VIOMUNDO

Diário da Resistência


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John Pilger, WikiLeaks e o fracasso do jornalismo


13/04/2011 - 13h59

Tempos extraordinários

WikiLeaks e o fracasso do jornalismo

10/12/2010, John Pilger, Guardian, UK

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

No manual de contraguerrilha do Exército dos EUA, o comandante general David Petraeus descreve a guerra do Afeganistão como “guerra de percepção (…) continuamente conduzida pelos noticiários.” O que interessa não é tanto o dia-a-dia das batalhas contra os Talibã [hoje, os EUA já negociam a paz com os Talibã, os quais, portanto, não foram derrotados, notícia que não se lê em nenhum jornal do Brasil-2011 (NTs)], quando o modo como a aventura é vendida nos EUA, onde “a mídia influencia diretamente a atitude de grupos chaves de opinião”. Ao ler isso, lembrei do general venezuelano que liderou um golpe contra o governo em 2002. “Tínhamos uma arma secreta”, gritava ele. “Temos a mídia, sobretudo a TV. Sem mídia, não se faz coisa alguma”.

Nunca se consumiu tanta energia para garantir que jornalistas obedecessem, que fizessem o que os generais mandam (os generais amigos dos donos de jornais e jornalistas). Hoje, os mecanismos já estão instalados. São “perpétuos”.

E o jornalismo vive de repetir o que digam os mais verborrágicos [no Brasil-2011, o jornalismo, os jornais e os jornalistas não sabem fazer outra coisa além de repetir o hiper verborrágico ex-FHC e atual nada ou fazer plantão em portas de delegacias (NTs)] (…).

Em Chicksands em Bedfordshire, o establishment da guerra psicológica do Ministério da Defesa (Psyops) [no Brasil-2011, são jornalistas-marketeiros tucano/DEM (NTs)]  e ‘midia trainers’ devotam-se à tarefa, imersos num jargão global de “dominação da informação”, “ameaças assimétricas” e “ciberameaças”. Partilham premissas que servem também nos métodos de interrogatório que levaram a um inquérito público sobre soldados britânicos torturadores, no Iraque.

A desinformação ‘jornalística’ e a barbárie da guerra colonial [no Brasil, é a desinformação ‘jornalística’ e a barbárie eternamente golpista do PSDB/DEM e seus jornalistas incorporados (NTs)] têm muito em comum.

Claro: só o jargão é novo. Na abertura de meu filme “A guerra que você não vê” [orig. The War You Don’t See], há uma referência a uma conversa privada, em tempos de pré-WikiLeaks, em dezembro de 1917, entre David Lloyd George, primeiro-ministro britânico durante boa parte da 1ª Guerra Mundial, e CP Scott, editor do jornal Manchester Guardian. “Se as pessoas soubessem a verdade”, disse o primeiro ministro, “a guerra acabaria amanhã. Evidentemente não sabem. Não podem saber.”

No início daquela 1ª Guerra Mundial, a guerra para “por fim a todas as guerras”, Edward Bernays, amigo e confidente do presidente Woodrow Wilson, cunhou o termo “relações públicas”, como eufemismo para “propaganda” (“palavra que não se podia pronunciar, durante a guerra”). Em seu livro Propaganda (1928), Bernays apresenta as “Relações Públicas” como “governo invisível, que realmente governa o país”, graças à “manipulação inteligente das massas”. Para conseguir manipulá-las, era preciso “criar uma pseudo realidade” e era preciso também “que a imprensa adotasse essa falsa realidade, como real”. (O primeiro monumental sucesso da propaganda & publicidade inventada por Bernays foi ensinar as mulheres a fumar em público. Associou o cigarro à libertação feminina. Seus cartazes mostravam mulheres fumando: “as tochas da liberdade”.)

Durante a guerra do Vietnã, ainda jovem repórter, comecei a ver como a coisa funciona. Na minha primeira viagem, vi o efeito das bombas de napalm em duas vilas; o napalm continua a queimar por baixo da pele; muitas das vítimas eram crianças; havia pedaços de corpos pendurados em galhos de árvores. Os jornais falavam de “tragédias inevitáveis que acontecem em todas as guerras”. Não explicavam por que virtualmente toda a população do Vietnã do Sul corria risco de ser morta pelos “aliados”, os EUA. Termos de Relações Públicas, como “processo de paz” e “dano colateral” viraram tema de conversa em todos os lares norte-americanos. Praticamente nenhum jornalista usa a palavra “invasão”. “Envolvimento” e, mais tarde “conflito” converteram-se num novo vocabulário, segundo o qual a matança de civis nunca passa de “erro trágico”; e ninguém jamais põe em dúvida a boa intenção dos invasores.

