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Assange: EUA precisam parar de perseguir aqueles que revelam os seus crimes secretos


19/08/2012 - 15h36

Em seu discurso na varanda da embaixada do Equador, em Londres, Julian Assange classificou como corajosa a decisão do presidente Rafael Correa. Foto: Opera Mundi

por Roberto Almeida, de  Londres, Opera Mundi

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, pediu neste domingo (19/08) aos Estados Unidos que parem de perseguir jornalistas por “lançar luz sobre os crimes secretos dos poderosos”. “A guerra do governo dos Estados Unidos contra denunciantes precisa chegar a um fim”, afirmou o jornalista em discurso na sacada da embaixada do Equador em Londres, onde está refugiado há dois meses.

Assange pediu a libertação de Bradley Manning, militar norte-americano preso desde 2010 por repassar informações confidenciais ao Wikileaks. Manning foi o responsável por vazar mais de 250 mil documentos de 271 embaixadas em 180 países. “Na quarta-feira, Bradley passou seu 815º dia preso sem julgamento. O máximo é 120 dias”, disse. “Se ele fez isso é um herói e precisa ser libertado”.

Essa foi a primeira aparição pública de Assange desde março, quando ainda batalhava na Justiça para não ser extraditado para a Suécia sob acusação informal de estupro. O fundador do Wikileaks buscou abrigo na embaixada equatoriana dia 19 de junho. Hoje detém status de asilado político, concedido pelo presidente do Equador, Rafael Correa, na última quinta-feira (16).

“Estou aqui hoje porque não posso estar aí com vocês”, disse Assange, saudado por um público de ativistas e curiosos de pelo menos 200 pessoas. Outros 200 policiais faziam o cerco à embaixada enquanto o jornalista discursava. “As ameaças ao Wikileaks são ameaças à liberdade de expressão”, afirmou.

Assange lembrou da enorme tensão da madrugada de quarta para quinta-feira, acompanhada pelo Opera Mundi. Assim que o chanceler equatoriano informou sobre a ameaça britânica de invadir a embaixada para capturá-lo, com base em uma lei britânica de 1987, dezenas de policiais entraram no edifício onde está a representação diplomática. Ativistas correram para o local com câmeras ligadas à internet para testemunhar o caso.

“Na quarta-feira à noite”, lembrou Assange, “depois que uma ameaça foi enviada a esta embaixada e a polícia apareceu neste prédio, vocês vieram no meio da noite para testemunhar e vocês trouxeram os olhos do mundo. Dentro da embaixada, depois que a noite caiu, eu ouvi tropas policiais entrando pela escada de incêndio. Mas eu sabia que haveria testemunhas, e isso só foi possível por causa de vocês.”

O fundador do Wikileaks fez diversos agradecimentos. Ele sublinhou a “corajosa” atitude do governo equatoriano, que lhe concedeu asilo político, e à família e filhos, com quem espera estar junto “em breve”. Enumerou, ainda, os países latinoamericanos que rechaçaram a interpretação britânica da lei internacional – entre eles está o Brasil.

Defesa em andamento

O defensor de Julian Assange e do Wikileaks, Baltasar Garzón, disse hoje, em frente à embaixada, que irá à Corte Internacional de Justiça caso o Reino Unido não conceda salvo-conduto para que o jornalista deixe a representação equatoriana rumo à América do Sul. “Claro que não vou contar minha estratégia, mas primeiramente é preciso pensar no salvo conduto e lutar pelos direitos fundamentais de Julian”, disse.

O espanhol Garzón, com ampla experiência em casos de direitos humanos, foi o responsável por emitir ordem de prisão contra o general Augusto Pinochet em 2001, entre outras atuações impactantes que o deram o título de “super juiz”. Ele assumiu o caso Assange em junho, assim que o jornalista se abrigou na embaixada equatoriana em Londres.

De acordo com Garzón, as autoridades britânicas ainda não responderam oficialmente sobre o pedido de salvo-conduto, mas o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, já deixou claro que não aceita o asilo político e que não ofertará passagem ao jornalista para que deixe Londres.

O magistrado disse que Assange está sempre em contato com as autoridades suecas para responder sobre o suposto caso de estupro, mas que não ouviu garantias sobre seus direitos fundamentais de defesa e sobre uma eventual extradição para os Estados Unidos.

