VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Internação começa na cracolândia; debate sobre eficácia continua


21/01/2013 - 10h50

da BBC Brasil

Contra

Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, a internação forçada é negativa, de maneira geral. Ela se justifica apenas em aproximadamente 5% dos casos, quando o dependente de crack também apresenta um problema mental grave. Segundo ele, o tratamento de usuários de drogas mais efetivo é voluntário e envolve visitas regulares a clínicas e centros especializados.

Silveira é um renomado professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), onde coordena o Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes.

Segundo ele, há situações específicas, do ponto de vista médico, nas quais se justifica a internação involuntária. Isso acontece quando o paciente apresenta psicose (delírios de perseguição e alucinações) ou risco iminente de suicídio.

“Essa pessoa pode não ter um juízo crítico da realidade e então cometer um absurdo, mas não é o crack que faz isso com ele, é o problema mental”, disse.

Ele afirmou ainda que, embora os estudos sobre o tema sejam controversos, a taxa de recuperação dos dependentes é maior em um contexto ambulatorial do que no de uma internação.

“É relativamente fácil alguém ficar longe da droga quando está internado, isolado, em condições ideais. O difícil é se manter longe da droga quando você volta para o convívio com a família, com o emprego, com os problemas”, disse.

“A consequência é que a grande maioria recai no primeiro mês depois da internação. Além do custo ser muito maior que um tratamento ambulatorial, a eficácia é menor”.

Ele afirmou que a população de rua pode ser tratada de forma ambulatorial. Essa abordagem já é usada com frequentadores da Cracolândia. “Isso já é empregado de uma forma muito bem feita”, disse.

O psiquiatra defende ainda que sejam oferecidos aos usuários o benefício das moradias assistidas – chamadas no exterior de “halfway houses”, hoje ainda insuficientes no Estado –, onde eles receberiam além do teto, acompanhamento médico e ajuda para conseguir emprego e se restabelecer socialmente.

Sobre as críticas de que o número de dependentes na região não diminui ao longo dos anos, Silveira explica que o problema da Cracolândia é majoritariamente social e não médico.

“A condição de miséria da população de rua é decorrência de uma omissão do Estado, da falta de acesso a moradia, à saúde, à educação. O estado de vulnerabilidade em que eles se encontram os torna suscetíveis a se tornar dependentes químicos, mas a droga é consequência e não causa”.

Segundo ele, frequentemente as autoridades fazem operações massivas na Cracolândia nas quais prevalece o caráter agressivo e repressivo em detrimento do tratamento por meio do convencimento. Ele citou como exemplo ações ocorridas no início do ano passado – quando policiais militares apenas espalharam os frequentadores da Cracolândia pelo centro da cidade.

“(Essas medidas) destroem anos de trabalho de confiança estabelecida entre o agente de saúde e o morador de rua”.

“A gente precisa começar a dar a essa população condições mínimas de cidadania, de qualidade de vida. Isso é uma coisa que o Estado não quer encarar. (A atual ação) me parece mais uma tentativa de tomar uma medida com um impacto midiático, político”.

“Mas a gente sabe que isso não vai resolver o problema. Um tipo de proposição dessa ordem é algo que não seria aceito em um país de primeiro mundo”.

A favor

Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, internar de forma compulsória moradores de rua extremamente dependentes de crack é um “ato de solidariedade”. Segundo ele, a maioria das pessoas que chegam contra sua vontade em clínicas de tratamento acabam aderindo voluntariamente ao tratamento após os primeiros dias de internação.

Laranjeira é professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e uma das maiores autoridades no assunto no país. Ele se diz favorável à facilitação das internações compulsórias em casos extremos, desde que acompanhada de uma linha especial de cuidados ao paciente após sua desintoxicação inicial.

Ou seja, apenas em casos realmente necessários, sem a adoção de uma abordagem simplista ou higienista, para ocultar um “problema” urbano.

“Você tem que cuidar daquelas pessoas que estão desmaiadas na rua (devido ao uso abusivo do crack). Isso é um ato de solidariedade e não cárcere privado”, disse.

Segundo Laranjeira, a maioria dos países democráticos já tem mecanismos para viabilizar a internação compulsória. “Na Suécia, 30% do tratamento psiquiátrico é coercitivo. Os Estados Unidos têm pesquisas que mostram a eficiência desse tratamento e a classe média no Brasil já vem fazendo isso há muito tempo também”.

Segundo ele, a internação por ordem judicial está prevista na lei brasileira e já é bastante comum em São Paulo, mesmo antes do início da atual parceria anunciada pelo governo.

Dos cerca de 100 leitos de uma clínica chefiada por Laranjeira no interior do Estado, 50% são ocupados por pessoas internadas por ordem judicial. Ele diz acreditar que a tendência se repete em toda a rede especializada no tratamento de dependentes químicos.

