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Diário da Resistência


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Seymour Hersh: No Irã, a volta das ‘armas de destruição em massa’


22/11/2011 - 10h48

November 18, 2011

O Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica

por Seymour M. Hersh, na New Yorker

A primeira pergunta sobre política externa no debate republicano [de candidatos à Casa Branca, em 2012] da noite de sábado lidou com o Irã e um recém-publicado relatório da Agência Internacional de Energia Atômica [AIEA]. O relatório, que renovou preocupações sobre “a possível existência de material e instalações nucleares não declaradas no Irã”, tinha um tom mais sombrio que as avaliações anteriores.

Mas foi cuidadosamente balanceado. No debate, no entanto, qualquer ambiguidade foi desconhecida. Um dos moderadores disse que o relatório da AIEA tinha dado “provas adicionais de que o Irã está perseguindo uma bomba nuclear” e perguntou aos vários candidatos o que fariam, se ganhassem a presidência, para conter o Irã. Herman Cain disse que daria assistência aos que tentam derrubar o governo. Newt Gingrich disse que coordenaria a reação com o governo de Israel e aumentaria as operações secretas para bloquear o programa de armas iraniano. Mitt Romney  disse que o estado do programa nuclear iraniano tinha sido “o maior fracasso de Obama do ponto-de-vista da política externa” e acrescentou “olha, uma coisa dá para saber… é que se o Barack Obama for reeleito o Irã terá uma arma nuclear”. Na noite de sábado, a bomba iraniana foi dada como certa.

Tenho feito reportagens sobre o Irã e a bomba para a New Yorker desde a década passada, com foco na incapacidade dos maiores e mais brilhantes membros do comando conjunto das Forças Especiais [dos Estados Unidos] em encontrar provas definitivas de um programa de produção de armas nucleares no Irã. O objetivo do programa de alto risco de operações secretas era encontrar algo físico — um “caldeirão esfumaçante”, como uma autoridade que conhece o assunto me disse uma vez — para mostrar que o Irã estava trabalhando em ogivas nucleares em lugar desconhecido e em seguida atacar e destruir o local.

O [New York]Times informou, na sua reportagem principal no dia seguinte à divulgação do relatório da AIEA que os investigadores “acumularam uma grande quantia de novas provas que, eles dizem, dá credibilidade” à tese de que o Irã está conduzindo atividades nucleares para a produção de armas. O jornal citou um embaixador ocidental que declarou “que o nível de detalhe é inacreditável… O relatório descreve virtualmente todos os passos para produzir uma ogiva nuclear e o progresso do Irã nestes passos. Parece um menu”. O Times deu o tom para a cobertura. (Uma outra reportagem do Times naquele dia notou, mais cautelosamente, que “é verdade que as alegações básicas do relatório não são substancialmente novas e tem sido discutidas por especialistas faz anos”).

Mas quão definitivas, ou transformadoras, foram as descobertas? A AIEA disse que continuou em anos recentes “a receber, coletar e avaliar informação relevante sobre as possíveis dimensões militares do programa nuclear do Irã” e, como resultado, foi capaz de “refinar suas análises”. O resultado foi “maior preocupação”. Mas Robert Kelley, um engenheiro nuclear e diretor aposentado da AIEA, que passou mais de 30 anos no programa nuclear do Departamento de Energia dos Estados Unidos, me disse que encontrou pouca informação nova no relatório da AIEA. Ele notou que centenas de páginas de material parecem vir de uma fonte única: um laptop, alegadamente entregue à AIEA por uma agência de espionagem ocidental, cuja origem não ficou clara. Este material e outros “são notícia velha”, diz Kelley, de conhecimento de vários jornalistas. “Eu me pergunto porque a mesma coisa é considerada ‘nova informação’ pelos mesmos repórteres”.

Uma avaliação com nuances sobre o relatório da AIEA foi publicada pela Associação de Controle Armamentista (ACA), uma ONG cuja missão é encorajar apoio público a participar do controle armamentista. A ACA notou que a AIEA “reforçou o que a comunidade contra a proliferação de armas reconhece há algum tempo: o Irã se engajou em várias atividades de desenvolvimento de armas nucleares até 2003, então suspendeu várias delas, mas continuou outras”. (A comunidade de inteligência estadunidense chegou à mesma conclusão em uma estimativa de 2007, ainda não divulgada).

