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Laurindo Leal Filho: “Conformismo anestesiado pelo consumo”


02/01/2011 - 18h23

Colunistas| 02/01/2012 | Copyleft

DEBATE ABERTO

O partido único da mídia

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira.

Laurindo Lalo Leal Filho, na Carta Maior

A superficialidade e o descrédito a que chegaram os meios de comunicação tradicionais no Brasil é incontestável. Posicionamento político-partidário explícito e “reengenharias” administrativas estão na raiz desse processo.

Dispensas em massa de profissionais qualificados explicam, em parte, a baixa qualidade editorial. Foi-se o tempo em que ler jornal dava prazer. Mas fiquemos, por aqui, apenas na orientação política.

A concentração dos meios e a identidade ideológica existente entre eles criou no país o “partido único” da mídia, sem oposição ou contestação. Ditam políticas, hábitos, valores e comportamentos. O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade. Hoje, para perceber esse fenômeno, não são mais necessárias as exaustivas pesquisas em jornalismo comparado, tão comuns em nossas academias lá pelos anos 1980.

Agora basta abrir um jornal ou assistir a um telejornal e compará-los com as informações oferecidas por sites e blogues sérios, oferecidos pela internet. São mundos distintos.

No caso da mídia brasileira essa situação começou a se consolidar com a implosão das economias planificadas do leste europeu, na virada dos anos 1980/90.

Em 1992, no livro “O fim da história e o último homem”, ampliando ideias já apresentadas em ensaio de 1989, Francis Fukuyama punha um ponto final no choque de ideologias, saudando o capitalismo como modo de produção e processo civilizatório definitivo da humanidade, globalizado e eternizado.

Tese rapidamente endossada com euforia pela mídia conservadora e hegemônica que, a partir dai, pautaria por esse viés seus recortes diários do mundo, transmitidos ao público. Faz isso até hoje.

Só que, obviamente, a história não acabou. Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam. Mas a mídia trata o capitalismo como se fosse eterno, excluindo de suas pautas as contradições básicas que o formam e o conformam. Dai a pobreza de seus conteúdos e o seu distanciamento da realidade, levando-a ao descrédito.

De fomentadora de ideias e debates, fortes características de seus primórdios em séculos passados, passou a estimuladora do conformismo e da acomodação. Para ela o motor história não é a luta de classes e sim o consumo, apresentado em gráficos e infográficos, alardeando números e índices que, muitas vezes, beiram o esotérico.

Se nos anos 1990 essas políticas editoriais obtiveram relativo êxito apoiadas na expansão do neoliberalismo pelo mundo, na última década a realidade crítica abalou todas as certezas impostas ideologicamente. As contradições vieram à tona.

No entanto a mídia, reduzida e conservadora, especialmente no Brasil, segue tratando apenas das aparências, deixando de lado determinações mais profundas. Movimentos anti-capitalistas espalhados pelo mundo são mencionados, quando o são, particularmente pela TV, como “fait-divers”, destituídos de sentido, a-históricos. Seguindo rigorosamente a tese de Fukuyama.

Fazendo jus ao seu papel de “partido único”, os meios oferecem ao público, como elemento condutor de sua ideologia conservadora, algo que genericamente pode ser chamado de kitsch. Definição dada pelos alemães no século passado para a arte popular e comercial, feita de fotos coloridas, capas de revistas, ilustrações, imagens publicitárias, histórias em quadrinhos, filmes de Hollywood. Atualizando seriam os nossos programas de TV, os cadernos de variedades de jornais e revistas, as músicas e as preces tocadas no rádio.

Esse é o prato diário da mídia, oferecido em embalagens sedutoras e entremeado de informações ditas jornalísticas, apresentando o mundo como um quadro acabado, inalterável. Não existindo alternativas, resta o conformismo anestesiado pelo consumo, ainda que para muitos apenas ilusório.

Claro que esse quadro midiático tem eficácia até certo momento, enquanto realidade e imaginário de alguma forma guardam proximidade. Mas ele também é histórico e, portanto, mutável.

Enquanto as contradições básicas da sociedade, aqui mencionadas, permanecerem existindo, a integração das consciências “pelo alto” será irrealizável, alertava Adorno, num dos seus últimos textos. Por mais que os meios de comunicação se esforcem por integrá-las.

Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Confrontados com a internet desabam. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira. Sem falar na contribuição dada a esse processo pela queda da qualidade editorial, tema que fica para outro momento.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

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30 comentários

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Bonifa

04 de janeiro de 2012 às 13h41

"Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam." É o único reparo que coloco no excelente artigo do Laurindo Leal: Há capitalismos e capitalismos. Este modelo que ora se esgota é o do neoliberalismo, capitalismo liberal sem freios e sem regulamentação, com tendência ao domínio absoluto de um setor financeiro sem qualquer controle estatal ou internacional, auto-destrutivo por índole de sua avidez extremada por lucros e guiado por concorrência insana. Este é o modelo que engoliu os meios de comunicação e os pôs a serviço de seus interesses, e transformou os políticos e direntes dos diversos países por ele dominados, em meros bonecos a serem manipulados por ele, apartados de qualquer compromisso com o povo que os elege ou elegeu.

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    Pedro

    05 de janeiro de 2012 às 14h38

    E onde é que está o capitalismo bonzinho, Bonifa?

Antonio

04 de janeiro de 2012 às 13h22

No Brasil penso que não há conformismo compensado pelo consumo. Aliás, o consumo é coisa muito recente para as classes mais pobres e ainda não consolidado. O que ocorre é a falta de elementos para julgar este ou aquele partido, esta ou aquela ideologia, quer por falta de conhecimento, quer por falta de acuidade da percepção e falta de informação, o que induz as pessoas ao erro e o desnorteamento – as pessoas, não conscientes de seus direitos, não conscientes do processo histórico e despolitizadas, acabam sem saber o que fazer e votam naquele desconhecido, que as seduz através dos meios de comunicação, principalmente a TV. É um voto personalista, desprovido de politização e trata-se de um experimento.
Com a classe média já é diferente. Ela é conservadora e ingênua. Tanto pior tem ficado essa situação porque seus filhos vão às faculdades pagas, que os ensinam a ser conservadores. Fazem uma programação conservadora em suas cabeças, e eles saem da faculdade achando que aquela ideologia aprendida é a correta. Não há reflexão, não há crítica, não há discernimento, mesmo porque o conservadorismo já vem de berço. Não há o que discutir. Lula está mudando isso, mas ainda assim a coisa é personalista e sem maior politização e reflexão, por culpa do PT, que está há 9 anos no poder central e não fomentou a politização.

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Jonas Resende

04 de janeiro de 2012 às 12h44

O PiG ainda é visto e lido ( embora cada vez menos), mas não é acreditado, ou seja, caiu em descrédito. O texto coloca bem o descompasso com a realidade em que a velha mídia está e o fortalecimento da internet, particularmente os blogs sujos e as redes sociais, é uma das consequências mais benéficas em termos de comunicação de qualidade. Está faltando uma Ley de Medios como na Argentina ( e em muitos países, inclusive da Europa e Estados Unidos) para esse ciclo ficar bem completo. Qto a "notícias boas no PiG", tanto faz, sempre vão distorcer assuntos qdo trabalhistas e de esquerdistas estiverem no governo, mas "moeda de troca" é inadmissível, não abriremos mão da CPI da Privataria.

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Paulo P.

04 de janeiro de 2012 às 12h39

O politico que representa realmente a opinião da população… :-)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embed

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ZePovinho

04 de janeiro de 2012 às 12h02

Depois do Ceará(onde o governador se negou a negociar sobre os baixos salários dos trabalhadores na segurança pública),a Prefeitura de Teresina inova ao contratar empresa de segurança privada para intimidar estudantes que não aceitam o aumento das passagens de ônibus na cidade de Teresina-Piauí(com FOTOS):
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/235231_s

Seguranças particulares acompanham protesto e perseguem estudantes
terça, 03 de janeiro de 2012 • 19:38

Por Rômulo Maia
Fotos: Igor Prado

Um grupo de seguranças particulares, com farda da empresa Cet Seg, participou da repressão ao movimento contra o reajuste da tarifa do transporte coletivo de Teresina. Há relatos que o grupo formando por mais de 10 homens perseguiu e intimidou os manifestantes na Avenida Frei Serafim, palco do protesto desta terça-feira (03).

