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Maurício Caleiro: O momento de Dilma


24/03/2012 - 20h04

por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes, via blog do Altamiro Borges

“Dilma está vivendo seu melhor momento”, escreve hoje em seu blog o jornalista Luís Nassif. Confesso que fiquei atônito após ler a afirmação, tão peremptória, justamente num momento em que a decepção com o governo Dilma é intensa em diversas frentes, transborda na internet e tem provocado manifestações reiteradas de repúdio e desaprovação, notadamente entre pessoas de esquerda e de centro-esquerda que apoiaram sua eleição.

Há queixas sérias contra diversas áreas da administração. A insatisfação do setor cultural com o MinC se expressa em um abaixo-assinado com seis mil assinaturas, encabeçado por Marilena Chaui – que não pode ser “acusada” de oposicionista – e outro por Fernanda Montenegro, com cerca de duas mil.

A crise na cultura, que é das mais graves já vivenciadas pelo ministério, está, por sua vez, diretamente ligada ao retrocesso no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que na campanha foi vendido como o projeto que democratizaria a internet de amplo espectro no Brasil e, a despeito da inicialmente promissora gestão de Paulo Bernardo, acabou relegado pelos governo às teles – e sem sequer submetê-las a um meio efetivo de controle e avaliação do serviço prestado.

As centrais sindicais, em sua maioria, estão longe de manter com a atual mandatária os fortes e amigáveis elos que tinham com Lula e têm dado, cada vez mais, sinais de profundo descontentamento, acirrado  pela  perspectiva de desoneração  da folha de pagamentos, pela manutenção da precarização de determinados setores e pela orientação neoliberal verificada na privatização dos aeroportos e da previdência dos servidores públicos. Após um ano caracterizado pela falta de diálogo com o Executivo, a reunião  da presidenta com as seis principais centrais sindicais gerou frustração e receios.

Promessas vãs

A promessa feita na campanha e reiterada no discurso de posse de que a Educação seria área prioritária do governo não passa, até o momento, de uma declaração vazia. Nas 17 universidades federais criadas pela gestão Lula há, além do déficit de livros nas bibliotecas, um contingente enorme de alunos tendo aulas com professores temporários – sem titulação e com salários aviltantes – pois, ao contrário do que fora pela candidata Dilma sugerido, o governo não tem autorizado concursos para a contratação de professores com a devida titulação e estabilidade empregatícia. Além disso, as bolsas de estudo e os salários dos professores, há tempos congelados, sofrem grande corrosão e, se mal garantem a subsistência dos primeiros, estão muito aquém do nível de formação e atuação demandados dos segundos.

A Saúde é outra área social em que, nas palavras de Ana Maria Costa, médica e presidente do Cebes (Centro Brasileiro de Estudos em Saúde), a atuação do Executivo não corresponde à “expectativa de prioridade (…) prometida no discurso do Governo e no anseio da população”.

Tal resultado se dá graças ao bem-sucedido esforço governamental para derrubar o projeto que obrigaria a União a fazer um aporte anual de 10% da receita bruta à Saúde e a um expressivo corte de R$5,4 bilhões na área (o maior de todos os cortes derivados do contingenciamento do orçamento federal). Como se não bastasse, um manifesto assinado por algumas das principais ONGs ligadas ao combate e tratamento da AIDS denuncia que “Governo Dilma coloca controle social da AIDS em risco de extinção”.

Mas talvez a área que esteja causando as mais enfáticas reações de descontentamento em relação ao governo Dilma Rousseff seja a dos Direitos Humanos, notadamente no que concerne a políticas voltadas para as questões de gênero. Além da inexplicável demora em nomear os componentes da Comissão da Verdade – o que só tem feito acirrar a inquietação de setores militares -, o viés policialesco de uma política de controle da natalidade que queria impor um cadastro de gestantes (só alterado pela ação de parte da bancada feminina), concepções retrógradas do que sejam políticas contemporâneas de saúde da mulher e a negligência que ora marca o tratamento dispensado a questões defendidas pelos setores LGBT têm gerado protestos   enfáticos dos defensores de uma política de gênero que se coadune com o tempo em que vivemos e com um governo que se anunciou, à época das eleições, como de centro-esquerda.

Clima de perplexidade

Tudo isso tem deixado um grupo significativo de eleitores do governo perplexo, se perguntando o porquê de se estar regredindo tanto em relação às políticas do governo Lula para as áreas citadas, quando o voto depositado em Dilma presumia que fossem aperfeiçoadas e aprofundadas. Nesse processo, as manifestações não se limitam mais a protestos passivos, mas já tomam – e com frequência cada vez mais evidente – a forma de dissidência, eventualmente chegando a incluir declarações mais pesadas, como a de estelionato eleitoral.

A afirmação feita por Nassif se fia, no entanto, na aprovação recorde que Dilma tem nas pesquisas de opinião e no atual esforço da presidenta para, por um lado, “desmontar a armadilha do câmbio e dos juros” e “reerguer a indústria de transformação nacional”, e, por outro lado, pela tentativa de moralização das relações políticas em âmbito federal, através do qual ela busca “instituir relacionamento republicano entre partidos, acabando com as barganhas e a apropriação da máquina pública pelos interesses partidários”. Trata-se de dois desafios, e de duas tarefas que só começam a tomar forma – e é precisamente sobre o potencial e perigos a elas inerentes que Nassif tece sua análise.

Choque de gestão?

Porém, ao limitar-se tão somente à economia e à política institucional para afirmar categoricamente que a presidenta passa pelo seu melhor momento, ele acaba por reproduzir, no âmbito da análise política, uma prática na qual o próprio governo Dilma é reiteradamente acusado de incorrer, ou seja, a prioridade obsessiva, quase exclusiva, à gestão da economia e às relações políticas institucionais e a negligência ou pouca atenção para com áreas específicas, socialmente relevantes e que são prioritárias para revelantes estratos da sociedade.

