VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Saul Leblon: O sarau entre Clinton, Blair e FHC


29/08/2012 - 13h18

Tony Blair em visita ao Brasil (foto Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil)

28/08/2012

Fala FHC: como seria o Brasil em mãos tucanas?

por Saul Leblon, na Carta Maior

Um grande banco de São Paulo reuniu nesta 3ª feira três vigas chamuscadas do incêndio neoliberal que ainda arde no planeta: Clinton, Blair e FHC.

Que um banco tenha promovido um megaevento com esses personagens a essa altura do rescaldo diz o bastante sobre a natureza do setor e da ingenuidade dos que acreditam em cooptar o seu ’empenho’ na travessia para um novo modelo de desenvolvimento. Passemos. 

As verdades às vezes escapam das bocas mais inesperadas.

Clinton e Blair jogaram a toalha no sarau anacrônico do dinheiro com seus porta-vozes. Coube ao ex-presidente norte-americano sintetizar um reconhecimento explícito: ‘Olhando de fora, o Brasil está muito bem. Se tivesse que apostar num país, seria o Brasil’.

Isso, repita-se, vindo de um ex-presidente gringo que consolidou a marcha da insensatez financeira em 1999, com a revogação da lei de Glass-Steagall. 

Promulgada em junho de 1933, três meses depois da Lei de Emergência Bancária, que marcou a posse de Roosevelt, destinava-se a enquadrar o dinheiro sem lei, cujas estripulias conduziram o mundo à Depressão de 29.

A legislação revogada por Clinton submetia os bancos ao rígido poder regulador do Estado. Legitimado pela crise, Roosevelt rebaixou os banqueiros à condição de concessionários de um serviço sagrado de interesse público: o fornecimento de crédito e o financiamento da produção. Enquanto vigorou, a Glass Steagall reprimiu o advento do supermercado financeiro, o labirinto de vasos comunicantes dos gigantes financeiros em que bancos comerciais agem como caixa preta de investimento especulativo, com o dinheiro de correntistas.

O democrata que jogou a pá de cal nas salvaguardas do New Deal elogiou o Brasil, quase pedindo desculpas por pisotear o ego ao lado do grande amigo de consensos em Washington e de corridas de emergência ao guichê FMI. 

Mas FHC é um intelectual afiado nas adversidades.

A popularidade contagiante do tucano, reflexo, como se sabe, de seu governo, poupa-o da presença física nos palanques do PSDB, preferindo seus pares deixá-lo no anonimato ocioso para a necessária à defesa do legado estratégico da sigla.

É o que tem feito, nem sempre dissimulando certo ressentimento, como nessa 3ª feira mais uma vez.

Falando com desenvoltura sobre um tema, como se sabe, de seu pleno domínio sociológico, ele emparedou Clinton, Hair e tantos quantos atestem a superioridade macroeconômica atual em relação à arquitetura dos anos 90.

Num tartamudear de íngreme compreensão aos não iniciados, o especialista em dependência — acadêmica e programática — criticou a atual liderança dos bancos públicos na expansão do crédito, recado oportuno, diga-se, em se tratando de palestra paga pelo banco Itau; levantou a suspeição sobre as mudanças que vem sendo feitas — ‘sem muito barulho” — na política econômica (“meu medo é que essa falta de preocupação com o rigor fiscal termine por criar problemas para a economia”) e fez ressalvas ao ” DNA” das licitações – que não reconhece, ao contrário de parte da esquerda, como filhas egressas da boa cepa modelada em seu governo.

Ao finalizar, num gesto de deferência ao patrocinador, depois de conceder que a queda dos juros é desejável fuzilou: ‘houve muita pressão para isso’.

O cuidado tucano com os interesses financeiros nos governos petistas não é novo. 

Há exatamente um ano, em 31 de agosto de 2011, quando o governo Dilma, ancorado na correta percepção do quadro mundial, cortou a taxa de juro pela primeira vez em seu mandato, então em obscenos 12,5%, o dispositivo midiático-tucano reagiu indignado.

