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Marcio Sotelo Felippe: “Nenhuma notícia sobre as denúncias à OEA e ao CNJ saiu na grande imprensa”


11/07/2012 - 13h02

Marcio Sotelo Felippe: “Uma demonstração inequívoca de que a mídia tem lado e blinda, mesmo, as autoridades paulistas”

por Conceição Lemes

Na segunda quinzena de junho, duas graves denúncias foram feitas sobre a desocupação violenta do Pinheirinho, em São José dos Campos (SJC-SP), em 22 de janeiro de 2012. Curiosamente, nada na mídia até hoje. É como se não tivessem acontecido.

A primeira denúncia, no dia 19 de junho, foi a Reclamação Disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra cinco autoridades do Judiciário paulista: Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP); Cândido Além, desembargador TJ-SP; Rodrigo Capez, juiz assessor da presidência do TJ-SP; Marcia Faria Mathey Loureiro, juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos; e Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, juiz da 18ª Vara Cível do Fórum Central João Mendes Júnior, em SP.

Assinada por advogados, ex-moradores e movimentos de direitos humanos, ela pede apuração das irregularidades do procedimento judicial.

A segunda denúncia, divulgada no dia 22 de junho, foi dirigida à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) Além dos cinco membros do Judiciário já denunciados ao CNJ, ela incrimina também o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Eduardo Cury e o coronel da Polícia Militar Manoel Messias, comandante da operação policial. Acusação: violação de direitos humanos.

Assinam-na vários advogados e entidades de peso: os professores de Direito Fábio Konder Comparato, Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari e José Geraldo de Sousa Junior; o ex-presidente da OAB-Brasil César Britto; o procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe; o presidente do Sindicato dos Advogados de São Paulo Carlos Alberto Duarte; a Rede Social de Justiça e de Direitos Humanos, representada legalmente por Aton Fon Filho. Também os advogados Antonio Donizete Ferreira, Aristeu Cesar Pinto Neto Nicia Bosco, Giane Ambrósio Álvares e Camila Gomes de Lima.

“É um absurdo que nenhuma notícia sobre essas denúncias tenha saído na chamada grande imprensa”, indigna-se Marcio Sotelo Felippe, que foi procurador-geral no governo Mário Covas (1995-2001). “Uma demonstração inequívoca de que a mídia tem lado e blinda, mesmo, as autoridades paulistas.”

“A mídia tem também um lado ideológico e faz de conta que não tem”, acrescenta. “Esses setores conservadores fazem a defesa estratégica da propriedade e do que pensam ser ‘lei e ordem’. Para eles é o que tem de ser preservado, não importa o custo humano, o indizível sofrimento das pessoas, a iniquidade do ato. Os excluídos são invisíveis. Não saem no jornal. Eles ainda pensam como se pensava na velha sociedade escravocrata.”

O terreno do Pinheirinho consta como propriedade da Selecta, do megaespeculador Naji Nahas. O procurador Marcio Sotelo analisou minuciosamente a documentação referente ao processo de falência dessa empresa e descobriu que toda a ação para expulsar as mais de 6 mil pessoas do local — homens, mulheres, crianças de todas as idades, idosos e enfermos – serviu única e exclusivamente para beneficiar Nahas.

“Passados cinco meses não há nenhum procedimento para apurar responsabilidades”, observa Marcio Sotelo. “Imperioso então recorrer a uma corte internacional. Afinal, o aconteceu no Pinheirinho foi crime contra a humanidade e toda a estrutura política e jurídica está envolvida. Ela não se pune a si mesma”.

RESPONSABILIZAÇÕES E REPARAÇÕES PEDIDAS À OEA

Na denúncia à OEA, os advogados signatários pleiteiam, entre outras coisas, que o Estado brasileiro:

* seja declarado responsável pela violação da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem;

* indenize os danos morais e materiais, de forma justa e compensatória, todas as pessoas desalojadas do Pinheirinho, bem como garanta a efetivação dos seus direitos à moradia adequada;

* apure responsabilidades civis e penais de todas as autoridades envolvidas com o despejo da comunidade do Pinheirinho, inclusive o governador do Estado de São Paulo e o presidente do TJ-SP;

* seja submetido à Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso não haja adequada solução.

