VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

O protesto que abalou o shopping


11/02/2012 - 19h05

O Estado, racista, oprime a todos nós!

“Quantas guerras vou ter que vencer por um pouco de paz?”

Basta de racismo, “higienização” sócio-racial e criminalização da pobreza

Passados 124 anos da abolição da escravidão, a população negra continua sendo o alvo preferencial da violência do Estado e das elites brasileiras. Seja através das ações diretas do Estado, como a Polícia Militar, ou no cotidiano das relações sociais, o racismo segue como importante dinamizador da opressão e da barbárie no Brasil.

No curto período de 45 dias, em plena “virada de ano”, assistimos situações que não deixam dúvidas de que o racismo permeia e motiva ações de violência e desrespeitos à dignidade e aos direitos humanos da população.

Racismo em todos os cantos

No início de dezembro, todos souberam do caso de Ester Elisa da Silva Cesário, negra, de 19 anos, que trabalhava como estagiária no colégio Internacional Anhembi Morumbi até que sua chefe exigiu que ela alisasse o cabelo para permanecer no emprego. Pouco depois, um menino etíope, de seis anos, foi jogado para fora do restaurante Nonno Paolo ao ser “confundido” com uma criança de rua.

Já no início do ano, soubemos da lamentável história do jovem negro Michel Silveira, que foi preso de forma irregular, ficando dois meses encarcerado, acusado injustamente por um assalto, apesar de várias testemunhas comprovarem que, na hora do roubo, ele estava no seu local de trabalho.

No mesmo período, as imagens de outro jovem negro, Nicolas Barreto, sendo agredido por um policial militar racista, dentro da USP, ganharam as redes sociais expondo algo que há se sabe: a USP quer se manter como um espaço da elite (ou seja, branco). E para tal, inclusive, esta ameaçando de fechamento a principal entidade de combate ao racismo no seu interior: o Núcleo de Consciência Negra.

Cracolândia, Moinho, Pinheirinho: o racismo também esteve lá!

Enquanto isso, no centro da cidade, a Favela do Moinho “pegou fogo” e as 500 famílias foram jogadas a sua própria sorte. E bem perto dali, na “Cracolândia”, a prefeitura e o governo do Estado, ao invés de tratarem a dependência química como um problema social e de saúde, investiram na repressão e em sucessivos ataques, causando apenas, como eles próprios denominaram a operação, “dor e sofrimento”.

A mesma dor e sofrimento que foram enfrentados no Pinheirinho, em São José dos Campos, onde, depois de 8 anos de luta, seis mil pessoas viram seus sonhos e casas destruídos, pelo governador Alckmin e o prefeito da cidade apenas para beneficiar um corrupto confesso, Naji Nahas.

E não há dúvidas que o racismo também marcou estas histórias, como sempre, lado a lado com a exploração econômica e a marginalização social. Afinal, não há nenhuma dúvida sobre a “cor” da maioria dos homens e mulheres que viviam nestas comunidades: negros e negras.

Estado racista e opressor!

Lamentavelmente, o Brasil é um país onde cabelo liso é padrão estético e corporativo; pobreza é crime e problemas que deveriam ser tratados por médicos viram caso “de polícia”. Este é um país onde ser negro e pobre é passível de “punição”, prisão e morte. No entanto, nada acontece com o colégio que discriminou nem com o restaurante que humilhou nem com o delegado que prendeu sem provas ou com o PM que atacou o estudante. Muito menos com quem ateou fogo ao Moinho, decidiu “dedetizar a luz”, tratando gente como ratos, ou esteve à frente da tropa que invadiu o Pinheirinho.

Nada acontece, porque a impunidade, a “justiça” e as autoridades do Estado estão do lado destes “senhores”, para garantir seus privilégios. O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da pobreza.

Em todos os casos, em uma ponta, oprimindo e explorando, estão o Estado, os governos, a polícia, o judiciário, os interesses dos ricos e a manutenção de normas e padrões contrários ao povo. Na outra ponta, estão os pobres, a classe trabalhadora, as estagiárias, os agentes de saúde, os estudantes, os dependentes químicos, os sem teto, as mulheres vitimadas pelo machismo ou gays, lésbicas, bissexuais e travestis (LGBT) que sofrem com a homofobia.

Uma multidão de explorados e oprimidos que, num país como nosso, é inegavelmente, de maioria negra.

Basta!

Apesar de muitos acreditarem na farsa de que vivemos numa democracia racial, há 512 anos o racismo tem papel determinante na estrutura de dominação e na prática da opressão no Brasil. É hora de reconhecer isto e ir à luta.

É hora de nos organizarmos, juntarmos forças com os demais setores oprimidos e explorados, denunciarmos toda e qualquer atitude discriminatória e, sobretudo combatermos o racismo.

Em décadas de luta, fomos capazes de aprovar leis, criar organismos institucionais e produzir pesquisas e estudos que deslegitimam o racismo e punem sua prática. Mas, isto, contudo, ainda não foi suficiente para que negras e negros conquistem os direitos e a liberdade que merecem.

