VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Chauí: Na greve dos professores, governo cometeu uma “burrice política completa”


31/08/2012 - 01h34

Sessão de perguntas e respostas no debate A ascensão conservadora em São Paulo*, na Faculdade de Ciências Sociais da USP.

Veja também:

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24 comentários

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Ascensão conservadora em SP: Suas repercussões na educação pública « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de setembro de 2012 às 14h59

[…] Chauí: Na greve dos professores, governo cometeu uma “burrice política completa” […]

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Paulo Paim: “Em 20 anos, não houve interesse de governo algum em aprovar o direito de greve dos servidores. Por que agora?” « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de setembro de 2012 às 10h17

[…] Chauí: Na greve dos professores, governo cometeu uma “burrice política completa” […]

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Vladimir Safatle: A perda da hegemonia da esquerda « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de setembro de 2012 às 10h40

[…] Chauí: Na greve dos professores, governo cometeu uma “burrice política completa” […]

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sérgio

01 de setembro de 2012 às 11h35

Brilhantes todas as explanações.

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Os fatos

01 de setembro de 2012 às 10h03

1- Safa propóe safadeza: já que a direita radical vive pensando em golpe, que o petismo golpeie antes.

2- Chauí ingrata: Petismo autoritário? No modelo que essa acha mais perfeito. Chin~e , cubano, norte coreano, etc. em casoso como Jão Paulo Cunha terminaria mais provavelmente com uma bala na cabeça, enquanto o petismo pediu que apenas que esse largasse a candidura, mas o deu de porteira fechada vários órgãos para esse indicar quem vai mandar.

3 – Chauí desconhce história. O que temos hoje de organização social se deve ao petismo que durante a ditadura enfrentando esse com força suficiente para não deixar essa acabar como o imposto sindical. Enquanto isso, igrekja, brizolista, etc, se acorvadarm e deixaram os movimentos sociais sem voz.

4 – Chauí é ingrata e desconhece como funciona o poder: a discussão com os professores envolve dinheiro e isso quem define é o Ministério do Planejamento. O que cabe ao Merca é negociar apenas a reposição de aula para que essas voltem à normalidade.

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    Leo V

    01 de setembro de 2012 às 15h33

    Não entendi absolutamente o que tem a ver movimento social com imposto sindical. Além disso, PT enfrentando a ditadura? O PT foi fundado em 1980…

Jean Carlos

01 de setembro de 2012 às 09h40

Não acredito que assisti algo tão tosco. A esquerda é realmente idiota, mas tem a vantagem de achar que sabe e de saber fazer barulhos. Se não estiver de acordo com suas visões distorcidas do mundo, então é um inimigo natural. Se negam a conhecer os vários lados da realidade, mas só reconhecem um deles. Dizer mais o quê?

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Outra história

01 de setembro de 2012 às 09h28

Vamos contar a coisa assim. Desde dos tempos da ditadura que universidade pública é o celeiro de esquerda. Tanto era assim, que os generais colocavam para fora um docente de esquerda, fazia todo um concurso arranjado, o general até entrevistava o sujeito e no dia seguinte que assumia a sala de aula, o cara se revelava um esquerdista terrível. O que os generais conseguiram foi apenas em dois pontos: um sistema de vestibular que para saber os segredos da prova não adiantava estudar por nada, mas apenas pagar um bom pré-vestibular, muitos de investimento da turma de dentro, que não teria segredo nenhum passar.
Depois, fazer campus imenso, verdadeiras cidades que exigia ter carro para ir de um lado para outro. E seria necessário, todo currículo teria disciplinas, seguidas até em pontos oposto. Se pobre metesse a besta a romper o vestibular, tinha que sair de uma aula correndo para outro e só nisso gastava todo feijão que tinha no bucho, aprenderia apenas ¨necas de petibiribas¨. FHC vendo que quase nada conseguiria com públicas, começou o ProUni e Fies, para que alguns pobres fizesse curso em privada. Coisa simplória por absoluta falta de recursos.

Logo no primeiro governo Lula, esse também tentou trazer as públicas para o lado do povo, enviando milhões de recursos extras esperando que essas gastasse com coisa para ajudar os alunos pobres, tais como: alojamento, comida, livro e bolsa. Porém, esse tristemente descobre gastaram tudo isso com coisa sem serventia nenhum para pobre, mas com auditórios super-hiper-luxuosos, centos de convenções e até buffer de luxo em que até aniversário de reitor é bancado nesse. Ante isso, Lula se viu na obrigação de ampliar esses programas, os quais já atende mais de um milhão de pobre fazendo curso superior e por essa mesma razão Dilma acabar de trocar mais de R$ 20 bi de dívidas da rede privada por vaga para pobre fazer curso superior e chegamos aos ponto que se tocarem fogo em todo as pública isso não fará falta nenhum aos pobres.