“Toda semana eu faço uma ou duas internações (forçadas) na minha clínica. Mais de 90% delas em uma semana se tornam voluntárias”, disse.

Segundo Laranjeira, a pessoa que necessita de uma internação à força chega à clínica em uma situação grave, na qual é praticamente incapaz de discernir o que é melhor para ela. Quando a crise inicial passa, ela começa a ter condições de analisar a situação e acaba concordando com o tratamento.

De acordo com o psiquiatra, o governo de São Paulo já deu um passo significativo quando começou a abrir leitos (30 atualmente) para internação de mulheres grávidas usuárias de crack. Em sua opinião, nesses casos a internação involuntária é muito necessária, pois não envolve apenas a saúde da mãe, mas também a do bebê.

De acordo com Laranjeira, quando uma pessoa é internada compulsoriamente por estar em um estado emergencial de dependência, seu período médio de permanência na clínica não deve ultrapassar dois meses.

Uma vez estabilizado, o paciente deve ser submetido a uma fase de tratamento ambulatorial – frequentando uma clínica especializada uma ou duas vezes por semana, para receber acompanhamento médico, psicológico e de assistentes sociais.

No caso dos moradores de rua – que não podem passar por esse tratamento enquanto hospedados na casa de familiares — ele defende o uso de moradias assistidas.

Elas são necessárias pois é comum que o usuário de crack que acaba numa cracolândia não possua mais emprego, bens e esteja afastado da família.

Nessas moradias, o usuário pode entrar ou sair livremente e recebe apoio do Estado para reconstruir sua vida — ao mesmo tempo que tem a dependência química monitorada.

Leia também:

Fórum Popular de Saúde de SP repudia internação compulsória

“Internação forçada de usuário de crack não deve ser generalizada”

Pedro Serrano: Danuza queixa-se, PM mata, a medíocre cidadania aqui

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7 comentários

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angelo

21 de janeiro de 2013 às 18h14

Segundo O Alienista, famoso dono de clínica, todos seus pacientes começaram com maconha. Em que planeta se fuma maconha antes de usar tabaco e álcool? Se alguém fumou maconha antes de tabaco e álcool, favor se apresentar ao Livro dos Recordes.

Preenchendo o questionário, alguém levanta o braço:

_Dr., primeira droga que usei foi cigarro, não consta nas alternativas a resposta…

_ P****, moleki, droga ilícita, p***, tô falando de proibidas! Ó: eu sou o médico que vai te ajudar. Você é o drogado. Marca aqui, ó, marca ‘maconha’.

_ Mas ….

_ Ó… se continuar assim tu vai se dar mal, hein…faz o que eu tô mandando.

Responder

FrancoAtirador

21 de janeiro de 2013 às 17h52

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Simão Bacamarte fazendo escola em SP.

Por Betho, no Boilerdo

O meu temor é que isto vire uma indústria e por trás desta indústria estejam clínicas particulares de saúde mental, que serão as grandes beneficiadas dessas internações forçadas.

Se é para internar pela força, vamos começar pelo próprio governador de São Paulo que se parece com Simão Bacamarte, personagem de O Alienista de Machado de Assis.

Quem garante se daqui algum tempo não teremos internações forçadas por delitos de opinião?

(http://boilerdo.blogspot.com.br/2013/01/simao-bacamarte-fazendo-escola-em-sp.html)
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TEMPORÃO AO 247: “NÃO SE PODE ACEITAR HIGIENISMO”

Sanitarista e ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão entra na polêmica sobre decisão do governador Geraldo Alckmin de autorizar internação compulsória de viciados em crack em São Paulo; “Se for apenas para tirar o problema da vista das pessoas, a medida será inócua e contra os direitos das pessoas”

247 – O sanitarista e ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão se somou aos protestos dos que são contra a autorização, dada pelo governo de São Paulo, para a internação compulsória de viciados em crack. “Isso pode passar a ideia de higienismo, que serve apenas para tirar um problema da vista das pessoas”, disse ele ao 247. “Da maneira como isso está sendo feito, somos contra, apesar de toda a complexidade do problema”. A autorização de internação compulsória foi determinada pelo governado Geraldo Alckmin, do PSDB. Temporão é filiado ao PT.

O ex-ministro não considera suficiente a autorização da família e de médicos para a internação de viciados contra a vontade deles. “Isso é pouco. Acho que o Ministério Público também deveria ser chamado a acompanhar essas internações. O ideal seria a sociedade debater mais, formar um grande foro para tratar essa questão”.

