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José Luiz Gomes: Polícia de Pernambuco proíbe máscaras em protestos


24/08/2013 - 10h53

vídeo do Recife Resiste e do Facebook

POR QUE OS ÚLTIMOS PROTESTOS DO RECIFE INCOMODARAM TANTO? QUEM TEM MEDO DO BLACK BLOC?

por José Luiz Gomes

Não costumo acompanhar os noticiários de uma determinada rede de TV, mas tive a curiosidade de observar sua cobertura local sobre os últimos protestos ocorridos no Recife.

Sem nenhuma surpresa, a edição dos noticiários correspondeu exatamente ao que se esperava, ou seja, uma ação deliberada no sentido de desacreditar os manifestantes, adjetivando-os de vândalos, baderneiros, depredadores do patrimônio público e privado ou coisas afins.

Um direcionamento explícito no sentido de criminalização do movimento.

Em nenhum momento seus repórteres invocaram sobre o que estava em jogo, ou seja, reivindicações legítimas de uma população cujos direitos estão sendo aviltados pelo Estado, ou a leniência do poder Legislativo em encaminhar corretamente suas demandas.

Para completar o circuito, uma longa entrevista com os responsáveis pela Segurança Pública do Estado, “tranquilizando” o establishment sobre as providências que deverão ser adotadas no sentido de coibir a ação desses “baderneiros”.

Poderíamos invocar aqui uma série de teorias a respeito do papel da grande mídia nesses episódios que sacudiram o país desde Junho.

Convocaríamos Gramsci, Louis Althusser e Noam Chomsky para sentarem à mesa, mas os leitores, certamente bem informados, já estão familiarizados com essas teorias.

Posso assegurar que o cardápio seria mais modesto do que o adquirido pelo Palácio da Abolição (Ceará), que incluía até bolinhas de salmão com caviar, uma orgia gastronômica que custará R$ 3,5 milhões aos cofres públicos.

Uma tradicional buchada, servida no Bar de Dona Maria, no Mercado de Santa Cruz, possivelmente, deixaria esses teóricos lambendo os beiços.

Duas coisas em particular nos preocupam. Uma delas diz respeito à postura das autoridades da área de Segurança Pública do Estado.

Estão batendo cabeça no que concerne a essa questão e isso é muito grave. Sinceramente, desejo todo o equilíbrio ao governador Eduardo Campos, neste momento, para manter a situação sob os rígidos padrões do Estado de direito.

Muito calma nessa hora para a carruagem não sair dos trilhos, reproduzindo o que vem ocorrendo no Rio de Janeiro, onde o prestígio do governador Sergio Cabral ficou mais baixo do que poleiro de pato, depois de chacinas e “desaparecimentos”, dignos dos momentos de rupturas institucionais.

Em certo momento, a polícia se diz surpresa com a ação dos manifestantes, mas ora diz saber quem seria o responsável, identificando cabalmente a liderança dos mascarados.

As ações excessivas, aquelas relacionadas a depredações do patrimônio público, como o incêndio de uma moto da CTTU [Companhia de Trânsito e Transporte Urbano], foram praticadas por pessoas que não estavam utilizando máscaras, como mostram as imagens amplamente divulgadas.

A solução proposta pela SDS [Secretaria de Defesa Social], portanto, foi a de proibir o uso de máscaras durante os protestos, algo que nos parece, constitucionalmente, não encontrar nenhum respaldo.

Há registro de casos, durante os protestos que ocorrem a partir de junho, onde a polícia infiltrou-se entre os manifestantes ou agiu sem identificação, o que, aí sim, contraria os preceitos legais.

Por falar em ordenamento democrático, no que diz respeito aos episódios recentes, surgem nas redes sociais uma série de informações que, se confirmadas, dão uma demonstração de que o governador precisa ficar mais atento às ações do aparato de segurança pública do Estado, sob pena de ser acusado de ser omisso, arbitrário, truculento ou mesmo conivente, o que seria mais grave.

O jovem que foi atingido por uma bala de borracha no rosto estaria sendo vítima de constrangimentos e ameaças após registrar um BO.

