VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Karla T: Sobre santas quebradas e violência


29/07/2013 - 12h53

Foto do Facebook da Marcha das Vadias de SP

Sobre santas quebradas e violência

julho 28, 2013

por Karla T, no Escritos Feministas, sugerido pela Maria Frô

Aconteceu, neste sábado (27), a Marcha das Vadias do Rio de Janeiro (MDVRJ). Há meses, ela estava marcada para acontecer em Copacabana, a partir das 13h. Por problemas de logística (por pura incompetência, na verdade), os eventos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que ocorreriam em Guaratiba, na zona oeste do Rio, foram transferidos para Copacabana. E é claro que mantivemos a marcha por lá.

A Marcha saiu do posto 5 de Copacabana até o posto 9 de Ipanema. Eu, particularmente, não gostei desse trajeto. Penso que manifestações existem para trazer algum incômodo, parar o trânsito, quebrar a normalidade. Acho que o mais interessante teria sido andar pelo bairro de Copacabana, gritar para o bairro inteiro ouvir, inclusive os peregrinos católicos. Mas, fora isso, achei o saldo da marcha positivo.

Sim, eu gostaria de ter realizado um confronto – ainda que na base dos gritos. Mais um, na verdade, pois alguns peregrinos passaram pela concentração da marcha aos berros de “viva o papa! Viva a igreja!”. Houve resposta, é claro. Acredito que tenha sido nessa hora que um peregrino cuspiu na cara de uma manifestante. Este é um dos motivos pelos quais as estátuas quebradas não me incomodam: me compadeço muito mais por uma pessoa agredida do que por um pedaço de gesso.

Chegamos, afinal, à principal polêmica que a MDVRJ trouxe: uma performance artística em que um casal de manifestantes seminus quebrou estátuas de santos católicos. Claro que esta polêmica foi construída de fora, pela mídia. Eu estava lá enquanto a performance foi feita, mas sequer consegui vê-la, pois havia um círculo de pessoas ao redor dela e eu, baixinha, não consegui ver nada mesmo na ponta dos pés. Durante a marcha, não vi ninguém comentando sobre isso. Só fui saber o que houve horas depois, já voltando para casa, através de comentários na internet.

Não condeno a performance porque não me importo com a destruição de um símbolo opressor. Digam o que quiserem, mas, para mim, aquelas estátuas não passam de símbolos de uma instituição responsável por oprimir mulheres, indígenas e negros durante milênios. Aquelas estátuas simbolizam as pessoas que torturaram e queimaram vivas milhares de mulheres na inquisição. São o símbolo da instituição que condena a autonomia das mulheres. São o símbolo de uma instituição misógina. Nada mais justo que fossem destruídos numa marcha política. Afinal, não podemos esquecer que a Igreja Católica é uma grande instituição política com grande influência no estado brasileiro – que deveria ser laico, mas nunca se livrou deste ranço que vem desde os tempos da Colônia.

A aprovação ou não deste ato depende das convicções políticas de quem o avalia.  Eu acredito que não há diálogo possível com quem nos oprime e que, se alguém deseja fazê-lo, uma manifestação não é o momento pra isso – o diálogo tem que ser feito previamente. Existe o diálogo, feito principalmente através do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, que são um grupo minoritário lá dentro.  Mas muitas de nós não estão dentro da igreja católica, o que já exclui qualquer diálogo por parte dela, que não costuma dar ouvidos a quem não se curva a seus dogmas. Portanto, a possibilidade de um diálogo é ínfima. E eu não acho que nossas ações políticas devem se limitar a isso. Não devemos nos limitar ao diálogo com quem cospe nas nossas caras, literal e simbolicamente, todos os dias. Eu acredito muito mais em enfrentar os opressores como ação política. Portanto, não posso condenar quem o faz.

Condenar esta performance artística, pra mim, é uma hipocrisia tão grande quanto chorar pelas vitrines quebradas da Toulon e dar de ombros aos 13 mortos na Maré, ou ignorar o pedreiro Amarildo, que desapareceu na Rocinha após ser levado de casa por policiais da UPP. Não consigo me compadecer por pedaços de gesso quando tantas mulheres são despedaçadas todos os dias fazendo abortos clandestinos, quando são despedaçadas pela violência doméstica, por estupros; quando tantos LGBTs são agredidos e mortos todos os dias. A Igreja Católica também carrega responsabilidade por todo este sangue derramado quando fomenta intolerância e misoginia.

Não acho que seja possível classificar isso como intolerância religiosa. Duas pessoas resolveram quebrar as estátuas que elas compraram em um espaço público, durante um ato político. Ninguém invadiu uma igreja, impediu as pessoas de rezarem e despedaçou as imagens lá dentro. Porém, isso acontece o tempo todo nos terreiros de candomblé, nos centros de umbanda, mas não há a metade da indignação por parte da mídia e do público em geral. O recado é claro: existem religiões mais respeitáveis que outras. Dá pra distinguir uma da outra pela cor da pele de quem a pratica.

Como qualquer ato político, nem todo mundo vai concordar com a quebra das estátuas. Porém, acredito que atos políticos não deveriam ser feitos com simpatia e cordialidade, mas devem quebrar a normalidade, agredir o status quo, porque é contra isso que nós lutamos.

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74 comentários

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Elvys

01 de agosto de 2013 às 16h34

Fosse em uma sociedade mais desenvolvida, passaria batido. No caso do Brasil, já existe um destino certo para as fotos produzidas no ato – quebra de imagens, etc: o uso eleitoreiro por parte de deputados ultra-conservadores-retrogrados-completamente-imbecis. Alguem duvida que as fotos vão aparecer na campanha de reeleição em 2014 de Jair Bolsonaro e do Pastro Infeliciano, só para lembrar de alguns que estão no Legislativo (Federal, Estadual). Se poderiam estar apreensivos quanto a reeleição em mais um mandato parlamentar, agora ficaram bem tranquilos. Provavelmente serão reeleitos com o mesmo discurso e fazendo uso das fotos do ato de 27/07. Deputados evangélicos que terão forte apoio de fiéis católicos. Pensem nisso.