Os ataques recentes são provas de que racismo permanece ativo e operante. Por isso, exigimos que o Estado brasileiro (em todos os seus níveis, municipal, estadual e federal) e todos os que sejam coniventes e cúmplices destas práticas sejam responsabilizados e punidos!

“O Racismo está aqui! Basta!!!

Nossas bandeiras:

Contra o genocídio da juventude negra.

Contra a homofobia.

Contra o machismo.

Contra o encarceramento em massa.

Contra a violência policial.

Contra as desapropriações no pinheirinho e em outros locais.

Organização: Comitê Contra o genocídio da população Negra – SP

Assinam:

Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as), Anastácia Livre, Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (Uninove), Centro de Resistência Negra, Círculo Palmarino, Coletivo AnarcoPunk SP, Coletivo Anti-Homofobia, CONEN, Consulta Popular, Empregafro, Força Ativa, Fórum Popular de Saúde, FORUM DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DA SÉ, Juventude Socialista, Levante Popular da Juventude, Mães de Maio, Movimento Negro Unificado (MNU), Movimento Quilombo Raça e Classe, MST, Núcleo de Consciência Negra na USP, Sarau da Brasa, Setorial LGBT da CSP-Conlutas, Sujeito Coletivo – USP, Tribunal Popular, UNEAFRO, UNEGRO

PS do Viomundo: Centenas de manifestantes estiveram hoje no Shopping Higienópolis, para espanto de madames e cavalheiros diferenciados.

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52 comentários

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Gerson

13 de fevereiro de 2012 às 23h22

Rodrigo Leme,

na próxima "invasão" do shoppIng Higiene Populis eles serão mais comportados e cantarão na porta:

Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
e me diz desconfiado, tu tá aí admirado
ou tá querendo roubar?
Meu domingo tá perdido
vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber
E pra aumentar o meu tédio
eu nem posso olhar pro prédio
que eu ajudei a fazer
Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
aqui não pode estudar
Esta dor doeu mais forte
por que que eu deixei o norte
eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava mas o pouco que eu plantava
tinha direito a colher
Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
e o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse
Rapaz deixe de tolice
não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
e na maioria das casas
Eu também não posso entrar

TÁ BÃO ASSIM PRA VOCÊ ??

Responder

José Milton Bertoco

13 de fevereiro de 2012 às 17h44

Sobr eo tema, poderiam divulgar o trabalho abaixo?
http://www.youtube.com/watch?v=KMkF75sYRKo

Gratos

Milton

Responder

Joao Barbosa

13 de fevereiro de 2012 às 10h09

RACIONAIS MC’S: Negro Drama
https://www.youtube.com/watch?v=TEHjUo9Qiu8

Crime, futebol, música…
Eu também não consegui fugi disso aí.
Eu so mais um.
Forrest gump é mato,
Eu prefiro conta uma história real,

Vou contar a minha….

Daria um filme,
Uma negra,
E uma criança nos braços,
Solitária na floresta,
De concreto e aço,

Veja,
Olha outra vez,
O rosto na multidão,
A multidão é um monstro,

Sem rosto e coração,

Hey,
São paulo,
Terra de arranha-céu,
A garoa rasga a carne,
É a torre de babel,

Famíla brasileira,
Dois contra o mundo,
Mãe solteira,
De um promissor,
Vagabundo,

Luz,
Câmera e ação,

Gravando a cena vai,
Um bastardo,
Mais um filho pardo,
Sem pai,

Ei,

Senhor de engenho,
Eu sei,
Bem quem você é,
Sozinho, você num aguenta,
Sozinho,
Você num entra a pé,

Você disse que era bom,
E a favela ouviu, lá
Também tem
Whiski, Red Bull,
Tênis Nike e
Fuzil,

Eu admito,
Os seus carros é bonito,
É,
Eu não sei fazer…
Internet, video-cassete,
Os carros loucos,

Atrasado,
Eu tô um pouco sim,
Tô,
Eu acho,

Só que tem que…

O seu jogo é sujo,
E eu não me encaixo,
Eu sou problema de montão,
De carnaval a carnaval,
Eu vim da selva,
Sou leão,
Sou demais pro seu quintal,

Problema com escola,
Eu tenho mil,
Mil fita,
Inacreditável, mas o seu filho me imita,
No meio de vocês,
Ele é o mais esperto,
Ginga e fala gíria,
Gíria não, dialeto

Esse não é mais seu,
Ohhhh,
Subiu,
Entrei pelo seu rádio,
Tomei,
Você nem viu,
Nós é isso ou aquilo,

O quê?
Você não dizia,
Seu filho quer ser preto,
Hááá,
Que irônia!!!

Cola o pôster do 2Pac ai,
Que tal,
Que cê diz,
Sente o negro drama,
Vai,
Tenta ser feliz,

Ei bacana,
Quem te fez tão bom assim,
O que cê deu,
O que cê faz,
O que cê fez por mim?

