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Ex-mulher do goleiro Bruno: “Por 300 contos, eu fico em casa”


19/08/2011 - 12h30

Sobrevivência

Ex-mulher de Bruno diz que dinheiro que ganha é pouco e conta com ajuda da família para viver

Dayanne dá aulas particulares. Ela afirma que padrão de vida caiu após prisões dela e do jogador

Publicado no Jornal OTEMPO em 19/08/2011, dica do @eecoreu, via twitter

FLÁVIA MARTINS Y MIGUEL

Após oito meses da saída da prisão, a ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, Dayanne de Souza, 24, acusada de sequestro e cárcere privado no processo sobre a morte de Eliza Samudio, está dando aulas particulares para alunos do ensino médio. A mudança no padrão de vida, segundo ela, tornou o ofício que exercia antes de se casar com o jogador uma opção de sobrevivência. “Sempre que surge um aluno, eu dou aula. Às vezes, vou à casa dele ou ele vem aqui”, contou Dayanne, que se recusou a dizer quanto cobra.

As duas filhas que teve com Bruno estão matriculadas em escola particular. Dayanne afirmou que o dinheiro que ganha com as aulas não dá para o sustento e conta com a ajuda da família. Brincando, disse que não iria se candidatar para uma vaga de professora substituta na rede pública oferecida pelo governo do Estado por causa da greve da categoria por melhores salários. “Misericórdia! Mesmo se eu tivesse curso de pedagogia, eu não iria. Por 300 contos, eu fico em casa”, ironizou.

O objetivo da ex-mulher do goleiro é abrir uma clínica de estética com o dinheiro da venda de um sítio do casal em Esmeraldas, na região metropolitana. O valor pedido pela propriedade é de R$ 800 mil. Lá, segundo a polícia, foi o local usado para manter Eliza Samudio em cativeiro antes de ser executada. “Adoro me arrumar, ir ao salão e sempre quis ter uma coisa minha. Tenho amigos dermatologistas, cabeleireiros que estão me apoiando. Mas preciso do capital”, disse. Segundo ela, o dinheiro com a venda do sítio poderia ser todo dela, conforme Bruno prometeu. Mas Dayanne garante que só ficará com a metade do valor. “Ele precisa tanto quanto eu. Bruno é orgulhoso”, revelou.

Mulheres. Sobre o relacionamento do ex-marido com a dentista Ingrid Oliveira, Dayanne afirma não se importar com a repercussão das demonstrações de carinho. Ela garante que está vivendo sua vida livre de qualquer ciúmes de Bruno. “Ele está beijando, eu também beijo”, disse, apesar de garantir que não está namorando.

Embora estejam legalmente casados, Dayanne aguarda a finalização do processo de divórcio. Ela diz que sempre soube das traições do marido. “Ele viveu longe de mim um ano e nunca achei que ele estivesse rezando. Nunca implorei para que ele ficasse comigo”. No entanto, ela diz que, hoje, o ex-goleiro é seu amigo e torce para que ele saia livre das acusações.

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12 comentários

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vera oliveria

23 de agosto de 2011 às 12h32

ela em vez de reclamar dos 300 contos,deveria era agradecer a "justiça" brasileira que a liberou pra ficar em casa,enquanto a outra está concretada em algum lugar

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vera oliveria

23 de agosto de 2011 às 12h29

é..ela beija,o bruno beija,mas a mãe do moleque…

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Altamiro Borges: FHC apóia a faxina que ele nunca fez | Viomundo - O que você não vê na mídia

19 de agosto de 2011 às 21h13

[…] Ex-mulher do goleiro Bruno: “Por 300 contos, eu fico em casa” A educação no Brasil […]

Responder

Mauro A. Silva

19 de agosto de 2011 às 16h01

Professora é demitida após 31 anos de faltas, agressões contra alunos e insubordinações.

O conselho de escola votou pela demissão da professora após mais de 30 anos de baixo desempenho, brigas com colegas, agressão a aluno e problemas disciplinares.