Apoios

Assange ganhou no início da tarde deste domingo o apoio público do ex-embaixador do Reino Unido, Craig Murray, e do escritor paquistanês Tariq Ali, que discursaram em frente à embaixada do Equador em Londres. Ambos acusaram o governo britânico de subverter a agenda internacional de direitos humanos para prender o jornalista.

Murray disse que “nenhum país concorda com a interpretação britânica da lei” que não reconhece o asilo político dado ao fundador do Wikileaks. Ali teceu elogios à diplomacia de países da América do Sul, como Bolívia, Peru, Equador, Venezuela e Brasil, que reconheceram o direito de Assange de receber o status de asilado. “Hoje esses países consideram mais o social do que Reino Unido e Estados Unidos”, afirmou.

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18 comentários

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Paulo Nogueira: Times e Post recusaram o material que o Wikileaks publicou « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de março de 2013 às 16h50

[…] Assange: EUA precisam parar de perseguir aqueles que revelam os seus crimes secretos […]

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Izaías Almada a Yoani: Interceda pela vida do soldado Bradley Manning « Viomundo – O que você não vê na mídia

21 de fevereiro de 2013 às 00h28

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A morte do embaixador dos EUA na Líbia: Pepe Escobar avisou « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de setembro de 2012 às 01h29

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Kenneth Waltz: O homem que defende a bomba nuclear do Irã « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de agosto de 2012 às 20h18

[…] Assange: EUA precisam parar de perseguir aqueles que revelam os seus crimes secretos […]

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Mardones Ferreira

20 de agosto de 2012 às 09h52

A reação da UNASUL é um bom indício de indepedência. Se não houver manifestação em apoio à iniciativa do Governo Equatoriano, o jornalista pode ter o mesno destino do soldado que ”vazou” os e-mails.

Aliás, quase não se fala do Bradley. Lógico, se fosse em Cuba, Irã ou na Venezuela não faltariam matérias nas empresas do PIG sobre o crime contra os direitos humanos de um governo ditador, mas como é o governo dos EUA…

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Regina Braga

19 de agosto de 2012 às 22h05

Adoro a democracia da rainha…Meu reino,Meus amigos,Meu dinheiro,Minha Verdade…Parece o pig brasileiro!

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    dino

    20 de agosto de 2012 às 06h19

    tão preocupada com o direito internacional, pelos crimes do Assenge, mas se recusou a extraditar o pinoxete para a espanha.

Unasul se solidariza com Equador e rechaça ameaças do Reino Unido « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de agosto de 2012 às 20h21

[…] Assange: EUA precisam parar de perseguir aqueles que revelam os seus crimes secretos […]

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ZePovinho

19 de agosto de 2012 às 19h39

http://midiacrucis.wordpress.com/2012/08/19/fiesp-eterna-capacha-de-washington/

FIESP, eterna capacha de Washington
Publicado em 19/08/2012

ADVERSÁRIO DO BANCO DO SUL. O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skak, está jogando contra os interesses nacionalistas brasileiro e sul-americano. A decisão dele de criar, dentro da Fiesp, um escritório para abrigar o Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID), SEMPRE, desde o seu nascimento, na Conferencia de Bretton Woods, em 1944, no pós guerra, junto com Banco Mundial e FMI, colocado a serviço de Washington.
Fonte: Independência Sul Americana

A partir de então, todas as políticas econômicas e financeiras apoiadas pelo BID e BIRD visam a velha máxima de buscar manter a América do Sul dividida sob comando dos títeres políticos e econômicos direcionados pelos cordões manipulados por Tio Sam. Especialmente, em relação ao Brasil e, também, à Argentina, os americanos buscaram, incansavelmente, mas sem conseguir, até hoje, atrair brasileiros e argentinos, para a jogada diversionista de alcançar acordos bilaterais de comércio, como fizeram com o Chile, com a Colômbia, com o Peru e tentam fazer, também, com o Uruguai.

Depois que se criou o Mercosul, em 1991, essa manobra estratégia imperial americana, para garantir aos Estados Unidos uma América do Sul como eterno quintal norte-americano, ficou muito difícil, quase impossível, principalmente, com a emergência dos governos nacionalistas, amplamente, apoiados pelas populações sul-americanas. Históricamente, Argentina e Brasil, desde o colapso da crise de 1929, começaram a se distanciar politicamente das garras de Washingnton, embora, economicamente, essa tarefa tenha sido, praticamente, infrutífera, com o avanço das multinacionais no mundo, depois da guerra, com o dólar superpoderoso, hoje, tatibitati, no compasso da grande crise global, que implodiu o capitalismo americano e europeu, em 2008.

