VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Wladimir Pomar: A quem interessa a baderna nos protestos de rua?


23/08/2013 - 00h37

por Wladimir Pomar, no Correio da Cidadania, sugestão de Antônio David

A continuidade das manifestações populares, mesmo em menor escala, já era esperada. Há uma série de problemas e reivindicações locais que afetam diferentes setores da população. E, como as manifestações de rua se mostraram instrumentos importantes de pressão, seja sobre empresas, seja sobre governos e parlamentos locais, é natural que os reivindicantes apelem para elas. Por outro lado, seria ilusão supor que tais manifestações não se tornariam arena de disputas políticas.

Aparentemente, apenas a ultraesquerda está em todas. Na prática, fica cada vez mais evidente que a ultradireita também está lá, sem bandeiras, mas de capuz. Olhando com atenção as manifestações de cem, duzentas ou mais pessoas, não fica difícil localizar uma minoria, às vezes de cinco a dez mascarados, que se dedica a “atacar o capitalismo” quebrando portas, vitrines, postes, telefones públicos, e o que mais haja a ser destruído em sua passagem.

Além disso, olhando com um pouco mais de atenção, é impressionante que a polícia passe ao lado desses mascarados sem tomar qualquer atitude, no mais das vezes descarregando sua repressão sobre os de cara limpa. Algo estranho? De forma alguma. Nas grandes manifestações de junho e julho, as mesmas cenas se repetiram à exaustão. O que leva qualquer pessoa mais atenta a concluir que há algum tipo de acordo, real ou tácito, entre as forças policiais e os encapuzados.

Cá entre nós, é estranho que, a essa altura dos acontecimentos, com todo o aparato de “inteligência” existente nas polícias, estas ainda não tenham mapeado quem são os poucos membros dos pequenos grupos que quebram e destroem bens públicos e privados e não os tenham levado à justiça para responder por atos de vandalismo.

Tal omissão só pode ser explicada se a própria polícia, e também o ministério público, estiverem de acordo com os objetivos buscados por tais grupos paramilitares.

O mais provável é que tais grupos estejam a serviço daqueles que pretendem colocar o conjunto da população contra os manifestantes, já que estes até agora não se mostraram capazes de conter as ações de vandalismo. A continuidade da baderna levaria, no final das contas, a população a aceitar com indiferença a repressão policial contra as manifestações e, portanto, contra o direito democrático de protestar nas ruas.

No entanto, também não é algo fora de cogitação que tais grupos tenham pretensões ainda mais ambiciosas, de criar um ambiente favorável a aventuras golpistas. Não esqueçamos que todos os golpes de Estado da história brasileira foram consumados a pretexto de “manter a ordem”. Se isto for verdade, a baderna interessa fundamentalmente à direita conservadora e reacionária, que domina a economia e a riqueza brasileira, e tem pânico de que o povo se acostume a praticar a democracia.

De qualquer forma, quaisquer que sejam os objetivos desses grupos, os setores populares que pretendem se manifestar democraticamente nas ruas não podem deixar a contenção deles a cargo da polícia. Precisam aprender a deixá-los à mostra, e de tal forma que, para a população em geral, fique evidente não só seu pequeno número de seus participantes, mas também a omissão policial. É esta que deve ser responsabilizada por só intervir quando o quebra-quebra já aconteceu.

Este é um aprendizado que precisa ser cursado com a ajuda daqueles que viveram as lutas populares dos anos 1970 e 1980, contra a repressão ditatorial militar. Em outras palavras, a baderna não interessa à esquerda e esta deve estar junto aos manifestantes, contribuindo com sua experiência para isolar aqueles que, com o falso pretexto de combater o capitalismo, na verdade contribuem para enfraquecer a luta democrática da maioria.

Wladimir Pomar é analista político e escritor.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



33 comentários

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Jose Mario HRP

25 de agosto de 2013 às 11h44

Tres mandatos da presidencia nas mãos de um partido, que por sinal, não comunga com a subserviencia ao capital internacional , justificam até levar o país a um impasse institucional!
A Direita mano! A Direita manoooooooo!!!!
Está usando qualquer expediente para destronar o Lula e sua capacidade infindável de saber o que o povo quer!
Juntos o Bebado, o Vampiro, o desterrado do Recife, o Alma de chuchu e alguns outros mortos vivos não sabem mais o que fazer!
Até a santinha do pau oco amazonica está descartada!
Resta o troglodita proto ditador vestido de toga!
Ele quer ser Imperador!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK………….