“Estamos exigindo essas responsabilizações, porque o Estado não fez nada. Nem antes, nem durante nem depois”, frisa Sotelo. “Além da violência com que as pessoas foram arrancadas de suas casas de madrugada, o mais assustador foi o ardil usado pelas autoridades paulistas para desalojar a população.”

Em 2004, a massa falida da Selecta ingressou com ação de reintegração de posse do terreno do Pinheirinho. Em 2005, o juiz da 6ª Vara Cível de São José dos Campos indeferiu a liminar. O recurso ficou parado durante no Tribunal de Justiça de São Paulo. Até que, em junho de 2011, foi para as mãos da juíza Marcia Loureiro que rapidamente deferiu a reintegração de posse.

A denúncia à OEA salienta:

Diante da tragédia social e humana que se avizinhava, com a iminente retirada à força de 1659 famílias de suas moradias, parlamentares e representantes dos moradores tentaram uma negociação com os interessados e autoridades judiciais.

No dia 18 de janeiro de 2012, quinta-feira, reuniram-se no gabinete do juiz da Falência, Dr. Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, o Senador da República Eduardo Matarazzo Suplicy, os Deputados Estaduais Carlos Giannazi e Adriano Diogo, o Deputado Federal Ivan Valente, o síndico da massa falida Jorge T. Uwada, o advogado da massa falida Julio Shimabukuro e o advogado da empresa falida Selecta, Waldir Helu.

Conseguiu-se então um acordo de suspensão da ordem judicial dereintegração de posse pelo prazo de 15 dias. O juiz da falência declarou na petição em que formalizado o acordo, por despacho de punho próprio, que havia telefonado para a juíza Márcia Loureiro, responsável pela ordem de reintegração de posse, comunicando o resultado da negociação.

No entanto, de surpresa, sem qualquer notificação, em flagrante, literal e traiçoeira violação do acordo de suspensão da ordem judicial, três dias depois ocorreu a violenta desocupação e remoção das 1.659 famílias.

Na madrugada de domingo, dia 22 de janeiro de 2012, às 5h30 da manhã, o bairro Pinheirinho foi cercado pela polícia estadual e pela guarda municipal de São José dos Campos. Mais de 2 mil policiais entraram na área, lançando bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra uma população que dormia, indefesa. Todos os moradores, incluindo mulheres, recém-nascidos, crianças, idosos e enfermos foram arrancados de suas casas (os grifos constam da própria denúncia).

“O Alckmin participou de todo esse ardil, preparado durante quatro meses”, acusa Marcio Sotelo. “Ao mesmo tempo em que, via secretário da Habitação, conversava com parlamentares e moradores acenando com uma negociação, ele autorizava e organizava a operação policial para desocupação da área. Ninguém desloca 2 mil policiais militares sem que o governador saiba.”

A denúncia à OEA também sustenta:

Pode-se comparar a operação policial, em sua brutalidade e selvageria, a um “pogrom”, ou à Noite dos Cristais na Alemanha nazista, que destruiu milhares de propriedades, casas e templos da comunidade judaica em 1938. Na comunidade do Pinheirinho, no Brasil de 2012, no entanto, o motivo não foi o ódio étnico. Foi o alegado direito de propriedade, reputado absoluto pelo Judiciário e imposto ao custo de indizível sofrimento de toda uma população.

 A remoção violenta das 6 mil pessoas aqui descrita, além de violadora de diversos dispositivos da Convenção e da Declaração Americanas, a seguir mencionados, também caracteriza crime contra a Humanidade, nos termos do art. 7º , letra “k”, do Estatuto de Roma: ato desumano que provocou intencionalmente grande sofrimento, ferimentos graves e afetou a saúde mental e física de coletividade. Frontal violação do princípio da dignidade humana, com insuperável dano à integridade física e psíquica das vítimas e efeitos traumáticos em crianças, que perdurarão em suas existências.

