VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

A divisão entre os professores grevistas e a “birra” do governo


24/08/2012 - 14h32

publicado em 24/08/2012 às 11h47

Sindicato diz que governo está “de birra” com professores

MEC se recusa a reabrir negociações após contraproposta de servidores em greve

Marina Marquez, do R7, em Brasília

Depois de apresentar oficialmente na última quinta-feira (23) uma contraproposta ao MEC (Ministério da Educação) e ver o governo negar uma reabertura de negociações, o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), disse que o ministério está “de birra” com os professores. De acordo com o diretor Luiz Henrique Schuch, é “totalmente incompreensível” o posicionamento do governo.

— É muito difícil compreender a intransigência do governo. É uma questão de birra, já que o movimento demonstrou que está disposto a abrir mão da reivindicação de elevação do patamar salarial, da questão do reajuste, em favor da reestruturação da carreira. Mas o que fica claro é que o governo tem o objetivo de desestruturar a carreira do professor. 

Segundo Schuch, o sindicato vai agora recorrer à Presidência da República para tentar reabrir as negociações. Representantes do Andes fizeram uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira (24) e foram recebidos por assessores do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

— Estamos pedindo que o Palácio interfira para reabrir as negociações. Fizemos um recuo muito grande das expectativas salariais, o MEC precisa avaliar isso.

De acordo com outro diretor, que esteve no Palácio do Planalto, Josevaldo Cunha, o momento é de aguardar uma resposta do governo sobre a reabertura das negociações.

— Os assessores que nos receberam prometeram fazer chegar ao Gilberto Carvalho nossa solicitação e ao Ministério do Planejamento. Eles [MEC e Planejamento] não nos informaram ainda que não haverá reabertura. Queremos apresentar a contraproposta, que tem a mesma amplitude econômica que o governo propôs, mas visa à reestruturação da carreira.

Acordo

No último dia 13, Ministério do Planejamento, MEC e Proifes (Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) assinaram acordo fechando proposta que prevê reajustes de 20% a 45% para os professores das federais.

No entanto, o Proifes representa a minoria dos docentes e as outras entidades de classe da maioria, o Andes e o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica),rejeitaram a proposta governamental.

Na contraproposta apresentada, os docentes abrem mão de aumento e dão preferência à reestruturação da carreira. O documento pede que, a cada degrau de progressão, os professores tenham ajuste de 4% – anteriormente, o percentual desejado era 5%. Além disso, a categoria decidiu acatar o piso de início de carreira proposto pelo governo, de R$ 2 mil.

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (24), o MEC critica a contraproposta e diz que “não haverá reabertura de negociações relativas à proposta salarial”.

Segundo o ministério, as entidades sindicais que não assinaram o acordo podem fazê-lo a qualquer momento. “O orçamento do Ministério da Educação já foi encaminhado ao Ministério do Planejamento com a proposta negociada e está em processamento. Não há possibilidade de reabertura de negociações ou de análise de qualquer outra contraproposta que altere o acordo já assinado”.

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37 comentários

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Alexandro Rodrigues

26 de agosto de 2012 às 15h58

CONTINUANDO A SÉRIE, CORTA O PONTO DILMA!

AGENTES DO FBI X AGENTES DA PF

Para entrar na academia do FBI, um candidato a agente especial enfrenta 21 semanas de duros testes físicos e de conhecimentos, que vão do sistema legal à noções de química e biologia. Se aprovado, sai ganhando por ano 51 000 dólares.

Agora, se este agente for bom mesmo, faz concurso para perito da PF brasileira. Ao passar no concurso sai ganhando um total de 177 794 reais ao ano — ou 88 900 dólares.

Mas os peritos da PF acham esse salário tão mixuruca que estão em greve. Querem ganhar 71% de aumento. Eles são “apenas latino americanos, sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes e vindos do interior…”.

Corta o ponto Dilma!