Eu recebi seu ticket,
Quer dizer kit,
De esgoto a céu aberto,
E parede madeirite,

De vergonha eu não morri,
Tô firmão,
Eis me aqui,

Voce não,
Você não passa,
Quando o mar vermelho abrir,

Eu sou o mano
Homem duro,
Do gueto, Brown,

Obá,

Aquele louco,
Que não pode errar,
Aquele que você odeia amar
Nesse instante,
Pele parda,
Ouço funk,

Vim de onde vem,
Os diamantes,
Da lama,

Valeu mãe,

Negro drama,
Drama, drama….

Aê, na época dos barracos-de-pau lá na pedreira onde vocês estavam?
O que vocês deram por mim ?
O que vocês fizeram por mim ?
Agora tá de olho no dinheiro que eu ganho…
Agora tá de olho no carro que eu dirijo…
Demorou, eu quero é mais
Eu quero até sua alma
Aí, o rap fez eu ser o que sou
Ice Blue, Edy Rock e Klj, e toda a família
E toda geração que faz o rap
A geração que revolucionou
A geração que vai revolucionar
Anos 90, século 21
É desse jeito
Aê, você sai do gueto, mas o gueto nunca sai de você, morou irmão?
Você tá dirigindo um carro
O mundo todo tá de olho em você, morou?
Sabe por quê?
Pela sua origem, morou irmão?
É desse jeito que você vive
É o negro drama
Eu não li, eu não assisti
Eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama
Eu sou o fruto do negro drama
Aí dona Ana, sem palavras, a senhora é uma rainha, rainha
Mas aê, se tiver que voltar pra favela
Eu vou voltar de cabeça erguida
Porque assim é que é
Renascendo das cinzas
Firme e forte, guerreiro de fé
Vagabundo nato!

Responder

Rodrigo Leme

13 de fevereiro de 2012 às 09h56

Uau, invadiram o shopping gritando palavras de ordem? Que revolucionário!!! Imagino que 100% ds presents lá eram racistas e mereciam ser ofendidos.

E claro, imagino que essa ação tenha tido resultado, e que todo mundo que tem idéias racistas imediatamente mudou de idéia ao ver a cena do sábado. Os 500, 1000 freqëntadores racistas do shopping (ao menos foram identificados como tal pelo grupo revolucionário) devem ter mudado de idéia sobre seus preconceitos.

Pq ninuém nunca pensou nisso antes? Gritar na cara de um grupo aleatório de pessoas que pode ser racista? Gênio!!!

Responder

    Alienígena

    13 de fevereiro de 2012 às 15h48

    Dê uma idéia melhor então, representante da raça ariana…………..volte pra alemanha onde deve ter nascido…….

    Marcelo Ramos

    13 de fevereiro de 2012 às 16h13

    Uai, meu amigão, você acha que, contra o racismo não se deve fazer nada, nem um protesto? Que você discorde dos métodos dos manifestantes, é normal, é democracia. Mas apresente um sugestão de algo melhor… porque, a meu ver, uma boa crítica deve vir acompanhada de uma boa sugestão.

    Rodrigo Leme

    13 de fevereiro de 2012 às 17h58

    Opa, protesto é válido, dsde que haja respeito ao próximo. Se ódio fosse reslvido com ódio, trataríamos na porrada e pronto, sem necessidade de megafone.

    É desnecessário ir a um shopping, tratar seus freqüentadores como racistas que precisam ouvir umas verdades (na verdade, tratar o bairro todo desse jeito), e gritar no ouvido alheio.

    Quanto dar sugestões, quem deve tê-las é o pessoal que busca a solução fácil do megafone com palavra de ordem no suposto "templo racista" (morri de rir quando vi um desses progressistas falando essa asneira).

    Mas se vale o conselho, o que há de errado em ir na rua, distribuir folhetos, discursar em faculdades que lhe recebam (ou nas portas delas), e mais importante, com civilidade, como alguém quer ser ouvido e não como alguém que quer causar (isso quand não quer fazer campanha política)?

    Miguel

    14 de fevereiro de 2012 às 07h15

    na sua brilhante concepcao, "protesto" e' praticamente pedir desculpa por falar umas verdades.

    Rodrigo Leme

    14 de fevereiro de 2012 às 12h54

    Acho que falta aprender a ler, ou pelo menos aprender a fazê-lo com boa vontade..

    Quando a causa é justa as pessoas ouvem, e quem não está disposto a ouvir não vai ouvir nunca, seja com gritaria, melancia na cabeça, apito, etc.

    Quem grita perde a razão.

    Gerson Carneiro

    13 de fevereiro de 2012 às 21h26

    Foi-se o Smurf Ogênio; ficou o Smurf Ranzinza.

Renato

13 de fevereiro de 2012 às 08h20

Ai se eu fosse governador do Estado, PM nesse movimento e prisão na liderança. O que esses coitadinhos fizeram é crime.

Responder

João-PR

13 de fevereiro de 2012 às 00h22

Faltou levarem a churrasqueira, e fazerem o churrasco da gente diferenciada II.

Todo o apoio às lutas dos negros neste país que construíram.