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Antonio - SP

31 de julho de 2013 às 19h20

Marcha das vadias, o nome diz tudo que está por trás desse movimento sem eira nem beira, que não respeita nem as próprias mulheres e ainda querem algum tipo de respeito dos outros ?

Pensei que esse tipo de “fanatismo feminista” tinha ficado enterrado no início da década de 60 com a famosa ” queima dos sutiãs ” da liberação feminina, mas parece que não.

Quanto a quebra das estatuas de santos, não é a destruição das imagens em si que choca, mas o desrespeito e achincalhe com a fé e a crença de milhões de pessoas, passaram do ponto e quanto mais explicam, pior fica.

E acusar a história da Igreja pelo que aconteceu no passado, então teriamos que destruir todas as instituições que o ser humano já construiu ao longo da história, pois todas tem algum senão histórico.

Quem não cre em nada tem o seu direito a ter essa postura, mas não o de agredir e ridicularizar aqueles que tem fé, pois o mesmo direito de não crer em nada, ser ateu, tem aquele que que professa qualquer religião.

Ninguém tem o direito de enfiar goela abaixo do outro suas convicções intimas ou posturas perante a vida.

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    Edfg.

    31 de julho de 2013 às 22h54

    Um dos poucos comentários que ja li aqui que eu assino abaixo.

Evandro Trigueiro Tavares

30 de julho de 2013 às 12h56

Acho que esse Movimento das Vadias acerta no conteúdo, mas erra na forma. Quem fez isso agrediu TODOS os católicos, indistintamente. Há tantas maneiras mais inteligentes de se criticar, como por exemplo o beijaço, ou quando se alia a crítica com o humor. Acho que o Movimento das Vadias deveria contratar um marqueteiro, pois todo esse vandalismo, com certeza, só conseguiu passar uma imagem negativa do movimento.

A propósito, na Itália o aborto é legal.

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Edfg.

30 de julho de 2013 às 12h24

Violência, escatologia, desrespeito ao direito dos outros, quebra-quebra, intolerância (dizendo-se em nome da tolerância), é o que tenho visto nessas manifestações mais recentes. Não acredito que os fins justificam os meios. Antes, os meios me dizem claramente a natureza dos fins. E esta demonstra claramente o que aconteceria se esses “manifestantes” fossem maioria: perseguição violenta aos discordantes. É tão claro como o dia.

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matheus

30 de julho de 2013 às 11h27

Houve mais indignação com algumas estátuas de gesso quebradas e com uma pequena peça de plástico introduzida no ânus de um rapaz do que com os quase 10 mil cadáveres empilhados pela “política de segurança” de Sérgio Cabral.

Aqui no meu Estado houve demonstração semelhante de hipocrisia, com três ou quatro vidraças do Palácio do Governador provocando mais indignação que centenas de casos anuais de tortura no sistema prisional.

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Lili

30 de julho de 2013 às 11h02

Quebrar santas foi o momento fofo da performance. Se introduzir objetos (seja lá qual for, crucifixo, imagem de santa, consolo, etc) nos órgãos genitais, em local público e com direito a vista panorâmica do ânus do rapaz, significa ato reivindicatório, espetáculos de bizarrices e programas escatológios estilo Mundo Cão são verdadeiras revoluções.

Não sou religiosa, essa encenação não me chocou, na verdade causou o mesmo desconforto que programas como O Homem do Sapato Branco, Casos de Família, Ratinho e afins. Jacinto era fichinha diante da dupla de canastrões que mais parece caso de consultório psiquiátrico. Cena tão grotesca quanto qualquer vício sexual, esta levada ao extremo já que contou com plateia no meio da rua.

Ainda bem que quebraram as imagens, pior se as colocassem em algum altar e algum católico resolvesse beijá-las(nunca entendi essa mania de beijar objetos religiosos que estão em locais públicos, no mínimo, falta de higiene).

Há quem conteste o cristianismo e outras religiões de forma inteligente, às vezes chocante, mas capaz de levantar questionamentos produtivos. Prefiro ser instigada pela obra linda de Adriana Varejão. León Ferrari, morto há poucos dias, foi um grande crítico da Igreja, vai fazer muita falta, mas deixa obras incríveis para quem estiver aberto à reflexão.

Um discurso comporta mais de um significado, se a maioria dos ouvintes compreendeu pela intolerância ou arrogância, o recado que os locutores desejavam passar não funcionou. Veja quanto tempo perdido tentando justificar a atitude, enquanto a luta do grupo foi abafada. Há pessoas capazes de fazer uma lambança em apenas um ato, isso que é espírito de porco! Mais maduro e assertivo seria reconhecer o erro. Sinto muito, mas essa justificativa se assemelha à birra de criança que deseja ter razão à qualquer custo. Enfim, como a adolescência a cada dia se estende mais, vai ver o problema é esse.

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    Lili

    30 de julho de 2013 às 12h27

    Ah! Caso a moça da encenação super política apareça grávida, sugiro que peça um teste de DNA no Programa do Ratinho para saber se o filho é do crucifixo ou da imagem da santa.

Rafael Leite de Freitas

30 de julho de 2013 às 09h33

“O recado é claro: existem religiões mais respeitáveis que outras. Dá pra distinguir uma da outra pela cor da pele de quem a pratica.”
Qual seria essa cor? Independente da cor da pele ao qual se refere demonstra um imenso preconceito racial nesse seu texto.

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SILVIO MIGUEL GOMES

30 de julho de 2013 às 08h04

Sobre a cor de Nossa Senhora Aparecida, não há a menor dúvida que há uma tentativa (e estão conseguindo) de branqueamento da Padroeira do Brasil. Não importa o porquê, a mãe de Jesus sempre foi representada no Brasil como de tez escura, e íamos muito bem, obrigado!

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edir

30 de julho de 2013 às 07h07

Tó ficando com medo dos cariocas, estäo se perdendo, seguindo o caminho do radicalismo. Basta ver as manifestacöes violentas ocorrendo na cidade. Estou esperando pelo carnaval no próximo ano. Quero ver como vai se manifestar essa gente. Seräo pró ? ou contra ?
Acho que o Azenha tá dando espaco demais para eles.

