VIOMUNDO

Diário da Resistência


Fracking e a defesa das fontes de energia da América do Sul
Opinião do blog

Fracking e a defesa das fontes de energia da América do Sul


07/04/2013 - 09h07

por Luiz Carlos Azenha

Fracking é uma nova técnica para extrair petróleo. Os ambientalistas dizem que contamina as fontes de água subterrânea. Que pode causar terremotos. Vamos dar um desconto.

O fato é que o fracking avança velozmente. E que o tal do “pico de produção” de petróleo, após o qual haveria apenas declínio no consumo, pode ser adiado. Há novas tecnologias para recuperar petróleo no fundo do mar. Muitas guerras virão por causa de disputas em torno de águas territoriais.

A Marinha vai se tornar ainda mais importante. Não por acaso os Estados Unidos reativaram a Quarta Frota. E investem no fracking. É objetivo estratégico dos Estados Unidos, tão explícito que sai na Foreign Affairs, se livrar da dependência do petróleo do Oriente Médio. Com isso, reduzem os custos de fazer guerrra no Iraque e no Afeganistão, podem cortar bases no Golfo Pérsico e deixar de proteger o estreito de Ormuz.

O estreito é uma espécie de gargalo do petróleo. Grande parte da produção passa por lá. O estreito é difícil de defender, tá cheio de aiatolá por perto e tudo isso explica a campanha internacional para “conquistar” o Irã.

A elite estadunidense, pense você o que pensar dela, tem uma virtude: pensa longe e pensa nos objetivos estratégicos de longo prazo. Faz política de Estado, não de governo.

Reduzir a dependência do Oriente Médio representa promover o fracking. Explorar o gás natural. Furar no Alasca. E ir buscar petróleo mais perto. Na África, por exemplo: Líbia, Guiné Equatorial, Angola. Tem um pré-sal do outro lado do Atlântico.

Os Estados Unidos criaram um comando militar exclusivo para a África — e não é para proteger os antílopes ameaçados.

Finalmente, muito mais perto ainda estão a faixa de Orinoco, na Venezuela, com as maiores reservas de petróleo pesado do mundo. As areias betuminosas do Canadá. O pré-sal brasileiro. As grandes reservas de gás da Bolívia.

As tecnologias são desenvolvidas velozmente. Sim, o petróleo iraquiano é de muito melhor qualidade, muito mais fácil e barato de refinar, mas fica mais longe, é mais difícil de defender — e, de qualquer forma, sem o nacionalismo árabe, mais fácil de acessar.

Até ontem o petróleo pesado do Orinoco era desprezado. Mas, assim como aconteceu com o fracking, a indústria não deixa de inventar novidades. Ou vocês acham que Washington tentou derrubar o Chávez por causa do mau hálito?

Os governos Lula/Dilma mudaram a forma de rachar o petróleo com as grandes empresas do ramo. O entreguismo já não é hard core, como o dos tucanos. Mas continua, como demonstram Paulo Metri e Emanuel Cancella (aqui, aqui e aqui). Em outras palavras, 30 bilhões de barris que já sabemos que existem nós vamos “partilhar”.

Os argumentos são sempre de que nem o Brasil, nem a Bolívia, nem a Venezuela dispõem do capital necessário à exploração. Pode ser, mesmo. Mas uma coisa é certa: precisam dispor dos meios necessários, em conjunto, para defender estas reservas da rapinagem direta, militar (o Reino Unido garantiu na marra as Malvinas e agora quer ‘partilhar’ o petróleo encontrado com a Argentina!).

Daí a importância de dar músculo às instituições regionais, como a Unasul.

Americano eu conheço bem: não desiste nunca! A Alca morreu para nós, não para eles.

E nem é preciso desembarcar os marines para fazer avançar este objetivo. Já contam com a artilharia pesada, com os canhões, destróiers e fuzileiros das Organizações Globo. Corações e mentes, lembram-se?