Getúlio Vargas, diante do crash de 1929, jogou dinheiro público na economia, para salvar os cafeicultores paulistas, os eternos ingratos paulistas, fato que produziu o efeito benéfico, nacionalista, de alavancar a industrialização de São Paulo e brasileira, é claro. Roosevelt considerou Getúlio um gênio e copiou sua receita, para fugir do crash, alavancando os gastos públicos americanos, especialmente, na construção da indústria de guerra, enquanto proibiu que ela fosse desenvolvida na América do Sul.

Na Argentina, da mesma forma, o nacionalismo peronista fugiu do receituário americano. Em 1955, em Bandung, Indonésia, Perón, pregou a TERCERA POSICION, ou seja, nem Estados Unidos nem URSS, em plena guerra fria, mas um caminho alternativo, sul-americano.

Era tudo o que os Estados Unidos jamais queriam ouvir.

Portanto, no tempo, essa caminhada histórica sul-americana, e pulando, para os anos mais recentes, têm-se, depois da criação do Mercosul, o esforço dos governos nacionalistas argentino e brasileiro, a partir de Kirchner e Lula, para criarem, na América do Sul, o Banco do Sul, proposta feita pelo presidente socialista venezuelano Hugo Chavez.

Certamente, na crise atual, estando a América do Sul por cima da carne seca, dispondo das condições objetivas, para ajudar o capitalismo rico a sair da crise, o Banco do Sul seria o receptor automático das poupanças externas, candidatas a ir para o sal, no ambiente da taxa de juro zero ou negativa, vigente nos Estados Unidos e na Europa, como alternativa dos governos, para fugir da expansão da dívida pública e o consequente estouro hiperinflacionário exponencial.

Mas, o Banco do Sul não sai por que, mesmo? Porque os Estados Unidos e a Europa são contra ele. Seria a alavanca para reciclar a dinheirama internacional, candidada à eutanásia do rentista, a fim de ser jogada na infraestrutura sul-americana. Os congressos sul-americanos já aprovaram a proposta da criação do Banco do Sul, mas as forças reacionárias, combinadas, das grandes multinacionais e dos grandes bancos privados, no âmbito da Fiesp e da Febraban, reagem à criação de um grande banco de desenvolvimento sul-americano, o BNDES da América do Sul.

Skaf, que tenta se esconder em um partido que tem origem nacionalista, o PDT, joga com os interesses de Washington, abrindo a Fiesp para o BID e, também, BIRD, primeiro, para trabalhar contra o Mercosul, em favor das multinacionais, que, no âmbito sul-americano, são contra o Focem, o fundo de investimento do Mercosul, para que as multis façam o seu jogo diversionista, e, segundo, para bloquear o nascimento do Banco do Sul, isto é, a jogada nacionalista dos governos sul-americanos que querem pensar por si mesmo, distanciando-se do império americano e suas predisposições imperialistas eternas na América do Sul.

A aliança dos grandes empresários nacionais(?) com os internacionais, ladeados pelos grandes bancos, está tendo na Fiesp, sob a orientação do reacionário Skaf, o seu apoio decisivo.

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xacal

19 de agosto de 2012 às 19h37

Tudo bem, tudo certo, mas fica a pergunta:

É só uma escolha “editorial”, ou tem algo mais por trás do fato de Assange nunca vazar conteúdo que diga respeito a Israel?

Desde já ficando claro que sou super-hiper-mega-power a favor da democratização da mídia e do fim das pressões e perseguições maniqueístas promovidas pelo Tio Sam e seus acólitos ao redor do planeta.

Mas já que tudo se personificou na pessoa do nosso herói-vingador quase mascarado, minha dúvida permanece:

E quem vazará algo sobre o vazador?

Responder

    Porco Rosso

    19 de agosto de 2012 às 20h22

    Como assim, o Wikileaks nunca revelou nenhum documento sobre Israel?

    É só fazer uma busca rápida no Google ou no próprio Wikileaks:

    https://www.google.com.br/search?q=wikileaks+israel

    http://wikileaks.org/wiki/Category:Israel

    xacal

    20 de agosto de 2012 às 08h02

    Caro porco, meu inglês anda enferrujado, mas na maioria dos tópicos relacionados na página

    http://wikileaks.org/wiki/Category:Israel

    não há nada mais que repercussões de artigos da mídia mundial e de documentos oficiais de agências internacionais.

