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Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada


02/06/2012 - 16h08

por Cynara Menezes, em CartaCapital

Nascido nos confins de Mato Grosso, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deveria conhecer um velho ditado de pescadores matutos: o peixe sempre morre pela boca. Talvez o sábio ensinamento o tivesse ajudado a evitar os constrangimentos dos últimos dias.

Entre o sábado 26, quando a revista Veja chegou às bancas com a candente denúncia de que o magistrado havia sido chantageado pelo ex-presidente Lula, e a quinta 31, data de fechamento desta edição, Mendes enroscou-se no anzol lançado por ele mesmo.

A cada entrevista, uma nova versão, novos personagens e um destempero crescente, que, segundo anota Wálter Fanganiello Maierovitch à pág. 28, não lhe deixa alternativa a não ser se declarar impedido no futuro julgamento do chamado mensalão.

Uma informação obtida por CartaCapital complica ainda mais a versão inicial sustentada pelo ministro. Mendes se disse “perplexo” e “indignado” com a suposta chantagem de Lula, que o teria ameaçado com a divulgação de sua viagem a Berlim em companhia do senador Demóstenes Torres, caso ele não aliviasse no julgamento dos réus do mensalão. Mas não agiu como alguém moralmente atingido. E não só pelo fato de ter demorado um mês para externar sua “indignação”, igual tartaruga no inverno.
Segundo apurou a revista, o magistrado agiu de forma calculada para obter respaldo institucional à sua versão. De que maneira? Somente na quarta-feira 23, três dias antes de a edição de Veja chegar às bancas com a história, Mendes relatou o ocorrido ao presidente do STF, Carlos Ayres Britto.

Ou seja, o comunicado poderia ter servido apenas para que Veja pudesse confirmar a tempo de publicar no sábado que Mendes informara ao presidente do tribunal sobre o conteúdo da conversa com Lula, o que daria contornos institucionais aos fatos narrados. Funcionou em princípio. Procurado, Ayres Britto deu declarações formais ao semanário da Abril. Até então, o assunto permanecia desconhecido de todos os integrantes da Corte.

Leia matéria completa na Edição 700 de CartaCapital, já nas bancas.

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41 comentários

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CartaCapital: O valerioduto abasteceu Gilmar Mendes « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de julho de 2012 às 13h29

[…] Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada […]

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Luis Nassif: Supremo, circo ou hospício? « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de junho de 2012 às 16h19

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Julgamento do “mensalão” começa em 1º de agosto « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de junho de 2012 às 23h06

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Paulo Teixeira: Ataque de Gilmar Mendes a Lula revela intranquilidade do ministro com a CPI « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de junho de 2012 às 16h39

[…] Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada […]

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Marcos Sousa

03 de junho de 2012 às 20h29

Quem esteve por traz de toda esta confusão com Gilmar Mendes foi a oposição. Para ela, o quanto pior, melhor. Só que ela não contava com duas coisas neste caso: o desmentido de Jobim e a incompetência de Gilmar, que se considera, sozinho, o Supremo.
Para uma melhor análise, veja: http://mticianosousa.blogspot.com.br/2012/05/oposicao-brasileira.html

Responder

Nelson Menezes

03 de junho de 2012 às 17h08

UM fora de Pauta:Internautas de todo Brasil,fiquem atentos,vamos divulgar os nomes dos Senadores e do partido que votarem contra a cassação do Senador Demostenes,seja por voto,auxencia e quem abster do voto;Quem votar contra a cassação está protegendo o crime organizado.

Responder

Werner [email protected]_2

03 de junho de 2012 às 16h46

eu sou uma pessoa simples.
Espero, apenas e sinceramente, que os ministros do STF leiam, além da sujíssima Veja, a CARTACAPITAL. Senão…

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Marcos Coimbra: Gilmar conseguirá julgar com isenção? « Viomundo – O que você não vê na mídia

03 de junho de 2012 às 10h36

[…] Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada […]