Temporão admite que a solução para a situação dos viciados é bastante complexa. “O crack é um flagelo que assola o País, mas os males causados pelo alcoolismo, por exemplo, são muitos maiores, e deles pouco se fala”. Para Temporão, “há posições respeitáveis dos dois lados dessa questão, a favor e contra internação compulsória, mas nos moldes como está sendo feita em São Paulo desperta a suspeita de higienismo. Não dá para concordar”.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/91255/Tempor%C3%A3o-ao-247-%E2%80%9CN%C3%A3o-se-pode-aceitar-higienismo%E2%80%9D-Tempor%C3%A3o-247-N%C3%A3o-pode-aceitar-higienismo.htm

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douglas da mata

21 de janeiro de 2013 às 15h04

Vigiar e punir: Antes, a manicominização da loucura, agora, as internações compulsórias do crack!

O debate volta à baila, mas, de verdade, ele se erige sobre premissas falsas.

Há muito, nossa sociedade, em grande parte pela luta dos profissionais que humanizaram a questão do tratamento psiquiátrico, que desembocou no marco legal aprovado por inciativa do então deputado petista mineiro Paulo Delgado, resolveu um enorme passivo de direitos humanos: a libertação de diversas pessoas portadoras de distúrbios mentais de várias matizes, mas que eram entulhados em depósitos de gente, em condições sanitárias e sociais lastimáveis.

O cientista Michel Foucault foi o pioneiro (talvez tenha sido, o que alcançou mais repercussão, e não o pioneiro, é verdade) no estudo sobre a necessidade de classificação da loucura para colocá-la sob controle, e que este controle torna-se fim em si mesmo, porque é um sistema que se dedica mais ao controle dos que considera sãos, usando para tanto o sofrimento dos que pretende “curar”.
A bem da verdade, Para Foucault, a “cura” nunca foi, de fato, a intenção da segregação dos loucos em manicômios.

Estes sistema, de forma análoga, se espraia aos sistemas jurídicos criminais, e na classificação de condutas que deve ser encarceradas e as que não são objeto de tanto rigor, embora, às vezes, possam significar prejuízos tão ou mais graves aos tecido social.

No caso do uso e abuso de drogas, os sistemas de classificação se misturam, haja vista que temos ali a mistura de todos os ingredientes, como distúrbios psiquiátricos, a noção de crime e o clamor pela segregação/punição.

A política deflagrada pelo Estado de SP, e que reflete uma tendência nacional, de internar compulsoriamente os usuários de crack, comumente vistos perambulando pelas ruas como zumbis nos perímetros degradados, conhecidos como cracolândias, não é uma resposta terapêutica do Estado, e nem sequer uma ação de política pública se segurança.

Ela não é também um ato confesso de impotência, como querem alguns, que não raro se manifestam com muito mais violência, e trazem resultados que pioram em muito o quadro que dizem querer melhorar. Esta tese do desespero (que vitimiza o Estado e a sociedade que lhe respalda), é cômoda, mas não demove atos de desespero contra os que pouco podem reagir.
Não é uma emergência, ou uma urgência.

É a política higienista que trata efeito como causa, que se destina a mostrar a todos os demais o possível fim trágico que os aguarda, caso não façam escolhas certas.

Na outra ponta, é uma escolha política e econômica dos Estado, que reserva todos seus esforços para combater e criminalizar uma atividade de varejo que sabe não conseguir frear, ainda mais se considerarmos que o Estado nada, ou muito pouco faz, para atingir estas cadeias econômicas onde elas poderiam sofrer algum dano: nos esquemas de fluxo de capital que irrigam os sistema legais bancários e econômicos.

O recente acordo do promotoria de NY com o HSBC, banco inglês flagrado lavando dinheiro grosso dos cartéis mexicanos, onde os narcos sequer disfarçavam as enormes quantias depositadas em grandes volumes, que fizeram o banco aumentar as bocas dos guichês, em um quadro surrealista, se considerarmos todo os discurso moralista anti-drogas, em ONGs, palestras, convescotes, todos patrocinados por empresas e empresários do “bem”, como banqueiros, é assim um chute no saco de quem defende esta guerra as drogas.

Este é o ponto! A sociedade e o Estado legitimam políticas sem a menor intenção de que atinjam resultados, até porque, da forma como foram elaboradas, isto é impossível. Funcionam como algum tipo de torpor ideológico, como instrumentos de luta política e econômica, onde alguns grupos se beneficiam, e outros, pagam a conta.

De verdade, a sociedade não se preocupa com este problema, até que ele choque a vista, turbe o ir e vir, ameace o patrimônio, tanto pelo risco de pequenos roubos e furtos, tanto pelo espectro da especulação imobiliária.

Qualquer estudante de medicina, com algum interesse por psiquiatria, sabe que as internações compulsórias apenas são indicadas quando há risco grave para o usuário e para os que estão ao seu redor.
Mesmo assim, caso a caso(e não por atacado, como os higienizadores oficiais pretendem) a intervenção não tem resultados clínicos imediatos, e buscam antes a retirada do paciente do contexto que lhe ameaça, ou seja, mantê-lo vivo para que a solução clínica seja possível.