No final da noite de ontem, também começaram a surgir denúncias de possíveis sequestros de membros do grupo Black Bloc.

O governador, que costuma realizar reuniões de monitoramento com os seus subordinados, precisa intensificá-las.

Um outro episódio nebuloso envolve o incêndio de um ônibus, nas proximidades da Rua do Príncipe. Neste caso em particular, louve-se o trabalho dos agentes e delegados que estão diretamente envolvidos na elucidação dos fatos.

Há indícios de que um bandido conhecido pela polícia como “Cinquentinha” teria recebido dinheiro de uma pessoa não identificada para praticar o ato, o que sugere várias possibilidades, inclusive uma ação deliberada no sentido de sabotagem das manifestações organizadas, entre outros, pelo Black Bloc, tentando responsabilizá-lo pelo ato.

Muita coisa ainda precisa ser esclarecida sobre esse episódio. Comenta-se, igualmente, que várias quantias de R$ 150,00 teriam sido distribuídas entre os diretamente envolvidos com o incêndio do coletivo.

A violência é uma constante em nosso cotidiano. Algumas ações de violência — inclusive as perpetradas pelo Estado — passam incólumes entre os porta-vozes das classes dominantes, como a violência funcional, aquela praticada para garantir os privilégios e a “ordem burguesa”, seja pelos agentes do Estado ou até por grupos clandestinos ao seu serviço.

Muito interessante as postagens das redes sociais sobre a violência simbólica, traduzida por elas como verdadeiros atos de “vandalismo”, como a ausência de escolas públicas decentes, hospitais públicos deficitários, mobilidade caótica e coisas do gênero.

Por falar em mobilidade, verdadeiros atos de vandalismo estão ocorrendo com o trânsito do Recife. As Av. Cabugá, Agamenon Magalhães, Norte e a Estrada de Belém, nas proximidades da Encruzilhada, estão completamente “travadas” nas primeiras horas da manhã. Em percurso pequeno, entre a Av. Getúlio Vargas, em Olinda, e a Av. Agamenon Magalhães, nas proximidades da McDonald’s, leva-se mais de uma hora. Um verdadeiro massacre.

Ninguém parece se importar com os negros e pobres massacrados nos bairros periféricos cotidianamente.

Agora, quando a violência das classes subalternas ultrapassa os limites “impostos”, constituindo-se em violência disfuncional, dessas que depõem contra a ordem estabelecida, aí sim as coisas mudam completamente de configuração, taxando-se de vandalismo tudo aquilo que se contrapõe à ordem burguesa, como afirma o professor Lincoln Secco em brilhante artigo publicado no Viomundo.

Outro aspecto que nos chama atenção é a proposta do Black Bloc, marcadamente orientada pela democracia direta, anticapitalista, cujos símbolos mais vistosos dos seus ataques são as instituições bancárias e concessionárias de automóveis.

Os integrantes do grupo não acreditam nos partidos e muito menos nas instituições da democracia representativa burguesa, com o prestigio – não sem motivos – sensivelmente abalado.

Que estes não nos representam parece óbvio. Representam, na realidade, em sua maioria, interesses corporativos e personalistas, se locupletando da máquina pública para desvios, desmandos, tráfico de influência, enriquecimento ilícito e coisas do gênero.

Ocorre, entretanto, que fora desse arcabouço institucional deficiente, as soluções não são as melhores, algumas delas historicamente inviáveis.

Seria fundamentalmente importante criarmos mecanismos de aperfeiçoamento dessas instituições e de controle efetivo da gestão pública, minimizando essas possibilidades de subversão dos interesses de natureza republicana.

Igualmente espantoso é a leniência dos poderes republicanos em relação às demandas encaminhas pelas mobilizações de rua.

O que é que efetivamente mudou desde então? Em alguns casos, os governantes chegaram a pilheriar essas mobilizações, numa atitude de profundo desrespeito com a população.

O “rancor” e a indignação dos jovens estão nas ruas novamente, prometendo um “Setembro Negro”, criando cenários perigosos que poderiam ser perfeitamente evitados se houvesse o compromisso efetivo, por parte dos nossos legisladores e gestores públicos, no sentido de responder satisfatoriamente a essas demandas.