Em Saigon, pelas paredes de todas as redações onde trabalhavam os jornalistas correspondentes, viam-se fotos horrendas jamais publicadas e nunca enviadas, porque o objetivo ‘jornalístico’ era não “espetacularizar” a guerra, atormentando ainda mais o público. Além do mais, não eram fotos “isentas”. O massacre de My Lai não foi notícia em 1968, apesar de praticamente todos os jornalistas correspondentes saberem o que acontecera (e também de outros massacres). A notícia chegou aos EUA e ao mundo pelo trabalho de um jornalista independente, Seymour Hersh. A capa de Newsweek dizia: “Tragédia Americana” – como se os norte-americanos fossem as vítimas, ideia que Hollywood aproveitou com entusiasmo, em filmes como The Deer Hunter e Platoon. A guerra era suja e trágica, mas a causa continuava nobre. Pior: os EUA estavam sendo derrotados, por culpa de uma parte da imprensa, irresponsável, hostil, antipatriótica e sem censura.

Por mais que tudo isso fosse falso, essas realidades falseadas e os métodos para falsear a realidade foram as “lições” que aprenderam os que hoje fazem guerra pelo mundo e por parte muito significativa da imprensa. Depois do Vietnã, tornaram-se freqüentes os jornalistas “incorporados” às tropas – e quanto mais incorporados, mas indispensáveis para o prosseguimento das políticas de guerra dos EUA dos dois lados do Atlântico. Com honrosas exceções, foi o que aconteceu nos EUA. Em março de 2003, cerca de 700 jornalistas incorporados, e respectivas equipes técnicas de televisão, acompanharam as tropas dos EUA que invadiram o Iraque. Quem os ouça falar ou leia o que escreviam, terá a impressão de que estavam, outra vez, salvando a Europa da praga nazista. Não se vê o povo do Iraque. John Wayne voltou às salas de jantar dos EUA.

O auge foi a entrada vitoriosa em Bagdá, e as imagens, pela televisão, de multidões que festejavam a derrubada de uma estátua de Saddam Hussein. Por trás da fachada, uma equipe de “agentes ‘psy’” manipulavam os relatórios. Um desses relatórios que ninguém viu, falava de “um circo jornalístico, onde havia mais jornalistas norte-americanos que iraquianos na rua”. Rageh Omaar, que lá estava como correspondente da BBC, noticiou, para todos os principais noticiários de televisão: “As pessoas saiam às ruas para saudar os soldados [norte-americanos] fazendo o V-da-vitória. O que se vê aqui se repete por toda a capital do Iraque”. A notícia do dia, jamais noticiada, era que, em todo o Iraque, começara o massacre, a conquista e a destruição sangrentas de toda a sociedade iraquiana.

No meu filme [The War You Don’t See], Omaar fala com franqueza admirável: “Sei que não fiz o que deveria ter feito, como jornalista”, diz ele. “Não protestei, não denunciei o que estava vendo: que ninguém estava noticiando o mal-estar geral, no Iraque”. E lembra que a propaganda militar britânica realmente manipulou toda a cobertura da queda de Basra, cidade que, segundo “BBC News 24”, teria caído “17 vezes”. A cobertura, diz Omaar, “foi uma câmara de eco gigante”.

A magnitude do sofrimento do povo iraquiano, vítima de massacre, não apareceu nos noticiários. À frente do n. 10 em Downing St, na noite da invasão, Andrew Marr, então editor de política da BBC, disse: “Tony Blair previu que seria possível tomar Bagdá sem derramamento de sangue e que, no final, os iraquianos festejariam. Como se vê, acertou as duas previsões” (…). Pedi uma entrevista a Marr, para o filme, mas ele recusou. (…)

Dan Rather, que foi âncora da CBS por 24 anos, não se recusou a falar. “Havia medo, em todas as redações dos EUA”, disse ele. “Todos temiam perder o emprego. Todos temiam ser rotulados como antipatrióticos, ou coisa assim”. Rather diz que a guerra fez dos jornalistas “estenógrafos”; que, se alguém jornalista questionasse o processo de omitir e distorcer os fatos, a invasão do Iraque não teria acontecido. É o que dizem hoje inúmeros jornalistas veteranos que entrevistei para o filme, nos EUA.