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Alexandro Rodrigues

26 de agosto de 2012 às 13h25

MANTRA DOS SERVIDORES PÚBLICOS: O MEU DIREITO VALE MAIS DO QUE O SEU!

“Enquanto sindicatos e governo prosseguem sua queda de braço, com cerca de 370 mil servidores parados em todo o País – em alguns casos, há quatro meses -, no Recife o menino Lucas Dantas, de 6 anos, tem um problema prático e urgente: ele depende diariamente de Aminomed, um alimento só fabricado na Alemanha – e o estoque da casa só dá para mais dez dias. “Não há mais nenhuma lata em Pernambuco nem nos Estados vizinhos. Um amigo conseguiu duas em São Paulo”, diz o pai do garoto.

Lucas sofre de alergia alimentar severa e, agora, sofre também dos efeitos da greve de funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reduziu o ritmo de liberação de medicamentos nos portos e aeroportos do País. Como ele, outro menino recifense, Igor Lacerda, 9 anos, depende do fornecimento permanente de um medicamento holandês, o Nutrison.

“Fico revoltada porque o direito de greve não pode superar o direito de viver do meu filho e de outros que precisam de produtos como este para viver”, disse ao Estado a mãe do menor, Ingrid Lacerda. Um amigo da família, o advogado Ricardo Buarque, entrou com liminar para que o pai de Igor possa ir à Holanda buscar o produto, que começará a faltar na casa em três semanas.”

Fonte: Estadão

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,greve-custa-caro-na-saude-e-na-educacao-,921777,0.htm

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Alexandro Rodrigues

26 de agosto de 2012 às 12h39

Corta o ponto, Dilma!

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Victor

26 de agosto de 2012 às 10h33

Uma análise sobre a proposta apresentada pelo ANDES. Digam não a esta proposta. https://www.facebook.com/ADUFC/posts/494962983865837

Responder

    Victor

    26 de agosto de 2012 às 13h02

    Continuar a greve para brigar por uma proposta inviável é uma falta de vergonha na cara. Essa greve dos professores briga por uma proposta pior até do que a proposta do governo. Chegamos a um ponto em que se o PROIFES não tivesse assinado o acordo com o governo, hoje estaríamos sem nada. Se continuarmos deixando a ANDES representando os professores, a categoria cai. Fora ANDES e abaixo a estas greves querendo criar um palanco político para os candidatos andinos.

Francy Lisboa

25 de agosto de 2012 às 14h46

Meritrocacia já!
Que que é ANDES?
Estão com medo de ter que sair da zona de conforto com a meritocracia?

Vai trabalhar porra!

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jose marcos

25 de agosto de 2012 às 13h53

Sinto muito Azenha, não da mais para defender esta greve. O ex coordenador de um curso da UFF onde minha filha estuda postou fotos curtindo uma praia em fortaleza. A tal de Marinalva teve a cara de pau de dizer que só ganha 8.000,liquidos. Esqueceu de mencionar os 3 meses de ferias, cursos pagos de especilaização, estabilidade, etc. Faz o seguinte vai buscar este salario liquido na iniciativaa privada. Enquanto o mundo esta numa crise neoliberal tremenda com países cortando salários, demitindo servidores, etc. Aqui categorias que ganham salarios iniciais acima de 10.000,0 comandam a greve mais cinica e cretina da historia. PESSOAS ESTÃO MORRENDO POR FALTA DE MEDICAMENTOS!!!!!

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    Alexandro Rodrigues

    25 de agosto de 2012 às 17h56

    É isso que eu estou gritando aqui José Marcos. A questão não é os professores merecerem ou não aumento de salários. Tenho profundo respeito pela arte de ensinar. Eles são essenciais pra qualquer projeto de nação soberana (se é que nós temos isso…). Agora o que essa turma está fazendo, junto com as outras classes do funcionalismo público federal é chicana!