O maior perigo, como já advertiu um articulista, é que fica evidente que a direita está indo às ruas pela porta da esquerda.

Foto Flávio Japa, no G1

*****

Veja íntegra da nota divulgada pela Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco, nesta quarta:

1. O caos e o campo de batalha que se tornou o centro da Cidade do Recife, nesta quarta-feira (21), tem 3 responsáveis: o presidente da Câmara, Vicente André Gomes (por ter dado um golpe no movimento ao não ter cumprido NENHUM ponto acordado na ocupação da Câmara, além de ter impedido o acesso à Casa Legislativa), o prefeito Geraldo Júlio (por ter prometido o passe livre em sua campanha, e até agora sequer sentou com o movimento) e o governador Eduardo Campos (que permanece silente e negligente em relação à pauta do movimento. Lembramos que estamos nas ruas desde janeiro deste ano, e o máximo que o governo fez foi dar uma resposta formal aos 13 itens formulados pela Frente).

2. O presidente da Câmara Municipal do Recife fechou a Casa e consequentemente o expediente (mais uma vez!) ao meio-dia, deixando claro de imediato a não-predisposição ao diálogo com o movimento. Estamos tentando diálogo com o Poder Público desde 21 de junho do presente ano, sem lograr êxito, com todos os protestos ocorrendo até então de maneira pacífica.

3. Neste sentido, tiramos como estratégia política intensificar as mobilizações de rua para que o Poder Público perceba a pressão e o nível de indignação popular com o descaso no transporte público. Até então, apenas o vereador Raul Jungmann se apresentou na entrada da Câmara Municipal, quando estávamos em passeata, ou seja, a comissão instituída para tratar do passe livre não nos procurou, nem estava na Câmara, inclusive, seria ilógico, porquanto se a Câmara estava fechada.

4. A Polícia Militar de Pernambuco, através da Rádio Patrulha, assim como faz todos os dias nas periferias e favelas do Recife, chegou atirando bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha quando os manifestantes se encontravam na altura do Cinema São Luiz. Esta ação da polícia deixou vários cidadãos feridos, entre eles, dois garis que faziam a limpeza pública, uma estudante secundarista e um estudante universitário, além de alguns jornalistas. No calor do confronto, é muita ingenuidade achar que as pessoas não se protegeriam frente aos ataques da Polícia Militar, que parecia descontrolada. Por óbvio, nos defendemos com o que estava disponível. Mas, esclarecemos que A FRENTE não tinha, sequer cogitou, como tática política QUALQUER tentativa de depredação ou ação direta ao Cinema São Luiz. Importante frisar que a Frente apenas puxa os atos, mas estes são do povo, abertos para que qualquer grupo ou pessoa participe.

5. Na volta para Câmara Municipal, fomos recebidos com mais repressão da Polícia Militar e da Rádio Patrulha, e mais uma vez o confronto e o campo de batalha se formaram. Não eram só os manifestantes do Passe Livre que se defendiam; ambulantes, trabalhadores, transeuntes, todos e todas se defenderam dos ataques da Polícia da maneira que podiam.

6. O recado das ruas e da pressão popular está dado. Não aguentaremos mais golpes, mentiras e falácias. Intensificaremos as mobilizações até que a CPI do Transporte Público seja instaurada, o Projeto de Lei do passe livre tramitado e aprovado, e as audiências com Geraldo Júlio e Eduardo Campos, marcadas.

Leia também:

Wladimir Pomar: A quem interessa a baderna nos protestos de rua?

Andre Barrocal: Saudosos da ditadura nas ruas no 7 de setembro

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26 comentários

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marco aurelio de lyra cabral

30 de agosto de 2013 às 08h14

direitos iguais, vândalos com máscaras , policiais deve combate-lo com máscaras , ou será que a constituição vai ser descumprida e o patrimônio públicos e privado depredado.
Marco Aurélio / Perito

Responder

Matheus

26 de agosto de 2013 às 10h06

Azenha, houve casos de sequestro e tortura de manifestantes em Recife. Alguns ainda estão desaparecidos!
Gostaria de ver algo sobre isso aqui no Viomundo.
abraços

Responder

José Luiz Gomes: Polícia de Perna...