Na Grã-Bretanha, David Rose, cujas colunas no Observer tiveram papel importante no processo de associar Saddam Hussein à al-Qaida e ao 11/9, deu-me entrevista corajosa, na qual diz “Não há explicação possível (…) O que aconteceu no Iraque foi crime, crime em larga escala”.

“Se houve crime, os jornalistas foram cúmplices?” – perguntei a ele.

“Foram. Talvez sem saber, ou sem querer, mas foram cúmplices.” (…)

Ninguém imaginava que aconteceria WikiLeaks. Na atual avalanche de documentos oficiais revelados, sobretudo documentos em que se veem as maquinações que levaram à guerra – como a obsessão dos EUA contra o Irã –, pouco se tem falado sobre o fracasso do jornalismo.

Uma das razões pela qual Julian Assange parece despertar tão compacta hostilidade entre os jornalistas empregados de diferentes lobbies – os mesmos que o assessor de imprensa de George Bush chamou certa vez de “cúmplices facilitadores” – é que WikiLeaks é a voz que expõe o fracasso desse jornalismo e desses jornalistas.

Por que a opinião pública teve de esperar que surgisse WikiLeaks, para descobrir quem manda, de fato, até em governos eleitos, e como opera esse poder que não conhece qualquer democratização?

Como revela documento do ministério da Defesa, de 2.000 páginas, os jornalistas mais efetivos são os que o poder considera ‘não incorporados’ ou ‘não conversáveis’ [orig. non clubbable], mas como “ameaça”. (…)

Em meu filme, perguntei a Julian Assange como WikiLeaks lida com as conhecidas draconianas leis de sigilo britânicas. “Bem”, disse ele, “recebemos os documentos sigilosos, nos termos da lei britânica. A lei britânica diz que é crime destruir informação sigilosa. A informação sigilosa nos foi mandada, sem que tivéssemos pedido ou pago por elas. Se não podemos destruir informação sigilosa… só restava publicar tudo.” Vivemos tempos extraordinários.

PS do Viomundo: Notas de tradução incorporadas ao texto pelo pessoal da Vila Vudu. A dica sobre o documentário (abaixo) veio do Marco Aurélio Mello, do Doladodelá.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



36 comentários

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John Pilger: A perseguição a Assange é um insulto ao jornalismo « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de agosto de 2012 às 02h12

[…] John Pilger, WikiLeaks e o fracasso do jornalismo […]

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Unasul se solidariza com Equador e rechaça ameaças do Reino Unido « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de agosto de 2012 às 20h20

[…] John Pilger, WikiLeaks e o fracasso do jornalismo […]

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Vladimir Safatle: A mídia mundial não tem direito à ambiguidade no caso Assange « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de agosto de 2012 às 23h31

[…] John Pilger, WikiLeaks e o fracasso do jornalismo […]

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operantelivre

21 de abril de 2011 às 08h34

Frases impactantes:

Nunca se consumiu tanta energia para garantir que jornalistas obedecessem, que fizessem o que os generais mandam (os generais amigos dos donos de jornais e jornalistas). Hoje, os mecanismos já estão instalados. São “perpétuos”.

“Se houve crime, os jornalistas foram cúmplices?” – perguntei a ele.

“Foram. Talvez sem saber, ou sem querer, mas foram cúmplices.” (…)

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milton fogo

16 de abril de 2011 às 11h26

Disse o dono do jornal ao seu colega funcionário:
– escreva uma matéria sobre Jesus Cristo
respondeu o colega:
– a favor ou contra?

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    Mário SF Alves

    16 de abril de 2011 às 22h16

    E a seu ver, qual teria sido a mais provável resposta?

A guerra que você não vê | supercaras

16 de abril de 2011 às 00h09

[…] John Pilger, WikiLeaks e o fracasso do jornalismo Posts relacionados:O Desastre de […]

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Luiz M, de Barros

14 de abril de 2011 às 14h14

É está difícil lutar ao truísmo. “Tudo conspira contra está oposição”. Há um sincronismo. Formou-se uma corrente de pensamento. Está no imaginário popular. Temos que apoiar a oposição que queremos para convergir. Um deles seria o Lembo. (um já está no PSD pelo que consta). Outro o Bresser que apóia a Telebrás, banda larga. Até um Delfim que apóia o controle de capitais com a enxurrada de dólares pintados por Obama como lhe disse na cara a Dilma. Não sei o que pensam os 44% se a mídia não fosse partidária. Alias o Estadão, coitado, declarou formalmente apoio a Serra.

