VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Luciano Martins Costa: Renúncia ao bom jornalismo


17/12/2011 - 13h08

O livro e a imprensa, um ponto de ruptura

por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

Esta semana marca um ponto de ruptura da imprensa brasileira tradicional, aquela chamada de circulação nacional. O fato de os principais jornais do país haverem ignorado o tópico mais divulgado na internet – o livro que denuncia atividades criminosas atribuídas a familiares e pessoas próximas do ex-governador José Serra – representa uma declaração pública de que a imprensa tradicional não considera relevante o ambiente midiático representado por blogs, sites independentes de empresas de mídia e grupos de discussões nas redes sociais.

A fidelidade canina das grandes empresas de comunicação ao político Serra é um caso a ser investigado por jornalistas e analisado por cientistas políticos. Na medida em que essa fidelidade chega ao ponto de levar as bravas redações – sempre animadas para publicizar toda espécie de malfeitoria envolvendo protagonistas do poder – a fingir que não tem qualquer relevância o fenômeno editorial intitulado A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., cria-se um precedente cujas consequências não se pode ainda avaliar.

Por iniciativa da imprensa tradicional, aprofunda-se o fosso que a separa da mídia alternativa.

Debate aberto

Não que tenha arrefecido o ímpeto dos jornais por dar repercussão a todo tipo de denúncia: estão nas primeiras páginas, nas edições de quinta-feira (15/12), o ministro Fernando Pimentel, o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e o publicitário Marcos Valério.

Cada um desses personagens tem uma história a explicar para a sociedade, mas a imprensa, ao proceder com tão escancarado desequilíbrio nos critérios de edição, se desqualifica como meio legítimo para mediar a questão com a sociedade.

Não se pode escapar à evidência de que a imprensa realiza um esforço corporativo para apresentar ao seu público um cardápio restrito de escândalos, quando o prato mais apetitoso vende milhares de exemplares de livros, produz um mercado paralelo de cópias piratas e manifesta o desejo do público de saber mais.

O silêncio da imprensa prejudica as chances do ex-governador José Serra de contestar as acusações apresentadas no livro contra sua filha, seu genro, o coordenador de suas campanhas eleitorais e outros personagens ligados ao seu núcleo de ação política.

Paralelamente, amplia o raio de conflitos entre as empresas de comunicação e a categoria profissional dos jornalistas, muitos dos quais são ativos participantes nos debates sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.

Fugindo da boa história

A origem do esquema investigado pelo autor de A Privataria Tucana se confunde com o ponto em que a imprensa tradicional perdeu o interesse pelo caso do Banestado – provavelmente a matriz de todos os crimes financeiros revelados ou semiocultos no Brasil nos últimos quinze anos. Por essa razão, aumenta a curiosidade geral em torno da recusa da imprensa em reabrir esse caso através da janela criada com o livro de Ribeiro Jr.

A partir deste ponto, torna-se legítima qualquer desconfiança sobre o real interesse da chamada grande imprensa em ver desvendadas as denúncias de corrupção que ela própria divulga. Não há mais dúvida razoável de que essas denúncias são publicadas de maneira seletiva.

O mapa aberto pelo livro de Ribeiro Jr., pelo que já se deu a conhecer, complementa reportagens já publicadas sobre crimes financeiros em geral, mas principalmente sobre aqueles que têm como vítima o patrimônio público. Em geral, as reportagens sobre aquilo que agora é chamado de malfeito esmaecem quando o caso se transforma em processo formal na Justiça.

Estranhamente, quando surge a possibilidade de oferecer ao público o acompanhamento das conclusões, a imprensa sai de campo. Observe-se, por exemplo, que o chamado caso “mensalão” está para ser prescrito e há um hiato no noticiário entre a aceitação da denúncia e a prescrição.

No caso Banestado, assim como no livro-reportagem de Amaury Ribeiro Jr., o mais importante é a revelação do esquema de lavagem de dinheiro, com o mapa dos caminhos que o dinheiro sujo realiza por paraísos fiscais e contas suspeitas. Trata-se do mesmo esquema utilizado pelos financiadores ocultos do narcotráfico, pelos corruptos e corruptores e por cidadãos acima de qualquer suspeita.

Se desse curso às pistas levantadas no livro de Ribeiro Jr., a imprensa poderia construir histórias muito interessantes – por exemplo, ao identificar consultores jurídicos especializados em lavagem de dinheiro que costumam frequentar páginas mais nobres dos jornais.