O relatório da AIEA “sugere”, disse o texto da ACA, que o Irã “está trabalhando para reduzir o tempo de produção de uma bomba quando e se tomar a decisão de fazê-la. Mas continua aparente que um Irã nuclearmente armado não é iminente, nem inevitável”.

Greg Thielmann, um ex-analista do Departamento de Estado e do Comitê de Inteligência do Senado que foi um dos autores da avaliação da ACA, me disse que “existem provas preocupantes que sugerem que os estudos estão em andamento, mas nada que demonstre que o Irã está realmente construindo a bomba”. Ele acrescentou, “aqueles que querem conseguir apoio para um bombardeio contra o Irã estão agressivamente distorcendo o relatório”.

Joseph Cirincione, o presidente do Fundo Ploughsare, uma grupo de apoio ao desarmamento, que serve no Comitê Assessor de Segurança Internacional de Hillary Clinton, disse que “recebi informação sobre quase todo esse material vários anos atrás na sede da AIEA, em Viena. Há pouca novidade no relatório. A maior parte da informação é bem conhecida de especialistas que acompanham esta questão”.

Cirincione notou que “pós-2003, o relatório cita apenas um episódio de modelagem em computador e alguns outros experimentos no Irã”. (Uma autoridade-sênior da AIEA me disse, “fiquei pouco impressionado com a “informação”).

O relatório notou que a câmera de inspeção que filma as instalações civis de enriquecimento nuclear do Irã — obrigatória pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual o Irã é signatário — “continua a verificar que não houve desvio de material nuclear declarado”. Em outras palavras, todo o urânio de baixo enriquecimento produzido dentro do Irã está lá; se urânio altamente enriquecido está sendo usado para fabricar uma bomba, teria de ser de outra fonte, desconhecida.

A mudança de tom da AIEA parece ligada a mudanças no topo da agência. O relatório da AIEA tem peso extra porque a agência tem reputação há vários anos como árbitro confiável em questões relativas ao Irã.

Mohammed ElBaradei, que se aposentou como diretor-geral da AIEA há dois anos, era visto internacionalmente, embora nem sempre em Washington, como um intermediário honesto — o que o levou a ganhar o Prêmio Nobel da Paz em 2005.

O substituto de ElBaradei é Yukiya Amano, do Japão. No fim do ano passado, um telegrama secreto da Embaixada dos Estados Unidos em Viena, sede da AIEA, descreveu Amano como “pronto para o horário nobre”.

De acordo com o telegrama, obtido pelo WikiLeaks, em um encontro em setembro de 2009 com Glyn Davies, o representante permanente dos Estados Unidos na AIEA disse que “Amano lembrou ao embaixador em várias ocasiões que ele teria de fazer concessões ao G-77 [o grupo de países em desenvolvimento], que corretamente pedia a ele para ser justo e independente, mas que ele [Amano] estava solidamente no campo dos Estados Unidos em todas as decisões estratégicas, das nomeações de alto escalão ao alegado programa nuclear do Irã”.

O telegrama acrescentou que a disposição de Amano “de conversar abertamente com os interlocutores dos Estados Unidos sobre sua estratégia… é um bom sinal sobre o futuro relacionamento”.

É possível, naturalmente, que o Irã tenha simplesmente evitado as atividades de reconhecimento dos Estados Unidos e da AIEA, talvez até mesmo construindo o pesadelo de Dick Cheney: uma instalação nuclear subterrânea. A relação do Irã com a AIEA está longe de ser boa: a liderança do país começou a construção de suas instalações de enriquecimento de urânio nos anos 80 sem informar a agência, em violação do tratado de não-proliferação. Na década e meia seguinte, sob pressão de ElBaradei e do Ocidente, os iranianos começaram a assumir sua jogada e abriram as instalações de enriquecimento e as informações relativas a elas aos inspetores da AIEA.

O novo relatório, no entanto, nos deixa onde sempre estivemos desde 2002, quando George Bush colocou o Irã como integrante do Eixo do Mal — com muita conversa beligerante mas sem provas definitivas de um programa nuclear armamentista.