Sou de esquerda antes de mais nada. A questão da ressonância com os que comungam das mesmas idéias a maioria da blogosfera progressista; é menor se pensamos em nos estimular para entender as adversidades devida a diversidade natural dos seres, (Dilma, na Folha, Ana, Hebe, Irã, Sal. Mínimo)

Quanto mais também os valores do Mercado, do liberalismo como igualdade de oportunidades – educação e igualdade de informações – nem o mercado de capitais permite informações privilegiadas!, não forem vilipendiados pelos falsos liberais ai teremos o verdadeiro e necessário equilíbrio dinâmico entre direita e esquerda ou Estado e Mercado eficazes.
Deixemos por hora outras sínteses enquanto a desigualdade de rendimento das famílias [e indecorosa. Outros cenários vivem um povo como o norueguês por exemplo. Aquele que pratica a partilha do petróleo. Como é a mídia lá?

Foi necessário um “chão de fabrica” fazer esta leitura agora tão clara para nós, sem nunca ter lido Weber, Marx. Antes do Wikileaks e da “Guerra que você não vê”. Era necessário execrar a falsa elite. Execração tão mais contundente, fulminante se partida de um subalterno não acessado á academia.

Sempre o mito da redenção da elite. Jamais contra a sabedoria da academia ou mesmo a do autodidata.
Contra o uso errôneo dela. Um uso exclusivamente egoístico aperfeiçoado ao extremo que o mental concreto proporcional

Estamos em tempos extraordinários é uma leitura estimulante. Todo dia agora acesso em primeiro lugar o blog do Planalto como vacina necessária a enfrentar o PIG. Dirão os adversários trolando, mas espera o que de um site oficial? Por ele soube que outro dia Dilma recebeu a UNE no palácio para concordarem o uso do pré sal também para a educação. Divergem quanto o aumento de 7 para 10% do PIB para a educação. Talvez seja que os 7% possam ser mais eficazes

Estamos na disputa entre os remanescentes de um ciclo apodrecido e gasto. Uns agentes com a consciência de que agindo assim tenham benefícios. (errôneos se apego ao sensório pos trás sofrimento cf doutrinas orientais). Outros são por eles cooptados, os leitores do PIG.

Difícil, porem de forma gradualmente acelerada devido a nova era que já alvoreceu (Anunciação do Alceu) estão se auto fulminando e nós ajudamos, porem constrangidos se são renitentes. Principalmente os que não se manifestam.

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    Mário SF Alves

    16 de abril de 2011 às 22h22

    Luiz,
    Gostei do antídoto e da informação. Só não entendi a Anunciação do Alceu!

Carlos J. R. Araújo

14 de abril de 2011 às 13h35

Caro Azenha: existe um livro interessante ("A Primeira Vítima"), escrito em 1975 por um jornalista e ex-correpondente de guerra, Phillip Knightley. O livro aborda a mentira jornalística sobre as guerras e compreende um período que vai da guerra da Criméia (que começou em 1861) e vai até a guerra do Vietnã. E relacionou centenas de mentiras.

O nome do livro gira em torno de um desabafo de um senador americano em 1917 e que prefacia o livro: "A primeira vítima, quando começa a guerra, é a verdade". Knightley mapeia e relaciona vários motivos da mentiralhada toda: ideologia, nacionalismo, interesses pessoais, etc. O diabo é que, hoje, a mentira jornalística, com guerra ou sem guerra, parece ter uma única justificativa: o dinheiro. Então, só nos resta tapar os narizes e separar o joio do trigo.

Responder

alexmabreu

14 de abril de 2011 às 12h23

Grande Azenha, o documentário "The war on democracy" do John Pilger é sensacional. Vale a pena assistir. Fica aí a dica para os outros leitores de seu site.

Responder

Antonio Carlos

14 de abril de 2011 às 11h51

Azenha,
não pude ver todo o filme ainda. Tomara que ele inclua como a mídia tratou aqueles que se posicionaram contra a invasão: Baradei, o diplomata brasileiro que foi defestrado da agência da Onu pelo GovUs (depois ganhou uma ação judicial).e muitos outros.