A omissão da imprensa em relação ao fenômeno editorial do ano é também a renúncia ao bom jornalismo.

Leia também:

Protógenes diz que já tem 173 assinaturas para abrir a CPI da PrivatariaTucana

Líder do PT no Senado pede CPI da Privataria. Tucano reage

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Gilberto Maringoni: Internautas driblam a censura privata

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O livro que a mídia ignorou, vendeu 30,5 mil cópias em apenas 4 dias

Gilberto Maringoni: Sobre relações ambíguas com a mídia

E a subespécie andrea-aecius?

Fernando Brito: A conexão Citco-PHC

Luís Nassif: A reportagem investigativa da década

E já que vocês querem ler sobre lavagem de dinheiro…

CartaCapital: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro





52 comentários

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Túlio Muniz: Portugal e a exportação de professores | Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de dezembro de 2011 às 23h48

[…] Convites para eventos em todo o Brasil Luciano Martins Costa: Renúncia ao bom jornalismo Protógenes e a CPI da Privataria […]

Responder

Maria José

18 de dezembro de 2011 às 11h50

Excelente artigo. O vácuo ético dos "jornalões" evidencia uma oportunidade. Falta-nos um jornal nacional impresso e na rede, que tenha independência crítica, e seja realmente comprometido com a ética. Uma espécie de "Última Hora", cercada de Diários Associados de Chatô. Como Cidadão Brasileiro, eu gostaria muito de ter direito a uma imprensa independente e creio que haja espaço econômico para isso, subsidiado pela Blogosfera e Jornalistas Sérios. Há mercado e há interesse público. Falta uma liderança com talento empresarial. Eu quero um Jornal impresso de verdade.

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Pasca

18 de dezembro de 2011 às 10h14

"O SILÊNCIO DOS INDECENTES"

Responder

francisco p. neto

18 de dezembro de 2011 às 08h32

Renúncia ao bom jornalismo?
Isso só pode ser uma piada.
Isso é tudo que a imprensa sempre fez.
Corrupta, corporativista, facciosa.
É só olhar os "grandes" jornalistas: Élio Gaspari, Josias de Souza, Augusto Nunes, Merval, Mirian Leitão, Bonner, Jabor, Neumane Pinto, Joelmir, Boris Casoy e mais uma lista infindável de palhaços.

Responder

Eduardo Souto Jorge

17 de dezembro de 2011 às 22h42

MILITO PELO PT DESDE 1981, ASSIM ME SINTO A VONTADE PARA COBRAR DA DIRECAO NACIONAL DO PT UMA POSICAO SOBRE O LIVRRO "PRIVATARIA TUCANA".ESTOU MUITO PREOCUPADO COM O NAO ENGAJAMENTO IRRESTRITO DO PARTIDO SOBRE ESTE ASSUNTO.SE O PT TEM ALGUMA COISA QUE O IMPESSA DE "BOTAR A BOCA NO TROMBONE" SERIA UMA LASTIMA."COISINHAS E COISINHAS", NA POLITICA, E' PERFEITAMENTE EXPLICAVEL, MAS "COISONAS" NAO.

Responder

Morvan

17 de dezembro de 2011 às 20h03

Boa noite.

Excelente texto para reflexão e discussão. Mas relevo parte do texto para uma análise, penso, mais acurada:

"… Alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos- entre eles Federico Mayor Zaragoza, em artigo publicado em El País há dias, e Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia – constataram que o desmantelamento do Estado, a partir dos governos de Margareth Thatcher, na Grã Bretanha, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, foi a maior estupidez política e econômica do fim do século 20…".

Primeiro: estupidez de quem? Estados Unidos e Grã-Bretanha não privatizaram nada, em seus respectivos países! Privatização, só no quintal deles (América Lat[r]ina (era assim que eles e os seus prepostos nos viam). A Tatcher, quando uns desavisados de lá tentaram privatizar o sistema ferroviário, emitiu o famoso e poderoso Avast! Pare ai! "Precisamos estudar mais a privatização em outros Estados, antes de iniciarmos o nosso processo… " (não literal!). O processo de privatização deles jamais avançou. Porque será, heim?
Os Estados Unidos não mexeram em nada da estrutura já bastante privatista do seu país.
Quem privatizou mesmo foi toda a América Latina, tendo o Chile como "laboratório" e "celeiro de gênios privatistas" e o Brasil como a joia da coroa, pois era um dos países com o ativo estatizado mais atraente.
A privatização foi a maior expropriação já perpetrada pela direita mundial e demarca o início do capitalismo "desnacionalizante", o neolibaralismo. Se se fizer uma comparação com o mercantilismo, dir-se-ia que o neoliberalismo tinha uma grande vantagem: os bucaneiros já estavam infiltrados e eram regiamente (mesmo!) pagos pela "transferência de domínio". Traduzindo: os neo-bucaneiros eram os prepostos do neoliberalismo.
Quer dizer, se foi estupidez política, o foi com relação a quem? Aos privatistas, nunca. Estes receberam a sua paga, butim este que se encontra nos paraísos fiscais. Estupidez de quem acreditou, isso sim.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