Que as pesquisas de opinião sugiram, por ora, que a insatisfação de tais grupos não esteja se refletindo nos índices de aprovação de Dilma é um dado significativo, mas que de forma alguma anula ou esmorece a validade das causas defendidos pelos descontentes. Mesmo porque há indícios fortes de que a manutenção em altas bases da aprovação presidencial tem sido garantida, a despeito dos muitos insatisfeitos, justamente porque o economicismo – de tiques neoliberais – que a tudo suplanta, a bandeira da moralização das relações políticas e o atendimento a demandas de setores religiosos têm satisfeito parcelas do eleitorado conservador – o qual não permite assegurar que a aprovação de hoje venha a se transformar no voto de amanhã, quando as eleições majoritárias vierem, e com elas um candidato mais modelado ao gosto do conservadorismo nativo.

Já a grande maioria dos cidadãos hoje insatisfeitos votou em Dilma e certamente tornaria a fazê-lo se o governo desta estivesse dando um ordenamento progressista e consoante ao discurso eleitoral à gestão da cultura, da educação, das relações trabalhistas, das questões de gênero e dos direitos humanos.

PS de Maurício Caleiro. Antes que a análise aqui esboçada seja utilizada com má fé, como utensílio para intrigas paroquiais ora comuns à arena virtual, cabe ressalvar que não apenas respeito como tenho uma profunda admiração por Luís Nassif, seja pela sua seriedade e equilíbrio como jornalista ou pela coragem com que pulou fora da mídia corporativa e, há tempos, comanda um blog que se tornou uma inspiração e referência para quem procura conteúdo noticioso diversificado e confiável, crítica de mídia e boas análises de política e economia. O intuito, aqui, não é atacar ninguém, mas simplesmente incentivar o debate.

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88 comentários

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Junior

26 de março de 2012 às 12h40

Voce que tem opiniao contrária a gays nao pode opiniar, seu post será sensurado. Democracia apenas na casa do vizinho já!

Responder

damastor dagobé

26 de março de 2012 às 11h30

Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim eram os mais ferozes criticos de Lula e do PT antes do poder..depois se tornaram petistas e Lulistas "desde criancinha" ..o blogs chapa branca nao enganam ninguem…só os que querem ser enganados e esses não sao poucos..

Responder

Operante Livre

26 de março de 2012 às 00h31

Sinto que o momento é de ausência de segurança política, para usar uma analogia com insegurança jurídica.
Acho que apenas os mais próximos dos centros governamentais de decisão têm alguma condição de de ver e ouvir o lhes transmite a tão necessária sensação de segurança, confiança dos rumos que estão sendo tomados.
É…, o mundo mudou rápido demais. Que direções são essas? Parece que estamos à deriva esperando a tempestade que poderia nos à deriva, mas que virá depois, em algum momento. Será que o barco resistirá? Tem gente pulando fora antes da tempestade chegar. Esta tempestade que vem atraída pela falta de rumo coerente. Que passa? Perderam a bússola ou a memória? Que Deus nos proteja, nos livre e nos guarde diante de tanto mal, talvez disse Saramago.

Responder

Geysa Guimarães

25 de março de 2012 às 21h54

Fico com o Nassif e acho que o melhor momento deve continuar, a Dilma "pegou".
Caiu na simpatia do povão e ninguém segura.

Responder

lulipe

25 de março de 2012 às 18h36

O que o autor do texto esperava de um blog chapa-branca, críticas ao governo???Faz-me riri….

Responder

FrancoAtirador

25 de março de 2012 às 17h47

.
.
A TODO INSTANTE, UMA RAZOÁVEL PARTE DO FRUTO DO TRABALHO

É OCULTA E INDEVIDAMENTE APROPRIADA PELOS EMPREGADORES.

PORÉM UMA PEQUENA QUANTIA É DEVOLVIDA AO TRABALHADOR,

ATRAVÉS DAS RECLAMAÇÕES PROPOSTAS NA JUSTIÇA DO TRABALHO:

Trabalhadores receberam R$ 15 bilhões em 2011
em decisões da Justiça do Trabalho

Quase R$ 15 bilhões (exatos R$ 14.968.261.683,33)
foram repassados pela Justiça do Trabalho
a trabalhadores que ajuizaram reclamações,
em decorrência de execução de sentença
ou acordo homologado, em 2011.

O valor é 1/3 superior ao pago em 2010.

Do total, R$ 10,7 bilhões, ou 72%,
decorreram de execuções encerradas no ano.

http://www.tst.gov.br/web/guest/noticias/-/asset_

Responder

lulipe

25 de março de 2012 às 16h21

Onde está meu comentário???Só por que não segue a manada…

Responder

assalariado.

25 de março de 2012 às 13h37

O que mais me impressiona é, a tropa de choque social democrata que aterrizou aqui. Sim, percebi que o blog prega idéias e criticas para debates, sem ser rasteiro. Considero- o progressista pelo fato de que, não usa de rotulagens nos seus "PS", para criar o senso comum pretendido pela social democracia petista e seus genericos. A pratica economica da social democracia do século 21, em nada difere da do século 19 que, nunca questionam a exploração do capital sobre o trabalho. E fazem o que fazem, tome corte no orçamento, nos direitos dos pobres, é claro! São encabrestados pela ideologia de capitalismo de Estado (Stalinismo), do século 20, que deu no que deu! Não conseguem enxergar que, é posssivel desenvolver o capital concentrador de riquezas e distribuidor de miséria/ pobreza e, ao mesmo tempo, quebrar dogmas e valores da ideologia burguesa por dentro do Estado. Claro, em aliança com o povo. Fazem justamento o oposto. Sim, nâo conseguem, se quer, fazer um minimo de auto critca. O que move o mundo são as perguntas e não as respostas, entenderam? Desta forma de "raciocíniar", jamais voces poderão se dizer socialistas.