A pedra angular da civilização fora removida por mãos imprevidentes e arestosas aos mercados.

O contrafogo midiático rentista perdurou por semanas. 

Em 28 de setembro, Fernando Henrique Cardoso deu ordem unida à tropa e sentenciou em declaração ao jornal ‘Valor Econômico’: a decisão do BC fora ‘precipitada’. 

Era a senha.

Expoentes menores, mas igualmente aplicados na defesa dos mercados autorreguláveis, credo que inspirou Clinton a deixar as coisas por conta das tesourarias espertas, replicaram a percepção tucana do mundo:”não há indícios de que a crise econômica global de 2011 seja tão grave quanto a de 2008″, sentenciou, por exemplo o economista de banco Alexandre Schwartzman, indo para o sacrifício em nome da causa.

Nesta 4ª feira, o BC brasileiro completa um ano de cortes sucessivos na Selic com um esperado novo recuo de meio ponto na taxa, trazendo-a para 7,5% (cerca de 2,5% reais). 

Ainda é um patamar elevado num cenário de crise sistêmica, quando EUA e países do euro praticam juros negativos e mesmo assim a economia rasteja.

Uma pergunta nunca suficientemente explorada pela mídia, que professa a mesma fé nas virtudes do laissez-faire, quase grita na mesa: ‘Onde estaria o Brasil hoje se a condução do país na crise tivesse sido obra dos sábios tucanos?’

As ressalvas feitas por FHC no evento de banqueiros desta 3ª feira deixa a inquietante pista de que seríamos agora um grande Portugal, ou uma gigantesca Espanha – um superlativo depósito de desemprego, ruína fiscal e sepultura de direitos sociais, com bancos e acionistas solidamente abrigados na sala VIP do Estado mínimo para os pobres.

Em tempos de eleições, quando candidatos de bico longo prometem fazer tudo o que nunca fizeram, a fala de FHC enseja oportuna reflexão.

Postado por Saul Leblon às 19:11

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33 comentários

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policarpo quaresma

06 de setembro de 2012 às 02h35

Uma coisa é certa: se o Brasil estivesse hoje em mãos tucanas o PRÉ-SAL já não estaria em nossas mãos.

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Marcos Coimbra: Pesquisas confirmam quadro previsível « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de setembro de 2012 às 11h07

[…] Saul Leblon: O sarau entre Clinton, Blair e FHC […]

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LEANDRO

30 de agosto de 2012 às 18h55

Pois foi esse movimento que proporcionou o maior crescimento econômico da história da humanidade. Nunca antes tantos saíram da pobreza absoluta como nas últimas 3 décadas. Não só aqui mas em praticamente todos os países pobres, ainda há muita pobreza, claro que sim, mas no geral melhorou e muito graças a globalização e ao neoliberalismo. Os países que foram no caminho inverso são curiosamente os que menos enriqueceram.

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    Elival

    30 de agosto de 2012 às 21h14

    Ainda tem uns infelizes desses, que ainda fazem um comentário idiota deste

Sagarana

30 de agosto de 2012 às 14h11

O neoliberalismo morreu. Morreu e reencarnou. Reencarnou lá pras bandas do planalto central. Ouvi dizer que foi numa mulher que usa uns vestidinhos vermelhos e anda de forma esquisita.

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Apavorado por Vírus e Bactérias

30 de agosto de 2012 às 11h41

FHC é o Dom Quixote do mal.
Luta para ser reconhecido por ter feito um governo de 8 anos, extremamente corrupto, destruidor do Estado, do povo, da indústria e entreguista.
Luta contra o governo posterior, o qual teve que consertar os estragos arrasadores e mudar a tônica. Antes, FHC governava para os amigos e para as elites financeiras. Agora, FHC quixotescamente luta contra um governo que trabalha para o bem comum.

