VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Souto Maior: Intolerância verificada na USP diz respeito a todos nós


09/03/2012 - 07h03

por Jorge Luiz Souto Maior

No começo deste ano eu estava em Liverpool à procura de um sonho perdido, os Beatles, e me deparei, talvez não por acaso, pois o destino tem razões que a própria razão desconhece, com a dura realidade tratada no Museu Internacional da Escravidão, inaugurado em 2007.

Várias coisas me impressionaram naquele local, sobretudo a menção honrosa feita ao Brasil, como tendo sido o último país das Américas a eliminar a escravidão, embora, até hoje, como bem sabemos, não tenha eliminado o trabalho escravo. Além disso, impressionei-me com um poema refletido no chão, atribuído a um pastor, de nome Martin Niemöller, que foi escrito na Alemanha nos tempos do nazismo, com o seguinte teor:

Quando os nazistas levaram os comunistas,
eu não protestei,
porque, afinal,
eu não era comunista.
Quando eles prenderam os sociais-democratas,
eu não protestei,
porque, afinal,
eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas,
eu não protestei,
porque, afinal,
eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus,
eu não protestei,
porque, afinal,
eu não era judeu.
quando eles me levaram,
não havia mais quem protestasse

Quando retornei ao Brasil, estudando um pouco mais o contexto daquele poema, deparei-me com outro, de Bertold Brecht:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo

As pesquisas me conduziram a mais um poema, este produzido no Brasil, de autoria de Eduardo Alves da Costa, que foi elaborado na época da ditadura militar e de onde se extrai a passagem que se tornou célebre na luta democrática instaurada na época do golpe de 64:

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

O que essas manifestações têm em comum? Elas se identificam pela poética demonstração de que as supressões da liberdade se “desenvolvem” progressivamente na medida em que encontram espaços para tanto, sendo que estes espaços são criados pela tática do medo.

Tendo por base esse aprendizado histórico, fácil compreender que assistimos na USP, presentemente, uma escalada anti-democrática repressora da liberdade, que avança a partir da estratégia do medo e da desinformação.

Mesmo sem nenhuma pretensão poética, é possível dizer:

Primeiro levaram um sindicalista
E não dissemos nada, pois não somos sindicalizados
Depois levaram, na calada da noite, os aposentados
Não nos importamos, afinal, estamos na ativa
Aí, oficializaram a política da repressão militarizada
E levaram estudantes
Sem entender bem o se passava, não protestamos
Na seqüência, já com armas em punho, levaram mais estudantes
Não reagimos porque não somos mais jovens sonhadores
Então, se conferiram o poder de chamar o golpe de 64 de
Revolução!

Após isso, se sentiram à vontade para assumirem, abertamente, o projeto de privatização do ensino, ameaçando fechar cursos que não se integram às exigências do mercado.

Adotaram, de modo cada vez mais explícito e abrangente, a terceirização, que, como bem sabem, precariza o trabalho e dificulta as resistências por parte dos trabalhadores.

Não se importaram com as reincidentes agressões desferidas por Policiais contra estudantes no seio da Universidade e assumiram postura de que não lhes diz respeito o atentado contra a sede do sindicato dos servidores – o Sintusp (a que ponto chegamos?)

Passaram a levar a ferro e fogo a intolerância contra os contestadores. Fiscalizam, invadem a privacidade, institucionalizam a espionagem.

Instauraram processos administrativos contra os demais diretores do sindicato.

Têm tratado os conflitos, frutos das revoltas de estudantes e servidores contra esse estado de coisas, como meros casos de polícia, pois não se vêem, minimante, constrangidos ao diálogo.

E, claro, não podia faltar, buscaram utilizar os meios de comunicação em massa para destruir moralmente todos que, não podendo ser presos ou descartados, ousam a se posicionar, abertamente, contra a situação posta.

Como se vê, é preciso, urgentemente, revelar que está em curso na Universidade de São Paulo um procedimento típico de regimes ditatoriais, que, inclusive busca justificativas para seus atos na lei, que é vista apenas parcialmente, sem se atentar para o contexto geral do ordenamento jurídico, o qual, vale lembrar, está construído, exatamente, de modo a evitar que em nome da lei se obstruam as liberdades individuais e a eficácia dos direitos sociais, tratados, ambos, na Constituição Federal, como direitos fundamentais.

É necessário ter a exata compreensão do que representa a racionalidade jurídica, fixada na Constituição, posta a partir dos postulados dos Direitos Humanos, integrados ao contexto do pacto de solidariedade, com a exata dimensão de sua representação histórica para o futuro da humanidade, pois sem essa base teórica bastante consolidada e sem as práticas que decorram de sua defesa, corre-se o risco do argumento da legalidade ser retoricamente utilizado a ponto de justificar todo o tipo de barbaridade praticada contra a condição humana, como, aliás, já se verificou em nosso país.