Sim, as pessoas/ partidos que se pretendem socialistas, tem que partir do pressuposto que a ideologia socialista marxista é antes de tudo um raciocinio dialetico, Ou seja, os seres (aqui generalizando), e a sociedade e seus meios de sobrevivencia, são coisas/ idéias em movimento. Alias este foi o erros fundamentais que afundou o comunismo Stalinista sovietico, que foi, sem nunca ter sido.

Saudações Socialistas.

Responder

lulipe

25 de março de 2012 às 12h09

O que o autor esperava ler em um blog flagrantemente chapa-branca, críticas ao governo???faz-me rir….

Responder

Emilio Matos

25 de março de 2012 às 12h09

Maurício Caleiro votou em Dilma? Sei…

Responder

João Carlo RB

25 de março de 2012 às 12h06

Sinceramente, a situação de Dona Dilma é a mesma de Lula em 2008… a popularidade de Lula subiu para 80%, e o pessoal achava que os 70% que ele tinha era o teto e a partir dali só iria cair.

O Brasil entrou em guerra cambial, é uma questão de defender a indústria nacional. A taxa selic vai cair para bem menos de 9%, para que o dólar suba para R$ 2,50.

O jogo para mudar o modo como se faz política no Congresso Nacional não começou por acaso. Faz parte da estratégia de Dilma, de Lula e do PT. Azar do PSTU e do PSOL que perderam o bonde da História…

Com guerra cambial, a popularidade de Dona Dilma vai subir, e muito. Azar dos políticos dos partidos "aliados" que resolveram se revoltar agora. Até a eleição de outubro vão perder muitos votos. A estratégia do PT é conquistar o máximo de municípios o possível. Daí Dona Dilma ter resolvido peitar os políticos fisiológicos….

E a prioridade do governo continua sendo ascender as classes D e E para a classe C. Isso chama-se distribuição de renda. E, para isso, o governo não precisa do Congresso…

Responder

    ZéTamandua

    25 de março de 2012 às 21h12

    Daqui a pouco(3 anos no maximo)seremos todos classe "A",sim,se os classe D e E serão guindados a classe C,logo os Ce B ascenderão a classe A.

    Pergunto ao João Carlos RB.considerando que o periodo de entrega de um Iate de luxo,levam em média dois anos para entrega a partir da data de encomenda.posso encomendar o meu,haja vista que sou aspirante a classe A.

Luiz Moreira

25 de março de 2012 às 11h47

Vamos mandar o DOUGLAS (Eta nomezinho) para um país ditatorial. Cortam a cabecinha dele, após um sarceio de choques e pau de arara. Aquele pais que a DILMA viveu (e eu tambem)

Responder

    Douglas

    25 de março de 2012 às 12h35

    Rapaz, o meu nome é nome de homem! Agora o seu aí já não sei. E quanto a minha opinião é minha opinião e pensamento. Respeite e cale-se. Agora não venha com sua fuleragem, seu moleque! E mais, que estória é essa de choques e pau de arara? Por acaso tu achas que o regime militar só teve isso? E tu não lê sobre a hiistória, animal? Esses terroristas se fazendo de coitados é muito bom ficar na fita dessa forma.

    Abel

    25 de março de 2012 às 21h57

    Mais um milico disfarçado de civil chorando de saudades do general Sylvio Frota – volta pro sarcófago, múmia! Teu tempo já acabou!

Paulo P.

25 de março de 2012 às 11h26

A Questão Indígena Tornou-se Grave à Soberania Nacional

Por Carlos Newton

24 de março de 2012

A grande imprensa brasileira, como todos sabem, está curvada aos interesses internacionais. Não é um fenômeno atual ou passageiro.

Na verdade, a mídia sempre defende os interesses do sistema financeiro e dos grupos econômicos que efetivamente detêm o Poder, pois o barões da mídia oferecem seus serviços a quem possa lhes garantir lucratividade.

É apenas uma questão empresarial. Negócios são negócios, todos sabem. Algumas vezes, os interesses do governo e dos grupos econômicos são os mesmos e até se confundem, como ocorreu nas gestões de Fernando Henrique Cardoso, continuou acontecendo nos mandatos de Lula e também no governo atual de Dilma Rousseff.

Basta analisar o que está acontecendo no que se refere à questão indígena e à Amazônia. Está em curso um movimento da maior importância, que não é noticiado com destaque na imprensa.

Não se vê esse assunto em nenhuma manchete de jornal ou em programa de televisão, nem mesmo na imprensa estatal (Agência Brasil), que antigamente se chamava Agência Nacional, ou na TV estatal (Rede Brasil), que antigamente se chamava TVE.

Os jornalistas dessas organizações (Agência Brasil e Rede Brasil) deveriam trabalhar para o Estado, defendendo os interesses nacionais, mas na verdade trabalham apenas para o governo, defendendo apenas os interesses de quem está no Poder, o que é muito diferente.

Em toda a mídia, seja estatal ou privada, raramente se lê alguma matéria relatando que as diferentes tribos indígenas estão exigindo que o Brasil reconheça e obedeça os termos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. Não se fala nisso, é um assunto tabu.

O fato é que em 2007 os representantes do Brasil na ONU assinaram esse importante tratado internacional, que declara a independência administrativa, política, econômica e cultural das chamadas nações indígenas, que se tornariam países autônomos, com leis próprias, e nem mesmo as Forças Armadas brasileiras teriam o direito de entrar em seus territórios.

O governo brasileiro assinou e depois se arrependeu, mas já era tarde. Será que os diplomatas não perceberam que estavam concedendo autonomia a 216 nações indígenas, que já detêm mais de 10% do território nacional?

É difícil de acreditar, porque durante anos de negociações o Itamaraty sempre repudiou o tratado, que foi assinado pelo Brasil no governo Lula, quando Celso Amorim era ministro das Relações Exteriores.