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acmsouza

03 de junho de 2012 às 10h10

29/05/2012.
Sempre entendi que a viagem à Alemanha estava ligada ao encontro dos senhores Cachoeira/ Mendes/Demóstenes.
Fiquei surpreso quando vi uma diarreia sobre encontro de Demóstenes /Gilmar e aviões pagos por cachoeira. Achava eu a coisa fora do foco.
Casualmente lendo o blog do moreno deparei com a matéria comentada: ¨ LONGE DOS BICHEIROS, ¨ de 29/05/2012 – 9,18m.
Lá está sacramentado: ¨ Gilmar confirma ter encontrado o bicheiro na Alemanha. ¨
Se verdade, está sacramentado o QUADRIUNVIRATO GOIANO.
AS PEÇAS ESTÃO AMARADAS ENTRE SI.
Se confirmado, Tristeza: três poderes e a bandidagem.
1/6/2012. –
P.S. : ¨ Ao contrário do publicado aqui na terça passada, o ministro Gilmar Mendes admite ter encontrado o senador Demóstenes torres na Alemanha, e não o bicheiro Carlinhos cachoeira.
Publica no Globo hoje ¨
Continua á matéria no blog do Moreno. O mesmo não desmente nem TIRA do AR.
O ministro vai processar o MORENO?

Responder

FrancoAtirador

03 de junho de 2012 às 09h50

.
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Endosso comentário ao Post “Gilmar é um ultraje”

Por Cristiana Castro, no Luis Nassif OnLine

Esse negócio de mensalão era só para fazer barulho e ficar bagunçando eleições.
A Globo apertou o cerco para dar continuidade ao show, mas a coisa enrolou com a divulgação do caso Cachoeira;
a partir daí, começaram a apertar o STF, na mídia, para parecer que os Mensaleiros estavam usando o episódio Cachoeira, qdo, na verdade, é bem o contrário: estão usando o Mensalão para abafar o Cachoeira.

Tava lembrando, ontem, de uma gravação da PF, em que a mulher de Demóstenes conversava com Cachoeira, agradecendo a carteira da OAB e traçando o seu futuro e o do marido; a ida do DEM para o PMDB, e, depois… STF.
Todo o pessoal que se envolveu, nesse negócio de mensalão, PIG, PGR, OAB, DEM, PSDB, TSE, STF… , enfim, a turma do moralismo, para os outros, de uma certa forma, aparece nas gravações da PF, que mirava o Cachoeira!

A própria arapongagem que deu origem ao mensalão, foi obra desse mesmo grupo.

Num primeiro momento, o mensalão foi usado para substituir grupos nos correios e, depois, foi servindo a outros interesses;
era a moeda dos moralistas ligados a Cachoeira, que valia e valerá até o julgamento, que, a meu ver, não era para acontecer;
era para prescrever e a mídia, fazendo sua parte, partir para o discurso da justiça lenta, que não condena políticos e, blá, blá, blá…
Não traria problemas ao Judiciário, que nem se esquenta mais com esse papo e a midia grande teria todas as outras eleições nas mãos pq já tinha conseguido aprovar o Ficha-Limpa.

Tava tudo certo, o que ferrou foi que a PF vazou a Monte Carlo.

Esse julgamento é um factóide.

Imagine que um PGR, denunciasse o “Cachoeirão”, ao STF, colocando no polo passivo, Cachoeira, Dadá, Jairo, Demóstenes, Stephan Nercessian, Policarpo, Perillo, Agnelo, Cabral, Claudio Abreu, Gilmar, Cavendish, Rangel, sua esposa, Civita, Fabio Barbosa, Marinho,Benedito Torres, Flavia,Vanessa, Wladimir Garcez, Doni, etc…

O STF, aceitaria essa denúncia?

É óbvio que não, aliás, NENHUM juiz aceitaria uma denúncia dessas.

Pq o STF, aceitou? Não quero nem saber, não é da minha conta… Quem tem que resolver isso é o STF.
Como isso é problema sem solução, a mídia fica mandando recados de um lado para o outro e, cada vez mais, os envolvidos vão se enrolando com a corda que eles mesmos teceram…

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mensalao-uma-moeda-de-troca

Responder

    FrancoAtirador

    03 de junho de 2012 às 10h01

    .
    .
    A toga, a língua e o caçador de blogs

    Por Saul Leblon, na Carta Maior

    Escudado na proteção republicana da toga, o ministro Gilmar Mendes desnudou uma controversa agenda política pessoal na última semana de maio. Onipresente na obsequiosa passarela da mídia amiga, lacrou seu caminho na 6ª feira declarando-se um caçador de blogs adversários de suas ideias e das ideias de seus amigos. Em preocupante equiparação entre a autoridade da toga e a arbitrariedade da língua, Gilmar decretou serem inimigos das instituições republicanas todos aqueles que contestam os seus malabarismos discursivos, a adequar denúncias a cada 24 horas, num exercício de convencimento à falta de testemunhas e fatos que as comprovem.