Responder

O protesto que abalou o shopping | Laboratório da Conjuntura Social: tecnologia e território

12 de fevereiro de 2012 às 20h46

[…] Publicado originalmente em Viomundo, disponível aqui. […]

Responder

Luci

12 de fevereiro de 2012 às 19h34

O racismo brasileiro me causa indignação e revolta porque a população negra foi vítima do mais longo e cruel período de bárbarie contra um povo, que se constituiu uma tragédia na história da humanidade.O pós abolição juridicamente extingue o "trabalho" forçado/escravo, mas mantém a dinâmica da escravização com a manutenção da subcidadania. A naturalização da convivência com a miséria, desigualdade e sofrimento alheio é a evidência que é uma sociedade com sérios problemas éticos e morais. Não sobrevive uma sociedade que tem como base a escravização de seres humanos e a incompreensão do que representou para escravizadores e escravizados 4 séculos de barbarie, terror, crimes e desumanização.Entidades internacionais não vão se calar diante de tamanha insensibilidade, prejudicial ao mundo..

Responder

fabio nogueira

12 de fevereiro de 2012 às 19h14

O coro de não somos racista é forte. Ali kamel,e sua tropa de "elite",fica persistindo que não há racismo.
Para quem não acredita basta,basta verificar os IDH,da Onu e outros índices sociais. O Estado foi omisso.

Responder

Márcio Gaspar

12 de fevereiro de 2012 às 17h55

"PS do Viomundo: Centenas de manifestantes estiveram hoje no Shopping Higienópolis, para espanto de madames e cavalheiros diferenciados." Li a reportagem na Folha, achei engraçado a seguinte frase de uma madame que estava no shopping, engraçado para nao dizer trágico o modo como as madames pensam, então leia o saiu na Folha: "Questionada a respeito a declaração dos manifestantes sobre a pequena quantidade de negros dentro do estabelecimento, Ivani discordou enfaticamente: "Você viu a quantidade de seguranças negros, de empregados?"

Responder

Dani

12 de fevereiro de 2012 às 14h22

Num país que conviveu séculos com a escravidão negra, a banalização do racismo é a regra. E os racistas sequer têm vergonha de escrever comentários racistas, embora a prática de racismo seja crime no Brasil. Eles pensam que estão anônimos na internet. e vêm aqui cometer crimes. Mas isso está perto de acabar. Há uma pesquisa que está rastreando os comentários racistas na web brasileira e não é só pra dizer quantos são, não. Aguardem. A intimação poderá chegar antes dos resultados da pesquisa.

Responder

Rios

12 de fevereiro de 2012 às 12h59

Alguém perguntou para Kamel o que ele acha?

Responder

tonho

12 de fevereiro de 2012 às 11h57

Sou negro e sempre fui vítima de racismo desde criança, na minha rua, na escola, na faculdade e até de pessoas ligadas a minha família! É muito sofrido ser negro, as pessoas são preconceituosas demais!

Responder

Jairo_Beraldo

12 de fevereiro de 2012 às 11h31

Eu, sendo um previlegiado, moro em um bairro de Goiania, que está próximo de tudo, o que me faz sempre deslocar à pé. E sinto na pele, como este pessoal discrimina pobre. E não é só os abastados com seus carrões importados não. São os pedestres, que em esmagadora maioria nem carro tem, e fazem seus deslocamentos dos bairros da periferia para os centros comerciais à pé e de onibus. O simples fato de naquele momento voce estar na mesma situação que ele, voce é necessariamente marginal, ladrão, vagabundo, morador de rua, mesmo que as suas vestes não deixem margem para isso. A verdade, é que está em prática no país, uma segregação racial e social, e os que mais colaboram com isso, são os mais atingidos por esta obra feita pelas Tv's mancomunadas com as polícias. Tem-se que fazer voltar a polícia a ser um trabalhador da area de segurança pública, tirando o título de "autoridade" destes, que foi outorgado pela ditadura militar para que tivessem poder para prender e matar todo aquele que eles julgavam ser "comunista".

Responder

Luci

12 de fevereiro de 2012 às 11h19

O racismo brasileiro se mantém vigoroso e impune como no séc. XVIII, afetando gerações e ocasionado banho de sangue da população negra, que paga os mais altos impostos do mundo, vota regularmente e não tem sua cidadania reconhecida. Basta ao racismo que mata diariamente, que impede vida digna a milhões de brasileiros, basta a naturalização da barbarie, a opressão, perseguições, truculência policial, descaso com direitos sociais. Basta a invisibilidade da desigualdade social e injustiça racial. Basta ao racismo, que tortura impunemente.Basta.