Leia também:

O WikiLeaks não vai acabar





46 comentários

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Fabio_Passos

22 de novembro de 2011 às 23h31

racismo, tortura, guerra e genocídio… é isto o que significa eua-israel.

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J. Fernandes

22 de novembro de 2011 às 21h19

Tudo indica que os americanos sabotaram a base de Alcântara, no MA. Alguém sabe o que foi apurado? Interessava ao governo brasileiro apurar? Se fosse confirmada a sabotagem americana, o que o BR faria?
Outra questão: Se for confirmado que a Chevron estava "sugando" petróleo do pré-sal, o que o BR faria?
Respondo: NADA! Não temos bomba atômica. Sem ela, não temos como peitar os americanos. E sabemos: Eles só respeitam quem tem a bomba. Pobres brasileiros. Pobres iranianos, submetidos a uma verdadeira avalanche de matérias negativas a seu respeito, que faz com que as pessoas comuns vejam neles a encarnação do mal.

Aproveito o post para formular uma proposta sobre como combater a "seletividade" da grande mídia:
"Tava pensando outro dia numa maneira de “pegar” esse pessoal. Imaginei muitas coisas, mas não sei qual a mais viável.
Talvez a saída fosse criar meios, tipo abrir um site para receber denúncias de bastidores da grande mídia. Tal site seria dirigido aos jornalistas do PIG. Creio que, mesmo lá, tem muita gente boa, indignada com o q acontece, mas acaba calando por medo de retaliação.
O que se esperaria dos “indignados” é que estes divulgassem o “modus operandi” como funciona esse esquema. Apontando colegas, editores etc envolvidos em conluio com partidos políticos. É bem provável que role muitos “segredos” nos bastidores do meio jornalístico.
A certa altura, o site teria dados suficientes para pedir uma investigação por tráfico de influência, formação de quadrilha etc entre os veículos grande mídia.
No caso, talvez fosse até bom que a inciativa partisse de um jornalista (pois este sempre poderia alegar o sigilo da fonte).
Tudo feito sempre no sentido de desmoralizar a grande mídia e consequente promoção de investigação da PF (tenho certeza que em um mês de investigação já dava para levantar muita coisa), visando oferecimento de deúncia formal ao MPF.

O que vc acha?

EM TEMPO: Creio que seria muito interessante abrir um post sobre o assunto para analisar outras idéias que surgirem e ver o que pode dar certo e o que pode não dar."

Responder

    SILOÉ-RJ

    22 de novembro de 2011 às 23h43

    Li a sua sugestão e acho que se bem trabalhada bastante viável.
    Mas, são os blogs que decidem. Outro ponto seria:
    A criação pelo governo, de um site ou emissora repetidora, dos notíciários televisivos e de rádios.
    Para que nós pudéssemos assim acompanhar o que o pig fala e mostra, sem ter que lhe dar a audiência.
    Audiência essa que é controlada pelo nº de tvs sintonizados na emissora naquele horário. É baseado nesses dados, que o preço do minuto é cobrado.
    Já imaginaram o estrago!!!

    Elza

    23 de novembro de 2011 às 01h43

    Taí J. Fernandes gostei da sua idéia. Teria subsídios para desbancar o discurso de "censura da imprensa", qnd se falam de lei dos médios.

    J. Fernandes

    24 de novembro de 2011 às 16h42

    Pois é, Elza. O ideal era que o Azenha ou o pessoal que posta com habitualidade pegasse o tema (sim, pq não sou o que sequer se pode chamar de comentarista de peso, posto que pouco comento) e fizesse um artigo sobre o fato. Pois aí haveria uma repercussão maior e, provavelmente, surgiriam idéias até melhores. Senão, o proposto acaba não dando em nada. O objetivo é suscitar o debate de idéias e a viabilidade delas.

    Mário SF Alves

    23 de novembro de 2011 às 17h30

    J. Fernandes,
    Essa coisa aí de denúncia/denuncismo é altamente questionável e, na maioria das vezes, anti-ético; especialmente quando se trata de denuncismo. Durante a ditadura militar isso foi prática comum. Delatava-se todo mundo por menor que fosse a suspeita de envolvimento com a luta armada ou por mera suspeição de resistência ao governo militar/Estado de Fato. A propósito de sua sugestão, convém lembrar que já existe o WikeLeaks, mas, no entanto, e, certamente, não seria fora de propósito pensar numa versão local do mesmo.