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A pressão contra a lei que protege mulheres vítimas de violência sexual - Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de julho de 2013 às 23h17

[…] Karla T: Sobre Santas quebradas e violência […]

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demetrius

29 de julho de 2013 às 22h56

Os católicos como sempre prezando pela imagem.

Responder

Jão

29 de julho de 2013 às 22h46

Queria ver se um monte de cristãos quisessem pregar a Bíblia no momento em q vcs estivesse colando o velcro de vcs… Seria desrespeitoso com suas aranhas, não? Vadias hipócritas!

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Neotupi

29 de julho de 2013 às 22h34

Apenas acho engraçado os mesmos que denunciaram fascismo nos coxinhas que gritaram “sem partido”, agora defenderem que, diante de uma manifestação religiosa, onde há plena liberdade religiosa no Brasil, praticamente entrem para gritar “sem religião”, no lugar de “sem partido”. E em vez de queimar bandeiras, quebrem símbolos religiosos. Ah, é só gesso? Pois é, bandeiras partidárias também é só pano, né?
Vivendo e aprendendo. Parece que democracia, liberdade de escolha e civilização dá tédio em muita gente, que precisa de uma recaída fascistóide de vez em quando, para vencer na porrada o que não consegue na argumentação, no convencimento.
Aborto não é legalizado, não é só por causa da religião católica (e outras). O divórcio também não é aceito pelo catolicismo e existe no Brasil. Pesquisas com células tronco tiveram apoio popular e são autorizadas, mesmo com o catolicismo sendo contra. O aborto não é legalizado (apesar de tolerado informalmente) justamente porque a maioria da população ainda não aceita porque não compreende. Quem é contra faz campanhas e mensagens eficazes (ainda que deturpadas, misturando aborto no 8o. mes com até o 3o. como é a maioria dos países onde é descriminalizado). Quem é a favor, faz essas campanhas fascistas, burras e inúteis, como hostilizar católicos, em seu dia de festa. Em vez de fazer campanhas inteligentes, de esclarecimento, recorrendo ao conhecimento científico, tal como explicar que não há sistema nervoso, não há vida cerebral até o 3o. mes de gravidez . A igreja aceita a morte cerebral como fim da vida, logo seria razoável aceitar a vida cerebral também como início, se fosse coerente. Ainda que os dogmas da Igreja não aceitem, muita gente de bom senso entende e passa a aceitar, como aceitaram o divórcio. E deixar claro que quem é católico pode continuar sendo contra o aborto à vontade, e mudanças no código penal não mudam a Igreja (adultério foi excluído do código penal, e continua sendo pecado nas Igrejas). Quem segue as leis canônicas de sua Igreja, que continue seguindo, independente das leis do estado laico, que é apenas aquilo que obrigatório para todos, por um consenso ou quase isso. Ou algum católico que se mudar para a Holanda, por exemplo, teria que passar a ser favor do aborto porque lá é descriminalizado? Claro que não. Quem crê em sua religião confie em sua fé, a siga, a pratique, a defenda, sem precisar de um código penal para impor aos outros.

Responder

    Jão

    29 de julho de 2013 às 23h15

    “Eu presto atenção no que elea dizem, mas eles não dizem nada…” Muito blá blá blá e nenhum conteúdo. Não sou católico, mas como manifesto isso? Não vendo JMJ ou os programas evangélicos, somente. Respeito os outros. Quebrar imagens que representam muito para os demais é falta de respeito, antes de ser crime. Respeitar ao próximo é um princípio de vida. Uns seguem, outros não. Vc não. Lamento. Vida que segue.

    Neotupi

    30 de julho de 2013 às 01h59

    Essa resposta é para mim? Porque eu estou defendendo respeitar todas as religiões e seus símbolos, pois para mim a agressão às manifestações dos outros assemelha-se à idéia fascista de querer censurar partidos.

    Mário SF Alves

    03 de agosto de 2013 às 00h31

    “Aborto não é legalizado, não é só por causa da religião católica (e outras).”
    _________________________________
    Disse tudo. Acertou mais uma vez. E, de fato, a coisa toda – antes de mais nada – interessa a uma dada ideologia, à de direita. A mesma do viver e deixe morrer. Live and let die. Proteção mesmo, meu caro, só no discurso, e apenas quando se tratar de vida dentro do útero. Ah! As religiões, umas e outras, são apenas detalhe. Quem manda mesmo é o sujeito oculto na oração: “as ideias dominantes são as ideias que sustentam ideológica e materialmente a classe hegemônica/dominante”. Tirou daí é chover no molhado.
    _____________________________________________

    Parabéns, prezado Neotupi.

marcia ramires

29 de julho de 2013 às 22h24

Foi lastimável a encenação polemica e no mínimo pornográfica que foi presenciada na marcha das vadias, de extremo mal gosto. Nosso direito termina onde começa o direito do outro.Vivemos num país multicultural,onde sempre conviveram civilizadamente todos os adeptos das várias religiões,ateus e agnósticos.O ato praticado foi uma violencia a todos os cristãos,cada religião tem a sua simbologia.Acho que essas manifestações que estão acontecendo nesses dois meses tornaram-se palco de ÓDIO,PRECISAMOS SABER DE ONDE VEM ESSE ÓDIO.

Responder

    Jão

    29 de julho de 2013 às 23h28

    Perfeita a sua observação Marcia!!! Perfeita!

    rodrigo

    30 de julho de 2013 às 01h29

    Ódio? Começa desde que Agostinho de Hipona entra em conflito aberto com a doutrina maniqueísta (que não tem absolutamente nada a ver com essa noção atual de maniqueísmo que temos como certeza). Ou seja, muito por baixo já tem uns mil e seisccentos anos. Ou se você preferir, temos exemplos um pouquinho mais recentes como a destruição dos cultos “pagãos” no norte da europa, ou mais recentes ainda, como a destruição e aniquilação pelos exércitos da igreja romana daquilo que consideravam “heresias”, mas que na realidade se constituiam em comunidades humanas relativamente independentes aos poderios centralizadores monárquicos, apoiados e instigados pela igreja. Que tal?