O fato de o Brasil ter aceitado sem ressalvas o acordo internacional, que foi rejeitado ou assinado com ressalva por vários países, como Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Rússia e Argentina, é um dos motivos do baixo prestígio de Celso Amorim junto à cúpula das Forças Armadas.

NINGUÉM SABIA NADA

Na época, preocupado com a gravidade da falha da diplomacia brasileira, que assinou o tratado sem ressalvas, estive pessoalmente no Congresso, e foi grande a surpresa dos parlamentares, quando levantei o assunto.

No PT, ninguém sabia nada a respeito. Os principais deputados, como João Paulo Cunha e Arlindo Chinaglia, desconheciam inteiramente o assunto.

Procurei então parlamentares da oposição e que se interessam na defesa da Amazônia, como os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Artur Virgilio (PSDB-AM), também não sabiam de nada.

Encontrei no Salão Verde da Câmara o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que diz defender os interesses nacionais, mas também não tinha a menor idéia sobre o que estava acontecendo, acreditem se quiserem.

Escrevi então uma série de reportagens a respeito na Tribuna da Imprensa, inclusive relatando a firme atuação da Maçonaria contra o Tratado da ONU, e a questão passou a ser discutida nos bastidores do Poder, porque nenhum outro grande jornal ousou tocar no assunto.

É incrível, mas são fatos verdadeiros e sem contestação. Os quatro parlamentares citados estão vivos, três deles continuam no Congresso. Apenas Artur Virgilio não foi reeleito.

E acontece que na Câmara e no Senado ninguém sabia nada, porque o importantíssimo assunto foi abafado pela grande imprensa e o governo Lula nem teve coragem de enviar ao Congresso o tratado internacional, que precisa de ratificação do Poder Legislativo.

Como o Tratado da ONU ainda não tinha sido enviado ao Congresso, no ano passado entrei em contato com o gabinete do senador Fernando Collor, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e mandei uma série de perguntas sobre o assunto, ele nem respondeu.
—————————
continua em…
http://terrorismoclimatico.blogspot.com.br/2012/0

Responder

Fernando

25 de março de 2012 às 11h07

Era isso ou o Serra.

Infelizmente temos que nos contentar com o menos pior dos candidatos.

Responder

Remindo Sauim

25 de março de 2012 às 10h50

É o mesmo choro do primeiro governo Lula, não estão preocupados com a melhora do povo brasileiro e sim com o que acontece em seus nichos. Não conseguem colocar exatamente contra o que estão descontentes. Não pode ser contra a política economica que levou milhões de brasileiros a saírem da miséria, nem contra as outras políticas públicas públicas e sociais da Dilma, que são exatamente as mesmas que as do Lula. Esquecem que o jogo da democracia é este, se anda um passo para trás para se adiantar dois passos para a frente. Em 9 anos de governo petista, o país avançou mais que em 502 anos anteriores.

Responder

    assalariado.

    25 de março de 2012 às 14h12

    Remindo, este jogo do governo é no fundo, no fundo, o jogo do capital. "Os governos não governam", são fantoches do capital e seu Estado, esqueceu? Esta matéria saiu aqui no viomundo e, pelo jeito você não leu. Sim, desenvolver o capital através da exploração dos assalariados e da sociedade, para assim criar riquezas de acordo com o acordo feito em 2002 com as elites que exploram o Brasil e seu povo, desde 1500. Para as minorias econômicas que são 5% da nação, riquezas e abundancias e para a maioria que é quem constrói de fato as riquezas, concentração e distribuição de pobreza entre as massas. Já se esqueceu do tamanho do salário minimo?

    Abraços.

joão33

25 de março de 2012 às 10h50

lembrando o garrincha , falta primeiro combinar com os russos , nem tanto ao céu , nem tanto a terra , a nossa presidenta está enfrentando armadilhas dos poderosos tanto de dentro como de fora , a situação internacional , e interna do brasil , com o congresso que temos e suas raposas , a midia representando os poderosos do mundo , o estrago feito no pais no periodo fhc , o judiciário e todas as instituições corrompidas e aparelhadas pelos neoliberais e uma elite economica que vive as custas da exploração do povo e usa de todos os meios legais e ilegais para manter-se no poder , e AINDA POR CIMA TER QUE AGUENTAR CRITICAS DE QUEM SE ESTIVESSE NO LUGAR DELA IRIA MOLHAR AS CALÇAS RAPIDINHO , A NOSSA PRESIDENTA ESTÁ AGINDO CERTO , FALTA MAIS MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE APOIANDO-A E NÃO ATRAPALHANDO , APOIAR ESTA LINHA DE GOVERNO SIGNIFICA SANEAR BOA PARTE DOS MALES DO NOSSO PAIS , SE FOR VERMOS BOA PARTE DOS QUE CRITICAM DESSA FORMA NO SEU COTIDIANO FAZ MUITO POUCO PARA FAZER ANDAR UM PROCESSO .CADA UM DEVE FICAR NO SEU LUGAR E FAZER A SUA PARTE APROVEITANDO AS SITUAÇÕES DO SEU COTIDIANO .

Responder

    ZéTamandua

    25 de março de 2012 às 21h21

    Peraí,o lulão passou OITO ANOS no governo e vem tu dizendo que o aparelhamento e a corrupção dos tres poderes é do FHC,tenha santa paciencia.