 “Além disso, não houve qualquer preocupação com os moradores, uma população completamente desprotegida, carente, despossuída, que foi amontoada em abrigos públicos, como se fossem animais”, completa Sotelo. “Todos os grandes responsáveis e os perpetradores têm de ser responsabilizados por essa tragédia humana.”

Para acessar a íntegra da denúncia à OEA, clique AQUI

Leia também:

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42 comentários

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João

17 de agosto de 2012 às 10h49

uma dúvida:

quantas pessoas morreram no “massacre” do Pinheirinho, alguem sabe?

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FrancoAtirador

14 de julho de 2012 às 10h28

.
.
Hino Atual dos Brasileiros

Por AeSSeCê*

Ouvem-se das favelas as margens pútridas o lamento retumbante de um povo plácido
E o sol da liberdade em raios fulgidos reflete em telhados de zinco a todo instante
O penhor dessa desigualdade conseguimos conquistar com a alma mansa
De um povo arrebanhado como gado esperando na pobreza a própria morte

Ó pátria amada
Idolatrada
Salve-nos! Salve-nos!

Brasil um pesadelo intenso, um povo lívido
Da dor e desesperança em que padece
Em teu formoso céu, risonho e límpido
A imagem do desespero resplandece
Se és belo, e forte, impávido colosso
Porque teu povo não vive essa grandeza?

Terra adorada
Entre outras mil
És tu Brasil
Ó pátria abandonada
Dos filhos deste solo
Eras para ser mão gentil
Pátria madrasta
Brasil!

Deitados eternamente em berço esplendido
Ao som do mar e a luz do céu profundo
Fulguram os ricos senhores da America
Iluminados ao sol do novo mundo!
Os donos da terra são garridos
Seus risonhos e lindos bancos
Compram nossas vidas
Acorrentando-nos em seus penhores

Ó pátria amada
Idolatrada
Salve-nos! Salve-nos!

Brasil de amor eterno era para ser símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde louro dessa flâmula
Se o futura será melhor que o passado
Só se erguemos da justiça a clava forte
E se nenhum de teus filhos fugirem a luta
Nem que isso lhes custe a própria morte

Terra adorada
Entre outras mil
És tu Brasil
Dos filhos deste solo um dia serás mãe gentil
Pátria amada
BRASIL!

*Alexandre S. Costa

http://sitedepoesias.com/poesias/64613

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Jcm

14 de julho de 2012 às 01h41

Enquanto isso, o Bernardo dorme!

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Luiz Carlos

13 de julho de 2012 às 13h03

Precisamos urgentemente retirar este pessoal do PSDB do governo de São Paulo e, principalmente da prefeitura da capital. Criaram um enclave onde prevalecem os previlégios e a complicidade das autoriadades para com os seus aliados ou iguais. Devemos nos comprometer a apoiar qualquer outro que não seja o candidado deste partido ou do Kassab!

Responder

    João

    17 de agosto de 2012 às 10h51

    eleição serve pra isso mesmo!

    agora vc só precisa convencer o resto dos paulistanos…

    João

    17 de agosto de 2012 às 23h12

    é pra isso q serve a eleição!

    agora “só” falta vc convencer o resto da população…

    tenta aí!

Julio Silveira

13 de julho de 2012 às 10h17

Essa coisa terrivel do Pinheirinho é mais uma daquelas que se tornam item de curriculo para governantes e que ajudam a tranformar determinadas populações em cumplices ao elegê-los.