    Mário SF Alves

    03 de agosto de 2013 às 00h38

    As ideias dominantes, as práticas religiosas dominantes, o vandalismo e a intolerância milenarmente dominantes são todas elas inerentes, determinadas e/ou do interesse da classe econômica e/ou politicamente dominante.

renato

29 de julho de 2013 às 21h41

Quero ver eles com um martelinho quebrarem o Cristo Redentor.
Quando quebram algo será que constroem outro no lugar.
Ou está faltando colher de pedreiro , marreta, pá, cortadeira,
ancinho, martelo,lixa, parafuso, prego, tornilho,serrote, serra,
vassoura, rodo, espanador, aspirador, enceradeira, cortador de grama,
tesoura de grama, agulha, botão.
Duvido que não tenha duas ou três palavras que eles não saibam associaar
com os objetos.
E ainda querem usar bisturi, dicionário, codigo de leis, cateter, computador, e outros.
para poderem comprar seus carros, para poderem namorar com seus nmorados
católicos que odeiam quem quebra santo.
Haja tamanha ignorância.

Responder

    renato

    29 de julho de 2013 às 21h42

    Antigamente, aparecer significava, carregar uma melancia no pescoço.

DARCY SALES

29 de julho de 2013 às 21h29

Por que vocês se autoproclamam “vadias”? Apesar de todos os defeitos, a Igreja procura tratar com dignidade todas as mulheres. Não concordamos com o aborto, pois acreditamos que a vida gerada não é descartável; acreditamos que o aborto é uma violência contra o corpo e contra a alma – acredite você ou não; para nós cristãos católicos a vida e a dignidade do feto e da mulher são invioláveis. A questão do sexo antes ou fora do casamento está também ligada a dignidade da mulher, que não podemos conceber como objeto, pois basta assistir a um baile Funk para perceber o exercício do direito de decidir daquelas meninas – com todo respeito parecem mais “carne” exposta num açougue. Mesmo com atitudes como a de vocês nesta “marcha” que mais as “mancha” do que dignifica, nós rezaremos por todas. Mesmo agredidos, ainda assim vamos rezar por vocês.

Responder

    edir

    30 de julho de 2013 às 06h40

    Somos contra o aborto, mas quando uma crianca pobre nos aproxima pedindo um lanche, a primeira reacäo é: sai daqui neguinho vaga… Somos contra o aborto, mas näo nos incomodamos com milhares de criancas brasileiras que vivem nas favelas e centenas em palafitas em condicöes sub-humana nas cidades brasileiras. Se cada cidadäo que é contra o aborto, procurasse uma família pobre e assumissem a responsabilidade de uma crianca , a ela oferecendo ajuda financeira, por pequena que seja, tenho certeza que näo haveria hoje tantas favelas e criancas em situacäo de miséria. Tantos orfanatos pelo Brasil afora, mas as visitas por lá dos contra o aborto, säo quase nada. Mas o importante é ser contra o aborto. Mas as mulheres ricas fazem seus abortos nas clinicas particulares muito bem camuflada. Resta os contras ser contras quando se trata da mulher pobre. Conheco várias pessoas que säo contra o aborto, mas é a favor da diminuicäo da meior idade, e a favor da pena de morte. Dá para entender o ser humano ?

    Mário SF Alves

    03 de agosto de 2013 às 00h48

    O ser humano até que dá. O difícil mesmo é entender a magia por trás de tanta e tamanha e tão duradoura hipnose do ser humano.
    _____________________________
    Fato: todo ser humano, sujeito que é de consciência, e portanto, da ante visão da desgraça e da morte, sim, e por isso mesmo, já de saída, deveria ser considerado herói ou heroína. E ainda mais nos dias que seguem: brutos, abrutalhados, aparvalhados, hipnotizantes, globalizantes, sonegantes, apartheizantes, des-Mandelizantes.

Murdok

29 de julho de 2013 às 21h27

Nossa senhora preta?. Esse negócio ta meio esquisito. O Joaquim Barbosa é preto, é ministro do STF, mas o negros continuam na senzala brasileira.
Em Santa Catarina um padre mandou pintar a estatua da nossa senhora de branco com o intuito de deixar claro quem manda em quem.

Responder

M. Santos

29 de julho de 2013 às 21h25

Depois, só os evangélicos são os fundamentalistas….Este século 21 está começando a me dar medo!

Responder

José X.

29 de julho de 2013 às 21h21

Esse comportamento agressivo e arrogante só vai trazer mais rejeição…ou será que o MOVRJ quer ganhar no braço ?

Falando nisso. qual o motivo da luta desse movimento ? Eu sei que existe, mas até agora parece que não tiveram competência pra dizer a que vieram, ou então eu não tive competência pra perceber isso, sei lá…

O famigerado MPL foi bem mais competente, todo mundo sabe que estão atrás dos vinte centavos do Haddad, apesar de dizerem que “não é só os 20 centavos”…

Responder

Sérgio

29 de julho de 2013 às 20h58

Manifestação ou golpe?
Manifestantes agora virou minorias querendo ganhar com quebradeiras e
transtornos o que não conseguem ganhar no voto?
Só por que atrapalham o trânsito até para quem está em situação de emer-
gência e ameaçam a todos com atos de vandalismo acham que vão se impor
às maiorias?
Isso é abusar do espírito democrático e da tolerância do povo.
Parece que é isso que estão querendo!

Responder

    Mário SF Alves

    03 de agosto de 2013 às 00h55

    Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido. Indireta ou diretamente. Ou não? E, lógico, se não tem sido assim, algo está errado. Ou é com o povo, ou é com a Carta Maior deste País, imenso, rico e trigueiro.

Wanderson Brum

29 de julho de 2013 às 20h38

Não concordo com a atitude, embora entenda a sua dimensão simbólica, de qualquer forma, fica patente a hipocrisia da indignação seletiva da cobertura dada ao episódio… Quanto a intolerância religiosa (houve isso? Acho que não!) essa só é notada quando se trata das religiões hegemônicas.

É uma violência que só é violência em razão da pessoa, ou do grupo de pessoas, supostamente violentada, e não pela injustiça da violência em si.