Julio Silveira

25 de março de 2012 às 10h42

Detecto que no fundo a esquerda sofre de ambivalência sentimental, um misto de fé e complexo de culpa, corrente quando a governante que elegemos atua de forma que demonstra certa distância dos sentimentos de seus eleitores. Muitos como eu apoiaram a Dilma, desde os primeiros momentos de sua indicação feita pelo Lula, que numa analise temporal, por sinal, foi a melhor escolha dentre as possiveis indicações do partido (faço um adendo de que a Dilma surgiu como uma segunda opção dentro do PT, que a principio torceu o nariz por ser o que se chama de cristã nova). principalmente, visto que os caciques do partido estavam todos irremediavelmente comprometidos com a politica inspirada pelo seu antecessor, a politica de compra a governabilidade. Ela mesmo com todas as vicissitudes e dificuldades foi e é a melhor opção para o país. É certo que gostariamos de um mundo brasileiro melhor, mesmo eu fico muitas vezes contrariado com atitudes da presidenta. Mas droga, também tenho que ser tolerante e compreensivo e entender que há uma personalidade por trás do ser humano. Tenho que ver, que governar um País com as caracteristicas do nosso, onde o cidadão ainda acredita que os coronéis vivem apenas no nordeste. Cidadãos que são massivamente doutrinados dia a dia pelas associações midiaticas corporativas e poderosas, a ponto de insuflar a desestabilização de politicas quando vêm risco a suas posições. Grupos que praticam anti-jornalismo sob disfarce, plantam memórias que invariavelmente anestesiam a grande parte dos cidadãos. Que acreditam viverem numa democracia, ilimitada, quando na verdade são conduzidos pelos interesses dos grupos ricos voltados para manter o poder centralizado. Com tudo isso que a cerca, a Dilma, uma esforçada, tem contra si, com nosso apoio, os representantes desses grupos, que nós cidadãos elegemos, repito, que nós elegemos fazendo favores a eles, contra nós, ela faz o que pode. Sou critico dela, mas principalmente por que podia ser um pouco mais identificada com seus eleitores e não ser, como foram muitos escravos em seu tempos, tão humilde e submissa, e resistir mais ao poder da casa grande. Afinal nela está embutida uma esperança de redenção da utopia, se não pudermos mudar algo importante com o poder que lhe outorgamos então estaremos fadados a sermos eternos perdedores, a perdermos a fé.

Responder

    Julio Silveira

    26 de março de 2012 às 12h44

    Gostaria de esclarecer que o antecessor da Dilma, a que me refiro, não é o Lula, mas seu antecessor no cargo de chefe da casa civil que exercia no governo Lula, o tal Zé, principal articulador do PT naquele tempo.

Vianey

25 de março de 2012 às 10h13

Análise muito precipitada!

Responder

    assalariado.

    25 de março de 2012 às 13h56

    Vianey, analise precipitada!

    – Como assim?

    – Abraços.

O_Brasileiro

25 de março de 2012 às 10h06

O governo apenas reflete o povo que governa.
Devemos elogiar Dilma por tentar lutar contra o fisiologismo dos partidos "aliados", mas o governo sabe que o povo que governa não é muito sensível às demandas sociais. A maioria, e estamos numa democracia, só se interessa por dinheiro no bolso.
Para pagar pseudo-planos de saúde…
Para pagar as prestações do carrinho 1.0…
Para colocar o filho na escola particular…
Para pagar as prestações do micro-apartamento de 50 m2…
Todo mundo domesticado, escravizado e pagando rindo!
Se o governo resolver dar uma de socialista, ai sim sabe que vai precisar dos "aliados".
Os tanques e seus porta-vozes estão nas ruas, a serviço do "mercado"!

Responder

JULIO/Contagem-MG

25 de março de 2012 às 09h45

Que saudades do FHC, e seu SM de US$ 70, aqulo sim é que era governo.

Responder

    Geysa Guimarães

    25 de março de 2012 às 22h14

    Essa ironia mineira foi ótima!

JOSE DANTAS

25 de março de 2012 às 07h31

O Governo Dilma está sob fogo cerrado proveniente justamente das duas frentes com poder de formação de opinião pública neste País, que são: a extrema direita através da mídia e a extrema esquerda com o apoio da blogosfera, ambas as correntes políticas sonhando com um "Planalto" particular que, escorrega para o lado destro embalado pela utópica miopia dos canhotos, que ignoram a zona de conforto em que se encontram, enquanto esquecem do passado.
Eu acho que Deus só pode ser tucano… Ou será que é pura sorte?

Responder

    assalariado.

    25 de março de 2012 às 13h52

    Jose Dantas, que zona de conforto você fala?

    Abraços.

Laura

25 de março de 2012 às 06h24

Eu concordo com o texto, que expressa o que venho sentindo, pensando e manifestando. Votei em Dilma pensando que seria um governo um pouco mais a esquerda de Lula até. Não é o que estou vendo. Não votei nisso!

Responder

beattrice

25 de março de 2012 às 02h29

Excelente análise,
cobriu de forma focada os descompassos de um governo que se pretende progressista mas não o é.

Responder

    JOSE DANTAS

    25 de março de 2012 às 09h17

    O Brasil jamais terá um governo mais a esquerda que o de Lula, pois para isso precisaria de ter os próprios votos.

    Jairo_Beraldo

    25 de março de 2012 às 12h07

    Ainda tento entender que linha Dilma pegou. Mas está dificil de analisar sua postura diante de assuntos polemicos. Vamos ver onde isto vai parar.

Étore

25 de março de 2012 às 01h43

"As centrais sindicais, em sua maioria, estão longe de manter com a atual mandatária os fortes e amigáveis elos que tinham com Lula e têm dado, cada vez mais, sinais de profundo descontentamento…"

Está aí um exemplo de que sim, o governo Dilma está vivendo um bom momento.

Poucas coisas me deixam mais contente do que o "profundo descontentamento" das centrais sindicais, afinal algo que é bom para elas não pode ser bom para a sociedade.

Responder

Marcio H Silva

25 de março de 2012 às 01h03

Alguém disse lá no passado, que "Governar é administrar pressão" e não deve ser fácil mesmo, até porque toda pessoa que vira presidente sai com os cabelos muito mais brancos do cargo, e desgastado……mas um governo que se preocupa com o social, deveria colocar a Educação ( cultura incluída ) no mesmo plano que o PAC, cambio e etc…senão continuaremos a ter muito emprego, mas sem qualidade, que agrega pouco para a economia do país. Com Educação migraremos para atividades de maior valor agregado, com consequente elevação do salário médio nacional.