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Leo V

31 de agosto de 2012 às 19h19

A leitura de Gramsci da Marilena Chauí me parece bastante equivocada. Ao contrário do que ela diz, Gramsci nunca falou em “contra-hegemonia” mas apenas em hegemonia, em luta por hegemonia.

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Luana

31 de agosto de 2012 às 17h17

Porque vocês não colocam um foto do Çerra em destaque e começam a pedir votos pra ele? Já que estão insatisfeitos com o Governo Dilma, comecem a fazer campanha pra ex-trema direita. Juntem ao PIG e boa sorte.

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    Pedro Esteves

    31 de agosto de 2012 às 17h44

    Quem gosta de trabalhador em greve é Tucano! is.gd/HK46FE

    pperez

    31 de agosto de 2012 às 18h58

    Cara dizer ao governo que elegemos que ele está errado ao tratar trabalhador como vagabundo é o minimo que podemos fazer!
    Dilma parece desconhecer que a oposição está adorandop isto!

    Leo V

    31 de agosto de 2012 às 19h09

    Por essa lógica nunca na história teria havido crítica a governo nenhum, pois sempre um pior poderá aparecer.

    Deixa eu ver se entendi: quer dizer que o povo deve dizer amém a qualquer atitude do governo porque há o pior na espreita para tomar o poder?

    Por essa lógica o mais interessado em que o PSDB seja cada vez mais direitista e truculento é o próprio PT. Chegamos então à conclusão por essa lógica que o PT é uma força que fomenta o direitismo no país, já que se beneficia dele como contraste e alternativa.

    Ricardo

    02 de setembro de 2012 às 13h27

    Raciocínio fantástico, Leo V.

    Falou tudo.

    é com base nesse discurso velho de direita X esquerda, pobres X ricos e agora servidores X população que o PT perpetra barbaridades, muitas delas atitudes de direita, e se vale do radicalismo do PSDB para dizer que “com eles seria ainda pior”. em muitos casos, Dilma negociou de forma extremamente incompetente. ser radical e intransigente não é ser negociador firme, é ser negociador burro. um negociador ouve a outra parte e faz propostas decentes, não essas rídículas mentiras travestidas de propostas. os professores querem mais do que salários, vide o sucateamento das faculdades. querem melhoria de estrutura, é algo mais amplo do que salário. hoje em dia é muito melhor ensinar em faculdades privadas do que em faculdade pública. pra ganhar 4 mil reais em início de carreira numa boa faculdade privada basta dar aulas 3 vezes por semana, sem dedicação exclusiva. e ficamos no cargo por meritocracia, não por fazer parte da panelinha. dou aulas em 2 e não troco por um cargo em faculdades federais de jeito nenhum, principalmente com as panelinhas que têm e o péssimo clima de trabalho. trabalho menos do que um prof de federal e ganho mais. simples. e ainda posso ter meu emprego normal.não tem essa de DE(dedicação exclusiva). os professores de federais precisam ser valorizados, e sem as mentiras de dilma na campanha. tem que valorizar pra valer. mas nesse governo corruPTo, só tem dinheiro pra estádio de futebol.

    Cesar

    06 de setembro de 2012 às 02h27

    Que pena destas pessoas que possuem este raciocínio dualistas e vêm aqui com esta estratégia tacanha de defesa do governo Dilma! Filha, aprende com o vídeo: não é mais o Serra, não é mais o PSDB; é a nova direita neoconservadora gestada dentor do governo Lula/Dilma! Assiste ao vídeo, abar seus horizontes, saia do seu lugar de conforto e não fale besteiras!

Amaro

31 de agosto de 2012 às 15h37

Eu discordo da Dra. Marilena no seguinte: não é o paulista, independente da classe social a que pertença, que é proto-fascista, mas a classe média e os proprietários dos meios de produção e de comunicação.

O povo trabalha em média 12 horas por dia, e perde pelo menos mais duas horas no transporte coletivo. E quando chega em casa estafado, qual o ânimo para uma discussão sobre os problemas que realmente interessam à população, como por exemplo, saúde, educação, transporte, segurança,enchentes, cidadania, etc?

