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Crise econômica e combate à corrupção: Risco e oportunidade para o governo Dilma


12/08/2011 - 17h21

por Luiz Carlos Azenha

Leio, na Carta Maior, o relato feito por André Barrocal sobre as dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff com sua base de apoio no Congresso. Leio, no Cidadania.com, as opiniões de Eduardo Guimarães sobre como o governo deve enfrentar tais dificuldades.

O dilema é razoavelmente óbvio: como impor a uma fatia da base aliada um padrão de comportamento que a impeça de fazer aquilo que a levou a apoiar o governo;  para usar linguagem educada, “desfrutar” das benesses do governismo.

O dilema se aprofunda pelo fato de que a ascensão à classe média de milhões de brasileiros os colocou como atores sociais relevantes. São pessoas que deram um duro imenso para subir na vida, que olham com tremenda desconfiança para as instituições que lhes parecem capturadas por elites gananciosas e corruptas.

A ideia da presidente que usa a vassoura para limpar a área tem um enorme apelo eleitoral, assim como oferece à oposição uma oportunidade de ouro. Por outro lado, enfraquece a presidente com sua própria base de apoio no Congresso, o que é um perigo em um país onde o Congresso é tão poderoso.

A resposta clássica de políticos carismáticos, em tais circunstâncias, é usar o púlpito garantido pelo cargo para falar diretamente aos eleitores, repetindo sempre a mensagem básica.

Ou mudar de assunto.

Isso é fácil de fazer neste momento, já que em breve a crise econômica internacional poderá ter forte impacto sobre a economia brasileira.

Porém, neste campo a mensagem do governo Dilma não é clara.  O início de governo foi extremamente conservador e, ainda agora, a opinião pública não foi alertada suficientemente sobre a gravidade da situação internacional, nem sobre o plano do governo para enfrentá-la.

Se os planos existem, não foram comunicados com clareza.

Em 2008, Lula foi claríssimo a respeito da crise, colocando significativo capital político ao bancar a “marolinha”.

No confronto entre a imagem criada por Lula na cabeça do brasileiro — “marolinha” — e os alertas de cataclisma espalhados pela mídia e pela oposição, o eleitor ficou com a clara impressão de que Lula tinha razão.

Por todos os motivos, Dilma Rousseff precisa urgentemente rediscutir a relação com os movimentos sociais que a apoiaram e que se afastaram do governo depois da guinada conservadora.

Isso é essencial por três motivos:

1. Preparar o terreno para um possível agravamento da situação econômica, institucionalizando um espaço para as demandas sociais;

2. Oferecer uma alternativa ao solapamento da base política no Congresso, especialmente se a crise reduzir o poder econômico de barganha do governo diante dos parlamentares (desidratando o toma-lá-dá-cá).

Além disso, em caso de crescimento econômico menos robusto, a ideia de que estamos sendo furtados diariamente e de que é preciso lidar com isso terá mais, não menos apelo popular.

Sem confrontar a base aliada, Dilma deve usar o púlpito para marcar posição nessa questão tão importante. Deve fazê-lo de forma didática, explicando aos eleitores as complexidades da crise e como é importante cuidar ainda melhor do dinheiro público — daí a importância de combater o desperdício e a corrupção.

Mesmo sem considerar o imperativo ético, do ponto-de-vista puramente político a presidente pode se livrar de problemas com a base governista por causa da tal “faxina” em um primeiro momento, para ser derrotada mais tarde, eleitoralmente, pela revolta dos que ascenderam socialmente.

PS do Viomundo: Os discursos de Dilma, pelo menos os que vi, tendem a ser longos e burocráticos, repletos de números. Apelos à razão. A presidente precisa falar mais em valores como os da solidariedade social e colocar o governo como aquele vizinho que nos ajuda na hora do aperto. Isso não só repercute emocionalmente junto aos eleitores — todo mundo tem um vizinho gente boa –, como estabelece uma distinção entre Dilma e os governos da oposição, que oscilam entre mandar bater, privatizar e corroer direitos sociais.