Responder

Chico mendes

12 de fevereiro de 2012 às 10h26

02 de maio de 1967 e 11 de fevereiro de 2012. O que há em comum entre estas duas datas? Naquele primeiro momento vivia-se nos Estados Unidos da América um turbilhão de embates sobre a condição dos negros e negras na sociedade norte-americana. E naquele momento um grupo de 29 panteras negras, militantes e guerreiros em prol de um tratamento igualitário, promovem uma entrada triunfal e convicta no capitólio. O congresso americano tomou um susto quando aquele grupo, aquela pequena onda negra adentrava a “casa do povo”, estavam de armas em punho, pois até ali, as leis permitiam que qualquer norte-americano portasse armas de fogo. Não era crime algum. Um tabu e medo que perseguem a sociedade burguesa desde sempre, qual seja, armas na mão do povo, do eleitor. Entraram e fizeram seu discurso antirracista perante deputados brancos e assustados. Pois bem, 45 anos depois, outra onda de tamanho dez vezes maior, mas com a mesma demanda adentrava de forma surpreendente um símbolo da sociedade burguesa atual, um Shopping Center. As armas que portavam não eram de fogo, eram armas verbais, armados orgulhosamente com a cor negra. Militantes do movimento negro em São Paulo após passeata entoada por palavras de ordem pegaram de surpresa a segurança do Shopping Higienópolis, eram por volta de 16:00 da tarde quando uns 300 militantes adentraram rapidamente e provocaram um frenesi nas faces brancas e rosadas da elite privilegiada deste país. Ultrapassada as três portas principais, objetivava-se agora chegar ao ponto central desta casa que é a antítese da casa do povo. Os seguranças tentaram impedir, havendo um início de tumulto, logo superado pela onda negra que fazia pressão para quem não se parassem nos corredores. Tomamos o ponto central com nossas bandeiras, com nossas palavras, com nossa cor preta. A disposição arquitetônica deste centro mercantilista é perfeita para este tipo de ato, pois dos vários andares poder-se-ia avistar o nosso grito de protesto de onde estávamos. As forças de segurança do Estado racista brasileiro estavam em nosso encalço, mas fizeram as intervenções de rotina. Os militantes do movimento negro se revezavam no microfone para dar o recado nunca antes ouvido pela elite branca que gastava ali o dinheiro advindo do suor do povo negro deste país. Os olhares de perplexidade foram a tônica, incredulidade da burguesia por termos chegado até onde chegamos. Ouvir verdades nunca foi o forte desta gente. Enfatizo o fato de poder ter sido qualquer outro Shopping o alvo, mas era preciso algo a simbolizar nossa história de exclusão. Este templo do consumo carrega em seu nome a característica eugênica de nossa elite branca pensante de fins do século XIX e início do século XX. Nossas palavras fizeram eco. Nossa intenção jamais foi reclamar participação e existência naquele ambiente de luxo. Nossa intenção era denunciar olho no olho para quem vive a custa do suor do povo negro. Encerramos a manifestação e nossa alma foi duplamente lavada pela chuva que caía sem cessar. Vivemos hoje um grande momento de Panteras Negras com esta entrada. O Povo negro deste país existe e vai exigir sua participação nas riquezas deste país, doa a quem doer.

Responder

    demetrius

    12 de fevereiro de 2012 às 12h57

    a diferença é que os panteras protestaram no lugar onde são feitas as leis e o protesto de SP foi num shopping

Nedi

12 de fevereiro de 2012 às 10h14

O mais assustador é observar nos blogs, algumas participações de "cidadãos" comuns destilando ódio, fazendo coro com os azevedos, os kamel, enfim, AS MASSAS CHEIROSAS…FEL PURO.

Responder

    Estanislau

    12 de fevereiro de 2012 às 18h25

    Mais uma vez, atestamos a genialidade de Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma."

Claudio

12 de fevereiro de 2012 às 09h44

Leiam os comentários nas notícias sobre o protesto na Folha de São Paulo.
Só uma dica: preparem o estômago.
Se o nível dos leitores é indicativo de qualidade de um jornal…

Responder

Romanelli

12 de fevereiro de 2012 às 09h30

causa nobre com discurso ultrapassado ..pra mim, tal qual como as COTAS RACISTAS (com conceitos eugenistas e nazistas como o do reparo histórico, da escolha de alguns a quem resgatar, e de outros a quem culpar)

Nós precisamos parar de pegar exceções pra nos identificar como Nação

O BRASIL de há muito NÃO é um país institucionalmente racista ..temos leis e valores que coíbem isso ..claro que tb aqui, como no resto do MUNDO, não podemos dizer que estamos livres de todos os racistas

experimente vc sair bradando contra determinada" raça" ..veja se a imensa parte da nossa população vai deixar passar batido ..veja se como nos EUA, Austrália e Africa do Sul até bem pouco tempo, veja se vc encontrará lei que o proteja e incentive ?

é necessário sim ficarmos atentos ..mais ainda em reiterarmos os nossos valores ..o que penso ser completamente diferente de nos admitirmos sermos o que não somos ..NÓS, como sociedade, não somos RACISTAS ..nem homogêneos, evidente

por acaso, por abrigarmos pedófilos, será que conseguimos dizer que somos um país de pedófilas, ou de nazistas ? ..francamente ?!