luiz pinheiro

17 de dezembro de 2011 às 19h59

Temos que iniciar uma luta pela implantação da liberdade de imprensa no Brasil. Não é mais possível que tres ou quatro famílias de donos da mídia continuem tentando tapar o sol com a peneira, e impedir o acesso do cidadão à notícia, só para para proteger seus cumpadres das famiglias $erra e Dantas.

Responder

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2011 às 19h51

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Na sexta-feira (16), durante o café da manhã oferecido no Palácio do Planalto

a 50 jornalistas, a maioria fofoqueiros serviçais da Oligarquia Famigliar Midiática,

Dilma Roussef afirmou que "é preciso estender a mão civilizadamente para a oposição".

Supõe-se que a Presidenta deva ter incluído aí, em primeiro lugar, o Clã G.A.F.E.*

Em segundo lugar, deduz-se que, além dos nomes dos brilhantes governadores

do PSDB e do DEM que foram mencionados pela suprema mandatária do País,

constem do rol elaborado por Dilma oposicionistas civilizados, tais como:

1) O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP);

2) O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP);

3) O senador Aécio Neves (PSDB-MG);

4) A senadora Katia Abreu (PSDemB-TO);

5) O senador Demóstenes Torres (DEM-GO)

6) O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e

7) O senador José Agripino (DEM-RN).

Além desses, presume-se estejam arrolados pela Presidenta

os educados deputados Sergio Guerra e Duarte Nogueira, do PSDB,

os cordiais deputados Ronaldo Caiado e ACM Neto, do DEM,

os ilustres deputados Rubens Bueno e Roberto Freire, do PPS,

e alguns parlamentares do PP, como o nobre deputado Jair Bolsonaro,

e do PSC, como o eminente deputado pastor Marco Feliciano.
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E viva a civilidade braZileira!
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LULA, POR FAVOR, TE CURA LOGO DESSE CÂNCER !
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Responder

Sagarana

17 de dezembro de 2011 às 19h03

Como saber se esse livro não é mais um "dossiê Cayman" ou uma "lista de Furnas"?

Responder

    Aline C Pavia

    17 de dezembro de 2011 às 22h32

    Acorde filho. Quer o meu emprestado? Já terminei de ler.

    Carmen

    18 de dezembro de 2011 às 00h14

    Como saber?????? lendo o livro, ora!!!!!

    luiz

    18 de dezembro de 2011 às 01h05

    A justiça já deu parecer sobre a lista de furnas, porque a gangue da PrivatariaTucana insiste em se fazer de bobos?

    Mateus_Beatle

    18 de dezembro de 2011 às 23h39

    Amaury Ribeiro Jr. já respondeu isto em TODAS as entrevistas que ele tem dado: "está tudo DOCUMENTADO" – com um adendo, sempre pertinente, que todos os papéis foram conseguidos dentro da legalidade.

Márcio Gaspar

17 de dezembro de 2011 às 18h52

"A omissão da imprensa em relação ao fenômeno editorial do ano é também a renúncia ao bom jornalismo." Vai mais além: é conivencia, mesmo.

Responder

Fabio_Passos

17 de dezembro de 2011 às 18h49

globo, veja, estadão e fsp tratam seus leitores como imbecis.
E anunciam isso publicamente fazendo escancarada blidagem dos corruptos serra-fhc.

A verdade é que civita, marinho, frias e mesquita são cúmplices da roubalheira privata.

Responder

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2011 às 18h27

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Hora de rever as privatizações

Por Mauro Santayana, na Carta Maior

Se outros efeitos não causar à vida nacional o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., suas acusações reclamam o reexame profundo do processo de privatizações e suas razões. Ao decidir por aquele caminho, o governo Collor estava sendo coerente com sua essencial natureza, que era a de restabelecer o poder econômico e político das oligarquias nordestinas e, com elas, dominar o país. A estratégia era a de buscar aliança internacional, aceitando os novos postulados de um projetado governo mundial, estabelecido pela Comissão Trilateral e pelo Clube de Bielderbeg. Foi assim que Collor formou a sua equipe econômica, e escolheu o Sr. Eduardo Modiano para presidir ao BNDES – e, ali, cuidar das privatizações.