Nossa sociedade abriu mão de debater o problema de uso e abuso de drogas em todos os níveis, e delegou o controle e o discurso aos piores setores, motivados, sempre, pelos piores motivos:
Mídia espetacular, grupos religiosos, aparelhos estatais com objetivos ideológicos repressivos, todos estes se misturando e interagindo como causa e efeito.

O uso e abuso de drogas é caso de saúde, e sempre foi tratado pelo estigma do crime.

Agora, é o a volta do estigma da loucura que justificará um novo uso para uma velha forma de encarceramento.

A fatalidade da loucura funcionará como trato irreversível de medidas extremadas.

Por outro lado, a criminalização do comércio de algumas drogas sempre atendeu a muitos interesses, menos o seu objetivo: resolver ou minorar o problema.

Criou-se um círculo de violência agregada a uma atividade econômica que repousa sobre um ato, uma escolha individual que nenhuma proibição ou coerção do Estado conseguirão impedir: O uso do próprio corpo, ou de substâncias que alterem a consciência da realidade.

Por óbvio, que a guerra as drogas serviram a negócios cada vez mais gigantescos e planetários das indústrias de armas e dispositivos de segurança, sangrando recursos públicos de países pobres, que fluíram para o caixa de empresas oligopolistas transnacionais.

Foram usadas como argumento geopolítico de anexação e intervenção, como no Panamá, Colômbia, etc, mas que sempre esconderam arranjos estratégicos de financiamento de esquemas políticos, como foram os contra da Nicarágua, alimentados pelas rotas de cocaína da América Central, vinda da Colômbia e Bolívia, ou das rotas do ópio e heroína afegãos que municiaram talebãs contra a ex-URSS, e que agora mordem a mão do criador, como sempre.

A guerra às drogas (e não o uso delas) introduziu fuzis M-16 na cidade do Rio de Janeiro em escala só vista em guerras, junto com blindados e helicópteros, e taxas de mortes violentas por ano semelhantes a de conflitos militares regulares.

Já nos EEUU, serviu de mote para colocar 2 milhões de pretos, pobres e latinos atrás das grades, justamente o “excedente” de mão-de-obra alijado do sistema neoliberal que foi inaugurado em 1973, mas teve seu ápice nos anos 80, da era Reagan.

Um truque interessante, na medida que ex-condenados não podem nunca mais votar, e logo, nunca mais poderão pela política alterar o quadro de injustiça que os oprime. Raramente conseguem empregos que garantam mais que a sobrevivência em níveis mais elementares, excluídos para SEMPRE!

No Brasil, menos sutis que somos, aniquilamos definitivamente! 30 ou 40 mil por ano, quase todos entre 17 e 24 anos, e dentre estes, 72% de pretos.

E nos horários de sempre, datenas, e outros filhotes regionais por aqui, jornalistas desavisados, congregações, associações de pais e mestres, delegados, promotores, juízes, especialistas e comentaristas, tratam nossa barbárie cotidiana como um show de horrores, alimentando mais e mais nossa insanidade.

Civilização e loucura, Foucault já avisava.

Responder

Paulo Figuiera

21 de janeiro de 2013 às 12h21

Não sou psiquiatra e por isso não me sinto capacitado a opinar sobre a eficácia da internação compulsória, porém uma coisa que parece clara é a necessidade de que pessoas que chegaram ao extremo da exclusão, precisam não só de tratamento médico, mas também de um acompanhamento multidisciplinar que os encaminhe a um processo de reinserção na sociedade, é preciso que o paciente tenha onde morar, onde estudar ou trabalhar, enfim que ele possa ter a oportunidade de voltar a ter uma vida normal.

Responder

Lucas

21 de janeiro de 2013 às 11h49

Ahhh, então quer dizer que o psiquiatra dono de clínica privada no interior do Estado é a favor que o governo pague a clínicas privadas pelos leitos das internações manicomiais, estas que a comunidade cietífica afirma ser de baixíssima eficácia. Quer dizer então que depois de uma semana num regime de prisão a internação “vira” voluntária.

Quer dizer então que a mídia elevou o Laranjão ao status de “maior autoridade no assunto” pelo fato de andar juntinho de Serra e Alckmin, ao mesmo tempo em que a academia despreza a produção científica dele. Interessante tudo isso. Muito interesse por aí.

Responder

    edson

    21 de janeiro de 2013 às 14h00

    Perfeita sua colocação Lucas. É o Juquery de volta.

Fórum Popular de Saúde de SP repudia internação compulsória « Viomundo – O que você não vê na mídia

21 de janeiro de 2013 às 11h41

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