    De qualquer forma, a minha provocação tem o sentido de levantar um debate:

    Acreditamos que o Assange seja uma “força natural” capaz de nos redimir?

    A qual força ou propósito político ele serve?

    Ou será que o sonho liberal está consumado em sua figura idealizada do libertário radical da mídia ou a meu ver, “vasculhador do lixo alheio”?

    Será o cabo Anselmo Universal?

    xacal

    20 de agosto de 2012 às 10h31

    PS:

    Porco, e porque não há no vazadouro nada que mostre as relações promíscuas do mundo corporativo (mercado) com as ações de governos?

    Dick Cheney, Halliburton, Blackwater e a guerra ao terror, por exemplo?

    Bolsas, fundos, bancos e o parlamento estadunidense?

    Monsanto e Paraguai?

    Me perdoem se há tais documentos, mas eu não li tais repercussões nem na mídia corporativa, nem na alternativa, logo…se não foi publicado, não existe, rsrssrs….

Fabio Passos

19 de agosto de 2012 às 19h36

Uma perseguido político.
Divulgou alguns podres dos ianques… e agora a “democracia ocidental” quer mandá-lo para a prisão.

Vivemos em uma ditadura. A ditadura do capital.
E a diminuta minoria de pervertidos que controla o poder está destruindo o planeta e a humanidade.
É nosso dever lutar pela liberdade e democracia.
Já passou dahora de derrubar este regime podre.

Responder

Indio Tupi

19 de agosto de 2012 às 16h55

Aqui do Alto Xingu, os indios lembram que, desde que a Grã-Bretanha cedeu o acesso das mercadorias e investimentos dos Estados Unidos às colônias que possuia em todo o mundo, em troca do perdão norte-americano às dívidas que o Império contraiu junto aos EUA ao longo da II Guerra, a subserviência continuou sempre a mesma. Sem novidades. Só a mobilização e os protestos populares em todo o mundo poderão, como sempre, fazer a diferença. Cabe às ruas se expressarem. Como sempre.

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Julio Silveira

19 de agosto de 2012 às 16h27

Nem dá para culpar o povo americano, coitados. Tão manipulados, vivem dentro de um verdadeiro mundo virtual. Lá trabalham de mãos dadas corporações financeiramente poderosas, artifices na utilização das brechas legais e do marketing ideológico, as vezes racial, as vezes religioso, para controlar e instalar governantes amansados, adestrados, para atender a seus objetivos. Ruim é quando seu governo cisma de querer exportar essa cultura, para ampliar seu mercado. Criam animosidades e desconfianças, muitas vezes pura e simplesmente para dominar nichos economicos, que podem virar politicos, para manter sua dominância. Seguindo um trajeto de vidas sendo dadas ou retiradas, conforme a resistencia a essa visão. Podendo se criar herois ou inimigos publicos numeros 1, eixo do bem, eixo do Mal, nessa peculiar avaliação da resistência cultural muitas vezes ética.

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Gerson Carneiro

19 de agosto de 2012 às 16h01

Logo logo um carinha chamado Kirby Dick será o próximo alvo.

Dick é o diretor de “The Invisibile War”, documentário que exibe o depoimento de 12 mulheres militares vítimas de estupro nas forças armadas norte-americanas. Um assunto proibidíssimo pelo alto comando das forças armadas, com sanções aplicadas a quem abrir o bico.

O filme mostra que as combatentes em zona de guerra correm um risco maior de serem estupradas por um colega do que serem mortas sob fogo inimigo.

E o alto índice de estupro nas forças armadas norte americanas faz vítimas (estupradas) tanto homens quanto mulheres.

Afirma Dick:

“Instituição mais poderosa dos EUA, as Forças Armadas transformaram em política não oficial a negação das acusações, o descrédito das vítimas, a a classificação dos críticos como antipatrióticos e a ameaça implícita de cancelamento de contratos com entidades privadas que sabem dos delitos”.

Fonte: CartaCapital dessa semana, ediçãonº 711

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Mateus Beatle

19 de agosto de 2012 às 15h56

“God save the queen
She ain’t no human being.”

Pois é, uma vez mais, o reino unido se presta ao papel de cachorrinho de estimação dos ianques…

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