Primeiro, houve a necessidade de se estabelecer o Plano Nacional de Desestatização. Tendo em vista a reação da sociedade e as denúncias de corrupção contra o grupo do presidente, não foi possível fazê-lo da noite para o dia, e o tempo passou. O impeachment de Collor e a ascensão de Itamar representaram certo freio no processo, não obstante a pressão dos interessados.

Com a chegada de Fernando Henrique ao Ministério da Fazenda, as pressões se acentuaram, mas Itamar foi cozinhando as coisas em banho-maria. Fernando Henrique se entregou à causa do neoliberalismo e da globalização com entusiasmo. Ele repudiou a sua fé antiga no Estado, e saudou o domínio dos centros financeiros mundiais – com suas conseqüências, como as da exclusão do mundo econômico dos chamados “incapazes” – como um Novo Renascimento.

Ora, o Brasil era dos poucos países do mundo que podiam dizer não ao Consenso de Washington. Com todas as suas dificuldades, entre elas a de rolar a dívida externa, poderíamos, se fosse o caso, fechar as fronteiras e partir para uma economia autônoma, com a ampliação do mercado interno. Se assim agíssemos, é seguro que serviríamos de exemplo de resistência para numerosos países do Terceiro Mundo, entre eles os nossos vizinhos do continente.

Alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos- entre eles Federico Mayor Zaragoza, em artigo publicado em El País há dias, e Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia – constataram que o desmantelamento do Estado, a partir dos governos de Margareth Thatcher, na Grã Bretanha, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, foi a maior estupidez política e econômica do fim do século 20. Além de concentrar o poder financeiro em duas ou três grandes instituições, entre elas, o Goldman Sachs, que é hoje o senhor da Europa, provocou o desemprego em massa; a erosão do sistema educacional, com o surgimento de escolas privadas que só servem para vender diplomas; a contaminação dos sistemas judiciários mundiais, a partir da Suprema Corte dos Estados Unidos – que, entre outras decisões, convalidou a fraude eleitoral da Flórida, dando a vitória a Bush, nas eleições de 2000 -; a acelerada degradação do meio-ambiente e, agora, desmonta a Comunidade Européia. No Brasil, como podemos nos lembrar, não só os pobres sofreram com a miséria e o desemprego: a classe média se empobreceu a ponto de engenheiros serem compelidos a vender sanduíches e limonadas nas praias.

É o momento para que a sociedade brasileira se articule e exija do governo a reversão do processo de privatizações. As corporações multinacionais já dominam grande parte da economia brasileira e é necessário que retomemos as atividades estratégicas, a fim de preservar a soberania nacional. É também urgente sustar a incontrolada remessa de lucros, obrigando as multinacionais a investi-los aqui e taxar a parte enviada às matrizes; aprovar legislação que obrigue as empresas a limpa e transparente escrituração contábil; regulamentar estritamente a atividade bancária e proibir as operações com paraísos fiscais. É imprescindível retomar o conceito de empresa nacional da Constituição de 1988 – sem o que o BNDES continuará a financiar as multinacionais com condições favorecidas.

A CPI que provavelmente será constituída, a pedido dos deputados Protógenes Queiroz e Brizola Neto, naturalmente não se perderá nos detalhes menores – e irá a fundo na análise das privatizações, a partir de 1990, para que se esclareça a constrangedora vassalagem de alguns brasileiros, diante das ordens emanadas de Washington. Mas para tanto é imprescindível a participação dos intelectuais, dos sindicatos de trabalhadores e de todas as entidades estudantis, da UNE, aos diretórios colegiais. Sem a mobilização da sociedade, por mais se esforcem os defensores do interesse nacional, continuaremos submetidos aos contratos do passado. A presidente da República poderia fazer seu o lema de Tancredo: um governante só consegue fazer o que fizer junto com o seu povo.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMost

Responder

HErlan

17 de dezembro de 2011 às 17h57

Bom jornalismo?

Desde quando isso existiu pra se dizer que houve uma ruptura…você está sendo muito eufêmico.

Responder

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2011 às 17h31

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A Privataria da Social Democracia (sic) BraZileira (PSDB), da década de 1990,

é um caso extremo para a instauração de uma CPI no Congresso Nacional?