    J. Fernandes

    23 de novembro de 2011 às 21h58

    Pois é, tem esse lado. Porém, um site sério, só publicaria denúncia com provas, o que não deve ser difícil, posto que qualquer jornalista hoje tem "n" meios de conseguir. Nada parecido com o que feito a grande mídia, vide as sucessivas denúncias, com provas mínimas ou prá lá de frágeis. Eu acredito que, à medida que a forma como ocorrem as coisas nos bastidores fossem sendo divulgadas, acabaria se criando algo tipo o WikeLeaks, direcionado a nossa mídia. De qq modo, é só uma sugestão. Tal pode ser aperfeiçoada ou modificada.
    O que acho que não pode acontecer é se perpetuar essa forma de jornalismo tal como nos é oferecido sem que se faça nada.
    Acho tão flagrante a promiscuidade que parece inacreditável que não se investigue isso. O que impede afinal uma investigação?? Afinal, a mídia não está acima da lei.

    Mário SF Alves

    24 de novembro de 2011 às 13h24

    Só pra enfatizar um pouco mais esse seu "Afinal, a mídia não está acima da lei." De fato, não
    d-e-v-e-r-i-a estar. *Mas, está. E esse é o fato.

    *CF de 1988.

    J. Fernandes

    24 de novembro de 2011 às 16h37

    A plena liberdade de impressa assegurada na CF não coloca a imprensa acima da lei, Mário. Porém, concordo que é fato, posto que uma aceitação tácita da grande maioria a conduta da mídia.

Mário SF Alves

22 de novembro de 2011 às 19h41

Petróleo = única fonte de energia viável à matriz tecnológica do poder hegemônico constituído.

A propósito, creio que sempre valha a pena pensar sobre isso: Preconceito = conceito prévio; conceito de outrem; conceito estranho; enfim, conceito adotado por imposição, ideologia, sugestão ou adotado irrefletidamente e que, portanto, não é um conceito verdadeiro e sim algo que nos impede a percepção da realidade, ou qualquer coisa que trava ou impede a evolução da inteligência. Ou, por que não, algo bem próximo do ilustrado no Mito da Caverna de Platão?

Responder

Regina Braga

22 de novembro de 2011 às 17h38

O tempo do Irã está se esgotando,disse o Ministro da Defesa de Israel- Enuk Barak,em entrevista na CNN(19/11/2011)…A explosão na usina nuclear de Bushehr,pode ter sido provocado por vírus…EUA está armando Qatar,Emirados Àrabes,Kuwait,Omã,Bahrein,com aviões F-15 e bombas monitoradas.Então,vamos ter mais uma invasão, para o controle total dos americanos…USS.Bush e USS.Stenoirs,já estão no Estreito de Hormuz…A ganância americana não têm limites.

Responder

    Fabio_Passos

    23 de novembro de 2011 às 00h18

    São os ianques levando os valores ocidentais… de liberdade e democracia.

    <img src=http://4.bp.blogspot.com/_SnKviyqEN6c/SMhjQNmxzoI/AAAAAAAAAuA/Tjr3FMvjezg/s320/abu+graib.jpg>

    <img src=http://1.bp.blogspot.com/_V4w18ZWaPas/Se1K3qTbgmI/AAAAAAAAEkg/YeJSVGdfiDw/s400/Abu-Ghraib-Torture-02.jpg>

    Bonifa

    23 de novembro de 2011 às 12h01

    Acredito que não atacarão o Irã enquanto durar o governo Obama. Um sintoma é o que estão dizendo canditados republicanos à presidência: 'Se Obama ganhar, o Irã fará sua bomba atômica". Se desconfiassem que Obama atacaria o Irã, não moveriam essa peça, arriscando perderem esta bandeira para Obama e ficarem sem nada. Gozado é que eles fazem esse jogo apostando ainda em duas coisas: Que o povo americano reagirá positivamente a uma guerra contra o Irã; e que prometendo o ataque, receberão todo o luxuoso auxílio eleitoral dos sionistas americanos e israelenses. Não se pode descartar, porém, a possibilidade de o próprio Obama, para receber este luxuoso auxílio, fazer um acordo com os sionistas e prometer rifar o Irã no segundo mandato.