Urge recordar:

“O presidente da República Federativa do Brasil, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e:

Considerando que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao país um regime que, atendendo as exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, “os meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direto e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa Pátria” (Preâmbulo do Ato Institucional no 1 de 9 de abril de 1964);

Considerando que o governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional n. 2, afirmou categoricamente, que “não se disse que a Revolução foi, mas que é e continuará” e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;

Considerando que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar “a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução“, deveria “assegurar a continuidade da obra revolucionária(Ato Institucional no 4, de 7 de dezembro de 1966);

Considerando que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;

Considerando que todos esses fatos perturbadores da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição.

Resolve editar o seguinte:

Ato Institucional

(….)

Art. 2º O presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sítio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo presidente da República.

(….)

Art. 3º O presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos estados e municípios, sem as limitações previstas na Constituição.

Parágrafo único. Os interventores nos estados e municípios serão nomeados pelo presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos governadores ou prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixadas em lei.

Art. 4º No interesse de preservar a Revolução, o presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.

Parágrafo único. Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem os seus mandatos cassados não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.

Art. 5º A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa simultaneamente, em:

I. cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;

II. suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;

III. proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de segurança:

a) liberdade vigiada;

b) proibição de freqüentar determinados lugares;

c) domicílio determinado.

§ 1º O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.

(….)

Art. 6º Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, inamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.

§ 1º O presidente da República poderá, mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou por em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregados de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.

(….)

Art. 10º Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art. 11º Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Art. 12º O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 13 de dezembro de 1968.

O documento supra, que se trata do Ato Institucional n. 05, foi assinado por várias pessoas, dentre elas, Luís Antônio da Gama e Silva, um dos mentores do texto do Ato, o qual antes de ser nomeado Ministro da Justiça, em 1967, ocupava o cargo de Reitor da Universidade de São Paulo, advindo da Faculdade de Direito, onde atuava como Professor Catedrático de Direito Internacional Privado, em vaga hoje pertencente ao Sr. João Grandino Rodas.

Por ocasião do afastamento temporário de Gama e Silva, a Reitoria, depois de curto tempo nas mãos de Mário Guimarães Ferri, afastado por questões médicas, acabou sendo assumida pelo professor Hélio Lourenço de Oliveira, o qual, por não apoiar o regime militar, foi aposentado compulsoriamente. O Reitor nomeado, em sua substituição, foi o professor da Faculdade de Direito, Alfredo Buzaid, que, posteriormente, por nomeação de General Emílio Garrastazu Médici, galgou o posto de Ministro da Justiça, tendo sido nomeado, para Reitor, o professor Miguel Reale, também oriundo da Faculdade de Direito.

Não se pode esquecer que no período em questão, com fundamento no Ato Institucional n. 05, vários professores da Universidade de São Paulo de orientação social, denominados, por isso, de “subversivos”, foram aposentados compulsoriamente, dentre eles: Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Octavio Ianni, Elza Salvatori, Bento Prado Almeida Ferraz Jr., Emília Viotti da Costa, Luiz Hildebrando Pereira da Silva, Isaías Raw, José Arthur Giannotti, Mário Schenberg, Paulo Alpheu Monteiro Duarte e Paul Singer, destacando-se o caso de Caio Prado Jr., que foi incluído na lista de aposentadorias compulsórias mesmo sem ainda ser professor da Universidade, tendo apenas o título de livre-docente, adquirido junto à Faculdade de Direito.

Não se pode conceber como mero descuido, portanto, ter a atual Direção da USP nominado de “Revolução” o golpe de 64, ainda mais se considerarmos que o Reitor, em sua atuação na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, de 1995 a 2002, acompanhado de outros dois membros, dentre eles o General Oswaldo Pereira Gomes, “votou contra a culpabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de vários presos políticos”, sendo que a declaração de culpa nestes casos (onze, no total) foi adotada pela maioria dos demais integrantes da Comissão (quatro), conforme denúncia feita por Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional.

Concretamente, sem uma reação consciente e esclarecida ao que se apresenta na atualidade da Universidade de São Paulo, exigindo-se a reversão do quadro, com a imediata retirada dos processos administrativos contra servidores e alunos, a readmissão do sindicalista Brandão, o cancelamento do convênio feito entre a Administração da Universidade e a Polícia Militar (que instaurou a lógica da repressão militarizada no Campus), a realocação imediata dos desalojados do CRUSP e a convocação de uma estatuinte para a institucionalização de procedimentos verdadeiramente democráticos na Universidade, iniciando-se pela eleição democrática para Reitor e atingindo a construção de um projeto de uma Universidade verdadeiramente pública, com o fim do Vestibular, a eliminação das Fundações de direito privado e demais cursos pagos, o fim da segregação entre servidores e professores, a derrubada de todos os muros que separam a Universidade da sociedade etc., corre-se o risco de ao acordamos pela manhã nos depararmos com um novo Ato Institucional publicado no Diário Oficial.