Agora, quanto ao "tratamento" dado ao negro em si, desculpe, mas o maior dos nossos preconceitos é contra o POBRE ..independente de matizes ..ocorre que por razões mais do que conhecidas a maioria dos pobres é negra (analfabeta, carente de TUDO, até de valores, moradia, pais e família) ..aqui a coisa não deriva de raça, mas de drama econômico social, de um outro fenômeno definido como se sendo estereótipo, um fenômeno INTERNO, da sociedade contra ela mesma, que por pura ignorância, acaba pegando a parte de determinado comportamento para se definir o todo

Não sei, mas esta de se olhar no espelho e achar que tá na cara, esta errado ..a coisa vem de dentro ..há que educarmos nossos rebentos pra quebrarmos este maldito ciclo da miséria ..formarmos melhor nossos cidadãos, respeitá-los ..sem isso, nada feito ..pior, ainda corremos o risco de vermos remendo saindo pior que o mal feito

Responder

    Arthemísia

    12 de fevereiro de 2012 às 12h51

    Talvez seja difícil para você admitir que somos uma sociedade racista sim, apesar de sermos diferentes de outras sociedades também racistas. Nisto estou de acordo: somos diferentes dos outros. e acho que deveríamos estudar mais esse fenômeno brasileirol: porque nos misturamos, mas ainda assim continuamos racistas?

    Eu sou negra, filha da mestiçagem numa família repleta de mestiços, mas sei que as pessoas continuam preconceituosas com os filhos mais escuros, continuam achando mais bonitos os filhos mais claros, continuam achando que uma pessoa só pode ser bonita se tiver cabelo liso, olhos claros, pele clara. É uma realidade meio esquizofrênica e não muito inteligível, mas é a realidade, duela a quem duela. O policial que bate nos negros nas ruas muitas vezes é negro ou casado com alguém negro, mas ele não consegue fazer a menor associação do seu ato com o racismo.

    Dizer que o maior preconceito é contra o pobre é um sofisma que não ajuda a entender e mudar a situação. Ou você acredita mesmo que negro de classe média ou rico não sofre preconceito nesse país. Se você acredita nisso, lamento informar que sua crença é falsa.

    priscila presotto

    13 de fevereiro de 2012 às 01h13

    Concordo Athemisia!

    Renato

    13 de fevereiro de 2012 às 08h25

    Mas nem por isso dá o direito de 300 pessoas invadirem um Shopping(lugar privado) para gritar. Por que não fazem isso no congresso nacional, como o mst o faz?(Não estou criticando o MST, viu esquerda).
    Como contou um post abaixo. Na década de 70, dezenas de homens armados do movimento pantera negra invadiu o congresso dos EUA não para matar os deputados e senadores e sim para protesto.
    Chamaria mais atenção no congresso nacional.

    Romanelli

    13 de fevereiro de 2012 às 08h42

    Infelizmente vamos aos fatos que herdamos da história ..e não por racismo, mas por modelos econômicos mesquinhos ..um que escolhe uma MINORIA (elite) em detrimento do povinho (e isso acontece até na Grécia, só que lá a genealogia é "mais homogênea", a coisa não esta na cara, não dá muito pra colorir os objetos, é tudo muito mais monocromático)

    Sobre uma população qq do BRASIL, num estado qq, reflita..

    -quem se destaca como sendo o maior número entre os presidiários, há décadas ? Assaltante e ladrão, invasor e favelado, criminoso, traficante peixe pequeno, violento, aquele que fica nos muros e guetos da periferia, nos campos e nas torcidas, que mora em área que sofre enchente ou desabamento, quem ? o Loiro ou o negro/mulato ?

    -Quem é a população mais pobre e analfabeto e que ganha menos ? mais sujeita a influência doS cleroS ? que trás consigo valores mais instintivos ?

    -Quem no seu horizonte teve muita mãe prostituta, precoce, sem estrutura ou o pai presidiário, e em muitas vezes sequer conhecido, foi criado pelas ruas ? quem que não conheceu a família e que tem seus rebentos entregues ao lixo ou pra adoção, em maioria ? quem ? O loiro de olhos azuis ou o negro ?

    -nas populações, quais homens tem menos dentes e péssimos hábitos? e quias mulheres são mais destratas e sofridas ?

    E aqui, PELAMORDEDEUS, não estou dizendo que é coisa de instinto ruim ou natural, mas sim influência do meio, esta que perpetua preconceitos e gera todo tipo de estereótipo

    ..falo da realidade sofrida, da história desta gente, esta que dita o presente e traça o futuro quase que como regra dada ..e quebrar este "circulo" não é fácil, requer tb uma boa dose de "mea culpa", de esforço coletivo, de mudança de atitude e de auto-conhecimento .. penso que parte das mudanças que corroborariam pra que pré-conceitos fossem revistos, tem que partir da própria coletividade, e não só vir de fora, isso leva tempo

    Infelizmente esta realidade perpetua mazelas, mas encontra "explicação" histórica