Nouriel Roubini: O mundo vai acabar

Dilma: O Brasil não treme

Brasil de Fato: O pedágio aos corruptos

A desigualdade social que se esconde sob os distúrbios na Inglaterra

A desigualdade social e as manifestações em Israel



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45 comentários

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O sucesso da Marcha contra a Corrupção em Brasília | Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de setembro de 2011 às 14h05

[…] Faxina: Risco e oportunidade para o governo Dilma   […]

Responder

elena

30 de agosto de 2011 às 21h19

Concordo, a presidenta tem que falar sobre seu plano de governo, da crise que está por vir . Clonclamar a população sobre a necessidade da solidaridade ,da ética, para neutralizar a oposição e a base aliada .Base aliada que de aliada não tem nada.
Precisamos urgentemente da TV BRASIL para dar clareza ,educação, porque analfabeto político não consegue ser cidadão.

Responder

JNascimento/PR

13 de agosto de 2011 às 23h00

Nosso maior problema não está no acanhamento da presidente,e sim no comportamento do povo ante a corrupção.
Os meios de comunicação são corruptos,os partidos políticos (todos) sem exceção, clubes de futebol são dirigidos por corruptos e caloteiros,os sindicatos também o são,os vereadores,prefeitos,deputados estaduais,federais,governadores e senadores;estas duas últimas categorias citadas mais ainda.
Temos centenas de autarquias para desvio de verba , cabide de emprego e os mais variados graus de nepotismo sejam eles cruzados ou diretos.
Levante a mão e grite, aquele que não conhece, ou sequer ouviu falar de um vagabundo que ganha sem trabalhar e acha isso normal.Não é a presidente.O povo acha normal a corrupção,até solidariza-se com os corruptos,muitas vezes alía-se á eles por pequenos benesses.Não estamos atacando a raíz do problema.
Nosso comportamento é o problema!

Responder

    Alberto Silva

    15 de agosto de 2011 às 17h02

    Nas empresas tb não tem corruptos, colega? E corruptores?

CRISE ECONÔMICA E COMBATE À CORRUPÇÃO: RISCO E OPORTUNIDADE PARA DILMA

13 de agosto de 2011 às 13h32

[…] Carlos Azenha é jornalista e editor do site Viomundo. […]

Responder

luiz pinheiro

13 de agosto de 2011 às 12h54

É compreensível que muitos estejam aí cobrando uma melhor comunicação da presidenta com a população.
Mas a população consciente está fazendo sua parte?
Estão pelo menos navegando nos blogs da presidenta para procurar respostas às intrigas lançadas pelo PIG?
Sugestões aos navegantes:
blog.planalto.gov.br
BLOG DA DILMA
dilma13.blogspot.com
dilma.pt/ –
osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/
blogdadilma.blog.br/ http://www.mulherescomdilma.com.br/
ww.saudecomdilma.com.br/

Responder

Bonifa

13 de agosto de 2011 às 11h39

Alguns próceres da Oposição, entre eles o famoso cineasta Jabor, fazem confusão deliberada para tentarem continuar malhando Lula mesmo depois de sua grande vitória sobre a crise de 2008. Confundem as medidas governamentais anticíclicas, que buscavam fazer o país crescer e não entrar em recessão, com condenável "gastança eleitoreira". E falam que Lula apelidou a própria crise de "marolinha", para insinuarem que Lula não sabia o que estava dizendo. Eles todos sabem no entanto, perfeitamente, que Lula não empregou "marolinha" para definir a tisunâmica crise. Lula apenas disse que o tsunami quando chegasse ao Brasil viria na forma de uma mera "marolinha", e foi isso mesmo que de fato aconteceu. Tentando confundir e mentir nenhum político hoje pode mais ser levado a sério.

Responder

P A U L O P.

13 de agosto de 2011 às 11h06

RECOMENDO A TODOS… http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/08/12/m

AQU UM TRECHO….

O GLOBO: O que o senhor pensa da nova política industrial?
EIKE: É um espetáculo, o maior patrimônio de um país é seu consumidor. São felizes as medidas que privilegiam conteúdo nacional. Vamos defender nossa indústria, mesmo que custe um pouco mais caro.