Importante ressaltar que muitos dos processos administrativos instaurados contra servidores e alunos têm por base um Decreto de 1972, que prevê, dentre outros atos puníveis, a prática de atitudes que atentem contra a moral.

No mínimo, há de se conceber a urgência, na linha das propostas feitas pelo Prof. Fábio Konder Comparato, da formação de um Comissão da Verdade para apurar responsabilidades quanto aos atos praticados durante o regime militar que envolveram a supressão de direitos de servidores, professores e estudantes da Universidade de São Paulo, criando-se, concomitantemente, uma sub-comissão para avaliação do conteúdo persecutório dos recentes processos administrativos instaurados contra estudantes, professores e servidores.

Cumpre registrar, por oportuno, que foi a instauração do medo com relação às reformas de base anunciadas pelo Presidente João Goulart, reforçada pela retórica da “restauração da ordem”, que impulsionou o golpe de 1964, e que assistimos, presentemente, uma escalada de medo semelhante no que se refere à mobilização cada vez mais organizada dos movimentos sociais, que buscam a efetivação de direitos constitucionalmente consagrados.

É por isso, ademais, que a intolerância verificada presentemente na USP a todos diz respeito. Não cabe o argumento de que não se tem nada com isso, por que, afinal, não se está a ela integrado, pois, como traduzem os poemas supra, primeiro fazem aqui, depois, por aí. O caso do Pinheirinho, no qual se utilizou a mesma logística para a retirada dos estudantes que no final do ano passado ocupavam o prédio da Reitoria, reflete exatamente isso, sendo oportuno destacar que se avizinha situação semelhante na comunidade San Remo, situada ao lado da própria Universidade de São Paulo. Aliás, recentemente foi aprovada no Conselho Universitário uma leva de contratação de professores temporários, deixando-se clara a política de diminuição do poder da classe dos professores que vem por aí.

É por tudo isso que a presente reação, com o lançamento do Manifesto pela Democratização da USP, que tem o propósito de impedir que uma tal realidade, cujo processo já se iniciou no seio da Universidade, não volte a atingir a toda a sociedade, representa a mais singela homenagem que se pode prestar aos parentes e amigos dos cidadãos brasileiros que sofreram danos irreparáveis por todos aqueles (e não, genérica e impessoalmente, regime ditatorial) que legitimaram a ditadura e com ela pactuaram, além de constituir a fórmula mínima de respeito à luta que esses cidadãos implementaram por todos nós.

É certo que muitas pessoas não querem perceber a gravidade do momento, seja por se beneficiarem dele, seja por puro comodismo. A questão é: até quando poderão se calar? E mais ainda: se já não será tarde demais quando quiserem se manifestar?

Para esses últimos, que precisam sair do mundo dos sonhos, vale, ainda, o recado há muito deixado por Rosa Luxemburgo:

“Quem não se move não sente as correntes que o prende.”

De todo modo, diante da apresentação deste Manifesto, que traz insitamente uma demonstração de solidariedade para com os oprimidos do sistema, provando-lhes que lutar pela defesa da democracia, pela efetivação de direitos e pela conquista de melhores condições de vida não é crime, e que representa, igualmente, uma homenagem à produção do saber, que é a razão de ser de uma Universidade, e à necessária defesa da condição humana, que é a razão de ser de todos nós, pode-se acreditar que ao menos a comunidade uspiana não vai se calar e vai continuar se movendo…

Muito obrigado!

Jorge Luiz Souto Maior é professor livre-docente da Faculdade de Direito da USP.

PS do Viomundo: O artigo acima é o texto-base da manifestação do professor Souto Maior durante o lançamento do Manifesto pela Democratização da USP, ocorrido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), em 1º de março de 2012.

Leia também:

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66 comentários

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QUATRO LEITURAS POÉTICAS – livroseletras

19 de abril de 2016 às 14h05

[…] In: Viomundo – o que você não vê na mídia [blog]. São Paulo, 09 mar. 2012. Disponível em: https://www.viomundo.com.br/denuncias/souto-maior-a-intolerancia-verificada-presentemente-na-usp-diz-…. Acesso em: 15 abr. […]

Responder

Em defesa dos 72 alunos processados pela ocupação da reitoria da USP « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de fevereiro de 2013 às 12h13

[…] Souto Maior: Intolerância verificada na USP diz respeito a todos nós […]

Responder

Nedi

06 de fevereiro de 2013 às 19h43

Calem a boca todos voces!!! Não perceberam ainda que o sr. Rodrigo Leme apesar de solitário em suas argumentações, é o único que usa coturno e fuzil com baioneta?
Se existiram judeus que apoiaram os nazistas, se um dos maiores comerciantes de escravos era negro…por que o senhor Rodrigo Leme não pode apoiar o reitor da USP e sua política fascista?