Reunidos logo atrás da tropa de choque da Polícia Militar, eles se negaram a conceder entrevista e explicar por quem foram contratados. Logo após serem abordados pelo Portal AZ, todos guardaram os crachás de identificação nos bolsos.

O estudante Smille Nascimento, 17 anos, relata que foi perseguido pelos seguranças. Tudo aconteceu quando a PM iniciou o processo de desocupação da avenida, até então bloqueada pelos estudantes e trabalhadores.
“Quando a PM partiu para a Frei Serafim, eu corri. Aí percebi que eles estavam me seguindo”, afirma. O adolescente se escondeu atrás de um carro para despistar o grupo. Outros estudantes – que não quiseram se identificar – entraram pelos fundos de uma lanchonete para escapar da perseguição.

Os seguranças da Cet Seg acompanham os manifestantes desde segunda-feira (02), primeiro dia de protestos. Além de circularem a pé, eles utilizam dois veículos descaracterizados – uma S-10 preta e uma L.200 verde-escura.

“Esses seguranças nos seguem desde ontem. Ninguém sabe dizer quem são eles e pra quem eles prestam serviço”, afirma o estudante Rodrigo Saraiva.

Polícia não demonstrou preocupação

Abordado pelo Portal AZ, o comando da tropa de choque da Rone (Rodas Ostensivas de Naturezas Especiais) não demonstrou interesse em saber que papel os seguranças particulares desempenhavam. “Não sabemos quem são eles”, respondeu o tenente Tanaka Costa, que comandava o efetivo da PM.

Diante da insistência da reportagem, o tenente afirmou que não “interessava à polícia” identificar o grupo. Após nova pergunta, o tenente gritou para a equipe do Portal AZ: "Dispersa, porra! Circulando!". Depois, ameaçou “prisão por desobediência” caso a ordem não fosse acatada.

Ao assumir o comando da tropa, a tenente-coronel Júlia Beatriz recomendou a alguns representantes de entidades que denunciassem a ação dos seguranças à Polícia Federal. “A competência de investigar para quem eles estão a serviço é da Federal. Se eu perguntar, eles têm o direito de não responder”, disse a oficial da PM, enfatizando que a participação de seguranças particulares em ações ostensivas é ilegal.

Na noite desta terça-feira (03), a TV Cidade Verde informou que a Cet Seg foi contratada pelo Setut (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina), entidade gestora do sistema de transporte público da capital. A presença dos seguranças seria para evitar que ônibus fossem depredados.

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ZePovinho

04 de janeiro de 2012 às 11h46

http://blogprojetonacional.com.br/o-discurso-e-os

4/01/2012
O discurso e os fatos

É impressionante como a elite brasileira tem uma visão pessimista de seu país.

Mesmo ganhando dinheiro como jamais ganhou na história não consegue se livrar de sua formação mental de colonizada e não consegue, portanto, ter como estratégia nada que não seja imitar o mundo decadente dos países centrais.

Repete a cantilena anti-estatal, sem atinar com o óbvio de que todas os saltos de desenvolvimento econômico do país – mesmo com todas as suas distorções, algumas cruéis – se deram em períodos onde o Estado interniu fortemente para alavancar a economia: a era Vargas-JK, o período militar do final dos anos 60 e início dos 70 e o segundo governo Lula.

Continuamos a ouvir as mesmas histórias, de que precisamos “fazer o dever de casa”, traduzido isso em cortar investimentos, salários, afrouxar os controles públicos sobre o mundo das finanças, tudo o que não deu certo nos países centrais e está evidente agora. Copiamos o modelo privatizante-neoliberal de Tatcher-Reagan com 15 anos de atraso e, pior, num país que não tinha ainda sequer a solidez que as economias desenvolvidas tinham, então.

Incrível que se use como desculpas para isso o fato de termos gargalos – educação, saúde e infraestrutura – que foram construídos nos quase 20 anos – fim do período Figueiredo, governos Sarney, Collor e FH 1 e 2 – quando o Estado se ausentou do papel de indutor do desenvolvimento econômico.

Pode até ser que não surgissem tantos gargalos, porque a garrafas vazias pouco importa o tamanho de seus gargalos. Se eles surgem com mais evidência agora, é porque se cria, se produz e se consome como não se fazia antes.

