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Diário da Resistência


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Celso de Castro Barbosa à CartaCapital: “Fui censurado e injuriado”


29/03/2012 - 12h10

por Gabriel Bonis, em CartaCapital

A demissão de dois profissionais da revista de História da Biblioteca Nacional semanas após a publicação de uma resenha favorável ao livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr – fato que despertou a ira de parlamentares do PSDB, alvo de denúncias na obra – colocou o veículo no centro de uma polêmica sobre uma suposta intervenção do partido no caso. A demissão foi apontada na imprensa na coluna do jornalista Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo, da quarta-feira 28.  

Publicado em 24 de janeiro, o texto do jornalista Celso de Castro Barbosa [na íntegra, abaixo] foi alvo críticas de tucanos, que liderados pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), ameaçaram processar a publicação, editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin) e que da Biblioteca Nacional recebe apenas material de pesquisa e iconografia.

Como resultado, a revista retirou a resenha do ar. “Fui censurado e injuriado”, diz o jornalista em entrevista a CartaCapital.

Barbosa destaca que a remoção do texto ocorreu apenas “após o chilique do PSDB” em 1º de fevereiro, nove dias depois da publicação em destaque na primeira página do site da revista. O motivo seria uma nota divulgada em um jornal carioca, segundo a qual a cúpula do partido estava “possessa” com a revista, tida pela legenda como do governo.

A evidente pressão externa fez com que o jornalista recebesse um chamado do editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, naquele mesmo dia. “Ele [Figueiredo] disse concordar com quase tudo que havia escrito, mas o Gustavo Franco [ex-presidente do Banco Central no governo FHC] leu, não gostou e resolveu mobilizar a cúpula tucana.”

Para conter o movimento, relata, o editor-chefe se comprometeu a escrever uma nota assumindo a culpa pela publicação do texto. “Eu disse: ‘Culpa de que? Ninguém tem culpa de nada. É uma resenha de um livro.’”

No dia seguinte o diário O Globo destacou a história e um pronunciamento da Sabin a dizer que os textos da revista são analisados pelos editores, mas aquela resenha não havia sido editada. “Subentende-se que publiquei por minha conta”, ironiza Barbosa.

Por outro lado, em matéria publicada na terça-feira 27 no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, dois editores da revista, Vivi Fernandes de Lima e Felipe Sáles, desmentem a Sabin e confirmam ter editado a resenha antes da publicação no site.

Críticas a Serra

O texto de Barbosa destaca a vivacidade do jornalismo investigativo no livro e sugere que José Serra esteja “morto”. O ex-governador de São Paulo também é citado como a figura com a “imagem mais chamuscada” pelas denúncias, além de questionar a origem de seu patrimônio.

Inconformado com a resenha, Guerra chegou a enviar cartas de protesto à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e a Figueiredo. Outros tucanos alegaram que a publicação era pública, trazia os nomes da presidenta Dilma Rousseff, e de Hollanda no expediente e recebia verba da Petrobrás. Logo, deveria se manter isentada de questões políticas.

Mas Barbosa destaca que a dona da revista é a Sabin. “Uma entidade privada, composta inclusive por bancos.”

O patrocínio, defende, não seria impedimento para a manifestação de opiniões no veículo. “Não está escrito na Constituição que em revista patrocinada pela Petrobras a manifestação contra eventuais adversários do governo é proibida.”

A revista, por outro lado, preferiu divulgar nota pedindo desculpas aos ofendidos pelo texto, além de alegar não defender “posições político- partidárias”.

Em meio ao ocorrido, Barbosa afirma ter sido ameaçado com um processo por Guerra e, após a pressão dos tucanos, seus editores avaliaram que seria menor que trabalhasse em casa.

Devido à situação, o jornalista revela ter questionado o posicionamento de Figueiredo em um email aberto à redação, no qual perguntava sobre a nota que o editor-chefe escreveria em seu apoio. “Ele escreveu uma nota mentirosa e deu para o presidente da Sabin assinar. Depois, em 29 de fevereiro, me demitiu.”

Sobre a reação tucana, Barbosa acredita que o partido poderia ter agido de outra forma. “Vivemos em um país livre e a Constituição me garante o direito à opinião.”

O jornalista se refere a declarações de parlamentares do PSDB, que o chamaram de “servidor público a favor do aparelhamento do Estado”. “Se há algum erro no tom, é deles [tucanos], não meu. Sequer tinha carteira assinada e cumpria jornada sem direito trabalhista.”