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26 comentários

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Fracking e a defesa das fontes de energia da América do Sul. – Observatório da Energia

25 de setembro de 2017 às 18h49

[…] Este artigo de opinião foi originalmente publicado no Blog Viomundo em 07 de abril de 2013, onde está disponível no link: <https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/fracking-e-a-defesa-das-fontes-de-energia-da-america-do-s…&gt;. […]

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Fracking: Qualquer coisa para se livrar da dependência do Oriente Médio - Viomundo - O que você não vê na mídia

12 de abril de 2013 às 11h26

[…] O fracking e a defesa das reservas de energia da América do Sul […]

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J Souza

09 de abril de 2013 às 18h11

Nós que lemos, sabemos.
Agora, perguntem a opinião dos que assistem CQC, caldeirão do Huck, domingão do Faustão, Jornal Nacional, Ana Maria Braga… Ops! Desculpem! Não quis ofender a Dilma…

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Paulo Figuiera

08 de abril de 2013 às 17h46

Yoko Ono está engajada na luta contra o fracking, está demonstrado que além de contaminar as águas subterrâneas, produz terremotos

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Ricardo da Costa

08 de abril de 2013 às 13h54

O povo e adestrado para pensar, que essas riquezas não são deles, mas do governo para dar e vender para os picaretas e aproveitadores de plantão…

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Ricardo da Costa

08 de abril de 2013 às 13h52

O problema do Brasil (além dos políticos e empresários corruptos) está no povo, que não sabe ou não quer saber, que por direito, toda a riqueza encontrada em solo brasileiro, é do povo.
Só que sabemos, que essa riqueza a administrada por “representantes” do povo, que fazem questão de o povo não saber do que é dono.
Ora,eu como cidadão brasileiro que sou, exijo e gostaria que todos exigissem minha parte na riqueza, em espécie (grana viva!!!), já que nossos administradores não dão o retorno devido, com os impostos que a gente paga.
Os caras administram mau, não são punidos e ainda ficam bilionários!!!
Está na hora do povo tirar os administradores indicados por governos e políticos das empresas públicas, e exigir a sua parte no lucro.

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Atilio

08 de abril de 2013 às 11h44

Azenha,

Entendo que o principal objetivo deste artigo é criticar a postura política do Brasil com relação ao petróleo. No entanto, a questão do Pico do Petróleo, do que significa o “fracking” como tecnologia, e o que significa “petróleo não-convencional” para a economia e nossa sociedade, foram tratados de maneira especialmente superficial e sem considerar opiniões diferentes.

Seriam preciso vários artigos para mostrar que:

1- O pico do petróleo não foi atrasado. Segundo a própria AIE, ele já aconteceu em 2005/2006, quando desde então a produção mundial de petróleo convencional (o mais fácil de extrair, mais fácil de refinar, etc.) está efetivamente num platô: http://www.resilience.org/stories/2010-11-11/iea-acknowledges-peak-oil

2- “Fracking” não é uma nova tecnologia, ela já existe desde 1947. Ela foi adaptada em 1997 para utilizar os compostos químicos que são injetados hoje nas rochas e tomou a forma atual: https://en.wikipedia.org/wiki/Hydraulic_fracturing

3- Uma das razões pela qual ela demorou tanto para ser utilizada na larga escala que tem hoje é por ser tão cara e complexa que só foi economicamente possível quando o preço do petróleo passou a flutuar ao redor de US$100 o barril. Há também uma grande possibilidade de ser mais uma bolha especulativa financiada por Wall Street: http://www.globalresearch.ca/the-fracked-up-usa-shale-gas-bubble/5326504

4- Por conta das características do processo de extração, os poços de “fracking” perfurados produzem uma quantidade grande no começo mas entram um declínio logo em seguida, tornando duvidosas as declarações de que isso vá mudar o cenário do petróleo no mundo por um longo tempo: http://www.theoildrum.com/node/9821

5- Petróleo não-convencinal não é um substituto perfeito e adequado ao petróleo convencional. É necessário investir uma quantidade de energia muito maior para extraí-lo, o que faz com que a energia que conseguimos utilizar de maneira prática em nossa economia seja muito menor: https://en.wikipedia.org/wiki/Energy_returned_on_energy_invested

6- As agências internacionais que acompanham a produção de petróleo (como a BP e a AIE) e fazem previsões sobre produção futura estão frequentemente tendo que baixar suas estimativas, ano a ano (basta baixar os relatórios anuais e verificar). Elas sofrem pressões para sempre fazer previsões otimistas e não alarmar o público (ou tirar investimento dos países produtores, como os EUA): http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/09/peak-oil-international-energy-agency

7- Como o comentário acima já apontou, as consequências ambientais de todas as técnicas de extração de petróleo não-convencional são um desastre ambiental que não podem ser ignoradas ou tratadas de forma leviana, e isso inclui o pré-sal.

Seria interessante que uma matéria sobre o assunto discutisse essas idéias, e não somente mostrasse o lado que lucra com a idéia de que não temos que nos preocupar com o petróleo.