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DCE da USP repudia denúncia do MP: “Ataque ao movimento estudantil” « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de fevereiro de 2013 às 18h31

[…] Souto Maior: Intolerância verificada na USP diz respeito a todos nós […]

Responder

Estudantes, professores e trabalhadores da USP rebatem boletim da reitoria « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de maio de 2012 às 15h09

[…] contra o convênio assinado com a PM ( ). Depois, foram os processos judiciais e administrativos contra estudantes, trabalhadores e até mesmo entidades como a […]

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Mateus_Beatle

12 de março de 2012 às 18h07

A intolerância e a truculência continuam a todo vapor.
Detalhe, saiu até no PIG http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,reitoria

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P Pereira

10 de março de 2012 às 18h27

"Você deveria praticar boxe." (Mhrrs)

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H. Back™

10 de março de 2012 às 03h03

Analisando o contexto do referido assunto senti uma leve sensação de déjà vu. A história se repete de uma maneira diferente, mas se reproduz. Depois de um progresso vem sempre uma retrocesso. A História nos mostra claramente que isso parece que faz parte inata da personalidade do "bicho homem". Será?

Responder

FrancoAtirador

09 de março de 2012 às 19h48

.
.
São Paulo ainda é o referencial adotado,

pelo menos na metade sul do Brasil,

Daí a importância da eleição na capital.
.
.

Responder

Gerson Carneiro

09 de março de 2012 às 15h49

"Estranha forma de viver
O que eles chamam vida
Estranha forma de Poder
Que abre mais feridas

Há perigo nas ruas
Eles vão caçar nossos Direitos
E democraticamente construir a nova obediência"

Parte da letra de uma música de uma banda de rock da Bahia dos anos 90 que eu não consigo me lembrar quem são.

Responder

Gerson

09 de março de 2012 às 14h38

Carta Maior

Ditadores e torturadores não podem ser nomes de ruas

Rodovia Castello Branco, elevado Costa e Silva, rua Dr. Sergio Fleury, avenida Presidente Médici e por aí vai. O Brasil é uma das poucas democracias do mundo que não só deixa tiranos impunes, como os homenageia em praça pública. Boa iniciativa para a Comissão da Verdade seria propor a mudança imediata de tais nomes.

Gilberto Maringoni
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMost

Responder

    H. Back™

    10 de março de 2012 às 02h28

    Eu também vinha tendo nos últimos anos a mesma opinião, mas isso poderia gerar sentimentos revanchistas na caserna, que não aceitaria que modificassem a sua história. Por essa e outras razões acho que isso seria temerário no momento. A nossa democracia ainda não está totalmente consolidada.

    beattrice

    10 de março de 2012 às 14h51

    Enquanto a VERDADE não preponderar nenhuma Democracia se consolida.

    beattrice

    10 de março de 2012 às 14h50

    Na Argentina não sobrou pedra sobre pedra, rua sobre rua, nadinha de nada.

Luc

09 de março de 2012 às 13h33

Aproveitando o tema, trago-lhes mais este depoimento de um aluno da USP, Oliver V. S. Menck:

"Segunda-feira a noite, sentado conversando nas pedras da Praça do Relógio, eis que me aparecem dois Policiais Militares devidamente fardados e devidamente quebrando a lei.
Fajim e Hiraoka vieram abordar eu e minha namorada, também aluna da USP, sem qualquer motivo real. Segundo eles haviam "indícios de suspeita", quais? É um lugar muito visado para se fumar maconha, e o cheiro que Hiraoka sentiu. Eu estava lá a mais de uma hora e não tinha sentido cheiro nenhum.
Além da prática rídicula, violenta, invasiva e medíocre que é a revista nos deparamos com alguns problemas mais graves.
A bolsa da minha namorada foi revistada sem o consentimento por um policial homem que retirou a bolsa de debaixo das pernas dela. O legal teria ser chamado uma policial feminina, e se não quisesse se dar ao trabalho nem tocar nela nem revistar os pertences pessoais dela.
Durante a abordagem inteira nos fizeram diversas perguntas irrelevantes as quais respondiamos com perguntas mais irrelevantes. Em um dado momento, quando Hiraoka anotava nossos RG's, Fajim declarou em alto e bom tom "O problema de vocês na USP é que questionam demais. Já estou me cansando de vocês." Em seguida socou a palma da mão direita com a mão esquerda. Ameaça de violência física, abuso de poder é crime, além do que isso nunca pode ser considerado uma medida de segurança, somente de incentivo e geração de violência.
Quanto a questionar demais, não acredito que algum estudante se orgulhe de questionar de menos. De criticar pouco. De pensar pouco. De alimentar o medíocre e que problemas em nossa sociedade se mantenham e/ou piorem.

Hoje conversei com um conhecido que é advogado. "Não segue em frente com corregedoria, processo, nada. Quem tem a perder é você. Ou vira estatística ou não dá em nada. Você não tem provas e eles detém o poder, decidem se prosseguem com o processo e nele tem mais e mais chances de abusar mais do poder." A ação legal vai contra nós, o que fazemos?"