    Mário SF Alves

    23 de novembro de 2011 às 13h50

    Gostei do raciocínio, Bonifa. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece. A meu ver esse é um xadrez (jogo) complicado, mas seu entendimento sempre acaba por me ajudar um pouco.

ZePovinho

22 de novembro de 2011 às 16h06

Parece que os atuais espiões da CIA andam estudando com o EUNAOSABIA.Vejam a lambança:
http://www.voltairenet.org/CIA-agents-spying-on-H…

CIA agents spying on Hezbollah and Iran nabbed at Pizza Hut

Several dozen spies working for the CIA in Iran and Lebanon have been caught, ABC News said, citing U.S. officials with connections to the intelligence community.

The CIA has basically lost its spy network in Lebanon and suffered a major setback in its efforts to infiltrate Iran, all because “of a lack of professionalism in the U.S. intelligence community.” When the agency decided to cryptically refer to its secret meet-up spot as "PIZZA," Hezbollah double-agents logically inferred that the location may have been a pizza restaurant. And it was!

Hezbollah kept an eye on a Beirut Pizza Hut, a tactic that – ABC News said – allowed "Hezbollah’s internal security arm [to identify] at least a dozen informants, and the identities of several CIA case officers."

Almost at the same time, Iranian counter-intelligence “cracked” a secret internet communication method used by CIA-paid assets in Iran, leading to alleged arrests of at least 30 U.S. and Israeli spies.

The officials, cited by ABC, admitted that the loss of the two U.S. spy rings in the Middle East represents “a setback of significant proportions in efforts to track the activities of the Iranian nuclear program and the intentions of Hezbollah against Israel.”

There have been no official comments by the U.S. authorities on the exposure of CIA spy networks in the Middle East.

PS: KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Tomudjin

22 de novembro de 2011 às 15h04

Quando Deus inventou a adoração, não esperava que os homens seriam tão obssessivos.
Um terço dos muçulmanos não têm idéia do que seja um terço.

Responder

SILOÉ-RJ

22 de novembro de 2011 às 14h07

De novo a mesma cantilena do IRAQUE.
Baseados en denúncias sem fundamentos, e muito bla!!! bla!!! bla!!!
Invadem, destrói o país e o moral do seu povo, se apossam de suas riquezas, depois… batem em retirada.
Só que: Com o IRÃ, o buraco é mais em baixo.

Responder

    Mário SF Alves

    22 de novembro de 2011 às 22h33

    Afinal, não foi a revolução iraniana que em 1978/79 botou o *protegidinho deles pra correr? Não foi essa mesma revolução que acabou com aquela ditadura pro-EUA ? Então? Ainda que não bastasse a fome/sede de petróleo e a posição estratégica do Irã, ainda há essa birra (essa vergonha) que, parece, não vai passar nunca.

    *Reza Pahlevi, o Xá, que após 1953 assume poderes ditatoriais.

    SILOÉ-RJ

    22 de novembro de 2011 às 23h15

    É, você tem toda razão, essa revolta do povo do Irã comandada pelo Ayatolá Komeini do exílio, está intalada na garganta dos EEUU até hoje.
    Fora as atitudes do Armadinejad de não se curvar, faz com que tenhamos motivos para temer uma grande guerra.

Bernardino

22 de novembro de 2011 às 13h40

SR RENATO,voce é aquele TIPO que puxa o SACO dos americanos e lambe as botas deles!!!!!
O IRA tem o direito sim de ter sua Bomba atomica asssim como o Brasil se tivesse vergonh na cara ja era para ter a sua .20 ano s de ditadura e a MILICADA covarde nao fez a BOMBA, exceçao do GEISEL que tentou fazê-la e nao consegui pois os EUA foram em cima.É velha COVARDIA portuguesa:EXEMPLOS o FHC e o COLLOR asssinara o tratado de Nao Proliferaçao NUCLEAR a mando dos EUA e i brasil hoje so tem ESPINGARDA e ESTILINGUE pra BrigarVIVA RUSSIA,CHINA.INDIA,PAQUISTAO e COREIA DO NORTE que tem armas nucleares e os o TIO SAM jamais entrará LA ,pois o territorio americano virará PÓ
FORMIGA SABE A FOLHA QUE CORTA e como SABE!!!