    A fragilidade desse discurso impele-o agora ao papel de censor a exigir da Procuradoria Geral da República, e do ministro Mantega, que sufoque blogs adversários asfixiando-os com o corte da publicidade oficial. Sobre veículos que incluem entre suas fontes e ‘colaboradores informais’, notórios acusados de integrar quadrilhas do crime organizado, o ministro nada observa em relação à presença da publicidade oficial. Cabe ao governo Dilma dar uma resposta ao autonomeado censor da República.

    O ataque da língua togada contra a imprensa crítica não é aleatório. O dispositivo midiático conservador vive em andrajos de credibilidade e pautas. A semana final de maio estava marcada para ser um desses picos de desamparo, na despedida humilhante de seu herói decaído. E de fato o foi: em depoimento no Conselho de Ética do Senado, na 3ª feira, o ex-líder dos demos na Casa, Demóstenes Torres, deixaria gravado no bronze dos falsos savonarolas a lapidar confissão de que um chefe de quadrilha pagava as contas, miúdas, observaria, de seu celular. E ele, o centurião da moralidade, a direita linha dura assim cortejada pela língua togada e pelo aparato conservador –quem sabe até para vôos maiores em 2014–, não viu nenhum tropeço ético nesse pequeno mimo que elucida todo um perfil.

    O fecho de carreira do tribuno goiano contaminaria as manchetes que ele tantas vezes ancorou à direita não fosse a providencial intervenção da língua amiga do ministro do STF, Gilmar Mendes. Na mesma 3ª feira desde as primeiras horas da manhã, lá estava ela a falar pelos cotovelos. Diuturnamente, contemplou a orfandade da mídia amiga naquele dia cinzento. A cada qual ofereceu uma frase brinde para erguer a moral da tropa e justificar a manchete com o carimbo ‘exclusivo’ no alto da página. Não se poupou. O magistrado, não raro em destemperados decibéis, esfregou na opinião pública recibos e documentos que comprovariam o pagamento, com recursos próprios –‘tenho-os para umas três voltas ao mundo’– de seu giro europeu, em abril de 2011, onde se encontraria com Demóstenes Torres.

    Peremptória, a língua emitiu ordens e ordenou o que pode e o que não pode em vários: ‘Vamos parar com essas suspeitas sobre viagens”, determinou. Para depois admitir em habilidosa antecipação: por duas vezes utilizou carona aérea do amigo Demóstenes; por duas vezes voou sob os auspícios do amigo que não possui veículo aéreo próprio; do amigo que não paga nem as contas de celular. Contas miúdas, diga-se, a revelar um vínculo orgânico com a ubíqua carteira gorda de acusados de integrar o condomínio criminoso goiano.

    Gilmar estava determinado a servir de redenção ao dispositivo midiático demotucano num dia tão aziago. Não desapontou amigos, ainda que tenha escandalizado o país que espera serenidade e equidistância dos que vocalizam um Supremo Tribunal Federal. Ofensivo, execrou blogs e sites críticos — esses sim, bandidos e gangsters– que arguiram e ainda arguem as fronteiras da identidade de valores que aproximou o magistrado do senador decaído.

    Fez mais ainda: acusou Lula de ser a central de boatos contra ele para ‘melar o julgamento do mensalão’ –como se o ex-presidente Lula não pudesse, não devesse ter opinião sobre fatos relevantes da vida política nacional –prerrogativa que outras togas mais serenas não contestam e legitimam. Ao jornal O Globo, na linha da frase à la carte, facilitou a manchete pronta para dissolver a terça-feira de cinzas do conservadorismo: ‘O Brasil não é a Venezuela onde Chávez manda prender juiz’. O diário retribuiu a gentileza em manchete garrafal de duas linhas no alto da página. Um contrafogo sob medida à humilhante baixa no Senado. Incansável, a língua foi provendo xistes e chutes a emissários de redações sedentas, mas cometeu alguns deslizes.