Responder

Eunice

09 de março de 2012 às 13h29

Tudo depende de se votar ou não no PSDB. Se votar estará confirmando essa postura desses reitores com letraminúscula.

Responder

Elias

09 de março de 2012 às 13h23

O que Jorge Luiz Souto Maior nos revela nesse excelente artigo (documento) é que os inimigos da democracia reconstruída estão na espreita, decididamente, prontos a destruí-la novamente.

Responder

Fabio SP

09 de março de 2012 às 13h17

Perguntaram a um inglês qual era a melhor coisa da vida. Ele respondeu que era uma chávena de chá às 5 da tarde em frente a uma lareira.

Perguntaram a um francês qual era a melhor coisa da vida. Ele disse que era um jantar à luz de velas com a mulher amada.

Perguntaram a um russo qual era a melhor coisa da vida. Ele disse que era ser acordado pela KGB às 3 da manhã dizendo "Ivan Ivanovitch, vc está preso"…
Como assim? Isso é a melhor coisa da vida? Não, não é, a melhor coisa da vida é poder dizer…"Desculpe, mas Ivan Ivanovitch mora na casa ao lado…"

Responder

    abolicionista

    09 de março de 2012 às 13h38

    Manual do bom fascista, capítulo 1 – "quando não houver argumentos plausíveis à disposição, mude completamente de assunto, de preferência mencionando a URSS ou qualquer coisa do gênero."

    Conheço piadas sobre a URSS muito melhores do que essa, Fabio SP, mas, francamente, isso não tem nada a ver com o texto de Souto Maior, você consegue entender isso?

    PS: Todos sabem que você defende a Ditadura Militar e que é um fascista militante, não precisa alardear, ok? Histeria fascistóide tem origem no que Freud chamou de "caráter anal". Sugiro que contrate um profissional e resolva sua fixação na esfera privada.

Rodrigo Leme

09 de março de 2012 às 12h57

O manifesto com a democratização da USP dessas pessoas é inviabilizar eleição de diretório pq eles vêem que não vão ganhar. É decidir as coias em comitês e plebiscitos escondidos, votando depois que as pessoas vão embora da assembléia ou com falsas convocações. Democratização é poder interditar o estudo das pessoas de acordo com sua agenda política d einvasões, depredações.

Democracia é poder querer isso tudo, mas democracia é também respeiar a vontade da maioria. E – graças aos céus – a maioria quer estudar, não panfletar.

Responder

    abolicionista

    09 de março de 2012 às 13h40

    Parabéns, Rodrigo, você mostrou mais uma vez que não tem nenhuma preocupação com a ética ou com a veracidade das informações que propagam. O mais que exigir de quem sempre defendeu a Ditadura?

    Rodrigo Leme

    09 de março de 2012 às 14h22

    E você tem? Compartilhe comigo seu processo de verificação das informações, que deve ser bem rigoroso.

    O meu – só pra constar – inclui amigos que estudam na USP.

    ana

    09 de março de 2012 às 15h48

    você tem amigos na USP? ah, claro, devem ser os PMs

    Rodrigo Leme

    09 de março de 2012 às 23h32

    Não, são estudantes. Um conceito que deve te escandalizar. estudar em uma universidade…que audácia dessas pessoas. O legal é ficar morando no CRUSP com 45 anos de idade, polijubilado e ser braço do PSTU.

    Aline C Pavia

    10 de março de 2012 às 19h07

    Isso no seu entender justifica cassetete, bala de borracha e gás de pimenta?
    Ter 45 anos e ser "polijubilado" é crime?

    Rodrigo Leme

    11 de março de 2012 às 09h35

    Burrice é que não é. É gente que usa as instalações da universidade como QG político, e não para sua atividade fim. Ocupa o espaço de alguém que quer estudar, quer ser alguém na vida, e não panfleteiro de meia idade.

    Miguel

    13 de março de 2012 às 02h31

    "sua atividade fim". mais um cabeca de mexilhao que acha que "universidade e' lugar de aula". Nao seu pedante, nao e'. Ja pensou em procurar saber, minimamente, a etimologia de "universidade"? isso te da um indicio do tamanho da besteira que esta fazendo.

    alias, misturar politicagem no meio das atividades do ser humano total que se pretende na universidade, foi invencao dos monges catolicoes que criaram a universidade medieval. sempre foi assim, e e' bom que seja.

    Rodrigo Leme

    13 de março de 2012 às 14h09

    Poxa Miguel, então aponta pro monte de gente que quer estudar onde devem ir, ok? Já que a universidade não é local disso precisamos redirecionar essas pessoas.

    Na visão do Miguel universidade é um lugar onde a minoria decide se deve estudar e quando deve estudar. É um lugar onde a liberdade é patada pelo que um núcleo de esquerda que não estuda e usa o local como palco políico quer que seja.