Alguém poderia responder à Presidenta Dilma, já que ela não sabe?
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Privataria: Dilma diz que não leu o livro e que CPI 'se faz em caso extremo'

Em café da manhã com jornalistas, Dilma Rousseff afirma não ter lido o livro A Privataria Tucana.
Segundo presidenta, CPI é para 'caso extremo', mas ela não comenta se considera que denúncias se encaixam na definição.
Ela diz que vai manter 'relações civilizadas' com oposição, pois ajuda Brasil na crise global e porque falta delas 'é uma das piores doenças da democracia'.

Por André Barrocal, na Carta Maior

BRASÍLIA – A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (16), durante café da manhã de confraternização com jornalistas, que não leu o livro A Privataria Tucana, que aponta corrupção em privatizações do governo Fernando Henrique e envolvimento do ex-ministro e adversário dela na eleição de 2010, José Serra.

O livro também conta os bastidores de uma guerra por poder entre petistas na campanha presidencial de Dilma no ano passado. O presidente do PT, Rui Falcão, um dos personagens da disputa, processa o autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Dilma evitou comentar a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Privataria, na Câmara dos Deputados. Mas com uma declaração que admite interpretar que o governo talvez não ache uma boa ideia. Para que o leitor tire sua própria conclusão, a reportagem reproduzirá o diálogo da imprensa com Dilma sobre a CPI da Privataria.

Presidenta, a eventual instalação de uma CPI prejudicaria o governo dentro do Congresso?

“Eu acho que CPI se faz em caso extremo. Não vejo como eu poderia me manifestar sobre isso.”

Esse seria um caso extremo?

“Como eu vou saber?”

A presidenta disse que também não leu uma biografia dela, chamada A vida quer é coragem, do jornalista Ricardo Amaral, que será lançada em Brasília nesta sexta-feira (16). Amaral trabalhou na campanha presidencial de Dilma no ano passado e afirma que o livro não teve autorização prévia dela para ser escrito e publicado.

Civilidade com oposição
No café da manhã, realizado no Palácio do Planalto com cerca de 50 jornalistas que acompanham o dia a dia da Presidência, Dilma fez um balanço do primeiro ano de governo e afirmou ter com a oposição “relações civilizadas”, que para ela “significa conversa”, e que pretende manter isso em 2012. A ausência deste diálogo, disse, “é uma das piores doenças da democracia”.

Um dos maiores exemplos de “relação civilizada” de Dilma com os adversários em 2011 talvez tenha sido a carta que ela mandou ao ex-presidente Fernando Henrique para parabenizá-lo pelo aniversário de 80 anos, gesto que custou críticas nos bastidores de alguns petistas, que vêem em FHC um símbolo, por contraste, do que foi o governo Lula.

Segundo Dilma, esse tipo de convivência com a oposição ajuda o país a se diferenciar de outro meio à crise econômica global. Enquanto o governo aprovava no Congresso tudo o que propunha como medidas anti-crise, Dilma disse ter vistos “relações extremamente incivilizadas, deletérias até”, pelo mundo, como nos Estados Unidos, em que o governo Obama se digladiou com os inimigos republicanos por causa do teto da dívida, e alguns europeus.

A presidenta disse ter uma “relação republicana” com governadores de oposição e citou nominalmente os tucanos Geraldo Alckmin (São Paulo), Antonio Anastasia (Minas) e Teotônio Vilela (Alagoas) e a única do DEM, Rosalba Ciarlini (Rio Grande do Norte). “O problema do estado deles é meu também”, afirmou.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

    luiz pinheiro

    17 de dezembro de 2011 às 19h53

    Quem tem que exigir a CPI da Privataria somos nós.
    A presidenta tem que continuar cuidando de administrar o país, o que ela vem fazendo muito bem.

    FrancoAtirador

    17 de dezembro de 2011 às 21h16

    .
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    Quem está administrando muito bem e tranquilamente o seu País

    é Cristina Kirchner, que colocou a mídia argentina no devido lugar.

    Ao contrário de Dilma, que está sendo administrada pela mídia.
    .
    .

    Morvan

    18 de dezembro de 2011 às 01h41

    Boa noite.

    Concordo integralmente, camarada FrancoAtirador.