Responder

Marcelo de Matos

13 de agosto de 2011 às 10h14

(parte 2) Esse deverá continuar a cargo do marqueteiro João Santana, tido como incompetente por alguns blogueiros, agraciado com alcunhas pejorativas, mas, que vem cumprindo bem o seu papel. A situação da Presidenta é difícil: acuada pelo PIG com denúncias de corrupção, não pode ao menos dizer que os presos de hoje eram figuras de comando em governos tucanos da Paulicéia. Naquele tempo houve quem os acobertasse, mas, agora não vai ser assim. Esperamos que Dilma consiga navegar bem nesse mar tempestuoso. O naufrágio é sempre uma possibilidade, mas, não devemos nos deixar persuadir pelas Cassandras de plantão. “A crise econômica internacional poderá ter forte impacto sobre a economia brasileira”. Sim, mas poderá não tê-lo, já que existem os países emergentes, nossos novos parceiros. Prefiro continuar acreditando em Dilma e rejeito o sebastianismo presente na blogosfera. Sebastião Lula honrou-nos com oito anos de mandato. Agora é a hora e a vez de Dilma Vana Roussef.

Responder

Marcelo de Matos

13 de agosto de 2011 às 10h12

(parte 1) Dilma está precisando de conselhos para governar? Pelo que se lê na blogosfera, parece que sim. E com quem irá a Presidenta se aconselhar? Em caso de intricados problemas jurídicos deverá recorrer ao ministro Cardoso. O que está em questão, porém, é uma mera questão de fato. Se há corrupção, compete aos órgãos competentes investigá-la e punir os responsáveis. É assim que funciona o Estado Democrático de Direito. Não cabe à Chefa do Executivo tomar partido na peleja. E parece que ela não tomará. Muita gente ainda não percebeu que na caixa de ferramentas políticas de dona Dilma não existe o Engavetador Geral de República. Tudo tem de ser apurado e os culpados punidos. Aqueles que alegam “desconforto”, ou “atritos” com o governo devem ser mais explícitos: se querem um ombro amigo para chorar as pitangas, ou se procuram cumplicidade oficial. Dessa não poderão gozar. Há, também, a questão do aconselhamento eleitoral.

Responder

spin

13 de agosto de 2011 às 10h07

No Nassif um trol se vangloriou ao dizer que "havia modos" na corrupção tucana http://www.advivo.com.br/blog/iv-avatar-do-rio-me

Responder

    luiz pinheiro

    13 de agosto de 2011 às 12h38

    A tucana é uma corrupbranda…

leandro

13 de agosto de 2011 às 08h20

O jornal "a gazeta " de Amapa, divulga fotos dos presos na operação e o minstro da justiça fica indignado. Se fosse um trabalhador pobre sendo preso ele ficaria assim??

Responder

leandro

13 de agosto de 2011 às 08h13

Triste é ver a reaçao da presidenta, ao inves de apoiar a operação da policia, ficou chateada porque não foi avisada antes. Se a operação corria em segredo de justiça ninguem podia ser avisado e se queria tanto ser avisada, deve ser pra dar tempo alertar os comparsas.

Responder

    luiz pinheiro

    13 de agosto de 2011 às 12h40

    Voce foi enganado pela mídia, Leandro. A presidenta não disse isso. A mídia é que disse que ela teria dito, o que é muito diferente…

    Rafael

    13 de agosto de 2011 às 14h01

    menos,menos

    Rafael

    13 de agosto de 2011 às 14h07

    Seguinte é óbvio que durante investigação certamente a PF deve ter por norma não avisar no caso a presidenta, mas antes da prisão, após investigação é claro, deve ser avisada. Não é uma questão de a Dilma querer avisar alguém, mas os envolvidos são do seu governo ela tem que ser avisada sim, como disse antes da prisão ou notificação seja o que for. Especular que Dilma queria avisar antes os envolvidos na investigação é sem sentido.

Eduardo Guimarães

13 de agosto de 2011 às 07h20

Boa abordagem, Azenha. Quando escrevo um texto pedindo que Dilma fale é para que fale a língua do povo e, mais do que isso, que faça discursos políticos. Se alguém vir o que Dilma disse dos adversários durante a campanha e o que diz agora, facilmente concluirá que ela mentiu para se eleger. Se ela cala sobre a onda de corrupção no governo que montou, consente. Tem gente confundindo discursos burocráticos, tecnocráticos e gelados como o coração do Serra como se fossem discursos de um líder político. As reações de parte da militância a esse questionamento tornam a situação ainda mais preocupante.