Responder

Jose Mario HRP

13 de julho de 2012 às 09h07

Vou dar muita risada quando o CNJ der “aquela” punição para a Marcia e para o Capez!
Aliás o Capez , é da máfia do PSDB, e como bom cacique dessa malta não escondeu em nenhum momento sua vibração e sua pseudo valentia diante do sofrimento daquelas almas vilipendiadas e humilhadas, sem lugar para morar ou um futuro……..
Não gosto de vinganças mas seria super legal ver estes dois sofrer e serem execrados!
Tenho muita esperança nesse CNJ!
A tal Marcia andou gravando videos, disoarando ironias e elogios a” atuação exemplar” da Meganha paulista!
Gostaria de ver a cara dela hoje quando as denuncias chegam ao CNJ!

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“Nenhuma notícia sobre as denúncias à OEA e ao CNJ saiu na grande imprensa” «

13 de julho de 2012 às 03h20

[…] publicada originalmente no Vi o Mundo. São Paulo – Na segunda quinzena de junho, duas graves denúncias foram feitas sobre a […]

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Edmar

12 de julho de 2012 às 22h04

Esse papo de “O Estado Brasileiro” fez isso e deixou de fazer aquilo, etc, etc, é uma tentativa safada de jogar a sujeira dos TUGANOS PAULISTAS na rampa do Planalto? Dê-se nome aos bois: Não foi o “Estado Brasileiro” que cometeu a ignomínia que se denuncia. FOI O GOVERNO PAULISTA, DO PSDB (Seu Governador, Seu Judiciário,Sua Polícia)! Façam o favor!

Responder

P Pereira

12 de julho de 2012 às 20h17

Desculpem-me pelo fora de pauta, mas acho que um fato como esse, em pleno sec XXI, deve ser divulgado.

por Ilimar Franco
Da coluna Panorama Político de Hoje (12) no jornal O Globo.

O que é isso?!
Soldados do quartel do 1º Batalhão da Polícia do Exército, onde funcionava o Doi-Codi na ditadura militar, corriam ontem pela manhã na rua Barão de Mesquita, no Rio, cantando: “Bate, espanca , quebra os ossos. Bate até morrer”. O instrutor então perguntava: “E a cabeça?”. Os soldados respondiam: “Arranca a cabeça e joga no mar”. No final o instrutor perguntava: “E quem faz isso?”. E os soldados respondiam: “É o Esquadrão Caveira!”.

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Fabio Passos

12 de julho de 2012 às 19h54

O nome dos vagabundos que fingem fazer jornalismo enquanto escondem crimes contra a humanidade: marinho, civita, frias e mesquita.

Estes pilantras do PIG são cúmplices dos criminosos covardes que atacaram milhares de famílias de trabalhadores pobres… para roubar!

Responder

oziel f. de albuquerque

12 de julho de 2012 às 19h41

O pig é o maior partido politico aliado do psdb.

Responder

tião medonho

12 de julho de 2012 às 19h23

uai..mas não foi aberto o tal “rigoroso inquérito” pelas “autoridades competentes” (deduz-se que existam umas autoridades que não o sejam)…para apuração das responsabilidades “doa a quem doer”, com vistas a aplicação de “exemplar punição” na forma da lei???
ahhhh ja sei..é um daqueles casos em que os culpados são condenados a “pena de privação de liberdade em regime aberto”…comutável no pagamento de 6 cestas básicas.

Responder

carlos costa

12 de julho de 2012 às 18h12

o que mais preocupa é que apesar do envolvimento de entidades de peso na sociedade, deputados federais, estaduais, senadores e advogados de renome nacional nada aconteceu ate agora e tudo indica que nada mais acontecera; o estado brasileiro desalojou de forma violenta e em desacordo com os procedimentos legais milhares de pessoas em beneficio de um notorio contraventor que fosse o brasil um pais minimamente justo deveria estar na cadeia; epiosodios como esse nos mostram claramente como ainda estamos distantes de nos tornarmos um pais desenvolvido e nos colocam ao lado das naçoes mais socialmente atrasadas do mundo.