E ainda: qual é a única fonte de “informação” e de matéria para reflexão que dispõe esse povo, que precisa descansar para enfrentar a labuta no dia seguinte?

A televisão, mais especificamente o telejornal do Boris Casoy e uma segunda edição da maioria dos outros telejornais, que manipularam e confundiram em sua primeira edição (aquela do horário nobre) aqueles que por um motivo qualquer chegaram em casa mais cedo. É claro que uma parcela da população se diverte no Bataclã da Gabriela, que ninguém é de ferro.

Ou seja, o conservadorismo do paulistano tem muito a ver com seu estilo de vida que é determinado por aqueles que realmente mandam na cidade, que são os proprietários dos meios de produção e dos meios de comunicação. Um povo que não tem tempo para ler, discutir e nem mesmo defecar, é um povo fadado a uma passividade constrangedoura, submissa, deletéria.

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Mardones Ferreira

31 de agosto de 2012 às 12h00

Marilena Chauí erra ao considerar burrice a greve dos professores no seio do governo Dilma. Esquece que os professores têm o direito e a oportunidade de pressionar o governo, numa época em que os cofres estão abertos para a iniciativa privada.

Burrice seria não aproveitar a janela aberta para chamar a atenção para a falta de atenção do governo para com a educação e a imobilização do governo no caso das reformas.

A crise não impede o governo de manter o rio correndo para o mar dos setores privados. Só faltava os professores ficarem calados diante desse disparate.

Se o PIG distorce o sentido da greve, isso não é problema dos professores.

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    Luiz Carlos Azenha

    31 de agosto de 2012 às 12h24

    Mardones, você provavelmente não viu o vídeo e nosso título ruim o induziu a pensar que a burrice teria sido a greve, quando ela disse que burrice foi tratar do assunto no Ministério do Planejamento, não no da Educação. Pedimos desculpas a você pela nossa incompetência… e aos demais leitores.

    Luiz Carlos Azenha

    31 de agosto de 2012 às 12h24

    Ah, sim, mudamos o título. abs

mariazinha

31 de agosto de 2012 às 11h11

Eu adoro esses debates das massas ainda mais qdo. se tem pela frente figuras em que podemos confiar, nos diãlogos. Combater a privatização da EMBRAPA, no momento, é crucial. Não podemos deixar tal heresia concretizar-se. Mas é preciso, também, muita inteligência para não radicalizar em demasia pois os vampiros tucanóides estão à espreita; na menor chance cairão sobre nós com seus dentes afiados e esgotarão todo nosso sangue. Parabéns e vamos nos reunir na Esplanada, PARA CONVERSAR MAIS, todas as semanas…..

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laura

31 de agosto de 2012 às 10h11

É crassa a posição do governo federal. Assustador ver um PT com propostas de direita.

Por outro lado, esta discussão na USP é muito boa e coloca vetores a serem melhores pensadas. Estou ainda no meio do vídeo, mas a noção de que o momento é outro e que a esquerda fragmentou-se é hoje vera. Ou seja o protagonismo é espraiado.

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    pperez

    31 de agosto de 2012 às 10h22

    Assustador mesmo é a tendencia da Dilma se aproximar dos tucanos para conseguir aprovar uma Lei de greve para o funcionalismo ano que vem!
    Tira o tubo!

Leo V

31 de agosto de 2012 às 09h31

Há um fato que precisa ser dito.

O governo nos últimos anos simplesmente não tem cumprido vários acordos feitos com categorias de servidores públicos. Acordos feitos em mesas de negociações e assinados.

Isso nunca é noticiado.

Gostaria de saber o que a direita acha disso, uma vez que sempre trombeteiam sobre governo respeitar contratos com capitalistas. Com os trabalhadores parece que não precisa. Inclusive quando se falava em moratória parecia um crime de lesa-humanidade.

Então o governo agora quer aprovar uma lei sobre greve nos serviços públicos. Mas pelo jeito nenhum lei que obrigue o governo a cumprir o que é negociado.

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    pperez

    31 de agosto de 2012 às 10h27

    Creio que esta pancadaria com os trabalhadores resulta do acordo irrestrito do governo ao capitalismo industrial.
    Enquanto os Eikes da vida parecem pinto no lixo, a classe trabalhadoira amarga uma reação ditatorial e totalmente estapafurdia desse governo que se diz originario da classe trabalhadora!
    2014 vem aí e o PIG deve estar esfregando as mãos com tanta burrice!


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