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IstoÉ: 20 milhões de euros na conta master do propinoduto tucano - Viomundo - O que você não vê na mídia

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Eurico

24 de agosto de 2013 às 10h56

Sou contra o anonimato! O processo democrático garante o direito de se manifestar a qualquer cidadão brasileiro. Todos os mascarados merecem ser considerados, a priori, foras da lei. Quem não quer se identificar, que fique em casa. Penso que já existe lei sobre isto, Se não existe, precisa ser criada: a ninguém é dado o direito de esconder sua cara em ambientes públicos, nem por motivos religiosos ou outro qualquer.

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Fabio Passos

23 de agosto de 2013 às 22h11

Bem… mas reagir contra a violência institucionalizada, que mantém um Apartheid Social no Brasil, não é um dever da esquerda?

Em minha opinião, existem alvos legítimos para ações que demonstrem insatisfação extrema: Febraban, PiG, bolsa de valores, Bacen e CNA são alguns exemplos.

A injustiça social não é um acidente. Foi construída.
Não devemos implodir os pilares que sustentam a casa-grande?

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    joão Luiz Brandao Costa

    24 de agosto de 2013 às 18h18

    Fora do ambiente institucional, é a morte. É só isso que “eles” estão esperando. Respeite um pouco aqueles que se sacrificaram para termos uma democracia plena. Com todos seus defeitos, é jogo igual para todos, e com regras determinadas. E, não esqueça, pela primeira vez temos um governo popular neste país guindado ao poder pelo povo e dentro dos padrões da constitucionalidade. Aliás, é justamente por causa deste fato – ora bolas, estávamos ganhando – que tentam agora melar o processo. E você, meu caro, só está botando água no moinho deles. Capicce?

    Fabio Passos

    24 de agosto de 2013 às 22h00

    O problema é que a morte parece ser o ambiente institucional.
    Os avanços dos últimos anos são significativos mas insuficientes. A dívida social e o atraso são imensos.
    Em respeito aqueles que se sacrificaram pela democracia é que devemos lutar para construir uma real.

    Matheus

    26 de agosto de 2013 às 10h12

    Enfim alguém com um mínimo de bom-senso.

marco

23 de agosto de 2013 às 21h28

Sr.Wladmir,é sempre bom comunicarmo-nos com uma pessoa que traz o nome Pomar,grande brasileiro,lutador e certamente se fosse vivo e lhe conhecesse,certamente recomendaria que a sugestão implicita em seu artigo,de que orgãos de segurança já deveriam ter mapeado a identidade dos facínoras,pagos pela direita certamente,que vandalizam as manifestações,deveria também serem feitas,por militantes das esquerdas,de forma clandestina como o fizeram em passado recente,militantes de esquerda,estes sim,de esquerda,que durante a Ditadura Militar,lutaram nos subterrâneos do regime,mesmo com o risco das próprias vidas.Não acho impossível portanto,fazer-se vigilância,contra estes mercenários pagos,contando as esquerdas,com militantes lutadores,dos partidos,sindicatos,organiozações da siciedade civil,que lutam contra tentativas de golpe de estado,sonhado pelas classes dominantes.Por isso,À Clandestinidade companheiros!

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assalariado.

23 de agosto de 2013 às 19h59

Gostaria de colocar este vídeo, na verdade um documentário, que atende pelo nome de ‘Com Vandalismo’. Feito nos protestos no estado do Ceara.

Assisti por inteiro e percebi três momentos distintos/ pautas distintas.

Aqui o documentário: http://www.brasildefato.com.br/node/15555

No 1º momento, com ligeiro viés de esquerda.

No 2º momento, quando a classe média, papagaio da mídia burguesa mostra sua cara, reacionária e direitista. Observem o discurso dos mauricinhos.

3º momento, a classe média, papagaio de telejornal se retrai e a pauta nas ruas volta a ter viés de esquerda.

Aqui vai um vídeo de presente para a pequena burguesia reacionária, manete do capital:

http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs

Abraços.

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José X.

23 de agosto de 2013 às 19h49

A resposta é óbvia: interessa à oposição de direita, como uma tática para criar insegurança e medo. Em outras palavras, terror.

A oposição, por sinal, vai nos bombardear com as imagens de manifestações gigantecas “contra o governo do PT” em 2014…

Também concordo com o articulista, acho muito estranho a leniência das polícias com a violência produzida pelos encapuzados.