    Esqueceu que um pilar de sua versão sobre a famosa conversa com Lula –origem de toda celeuma que descambou em ataque à liberdade de imprensa– residia nos pequenos detalhes que emprestam veracidade ao bom contador; um deles, o cenário: a cozinha. Teria sido naquele recinto profano do escritório do ex-ministro Nelson Jobim, abrigado de qualquer solenidade e sem a presença do anfitrião, que ocorrera o assédio moral inesperado de um Lula chantageador contra um Gilmar irretocável.

    Quadro perfeito. Exceto pelo fato de não se sustentar nem mesmo no matraquear do interessado. Sim, o mesmo magistrado suprimiu o precioso cenário despido de testemunhas na versão apresentada ao jornal Valor do dia 30-05 quando afirmou literalmente: ‘Jobim esteve presente durante todo o tempo’. Como? E a cozinha? E a privacidade a dois que lubrificou o assédio de um Lula irreconhecível?

    Evaporou-se: Jobim estava presente o tempo todo. A contradição ostensiva mirava agora outro alvo: o próprio Jobim, em retribuição ao desmentido categórico do anfitrião para o relato original do episódio à VEJA. No mesmo Valor, Gilmar insinuaria contra Nelson Jobim uma suspeita de cumplicidade com Lula por ter lançado na mesa da conversa o nome de um desafeto: Paulo Lacerda. Ex-dirigente da ABIN, Lacerda foi demitido em 2008 depois que a mesma lingua togada denunciou aos mesmos parceiros da mídia uma suposta escuta da PF em seu escritório –fato nunca comprovado. Na 5ª feira (31-05) o entendimento da investida contra Jobim ficaria completo: Serra, o candidato predileto do conservadorismo, amigo de Gilmar, prestou-se à colaborar com Veja; desinteressadamente; a exemplo do que tantas vezes o fez desinteressado o também o colaborador Dadá, araponga de aluguel do esquema Cachoeira. Serra incitou o amigo Jobim a falar com a revista sobre o encontro. É um traço do veículo da Abril –comprovado nos documentos disponíveis na CPI do Cachoeira– recorrer a colaboradores desse espectro para obter ‘provas’ que sustentem suas matérias pré-fabricadas.

    Surpreendido pela trama rasteira Jobim tirou a escada de VEJA e deu troco duplo: desmentiu Gilmar no Estadão; confirmou a Monica Bergamo, da Folha, o que tantos sabem: Serra não falha; sua biografia de bastidores está, esteve e estará sempre entrelaçada a golpes e denúncias que contemplem a regressividade udenista da qual VEJA constitui a corneta mais atuante e Gilmar o novo expoente da agressividade lacerdista.

    Diante do maratonismo verbal não sobraria fôlego aos jornais e jornalistas amigos para conceder ao leitor um pequeno espaço de reflexão sobre a momentosa semana final de maio, que deixa mais dúvidas do que certezas. Ademais da evanescente cozinha do escritório do ex-ministro Nelson Jobim, outros pontos de interrogação merecem retrospecto. Por exemplo:

    a) a reportagem publicada por Carta Maior no dia 29-04 ” Cachoeira arruma avião para Demóstenes e ‘Gilmar’ –com aspas por conta da identificação incompleta do ilustre viajante e um dos motivos da fluvial verborragia togada, não tratava de pagamento de vôo a Berlim patrocinado pela ‘agência de viagens’ Demóstenes & Cachoeira;

    b) o texto, conciso e claro baseado em escutas públicas da PF teve como foco uma ‘carona aérea’ no trecho SP-Brasília, solicitada ao esquema Cachoeira para o dia 25-04 de 2011;

    c) as tratativas telefônicas da quadrilha Cachoeira apontam que os passageiros da carona viriam da Alemanha e seriam, respectivamente, Demóstenes e ‘Gilmar’ ;

    d) a data da chegada a São Paulo é a mesma do retorno informado pelo próprio Gilmar Mendes em seu rally jornalístico;