Responder

Marcio H Silva

25 de março de 2012 às 01h01

Alguém disse lá no passado, que "Governar é administrar pressão" e não deve ser fácil mesmo, até porque toda pessoa que vira presidente sai com os cabelos muito mais brancos do cargo, e desgastado……mas um governo que se preocupa com o social, deveria colocar a Educação ( cultura incluída ) no mesmo plano que o PAC, cambio e etc…senão continuaremos a ter muito emprego, mas sem qualidade, que agrega pouco para a economia do país. Com Educação migraremos para atividades de maior valor agregado, com consequente elevação do salário médio nacional.
Um país com educação média elevada, gasta menos com saúde, que é outro ponto crítico a ser atacado neste país, que entra governo, sai governo não vemos solução.
Quanto a não termos uma oposição responsável e forte, é grave, senão viraremos uma ditadura capitalista.
Se as centrais sindicais são pelegas, cabe aos trabalhadores trocar suas lideranças.

Responder

    Richard

    25 de março de 2012 às 11h00

    Todos sabem que não é simples trocar lideranças sindicais. A CUT que nasceu para quebrar esse tipo de gestão nunca conseguiu, por exemplo, "ganhar" o sindicato dos metalúrgicos de SP, o que dirá então, a genérica classe dos trabalhadores. Conheço sindicalistas de vários setores do trabalho, há exceções, mas a maioria absoluta, cutistas e outras centrais, estão muito mais preocupados em auferir benesses, só se inflamam nas desigual relação capital trabalho, quando o capital ameaçar avançar sobre essas benesses. Nas análises clássicas da luta de classes o capital era o agente extrator da mais valia operária, hoje além da dita burguesia, os trabalhadores são roubados em seu suor por essas estruturas burocráticas que se reproduzem como penduricalhos estatais. Cuidado, Dilma pode estar atenta a isso também.

Renato Lira

25 de março de 2012 às 00h07

Não concordo.

Sou "ignorante".

Não devo estar "a nível de" sua "sabedoria".

Como "ignorante" que sou, acho o texto raso, chulo, cheio de factóides, com análises rasteiras, incoerentes e desinteligentes.

Pode lamentar.

Responder

Fabio_Passos

25 de março de 2012 às 00h06

Um governo com muitos retrocessos e pouca coisa a comemorar.
É preocupante.

Responder

Uma ilha no Planalto | kimparanoid

24 de março de 2012 às 23h48

[…] à presidenta, a imprensa não deixa de ter certa razão. Mas as consequências dessa realidade são preocupantes para a agenda dos movimentos sociais e setores progressistas da sociedade. A falta de uma interlocução mais próxima do governo com esses setores já causa mal estar […]

Responder

souza

24 de março de 2012 às 22h31

quando voce for presidente, a sua aprovação vai ser de 90%, quando.

Responder

kimparanoid

24 de março de 2012 às 22h30

Concordo com a análise e me sinto igualmente decepcionado com os rumos que o governo Dilma têm tomado.
O que é especialmente preocupante é que essa ênfase gerencial do governo tem, ao meu ver, distanciado cada vez mais o Palácio do Planalto dos aliados realmente confiáveis: a militância e os movimentos sociais.
A bancada aliada, sobretudo o PMDB, já deixou claro que não fala em outros termos que não os do "toma lá, dá cá" — no qual a presidenta se recusa a dialogar. Resultado: não custa nada para esses "aliados" se transformarem em opositores sectários e "travarem" o governo.
Os veículos da grande imprensa, se hoje adulam a presidenta, podem a qualquer momento deixá-la na mão. Todo mundo sabe disso, só o governo Dilma é que parece querer ignorar essa realidade.
E assim o governo vai criando o seu próprio isolamento, dando corda para o próprio enforcamento.

Responder

Ramon

24 de março de 2012 às 22h28

Governo neoliberal. A privatizaçao do dinheiro da aposentadoria do servidor publico para o mercado vai ser o divisor de aguas para a perda do apoio do servidor publico e o inicio da perda da proxima eleição.

Responder

    Douglas

    25 de março de 2012 às 12h45

    eu acho é ótimo isso! Esse governo da ex-terrorista e atual ditadora de TPM vai dançar em 2014, graças a Deus. Ela escolheu mal os aliados, e tem uma forma de "acoitar" pessoas em seu ministério que nem na porta da delegacia deveria passar. Por isso só vai dando cabeçadas. E com isso os setores altamente estratégicos para a nação estão afundando. Que o diga os setores da educação, saúde, segurança, entre outros. A dona Dilma continua com a velha idéia de que só o bucho (meio cheio) serve para governar. Isso chama-se governo de coronéis. Dá um saco de comida ou uma dentadura e seria reeleito ou adorado. Que ridículo esse governozinho! E os dilmistas ficam com raivinhas! Tadinhos deles.

Richard

24 de março de 2012 às 22h25

Calma, uma coisa de cada vez. Me parece que a prioridade de Dilma é mudar o tipo de jogo jogado no Congresso. Não adianta fazer e deixar a roubalheira correr solta no Congresso. O foco agora me parece este, deixar a direita sem bandeira. O temor é que sem o discurso anticorrupção só lhe restará o fascismo, aí a esquerda poderá deitar e rolar, retomará uma de suas causas históricas, combater o fascismo. E é assim, Dilma age de modo focado e passos bem pensados. Não creio que ela esteja alheia às promessas de campanha. No mais, com raríssimas exceções quem são os sindicalistas para cobrar alguma coisa hoje, não passam pelegos afim de engordar com suas sinecuras classistas apropriadas da mais valia de quem de fato trabalha.

Responder

dimitri

24 de março de 2012 às 22h03

Parece que o analista ainda não percebeu que o governo Dilma já escolheu suas prioridades há muito tempo – tirar a classe D e E da pobreza, e isso não significa dar "cultura", apenas "comida" mesmo. Bom, do jeito que a coisa vai, está claro que nas próximas eleições Dilma será reeleita, não com os votos de uma "esquerda esclarecida" e aculturada, mas com um lumpem proletariado que agradece a refeição 3 vezes ao dia.