Por sorte já ultrapassamos no Brasil a fase dos golpes militares (agora estamos na fase dos golpes judiciais), caso contrário estaríamos na mesma situação do Egito, com os militares tomando o poder para “restaurar a democracia”, como disse o Kerry.

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Elias

23 de agosto de 2013 às 18h25

A quem interessa as badernas de rua só o futuro (próximo, espero)nos dirá. Por enquanto vive-se uma incógnita que levanta uma série de suposições, quase sempre opinativas, sem nenhuma definição clara. nenhuma certeza. Mas parte da mídia, sem dúvida se regozija com tais acontecimentos. Por exemplo: As declarações de Ricardo Boechat, na Band News FM, seriam sensatas se não fossem jocosas. Nesta manhã (sexta – 23/08/2013)Boechat disse que a classe artística mama nas tetas do governo. E em tom extremamente agressivo, como se fosse um dos “protestantes”, mostrou-se indignado com a ausência de artistas nas manifestações. O que ele quer? Uma atriz, um ator, uma cantora, um cantor
sufocando-se com gás-pimenta? Por que não sai ele e se junta e se junta aos jovens da mídia ninja, sendo ele jornalista? Não tem mais idade pra isso? Ah! Tudo bem respeito.

PS: É fácil estimular protesto contra o governo, atrás do microfone da rádio, sentado em almofadinha de veludo.

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eduardo souto jorge

23 de agosto de 2013 às 18h24

O Wladimir pisou na bola feio. Nao entendi. Muito primario o erro em acusar os BB de direita. Tenho certeza que ele vai fazer uma auto critica. Matheus, voce e o dono da verdade absoluta , ou o que? Toda essa sua retorica, eu escuto das pessoas que defendem o Capitalismo, so que ao contrario. Discordar de uma ideia ou teoria e saudavel, mas querer impor sua “verdade” na porrada , p’ra mim e fascismo puro.Assim entendeu Hitler para disimar milhoes de pessoas, assim fez a Ku-Klux-Klan, com os negros, assim eu posso , se me der na telha, sentar a porrada nos meus vizinhos que pertencem aos BB. Ou so voces e que , baseados nas suas visoes de vida, podem usar de violencia? Ai que entendo o engano do Pomar. Na verdade ele queria dizer e que os ultra esquerdistas e anti capitalistas, estao trabalhando , ai sim, para a direita. Ou voce acha que meia duzia de guris que ainda nao tiraram as fraldas da vida, vao derrotar os Golias da comunicacao, do Capital, das armas?

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Abel

23 de agosto de 2013 às 17h33

Pois é, e eu achava que estava ficando paranoico :) Pelo visto, não estou sozinho.

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Eduardo

23 de agosto de 2013 às 17h16

Em qualquer lugar no mundo, usar mascaras para esconder o rosto e saquear,destruir bens alheios e colocar em risco outros cidadãos é crime sujeito a condenação e perda do direito à liberdade. No Brasil, a policia e os governantes classificam a atitude como direito democrático do cidadão! A questão é definir quem é Cidadão exercitando direitos e quem é Bandido! Ao Cidadão honesto o direito, ao Bandido a obrigação de cumprir pena de prisão! Preocupa-me o fato dos Governantes, das Instituições e principalmente da Policia que diz possuir tanta inteligência não saber (ou não querer) distinguir Bandido e Cidadão Honesto! Nas manifestações de Rua esta diferença é tão evidente! Parece masoquismo a Policia apanhando de Bandido! Será que é inteligente apanhar de Bandido e bater em Cidadão honesto? Deve ser inteligencia politica não policial!

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Doris Gibson

23 de agosto de 2013 às 16h32

Atentem só para a manchete da Folha de Pernambuco de hoje: “E agora vai ser TOLERÂNCIA ZERO” Lead: Depois das cenas de guerra no Recife, o secretário de Defesa Social, Wilson Damásio, admitiu que a polícia demorou a agir. Segundo ele, o Batalhão de Choque vai coibir protestos violentos.” Porém, o finalzinho do lead ressalva:”Declaração gerou polêmica”.

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    Luiz Carlos Azenha

    23 de agosto de 2013 às 18h55

Matheus

23 de agosto de 2013 às 15h10

Como fazer um texto governista contra as manifestações de rua:

1. Invente uma teoria da conspiração: deve haver uma conspiração mundial para derrubar Dilma. Ignore que ela já está satisfazendo todos os interesses dos EUA et caterva com suas políticas neoliberais, o que deveria ser motivo para este países APOIAREM, e não derrubarem a Dilma.