Responder

augusto

22 de novembro de 2011 às 12h04

quem estuda essas coisas, ja sabe – agora com certeza e dose de espanto:
> Os planos, praticamente todos , da gang toda de neocons dos anos 90, feitos dentro dos USA e consolidados no 'PNAC' (Plan for a New American Century) estao sendo realizados, um a um, com tenacidade e agora com pressa em todos os cantos do mundo onde INTERESSA faze-lo.
Obama é um detalhe, e o establishment neocon anda e age por si mesmo.
No futuro os historiadores poderão chamar isto, por ex. em um capitulo intitulado: "Inicio do Sec. 21- planejamento e execuçao metodicos das agressões pelo imperio"
O primeiro terá sido o convite (aceito) dos paises do Leste europeu a Otan, seguido logo pelo Cerco
de misseis ao redor da Russia nos anos 90 e 00. O ultimo o bloqueio financeiro de londres ao Iran, na data de ontem. Pensem e recapitulem. E que nossa presidenta e os Brics acordem.

Responder

    Luca K

    23 de novembro de 2011 às 16h33

    Exato Augusto. E estão a cercar a China também. De fato Obomber é mesmo apenas um detalhe. Os que de fato mandam permitem apenas fantoches concorrer a presidencia. É por isso que o melhor candidato disparado dentre os republicanos, Ron Paul, dificilmente terá chance de concorrer pelo partido republicano. O sistema é f**a!

    Mário SF Alves

    24 de novembro de 2011 às 08h47

    Augusto,
    Legal. Sempre que possível, jogue mais luz aí no tabuleiro.
    Grato.
    Abraço,
    Mário.

ZePovinho

22 de novembro de 2011 às 11h47

[youtube NaDH-LAl-AA http://www.youtube.com/watch?v=NaDH-LAl-AA youtube]

Seu Bertoldo Brecha esteve na Rússia e mando um um recado para a OTAN:

VENNNNNNNNNNNHHHHHHHA!!!!!

http://www.voltairenet.org/Russian-Warships-Enter…

Russian Warships Enter Syrian Waters To Prevent NATO Attack

Russian warships have entered Syrian territorial waters in an aggressive move designed to prevent any NATO-led attack on the country under the guise of a “humanitarian intervention”.

“Russian warships are due to arrive at Syrian territorial waters, a Syrian news agency said on Thursday, indicating that the move represented a clear message to the West that Moscow would resist any foreign intervention in the country’s civil unrest,” reports Haaretz.

Russia has stepped up efforts to defend Syria in recent days, with Foreign Minister Sergei Lavrov keen to frame the violence in the country as a civil war in defiance of claims by western powers that President Bashar al-Assad has overseen a bloody crackdown on innocent protesters.

As we saw prior to the attack on Libya, which was also framed as a “humanitarian intervention,” NATO powers are keen to demonize Assad’s government by characterizing attacks by his forces as atrocities while largely ignoring similar attacks by opposition forces, such as this week’s raid on a Syrian air force intelligence complex that killed or wounded 20 security police.

U.S. State Department spokesman Mark Toner rejects Russia’s claim that Syria is in a civil war, stating, “We believe it’s very much the Assad regime carrying out a campaign of violence, intimidation, and repression against innocent protesters.”

Of course, we heard similar rhetoric even as NATO-backed Al-Qaeda rebels were commandeering fighter jets and firing rocket-propelled grenades in Libya, actions also undertaken by “innocent protesters,” we were told at the time.

As we have previously reported, despite overwhelming speculation that Iran will be the next target of a military assault, Syria is the likeliest target for the next salvo of NATO-backed regime change.

US President Barack Obama got the ball rolling back in August when he called on President al-Assad to step down. The UN has already withdrawn all non-essential staff from the country. Without Russia’s help, Syria would be largely defenseless against a NATO attack. “I don’t see any purely military problems. Syria has no defence against Western systems … [But] it would be more risky than Libya. It would be a heavy military operation,” former French air force chief Jean Rannou commented.

Given that the western press has proven adept at manufacturing lies to justify military interventions, whether the actions of Assad’s regime represent genuine atrocities or legitimate conduct in the midst of a civil war remains unclear. Some have claimed the abuses are being embellished, while both former CIA agent Robert Baer and ex-MI6 officer Alastair Crooke point out that the Syrian people definitely want change, but not in the form of a NATO “humanitarian” assault.