De igual forma, como falar que estes gargalos são estatais. Em que área – exceto a telefonia, neste caso muito mais por força dos avanços da tecnologia – se pode dizer que a privatização fez o Brasil dar um salto? Energia? Estradas de ferro? Finanças? Onde?

Ah, por último se diz que o Brasil cresceu – e pouco – por conta de uma situação mundial favorável e muito menos do que poderia, se comparado aos demais países do mundo.

Será?

Nunca, na década que antecedeu à crise de 2008, o mundo tinha vivido uma crise tão profunda, porque localizada nas economias centrais. Nunca os Estados mais poderosos tinham se visto a braços com uma convulsão econômica em suas próprias entranhas.

Aproveitamos menos que os outros emergentes? Talvez, embora não muito, como você pode ver no gráfico publicado no último dia de 2011 pela The Economist. Mas, repare que não foi assim no emprego (o gráfico não mostra, mas este decresceu na Índia) e muito menos na distribuição de renda. ]

O Brasil teve um crescimento contínuo no PIB per capita (de US$ 8,3 mil por habitante, em 2005, para US$ 10,8 mil, em 2010), enquanto o fa China e da Índia decresceu na crise. Na Índia foi de US$ 3,4 mil para US$ 3,5 mil, no mesmo período, enquanto na China foi de US$ 6,8 mil para US$ 7,6 mil.

E, ao contrário das previsões de todos os que pensam no Brasil das elites, o aumento de renda da população a partir do novo salário mínimo vai encontrar o país ansioso por crescer mais.

Por: Fernando Brito

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Bernardino

04 de janeiro de 2012 às 11h30

O ARtigo é perfeito,vivemos a ditatura do Deus mercado-consumo em substutuiçao aos valores antigos das boas governaças e idealismo da sociedade mundial.O que fazer para mudar tudo isso? eis a questao
Estamos vivendo o ufanismo plantado pelo governo e agora parece apoiado pela Midia num belo acordao para disfarçar caldeirao social que ferve sem deslligar a fogueira que alimenta tal caldeirao social.
O Brasil é um gigante de pés de barros,foi assim na mlagre da Ditadura militar e agora com a esquerda festiva dos pseudo socialistas,Nao adianta progresso com milhoes de analfabetos despoliltizados,forças armadas sucateadas e frouxas e uma imprensa elitista corrupta,manipuladora e antipatriota!!
É como um doente BIPOLAR,ora em euforia ora em Depressao.
A Presidente da Republica se oferecendo na midia para dar receitinhas de omeletes e bajulando as HEBE camargos e congeneres.REgulaçao da midia nada.Parece que nem o projeto Genoma é capaz de tirar o DNA Portugues com seus genes da COrrupçao e COVARDIA tupiniquim!!

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Caracol

04 de janeiro de 2012 às 10h52

Uma característica comum nos ambientes acadêmicos, publicitários e meios de comunicação de maneira geral é a busca desenfreada pela originalidade. Não ser original pode significar não existir, e, mais comezinho, pode significar perder o emprego. Com a massificação da comunicação e a imposição da ditadura da informação inútil, a profissão mais comum se tornou a de Profeta. A Política, a Economia, até o Futebol estão impregnados desta verdadeira praga: o Profeta.
Existem dois probleminhas, para nós e para eles (os profetas): o primeiro é que com a velocidade atual, o futuro ficou espremido. Ele vem mais depressa, e mais depressa expõe hoje a babaquice afirmada ontem. Não é mais como nos tempos antigos, quando os fenômenos eram ajustados de acordo com os relógios da Natureza. O outro problema é que essas "profecias" vêm carregadas do famigerado "wishfull thinking", o pensamento poluído pelo desejo, a vontade desesperada de que aquilo que se profetiza, por mais idiota que seja, realmente venha a acontecer.
Ora, como eu nunca tive nada a ver com os pensamentos cheios de desejo de Fukuyama, desde o advento de sua profecia eu estava consciente de que ele era mais um babaca a "desejar" que a queda do Império Soviético e o triunfo do capitalismo globalizado viessem a acabar de vez com essa incômoda e insistente busca que alguns teimam em fazer pela Justiça Social.
O problema é que idéias não são revogadas por decreto, seja ele acadêmico, publicitário ou televisivo. E esmagado pelo futuro que veio depressa, pelo afã com que se atirou ao pote, Fukuyama se revelou como mais um dos profetas falidos. É apenas mais um babaca.
Eu sinto apenas que o bando de idiotas que segue essa gente que se torna famosa pelas suas "profecias", seja no campo da Política ou da Economia, cause tanto prejuízo aos que querem apenas viver em paz, entregues a tarefas terrenas como a educação de seus filhos, o trabalho honesto e a harmonia com seu vizinho.