Responder

Rasec

13 de agosto de 2011 às 01h30

Quanto aos Movimentos Sociais, vejam algumas conferências já marcadas para esse ano:

1)II Conferência GLBT; (15 a 18 de dezembro)
2)II Conferência da Juventude; (09 a 12 de dezembro)
3)III Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres (12 a 15 de dezembro)
4)VIII de Assistência Social; (07 a 10 de dezembro)
5)XIV Conferência Nacional de Saúde (30/11 a 04/12)

Responder

ZePovinho

13 de agosto de 2011 às 00h59

Os homens não são racionais,Presidenta Dilma.Eles agem com o subconsciente,sendo a razão(e a civilização) uma fina película que nos separa da barbárie.Freud dizia isso e o sobrinho dele,Edward Bernays,usou isso para criar as relações públicas,o merchandising e o marketing político.Para incentivar as mulheres a fumar,colocou dezenas de belas mulheres na rua,na década de 1920,fumando nas ruas de Nova York.Foi o primeiro a perceber como as massas podem ser manipuladas usando apelos para o subconsciente:criando inveja,em você,com a mídia,do seu vizinho que comprou aquele carrão.Incentivando seus preconceitos e seus desejos.Colocando opiniões prontas em sua cabeça e fazendo você se achar mais informado do que o porteiro do seu prédio de classe média.
O PIG está fazendo esse jogo,copiando o manual da matriz EUA.Dilma precisa aprender a usar mais o sentimento,a dissimulação afalar com mais clareza.
Edward Bernays assessorou os conservadores na luta contra os trabalhistas(no final dos ano 70) que achavam que,por usar um discurso racional ao falar dos feitos no governo,ganhariam a eleição na qual estavam na frente nas pesquisas.
Perderam a eleição para o discursinho mequetrefe que vai também seduzir a nova classe média brasileira:o discurso de que o Estado Social cobra muitos impostos que poderiam ser usados em mais consumo.Isso com o mesmo discursinho sobre corrupção que vemos,dia a dia,sendo martelado como se já não soubéssemos que o Brasil(sempre patrimonialista,quase estamental na segunda década do século 21) sempre funcionou nessa base.A corrupção é o perfume do capitalismo(porque permite altas taxas de lucro) como os juros são o perfume do capital.
Aqui está o primeiro documentário,da série de 4,que a BBC fez sobre "O Século do Ego".Edward Bernays,o sobrinho de Freud e ídolo de Goebbels,é abordado no primeiro episódio:"Máquinas de felicidade"

01)Máquinas de felicidade – 1 de 5

[youtube ZndYVCzZAwA http://www.youtube.com/watch?v=ZndYVCzZAwA youtube]

02) A engenharia do consentimento – 1 de 6
http://www.youtube.com/watch?v=ZzJaoQMdkD4

03) Há um policial dentro de nossas cabeças. Ele deve ser destruído – 1 de 6
http://www.youtube.com/watch?v=Bw4X_9UUKwI

04) Oito pessoas bebendo vinho em Kettering – 1 de 5
http://www.youtube.com/watch?v=GNhLYwyORM0

Responder

João PR

13 de agosto de 2011 às 00h53

Dilma precisa dialogar mais com a população.

Somente assim ela colocará os oportunistas de plantão (alguns da base aliada, que se aliaram ao Governo somente pelas benesses do poder) no seu devido lugar.

Acho a comunicação com a população um grande ponto fraco no Governo Dilma. Além disto, ministros como o Zé Eduardo não contribuem em nada para que o debate político se dê.

Ou Dilma vai à população, ou ficará refém dos oportunistas.

Responder

Rafael

13 de agosto de 2011 às 00h36

Sempre é muito mais fácil criticar quando é de fora do governo, Senhores óbvio que tanto Dilma quanto a equipe sabem muito bem sobre a imagem do governo, Não esqueçam que Lula é um articulador do governo, é um planejador do governo .Eu vi o discurso da Dilma sobre a siderúrgica que estão construindo no Ceará e achei bom discurso, bastante emotivo.Pelo que já vi nos seus discursos Dilma está atenta para essa "limpeza" que a imprensa quer pautar. A intenção da imprensa, PIG, é rachar a base de apoio. Nada além disso. Não há boa intenção da imprensa nesse caso.