A superintendente educacional estava preocupada com os alunos: “Quantos alunos a professora prejudicou durante os seus 30 anos de atuação? Eles certamente sofreram [nas mãos da professora]”. Ela disse que esta grave situação durou tanto tempo porque os diretores preferem transferir os professores ao invés de passar pelo exigente processo de demissão de um mau professor…

http://movimentocoep.ning.com/forum/topics/profes

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Euler Conrado

19 de agosto de 2011 às 15h49

Os tais 300 contos é o valor do salário inicial de um professor com formação em ensino médio no estado de Minas Gerais. Mais precisamente: R$ 369,00. É por isso que estamos em greve, que completou hoje 73 dias, pelo pagamento do piso salarial dos educadores, que é lei federal e o governo mineiro não quer pagar.

Ao invés disso aplicou um calote chamado subsídio, que foi rejeitado pela categoria. Cerca de 153 mil educadores pediram formalmente o desligamento do sistema do subsídio e optaram pelo antigo sistema remuneratório, composto por vencimento básico e gratificações.

Além de cortar salários de quem está em greve, o governo de Minas puniu estes 153 mil educadores com a redução salarial, num ato que agride a Constituição Federal vigente. Os nossos contracheques são a prova deste ato e testemunham o não pagamento do piso salarial a que temos direito.

Como se não bastasse, o governo determinou a contratação de "professores-tampão" para substituir os colegas grevistas, numa outra agressão à lei federal – Lei de Greve. A resposta da ex-namorada do goleiro Bruno é em relação à possibilidade de aceitar o contrato para substituir os grevistas.

Em Minas as leis vigentes do país não são cumpridas. A mídia é comprada, distorcendo os fatos e jogando a população contra os educadores em greve, que resistem (resistimos) heroicamente; a justiça é benevolente, para dizer o mínimo, só aprovando aquilo que interessa ao governo; o legislativo é servil e canalha, aprovando tudo o que o governo quer.

Em Minas se vive uma ditadura com fachada de democracia. O que o governo mineiro vem fazendo com os educadores é algo criminoso. Merecia uma intervenção federal e uma apuração internacional.

O governo de Minas joga no terror, na divisão da categoria, aposta na delação, investe na pressão psicológica por parte dos diretores de escola, que são tratados como capitães do mato. As diretoras da secretaria da Educação reúnem-se com os diretores das escolas e pedem para eles telefonarem para os professores, ameaçando e pressionando-os para voltarem ao trabalho.

Tudo isso para destruir a carreira dos educadores, não pagar o piso salarial que é lei federal, e minar a capacidade de luta dos educadores em greve. Apesar disso, estamos resistindo, com garra e coragem. E vamos vencer!

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EUNAOSABIA

19 de agosto de 2011 às 15h08

Sugestão de pauta para o Blog… nova propaganda da Nívea…

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Jorge

19 de agosto de 2011 às 14h58

Uma notinha só sobre a corrupção generaliza não entra na pauta.

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Gustavo

19 de agosto de 2011 às 14h16

Eu não vejo essa noticia apenas como "sobre a namorada do Bruno"…

O titulo da noticia já mostra que ela se refere também a greve de professores da rede publica e mostra que nem a namorada do Bruno, sairia de casa para substituir professores durante a greve… mostra o tanto que essa greve é necessária e o tanto que é preciso investir mais e melhor nos salarios dos professores.

pelo menos eu li isso…

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O_Brasileiro

19 de agosto de 2011 às 14h15

Não apenas os salários são baixos. O número de professores e escolas é insuficiente. Abarrotam as salas de aula para esconder a verdade. Resultado, educação de baixa qualidade!
Que depois não venham se queixar quando os estrangeiros estiverem ocupando vagas de trabalho de brasileiros…

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Gerson Carneiro

19 de agosto de 2011 às 14h12

Por 300 contos, eu fico vendendo picolé Capelinha no Porto da Barra, de quebra ainda "apreceio" umas loiras e morenas de lucro.

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Fernando

19 de agosto de 2011 às 13h58

Nem assassinos e sequestradores aguentam mais o PSDB.

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Virginia Langley

19 de agosto de 2011 às 13h38

"Voltar para a Bolívia não é uma opção, diz vítima de exploração em SP" que tal usar a situação dos trabalhores escravos, originarios da Bolivia, em São Paulo como tema?(noticia no site da BBc-Brasil)
É um tipo novo de exploração colonial não é? com potencial de polemica e interesse.
Parece que estamos com problemas de pauta, considerando a noticia sobre a "namorada" do Bruno.
de nada…

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