Responder

    JOSE DANTAS

    25 de março de 2012 às 08h04

    Mas, peraí! Então quem passa fome não é prioridade? Como é que se aprende de barriga vazia? Ou essa galera não é considerada gente na sua "análise"?

    Geysa Guimarães

    27 de março de 2012 às 13h09

    José Dantas:
    Certamente, o dimitri nunca passou fome.
    "Apenas" comida, diz ele. E se refere ao lumpem proletariado com o mesmo desdém da elite.
    Muito cheiroso, pro meu gosto.

    Tercio Rangel

    31 de março de 2012 às 19h24

    Não confunda alhos com bugalhos , o fato real é que a Dilma que eu ajudei a eleger é muito diferente da Dilma "presidenta" , ela está agradando até à Globo . Outro dia vi um editorial fazendo mil elogios a ela , de maneira meio envergonhado ,mas elogiando . Convenhamos , se a Globo está do lado dela eu estou do outro lado . Triste mas real ! Até a Veja está contente com ela …

pperez

24 de março de 2012 às 21h30

Dilma é gestora sem muita paciencia para ficar paparicando lideranças politicas que estão mais para cuidar dos netos ou bisnetos.
E tudo indica que mantera esta postura!
O problema é nos segmentos sociais, aí se não tiver um pouco de flexibilidade a coisa vai pegar!

Responder

Jeanette

24 de março de 2012 às 20h45

Como eleitora, cidadã e participante ativa da "onda vermelha" que batalhou duramente pela eleição de Dilma, compartilho de sua análise e temo que esteja em curso uma perda progressiva da capacidade de confronto ideológico com esta inesperada guinada conservadora por parte do Governo Federal…

Responder

    dimitri

    24 de março de 2012 às 22h05

    ideologia não enche barriga de pobre. O governo Dilma está se lixando pra ideologia, por isso estamos órfãos.

    Aline C Pavia

    24 de março de 2012 às 22h54

    Os 101 milhões de pessoas na Classe C que o digam.
    Antes disputavam a tapa leite C vencido no fundo do mercado. Hoje levam danone. Acorde, vá aos mercados, shoppings, aeroportos, ruas, bares, restaurantes.
    A equação não fecha. Maior crise econômica mundial e este país tem emprego, distribuição de renda, aumento real de salário, contenção de inflação, baixa taxa de juros e crescimento do PIB. A Merkel, o Sarkozy e o Obama ficam se perguntando, "mas como??" E a Dilma vai se preocupar com o PR ou PSB? quá quá quá.

    JOSE DANTAS

    25 de março de 2012 às 08h09

    O problema é que a classe C não é canhota nem destra. Afinal, se escreve com uma das mãos, enquanto se rala com as duas.

    beattrice

    26 de março de 2012 às 01h24

    E já elegeu até um Piñera e um Berlusconi.

    EUNAOSABIA

    25 de março de 2012 às 09h17

    Você mente sempre tanto assim ou só quando respira? tu manja pra caramba de economia, hein rapaz?… é até difícil imaginar que alguém acredita nas sandices que fala… deixa de besteiras rapaz, a Alemanha no olho do furacão da crise, creceu mais que o Brasil Maravilha ou a Noruega de Lula que só existe na cabeça de vocês mesmo…. essa de Obama e Merkel perguntarem "mas como"? foi a piada do milênio…. ainda dá um quá quá quá no final….

    Felipe

    25 de março de 2012 às 11h08

    vão ao shopping, bares, ruas e afins… mas nao vão a teatros, livrarias, bibliotecas, universidades publicas. Desde quando um país de consumidores de quinquilharias é orgulho pra alguém? Quero ver quand o danone já tiver entopido a coronária da classe C se o SUS vai dar conta do recado… rs

    beattrice

    25 de março de 2012 às 11h42

    O Zapatero também não se preocupou, olha lá e veja se ele tá rindo.

    Abel

    25 de março de 2012 às 21h53

    É… o Brasil é bem parecido com a Espanha ;) Sem contar no dinheiro que desviam da Catalunha para sustentar Madrid…

    beattrice

    26 de março de 2012 às 13h55

    No fato de que há dois partidos principais se alternando no poder e que ambos progressivamente se igualam no ideário economico neoliberal, sim, são semelhantes
    Brasil e Espanha.
    Quanto ao problema do dinheiro que sai das provincias para o centralismo madrileno, há regiões que sofrem até mais agudamente o problema do que a Catalunya, como Alicante por exemplo.

    assalariado.

    25 de março de 2012 às 14h21

    Aline, este seu discurso é corrente aqui no blog. Uma coisa é ser classe média, de fato. Outra, é estar classe média. Qual a diferença mesmo?

    Abraços.

    Geysa Guimarães

    25 de março de 2012 às 22h17

    Palmas pro cê, Aline!

Anão Zangado

24 de março de 2012 às 20h39

Texto excelente. Só acrescentaria que mesmo a gestão da política econômica é péssima, pois não consegue escapar à orientação neoliberal e ao atendimento das demandas do sistema financeiro. Naturalmente, irá de haver um sem número de ignorantes que discordam. Nada a fazer senão lamentar.

Responder

    Marcio H Silva

    25 de março de 2012 às 00h50

    Discordar é ser ignorante? o PS do texto é bem claro: "O intuito, aqui, não é atacar ninguém, mas simplesmente incentivar o debate."
    Então vamos praticar o debate sem ofensas…….

Douglas

24 de março de 2012 às 20h33

O governo da senhora Dilma só tem uma característica marcante. Ditatorial. Lamentável.