Responder

Marcio H Silva

13 de agosto de 2011 às 00h15

Acho que entendi o recado do texto. Dilma nos seus discursos está muito tecnicista, com isto o mesmo fica enfadonho para a maioria dos ouvintes e desta forma não prestam muito atenção, ou não se ligam nos detalhes. Dilma deveria buscar mais a emoção em seus discursos, textos mais politizados e com mais emoção, buscando se aproximar do seu eleitorado. Ao discussar olhar o seu eleitorado nos olhos, com isto captando mais credibilidade. Será que entendi mesmo?

Responder

Nilva

12 de agosto de 2011 às 22h47

Dilma e a montanha russa enferrujada
12 de agosto de 2011 às 19:52
A presidenta Dilma parece gostar de viver perigosamente. Já disse isso por aqui numa outra ocasião. Mas se na época só desconfiava, agora tenho convicção. Dilma exerce a autoridade de uma forma que pode funcionar muito bem na condução de um ministério, mas que na direção do país e, levando em conta o atual sistema político, é como brincar numa montanha russa enferrujada.

O sistema político brasileiro é presidencialista, mas o Congresso tem muita força. Especialmente o Senado, onde cada um dos 84 parlamentares vale muito, principalmente em votações onde o governo precisa de 2/3 dos votos. http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/08/12/di

Responder

Nilva

12 de agosto de 2011 às 22h43

Pois então que ela dê coletivas em rede pra mostra o que está fazendo. OA população não está recebendo estas informações. A única que recebe é sobre as "faxinas" e a suposta pressão da base aliada. Acho que o PIG está ganhando de lavada porque a comunicação do governo é pífia, se não inexistente.

Responder

LULA VESCOVI

12 de agosto de 2011 às 22h18

Sou pessimista quanto ao governo do PT.."Rediscutir a relação com os movimentos sociais".O Lula,que é o Lula,nem rediscutiu nem discutiu com os movimentos sociais e olha que ele teria toda a legitimidade do mundo para fazê-lo.Optou por conciliar com todo mundo.A Dilma,sem carisma e sem traquejo,pode fazer algo diferente?Sejamos realistas,em que pese as melhorias sociais desses oito anos governos do PT,foi uma decepção para quem esperava mudanças estruturais.Os movimentos sociais não tiveram suas reinvidicações atendidas e se não chutaram o pau da barraca é porque ou foram cooptados com benesses públicas ou tem medo da porrada assumida que seria um governo do PSDB.

Responder

Maria Thereza

12 de agosto de 2011 às 21h55

Precisa agitar a comunicação do governo. Alguém comprometido, com coragem e determinação não só para rebater as inverdades, como para divulgar oq que está sendo feito e porque. Será grande contribuição para a gente não achar que política é uma coisa horrível, que políticos são ladrões e eu não tenho nada a ver com isso. Só preciso votar. Passamos muitos anos sem poder discutir, e agora é só essa coisa rasteira e midiática de escândalos. Isso não contribui para a gente entender que tudo é política. Desde não jogar lixo na rua até decidir investimentos, prioridades, rumos do país.

Responder

Calves

12 de agosto de 2011 às 21h44

Continua FHC no La Nacion:

"Al principio pareció un fenómeno normal de las épocas de prosperidad capitalista que sería pasajero. Pero poco a poco se fue viendo que era más que eso. Cada parte del sistema necesita de la otra para funcionar y el sistema en sí necesita de la anuencia de la gente atraída por las subvenciones familiares, y los empleos de bajos salarios, y necesita de símbolos y de voz. Esta vino con el “predestinado”: El lulismo (del anterior presidente Luiz Inácio Lula da Silva) anestesió cualquier crítica, no sólo al sistema en general sino también a sus partes constitutivas.