    e) o horário de chegada do seu vôo originário da Alemanha guarda proximidade com aquele informado à quadrilha. Essas as coincidências notáveis. A partir daí os fatos e comprovantes apresentados por Gilmar Mendes desmentem que ele tenha utilizado a dita carona solicitada à quadrilha, fato que Carta Maior noticiou imediatamente após os esclarecimentos do magistrado. O desencontro entre essas evidências e as providencias tomadas pela quadrilha Cachoeira, todavia, autoriza uma indagação que não se dissolve no aluvião verborrágico da semana, a saber: quantos Gilmares havia em Berlim com Demóstenes Torres? E, mais que isso: quem seria o ‘Gilmar’ cuja inclusão na carona, aparentemente desativada, não causou qualquer surpresa a Cachoeira, que nas escutas reage à menção do nome e da presença como algo se não habitual, perfeitamente compatível com a extensão de seus tentáculos e zonas de influência?

    Carta Maior reserva-se o direito de continuar praticando um jornalismo crítico e auto-crítico, comprometido única e exclusivamente com a democracia e as aspirações progressistas da sociedade brasileira, abraçadas pela ampla maioria de seus leitores. Isso naturalmente a coloca na margem oposta daqueles que até ontem consideravam Demóstenes Torres, seus valores, agendas, contas de celular e caronas em jatinhos uma referência ética e republicana.

    Fiel a esse compromisso com o leitor, Carta Maior cumpre a obrigação de manter em pauta algumas perguntas ainda sem resposta satisfatória: quantos gilmares havia em Berlim? Quantos gilmares havia no escritório de Jobim (um na cozinha e um na sala)? E, ainda mais urgente, quantas ameaças de fuzilamento da liberdade de expressão serão necessárias para que os partidos democráticos e o governo tomem a iniciativa de desautorizar a língua arvorada em extensão da toga? Não só em palavras, mas sobretudo na impostergável democratização afirmativa da publicidade oficial, antes que novos e velhos caçadores de jornalistas consigam transformá-la em mais um torniquete da pluralidade de opinião.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=998

    Geysa Guimarães

    04 de junho de 2012 às 21h46

    Franco Atirador:
    Quem mandou eles esquecerem de combinar com o Jobim? Tomem, sabidos!

Bernardo Dror Felsenfeld

03 de junho de 2012 às 09h44

Se continuarmos caminhando neste sentido de ter uma mídia , que só fala mal de LULA, ou que é conivente somente com quem o ataca, não sei não…
Acessem e leiam: http://bernardoalerta.blogspot.com.br/2012/06/eu-so-queria-entendr-nao-precisa.html

Responder

Mancini

03 de junho de 2012 às 01h40

Azenha, como já tentei falar aqui em outro post, parece que se perdeu: Defesa, Conspiração, Campanha! Eu fico com a segunda opção! Interessante foi o ato falho do Noblat, ou ‘sem quer querendo’ que o PHA descobriu e nós repercutimos. http://refazenda2010.blogspot.com . Muito obrigado!

Responder

Geysa Guimarães

02 de junho de 2012 às 23h29

O assunto é Lula, mas fora da pauta.
Um tal HETTO NODA, de Goiânia, está espalhando no Facebook um link com fotos dos presidentes militares, comparando-os com Lula e filhos, que seriam a “ditadura do proletariado”.
O texto diz que a revista Forbes atribui um enorme patrimônio a Lula, e que Lulinha ganhava 1,2 mil no Butantã e com a Telemar, comprou até uma fazenda em Araraquara por 47 milhões!

Esse boateiro deve ser filiado ao 45 e profissional, pois nos seus gostos está a foto de mr. botox, Álvaro Dias. Quem tiver acesso à cúpula do PT, avise. Eles até podem já ter visto, mas é melhor sobrar do que faltar, não?

Responder

Sérgio

02 de junho de 2012 às 23h28

Querem derrubar o Gilmar Mendes? É só não forçar a barra. Coloquem um microfone na boca dele que ele se encarrega do resto.

Responder

Armando do Prado

02 de junho de 2012 às 23h24

Ayres Brito tem que ser mais perempetório em relação a esse mendaz.

Responder

Jose

02 de junho de 2012 às 23h03

1001 versão? Puxa pensei que restava na 915. É que Gilmar muda tanto que perdi a conta! Será que existe gente que ainda acredita nele?