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augusto2

08 de abril de 2013 às 09h52

pensa longe sim essa elite e tem provado isso em temas vários.
Sao as consquencias desejadas.
Pra nossa sorte, russia e china tambem pensam.
e pra nossa sorte a parte mais poderosa dessa elite estadunidense -aquela financeira top de uolstrite- nao pode se dar a esse luxo e só pensa perto ,curtissimo prazo. e numa dessas vem consequencias indesejadas.

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Hélio Pereira

08 de abril de 2013 às 08h33

A Petróbras já vem utilizando a técnica de extrair Petróleo e depois injetar água do mar para forçar o Petróleo a subir,com isto aumentando a eficiência dos Poços do Pré-sal e tornando os mais produtivos.
As consequências da super-exploração dos Poços ninguém sabe,mas o risco de contaminar o lençol de água subterrâneo é enorme,principalmente se esta Tecnica for utilizada em Terra,utilizando água doce neste processo.
O Brasil corre sérios riscos de contaminar as reservas de água do sub-solo e um risco maior de ser vitima do “olho gordo” dos EUA em nossas reservas do Pré-sal.
Acho que o Brasil deveria se armar sim,inclusive com Armas Nucleares,pois os Norte-americanos só respeitam aqueles que podem se defender.
Foi um erro a Tucanada assinar acordos de não proliferação de Armas Nucleares,pois isto deixou nosso país vulnerável a “Gula Americana” que todo mundo sabe é enorme!

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Francisco

08 de abril de 2013 às 04h12

A fragilidade militar do Brasil é a existencia fisica de dez a quinze familias.

Eliminar existência física dá cadeia, eliminar existência econômica dá em contra-revolução…

Mas eliminar a hegemonia politica, pode, é legal, do jogo democrático e viável.

É querer e fazer.

Responder

jaime

08 de abril de 2013 às 03h34

Por analogia, prevê-se que a defesa do nosso petróleo também será partilhada. Com a IV frota. Uma questão de custos e tecnologia…

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JOTACE

08 de abril de 2013 às 01h09

O SILÊNCIO CÚMPLICE

Depois de assistir aos pronunciamentos do digno Senador Requião quanto à magna questão da doação disfarçada do petróleo brasileiro a ser executada no próximo mês pelo executivo, é de se lamentar o comportamento da esmagadora maioria do legislativo que simplesmente se omite e assim apoia o executivo na mais degradante conduta anti-pátria. É o caso de perguntar que, se mesmo frente às eleições que vêm, assim se comportam os figurões nos quais votamos e elegemos, o que farão eles se vitoriosos no pleito. Nada restará do Brasil pela continuidade do assalto ao patrimônio público iniciado criminosamente por FHC e praticado sem limites nos governos Lula e Dilma. Há que se encontrar uma maneira de evitarmos que roubem o futuro das gerações que vêm, uma vez que a nossa já foi vitimada por havermos acreditado no que é, de fato sicariato político do Brasil. Votar no “menos piór” para mim não é uma escolha digna. Além do mais carrego comigo uma dúvida, qual o menos piór, o do FHC ou os dos dois presidentes petistas? Eleger Requião como Presidente, caso ele venha a se candidatar, é o único verdadeiro caminho que ainda poderíamos seguir.

Responder

    Nelson

    08 de abril de 2013 às 16h45

    Jotace. Eu ainda acho que Lula/Dilma são o “menos pior”. Algo parecido com o que dizia o economista João Sicsú em artigo que li em 2006, antes da reeleição do barbudo. Sicsú afirmava mais ou menos o seguinte: que o país estava à beira do precipício e que com Alckmin nós daríamos um passo à frente, em direção ao buraco, e com Lula teríamos a possibilidade de dar um passo atrás e escapar à queda.
    Porém, com o passar dos anos, e o acúmulo de medidas contrárias aos interesses do povo brasileiro que foram tomadas pelo Lula e que vêm sendo implementadas pela Dilma (privatizações ou concessões, não extinção do fator previdenciário, hidrelétricas na Amazônia, Transposição do São Francisco e várias outras), eu confesso que vai ficando cada vez mais difícil ter a certeza na definição de qual o “menos pior”, tucano ou petista.

    Alexandro Rodrigues

    08 de abril de 2013 às 19h55

    Nelson, eu concordo com seu ponto de vista. Eu acho que faria bem ao Brasil e ao proprio PT ficar na oposicao por um tempo. Mas a questao e: quem ficaria no governo no lugar do PT, quem sentaria na cadeira da presidencia no lugar da Dilma?