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Fabio Passos

30 de agosto de 2012 às 07h37

E o itaú ainda tenta ressucitar o finado fhc… os donos do itaú estão indignados com a redução da Selic e convocaram o “time dos sonhos” do descalabro neoliberal para este evento patético.

olavo setúbal manteve fhc 8 anos na coleira… e agora roberto setúbal continua sustentando o empregadinho. Dívida eterna de gratidão.

Não basta apenas falar de um pau-mandado como fhc.
É preciso falar dos mandantes e patrocinadores da roubalheira neoliberal.

A família setúbal já roubou demais o povo trabalhador do Brasil.
Chega destes grã-finos larápios!

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Marcos W.

30 de agosto de 2012 às 07h31

Fala-se nos estertores do neo-liberalismo! Quando? Em quais lugares? O Governo Federal está privatizando portos, aeroportos, ferrovias, rodovias…Comenta-se sobre a privatização da EMPRABA, que alguns insistem em chamar de “abertura de capital”! Detratar os outros por determinado comportamento e fazer exatamente o mesmo, com outros nomes, é cinismo e hipocrisia. E na Política, não há espaço para tanta mentira. Não deve haver!

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    RicardãoCarioca

    30 de agosto de 2012 às 16h28

    Privatização à tucana, que é a venda definitiva, quase de graça, aos amigos e com o dinheiro do próprio governo, o governo Dilma não faz. E concessão não é nada de mais e apoio, porque se a infraestrutura precisa crescer e o governo não tem dinheiro para bancar tudo, tem sim, que fazer parcerias com o setor privado. O mais importante é continuar sendo dono do que é posto em concessão. No mais, chora, vocês 8% da população – segundo as pesquisas de opinião – no máximo, incomodam. Sequer, conseguem colocar um tucano na liderança das pesquisas.

Antônio

30 de agosto de 2012 às 00h10

Só não entendi o último parágrafo, Portugal e Espanha não foram governados na década do desbunde do Euro por neoliberais, mas por socialistas (ou xuxalistas como os tugas os chamam pejorativamente) delinquentes que implementaram os conceitos do “estado social pleno”, sem levar em conta o brutal endividamento público, o que os fez cair de quatro ante à Troika para serem resgatados e salvar o euro do colapso.

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José X.

29 de agosto de 2012 às 22h47

PQP, Blair ??? Ninguém merece o poodlezinho dos americanos…e os outros dois são totalmente irrelevantes.

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Gerson Carneiro

29 de agosto de 2012 às 21h23

Recordar é viver. Aqui está um encontro entre FHC, Bil Clinton e Tony Blair há 13 anos:

http://www.youtube.com/watch?v=9YB4pRo-mw0&feature=youtu.be

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Wanderson Brum

29 de agosto de 2012 às 20h26

Talvez seja um comentário impróprio, mas ao ver a imagem do post eu só consigo pensar no Blair dizendo:

– Óia o tamanho da manjuba que no metemos no mercado…

Bem como dizia a minha vô, no mercado dos outros é refresco…

Responder

Julio Silveira

29 de agosto de 2012 às 20h08

Falar do FHC é sempre uma coisa desagradavel.

Responder

    Fabio Passos

    29 de agosto de 2012 às 22h28

    Mas rir dele é um ótimo remédio.

    Julio Silveira

    30 de agosto de 2012 às 10h27

    Isso não tem preço.

Lucas Cardoso

29 de agosto de 2012 às 19h44

“Coube ao ex-presidente norte-americano sintetizar um reconhecimento explícito: ‘Olhando de fora, o Brasil está muito bem. Se tivesse que apostar num país, seria o Brasil’.”

Meu Deus. Se o Clinton está elogiando o Brasil, quer dizer que as coisas estão piores que eu pensava. Ainda por cima, ele está otimista com o futuro do Brasil. Ou seja, o pior ainda está por vir.