25 de agosto de 2013 às 21h00

[…] vídeo do Recife Resiste e do Facebook POR QUE OS ÚLTIMOS PROTESTOS DO RECIFE INCOMODARAM TANTO? QUEM TEM MEDO DO BLACK BLOC?  […]

Responder

Apolônio

25 de agosto de 2013 às 12h00

Em qualquer país sério que se prese, governado por qualquer partido político, não se permite que manifestações partem para quebradeira, de patrimônio público, ou privado. Em países avançados a coisa é assim. Manifestações nesses países tem hora e roteiro, quebradeira não pode, se fizer, tem que responder sob o peso da lei. Se quisermos ser um pais sério, essas coisas tem que serem apreendidas. Essa história de máscara também está muito esquisita. Quem quiser se manifestar, tudo bem, mas mostre a cara. Nossa Constituição garante a livre manifestação e o direito de reunião. A Constituição é um contrato social, que temos o dever inalienável de cumprir. Se não estamos satisfeito com ela, mude-a, mas, mude-a segundo as regras da civilidade.

Responder

    assalariado.

    25 de agosto de 2013 às 14h50

    Caro Apolônio, seu comentário está parecendo as “informações” daqueles telejornais noturnos, em que o porta voz da burguesia capitalista, travestido de repórter, posicionado em frente ao monitor de imagem, vomita tudo o que o “Estado de Direito” tem mais de desprezível, a hipocrisia. Sim, as letras mortas da constituição só valem quando é direito adquirido para os endinheirados da nação. Haja Habeas Corpus, não é mesmo?

    Vou mostrar para você o quanto o seu cérebro, entre tanto internautas “progressistas”, está sendo manipulado pela mídia, o braço politico do capital, o lavador de cérebros das multidões. Tanto é que, se a carta magna valesse alguma coisa para os pobres e os assalariados da nação, o Artigo 7 das letras mortas da constituição, que se refere a ração mínima a qual cada assalariado brasileiro e sua família de 4 pessoas (casal e dois menores), segundo o DIEESE, teria que receber R$ 2.750,83, no mês de julho 2013. No entanto, …

    Falo isto, apenas para citar uma, entre as várias letras mortas da constituição, a qual nunca foram colocadas em pratica pela falsa e hipócrita democracia burguesa, e seu Estado de DireitA. Será que é possível perante os tribunais da burguesia e seus hipócritas escribas, fazer valer um Habeas Corpus para o Artigo 7 das letras mortas a constituição?

    Abraços Fraternos.

Franlçin Carvalho

25 de agosto de 2013 às 01h26

É uma pena que o blog tenha levado 1 dia para publicar a notícia, e que o tenha feito a partir do posicionamento de quem defende os mascarados. Lamentável. Ah, existem problemas sociais? Sempre houve, mas nós sempre os denunciamos sem máscaras.

Responder

Franlçin Carvalho

25 de agosto de 2013 às 01h17

Mascaradao é sempre um covarde. Em todas as passeatas que fiz, nunca precisei me esconder. A decisão do governo de Pernambuco é um ato de coragem. Chega de complacência.

Responder

Cego

24 de agosto de 2013 às 22h05

É só a polícia não usar o nome encima de velcro, costurar o nome e o número de registro bem visível e grande.

Responder

Fabio Passos

24 de agosto de 2013 às 21h33

A PM é mais um entulho da ditadura que precisamos remover.
A função desta polícia não é defender o cidadão… é reprimir os cidadãos pobres para perpetuar o Apartheid Social.

A “ordem” que esta polícia defende são os privilégios indecentes da “elite” branca.

A PM é o PiG armado!

Responder

renato

24 de agosto de 2013 às 20h36

Quando eu e meu irmão eramos pequenos, e faziamos
coisas erradas,meu pai pegava a cinta e minha mãe
corria para nos proteger.
Ele dizia então: Pronto, lá vem o CAPA PRETA.
Pergunta, capa preta não pode também.
E lá no STF, pode.