No terreio eu guardo um porrete do lado da casa de Bará, se algum engraçadinho tentar invadir boa sorte…

Responder

Ednaldo Vieira osta

29 de julho de 2013 às 20h10

O que é que você queria que acontecesse?Que o pessoal católico colocassem vocês no colo e apresentassem ao Papa?Vocês deram muita sorte de fazer o que fizeram no meio de gente iluminadas.

Responder

lukas

29 de julho de 2013 às 19h25

Não é catolico quem quer, mas quem pode. Eu, por exemplo, nâo posso.

Responder

Carlos Lemos

29 de julho de 2013 às 19h10

Não entra na minha cabeça a inversão de valores de alguns daqui… Independentemente se houve ou não provocação das manifestantes e se isso culminou ou não no desrespeito a imagens santas, esses acontecimentos não têm qualquer relevância se comparados com o desrespeito maior, levado a debate pelas manifestantes, que é cometido contra mulheres (15 são estupradas POR DIA no país) e contra crianças, que são igualmente violentadas diariamente e até por padres e pastores pedófilos… A integridade destes, e não de uma imagem de gesso ou de um representação, é que deveria estar sendo defendida com tanto vigor, mas não foram objeto de comentário de apoio irrestrito aqui, nem em qualquer ato da JMJ ou nem mesmo de um pedido de reza do próprio papa… E mais, tenho certeza de que o próprio santo cuja imagem foi quebrada, o qual por sua espiritualidade é desprovido de qualquer orgulho ou vaidade, certamente não ficou ofendido com o eventual desrespeito a sua imagem e, ouso dizer, diria que existe séria inversão de valores nessa discussão…

Responder

von Narr

29 de julho de 2013 às 18h55

Quando o pastor de direita chutou a santa, ele era fanático de extrema-direita. Quando ativistas de DH chutam a santa eles são contra o fanatismo de extrema-direita?

Responder

von Narr

29 de julho de 2013 às 18h38

Se você se sente oprimido, você protesta contra a Igreja, luta para que as propostas dela não sejam transformadas em lei. Mas se você considera que a instituição em si é opressora, então está declarada a guerra, a opressão só acabará com o fim da instituição (como aconteceu com o fim do absolutismo monárquico, do Estado fascista, da escravidão) há de chegar o dia em que o governo democrático poderá fechar a Igreja e botar na prisão seus chefes, é isso? Não sou católico, mas uma coisa é lutar no espaço civil numa sociedade democrática, lutar para evitar que as propostas reacionárias da Igreja ganhem maioria na sociedade. Outra coisa é querer impedir que os católicos exerçam sua fé. Se eles consideram o abortamento ou a homoafetividade pecados, então quem não gostar que não entre para a igreja.

Responder

lulipe

29 de julho de 2013 às 18h36

Vejamos o que diz o Código Penal:

Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Parágrafo único – Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência.

Infelizmente vivemos no país da impunidade!!!

Responder

    Mário SF Alves

    03 de agosto de 2013 às 01h21

    País bom mesmo é aquele que, em tempos de democracia, RELATIVA, andou reprimindo com tanques – de guerra – nas ruas uma determinada greve de petroleiros. Entendi bem? Ou seja, país bom mesmo era aquele da PETROBRAX. É isso? Ou, quem sabe, aquele outro, mais bom ainda, o dos militares. Aquele, lembra? Aquele que mesmo sob regime ditatorial – de direita -, sequer teve peito pra tirar da gaveta o Estatuto da Terra, elaborado sob encomenda desse mesmo regime e que visava corrigir distorções na estrutura fundiária? Lembra?

Fabio Passos

29 de julho de 2013 às 18h34

Destruir um objeto inanimado, mesmo que símbolo de crença alheia, é menos violento do que a prática de fundamentalistas religiosos interferindo e legislando sobre o corpo alheio, como se fosse sua propriedade.
São justas as reações violentas do oprimido diante da violência institucionalizada do opressor.
Quanto a hipocrisia também é a mais pura verdade: Católicos e principalmente os evangélicos são acostumados a axincalhar o candomblé… sem que isto seja denunciado pela mídia racista.

Responder

Cláudia

29 de julho de 2013 às 18h33

Uma fundamentalista doente. A jornada foi belíssima, nada foi capaz de ofusca-la.

Responder

valdecir

29 de julho de 2013 às 18h04

Sou católico. Cresci em meio aos movimentos sociais. Aprendi que a luta deve ser feita sem preconceitos e com respeito.
Descupem-me se interpretei mal. Penso que não faz sentido afirmar que os Santos Católicos simbolizam a suposta opressão que a Igreja exerce sobre pessoas. Nós católicos talvez tenhamos muito (não tanto em termos de posições no campo da bioética e da moral sexual e familiar, como se pensa) o que quebrar em nossas estruturas institucionais, para que sejamos mais fieis a Jesus Cristo. Não acho adequado, porém, que alguém de fora quebre a imagem de nossos santos de maneira acintosa. Isso desrespeita os que os veneram e em nada contribui com a luta.
Com certeza há formas mais inteligentes de lidar com os Santos católicos na luta pela liberdade e pela igualdade. Não será agredindo o sentimento religioso das pessoas que vamos conseguir avançar. A religião é algo muito mais complexo do que se supõe. Quanto ao cristianismo, em particular, suas bases conceituais remontam a uma tradição quatro vezes milenar. É inegável que há valor nesta tradição.