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Cesar

29 de agosto de 2012 às 18h56

Nome que deveria ter este evento: “Quando os dinossauros dominavam a Terra”.
Porque agora, quem segue com o neoliberalismo é Dilma, Merkel e Obama!

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H. Back™

29 de agosto de 2012 às 18h52

O Senador Requião deveria também lembrar que se o governo fosse do PMDB, não teria nenhuma modificação daquela que foi traçada pelas ratazanas do PSDB e outros menos lembrados. Seria muito pior que o atual.

Responder

    H. Back™

    29 de agosto de 2012 às 18h59

    Errata: Esse comentário é a resposta ao de Rodolfo Machado. Desculpem-me pelo erro.

Wagner

29 de agosto de 2012 às 18h16

Continua com cara de cachorrinho amestrado esse Blair. Que coisa.

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Urbano

29 de agosto de 2012 às 16h28

E por falar no sarau dessas figuras prosaicas, o governador eduardo moita, o dupla face, com a sua frente papolá, está arrebanhando o que há de mais democrítico em Pernambuco, como o jarbarrabás vãsconselhos, o mitômano II, os tunganos e de quebra, por ser apêndice destes dois, o demo. Tudo isso não só para querer eleger um prefeito de algibeira, como também para o seu maior projeto particular, que é ser presidente do país. Então Brasil, pelo quilate dos correligionários que ele vem agrupando, e pelo próprio proceder dele, que traiu o Eterno Presidente Lula, o Justo, que tudo fez pelo governo dele e por Pernambuco, diferentemente dos estropícios que ele toma por aliados, então é bom ficar de olho nele, até porque ele chegando ao Planalto, o desgoverno do fred henrique flintstones salieri, o danoso, vai ser goiabada cascão com queijo. Finalmente, ele deve ter assumido tudo que o mitômano II já disse dele.

Responder

Rodolfo Machado

29 de agosto de 2012 às 14h32

Precisa avisar o PT sobre o velório do neoliberalismo, porque segundo o senador Roberto Requião, o governo pretende abrir o capital da Embrapa:

http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=228517&codDep=15eralis

Em pronunciamento nesta segunda-feira (27), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse que o PT reeditou um dos cânones da desmoralizada cartilha neoliberal, com o lançamento recente de um programa de concessões no setor de infraestrutura.

Requião afirmou ainda que o “glorioso e inefável PT” reintroduziu em grande estilo “um dos piores defeitos do carater pátrio”, o emprego do eufemismo, transformando privatização em concessão.

O senador lembrou que por seis vezes apoiou e trabalhou pelo candidato do PT à Presidência da República e que nos seus dois últimos mandatos governou o Paraná em aliança com o partido.

– Nesta Casa, sou da base do governo Dilma. Isso, no entanto, não me impede, não me inibe ou me descredencia a deplorar não apenas as desculpas piedosas ou a falta de originalidade nas explicações e as tentativas de trapacear a verdade, não apenas isso, mas sobretudo o fato em si, isto é, as privatizações. E elas são o que são: privatizações, sem rebuço, sem disfarce, cruamente, verdadeiramente privatizações. E eu sou contra – disse.

Segundo Requião, o discurso é o “mesmo de sempre”, baseado na alegação de falta de recursos públicos para tocar obras de infraestrutura e na tese de maior eficiência da iniciativa privada.

Requião disse imaginar que o PT tivesse aprendido as lições do passado com as privatizações empreendidas pelo PSDB, em áreas como rodovias, ferrovias, energia elétrica e saneamento.

No capítulo das concessões brasileiras, disse Requião, há dois ingredientes típicos: o financiamento das privatizações e os contratos de concessão.

No financiamento, afirmou, o Estado empresta o dinheiro para que a iniciativa privada faça aquilo que o Estado não teria dinheiro para tocar. Já nos contratos, segundo Requião, os concessionários de ferrovias e rodovias assumem compromisso de extensão e duplicação das estradas, mas fazem o mínimo possível, só arrecadam e não sofrem qualquer punição.