Responder

Bernardino

24 de agosto de 2013 às 19h58

ISIDORO GUEDES,assino em ]baixo suas palavras,belissima analise do contexto atual indo direto nas raizes dos problemas e mais se posicionando com inteligencia e coragem de tal analise,diferente de muitos que aqui frequentam com masturbações sociologica e discussao de FUMAÇA
VIVI a Ditadura militar e o filme teve o mesmo enredo do que assistimos agora como você bem disse:Nossa DEMOCRACIA È FRAGIL,temos de estar bem atentos!!FAlou e disse!!

Responder

Sagarana

24 de agosto de 2013 às 19h56

O Estado tem que vencer SEMPRE! Se os desafiantes estão com as mãos nuas, bastam cassetetes. Se, como no complexo do Alemão, os desafiantes se apresentam com armas de grosso calibre e granadas, é necessário veículos blindados, helicópteros etc. Quando o Estado perde a sociedade civilizada é a grande vítima. O uso legítimo da violência, nos regimes democrático, é monopólio do Estado. Parabéns Eduardo Campos.

Responder

Bernardino

24 de agosto de 2013 às 19h47

CESAR primeiro,esse sr Jose lUiz Gomes vem aqui com MALABARISMO de palavras fingindo que os manifestantes sao ordeiros e defendendo causas nobres.Na realidade sao como voce falou são bandos de Malfeitores \mascarados,depredando patromonio publico e privado.Agiu na hora certa o Secretario da defesa de Pernambuco e o gov Eduardo Campos.Tinha que ser no Nordeste ate porque em Sao Paulo e RIO os governantes sao alvos de acusaçooes e por isso perderam a autoridade de se imporem perante os baderneiros.
NA Europa e demais Países as passeatas acontecem em locais pre-determinados e com trajetos especificos e nao ao acaso como aqui o que da margem a vandalismos e badernas,JÁ dizia MAQUIVEL:”as açoes do PRINCIPE prejudicam 10m ou 20,mas SALVAGUARDA a Paz de Milhares”
Parabéns ao SEcretario e o Governo de PERNAMBUCO!!

Responder

rui

24 de agosto de 2013 às 19h47

O Sr. José Luiz Gomes faz um texto apenas descrevendo a imensidão de problemas dos 512 anos de Brasil, convenhamos até os analfabetos conhecem os problemas, o que eu queria saber é como ele acha que vai melhorar todas as mazelas quebrando o patrimônio público e privado. Demorou para tomar uma atitude coerente, quem está mascarado deve ser preso antes da manifestação, manifestação sem máscara é muito bom para conscientizar esse mesmo povo que de forma recorrente elege quem eles estão condenando. Portanto é bem mais simples consertar, basta votar certo, usem a mobilização para discutir as próximas eleições e tirem todos os corruptos, isso serve para esses ignorantes que vão para as ruas, não para o articulista, que se fazendo de inocente útil, vem defender o planejamento de um golpe para derrubar o governo que fez a maior distribuição de renda do país nos últimos 512 anos.

Responder

lukas

24 de agosto de 2013 às 19h23

Comentaristas de viomundo a favor de vandalos.

Mais do que esperado. Só não pode se manifestar contra o PT. Aí é de direita.

A esquerda tem, também, o monopólio das manifestações.

Responder

    rui

    24 de agosto de 2013 às 20h33

    Não se iluda, as manifestações são de extrema direita e comandadas por quem tem financiamento da CIA.

    lukas

    25 de agosto de 2013 às 09h02

    Exato. Só manifestações de esquerda são legítimas. Fora da esquerda qualquer manifestação é manipulada, não tem legitimidade. O povo precisa da esquerda para iluminar o caminho.

    Vc concordou comigo, certo?