Es en este punto donde muerde el bicho. La presidenta es menos permisiva con ciertas prácticas condenables del sistema. No obstante, cuando empieza a hacer limpieza se rompen las piezas de todo el engranaje."
http://www.lanacion.cl/david-y-goliat/noticias/20

Responder

Calves

12 de agosto de 2011 às 21h44

Talvez vi o mundo goste de saber o que FHC está dizendo mundo afora. Descobri por acaso:

"Sin que haya comparación, la presidenta brasileña, Dilma Rousseff, está aprisionada en un dilema del tipo que atrapó a Obama. Sólo que, en el caso de Estados Unidos, la crisis apareció como económica para convertirse después en política. En nuestro caso, surgió como política pero podría volverse económica. Me explico: La presidenta es heredera de un “sistema”, como decíamos en el periodo del autoritarismo militar. Este funciona solidificando intereses del gran capital, de los estatales, de los fondos de pensión, de los sindicatos y de un conjunto desordenado de actores políticos que pasaron a legitimarse como si expresaran un presidencialismo de coalición en el cual se trueca la gobernabilidad por favores, por cargos y todo lo que de eso se deriva."
http://www.lanacion.cl/david-y-goliat/noticias/20

Continua

Responder

ENOJADA

12 de agosto de 2011 às 21h40

Ela, a Presidenta, pode e deve ocupar o horário que bem entender para comunicar-se diretamente com a população nas concessionárias de tv e rádio, que aliás, torcem e distorcem as suas palavras e os fatos.

Uma 'comentarista política', hoje, na rádio band.Ctba. 'disse, que um ouvinte disse' que "Dilma é responsável por todo o lixo que está ai", e que ela corroborava o seu comentário, repetindo-o. Basta?
Mantenho o ENOJADA.

Responder

Palmas

12 de agosto de 2011 às 21h15

SUGESTÃO: O governo deve usar o JN, Jornal da Record para explicar para o ZÈ POVÃO o que esta crise.Telecurso na TV em horário nobre com os professores das federais. Cinco minutos por dia o POVÃO poderia ter noção, algum conhecimento, enfim é só ter vontade pólítica que a coisa pode acontecer.Agora por outro lado a nossa mídia já diria que é censura, ditadura, Chavismo, Fidel Castro.Fica a sugestão e opinem os leitores.

Responder

EUNAOSABIA

12 de agosto de 2011 às 20h55

Vem cá, existe "meio" combate a corrupção ou a corrupção tem que ser combatida integralmente??

Com a palavra, os democratas intelingentíssimos do blog.

Responder

silvio

12 de agosto de 2011 às 20h36

Azenha, em geral gosto de teus textos. Este, achei meio açodado.

Responder

Calves

12 de agosto de 2011 às 20h11

Gostei da análise e conclusão.

Acho também que "…A presidente precisa falar mais em valores como os da solidariedade social.". Trata-se de mobilizar amplamente os setores sociais para ganhar suporte naqueles organizados e no ambiente difuso.

Há que lutar permanentemente contra o ESMAGAMENTO DA AUTO-ESTIMA historicamente estabelecido e que é mantido segundo a segundo pela grande mídia. Observem esse fenômeno e as possibilidades políticas que ele oferece ao PIG: denuncismo, caos, derrotismo, o Brasil nas mãos de políticos que se locupletam ("todo político é ladrão"), suspeição generalizada . Venho destacando a importância disso em diversas inserções.

Lula percebe perfeitamente esse fenômeno e o explorou positivamente.

Responder

Silvio I

12 de agosto de 2011 às 19h41

Azenha:
Muito bom o artigo. Acredito que não basta ir ao ar na TV Brasil, tem que ir em rede nacional, as 2000 ou 2030 horas,pelo menos uma vez ao mês, e também quando se faça necessário.Informações curtas, mais que a mantenham ligada ao povo.Existem algumas noticias do governo, que não são difundidas pela imprensa, principalmente quando este toma medidas que favorecem ao mais pobres.