    Imagino a capacitação do Miguel para exercer a profissão dele.

    Miguel

    13 de março de 2012 às 19h12

    Minha capacitacao pra exercer minha funcao nao costuma ser salvo de reclamacao, nem mesmo dos diereitinhas tipo voce que invariavelmente aparecem. Curiosa regularidade.

    onde foi que eu falei que nao e' pra estudar? O campus e' enorme. Da pra fazer manifestacao, pesquisar, namorar, lanchar, ler, pintar, filmar, tudo isso, acredita?

    Cinico, precisa inventar espantalho por nao poder admitir que politica e' parte essencial da vida universitaria desde que ela foi inventada? Estudar, pesquisar, conviver, criar, fazer politica, tudo isso deve ter espaco garantido na vida universitaria. E na verdade costuam ter, so reacionarios que nao reconhecem o carater politico de suas escolhas e' que reclamam disso. como voce, por exemplo.

    Rodrigo Leme

    13 de março de 2012 às 20h52

    Ah, então vc chegou no ponto que eu queria: se na universidade cabe tudo isso, pq os "esquerdinhas" fazem terrorismo com quem opta por ter aula ao invés de comprar suas bandeiras?

    Pq professores são intimidados, carteiras são empilhadas na sala, gritos são dados nos corredores para atrapalhar as aulas e estudantes são ameaçados por gente como as que você alega exercitarem a liberdade no campus?

    Democracia para você é o que democracia é pra pelo menos 80% da esquerda: ou é do meu jeito ou foda-se sua vida. Não me espanta.

    Miguel

    14 de março de 2012 às 18h36

    nao me espanta direitinhas toscos querendo despolitizar a universidade e dizer que atuacao politica e' a imposicao de uma pequena minoria esquerdista. nao e', e ficaar esperneando isso nao muda a realidade em nada.

    Emilio Matos

    14 de março de 2012 às 23h10

    Como até uma criança de 5 anos te responderia: não é porque não é não é resposta. Acho que você consegue responder melhor que isso.

    Rodrigo Leme

    15 de março de 2012 às 09h44

    Você vai ngar que a situação que eu descrevi acontece? Pensa bem na resposta, pq vc sabe a verdade.

    abolicionista

    16 de março de 2012 às 00h55

    Argumento falacioso: os grevistas são contra quem coloca o direito pessoal acima do direito de todos os demais alunos. Os alunos grevistas não são contra as aulas ou contra estudar, isso não é uma consequência de se fazer piquetes. Ah, e desde quando piquete é terrorismo? Sugiro consultar o Houaiss…rs

    abolicionista

    15 de março de 2012 às 16h55

    E você não é um panfleteiro de meia-idade? E a chapa reação não faz panfletagem? Pelo menos esses "esquerdistas" têm coragem para mostrar a cara nas assembleias, mesmo sofrendo perseguições e ameaças. Você teria essa coragem? Duvido muito…

    abolicionista

    11 de março de 2012 às 13h15

    Ótimo, Rodrigo, faça uma lista das pessoas que podem apanhar da polícia e que não possuem direito básicos como, direito de ir e vir, liberdade de expressão, direito à segurança, direito à moradia. Coloque lá mor negros, mulheres, estrangeiros, faça sua limpeza, garotão.

    Maria Fulô

    09 de março de 2012 às 15h58

    amigos que pensam como você?

    Airton

    09 de março de 2012 às 17h25

    Rigorosíssima sua análise, Leme. Veja-se, por exemplo, seu conceito de maioria: segundo a Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, publicada em 2007, “mais da metade dos estudantes que frequentam o ensino superior na rede pública (54,3%) pertenciam aos 20% mais ricos.” (confira: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/… ) Então, quem pode dizer da maioria que efetivamente quer estudar? Não conta a maioria daqueles que sequer tem acesso a uma Universidade Pública? Fico com os que preferem panfletar contra esta reitoria elitista e fascista. Especialmente com a defesa de uma Educação Superior democrática deste panfleto maravilhoso do Professor Souto Maior.

    abolicionista

    09 de março de 2012 às 23h12

    Blz, eu faço mestrado lá. As aulas do professor Vladimir Safatle, por exemplo, são, de longe, as mais disputadas do curso de filosofia. Ele agora está ministrando um curso sobre Deleuze. Para conseguir uma vaga é um deus-nos-acuda. Quem faz plebiscitos escondidos, aliás, é a chapa reação, cujos membros não comparecem às assembleias e escondem o rosto. Desafio você, aliás, a citar o nome de pelo menos um professor que defenda essa chapa de aloprados radicais. O professor Franklin Leopoldo e Silva, aliás, (outro disputadíssimo, especialista em Bergson) manifestou profunda preocupação com o fato de existir uma chapa na USP cujo nome é "reação". Aliás, você sabia que a violência na USP aumentou no último semestre? Acho que seus amigos esqueceram de mencionar isso, né? Outra coisa, sabe quantos postes de luz foram instalados para atender ao novo projeto de iluminação da USP? Pois é, nenhum. Os PMs às vezes passam por lá, a toda velocidade, inclusive. Mas nunca vi nenhum PM na Rua do Matão, também chamada "rua do estupro" . Você não sabe nada disso, Rodrigo? Ah, é que não saiu no PIG, né?