Responder

smilinguido

12 de julho de 2012 às 17h48

O pequeno burguês brasileiro, na novilingua televisiva conhecido como classe média, é um individuo que:
-não quer direitos, quer privilégios.
-não quer ser cidadão, quer ser consumidor.
-não quer liberdade, quer segurança (mas não o suficiente para lutar por ela, espera que outros o façam).
-da escola só quer diplomas e títulos, não quer aprender nada.
-se colocado à escolha entre ser rico e seu vizinho ainda mais rico ou pobre e seu vizinho ainda mais pobre, sempre escolherá a segunda opção.
-acredita mais no que vê na televisão, ou no que lhe dizem, do que no vê com seus próprios olhos.
-seu preconceito é tanto que tem preconceito até de ter preconceito.
-é conservador até quando nada tem para conservar. (nesse caso defende os privilégios alheios)
-é capaz de pagar – e efetivamente paga – os preços mais absurdos do mundo inteiro por medo que pensem que é pobre, se reclamar.
-é absolutamente cruel e implacável com o mais fraco do mesmo modo como é submisso e subserviente com o mais forte.
-sua consciência é pré-democrática, pré-republicana, pré iluminista, pré-revolução francesa, pré-humanista, pré-socialista, e pré-reforma protestante.
-se o país se desconectasse por completo do mundo moderno em seis meses voltava ao sistema escravocrata puro (hoje é híbrido) e em um ano voltava à idade média.
Em resumo, se filho da puta voasse, ninguém ia ver o belo céu brasileiro.

Responder

Regina Braga

12 de julho de 2012 às 15h22

Absurdo…Em Sampa tudo é possivel e tudo é permitido.Que paixão do pig pelos demotucanos.Parecem sócios dos meios de comunicação?!Lei dos Médios,urgente.

Responder

Elias

12 de julho de 2012 às 15h03

Às vezes, absorto, depois de ler jornais, pergunto-me por que surge na história grupos chamados terroristas? E então, ao relembrar a selvageria que ocorreu no Pinheirinho, logo tenho a resposta. Diante de um terrorismo de Estado, não seria incomum aparecer uma contrapartida, ou seja, uma resistência. Uma resistência que através da mídia, em conluio com o Estado, seria chamada de terrorista. Mas aqui não é o caso. Os moradores daquele pedaço de terra em São José dos Campos não têm como se organizar para um revide à altura daquele crime hediondo. È gente simples, humilde que corre da violência estatal e depois caminha a esmo, indignada, sem eira nem beira, com os olhos encharcados diante da injustiça. E esse mesmo Estado já cometeu barbárie com bandidos, mas bandidos não são de chorar, eles se vingam, e se vingam desgraçadamente, erradamente matando os cumpridores de ordens desse Estado.

PS: Não creio que a OEA tomará qualquer atitude no caso do Pinheirinho. E pergunto: Alguém com um pouco de leitura sobre Honduras e Paraguai (só para citar casos recentes) acredita que a OEA é uma entidade continental preocupada com direitos humanos? Não. Se fosse, no mínimo, Cuba estaria livre do mais criminoso dos embargos imposto à ilha há 50 anos. E é bom lembrar que Cuba em 2009 foi readmitida na Organização dos Estados Americanos.

Responder

priscila maria presotto

12 de julho de 2012 às 14h32

Marcelo ,

Meus sinceros pêsames …..

Responder

trombeta

12 de julho de 2012 às 13h38

Olha o nível:

Gravações de conversas e interceptações de e-mails de Idalberto Matias, o Dadá, agente secreto da quadrilha de Carlos Cachoeira, feitas pela Polícia Federal, revelaram que o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) e o ex-senador do DF, Alberto Fraga, do DEM, armaram junto com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para derrubar o governador de Brasília, Agnelo Queiroz. O trabalho do grupo envolvia, ainda, a publicação de notícias em blogs políticos de Brasília contra o governador.