Responder

monge scéptico

12 de agosto de 2011 às 19h27

SR AZENHA. È fato; a presidenta se comunica pouco com as massas. Deveria por
exemplo, se isso ocorrer, explicar a sua base eleitoral, as razões porque esses par-
-tidos, 'ameaçam" solapar o apoio ao governo. Veremos aí que os motivos não são
nada morais, pois nada os justifica.
A '"faxina " na parte corrupta das repartições do estado, agrada a todos e, não creio
que partidos façam tremer as bases do governo. A razão se imporá ao desejo dos po-
-liticos de continuarem a ter cargos, sobretudo os possam facilitar o roubo explícito.
O brasil vai enfrentar essa nova crise, com os valores que tem; o seu povo, e não o
congresso nacional, que só é poderoso, porque lhes é permitido-se-lo Se forem en-
-quadrados pelas armas do povo, fogem.
Quero dizer com se as fôrças armadas ao lado do povo, ajudarem a impor a ética e a
moral. Mas……………………………………

Responder

betinho2

12 de agosto de 2011 às 19h19

Azenha
Correta sua análise. A coisa não tá de dormir de touca.
Está na hora da Dilma começar a convocar redes de televisão e vir a público e mostrar o que está sendo feito.
A cada novo programa lançado, entrar em cadeia de TV, divulgar e relembrar os programas anteriores, bem como aproveitar para mostrar a determinação em combater desvios, caso contrário teremos novamente aquela falácia de "o governo mais corrupto da história".
Se Dilma se mostrar com determinação e credibilidade, manterá e aumentará seus índices de aprovação, fazendo com que parte dessa base de "apoio" chantagista pense duas vezes antes de quererem voltar a dormir na cama do demotunganato.

Se Chaves não tivesse usado constantemente o próprio PIG de lá, formando as redes de comunicação, possivelmente já teria caído.

Responder

Rasec

12 de agosto de 2011 às 19h04

Para celebrar a passagem dos seus 23 anos, a Fundação Cultural Palmares (FCP), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, vai oferecer uma programação que dá espaço ao diálogo e ao debate de ideias em torno de temas atuais. O principal evento será o Seminário Nacional – a cultura como veículo de erradicação da miséria, a se realizar entre os dias 16 e 18 de agosto, no Hotel St. Peter (Setor Hoteleiro Sul), em Brasília. Outro ponto alto da programação serão as atividades que marcarão a noite de encerramento, dia 18, no Teatro Nacional de Brasília. Na ocasião, será feita uma homenagem Post Mortem ao ativista negro Abdias Nascimento e, em seguida, acontecerá o show musical com a cantora Leci Brandão e o rapper GOG. Criada em 22 de agosto de 1988, a Fundação Cultural Palmares tem o objetivo de promover e preservar a cultura afro-brasileira. A instituição formula e implanta políticas públicas que fortalecem a participação da população negra brasileira nos vários processos de desenvolvimento do país. O Seminário é aberto ao público, mas há um limite de vagas.

Responder

Hans Bintje

12 de agosto de 2011 às 19h03

Desculpe, Azenha, mas se a Dilma não aprendeu sequer com o exemplo do Getúlio Vargas, ela iria ouvir você ou o Eduardo Guimarães?

Do insuspeito Arquivo Público do Estado de São Paulo ( http://www.arquivoestado.sp.gov.br/memoria/pginte… ):

Na origem do jornal [Ultima Hora, fundado em junho de 1951], além do [jornalista Samuel] Wainer, está a figura do presidente Getúlio Vargas (1882-1954). A idéia inicial do Ultima Hora foi de Vargas, que conheceu Wainer quando este foi fazer uma entrevista com o então ex-presidente, em 1949. Vargas estava 'exilado' na sua fazenda em São Borja desde que fora deposto, mas já planejava seu retorno. Em 50, voltou ao poder, eleito democraticamente. A Ultima Hora defendeu o governo durante todo o seu mandato (1951-54). Por conta disso, enfrentou uma série de campanhas que ameaçavam a sua própria existência. (…)

Durante o governo de João Goulart, Ultima Hora permaneceu fiel à sua tradição trabalhista, apoiando o presidente até as vésperas do movimento militar que o depôs, em 1º de abril de 1964. Depois do golpe, a Ultima Hora foi apedrejada e Samuel Wainer teve seus direitos políticos cassados. Mas o jornal prosseguiu na sua trajetória popular e nacionalista até 1971, quando o título foi vendido por Wainer."