Responder

Isidoro Guedes

29 de julho de 2013 às 17h24

Sobre a questão da quebra de imagens, meu ponto de vista é o de que houve sim desrespeito ao direito de crença. Não apoio quem cuspiu nas feministas, mas isso não justifica que símbolos da fé católica sejam quebrados e achincalhados no meio da rua. O mesmo serve para os símbolos das religiões afro-brasileiras, que infelizmente são achincalhados até por cristãos insensíveis à liberdade de crença e de expressão.
A questão não é se as imagens são de gesso, madeira, vidro ou qualquer outra coisa que o valha. A questão é o que elas representam para as pessoas, pois toda a imagem tem um valor simbólico em si. Ninguém gostaria, por exemplo, que alguém quebrasse o retrato de sua mãe ou do seu pai ou rasgasse um foto deles e denegrisse sua imagem em praça pública, gostaria? Pois é, tampouco as pessoas que guardam fé em figuras sagradas (para elas) gostam de que suas crenças sejam agredidas na rua e seus símbolos ou figuras centrais linchadas simbolicamente em via pública.
O problema é que as pessoas confundem a Igreja instituição com os cristãos (católicos ou não) que nem sempre comungam com dogmas e posições (de suas denominações religiosas) que agridem os direitos humanos.
É bom lembrar que a mesma Igreja, com a qual não concordamos, que produziu um Torquemada e queimou milhares de pessoas na Idade Média, foi a mesma Igreja de um Dom Paulo Evaristo Arns, de um Dom Hélder Câmara e de um Leonardo Boff, que no Brasil dos “Anos de Chumbo” denunciou as torturas, as prisões arbitrárias, os assassinatos políticos e o regime de exceção que infelicitava o país e ofendia a liberdade e os direitos humanos.
A Igreja não é monolítica, tampouco é formada apenas por carolas que baixam a cabeça para todos os dogmas e todas as formas de injustiça. Assim o fosse os teólogos progressistas Leonardo Boff e Hans Kung não teriam sofrido restrições e não seriam praticamente excomungados como o foram no papado do popularesco papa João Paulo II (um dos mais reacionários papas que já passaram pela Igreja, mas que deixou uma falsa imagem de “santo” e “piedoso”, baseada numa bem articulada estratégia de marketing político e pessoal, que resultou no fortalecimento do neoliberalismo).
É bom que se diga que essa Igreja (de João Paulo II) que perseguiu teólogos e religiosos progressistas, que desacelerou e em certa medida desmontou as mudanças liberalizantes propostas pelo Concílio Vaticano II e pelas conferências episcopais de Medellin (Colômbia) e Puebla (México), e que deixou como legado o fortalecimento do neoliberalismo, do individualismo, do egoísmo e do capitalismo predatório no mais elevado grau de exploração do homem pelo homem, não é a Igreja desejada por cristãos que são contra toda a forma de preconceito e discriminação, seja por motivação ideológica, seja por motivação de crença (ou não crença).
Como costuma dizer Leonardo Boff, ao se falar de Igreja, é preciso esclarecer de qual Igreja está se falando, se da Igreja institucional, hierarquizada e verticalizada (cujo legado é o de João Paulo II), ou se da Igreja povo de Deus, que quer um mundo sem opressões ou discriminações.

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Roberta Ragi

29 de julho de 2013 às 17h20

Quando a Instituição Católica diz que nós, mulheres, não podemos fazer sexo, antes do casamento, não podemos optar pelo aborto e não podemos pedir ao parceiro que use camisinha, porque tudo isso é pecado, está chamando a todas nós de “vadias”. Sim, é isso mesmo, ou alguém aí optou pelo sexo apenas depois do casamento, ou deixou de usar contraceptivos por conta das orientações papais? Se assim não o fez, para a Igreja, é “vadia”, e ponto final. Nesse contexto, admito, sou “vadia”, com muito orgulho!
A Igreja católica é assim: sai distribuindo pecados, morte e desgraça pelo mundo, ao recusar o aborto, por exemplo, e reprimir o uso da camisinha… e são as “vadias”, e suas performances, as violentas? Auto lá! Violentos são os gestores da política opressiva da Igreja.
Sim, as “vadias” optam, politicamente, por uma linguagem agressiva, frente à agressão Institucional Católica, e têm todo o direito de fazê-lo. E não venham me dizer que a postura política das “vadias”, diante do horror que é a Instituição Vaticana, é intolerante ou agride o direito religioso de quem quer que seja. Intolerante e agressiva é ela, a Igreja, que nos toma, a todas nós, mulheres, como seres que não podem responder por si e viver sua sexualidade com prazer e liberdade.
O Vaticano é um horror. Espalha morte e perseguição por séculos… E continua em pé… Sabem por quê? Porque nossa “tolerância religiosa”, com a pedofilia, a corrupção e a homofobia, assim o permite. Cortina de fumaça! É a nossa “tolerância” com os descaminhos da Igreja, historicamente ao lado dos opressores, que é, de verdade, criminosa.
Parabéns pelo texto, Karla T. E parabéns a todas as vadias, por permitirem discussão sobre um tema ainda carregado de falso moralismo, conservador e retrógrado.

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    von Narr

    29 de julho de 2013 às 18h47

    Não sou católico, e sou a favor do direito da mulher ao abortamento, à liberdade sexual, à livre determinação. Mas ninguém tem o direito de se meter na fé dos outros. Se a Igreja diz que mulheres livres são vadias, está errada. Se a Igreja diz que liberdade sexual é defendida apenas por pessoas sem caráter, desonestas está caluniando. Existem leis para impedir que as pessoas agridam verbalmente as outras. Mas o assunto “pecado” é da própria Igreja! Não tenho o direito de dizer ao católico o que é pecado e que não é. Os muçulmanos acham que comer carne de porco e beber pinga é pecaminoso. Não podem? Eles não podem é me ofender, dizer que sou um porco, um canalha que come feijoada e bebe aguardente, mas podem dizer sim que sou um pecador e que sou um cão infiel que vou para o Inferno. Em suma, não se combate a opressão com receita totalitária: não afirmo meus direitos impedindo o dos outros. Tolerância não é concordar nem ser conivente com o erro alheio mas é conviver com as diferenças. A luta é no espaço civil, público. Liberdade religiosa é direito também.

    Rafael Leite de Freitas

    30 de julho de 2013 às 09h48

    Exatamente, se a pessoa não é católica o que importa a opinião da Igreja?

    edir

    30 de julho de 2013 às 06h54

    A igreja diz que näo devemos fazer sexo antes do casamento, mas eu faco e daí ? A igreja näo manda ninguem na minha casa para me controlar. Robert, esse argumento näo cola.