Numa das gravações da PF, Dadá informa a Cachoeira que Francischini estava montando um escritório em Brasília para “fuder” o governador. De acordo com Dadá, Francischini estava mudando seu domicílio eleitoral do Paraná para Brasília para concorrer ao GDF em 2014. Dadá diz que quem passou essa informação tinha sido um cara da Polícia Federal. Informa ainda que a Polícia Federal iria monitorar uma reunião do Alberto Fraga com o senador Demóstenes Torres em fevereiro de 2012. Cachoeira responde que “vai avisar” Demóstenes.

Fraga tinha feito denúncia à Veja de uma suposta central de grampos, no governo do Distrito Federal, contra adversários políticos de Agnelo Queiroz. Ele estaria entre os alvos, assim como os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa. Em abril, Francischini disse até que pediria a prisão do governador do Distrito Federal.

Para proteger e garantir que seus planos dessem certo, Fraga aparece num e-mail, interceptado pela PF, sugerindo a Edson Sombra que falasse com Mino Pedrosa para maneirar as denúncias contra Agnelo, para não prejudicar o trabalho do procurador-geral. “Você tem que falar com o Etelmino (Pedrosa) para ele ir com calma. Pois todo esse alvoroço pode até atrapalhar o trabalho que o Gurgel está fazendo junto com o Francischini”, diz ele. “Por favor, peça a ele mais prudência, e que ele aguarde o momento certo para publicar as coisas”, insiste.

Num e-mail de 15 de fevereiro, de Edson Sombra para Francischini, ele informa sobre um rapaz que eles querem levar para conversar com Roberto Gurgel. “Vou fazer o possível para resolver isso, mas o rapaz está com receio de que descubram ele lá no Palácio (Buriti), por isso ele não quis encontrar com o senhor na quinta feira”, explica Sombra. “Ele (o rapaz) diz que aguardaria mais um pouco e depois ele marcaria novamente comigo”. No dia 23 de fevereiro de 2012 Francischini troca outro e-mail com Edson Sombra e diz: “O Dr. Gurgel está me perguntado sobre o rapaz”.

Em seguida Thomé passa a Dadá o conteúdo de mais um e-mail de Francischini para Edson Sombra com os seguintes dizeres: “OK. Continuo aguardando você e o rapaz lá do Palácio na semana que vem para nos reunirmos com o Dr. Gurgel para ele tirar as conclusões dele sobre aqueles documentos”. No dia 27 de fevereiro outra mensagem entre Thomé e Dadá revela um outro e-mail de Fraga para Edson Sombra: “Como está a situação daquele inquérito sobre os contratos da saúde? O negócio da empresa do Gama? O Dr. Gurgel precisa apresentar logo essa denúncia”. Thomé passa então a resposta de Sombra para Fraga: “Segundo o Dr. Francischini a investigação está sendo feita, mas parece que ainda não conseguiu nada de relevante”.

No mesmo dia 27 de fevereiro Thomé informa a Dadá sobre mais outro e-mail do Sombra para Francischini. Diz a mensagem: “Está confirmado. Eu consegui falar com o rapaz do Palácio. Aquela reunião de apresentação dele para o Dr. Gurgel, eu consegui marcar para a quarta-feira, dia 29 de fevereiro. Ele concordou numa boa e disse que vai colaborar no que for preciso mediante segurança dele e de sua família”. Em seguida vem a resposta de Francischini para o Sombra. Diz a mensagem: “Maravilha. Vou ligar para o Dr. Gurgel e avisá-lo para não marcar nada nesse dia. O rapaz vai ajudar muito no que ele sabe sobre aqueles contratos que já estão com o Dr. Gurgel”, destaca.