    Costumo dizer que aqui nenhum negro é proibido de prestar concurso público, muito menos de estudar ..no entanto são os que em sua população conseguem menor formação, consequentemente menor graduação e rendimento ..logo, que ganham menos, e por acaso isso é racismo ou leva consigo de outros fenômenos ? ..a falta de ter com o que se manter mesmo, por ex

    esta realidade vivida pelos mais desafortunados, que aqui são de maioria negra e parda, esta que os faz viver contrariamente ao ideal do que eles mesmos desejam "ao país" e as suas próprias vidas, um de maior civilidade, humanidade, daquilo que julgamos ser do mais correto e símbolo de desenvolvimento contraria a eles mesmos, ainda mais os melhor posicionados nos estratos ..daí policial negro "achar" o "negro safado" pois DESGRAÇADAMENTE, pelo aprendizado via observação, foi o que ele mais viu na vida (ainda mais que ele não pondera sobre os verdadeiros criminosos sociais, os do colarinho branco e os que prosperam com a lesa pátria, de maioria branca)

    então ..diante desta TRÁGICA realidade, falar que tudo é racismo ..oras francamente, há muito mais que isso, há choque cultural mesmo ?

    Veja, conheço muita gente que não gosta de rala bucho e forró, de baixaria ..eu mesmo ..e não é por isso que destrato ou renego o nordestino ..NÃO mesmo ..mas convenhamos, só de um vizinho ameaçar aumentar o som de sua casa e incomodar todo mundo com aquele ruído, só disso já me dá nos nervos, coisa que não vejo entre os "japoneses"

    ..e olha, pra essa turma espaçosa, se reclamo, me dizem que sou racista, e aí ? será que sou mesmo ? ..e com um detalhe, tenho outros tantos vizinhos TAMBÉM NORDESTINOS que não comungam com o gosto do indivíduo, e que por ele também são rotulados como a turma que "nega a raça e a origem", será? ou ele é que é mal educado pro convívio social ? ..e qual tese vc acha que agrada, eu, um sujeito que quer sossego, ou ele beberrão e festeiro ?

    gente gente, acho melhor pontuarmos os fenômenos que nos cercam de forma mais precisa, não só pra refletirmos, entendermos e remediarmos eles, mas tb pra não cometermos de outras e novas injustiças, viu?

    Miguel

    14 de fevereiro de 2012 às 07h17

    e aposto que voce vai dizer que e' um discurso ultrapassado dizer que esse seu comentario esdruxulo esta atravessado de racismo de cima a baixo.

Gerson Carneiro

12 de fevereiro de 2012 às 09h20

Porto Alegre-RS, janeiro de 2012.

Policial desconfia de dois estudantes africanos que conversavam em francês dentro de um ônibus, chama reforço, e leva os dois estudantes para um posto policial, aonde agride fisicamente um deles.

No posto, um policial negro, "justifica" a ação para os dois estudantes, dizendo que no Brasil isso sempre vai acontecer porque eles são negros.

[youtube Ko3vvCXIe68 http://www.youtube.com/watch?v=Ko3vvCXIe68 youtube]

Responder

Marcio H Silva

12 de fevereiro de 2012 às 02h56

O crime é inafiançável e os caras estão soltos? não entendi…..
E os PMs, o que foi feito?

Para resolver estes problemas só com um judiciário exemplar.

Responder

    Jairo_Beraldo

    12 de fevereiro de 2012 às 11h13

    Com Gilmar Mendes no STF dando HC's a torto e a direito? Voces deve estar de brincadeira…

    Marcio H Silva

    12 de fevereiro de 2012 às 14h51

    Mas Jairo, ainda está em instãncias inferiores, para chegar ao supremo bota mais uns 10 anos…..

    Maisa

    12 de fevereiro de 2012 às 16h11

    Marcio,
    Voce se lembra como o daniel mendes(ops) foi solto? Dois HC's em menos de 48 horas e com supressão de instâncias. A constituição foi rasgada e ninguém falou nada…

    Marcio H Silva

    12 de fevereiro de 2012 às 16h54

    A constituição está sempre sendo rasgada ou esquecida, infelizmente. A Lei só vale para quem tem grana e influência.

    Horridus Bendegó

    12 de fevereiro de 2012 às 16h10

    Trabalho no Judiciário Federal há 22 anos e este repete o mesmo tratamento discriminatório dispensado aos negros e pobres.
    Só vejo réus algemados os negros, mestiços e pobres.
    Jamais vi um réu rico algemado numa audiência.
    A Justiça também é preconceiutuosa!
    Parabéns ao movimento pela iniciativa!
    Luiz Carlos de Moraes e Silva

Renato Mocellin

11 de fevereiro de 2012 às 23h12

A escola deve ser o lugar para combatermos toda sorte de preconceitos. O preconceito racial no Brasil é atávico. A escravidão e o odioso tráfico de seres humanos é a maior mácula de nossa História. Preconceito de classe, preconceito sexual, preconceito estético são provas de nosso atraso, não econômico, mas ético e moral. Apesar das "leis" e do aumento do nível de escolaridade em nosso país nos deparamos com uma realidade sombria. Diante dos fatos chegamos a algumas tristes conclusões: a escola não cumpre o seu papel de forma eficaz; as autoridades são lenientes com os crimes acima citados e infelizmente a formação ética e moral de boa parte da população é lástimavel. Acredito que a ignorância, a maldade e a cretinice são apanágios dos preconceituosos. Salve todos os movimentos que combatem preconceitos!