– Não é piada, é assim mesmo que funciona. O BNDES e os fundos de pensão da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa investiram bilhões de reais nas privatizações. Modelozinho interessante, não acham? – perguntou.

Requião disse ainda que o “caos” da telefonia celular só recebeu atenção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) porque os abusos foram “muito além do índice de abuso que a agência julga tolerável”.

– Houve um momento em que imaginei que o PT seria firme e intransigente no repúdio ás privatizações, especialmente as privatizações à moda tucana, sem oposição, já que toda a mídia atua no coro das privatizações, e a ele não se opõem partidos progressistas – afirmou.

Embrapa

Requião comentou a expectativa de abertura de capital da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o senador, a privatização interessaria às “sete irmãs” que dominam a produção de sementes e defensivos agrícolas, uma referência a gigantes transnacionais de pesquisa como Monsanto, Syngenta e Cargill.

Requião advertiu que recursos genéticos e demais bancos de pesquisa da Embrapa, bem como um dos mais fantásticos acervos de pesquisas agropecuárias e florestais do planeta, poderão se tornar propriedade de acionistas privados, embora todas essas informações tenham sido acumuladas ao longo de décadas de estudos executados com dinheiro público.

– Tudo vai ser entregue de mão beijada a Monsanto et caterva. Privatizar a Embrapa ou abrir o capital da empresa é mais um desses manjados argumentos de que abusam os liberais toda vez que cobiçam o naco de uma empresa pública. Mas faço fé na diretoria e nos funcionários da Embrapa – concluiu.

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    H. Back™

    29 de agosto de 2012 às 18h55

    O Senador Requião (PMDB) deveria também lembrar que se o governo fosse do PMDB, não teria nenhuma modificação daquela que foi traçada pelas ratazanas do PSDB e outros menos lembrados. Seria muito pior que o atual.

    Cesar

    29 de agosto de 2012 às 18h57

    Daqui a pouco os dilmetes amestrados virão aqui dizer que não é privatização , mas concessaõ!

    RicardãoCarioca

    30 de agosto de 2012 às 16h33

    Petrobras é de capital aberto e não é privatizada. Ou é? Se é, não sabia.

RicardãoCarioca

29 de agosto de 2012 às 14h16

Bancos precisam de correntistas. Correntistas precisam de emprego, para terem renda. Empregos dependes de políticas governamentais para serem gerados. Governo que não promove emprego e renda não gera correntistas, vitais para os bancos.

Não consigo imaginar o porquê de bancos badalarem neoliberais, inimigos do emprego.

Responder

    Antônio

    30 de agosto de 2012 às 00h04

    Porque grandes bancos são os que mais lucram com a desgraça de países com alto endividamento público e privado, são eles que compram dívidas públicas em troca de juros cada vez mais altos, levando a um círculo vicioso e a uma espiral recessiva sem fim. Nada mais neoliberal.

Mardones Ferreira

29 de agosto de 2012 às 13h48

Excelente resumo do governo Clinton.

Itaú, Globo e FHC: tudo a ver.

Responder

Fernando Soares

29 de agosto de 2012 às 13h41

Brilhante texto, é sempre bom reavivar a memória do povo brasileiro pois a grande mídia de um modo geral costuma reescrever a história à sua forma e feição santificando antigos sacripantas e demonizando aqueles que salvaram o Brasil do entreguismo do estado mínimo e da falência geral das empresas e cidadãos.
O lugar desses 3 pulhas na estória já esta garantido e não será nada edificante.

Responder

Fabio Passos

29 de agosto de 2012 às 13h35

Os 3 são exemplos perfeitos de “governantes” que baixaram as calças para as oligarquias financeiras.
Figuras lamentáveis que entram para história como fracos… absolutamente subalternos ao poder econômico.

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