Isidoro Guedes

24 de agosto de 2013 às 16h03

Poucas pessoas estão satisfeitas com o nível de representação política que temos atualmente, pois grande parte das pessoas já sabe como funcionam as campanhas políticas no país (onde o famigerado “caixa-2 rola solto e os interesses privados se impõem sobre o interesse público – pois quando os eleitos para cargos públicos tomam posse se sentem na obrigação de prestar contas não a quem votou neles e os elegeu, mas sim a quem financiou as suas caras campanhas… o voto… muitas vezes comprado direta ou indiretamente não tem serventia para o eleito, que acaba refém do poder econômico e com ele passa a dormir todas as noites).
Criticar de forma violente o capitalismo e seus símbolos não é propriamente o problema. Criticar o Poder Público é aceitável, mas depredar o patrimônio público é algo absolutamente questionável.
É bom que se diga que se a democracia representativa está sendo alvo de críticas, é bom que se saiba também o que é que se tem para colocar no lugar dela, já que a democracia direta não teria (e não tem) condições de se viabilizar em sociedades complexas.
A questão é que se a representação está ruim e não espelha os interesses da sociedade é porque o sistema é que está corroído e corrompido por dentro. E é esse sistema que tem que ser combatido. Para tal, dentro dos limites democráticos, há que se promover reformas radicais para aprimorar as deformações que demandam a sub-representatividade política sentida pelo povo. E uma dessas reformas é a reforma política (em especial no tópico do financiamento público de campanha).
Com o financiamento público exclusivo grande parte desses problemas e dessa corrupção deslavada seriam resolvidos. Pois reduzida a corrupção ativa, diminuiria-se a ativa e teríamos uma inversão positiva de valores, onde os interesses públicos se sobreporiam na maior parte dos casos aos interesses privados ou de mercado.
Outra reforma essencial está no campo das comunicações. Sem a adoção de um marco regulatório que desconcentre e descartelize os meios de comunicação, jamais avançaremos para uma democracia madura.
Hoje com meios de comunicação monopolizados por poucos clãs familiares (que são oriundos do poder econômico e fazem o jogo deste, vendendo os interesses de poderosas corporações econômicas, como se fossem os interesses de toda sociedade) não chegaremos a lugar algum.
O direito de manifestação é sagrado e essencial. Mas é bom que todos estejamos atentos para as lições do passado.
Normalmente o voluntarismo juvenil instigado por segmentos fascistas (e até por forças de “segurança” – ou repressão – do próprio Estado, ainda que sob governos mais progressistas), que se infiltram nos movimentos de esquerda, não acaba bem. Pois habitualmente é utilizado justamente como forma de justificar repressão ainda maior aos movimentos de massa, que só se impõem em ambientes revolucionários, que não é o que estamos vivenciando nessa quadra histórica.
Traduzindo: temos que ter cuidado para que os radicais de direita não usem a barriga de aluguel dos nossos radicais de esquerda para atacarem o Estado Democrático e deslegitimarem os pequenos avanços conquistados até aqui por nossa frágil democracia.
Temos que estar bem atentos a isso.

Responder

    Valdeci Elias

    25 de agosto de 2013 às 05h37

    Quando voce diz “atualmente” , quer dizer que na época de FHC nós eramos bem representados ? Ou na Época de collor? Ou na Ditadura ? Ou na Velha Republica ou no Imperio ?

Zé Ninguém

24 de agosto de 2013 às 14h36

Só vejo um erro, o Black Bloc não é um grupo, é uma tática, qualquer um pode ser um Black Bloc, basta se vestir de preto e tomar a linha de frente da manifestação. Peço que pesquise sobre o assunto, fora isso, só li verdades.

Responder

FrancoAtirador

24 de agosto de 2013 às 13h31

.
.
É o Estado Policial Tirânico mascarado de República da Ordem Democrática.
.
.

Responder

Urbano

24 de agosto de 2013 às 13h23

E os mascarados responsáveis pelo transporte público… nada?

Responder

Vandenberg

24 de agosto de 2013 às 11h28

E o uso da máscara de “bom moço” por parte do governador de Pernambuco também está proibida?

Responder

    Eduardo Alencar

    24 de agosto de 2013 às 12h10

    Ótima pergunta!

    renato

    24 de agosto de 2013 às 12h54

    Já chegou matando. Não deu chance para nós.
    Esta é irretocável.

    Matheus

    25 de agosto de 2013 às 03h34

    Pois é!


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