Responder

    Lucas

    24 de março de 2012 às 22h21

    Ditatorial??
    Conselho: mantenha-se dentro do razoável, suas críticas e idéias serão melhor aceita se você não chutar o balde tão escandalosamente.

    beattrice

    25 de março de 2012 às 11h44

    Os dilmistas não aceitam críticas em caso algum, só se forem a favor.

    Jairo_Beraldo

    25 de março de 2012 às 14h50

    beattrice, sabe que também estou um tanto decepcionado com a postura da Dilma, mas daí querer inventar que ela é ditadora? Não cola, né!

    beattrice

    26 de março de 2012 às 01h30

    Quando sobra soberba e falta diálogo, como vem ocorrendo sistematicamente nos setores de Saúde e Cultura, só para citar dois exemplos, a ideologia política, se é que existe certamente não é a democrática.

    Davi Sensu

    26 de março de 2012 às 09h22

    Pra falar em soberba, uma especialista. Pelo menos fala com conhecimento de causa.

    Jairo_Beraldo

    26 de março de 2012 às 15h59

    beattrice pode até não ser uma especialista…mas de uma coisa eu sei…ele trabalhou pra caramba para Dilma. E entramos em confronto, quando Dilma formou seu sinistério, que eu desde sempre fui contra colocar Malocci, Zé Caridozo,Gralhabaldi,Morreia Fraco no seu governo….soberba, tenho certeza, não é um adjetivo que sirva nela!

    Davi Sensu

    26 de março de 2012 às 18h46

    Na Dilma? Concordo. Jairo, obrigado pelo corporativismo mas acho que a beattrice consegue se defender melhor do que isso. Com relação a "trabalhar muito" pela Dilma, meu amigo, quem tinha um pingo de nacionalismo e sangue nas veias não poderia ficar calado diante da ameça do conservadorismo retrógrado, agora quem elegeu a Dilma, talvez você e a beattrice não saibam mas foi o povo brasileiro e não vocês. Esse trabalho todo que todos nós tivémos foi pelo Brasil e não pra ser atendido prontamente na fila do chororô. E pra mim esse sentimento de ser "especial", de julgar um governo como se tudo já fosse definitivo, criticar cada medida do alto de seu pedestal ético e intocável, se encaixa perfeitamente no adjetivo e pelo menos nos comentários da beattrice que tenho lido com frequencia nesse blog.

    Jairo_Beraldo

    26 de março de 2012 às 23h36

    Eu disse que lutamos por isso, não que elegemos Dilma…mas também como ela, tenho minhas magoas de Dilma, e as vezes bato pesado, mas mesmo assim defendo a presidente de anarquistas da direita.

    Geysa Guimarães

    27 de março de 2012 às 13h04

    Louvo sua capacidade de análise.
    Também me chama a atenção a rapidez com que beattrice "mudou de lado".

    Albuquerque

    25 de março de 2012 às 12h29

    Pegue o seu conselho e use-o onde você bem sabe que deve usar. Chutar balde eu posso. Não devo nada a esse des-governo e não sou partidário. Não sou obrigado a aceitar os procedimentos desse governo. Portanto, limite-se ao seu lugar!

    Polengo

    24 de março de 2012 às 23h30

    E democrático é o serra, que vive nos estados unidos do brasil.

    Jairo_Beraldo

    25 de março de 2012 às 12h06

    O sr. Douglas deve achar democraticos são os tucanos Alckmin, Çerra, Perillo e FHC, que tem hábitos estranhos de mandar espancar o povo, para esconderem suas arruaças.

    EUNAOSABIA

    25 de março de 2012 às 12h13

    Vocês vão tomar mais uma surra em São Paulo.

    Jairo_Beraldo

    25 de março de 2012 às 14h48

    Eu não sou polista….mandou o recado errado!

    EUNAOSABIA

    25 de março de 2012 às 18h00

    E por que não para de falar de São Paulo?… deves comer o que nos produzimos.

    Jairo_Beraldo

    25 de março de 2012 às 20h07

    Voces polistas se acham…parece que só exite produção aí….mas minha intenção é bem outra. A primeira é te irritar. A segunda e mais importante, é evitar que a epidemia tucana polista se espalhe pelo país causando uma pandemia incontrolável. E a melhor forma de faze-lo é matando a praga no nascedouro!

    Julio Silveira

    25 de março de 2012 às 19h42

    É provavel Robo, é provavel, mas isso não significa que acerto, apenas que voces paulistas que elegem esse tipo de gente pensa com o joanete.

    Polengo

    25 de março de 2012 às 20h03

    Igual à surra que o serra deu na dilma?

    Douglas

    25 de março de 2012 às 20h27

    não sou PTralha e tampouco PSDBista! Apenas tenho minha opinião. Isso basta. Aliás, muita bobagem ficar defendendo esses políticos de carreira seja ele qual seja o partido. Sou apartidário. O Brasil precisa definir condições mínimas para ser político. Não basta subir em palanque e roubar. Tem de parar de roubar e ter condições mínimas. Para ser engenheiro, médico, economista, etc, precisa ter curso. Faça-se o mesmo para políticos!

    Vlad

    25 de março de 2012 às 17h09

    É não, Douglas.
    Mas, de fato, não é um governo-banana.
    Ditadura é bem outra coisa. Nem estaríamos aqui discutindo livremente.
    A característica marcante são os ventos que incicam o fim da era toma-lá-dá-cá, que durou de 1984 a 2010 d.C.

    Julio Silveira

    25 de março de 2012 às 19h14

    Olha que sou um democrata renhido, mas dentro desse grupo politico que no elegemos para assistir ao Brasil, que ela é obrigada a compartilhar o poder, dentro dessa estrutura de governo que possuimos se ela fosse mais democratica do que é, apalpariam-lhe as nadegas.
    Voce parece ser de outro planeta meu.

    ZéTamandua

    25 de março de 2012 às 20h50

    Que o diga os funcionarios do ministerio das minas e energia,quem trabalhou na casa civil e hoje podem perguntar a quem trabalha no alvorada,quem é a dona dilma.


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