Responder

Almeida Bispo

12 de agosto de 2011 às 18h41

Cresci num tempo em que pais aplicar corretivos nos filhos não era crime (o crime era espancar). Meu pai sempre teve uma máxima com ele: "Poucas e boas; devagar, mas que doam". Em primeiro lugar, o assombro da classe média com a corrupção esta diretamente associado à sua dependência de notícias de quem acusa, ou da redução de poder compra. Salvo em casos pontuais, o povo nem tá aí pra corrupção. Se estivesse, praticamente não se encontraria ricos fora da cadeia (filosofia de música popular – Genival Lacerda, Mangará – "Nunca vi rico sem robar, sic). O combate à corrupção deve ser objeto perene de trabalho dos agentes públicos, conscientes de que sociedade de ladrão não vai pra frente. No mínimo, no covil, tem que haver honestidade. O PIG – que só tem honestos… – aposta no constrangimento pela acusação – boa parte leviana – de roubalheira dos companheiros e aliados por saber que pobre detesta ser chamado de ladrão. Que se apure, tudo bem; é salutar. O que a Presidente não pode é ser pautada pela mídia; quem governa… quem foi eleita pra governar foi ela.

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francisco.latorre

12 de agosto de 2011 às 18h38

tá rolando.

..

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O_Brasileiro

12 de agosto de 2011 às 17h54

Com a saída de Palocci, Dilma tomou a frente do governo de fato (como fez também durante o segundo turno da campanha eleitoiral) e, sem usar porta-voz, tem falado mais à população. E Dilma me agrada bastante quando fala, e ainda mais quando age.
Se por um lado perdeu alguns de seus eleitores, ganhou muitos dos que votaram em Serra.
Tentou ganhar também a simpatia da mídia golpista, mas esta está corrompida demais para tomar partido de um governo que tenha qualquer simpatia por parte dos trabalhadores.

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Rasec

12 de agosto de 2011 às 17h48

O governo da presidenta Dilma lançou hoje (11) o programa Mulheres Mil que pretende formar e inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho até 2014. O Mulheres Mil, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria, quer dar acesso à educação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães solteiras, ou chefes de família, que não tiveram oportunidade de estudar e nem de ser inseridas no mercado formal. O programa é executado em parceria pelos ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pelas secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres. O Mulheres Mil foi implantado como projeto piloto em 2007, em parceria com universidades canadenses. Por intermédio de 13 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o projeto atendeu mil mulheres em 13 estados do Norte e Nordeste. Agora, será efetivado em todo o país e, ainda neste ano, 100 campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deverão beneficiar 10 mil mulheres com a aplicação do programa.

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Rasec

12 de agosto de 2011 às 17h47

O país vai ganhar mais quatro universidades federais, além de 120 campi dos institutos federais previstos no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). O anúncio será feito pela presidente Dilma Rousseff, na próxima terça-feira (16), durante o evento de lançamento da terceira fase do programa de expansão da Rede Federal de Educação Superior. A Bahia vai receber duas novas universidades federais, o Ceará, uma e o Pará, outra. Dentro do Pronatec, Dilma Rousseff ainda vai inaugurar 81 escolas que começaram a ser construídas no governo Lula. Somadas às 214 inauguradas por Lula e às 140 que funcionavam antes de 2002, a previsão é que a rede seja ampliada para 600 unidades escolares administradas pelos 38 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

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Rasec

12 de agosto de 2011 às 17h47

Gente, há análises mais ponderadas do que essa! O alarmismo em nada resolve! Parece que o jornalista não assistiu ao vídeo de ontem da presidenta lá no Ceará. Lá está dito como a crise será enfrentada. Criando programas, sem medidas recessivas, usando as reservas e os depósitos compulsórios, estimulando o mercado interno. Como exemplo, a presidenta citou o Programa Minha Casa, Minha Vida que foi criado no período da crise de 2008. Lula só foi a TV em dezembro de 2008! Os "analistas" econômicos apontam que há espaço agora para redução dos juros e liberação de crédito. O Nassif, em excelente artigo, dá pistas de como Dilma enfrentará a crise política. E diz quais as áreas do governo estão mais sujeitas a "limpezas".
O que é ruim é a comunicação do governo e os jornalistas que não divulgam o conteúdo dos discursos da presidenta!

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