Responder

Luis

14 de abril de 2011 às 11h30

Estamos em tempos extraordinários.

A questão que mais pega ai neste texto é: no meio de tanta informação como filtrar, analisar, separar e aproveitar o que é de bom disso tudo?
Todos fala da manipulação da mídia. Mas e o povo; por que se deixa leva por isso? O povo, massa de manobra, não consegue pela precaridade das Escolas e educação do país. Devemos valorizar o que desde a ditatura que tivemos está desvalorizada e destroçada. Temos de um lado a impressa, jogando informação, e do outro a escola ensinando filtrar, analisar, separar e aproveitar o que é de bom. O que importa é o povo fazer isso com qualidade!

Responder

FrancoAtirador

13 de abril de 2011 às 21h26

.
.
Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

(…)

Art. 6º É dever do jornalista:

(…)

II – divulgar os fatos e as informações de interesse público;

(…)

VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;

(…)

XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, dos adolescentes, das mulheres, dos idosos, dos negros e das minorias;

Art. 7º O jornalista não pode:

(…)

IV – expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais;

V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;

(…)

IX – valer-se da condição de jornalista para obter vantagens pessoais.

(…)

Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:

I – visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;

II – de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes;

(…)

Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética ou que agridam as suas convicções.

Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
.
.
QUE TAL TRANSFORMARMOS ESTE CÓDIGO EM LEI FEDERAL
.
.

Responder

    SILOÉ

    15 de abril de 2011 às 23h45

    É tudo que a grande mídia não faz,. raras são as exceções.

J.C.CAMARGO

13 de abril de 2011 às 15h57

LCAzêdo: o que vocês, comunas, têm contra os EUA? Afinal, os norteamericanos livraram o mundo dessas
coisas, os marxistas, stanilistas, trotisquistas, assemelhados e simpatizantes! Se não fossem os yankees,
como vocês poderiam beber wysky 12 anos ou mais, à vontade, e sempre falando (eu disse falando!) em /
justiça social, direitos humanos, etc, etc, etc! Por que vocês não vão falar dessas coisas em Cuba, na Co-
reia do Norte, Albânia, China, etc? Será que vocês não perceberam que êsse papo já está enchendo o sa-
co? Vão tomar ,,, café lá na PQP! ,,,,,,, [email protected]

Responder

    W. Melford

    13 de abril de 2011 às 17h56

    Nossa….cuidado pra não romper a cinta-liga.

    Haroldo Cantanhede

    13 de abril de 2011 às 18h39

    Prezado Camargo, é interessante a sua "indignação". Ler alguns livros ajudaria. Não vou recomendar muitas coisas mas, se quiser, comece por Empire's Workshop, ainda sem tradução, de Greg Grandin. É em Inglês, o idioma dos seus ídolos. Galho fraco. E mude o seu jeito de pensar. Com livros. E cultura. Parar de ver a rede bobo de manipulações também ajudaria demais…

    Pedro

    13 de abril de 2011 às 22h17

    Opa, peraí. Quer dizer que cultura é patrimônio exclusivo da esquerda?
    Acho que falta ao pessoal de esquerda um pouco de tolerância, que é, ironicamente, uma das bandeiras mais levantadas por vocês mesmos. Aqui neste blog, fala-se muito sobre aceitar a diversidade, mas vocês podem reparar que qualquer comentário "oposicionista", mesmo os que não são virulentos e mal-educados como o do rapaz no topo da página, recebem respostas mormente malcriadas, quando não violentas.
    Está na hora de colocar em prática o que se prega.
    Em tempo: alguns esquerdistas também ainda não dispõem de humildade suficiente para reconhecer que os regimes comunistas foram grandes chagas na História. Hoje as coisas são bem diferentes, mas há que se reconhecer este fato, creio eu.
    Abaixo a intolerância bloguística!!

    SILOÉ

    16 de abril de 2011 às 00h37

    O que se critica com veemêcia, é a falta de embasamento de alguns comentários e os passionais que não dão espaços para argumentações.

    Pedro

    16 de abril de 2011 às 10h54

    Certíssimo. Porém, mesmo com comentários civilizados e argumentos plausíveis, quem não defende a esquerda aqui é, por vezes, maltratado.