Depois de uma troca de e-mails onde Francischini e Sombra reclamam de uma absolvição do GDF pela ANVISA, os dois voltam a falar da armação com Gurgel. Sombra diz esperar que “a PF não deixe de investigar aquelas denúncias (…)”. “Concordo com você”, responde Francischini. Mas não podemos baixar a cabeça e devemos continuar com nosso trabalho (…)”. “Por isso a importância da reunião de quinta-feira com o Dr. Gurgel”, completa o deputado. A CPI deverá convocar Francischini (afastado da CPI pelo PSDB) para prestar esclarecimentos sobre esses fatos. E a pressão sobre Gurgel, que já era alta pelo fato dele sentar em cima das denúncias contra Demóstenes, agora, deverá aumentar ainda mais.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

12 de julho de 2012 às 11h49

Alckmin, dizem, é cristão de carteirinha, católico fervoroso. Como um beato desse nível, que segue os preceitos de Cristo, faz uma barbaridade dessas como a de Pinheirinho? É ou não é para queimar no fogo do inferno um infeliz dessa natureza?
O Estado de SP na mão dos demotucanos, virou instrumento de poder para sangrar o próprio Estado, para que ele seja eternamente doente, mas que gere dinheiro para os demotucanos, além do que, serve para os demotucanos tirarem dinheiro do povo esteja esse dinheiro onde estiver. Justiça, Governos municipais e Estadual, Legislativos, Polícia, tudo a serviço de uma causa maior dos demotucanos, a Corrupção, a qualquer custo.

Responder

    Fabio Passos

    12 de julho de 2012 às 19h51

    Não tenha dúvida.
    alckmin e todos os bandidos que cometeram este crime covarde são cupinchas do diabo.
    Servos do cão.

assalariado.

12 de julho de 2012 às 11h21

O RAP é um tipo de letra, musica da periferia, que a imprensa burguesa jamais dará espaço midiático. Principalmente sabendo que são letras de um conteúdo social muito forte, intimamente ligados aos despejados de sua tal democracia que, nunca passou de uma farsa.

Aqui esta o Raper Emicida, letra, música e vídeo:

Dedo Na Ferida
Emicida

Scratchs (pimenta nos zóio dos políticos)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (a fúria negra ressuscita outra vez)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (anota meu recado)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (primeiro eu quero que se foda)
Renan samam, emicida, o rap ainda é o dedo na ferida

Vi condomínios rasgarem mananciais
A mando de quem fala de deus e age como satanás.
(uma lei) quem pode menos, chora mais,
Corre do gás, luta, morre, enquanto o sangue escorre
É nosso sangue nobre, que a pele cobre,
Tamo no corre, dias melhores, sem lobby.
Hei, pequenina, não chore.
Tv cancerigena,
Aplaude prédio em cemitério indígena.
Auschwitz ou gueto? índio ou preto?
Mesmo jeito, extermínio,
Reportagem de um tempo mau, tipo plínio.
Alphaville foi invasão, incrimine-os
Grito como fuzis, uzis, por brasis
Que vem de baixo, igual machado de assis.
Ainda vivemos como nossos pais elis
Quanto vale uma vida humana, me diz?

Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (a furia negra ressuscita outra vez)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (anota meu recado)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (primeiro eu quero que se foda)
Renan samam, emicida, o rap ainda é o dedo na ferida…

É só um pensamento, bote no orçamento
Nosso sofrimento, mortes e lamentos,
Forte esquecimento de gente em nosso tempo
Visto como lixo, soterrado nos desabamento
Em favela, disse marighella. elo
Contra porcos em castelo
O povo tem que cobrar com os parabelo
Porque a justiça deles, só vai em cima de quem usa chinelo
E é vítima, agressão de farda é legítima.
Barracos no chão, enquanto chove.
Meus heróis também morreram de overdose,
De violência, sob coturnos de quem dita decência.
Homens de farda são maus, era do caos,
Frios como halls, engatilha e plau!
Carniceiros ganham prêmios,
Na terra onde bebês, respiram gás lacrimogênio.

Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (a fúria negra ressuscita outra vez)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (anota meu recado otario)
Foda-se vocês, foda-se suas leis!
Scratchs (primeiro eu quero que se foda, depois eu quero que se dane)
Renan samam, emicida, o rap ainda é o dedo na ferida.