Responder

    EUNAOSABIA

    22 de novembro de 2011 às 12h57

    Dá um tempo velho.. ninguém aguenta essas tuas baboseiras… fala da tua cabeça mesmo.. já ultrapassou a barreira do rídiculo… nem português tu sabe imagina isso aí… ainda põe uma babaquice de vídeo… isso aqui é uma página pessoal rapaz…. és inoportuno e emperdenido, além de grotescamente mal educado.

    ZePovinho

    22 de novembro de 2011 às 14h39

    A menina não sabe ler em inglês e ficou nervosa.É uma pena.Quando você aprender,pelo menos,economia,me avisa que eu te ensino um pouco.

    ZePovinho

    22 de novembro de 2011 às 14h42

    Depois que te vi,nesse vídeo,tentando trocar com um jumento,relembrei em te enviar:

    [youtube GuMYfeJ1lLk http://www.youtube.com/watch?v=GuMYfeJ1lLk youtube]

    Valdeci Elias

    23 de novembro de 2011 às 09h31

    Continue assim, voce já está quase conseguindo , o visto na embaixado americana, para poder visitar os EUA.

    Julio Silveira

    23 de novembro de 2011 às 13h56

    Conversando com o espelho?

    Bonifa

    23 de novembro de 2011 às 11h44

    É a única linguagem que entendem, a linguagem do poder bélico. Dissemos aqui que a Russia não permitiria um ataque do bloco ocidental à Síria, o que na prática fecharia o Mediterrâneo aos russos, inviabilizando sua liberdade de movimentos.

    Luca K

    23 de novembro de 2011 às 16h55

    A desestabilização da Síria a levar a uma queda de Assad é algo previsto nos planos sionistas/neocons há bastante tempo. É mais uma etapa para isolar o Hezbollah no Líbano e principalmente, o Irã. O Hezbollah passaria a ter grande dificuldade em se armar sem a Síria como fornecedor e corredor e perderia profundidade estratégica pois Israel não teria mais o que temer em caso de novo ataque ao Líbano. O Irã perderia seus únicos aliados árabes e profundidade estratégica, ficando mais isolado ainda e mais passível de ser atacado. Há evidencias sólidas de que a Arábia Saudita, EUA, Israel, Turquia e outros estão armando insurgentes dentro da Síria. Alguns destes terroristas chegam ao ponto de atirar em manifestantes e as forças de segurança sírias depois são culpadas pelos atos. Nada de novo. A CIA e o Mossad dão amplo apoio aos malucos do grupo terrorista MEK, que há anos faz atentados violentos no Irã.

ZePovinho

22 de novembro de 2011 às 11h41

QUEIMA DE ARQUIVO!!! Militares que mataram bin Laden são assassinados – Alex Jones – Legendado

[youtube ghdrqLaZj90 http://www.youtube.com/watch?v=ghdrqLaZj90 youtube]

Responder

    Mário SF Alves

    22 de novembro de 2011 às 13h52

    Queima da queima de arquivo. E mais: Bin Laden, o arquivo que já nasceu queimado!

    Luca K

    23 de novembro de 2011 às 16h37

    Particularmente não acredito na estória de Bin Laden ter sido morto. Os americanos deram umas 7 versões diferentes do que teria ocorrido. E se "livraram " rapidinho do "cadáver" de BL. Muito diferente dos filhos de Saddam e chefes da Al Quaeda, quando os americanos sempre exibiram fotos dos mortos. Na verdade, vários analistas, incluindo caras da CIA e do FBI chegaram a afirmar q BL teria morrido de morte natural – estava muito doente – pouco depois da invasão estadunidense ao Afeganistão.