    A Presidente Dilma está – penso – confundindo cordialidade com submissão.
    No Governo do "NuncaDantes" (diretos autorais para o PHA), primeiro Governo, a postura seria sensata, posto que, do contrário, o derrubariam, o que não deixou de ser tentado. No seu segundo Governo e neste, se pensarmos que este Governo é – ideologicamente falando – um Governo de continuidade, as reformas teriam de ser implementadas e a relação com o conluio PSDB / PFL / PIG não poderia mais ser uma relação de submissão, pois os campos ideológicos já estão para lá de delimitados, demarcados e conhecidos; Cristina Kirchner, tão bem citada por você, conhece seus inimigos e as regras do jogo.
    Ademais, pode ser passado ao público que o PT não está imprimindo a força necessária à implantação da CPI, não por pusilanimidade, e sim por comprometimento.
    O [pouco] capital político do PT, com esta atitude (ou falta de!), pode ir pelo ralo.
    Acorda, Dilma. Desbernardiza este Governo, pelo bem do nosso país.

    CPI agora.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    luiz pinheiro

    18 de dezembro de 2011 às 19h24

    Se a mídia estivesse administrando o país não estaria fazendo essa campanha suja para derrubar os ministros. A Dilma faz o que pode e o que deve, com a serenidade necessária para dar sequencia às mudanças estruturais iniciadas pelo governo Lula, e que vem promovendo a cidadania economica, social e politica do povo brasileiro. A Argentina é a Argentina, a Venezuela é a Venezuela, o Brasil é o Brasil, e estamos todos junto construindo a nova e soberana América Latina.

Gustavo Pamplona

17 de dezembro de 2011 às 17h19

É o que estou falando… vocês estão perdendo tempo!!!

Logo, logo… o PIG acha um jeito e derruba o insolente do Protógenes Queiroz que resolveu criar uma CPI…

Responder

    Aline C Pavia

    17 de dezembro de 2011 às 22h33

    Sua participação é muito importante neste blog. Obrigada!

    luiz

    18 de dezembro de 2011 às 01h06

    hihihihihi

Bonifa

17 de dezembro de 2011 às 17h18

"A fidelidade canina das grandes empresas de comunicação ao político Serra é um caso a ser investigado por jornalistas e analisado por cientistas políticos." Esta frase sintetiza metade do problema e deve ser levada muito a sério.

Responder

/ Postado por Martins Andrade

17 de dezembro de 2011 às 16h44

Azenha e Luciano já repliquei o artigo em meu Blog: Martins Andrade e Você:
Tem jornalista, mesmo desempregado, que tem medo de emitir sua opinião sobre os lamentáveis acontecimentos que a mídia proporciona, no caso da Privataria Tucana, porque, como as redes são muito lidas, até na redações, suas opiniões podem conflitar com a dos donos da empresa, e isso servir como objetivo de recusa para uma futura vaga.
O medo é o maior sentimento que predomina na alma humana.

Responder

/ Postado por Martins Andrade

17 de dezembro de 2011 às 16h26

Azenha e Luciano já repliquei o artigo em meu Blog: Martins Andrade e Você: http://martinsandrade.wordpress.com, comos devidos créditos.
Abraços.
Martins Andrade.
Radialista em Fortaleza.

Responder

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2011 às 16h11

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Enquanto isso, nos veículos da EBC,
apenas 3 notícias relacionadas à Privataria.
A última delas foi esta, abaixo transcrita:
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Presidenta defende “relação civilizada” com oposição

16/12/2011 – 13h25
Política
Luciana Lima e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (16) uma "relação civilizada" com a oposição. Ao ser lembrada da disposição de "estender as mãos" para os oposicionistas, ideia que fez questão de destacar em seu discurso de posse, Dilma disse que teve "muito prazer" em conversar com Fernando Henrique Cardoso e de manter uma boa relação com governadores.

"Acredito que é preciso estender a mão civilizadamente para a oposição. Acredito muito na relação civilizada. Não precisa ter a mesma posição, mas capacidade de entender. E se pode ter outras posições. E sempre me dispus a ter. E considero também muito boa a relação com os governadores dos partidos de oposição."

Dilma citou sua relação "aproximada" com governadores tucanos como os de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e de Alagoas, Teotônio Vilela, além da governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, do DEM. "Relação civilizada significa conversa, que é uma das atividades intrínsecas do ser humano", ressaltou a presidenta em um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.
Ela contou que não leu o livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Júnior, que aponta um esquema de desvio de recursos públicos no processo de privatização de empresas estatais ocorrido na década de 1990.

"Eu não li nem o meu", disse, referindo-se ao livro A Vida Quer É Coragem, biografia recém-lançada da presidenta, assinada pelo jornalista Ricardo Amaral. Ela também não quis comentar a possibilidade de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara para investigar as denúncias contidas no livro Privataria Tucana.