2. Faça estardalhaço por algumas obviedades que sempre ocorreram em manifestações, como a presença de agentes provocadores que agem com a conivência policial. Ignore que estas polícias servem a governos estaduais aliados do PT.

3. Diga que as manifestações de rua “enfraquecem a democracia” e que vão levar ao golpe. Ignore que em uma democracia a polícia não é militarizada e não tortura e mata impunemente os cidadãos, não forma esquadrões da morte, nem encarcera sem provocação da culpa individual. Ignore que, historicamente, os golpes de Estado são reações de oligarquias e do imperialismo a governos que desafiam os seus interesses, o que não é o caso do governo atual. Ignore, ainda que a segunda maior onda de manifestações do Brasil foi em 1983, no FIM da ditadura militar, e não antes!

4. Seguindo o discurso dos monopólios midiáticos, que você acusa de “golpista”, ponha a culpa de tudo em “mascarados” fazendo “baderna” e “vandalismo”. Ignore que a maioria dos “mascarados” são jovens ativistas se defendendo da violência policial e praticando desobediência civil (SIM, “vandalizar” um banco privado que lucra, sonega e especula é DESOBEDIÊNCIA CIVIL, da mesma forma que a invasão de latifúndios e moradias vazias). Ignore quem fora o povo Vândalo ou Marietta Baderna. E ignore que o governo federal e seus governadores aliados financiam os monopólios midiáticos. Ignore que o prejuízo do “vandalismo” no Itaú não chega a milionésima parte do que esse banco lucra ou sonega.

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    Roberto Locatelli

    23 de agosto de 2013 às 17h53

    Segundo seu raciocínio, João Goulart não deveria ter sido derrubado. Afinal, ele era um latifundiário de centro, evitando confrontos e procurando não ser radical em nada.

    Mas o fato é que João Goulart FOI derrubado, assim como Getúlio Vargas, Allende e vários outros líderes, todos moderados e nenhum se declarando contra o capitalismo.

    Matheus

    26 de agosto de 2013 às 10h10

    Já ouviu fala de REFORMAS DE BASE? Nacionalização das refinarias de petróleo?

    A Dilmareth Thatcher propôs algo parecido? Não. Ela retomou a privataria tucana, agora com uma corzinha vermelha e uma multidão de otários falando que é “concessaum”, como se mudar o nome mudasse a coisa em si.

    Mário SF Alves

    26 de agosto de 2013 às 17h44

    Grato.
    ____________________
    E… Matheus, olha, essa você perdeu. Valeu Locatelli.

    rui

    23 de agosto de 2013 às 20h20

    Só interessa mesmo a direita, dizer que Dilma já faz o que os americanos querem, deveria vir acompanhado de um raciocínio lógico de quem assumiria no caso do golpe. Acorde, BB se não é de direita é de imbecis que se prestam a facilitar golpes para o Itaú lucrar mais, você sabe disso muito bem, e está se prestando a este papel não é de graça.

    Matheus

    26 de agosto de 2013 às 10h11

    Ajudar o Itaú? Aquele que financiou a campanha da Dilmareth Thatcher?

Leo V

23 de agosto de 2013 às 14h48

Discordo.

Não é questão de defender tática dos Black Blocs.

Mas a crítica é no mínimo forçada demais. Dizer que são a direita não é querer discutir seriamente a questão (como pelo menos faz o PSTU), mas partir para a confusão, senão desqualificação pura e simples. A quem serve essa “baderna” do pensamento?

Inflamar manifestantes a reprimirem outros manifestantes, isso sim, serve a quem?

A história está cheia de exemplos do desastre de tal atitude e divisionismo.

Não precisa ir longe, na auge do chamado ‘movimento antiglobalização’ a questão entre ações “pacíficas” e “não pacíficas” foi ampla, e repetir os mesmos erros de tentativa de divisão é não aprender com a história.

A dialética de manifestações de rua é bem mais complexa do que essa separação estanque em ‘bons’ e ‘ruins’.

Responder

Urbano

23 de agosto de 2013 às 13h39

Aos indecentes da oposição ao Brasil, nos quais se incluem obviamente os quintas-colunas existentes dentro do PT.

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José Ademir Sales de Lima

23 de agosto de 2013 às 12h09 Responder

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23 de agosto de 2013 às 11h35

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23 de agosto de 2013 às 00h40

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