    Tenho um exemplo semelhante ao que você deu. Um amigo recém empossado na UFPB, nem trabalhou ainda, está curtindo as férias prolongadas nas praias paraibanas as nossas custas.

    Ahh, José Marcos, se prepare. Depois destas palavras você, que como eu deve ter votado toda a vida no PT, deve ter ajudado Lula e Dilma chegarem ao Planalto mas não se transformou em um cordeirinho amestrado, depois de tudo isso você será tachado de psolista, de tucano, de viúva do FHC!

    A campanha continua: Corta o ponto Dilma!

    jose marcos

    27 de agosto de 2012 às 15h44

    Perfeito Alexandro é isto mesmo sempre votei no Lula/Dilma e não me arrependo. Quando critico esta greve hipocrita, o patrulhamento ideologico logo joga pedra me acusando de tucano, privativista, etc. Ah! outro exemplo, tem um professor em greve na UFF que é candidato a vereador na minha cidade e esta em plena campanha paga pelo governo federal, pois não pode cortar o ponto. Que beleza!!!! e o legal é que este tempo que esta turma passa de feri, digo greve, nem é descontado para aposentadoria. Que maravilha fazer greve assim…. viva o Brasil

    Lucas Cardoso

    25 de agosto de 2012 às 19h07

    Se as condições de trabalho na iniciativa privada são piores do que na coisa pública, cabe então à iniciativa privada melhorar as condições de trabalho, e aos trabalhadores desta se organizarem e demandarem seus direitos por todos os meios possíveis, incluindo a greve. Nada disso justifica o jeito que o governo federal está tratando os servidores, que, como qualquer trabalhador, têm direito de demandar melhores condições de trabalho.

    Isso de que a União não tem dinheiro pra dar aumento é desculpa. Se fosse o caso, porque não corta o salário dos senadores, deputados, assessores et al?

Thaliana Piovezana

25 de agosto de 2012 às 12h03

A greve que hoje cresce nas universidades federais precisa ser ampliada para uma moblizaçao geral da educação pública, somando as lutas dos profissionais da educação em todos os estados, contra o fechamento de escolas na rede estadual, contra a tranferência de recurso público para a iniciativa privada e privatização das universidades.Um projeto que garanta 10% do PIB para a educaçao pública, a valorização do trabalho docente e técnico adinistrativo, condições de estudo e assistência estdantil, um projeto de educação voltado a transformar a realidade brasileira e não aprofudar suas desigualdades.

Responder

flavio cunha

25 de agosto de 2012 às 11h35

É só saber que os sindicatos estão na mão de Psol/Pstu, para concluir que coisa razoável não partirá deles, são adolescentes tardios que fazem apenas enfrentamento ao governo, nem que para isso tenham que aderir às propostas da direita mais canalha, DEM e PSDB.