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João-PR

04 de janeiro de 2012 às 10h28

Gostei do texto. Convivo com jovens diariamente (sou Professor do Ensino Superior) e noto o quanto os jovens são desconectados da realidade. Segundo o autor "O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade".
Parece que o único objetivo dos jovens (generalizando muito, óbvio) é consumir, consumir, consumir. Vejo com preocupação o número de cervejas que bebem em festas (será uma fuga, inconsciente, da realidade que eles vêem mas que é escondida?).

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Lu_Witovisk

04 de janeiro de 2012 às 10h16

O que não da pra acreditar é que ainda tem mta gente que vê, acredita e sai repetindo TUDO o que o PIG diz. São seguidores fanáticos. E o Bernardo dorme. :(

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Couto

04 de janeiro de 2012 às 10h01

Muito boa essa denominação: partidos midiáticos. Aliás, fiquei muito feliz com a leitura desse comentário porque confirma o que, há muito tempo, digo aos amigos. E quando um especialista do assunto pensa exatamente como a gente que não é do ramo das ciências sociais, a gente exulta. Aliás, o silêncio da mídia sobre o livro Pirataria Tucana, corrobora o que diz o Laurindo.

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Gambazinho

04 de janeiro de 2012 às 09h58

Enquanto isso, em Trancoso, Bahia, local de veraneio da elite paulistana, em uma das mansões de sua filha Verônica, Serra continua analisando o livro A Pirataria Tucana e tentando encontrar meios de elaborar algum tipo de resposta um mês após o seu lançamento…

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zezinho

04 de janeiro de 2012 às 07h32

Discordo da visao do autor. Seria um tanto quanto inocente pensar que a mídia convencional está com seus dias contados, isso é bravata. O que ocorre na verdade é uma transicao, já esperada, para o conteúdo apresentado online. Concordo que agora a distrubuicao da informacao está mais democrática sendo que é possível disceminar diferentes pontos de vistas independentemente, mas isso nao quer dizer que a mídia convencional está em ruínas ou que tem fim certo. Ela está simplesmente em transformacao e adequando-se à internet. Na verdade essa raiva toda contra o dito PiG se dá simplesmente porque ele fala mal do governo. Ora, isso sempre ocorreu. No tempo de FHC isso nao era diferente e o PT a achava um máximo. Agora que prova do próprio veneno quer exterminá-la e propoe inclusive planos para controlá-la assim como fazem na Argentina. O que seria inclusive burro de fazer, pois quando a oposicao subir ao poder ela terá as rédeas, e aí como fica?

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    Pedro Soto

    04 de janeiro de 2012 às 12h22

    Quanta besteira!
    Vai comentar na Veja, ô cara. Quem te disse que na Argentina a mídia é controlada? Entra no site do Clarín, do La Nación e outros mais e checa pela tua própria cabeça. Não fica só repetindo o que a mídia golpista manda você dizer.

    zezinho

    04 de janeiro de 2012 às 16h34

    Você entendeu muito bem o que quis dizer com controle. Controle significa poder de pressão para dar pauta. Esse controle ainda não é eficaz na Argentina mas eles chegarão lá. A pergunta que fica é: Se o objetivo de fazer a Lei de Mídias no Brasil não é calar ou eliminar o PiG, porque então ela é tão fervorosamente defendida por vcs? O PT está no poder e tem aprovação recorde apesar do PiG. Isso me parece bravata de quem quer mudar o foco do problema.

Scan

04 de janeiro de 2012 às 02h17

Bem, o livro(?) "O Fim da História" acabou mesmo foi com o futuro do "estoriador" Fukuyama.
Esse 'tá como o PSDB: não levanta mais a cabeça.
Agora mesmo deve estar lendo Marx e Engels, se perguntando "onde foi que eu errei?"
É, quem nasce pra Fukuyama, jamais chega a Hobsbawn.