    Maria Fulô

    13 de abril de 2011 às 20h16

    Como é possível dialogar com alguém que só se expressa via jargões? Veja, Estadão, Folha e Jornal Nacional nele…

    kalango Bakunin

    13 de abril de 2011 às 20h45

    heil c_amargo
    Are you a boçalnarete?

    Gustavo Pamplona

    13 de abril de 2011 às 21h24

    Pessoal… chequei o e-mail deste cara para ver se ele existe neste site de verificação de e-mail
    http://www.email-unlimited.com/tools/verify-email

    Então vou deixar a seguinte sugestão para os leitores, que é que vocês acham de LOTAR DE SPAM a caixa de e-mail do cara? Vai ser divertido!!! hahahahahahaahaha

    É um idiota mesmo, ninguém deixa e-mail assim dando sopa. hahahahhahahahah

    Marcia Costa

    13 de abril de 2011 às 22h27

    Sugestão rápida; assista Trabalho Interno meu caro e mais, não somos contra os americanos, ingleses, franceses, etc. – apenas críticos de suas ações manipuladoras que prejudicam, perturbam e destroem a paz de pessoas inocentes. Os cubanos estão lá na ilha deles, vivendo a vidinha deles na paz.

    Marcelo Fraga

    13 de abril de 2011 às 22h29

    Saudações, Professor Hariovaldo.

    Wagner Souza

    13 de abril de 2011 às 22h47

    Eu prefiro beber cachaca mineira, prefiro os Brasileiros de verdade e prefiro ler comentarios de gente mais inteligente e informada!

    alexmabreu

    14 de abril de 2011 às 12h34

    Azenha, nós AINDA somos obrigados a ler isso???

    QUE NOJO!!!

    Jair de Souza

    14 de abril de 2011 às 14h00

    Não liguem não, pessoal! É o Azenha que está ressuscitando seus antigos personagens com novos nomes. Quem não está sentindo saudades das crias azenhistas como "John Bastos" e "Dvorak". Tava mais que na hora do Azenha colocar seus substitutos em ação. Valeu, Azenha.

    SILOÉ

    16 de abril de 2011 às 00h22

    Se você ainda tem algumas garrafas de whisky, beba com moderação para não falar esse monte de m…
    e ficar mais ligado.
    Os EUA já eram… quem dá as cartas no mundo agora é a China, a maior economia mundial, por enquanto!!! Só até o Brasil se livrar desse complexo de vira-latas e aprender a negociar, o que não vai demorar muito.
    Um saquêzinho agora, uma cachacinha depois, com certeza vão lhe fazer muito bem.

Pedro

13 de abril de 2011 às 15h39

Quem é mais verborrágico, Lula ou FHC?
Quem é mais vaidoso?
FHC está muito longe de ser modelo pra alguém, mas o Lula tb não é brincadeira…

Responder

    Marcelo Fraga

    13 de abril de 2011 às 22h27

    Agora querem chamar Lula de verborrágico?
    Até pouco tempo atrás ele era o "analfabeto".

    Pedro

    13 de abril de 2011 às 23h03

    hahahahaha, é verdade. Mas lembre-se, camarada, que quantidade não é qualidade. O verborrágico fala muito, não fala bem, necessariamente…
    Mas enfim, o assunto dos comentários não é o Lula, perdoem-me a digressão.

ANTONIO ATEU

13 de abril de 2011 às 15h00

olá azenha fala umpouco sobre a liberdade de imprensa ou da imprensa nos estados undos. voce e heloisa vilela poderiam fazer um texto muito esclarecedor sobre o que é a imprensa americana. ajudaria muito acabar com o mito e mostra se possivel como funciona essa imprensa e se há imprensa alternativa nos EUA claro alem da internet.. um abraço

[youtube -AoFUPdChXA&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=-AoFUPdChXA&feature=related youtube]

Responder

ANTONIO ATEU

13 de abril de 2011 às 14h56

olá azenha fala umpouco sobre a liberdade de imprensa ou da imprensa nos estados undos. voce e heloisa vilela poderiam fazer um texto muito esclarecedor sobre o que é a imprensa americana. ajudaria muito acabar com o mito e mostra se possivel como funciona essa imprensa e se há imprensa alternativa nos EUA claro alem da internet.. um abraço
[youtube -AoFUPdChXA&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=-AoFUPdChXA&feature=related youtube]

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