Responder

dukrai

25 de agosto de 2012 às 11h02

o governismo petista é pior que o tucano e quem critica logo é acusado de PSOLista. Menas, galera, menas, é indefensável esta posição tecnocrática e orçamentista do MercadAnta de baixar os custos da mão de obra nas universidades e do ensino médio tecnológico federais. O que o governo da Dilma, economista como o MercandAnta, pretende e vai fazer é cortar os custos nas duas pontas. No ingresso até o final de 2012 de novos 45.000 professores ganhando o piso da carreira, de 2.000,00 (DOIS MIL REAIS), durante os três anos do estágio probatório e só depois desses 36 meses serão enquadrados de acordo com a titulação. Na regra anterior à greve o professor quando começava a trabalhar recebia de acordo com a sua titulação, como doutor para a maioria dos aprovados, o salário de SETE MIL REAIS. Fazendo uma continha básica, o governo Dilma/MercadAnta “economizou” CINCO MIL REAIS X 36 meses X 40 mil professores (90% dos aprovados com título de doutor, segundo IPDukary), num total de SETE BILHÕES E DUZENTOS MILHÕES de reais. Como os custos dos “reajustes” da nova tabela dos professores vai aumentar QUATRO BILHÕES E TREZENTOS MIL, a “economia” foi de TRÊS BILHÕES de reais.
É o pior resultado de greve desde Collor de Melo, passando pelos governos FHC e Lulinha. Ainda tem mais surpresas no saco de maldades Dilma/MercadAnta. Acima do último cargo da carreira de professor, Adjunto 4, foi criada uma nova classe de Colaborador de 1 a 4, que força o professor a retardar a sua aposentadoria pra chegar até o final da carreira e exclui os professores aposentados.A conta de mais esta “economia” é guardada a sete chaves pelo Ministério da Educação, mas é muito maior que os SETE BILHÕES E DUZENTOS MIL garfados dos novos professores
Só pra terminar, se vc teve saco pra ler até aqui. O Proifes é uma federação de sindicatos que tem uma base de sete (7) sindicatos de universidades, das 56 que entraram em greve e de um total de 59.Com a aceitação da proposta do governo pelos pelegos do Proifes três (3) sindicatos se desfiliaram logo de cara e dos outros quatro eu não tenho informação atualizada. É pra esta base de QUATRO sindicatos,menos de 7% da categoria dos professores, que Dilma/MercadAnta vendem o seu discurso.

Responder

    jaime

    25 de agosto de 2012 às 15h45

    Sim, dukrai, e quanto às demais categorias está saindo melhor do que a encomenda. Vai acabar ficando assim: quem não quiser os 15%, desculpe, 15,8% (QUINZE VÍRGULA OITO POR CENTO) – em maiúsculas senão parece pouco – vai ter 0% (ZERO POR CENTO) o que, em termos de economia é o ideal, muito mais do que o governo poderia esperar, embora saibamos todos que inflação é coisa que não existe. Ah! e a culpa é de quem não quis “dialogar”. Melhor do que isso só uma unha encravada!

    O_Brasileiro

    25 de agosto de 2012 às 20h27

    Matou a cobra e mostrou o pau!
    A polícia política petista (PPP) dos blogs vai ficar furiosa, mas sacanearam mesmo os professores… que já eram bastante sacaneados!
    Mas o lucro do governo vai ser ainda maior, porque há anos sobram vagas de professores em muitas faculdades federais. Só iam para elas os que iam ser dedicação exclusiva (DE), que ganham um pouco mais, ou os desesperados! Agora, só vão ocupar as vagas se abrirem com exigência de doutorado, senão o salário vai ser um lixo, principalmente para cursos como Direito, Engenharia, Medicina, Enfermagem, entre outros, onde o salário fora da universidade é bem maior.
    Talvez devessem privatizar o resto das universidades mesmo, já que uns 75% dos alunos de curso superior já estudam em faculdades privadas…

    Lucas Cardoso

    25 de agosto de 2012 às 23h13

    Concordo com tudo que você disse, menos a primeira frase. Dizer que o governo do PT é pior que o PSDB é exagero. Lula\Dilma priorizam o desenvolvimento do capitalismo produtivo nacional, enquanto o FHC priorizava o capital financeiro nacional e internacional. O novo paradigma trouxe algumas vantagens, como o aumento da qualidade de vida de um grande número de pobres com o bolsa família. O problema é que o princípio de governar para os ricaços permanece, só mudou a facção de ricaços no poder.

    Mas o mais triste é ver tanta gente que acha que as únicas opções são o PT e o PSDB. Estamos nos tornando cada vez mais um segundo EUA. Um sistema bipartidário com dois partidos de direita.

Eduardo Vieira Miranda

25 de agosto de 2012 às 01h22

Quem está de birra é o Andes.
Que não assinou o acordo em 3 de agosto último só porque o governo atendeu a maioria dos pontos reivindicados pelo Proifes.
Se recusaram, e deu no que deu.
Conheço integrantes da diretoria do Proifes, e garanto a vocês que o Proifes é uma federação de professores de universidade. Todos os que eu conheço sequer tem filiação partidária. Ao contrário do Andes, esse sim aparelhado por partidos políticos.