Responder

Regina Braga

02 de junho de 2012 às 22h26

Pessoas como Gilmau, só servem para despachos, em cachoeiras, e nunca para o STF(Nação).

Responder

Donizete

02 de junho de 2012 às 22h13

Os pares do ministro com certeza nao concordam com essa exposiçao na midia, nociva a mais alta corte do país.

Responder

Julio Silveira

02 de junho de 2012 às 21h44

Maquiavelismo puro do homem instituição.

Responder

    Luis Antonio

    02 de junho de 2012 às 23h20

    Maquiavel longe disso…

Gustavo Pamplona

02 de junho de 2012 às 21h04

É interessante ver a hipocrisia e a demagogia da Globo hoje falando dos 10 anos da morte do jornalista Tim Lopes.

Hipocrisia… eu explico … na época ele investivaga exploração sexual infantil… mas quem é que governava a a cidade do Rio de Janeiro mesmo?

Bom… para quem não se lembra era um tal de Cesar Maia e que tem um filho que nós todos odiamos, um tal de Rodrigo Maia.

E demagogia… é porque no fundo, no fundo o Tim Lopes era digamos… um ‘suicida’, afinal… um homem daquela idade ir em bailes funks para investigar isto?

Bom… quem é que não iria perceber isto… e analisando que todo o jornalismo dele era em vão já que conforme sabemos a Globo sempre protegia o César Maia.

Mas o mais interessante é outra coisa: Basta um jornalista morrer tragicamente no exercício da atividade no Brasil que as organizações de jornalistas condenam veementemente falando em “liberdade de imprensa” ameaçada e outras baboseiras.

Desde quando o fato de ser jornalista concede algum poder especial a pessoa?

—-
Há 5 anos vendo hipocrisias e demagogias do jornalismo no “Vi o Mundo”! ;-)

Nota: Durante o mês de Junho minha ‘trademark signature’ -> “Desde Jun/2007…” será mudada para “Há 5 anos…”

Responder

    Sérgio

    02 de junho de 2012 às 23h25

    Aí, Pamplona! Quando você quer ser levado a sério, você é muito melhor do que quando quer ser troll!

    Parabéns pela opinião.

Fabio Passos

02 de junho de 2012 às 19h27

Frustrados com o fracasso da tramóia, o gilmar dantas e o rupert civita resolveram agora atacar a lberdade de expressão e os blogs que deram mais uma surra merecida no PIG:

Gilmar Mendes desafia “blogs sujos”
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/gilmar-mendes-desafia-blogs-sujos.html

Apanharam na rede e por isso vão tentar censurar os blogs.

Responder

assalariado.

02 de junho de 2012 às 19h12

As raposas jurídicas e suas côrtes, que tomam conta do galinheiro Estado, dentro lógica institucional do capital, travestido de Estado de direito, servem para fazer valer, o que mesmo? Cada peça/ soldado dentro deste cavalo de troia institucional, junto com suas leis, são usados e expostos ao tempo e hora certa, segundo as manobras jurídicas, e lavagem cerebral necessárias dos capitalistas, perante a sociedade.

Sim, o Pig é o seu alto falante maior. Atingem milhões de lares ao mesmo tempo no horário nobre. Este Gilmar é apenas uma peça neste tabuleiro, um piguinho amestrado, um dos soldados da lavanderia dos mercenários do capital. A função deles, os bem amados e bem pagos pelo Estado burguês, no geral é, passar o papel, o pano na hora das necessidade politicas das elites. Inclusive, eles também são as elites, não por acaso! Não se esqueçam, Estado e suas instituições, nesta sociedade de luta de classes, nada mais são do que peças do tabuleiro institucional que a burguesia usa para manter- se invisível aos nossos olhos, dentro do Estado. Cada vez que esta classe age, se apresenta de uma forma diferente, para nos manipular/ enganar. Desta vez, a burguesia invisível dentro do Estado, veio travestida de Gilmar e seu PIG. Depois mostro mais estes disfarces.

Saudações Socialistas.

Responder

Leo

02 de junho de 2012 às 19h03

Eu acredito que algum dos advogados de defesas dos envolvidos deveriam protocolar um requerimento de suspeição desse juiz ante aos fatos narrados por ele mesmo. Ou seja, ele discute o processo que irá analisar pela imprensa, eu acho que isso não é lícito.