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Marcio H Silva

03 de janeiro de 2012 às 23h19

Mais propostas de censura. A liberdade causa pânico.[youtube guLzLVBshxk http://www.youtube.com/watch?v=guLzLVBshxk youtube]

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Marcio H Silva

03 de janeiro de 2012 às 22h57

Mais propostas de censura. A liberdade causa pânico.
http://www.youtube.com/watch?v=yDX8Lyl16Qs youtube]

Responder

Marcio H Silva

03 de janeiro de 2012 às 22h46

No facebook de um amigo.
O site tucanista Implicante.org encontrou uma notícia pra lá de interessante para nós que somos blogueiros, está no site da Câmara dos Deputados a informação que a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática instalou uma subcomissão para discutir o possível financiamento de mídias alternativas. A sugestão para a criação desta comissão foi da deputada do PCdoB de Pernambuco, Luciana Santos. Segundo ela a intenção é analisar propostas de financiamento de diversas formas de comunicação, desde blogs até rádios comunitárias.

É praticamente uma Bolsa Blog!

Não é surpresa ver uma deputada do PCdoB propondo isso. Este partido que perdeu todo fio de credibilidade comigo quando declarou que era uma pena a morte de Kim Jong-Il, exaltando aquele ditador canalha que mantém uma parte do mundo vivendo as escuras (literalmente), tem tendência a apoiar projetos que fazem o Estado ”patrocinar” a mídia, exercendo uma forma de controle velada.

Mais uma piada no Stand Up da política nacional.

Postado em 28/12/2011 por rslonik

o link é este: http://novo-mundo.org/brasil/a-bolsa-blogueiro-ve

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Armando S Marangoni

03 de janeiro de 2012 às 21h34

Legal, Partido Único da Mídia, o PÚM.

É PÚM e PiG!

Cadê nossa Lei de Meios de Comunicação? Cadê o controle do povo sobre ao que ele se destina?

TV a cabo para todos! Já!

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ma.rosa

03 de janeiro de 2012 às 21h26

incrivel, mas outro dia vendo justamente uma "materia" destas com dados, infograficos, indices, estatisticas, etc, etc, tive esta sensaçao: isto parece "coisa esoterica", que midia e esta, me perguntei? e agora tenho com este artigo, a confirmaçao: esta midia, este partido unico, este PIG, nao nos representa!!!!! que bom que tenho a oportunidade de ler estes artigos e de poder enfim sair da "Matrix", acordar, respirar!!! ser livre!!
parabens caro autor.

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Remindo Sauim

03 de janeiro de 2012 às 20h50

Pois o jmindo Sauimornal o Sul de Porto Alegre quebrou esta ditadura, das manchetes de capa, da edição de hoje dia 3 de janeiro, até a página 6 são só elogios aos avanços do Brasil comandado por Dilma e apadrinhado por Lula. Até me assustei. Quem não está acostumado estranha.

Responder

    Laura Ricardo

    04 de janeiro de 2012 às 07h27

    A Piauí, uma revista tucana, também andou fazendo uma reportagem bem simpática à Dilma. De fato, há algo por aí.

    RicardãoCarioca

    04 de janeiro de 2012 às 10h20

    Parece que o PiG está oferecendo uma trégua ao governo em troca do esvaziamento da CPI da Privataria. Uma pena.

Fabio_Passos

03 de janeiro de 2012 às 20h27

Não é por outro motivo que cada vez menos pessoas se informam pela velha mídia.
Aquilo é de uma pieguice descomunal.

A pluralidade está na rede.

Responder

Carlos

03 de janeiro de 2012 às 19h39

Interessante,como todos artigos do tipo são. Mas será que é "bem assim"?

Compreender o povo brasileiro – considero tarefa complicada- passa antes de vislumbres.

Bom texto quando se lê sem compromisso , descartando a realidade, etc.

Na verdade "as realidades".

Responder

souza

03 de janeiro de 2012 às 19h26

concordo com o pensador, trilhar o caminho do partido único, PIG, fadado ao fracasso.

Responder

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