder

maísa paranhos

07 de abril de 2012 às 00h45

Uma das principais causas da queda de Jango, foi a tentativa de implementação da Reforma Agrária. Com um Congresso que não lhe apoiava, Jango baixou decreto em que as terras que rodeavam açudes e estradas de ferro, seriam desaproriadas pelo Estado. Todos sabemos o desenrolar de 1964…A Reforma Agrária só beneficiaria a população como um todo: fixa o homem na terra, possibilitando trabalho e dignidade; aumenta a produção de alimentos e sua qualidade, com isto, diminui o preço dos mesmos (lei da oferta e da procura), com efeitos dominó, diminuição dos inchaços nas cidades, com queda da exclusão social, justiça social, aumento da renda ( quem produz vende…) e consequente poder de compra, crescimento do mercado interno. O Congresso Nacional é ocupado por gente que representa o povo sem ser representativo, não defende os interesses populares…o Poder Executivo necessita de aprovasção do Legislativo..por isso Stédile chama de tecnocratas, porque somos presas de uma democracia representativa (e não participativa) financiada por lobbys. Bem, qual seria a saída? Reforma política, pressão dos movimentos sociais e mobilização popular, educação pública de qualidade…A Dilma não faz o que ela gostaria, está limitada pelo Poder Legislativo e as alianças políticas para que projetos sejam aprovados…um governante tem que ter muito estômago…

Responder

    Eunice

    07 de abril de 2012 às 16h47

    São outros tempos. O governo tem apoio e hoje há internet, e não somente a Voz do Brasil. O governo que ande rápido com todas as questões. É cutucar que vai.

Luis

07 de abril de 2012 às 00h42

Esse é o "cara". Disse a Verdade.

Responder

RicardãoCarioca

06 de abril de 2012 às 23h50

Mesmo no paraíso, iria contiuar reclamando de tudo.
Como eu sempre digo: Quem muito reclama, a poucos engana.

Responder

    Paulo Geroldo

    07 de abril de 2012 às 16h32

    Se você soubesse interpretar um discurso do Stédile, perceberia que ele não está reclamando de nada. Ele apenas diz a verdade nua e crua dos fatos. Stédile não faz oposição aos governos do PT, mas dá seu apoio crítico. Reconhece avanços, mas sabe que há muito a ser feito ainda e cobra isso. Conhecer os problemas, apontar soluções e cobrá-las das autoridades competentes não é reclamar, é ser cidadão!

Francisco Hugo

06 de abril de 2012 às 23h38

Rarrarrarrarrarrarrarrá
O Stedile falando na tevê!
A Globo vai pedir la ley de medios!
Rarrarrarrarrarrarrarrá

Responder

Ary

06 de abril de 2012 às 23h10

Esse aí esticou a rede dele no movimento e vive da luta alheia.

Responder

    Davi Lemos

    06 de abril de 2012 às 23h54

    Homer, o site do JN é este aqui: http://g1.globo.com/jornal-nacional/

    Porco Rosso

    07 de abril de 2012 às 00h23

    Ad hominem, já?

    Marlene P Foschiera

    07 de abril de 2012 às 07h39

    Ary com certeza não sabe o que esta falando, se este país tivesse vários Stediles não seríamos ainda um país com tamanha desigualdade social.

    Bertold

    07 de abril de 2012 às 11h04

    Ary, você está coberto de razão. Convivi em alguns momentos na militância política tendo de suportar esse sujeito oportunista, hipocrita e falso. Nunca trabalhou na vida ou pegou numa enxada para carpir alguma coisa. Sua ascensão se deve aos investimentos econômicos e políticos que setores laicos e progressistas da igreja católica faziam em lideranças. É um "intelectual" sofrível que vive de dizer chavões.


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