Responder

    jose marcos

    27 de agosto de 2012 às 15h47

    Principalmente PSOL/PSTU.. Agora fazer greve, não ter salario cortado, nem descontar tempo para aposentadoria e ficar na praia postando fotos na internet é falta de respeito com a grande massa trabalhadora deste país que ganha uma miséria.

Meiriane

25 de agosto de 2012 às 00h22

“governo está “de birra” com professores”

Acho que são os professores que estão de birra a 3 meses com o governo e não o contrário.

Responder

Leonardo Meireles Câmara

24 de agosto de 2012 às 23h23

Antes de mais nada um esclarecimento. Enquanto sindicato o Proifes não existe, trata-se apenas de correia de transmissão do Dirceu e cia junto ao movimento docente. Fizeram isso com a CUT, com a UNE (domesticada que só) e outros sindicatos. Portanto, não essa divisão. A greve é fortíssima.

Por conta desse comportamento submisso que nos desfiliamos da CUT, por exemplo. Quando as reformas neoliberais vinham do PSDB, tava cheio de valente na CUT, quando vem de Lula e cia:” o que é isso companheiro…”

Também já disse, mas vou repetir. Não tem esse papo IDIOTA, de que partido político interfere no ANDES-SN. Na verdade é bem o contrário. São os representante de partidos e sindicatos que vão buscar os seminários que ocorrem durante essas greves, para entender um pouco da conjuntura política nacional. O andes é uma das maiores conquistas do movimento social brasileiro. Só quem conhece sabe o valor deste sindicato para o país.

Também não acho que seja birra do governo, penso que essa gente que está no poder enxerga tudo pela via político-partidária e do economicismo barato e cego. Todo sujeito arbitrário sente-se ameaçado quando alguém não se submete as suas decisões. É o que acontece agora. O PT submeteu Martha Suplicy, mas não conseguiu fazer isso com Maurício Rands, por exemplo.

Hoje é um partido avesso à democracia e a discussão, não passa de amontoado burocrático, sem projeto político e sem visão de fundo a respeito do país. O improviso com que tratam do serviço público e as soluções privatistas mostram que já deram o que tinham que dar.

O Brasil precisa de um novo projeto político à esquerda do PT, que tornou-se um partido de centro-direita. E os professores não querem biscoitos caninos, querem compromisso do governo com uma política consistente para a educação. Por isso esta greve, a mais forte da história, é um estado permanente de denuncia do desmonte neoliberal, pasmem, promovido pelo PT. Mas o Brizola já havia nos avisado, não é mesmo?

http://www.youtube.com/watch?v=RxYbd7Tvi7U

Responder

Antineoliberal

24 de agosto de 2012 às 20h15

Sou antineoliberal. Sou crítico da Privataria. Sou a favor da intervenção do Estado na economia e por um regime que controle o setor financeiro com rédeas curtas. Mas essas greves de servidores públicos com salários maiores que R$ 7 mil são manipulações grosseiras. Não me refiro aos Professores, os que mais mereceriam reajuste, mas a serventuários da Justiça Federal, PRF, Auditor Fiscal da Receita etc. E um grevista de verdade deve aceitar o desconto dos dias parados. Ou então não é greve. Agora eles parece que estão fazendo beicinho. Olha, o desrespeito à autoridade NÃO é a mesma coisa que lutar contra autoritarismo na ditadura. O que fazem é assédio moral contra a presidente e o governo federal. Não estão com legitimidade. Deveriam aceitar a proposta e encerrar a greve, em vez de ficar com orgulho ferido e vaidades eleitorais afloradas. Em países como Portugal, Espanha e Grécia, além da Alemanha, os salários têm sido até reduzidos. Com todo o risco de uma depressão econômica, o governo deu 15% com inflação de 1% ano ano. Onde se encontra isso hoje em dia? Abram os olhos, senhores sindicalistas. Foi o radicalismo de esquerda que isolou o Governo Allende e abriu caminho para o radicalismo da direita na época.