Aqui o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=QdvYAjQYdIs&feature=player_embedded#!

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    Fabio Passos

    13 de julho de 2012 às 21h09

    Sensacional!

    Artista de primeira qualidade.
    Mandando uma merecida traulitada na “elite” ladra.

abolicionista

12 de julho de 2012 às 10h46

Acho que o buraco é mais embaixo. O PIG encontra-se sob o domínio de forças estrangeiras, seu posicionamento vem de Washington e das multinacionais que sugam nossas riquezas naturais. Por isso há um paralelo direto entre a escalada do pensamento “Neocom” nos EUA e o endireitamento de nossa mídia. Ainda não conquistamos nossa independência, pelo menos no que concerne à nossa mídia. É preciso criar, imediatamente, uma mídia brasileira, que haja em prol dos interesses de nossa pátria e de nosso povo.

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Gilmar bueno

11 de julho de 2012 às 23h45

Luca por um lado você,acertou (preconceito= Escravo da expectativa).
Agora naquela região região os únicos não Árabes são:
Judeus,Turcos,Persas (Irã)…Aliás são assim há milênios!!!
Ensina ao tal preconceituoso que na região do que chamam/Iraque,é o berço do pai dos judeus/árabes (Abraão).É a terra onde nasceu à escrita (Suméria).Onde nasceu à matemática.Onde nasceu á astronomia.Onde nasceu o chamamos de cidade.Onde nasceu o que chamamos de Estado.Enfim o que chamamos de civilização.Onde nasceu o que chamamos de Leis (códigos).Enfim Luca foi na terra dos Àrabes que o que chamam de Ocidente (1º mundo,hoje e mundo medieval,ontem)tomaram conhecimento com o que chamam de Filosofia…KKKK!!!

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Mardones Ferreira

11 de julho de 2012 às 15h25

Mais uma vez fica demonstrado de que lado o PIG está: dos mais favorecidos.

Aliás, o prof Venício Lima em artigo publicado no site Carta Maior (Os vetos de Jango que a Abert derrubou – http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5677) mostra como as famílias ligadas aos impérios midiáticos no Brasil sempre foram contra a democracia e o Estado de Direito.

Vale a pena a leitura.

p.s: o que me estarrece é o ex-procurador do Estado de São Paulo achar estranho o comportamento do PIG em não noticiar tal fato. ELe age como um ingênuo.

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Nelson

11 de julho de 2012 às 15h04

Ainda não é grande imprensa, mas a TV Brasil(emissora pública) fez uma nota sobre o evento em Junho

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/28831/

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MARCELO

11 de julho de 2012 às 14h13

Essa colônia árabe no Brasil….Maluf,Kassab,Abdelmassih e o Naji
Nahas pra completar.Se fosse no Irã,o Naji Nahas mandaria os moradores
do Pinheirinho para o enforcamento.

Responder

    Luca K

    11 de julho de 2012 às 21h41

    @Marcelo
    Demonstrando todo teu preconceito hein cara!! E ignorância tb! O Irã NÃO É um país árabe.

    MARCELO

    12 de julho de 2012 às 11h43

    É verdade,mas o Salomão Esper,aquele comentarista da Rádio Bandeirantes
    que é árabe defende o Irã como se fosse um país árabe.Aliás,o judeu
    Vladimir Herzog foi morto pelo regime militar.Qualquer coisa hoje
    em dia é “preconceito”,blá,blá,blá,blá,blá……

Fabio Passos

11 de julho de 2012 às 13h23

Esta mídia-corrupta – globo / veja / estadão / fsp – é cúmplice dos criminosos que atacaram e roubaram milhares de famílias de trabalhadores pobres.

Tortura e assassinato de pobre não é notícia para estes oligarcas patifes: marinho, civita, frias e mesquita.

A “elite” branca e rica ainda pensa que ninguém percebe.

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A mídia descontrolada

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