Dilma citou situações que envolvem relação entre opositores governistas e que produziram efeitos negativos. Um exemplo citado pela presidenta foi o episódio da votação do teto da dívida dos Estados Unidos.

"Neste ano, nos países do mundo, a relação entre oposição e situação foi incivilizada, até deletéria, como no episódio da votação do teto de endividamento dos Estados Unidos", disse Dilma. Chega a um ponto em que um fala uma coisa e o outro fala outra. Essa é uma das piores doenças da democracia, é quando se perde o compromisso do bem comum", disse Dilma.

"É preciso lembrar que, em todas as circunstâncias, o que está em jogo é interesse do país", destacou a presidenta.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-1
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-1
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-1

Responder

    Lu_Witovisk

    17 de dezembro de 2011 às 17h00

    Exatamente.. o interesse do país passa por democratização da midia e lavar esta roupa suja da privataria. Ficar o dito pelo não dito será mais deleterio que o engalfinhamento geral.

    Acorda, Dilma, tem hora de ser lady e hora de ser guerreira. Bota fogo no forevis do Bernardo e desse povo ai da PF (e quem mais precisar).

    Lu_Witovisk

    17 de dezembro de 2011 às 17h10

    ps. Com bandido não tem essa de civilidade… a Dilma sonhou nessa, cade a civilidade com o governo dela?? Não há. Ir a festinha da Falha e conversar com FHCorleone só piora o lado dela. Bandido não merece consideração. Ela tinha é que defender a CPI, investigar mais essa raça e tem que se aplicar o castigo devido.

    zilda

    17 de dezembro de 2011 às 18h15

    Essa tv Brasil é uma bosta com sinal ruim imagem pessima som pior e ainda pagamos por ela, que fechem logo essa merda que só replica o PIG, pra ver a defesa dos homens de bens e da direita no país é melhor ver em HD com som bom e sinal pegando em todo o BRasil. OW voces da tv Brasil se nao querem fazer jornalismo de verdade podemos ajudar fazendo uma campanha para fechar esse lixo aí que tal? Agora se estão obedecendo ordens dos 15 conselheiros intrujados aí por ' alguem ' entao tratem de denunciar mesmo que anonimamente porque vamos fazer campanha contra voces tambem, caçulinhas do pig!

Guilherme

17 de dezembro de 2011 às 16h03

Este fato tem todo o potencial de ficar marcado na história como aquele que "matou" de vez a imprensa tradicional.

Responder

    zilda

    17 de dezembro de 2011 às 18h16

    Quando eu nasci a impren$a brasileira já era defunta.

Outro Antonio

17 de dezembro de 2011 às 15h43

PARABÉNS AOS DEMOTUCANOS: UM FEITO PARA MELHORAR A CULTURA BRASILEIRA.
FHC, o Príncipe dos Sociólogos, Se-erra, o Administrador Preparado, Verônica Se-erra, a Maga da Internet, todos eles e mais outros estão de parabéns. Graças a eles, muita muita muita gente no Brasil está lendo. Um País de analfabetos lendo lendo lendo. Que bom, finalmente eles fizeram algo para a Cultura no Brasil: aumentaram consideravelmente a venda de livros, e sem o apoio do PIG. Foi genial.

Quem bom também, pois eles vão entrar para o anal de nossa história. Para o anal. Não adianta instituto, que também deve ter desviado dinheiro. Eu me lembro de alguma coisa relacionada à digitalização das falcatruas do Farol lá no instituto. Sumiu uma dinheirama e a coisa não saiu.

Não que a gente não sabia da pilantragem toda antes, mas agora a coisa está documentada. Quanto dinheiro lavado, né? Quanta empresa criada a míseros trocados que viram potências na mão da Maga da Internet. E sabemos que a coisa é replicada nas prefeituras e estados aonde os demotucanos desgovernam. É só investigar.

Responder

    zilda

    17 de dezembro de 2011 às 18h17

    Gollum e a filha do Gollum tem ' puderes' paranormais…

Outro Antonio

17 de dezembro de 2011 às 15h40

O PIG tem um pacto ideológico com a direita e a elite brasileira, tornando-os uma frente de defesa. Além disso, tem dinheiro na jogada. E tem também o pacto pessoal ou com determinado grupo, dentro do grupo ideológico maior. Eles juntos são um bloco a salvaguardar os direitos da elite e sua segurança. Ah, o Supremo também se encaixa aí, detonando a democracia brasileira.