    Mário SF Alves

    24 de novembro de 2011 às 09h37

    Cara,
    A gente se depara com tanto simulacro, tanta dissimulação, tanta "engenhosidade" a serviço da manipulação das consciências que vira quase que obrigação duvidar de tudo o que os caras (stablisment) divulgam ou mandam o PiG Global divulgar.
    E quanto ao Bin Laden é muito pouco provável que ele tenha sofrido qualquer revés na vida. Dinheiro, cultura, relações de poder e conhecimento é o que não lhe "faltavam". O que me parece mais razoável é:
    1) Ingênuo ele não foi;
    2) Mas, útil, certamente sim;
    3) Se foi útil sem ter sido inocente, então foi cúmplice!
    4) Conclusão: se foi cúmplice, como tal deveria ser julgado, mimado, protegido ou descartado/arquivo-queimado. Enfim, tudo; menos aquela presepada que mostraram que fizeram lá, nas barbas do poder Afegão.

Wanderson Brum

22 de novembro de 2011 às 11h36

Petróleo,Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, Petróleo, eles só pensam nisso…seja no Iraque, seja na Libia no Iran ou na Baia de Campos…

Responder

Renato

22 de novembro de 2011 às 11h21

Uma derrota feia para o nosso ministro da Defesa e o nunca dantes, que se intrometeram em assunto que não compreendiam.

Responder

    Jairo_Beraldo

    22 de novembro de 2011 às 12h00

    Voce é lunático….derrota feia, foi a Guerra do Golfo para o Iraque, a Guerra do Xá contra os Aiatolás….estes estadunidenses não se emendam…falidos e metidos a potencia….parece aquele que o dito popular coloca :" comem giló e arrotam caviar".

    EUNAOSABIA

    22 de novembro de 2011 às 12h45

    Potência é a gente cara, basta ver os frangalhos que estão nossas FFAA depois de nove anos de muito papo furado, palanque e embromação.

    Conheço isso de perto…

    Vocês não enganam é ninguém rapaz.

    Jairo_Beraldo

    22 de novembro de 2011 às 16h31

    EUNAOSABIA , voce sofre do mesmo mal do principe dos sociólogos e sua quadrilha….inveja, dor de cotovelo, desprezo dos que fazem sucesso….

    ZePovinho

    22 de novembro de 2011 às 17h05

    Digite o texto aqui![youtube DciB6cEIms0 http://www.youtube.com/watch?v=DciB6cEIms0 youtube]

    Jorge Nunes

    23 de novembro de 2011 às 10h20

    Qual era o orçamento de nossas FFAA na era iluminada de FHC e qual é o orçamento hoje? Como nossas FFAA podem está mal se são as que mais gastam com defesa na América do Sul e a 11º do mundo?

    —> Ou você caiu naquela pegadinha do estadão que disse que a marinha só tem 2 A-4 voando e omitiu que o restante está na Embraer sendo modernizado?

    Guilherme Souto

    22 de novembro de 2011 às 13h02

    No dia que o Brasil necessitar de oferta de energia – já estão começando a pipocar relatórios apontando o esgotamento da energia a partir dos rios para breve – e não pudermos desenvolver um projeto de energia nuclear consistente, a sua ficha cai.

    Ou não. Não se sabe a profundidade da lavagem cerebral!!!

    Bonifa

    22 de novembro de 2011 às 19h56

    Antes disso, veremos em breve que não desistiram ainda de sabotar a Usina de Belo Monte, evidentemente com o auxílio da Rede Globo de Televisão. A energia desta usina garantirá o crescimento do Brasil a médio prazo em rítmo acelererado, o que é perigoso para quem pensa que o progresso deve ser seu privilégio exclusivo, enquanto durar a vida do planeta. Digo isso, porque serão capazes até de acabar com o planeta se vislumbrarem a perda da hegemonia absoluta e exercida com absolutismo. "Après moi, le deluge…" Dizia Madame Pompadour, que também só se preocupava consigo mesma. Após eu, pode vir o dilúvio.

    Pedro1

    22 de novembro de 2011 às 13h33

    Caro Renato, se não compreende o texto ou situações complexas, não precisa comentar ou "se intrometer".

    Antonio

    22 de novembro de 2011 às 13h55

    Derrota feita é a dos mulçumanos: homens, mulheres e crianças assassinados pelos malditos ianques, que agem como os donos do mundo. Derrota feia é a dos mulçumanos. Entram em seu território para saquear petróleo e dizimam populações inteiras sem pestanejar. Derrota feia é a dos mulçumanos que estão estigmatizados como inimigos Número 1 dos Ianques e do mundo, por consequência. Vá falar m… em outro lugar, esperto.


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