    Infelizmente nao temos uma oposicao a esquerda estruturada e com projeto para o pais. Marina Silva ainda e uma icongnita pra mim. Nao consigo entender que pais ele quer. Eduardo Campos e so um parasita inflado pela midia para tentar levar a eleicao para o segundo turno. Esse filme nos ja conhecemos, e como nas novelas da Globo, e sempre a mesma coisa, lembra-se de 1989?

    E finalizando, no PSDB eu nao voto nem amarrado. Portanto, pobre grande Brasil, estamos sem opcoes!

    JOTACE

    09 de abril de 2013 às 00h07

    Caro Nelson,

    Grato pelo teu comentário a respeito do que escrevi acima. É bom saber que aumenta a cada dia o número de brasileiros que assistem contristados o que se passa e como que a buscar caminhos para mudar a forma de governar o país. Como tenho dito sempre, aqui e alhures, tenho votado nos candidatos do PT inclusive até a eleição da Dilma. Mas tudo tem um limite, o entreguismo virou moda, e assusta-me ver a cegueira de muitos comentaristas por aqui, ilustrados, de boa fé, mas ainda encantados pela arte dos malabaristas. Por isso, não votarei mais no PT. Ainda, de minha parte, farei como diz o Alexandro Rodrigues, não votarei no PSDB nem amarrado. E vejo a Marina como uma espécie de mapinguari das matas acreanas a gritar do ôco da caverna mais escura, que é ela, também entreguista, a luz salvadora que alumiará os caminhos do Brasil. Votaria com certeza no Requião, caso ele se candidate. O fato dele se encontrar no partido em que está, em nada o compromete, pois a linha que adota tem sido inflexível. É a mesma através dos tempos. Um cordial abraço do, Jotace

Alexandro Rodrigues

07 de abril de 2013 às 18h57

Sou totalmente a favor da Comissao da Verdade e da Revisao da Lei da Anistia. Mas acho que o Governo deve promover de alguma forma uma renovacao nas liderancas das Forcas Armadas, colocando pra escanteio as viuvas da ditadura, e promovendo novos lideres, nacionalistas e com capacidade de planejamento estrategico.

O Brasil precisa se armar. Precisamos SIM da tecnologia atomica. Mais inocente e aquele que pensa que toda teoria das conspiracao nao tem um pingo de verdade.

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marcosomag

07 de abril de 2013 às 17h36

Os malditos tucanos amarraram as mãos do Brasil perante ao Imperialismo quando assinaram o TNP. Um país com pretensões jamais assinará aquilo! Mas, para os tucanos, o Brasil sempre será um país “dependente”, e tudo o que fará será apenas reflexo dos movimentos das “potências”. A um governo que defenda o nosso país resta contornar os tratados internacionais para promover a defesa nacional, como fez o Japão no pós-guerra. Depois, diante do fato consumado, as “potências” teriam que “acreditar em uma solução diplomática”, como fez George Walker Bush diante das ogivas norte-coreanas.

Responder

Nedi

07 de abril de 2013 às 15h26

Por falar em brasileiros que usam calças curtas, porque os “blogueiros sujos” falam tão pouco do “papelzinho” do Brizola? Numa pesquisa de opinião que dê 55% x 45%, a AUSÊNCIA do “papelzinho” pode virar 51% x 49% pro outro lado…fácil, fácil.

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Marat

07 de abril de 2013 às 13h40

As guerras pela posse da água já estão em curso. Cabe aos países da América Latina tratarem de ter armamentos poderosos e ter sempre candidatos que não sejam entreguistas/vendidos. Aqui no Brasil jamais poderá ser eleito o Aécio ou assemelhados, pois tem em seu DNA o entreguismo, a sabujice ao Tio Sam e um acentuado complexo de vira-latas.

Responder

Marat

07 de abril de 2013 às 13h25

Estadunidenses e seus lacaios ingleses, franceses e israelenses são malandros, ladrões, terroristas e assassinos. São assim mas contam com o beneplá$$$ito do PIG nacional e internacional. Esses ganham uma grana gorda para mentir e falsear dados.
Além do PIG, aliado de primeira hora, temos os políticos brasileiros (nem todos, que se diga), que não podem ver uma verdinha que já vão abaixando as calças ou tirando os sapatos…
Além deles, há as ONGs… Vira e mexe vejo uns malandros na avenida paulista, pedindo grana aos incautos. Eles vestem uns aventaizinhos onde se lê “save the childrens”… Quais “childrens”? Aquelas assassinadas no Iraque e no Afeganistão???
Esses pilantras do capitalismo ganham dinheiro de tudo quanto é jeito. Precisamos mudar nossa mentalidade. Precisamos de uma mídia forte e nacionalista. Temos que construir uma nação, e não alimentar imbecis que sob pretextos mentirosos de ideologia, apenas pensam nos seus bolsos!