Marcelo

29 de julho de 2013 às 16h52

Sou ateu e quero ser respeitado, mas não posso cobrar respeito se eu não estiver disposto a respeitar os que pensam diferente .Aquelas esculturas de gesso representam algo sagrado para os crédulos, ataca-las é atacar a fé deles , é faltar com respeito, é ofender, é agredir , pior é uma ação covarde e desprovida de propósito, foi apenas agredir por agredir. Que tipo de respeito vcs podem cobrar dos outros quando vcs agem assim ? vcs foram violentos e desrespeitosos, sei que o movimento de vcs é sério e faz cobranças válidas, mas vcs perderam qualquer direito de serem levados a sério depois do que fizeram , não tem mais moral para cobrar respeito de ninguém ,perderam a credibilidade e o apoio do povo e sem isso não vão mudar nada , uma pena , a ignorância venceu de novo.

Responder

    von Narr

    29 de julho de 2013 às 18h53

    É isso aí. Que tal destruirmos a arte de Rafael Sanzio e Michelangelo Buonarroti porque elas são símbolos da opressão católica? Vamos derrubar as igrejas de Ouro Preto MG para construir no lugar um grande pavilhão da cultura laica? Como ateu, me sinto ofendido em saber que pago impostos para preservarem prédios católicos supostamente de valor histórico ou artístico. Que o Youtube proíba videos com obras católicas de Palestrina, Monteverdi, Mozart e Beethoven porque elas são uma agressão ao direito dos povos! Viva o fundamentalismo do bem!

Florival

29 de julho de 2013 às 16h33

Minhas inquietações:

A igreja não tem, em si, poder para impedir o aborto, o uso de camisinha, o livre uso do corpo. De fato, a igreja é um referencial de sentido ao modo de vida, semelhante a outros referenciais que procuram dar sentido e rumo à relações e eventos. A sacralidade é autoatribuída assim como a secularidade o é pelos não adeptos.

Não obstante os conselhos das lideranças religiosas, muitos (talvez a maioria absoluta) fiéis costumam decidir suas vidas à revelia.

Há que se distinguir entre a imposição da igreja e a imposição de um grupo de políticos que abraçam as ideias religiosas e as afequam aos seus interesses pouco ou nada religiosos.

Podemos ponderar as mudanças de todas as instituições socioculturais ao longo de séculos.

Penso que não seja sensato condenar uma pessoa ou isntituição religiosa a “prisão perpétua”, desconsiderando as mudanças que ocorreram. E quando digo instituição, faço-o no mais amplo sentido. Se fizermos assim negamos o que há de mais humano no humano: a possibilidade de mudar.

Então, a violência não precisa gerar mais violência e à intolerância não precisa se opôr com mais intolerância.

Não vejo que interesse à democracia cuspir nos opositores e nem quebrar os símbolos religiosos. Ambas atitudes me sugerem intolerância e imcapacidade compreenderde conviver com a diversidade de ethos.

No que respeita ao catolicismo no Brasil, não podemos nos esquecer da contribuição das comunidades eclesiais de base (teologia da libertação) para o avanço político. É a mesma igreja que agora se quer aniquilar?

P.S.: não sou católico

Responder

Pedro

29 de julho de 2013 às 15h37

Parabéns pelo artigo, ficam esses carolas lamentando a quebra das santas enquanto a igreja católica segue com sua opressão. Essa opressão da igreja não pode ficar imune sob o pretexto da tolerância religiosa. É preciso desmascarar essa igreja, bem como o carisma marqueteiro e calculado do novo papa.

Responder

    SÉRGIO

    29 de julho de 2013 às 15h59

    Lamentável seu nível de conhecimento “Carola” por ser um termo bulling expressa pessoa fanática, o que os comentários aqui expostos em nenhum momento expressaram, apenas colocam um ponto de vista que seu pensamento reacionário não lhe permite entender, sou apenas um cristão, mas se você pesquisar verá que mesmo esse igreja q. você condena teve um papel na defesa dos perseguidos pelo regime ditatorial, e através de P. como D. Evaristo Arns, contribuíram para superar as mazelas que aconteceram naquele contexto. Leia pelo menos “Verás que um filho teu não Foge a Luta” Bona Garcia. Abraço.

Eduardo Albuquerque

29 de julho de 2013 às 15h27

Muita gente só teve noticia da marcha por conta da cena de uma imagem quebrada.

Responder

Mauro Assis

29 de julho de 2013 às 15h21

“O recado é claro: existem religiões mais respeitáveis que outras. Dá pra distinguir uma da outra pela cor da pele de quem a pratica.”
Se essa não for uma frase racista, eu nem sei mais o que é racismo…

Responder

    Rafael Leite de Freitas

    30 de julho de 2013 às 09h51

    Pensei a mesma coisa. Tenho a impressão de que é um racismo contra brancos, mas não deixa de ser racismo.

Wesley

29 de julho de 2013 às 15h11

A questão é que não foi apenas a quebra das imagens, episódios que já assistimos antes com outros atores, mas o que não apareceu no texto: que durante a dita manifestação “artística” elas foram usadas como objetos de masturbação. O que queriam dizer com isso? Que reclamo ecoa disso? “Não é intolerância”, dizem. É o que então? Minha limitada inteligência não alcança a compreensão.

Responder

Sandra

29 de julho de 2013 às 14h31

Explicar o inexplicável. Tem atitudes que são desnecessárias. Toda vez que vejo os fracos serem oprimidos me dói, mas quando os fracos se igualam na luta, perco a solidariedade. Sempre lembro-me das palavras de Che Guevara que dizia que todos à luta, sem jamais perder a ternura. Pois bem, não faço o que não gostariam que fizessem comigo. Mas, infelizmente, a abordagem histórica da igreja católica não cabe no momento para justificar as atitudes, agora falar que as melhores religiões nota-se pela cor de seus componentes, me parece no mínimo preconceituosa. Ninguém luta contra preconceitos sendo preconceituoso. A igreja católica tem muitos negros e a umbanda muitos brancos. Acho que esse problema religioso, no Brasil, já foi superado. O que espanta são apenas atitudes equivocada …

Responder

Lukas

29 de julho de 2013 às 14h19

Esta coragem não existiria em Teerã.