Responder

    Bonifa

    17 de dezembro de 2011 às 17h22

    E não nos enganemos, há também interesse internacional misturado ao interesse do PIG. Aliás, esse último talvez seja aquele que lhe confere mais arrogância e capacidade de desafio.

J. Fernandes

17 de dezembro de 2011 às 15h29

É caso de polícia mesmo. Quebra o sigilo telefônico e p…. está desbaratada a quadrilha.

Responder

João Da Silva

17 de dezembro de 2011 às 15h07

Acho que pouca gente viu este vídeo: Alvaro Dias (PSDB), Humberto Costa (PT) e Kennedy Alencar (Jornalista) discutindo o livro do Amaury.
http://www.redetv.com.br/temaquente/video/235128/

João Da Silva (Um dos muitos comentaristas que estão proibidos de se expressarem na F0LHA)

Responder

Antonio Carlos

17 de dezembro de 2011 às 14h49

"A fidelidade canina das grandes empresas de comunicação ao político Serra é um caso a ser investigado por jornalistas e analisado por cientistas políticos." E pela polícia também.

Responder

Maria Fulô

17 de dezembro de 2011 às 14h43

Aviso a quem saiu comigo no amigo secreto da USP, do trabalho e na família; vou dar o livro A Privataria Tucana e quero receber o mesmo livro do(s) meu(s) amigo(s). Combinado, gente?

Responder

    zilda

    17 de dezembro de 2011 às 18h19

    Os meus familiares receberão um presente: o livro Privataria Tucana e amigos tambem, os unicos a escapar são as crianças que merecem um tempinho maior de inocencia né?

    Luisa

    17 de dezembro de 2011 às 18h34

    Azenha/Conceição, estamos no caminho. ulalá, não podemos desistir

    Não podemos desistir, estamos no caminho certo, Ulalá.

    Pensando nisto, vale a pena meditarmos na força da blogosfera em oposição à grande mídia.

    “Albert Einstein mostrou que aumentando a frequencia de uma vibração, aumenta-se, proporcionalmente, a energia que está associada a esta vibração, podendo resultar numa queda de um objeto sólido.

    É isto que acontece quando um cantor de ópera, por exemplo, consegue quebrar uma taça com determinada nota musical ou um exército partir uma ponte apenas com a vibração de sua marcha;"

    Rodrigo Silva

Marcos de Almeida

17 de dezembro de 2011 às 14h29

É por isso que precisamos da lei dos medios já.Essa imprensa é maligna so publica o que interessa a elite e a banda podre da politica naciaonal.

Responder

Marcio H Silva

17 de dezembro de 2011 às 14h25

O que não dá para entender é a posição do Vacarezza. Esta mídia escandaradamente de direita, fazendo uma campanha de meses para derrubar Ministros e o líder do PT se pronunciando contra a CPI. Parece um bando de vira latas com medo desta mídia chinfrim. Estão com medo de que? foram cumplices das privatizações? querem agradar a quem? estão dando chance pro azar e perdendo uma excelente oportunidade de equilibrar o jogo do poder na velha mídia. Com este silencio da midia, estão perdendo uma grande chance de lançar o plano nacional de regulamentação da mídia. Que moral estes safados teriam para ir contra este plano? o que há por trás disto tudo?

Responder

Gerson Carneiro

17 de dezembro de 2011 às 13h56

Agora a velha mídia está empenhada em reportagens sobre maus tratos a animais.

É a lavagem cerebral para dizer que o José Serra está sendo maltratado pelo PT.

Responder

    zilda

    17 de dezembro de 2011 às 18h20

    O Gollum é do bemmmmmmmm.

    Gerson Carneiro

    17 de dezembro de 2011 às 20h58

    your preciousssss…

Geysa Guimarães

17 de dezembro de 2011 às 13h41

Renúncia ao bom jornalismo e prova cabal da malacaria entre meios de informação e PSerraDB.

Responder

José Vitor

17 de dezembro de 2011 às 13h29

Esta semana marca um ponto de ruptura da imprensa brasileira tradicional, aquela chamada de circulação nacional.

Esta semana ???

Pelo jeito o articulista não acompanha a imprensa brasileira faz vários anos já…

Responder

    m cruz

    17 de dezembro de 2011 às 22h48

    Você não entendeu? Não tenho que defender jornalista algum, mas o que ele quis dizer é que a velha mídia não percebeu ainda o poder da blogosfera. E olhe a última frase: "A omissão da imprensa em relação ao Fenômemo Editorial do Ano é também a renúncia ao bom jornalismo".


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