Responder

    Mara Suzana

    25 de agosto de 2012 às 00h05

    Voce não é anti neoliberal.

    Marcus

    25 de agosto de 2012 às 13h20

    Apoiado!

tiago carneiro

24 de agosto de 2012 às 19h56

Apostam quanto como as próximas ”concessões” da nossa amada Russera, opa, FHC de saias, será da parte administrativa das universidades? EIN EIN?

Já começou com a privatização dos hospitais universitários.

Essa Dilma Russerra está se saindo melhor que seu mestre FHC.

Responder

Francisco

24 de agosto de 2012 às 19h37

Eu procuro uma loja para comprar uma mercadoria. Fecho um valor com o vendedor. Assino contrato, recebo a mercadoria. Uso-a. Uma semana depois volto à loja para dizer que o valor que eu quero pagar é outro, por uma outra mercadoria.

Tá doido?

A negociação já foi encerrada! Ou essa greve não tem comando, ou o comando dessa greve é muito ruim. Talvez os dois!

Se toda operação de fechamento de contrato fosse assim, que contrato haveria no mundo? É esse tipo de coisa que faz duvidar do desinteresse politico dessa direção de greve.

Fecha um acordo num termo e aparece uma semana depois chamando a outra parte de “intransigente” por que não quer recomeçar tudo de novo?

Qual é o objetivo? Manter o assunto “greve” na mídia o máximo de tempo possível ou só até a eleição municipal?

Responder

    Eugenio, OFS

    24 de agosto de 2012 às 22h38

    Paz e bem!

    “Eu procuro uma loja para comprar uma mercadoria. Fecho um valor com o vendedor. Assino contrato, recebo a mercadoria. Uso-a. Uma semana depois volto à loja para dizer que o valor que eu quero pagar é outro, por uma outra mercadoria.”

    Tentando explicar:

    O PROIFES fechou o valor,
    o PROIFES assinou o contrato,
    o PROIFES recebe a mercadoria,
    o PROIFES usa-a.

    A ANDES não é o PROIFES !

    Por isto
    a ANDES quer outro valor,
    a ANDES quer assinar outro contrato,
    a ANDES quer receber outra mercadoria.

    E tem o detalhe de que
    o PROIFES é a minoria
    e o ANDES a maioria.

Alexandro Rodrigues

24 de agosto de 2012 às 18h15

Enquanto isso, lá em João Pessoa, um amigo meu doutorado pela Unicamp e recém contratado pela UFPB, publica no facebook: “esperando calmamente meu aumento, curtindo as belas praias paraibanas”…

Enquanto 200 milhões de trouxas trabalham noite e dia, 6 meses de cada ano, para pagar impostos, vagabundos de uma casta privilegiada, a elite do funcionalismo público federal, curtem 3 meses de férias remuneradas com o papo furado de que estão defendendo e reivindicando a melhoria da educação do país.

Me pergunto: quem são os estudantes das universidades federais? Vamos lá me digam: quem passa no vestibular de medicina da UFRJ, quem estuda engenharia na UFMG? São os filhos desta casta vagabunda que há três meses está de braços cruzados, recebendo seu “salário mixiruca”, pagos por nós honorários otários nacionais!

Provoco. Já que as concessões da Dilma não são privatização, concede as Universidades Federais também Dilma, vamos lá, seja valente, acabe com a boa vida destes aspones vagabundos.

Ahh, já sei do que vão me chamar. De tucano! Mas estes idiotas não sabem o que é depender de serviços públicos. Estes vagabundos grevistas certamente não dependem de posto de saúde pra curar suas lepras! Não dependem de transporte público pra sair de casa as 5h da manhã pra trabalhar! Seus filhos não estudam em escolas públicas, que isso, eles estudam em renomados “colégios” da elite, afinal eles vão estudar nestas mesmas universidades federais que neste exato momento, segundo eles, estão abandonadas.