Responder

Phantom Lord

29 de julho de 2013 às 14h12

Se o objetivo é fazer a igreja parar de meter o bedelho no estado e condenar os pedófilos escondidos em tal instituição “religiosa”, imagino que a marcha ainda não tenha surtido efeitos.

Concordo que não haja um diálogo possível com a igreja, pois não há com a maioria delas. Então se a igreja ainda é influente no ESTADO brasileiro e cheio de podres internos foquem a manifestação de maneira a cobrar do governo (o ESTADO) uma posição à respeito do assunto.

O que? Não há um possível diálogo com o governo também?

Então podem continuar com as eficazes manifestações…
Mas se fosse para trilhar um caminho mais agressivo (como o texto parece sugerir em seu parágrafo final), os manifestantes deveriam “quebrar” uns arcebispos ao invés de estátuas…

Responder

Raphael

29 de julho de 2013 às 13h55

Um erro é simplesmente um erro, ficar buscando justificativa para ele é um ato tão tolo como o cometido por quem desrespeitou os símbolos religiosos. Quem fez a cagada apenas se equiparou com a intolerância praticada à vários grupos de minorias; essas pessoas, caso fossem maioria, seriam tão repressores quanto aqueles que estão no poder.

Responder

    Jacó F. Chagas

    29 de julho de 2013 às 14h34

    Divido a mesma opinião que você Raphael, faço minhas suas palavras!

Bruno

29 de julho de 2013 às 13h47

Acho essas pessoas que quebram estátuas católicas muito “corajosas”.

Quero ver terem colhões de quebrar símbolos do islã…

Responder

    Lucas

    29 de julho de 2013 às 16h34

    claro, o islã e sua enorme influência na sociedade brasileira. Fala sério!

renato

29 de julho de 2013 às 13h39

A meses estava marcada e não sabiam do vinda do Papa?
Já começou errado. Ou acertaram, sejam sinceras.
E já estão desconstruindo a JMJ, com cusparadas.
Não viu o ato mas viu a cusparada?
O Brasil tem o ranço? Qual é o ranço das MDVRJ.
Vou resumir, vocês não me representam, falou um monte de abobrinha, achando que o povo é burro em seguir uma IMAGEM, e você achar que era isto que acontecia, quero ver o que você faz sobre a mira de um revolver ou o teu filho, você acha que aconteceu o que com os Judeus, ficaram adorando a estrela e por isto morreram….Tome tento, antes de mencionar pessoas que sofrem e como usa-los em suas bandeiras.
Falta compreensão tua….
Mas que é que te anima…..quanto ganhas!

Responder

Mira Santini

29 de julho de 2013 às 13h35

Com a quebra das imagens numa performance “artística” foi algo tão intolerante quanto à intolerancia da ICAR. O que você quer? Derramar mais sangue e fazer mártires? Vão ter os gatos pingados que acharam lindo, mas para outros segmentos vocês não passaram a mensagem libertária do feminismo. Faltou bom senso. Só isso.

Responder

Arthur

29 de julho de 2013 às 13h21

Puxa vida… quebraram as estátuas e são vítimas da ‘intolerância’. Realmente é melhor deixar pra lá.

Responder

    Rômulo Farias

    29 de julho de 2013 às 16h08

    Concordo contigo Arthur. A Igreja Católica também carrega responsabilidade do aborto e do estupro? Existe algo mais preconceituoso que essa fala. Realmente mudaram o significado da palavra intolerante. Um texto absolutamente fundamentalista.

Maxwell

29 de julho de 2013 às 13h09

Até daria um voto a favor disso se não fosse por dois detalhes:
1º Destruição de símbolos religiosos é crime!
2º A destruição de imagens iguala os que fizeram e aprovam isso aos fanáticos religiosos que atacam outras religiões. Vocês se nivelaram por baixo!

Existem pessoas boas entre os religiosos, e existem pessoas boas entre os ateus. Mas ao radicalizarem as posições, vocês só mostram que não é a religião ou a falta dela que deturpa o homem, e sim o ódio!

Responder

Elize Lima

29 de julho de 2013 às 13h06

Eu acredito na sonata “Fur Elise” de Beethoven, posso ouvi-la sem cansar, pois me transmite beleza.
Seria agressivo demais para mim se, por algum motivo, destruíssem meus discos e meus livros de poesias que me trazem alegria e que são alguns dos meus objetos de amor.
Se existe vontade pela superação das injustiças e dentro dessa ação política destrói-se os objetos de amor dos outros, fica explícito o mesmo ódio que é cometido contra nossos semelhantes que são a intolerância, a discriminação, o desamor e tudo de ruim que se combate. Então, quem parte para essa prática se torna um contador que se fundamenta na “ética do mercado” onde se soma virtudes e pecados. Sentenciam e se tornam piores do que aqueles a quem julgam, pois partem dos mesmos princípios. Agem igual.
O movimento contra a opressão não se dá violentando a crença de homens e mulheres que, também, querem ser aceitos pelas suas opções religiosas. Imposição violenta a democracia.
Quebrar imagens não é protesto, é:
Incoerência!
Rompimento!
Brutalidade!
Ódio!
O amanhã é uma possibilidade e para que ele nasça melhor é necessário uma relação mais honesta com a Cultura e a História. Assim, possivelmente, se constrói uma nova realidade.

Responder

    SÉRGIO

    29 de julho de 2013 às 13h58

    Como fico satisfeito ao ler palavras tão simples e verdadeiras, proveem de pessoas sensatas, serenas que muito tem a contribuir com nosso mundo sem fazer necessário qualquer agressão ou desaforo. Parabéns por sua lucidez! Do Sul do Brasil.

    Elize Lima

    29 de julho de 2013 às 14h33

    Grata, Sérgio!

    Lucas

    29 de julho de 2013 às 16h33

    Incoerência!
    Rompimento!
    Brutalidade!
    Ódio!

    dentro da Igreja é o que é combatido pela manifestação. Ódio gera ódio. Enquanto a Igreja seguir sendo pautada por estas práticas, vai seguir gerando reações desta natureza.

    Elize Lima

    29 de julho de 2013 às 19h04

    Essa lástima não representou a Marcha das Vadias.
    Tentou descaracterizá-la.


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