    Leider_Lincoln

    10 de março de 2012 às 09h00

    Seus amigos? Certamente devem ser pessoas muito diferentes de você em posições éticas e políticas, né? Ou isso, ou explica-se muito bem seu comentário…

    CC.Brega.mim

    09 de março de 2012 às 20h25

    entendi bem?
    você está defendendo a ditadura
    e a opressão armada..

Wladimir

09 de março de 2012 às 11h46

Excelente texto! A história sempre nos ensinou e continua ensinando como o mal floresce, e ainda assim continuamos a ignorar a história e a repetir os mesmos erros, ou ao menos permitir que os mesmos sejam repetidos! Eu só complementaria com outra célebre frase histórica: "Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada!" Edmund Burke (1729-1797)

Responder

    pperez

    09 de março de 2012 às 13h05

    Mas os 21 anos de trevas da ditadura militar nos ensinaram que o autoritarismo assassino, destrutivo e alienante não voltará!
    Portanto temos que exigir que entidades isentas e independentes como o Ministerio Público, OAB cumpram seu papel constitucional de apurar e informar e nós não cansarmos de botar a boca no trombone aqui nos blogs ditos sujoscomo fazemos agora!

    Wladimir

    09 de março de 2012 às 16h04

    Concordo plenamente com você pperez! No entanto se você estiver se referindo ao MP de São Paulo, este órgão está longe de ser entidade "isenta e independente"!. Abç.

Jose Mario HRP

09 de março de 2012 às 11h28

O negocio é muito maior!
Faz tempo que aqui em São Paulo os direitos constitucionais estão sendo suprimidos, solapados e entortados!
Coincidentemente tudo piorou com o PSDB!
E essa politica reacionaria vai dando e criando discipulos em outros estados!
E até a Dilma namorou com a coisa no recente episodio das greves dos PMs!
Tudo na via do Figueiredo "Prendo e Arrebento"!

Responder

alex

09 de março de 2012 às 11h24

Pior é saber que não tem IMPRENSA em Sao Paulo para criticar esta negociata…Pinheirinho terá dossiê de juristas para cortes internacionais

Petição de apoio às apurações sobre violência e arbitrariedades cometidas durante desocupação já tem mais de 8,6 mil assinaturas

Por: Rádio Brasil Atual – 09/03/2012

São Paulo – Juristas de renome preparam um dossiê sobre a desocupação violenta do Pinheirinho, em São José dos Campos, ocorrida em 22 de janeiro. Os documentos serão encaminhados à Corte Interamericana de Direitos Humanos e ao Tribunal Penal Internacional. Logo após o episódio, que retirou mais de 6 mil pessoas de suas moradias, eles redigiram um manifesto que denuncia as arbitrariedades cometidas pelo governo do estado de São Paulo e por autoridades do Judiciário.
A petição, disponível na internet, já conta com mais de 8,6 mil assinaturas. O professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Konder Comparato encabeça a lista. Para o jurista Márcio Sotelo Felippe, a elaboração desse dossiê é um procedimento técnico, complexo e requer rigor no preparo da documentação. Ele espera que as Cortes Internacionais apurem e imponham sanções aos responsáveis pelos crimes cometidos no Pinheirinho.
Para assinar a petição, clique aqui.
Ouça a reportagem da Rádio Brasil Atual sobre o dossiê que será levado às cortes internacionais:

Responder

pperez

09 de março de 2012 às 11h04

A opção de rejeitar algo induz ao entendimento que haverá dialogo, luta ou ambos.
Após 21 anos de trevas da ditadura militar, é inaceitavel o autoritarismo inconsequente na USP e na UFF no Rio de janeiro.
A sociedade não pode ignorar ou se calar diante disto e exigir do Ministerio Publico e da OAB por exemplo ações contundentes de apuração do está ocorrendo!
Por outro lado é preciso manter as mobilizações nos blogs sujos como este, que foi criado para amplificar a nossa voz de protesto!

Responder

abolicionista

09 de março de 2012 às 10h39

Texto excelente, interessante notar que a retórica legalista dos AIs é a mesma de muitos direitistas atuais, fascistas enrustidos, esperando uma oportunidade para sair do armário.

Responder

Vinicius Garcia

09 de março de 2012 às 10h34

Para aqueles que acham que o momento não é propício para decisões de extrema-direita, vemos um governo estadual agindo como se nenhuma conquista importasse, a que se ter sempre cuidado com essa gente.