Para os brasileiros que realmente trabalham, suam no dia a dia para garantir o seu futuro e o futuro do país eu lanço a campanha:

Corta o ponto Dilma!

Responder

    Mara Suzana

    26 de agosto de 2012 às 20h22

    Engraçado queria ver essa mesma revolta com o salário dos politicos e das férias que são maiores que de qualquer trabalhador, se temos direito a greve não pode ser descontado, senão não é um direito.

marcos soares

24 de agosto de 2012 às 17h28

A Andes é uma representação sindical atrasada e vinculada ao PSTU e PSOL.
Graças ao eleitor brasileiro nunca teremos o nosso País governado por esse pessoal totalitário e fundamentalista.
Parabéns ao Proifes. Professor universitário não é massa de manobra.

Marcos

Responder

Urbano

24 de agosto de 2012 às 16h36

Só a birra mesmo, até porque beicinho nem precisa.

Responder

Cesar

24 de agosto de 2012 às 14h45

Notícia velha esta! Este “acordo” foi fechado com uma entidade que não é juridicamente reconhecida há 23 dias atrás.
Ou seja, a verdade é que não há acordo algum fechado com o overno, visto que PROIFES não possui representatividade legal nem é juridicamente reconhecido como sindicato. A notícia, tal como está aqui, parece a mesma que circula no “P.I.G.” Faltou dizer também que o PROIFES não chega a ter entrada em 10% das IFES (fora as associação docentes que estão se desfiliando do PROIFES!). Pra quê então blogs independentes se encontro aqui a memsa notícia veiculada pelo “P.I.G.”??

Responder

    Marcelo

    24 de agosto de 2012 às 20h53

    O Andes é maluco o coisa pior, tão de brincadeira em não aceitar o acordo. Li a proposta e achei muito boa. Se o andes não quer aceitar que sejam os inteligentes deste sindicato , pois eu quero desde o início.
    Vão fazer política com o dinheiro deles, não com o meu!

    Eduardo Vieira Miranda

    25 de agosto de 2012 às 01h24

    O Andes não é maluco. E sim está de birra. Não quis assinar porque foi o Proifes que propôs o acordo. Só por isso.

tiago carneiro

24 de agosto de 2012 às 14h36

Aqui na UFC, o sindicato GOLPISTA fez uma reunião com 1/5 dos professores e declarou o fim da greve.

COMO PODE?

Responder

    Rodrigo Leme

    24 de agosto de 2012 às 15h20

    Aqui na USP, menos de 1/5 de alunos e sindicalistas já servem pra parar a universidade pros 4/5. Não me causa estranheza.

    Lucas Gomes

    24 de agosto de 2012 às 20h01

    você parece não conhecer a mesma USP na qual eu estudei… a Poli, a FEA e os outros institutos “desinteressados” nunca deixaram de ter aula quando das greves fracas e “da boca para fora” que a patota de alunos de esquerda agita como estilo de vida.
    Você só reafirma seu estilo cínico ao fazer posts assim, perde a força das suas “verdades que doem” quando dirigidas ao progressismo. A direita podia encontrar alguns comentadores um pouco mais interessantes. No blog do Nassif as vezes pinta um ou outro.

    Antineoliberal Paraense

    24 de agosto de 2012 às 20h22

    Rodrigo Leme, você tem razão. Os outros 4/5 não vão para não sofrerem assédio moral. E porque devem estar trabalhando. Acho a greve um direito, mas nos últimos tempos os servidores não têm do que reclamar. Basta ver os salários na página de transparência. Imagine um trabalhador de salário-mínimo chegar para uma audiência na Justiça do Trabalho e os servidores, que ganham mais de R$ 7.000,00 dizerem que não vai ter trabalho, porque querem um salário melhor? Isso é falta de solidariedade social.


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