Responder

Vera

11 de fevereiro de 2012 às 23h01

Nada mais verdadeiro!!!

Responder

Polengo

11 de fevereiro de 2012 às 22h14

Ué, mas um sábio ator de filmes pornô aí não havia dito que "nós não somos racistas"?

Responder

    tiago tobias

    11 de fevereiro de 2012 às 23h34

    O Kid Bengala do PIG.

    Lu_Witovisk

    12 de fevereiro de 2012 às 11h30

    Hunf… Tiago, ta valorizando demais aquele lá.. pelo que apronta de bengala não tem nada… pelo recalque deve ser um palitinho de fosforo e olhe lá.

Wagner Iglecias: Crise de identidade e de lideranças | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de fevereiro de 2012 às 22h05

[…] O protesto que abalou o shopping […]

Responder

Marat

11 de fevereiro de 2012 às 21h32

Li algo interessante no UOL Notícias:
"[…] "Fiquei com medo que saqueassem a loja, podia ter tiros, morte. São uns vândalos, vagabundos que atrapalharam quem está trabalhando", disse Nilza Aparecida Fernandes, 53, gerente da loja de calçados Verano. […]".
O link é o seguinte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1047530-se
Essa gerente, Nilza Aparecida Fernandes, com esse discurso pra lá de infeliz, bem típico de uma considerável parcela de nosso povo de SP só me fez sentir raiva. Vai sobrar para a loja: Vou recomendar a todos que nada comprem ali…

Responder

    Lu_Witovisk

    12 de fevereiro de 2012 às 00h06

    Marat, os comentarios lá tb são de lascar:
    "Sem duvida alguma absolutamente desnecessaria e inoportuna tal atitude dos que se dizem representantes do movimento negro. A policia deveria ter agido de forma rigorosa com estes oportunistas."
    "Depois esses pelegos foram comer um sanduba no MacDonalds.É sempre o mesmo discurso fútil, sem pé nem cabeça, sem direção, somente para aparecer. O pior é que não percebem que continuam subervientes e são facilmente manipulados. Começo a achar que isso deve ser parte intrínseca do DNA dessas pessoas, só pode. Mas aqui em SP as pessoas sabem que vcs estão ligadas ao PeTe, PeSOL, PeCdoB, então vão fazer barulho em outro lugar, os Paulistanos não caem nessa."

    Cada vez mais eu acho que existe mesmo um problema seríssimo com esta "gente" (falo dos "diferenciados"). A ditadura de SP não é por acaso. NOJO!!!

    Marat

    12 de fevereiro de 2012 às 11h52

    É, Lu, o problema é sério, e creio que nem a psiquiatria resolve. Os alienados estão em número muito elevado. Lembra-se da coligação "Unidos Pela Mentira: PSDB/PFL/PPS/PIG"? Pois é, o partido mais forte deles, o PIG, ainda consegue manipular a realidade de SP, mas, aos poucos nosso povo acorda.Abraços

    Lu_Witovisk

    12 de fevereiro de 2012 às 12h30

    tomara!!! :D

renato

11 de fevereiro de 2012 às 20h51

Cadeia.
Ah, se os policiais forem mandados embora vão ser em grande parte, segurança de shoping, cuidado.

Responder

tiago tobias

11 de fevereiro de 2012 às 20h25

Aconselho os leitores a irem até a página do UOL (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1047465-grupo-invade-shopping-em-sp-e-protesta-contra-o-racismo.shtml), referente a essa mesma notícia.

O UOL, em sua chamada da matéria, a intitula assim: "Grupo INVADE shopping em São Paulo e protesta contra racismo."

Nota-se a safadeza da palavra INVADE, induzindo o leitor muito inteligente do UOL a associar o protesto a uma invasão de arruaceiros.

E reparem nos comentários do pessoal da classe média, horrorizado com o protesto. Depois me digam se o fascismo não é o vencedor da batalha das ideias no Brasil e que nós, leitores do Viomundo e de outros blogs, somos a minoria.

""higienizzação sócio-racial e a criminalização da pobreza" "raccismo" blá blá blá.
Eles se passam por vítimas para conseguirem direitos que os outros não tem, como é o caso das absurdas "cotas raciais" em vestibulares e concursos públicos.
Ao pessoal de Higienópolis, em especial os engenheiros e cientistas, sugiro que fujam todos do Brasil e vejam se a gentinha socialista dessa terra, que insistem em os xingar e os acusar de "raccismo", consegue tocar o país pra frente sem vocês."

Responder

ricardo silveira

11 de fevereiro de 2012 às 19h49

Tomara que os criminosos sejam condenados. Mas isso só tem possibilidade de ocorrer porque os criminosos não são gente com poder, e nem precisa ser com poder equivalente ao do Nahas.

Responder

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