Responder

Aline C Pavia

09 de março de 2012 às 09h47

EUNAOSABIA como Uspiano, pode assinar o manifesto? Grata.

Responder

    EUNAOSABIA

    09 de março de 2012 às 13h19

    Não li, texto muito longo eu não leio, não sei do que se trata.

    Mas como só vi dedinho para cima por aqui, não deve ser coisa boa ou de alguma serventia.

    Logo não assino.

    Conheço esses tipos, sei muito bem quem são.

    ana

    09 de março de 2012 às 13h46

    não leu porque você é burro e ignorante. fica sentado sobre essa sua falsa cultura, sua falta de educação e acho que somos obrigados a aguentar sua cretinice. por que você não vai procurar seus amigos, aqueles idiotas como você que gostam de afirmar que não leu e não gostou. típico de gente incapaz, sem cérebro, que só sabe balançar a cabeça para quem lhe chuta o traseiro. você é desprezível

    abolicionista

    09 de março de 2012 às 14h07

    "texto muito longo eu não leio, não sei do que se trata"
    (EUNAOSABIA)

    Você deveria usar isso como epíteto!rs

    Daí se vê a importância da leitura, não é, pessoal?

    Aline C Pavia

    10 de março de 2012 às 19h11

    Epíteto não. Epitáfio.

    abolicionista

    11 de março de 2012 às 00h33

    KKK, genial!rs

    Wladimir

    09 de março de 2012 às 15h58

    Além de não saber (todo ignorante tb não sabe), igualzinho ao ídolo dele que também não sabia que o Brasil havia se tornado uma República Federativa há 45 anos, ainda por cima é preguiçoso para ler um texto.

    mim

    09 de março de 2012 às 18h04

    Se houvesse opção dedinho médio p cima, vc seria imabatível.

    CC.Brega.mim

    09 de março de 2012 às 20h23

    eu acho que você leu..

renato

09 de março de 2012 às 08h49

Texto longo, completo, cheio de sentimento, cheio de Verdade.
Eles vão enchendo aos poucos as mãos, quando se apercebem estão com elas cheias e aí não abrem mais.
Não nos apertam a mão, não dão tapinhas nas costas, não abraçam, não protegem, não guardam, não cuidam nem de nos, nem de nossos filhos.
Que as vezes se revoltam, querem participar, se integrar com nossa sociedade, fazer uma nova, afinal serão os profissionais do futuro, e no DIVÃ poderão encontrar um homem que não consegue abrir as mãos, não consegue falar com seu mandante, não tem a quem pedir desculpas.Está sozinho…Não pode mais recostar seu rosto na palma de sua mão ao tentar dormir. Triste fim.

Responder

augusto

09 de março de 2012 às 08h20

alo, governo de sao paulo, se eu fosse voce, eu chamava a CVC e outras e dava agora mesmo um beneficio, adiamento, reduçao, etc fiscal para a empresa de Turismo que EXCLUISSE a Espanha de seus roteiros nos proximos seis meses, no minimo. E o ISS local tambem.

Responder

Tiago Camargo

09 de março de 2012 às 08h01

Conte comigo!!!!!

Responder

Alceu Castilho

09 de março de 2012 às 07h59

documento fundamental. Diz respeito não somente ao que está acontecendo na USP, mas a muitos outros ovos de serpente espalhados pelo País. Merece uma divulgação acima da média.

Responder

Fabio_Passos

09 de março de 2012 às 07h42

É assim mesmo.
A passividade e a indiferença com aqueles que sofrem a violência do opressor é o alimento dos fascistas.

USP, Cracolândia e Pinheirinho mostram que o fascismo avança no Brasil… embalado pelo ódio racista e de classe da "elite" branca e rica e sob aplausos da mídia-burguesa.

Responder

    Janaína

    09 de março de 2012 às 21h43

    Concordo, Fábio.
    Uma prova disso é o modo como está se comportando o Sr. Antonio Patriota,votando na ONU sempre alinhado com os desejos dos EUA de invadir o Irã e a Síria,repetindo o modelito que os países imperialistas, com sua política nazi-fascista ,adotaram na Líbia.
    Até agora só vi um jornalista brasileiro denunciando essa absurda guinada na política externa brasileira da era Lula. Uma política que estava tornando o Brasil respeitadíssimo.
    Agora vem o Patriota, a preferir aliar-se aos imperialistas do que apoiar a posição dos demais componentes do BRIC e da maioria dos países da América do Sul. E sabemos que a China e os países de Nuestra América são responsáveis por quase 70% do nosso comércio exterior.

    Fabio_Passos

    09 de março de 2012 às 23h15

    Voltamos a tomar posição subalterna aos interesses imperialistas.
    E sempre quando o Brasil se apequena a mídia-burguesa regozija mostrando o caráter entreguista e submisso da pior "elite" do mundo.

    beattrice

    10 de março de 2012 às 14h52

    patriota [com minusculas] no MRE é a maior piada pronta deste des-governo.


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