Responder

alício

02 de junho de 2012 às 18h45

O tinhoso ataca em todas as frentes.O dia dele dele está próximo de ir eternamente para o inferno donde nunca deveria ter saído para nos perturbar! Por enquanto pode perturbar.

Responder

Ricardo CP

02 de junho de 2012 às 18h43

O Gilcachoeira Dantas só mostrou que pagou a reserva da passagem, mas ainda tem que provar que seu nome CONSTA da lista de passageiros da correspondente conexão São Paulo – Brasília e, também, que seu nome NÃO CONSTA da lista de passageiros do jatinho em que o Debóchenes fez a mesma viagem, no mesmo dia. Estas listas são obrigatórias pela legislação vigente da aviação civil e também por contratos de seguro. Outra coisa: ele disse que foi à Europa a convite, para fazer palestra na Espanha, e que, em seguida, foi visitar a filha em Berlim, ao mesmo tempo em que diz que suas despesas foram cobertas pelo STF, por estar a serviço. Acontece que o serviço só se justifica para estar na palestra da Espanha, e não para visitar sua filha. Isso teria que ser pago por ele próprio, por ser despesa pessoal!!! Além do mais, só o poderia fazer se os dias em Berlim não foram dias de expediente (ou seja, só se foram dias de férias dele, ou feriado ou fim de semana no Brasil)!!!

Responder

    maria

    02 de junho de 2012 às 19h18

    Se procurarmos no site da Universidade de Granada só há registro de 2010.
    Será que vc Azenha, como jornalista, nao poderia averiguar junto áquela instituicao?

    Ricardo CP

    02 de junho de 2012 às 20h35

    Pois é, Maria, estamos confiantes em que o Azenha e outros possam aprofundar estas questões. Aproveito para chamar a atenção de todos para muitos mais detalhes que ajudarão nesta investigação, contidos no link abaixo, de um comentarista do site do Luis Nassif:
    http://www.advivo.com.br/blog/alberto-porem-jr/milhagem-de-passagem-aerea-nao-prova-nada

Ricardo CP

02 de junho de 2012 às 18h41

Como todos aqui já sabem, o Sr. Cícero Rôla, da CUT, entrou com processo para que o Gilcachoeira Dantas seja enfim expelido do STF. Então, me pergunto: será que o Gilcachoeira Dantas ganha Rôla nesta disputa? Hein, hein? Particularmente, eu acho que ganha, em qualquer hipótese! E será que ele, quando ganhar, vai fazer aquele beicinho na hora? Hein, hein? Será??? Que horror!

Responder

Ricardo CP

02 de junho de 2012 às 18h39

Olhem só que coisa bizarra: o Gilmar Mendes está sumindo! De fato, agora (por enquanto), só resta o “Gil”, pois o “Mendes” já virou “Dantas” e o “mar” já virou “cachoeira”! Ele agora (por enquanto) já é conhecido por Gilcachoeira Dantas!!! Será que ele não sabe zelar por seu nome?

Responder

Gerson Carneiro

02 de junho de 2012 às 18h24

Responder

Fabio Passos

02 de junho de 2012 às 17h55

O gilmar dantas está tão coberto de lodo que suja tudo e todos qye estão ao seu redor.

Responder

    Maralina Matoso

    03 de junho de 2012 às 09h14

    Ué, pensei que ele tomava banho de cachoeira…

    Fabio Passos

    03 de junho de 2012 às 13h23

    … cachoeira de lama.

    e também gosta de mergulhar no esgoto do rupert civita.

ELIEL COELHO PENA

02 de junho de 2012 às 17h02

Eu confesso,que tinha outra visão dos membros da suprema corte de nosso País,(Gilmar)que vergonha!

Responder

    Fabio Passos

    02 de junho de 2012 às 17h59

ELIEL COELHO PENA

02 de junho de 2012 às 17h02

Eu confesso,que tinha outra visão dos membros da suprema corte de nosso País,(Gilmar)que vergonha!

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Paciente

02 de junho de 2012 às 16h54

Só o próprio Gilmar pode se declarar impedido nessa votação? ou há algum dispositivo juridico que possa ser acioanado para evitar essa falta de ética?

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