Responder

Fabio Passos

07 de abril de 2013 às 12h43

Os ianques raramente encontram dificuldade para sugar as riquezas ao sul.
“elites” submissas e entreguistas sempre estiveram dispotas a doar as riquezas que pertencem ao nosso povo para os imperialistas.

Quando ha alguma resistencia… os ianques incentivam seus capachos a promover golpes de Estado.
O PiG e ponta de lanca dos interesses estadunidenses. O PiG e apenas propaganda imperialista dirigida a uma parte da classe media cujo maior sonho na vida e fazer compras em miami.

Sem uma uniao entre as nacoes Sulamericanas e Latinoamericanas somos presas faceis.

As riquezas do Brasil estao sendo roubadas neste instante.
A vale devasta nosso meio ambiente para doar nossas riquezas minerais.
Devastamos o pantanal e a amazonia para plantar soja.
Promovemos leiloes de quantidades fabulosas de petroleo.

Desta forma aceitamos o destino a nos determinado pelas nacoes superdesenvolvidas: pais atrasado fornecedor de materia primas.

Responder

Urbano

07 de abril de 2013 às 11h45

Rapinagem e carnificina é a marca primeira e única. Tanto é verdade que uma ave falconídea é o seu brasão.

Responder

Julio Silveira

07 de abril de 2013 às 11h42

Vi a reportagem. E acompanho o mundo, não tenho como deixar de traçar um paralelo com a posição inglesa na defesa de seu poder, e do poder, disuasório nuclear, face a ameaça nuclear representada pelos Norte Coreanos, esses que se recusam a serem subjugados pela pressão quase irrestivel e capitular em sua soberania. Vivemos numa ganguerizada cultura mundial, onde os mais fortes ditam aos mais fracos a forma como pretendem lhes propiciar alguma paz, desde que atendam a determinação dos superiores de se manterem frageis, sem lhes impor resistência, e lhes remunerando com seus melhores ativos pela própria segurança.
E contam, para isso, com elementos internos aliados de prestigio, e nesse interim cheguei ao ponto do paralelo, o Brasil abdicou seu direito inalienavel a disuasão nuclear, sua cidadania, sequer teve chance de pronunciar sua concordancia ou não, seu maior cidadão à época, amigo, de quem? achou que não valia a luta e que o preço pago estava bom demais.

Responder

guilhermeni

07 de abril de 2013 às 09h33

Na verdade não são ambientalistas que dizem, existem estudos que mostram que Fracking causa terremotos, além de fazer uso absurdo de água – http://www.technologyreview.com/news/508151/studies-link-earthquakes-to-wastewater-from-fracking/

As areias oleosas do Canada também já fizeram sua primeira vítima, dentro do próprio EUA. – http://rt.com/usa/arkansas-spill-oil-exxon-325/

Responder

    JOTACE

    08 de abril de 2013 às 02h25

    Caro Gulhermeni,

    Acompanho o seu modo de analisar o assunto. À luz do que se lê a respeito, inclusive no trabalho apresentado pela Jessica Leber (reunião no MIT, citado por você), não há porque descartar os riscos de terremotos que o fracking pode oferecer, além do uso excessivo de água que proporciona. O número de terremotos aumentou em regiões dos Estados Unidos onde a técnica vem sendo utilizada, segundo atestam fontes importantes, desde grandes universidades a pesquisadores do U.S. Geological Survey que vêm estudando a aplicação de técnica tão a gosto das multinacionais petrolíferas. Para estas, aliás, a questão ambiental é simplesmente desprezada e, de forma especial, nos países menos desenvolvidos, mais fracos, como sucedeu na amazônia equatoriana ou mesmo na Nigéria. Muito provavelmente o avanço do uso do fracking decorre apenas da permanente – e crescente- avidez pelo petróleo mais especialmente por parte dos Estados Unidos. Cordial abraço, Jotace

    guilhermeni

    08 de abril de 2013 às 17h09

    Opa!!

    Realmente não existe preocupação quanto ao ambiente. O petróleo, carvão e tecnologia nuclear como fontes de energia pura são ao meu ver ultrapassados. São as causas dos maiores conflitos armados entre povos e responsáveis pelos maiores desastres ambientais no planeta. Cada vez com maior alcance e gravidade.
    O Brasil estaria melhor se investisse pesado no desenvolvimento de novas fontes de energia que podem mudar a cara da sociedade. Mas ai já é utopia.

    Abraço


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