Um dos motivos pelo qual Barbosa processa a revista. “Na ação, também peço indenização por danos morais e uma retratação pela nota mentirosa.”

Procurada, a Sabin informou, via nota assinada pelo presidente da instituição, Jean-Louis Lacerda Soares, que “não interfere no conteúdo editorial da revista”, pois a “atribuição relacionada ao conteúdo é do Conselho Editorial”.

A sociedade nega ter sofrido interferência externa nas demissões e diz que o jornalista Celso de Castro Barbosa foi demitido pelo então editor Luciano Figueiredo, por sua vez, dispensado “exclusivamente por razões administrativas.”

A reportagem de CartaCapital também contatou Luciano Figueiredo por meio da assessoria de imprensa da Universidade Federal Fluminense, instituição na qual leciona, e foi informada de que o historiador não poderia dar entrevistas.

Outra tentativa foi realizada por email, mas não houve resposta do professor até o fechamento desta reportagem.

**********

O jornalismo não morreu

Privataria Tucana prova que a reportagem de investigação está viva e José Serra, aparentemente, morto

Celso de Castro Barbosa

Engana-se quem imagina morta a reportagem de investigação no Brasil. Embora os jornalões, revistas semanais e emissoras de TV emitam precários sinais vitais do gênero, ele está vivíssimo, como prova A Privataria Tucana, livro do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr.

Lançado em dezembro e recebido pela grande imprensa com estridente silêncio, seguido de críticas que tentaram desqualificar a reportagem e o autor, o sucesso do livro, já na terceira edição e no topo das listas dos mais vendidos, não se deve a suposto sentimento antitucano.  Até porque os fatos objetivos relatados não poupam o PT. Não há santos na Privataria.

Com base em documentos oficiais, da CPI do Banestado e outros que o autor conseguiu em cartórios, Amaury torna pública a relação de dirigentes do PSDB e a abertura de contas no exterior de empresas de fachada, responsáveis pelo retorno ao Brasil do dinheiro sujo da corrupção. Dinheiro que voltou, naturalmente, limpo.

Muita gente deve explicações à Justiça que, nesse episódio como em outros envolvendo expressivos representantes da elite brasileira, move-se a passos de tartaruga. Ou simplesmente não se move. Pelo cargo que ocupou na época das tenebrosas transações, as privatizações da era FHC, José Serra, então ministro do Planejamento e depois duas vezes candidato à presidência, prefeito e governador de São Paulo, é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da Privataria Tucana.

De origem humilde, o tucano paulista exibe patrimônio incompatível com os rendimentos de um político. Tudo em nome de sua filha, Verônica, que ao lado de Ricardo Sérgio, tesoureiro das campanhas de Serra e Fernando Henrique, emergem como principais parceiros do ex-governador no propinoduto que marcou a venda das empresas de telecomunicação.

Além de jogar uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos, o livro de Amaury tem ainda o mérito de questionar, involuntariamente, a atuação da grande imprensa no país. Agindo como partido único, onde só é permitida uma única opinião, jornais, revistas e mídia eletrônica defenderam, com unhas e dentes, a privatização. O principal argumento era a vantagem que traria aos consumidores: eficiência e tarifas baixas por causa da concorrência. Passados mais de dez anos, o Brasil cobra tarifas de telefone das mais altas do planeta e as concessionárias são campeãs de reclamação nos Procons.

Não bastasse, ao ignorar o lançamento do livro, a imprensa hegemônica mostra sua face semelhante à dos piratas: um olho tapado, que nada vê, e outro atento à movimentação dos adversários.

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70 comentários

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Evaldo Novelini » Tucanos e imprensa

12 de junho de 2012 às 16h28

[…] texto, imediatamente removido (graças a esses milagres da internet, ele pode ser lido na íntegra aqui). No dia 29 de fevereiro, o autor da resenha foi sumariamente […]

Responder

Carloss

01 de abril de 2012 às 12h37

No Globo de hoje, Elio Gaspari esclarece as especulações sobre a demissão do professor Luciano Figueiredo. Finalmente, os fatos foram apurados. Elio Gaspari corrigiu a falha na notícia que tinha publicado anteriormente. A nota de hoje, domingo, diz:

"Erro.

A Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional informa e demonstra que a demissão do professor Luciano Figueiredo da direção da 'Revista de História' deveu-se a razões administrativas. Em janeiro, a revista colocou em seu site uma resenha do livro 'A privataria tucana', que foi considerada ofensiva pelo presidente do PSDB. O texto foi expurgado e seu autor, o jornalista Celso de Castro Barbosa, dispensado por Figueiredo. No episódio, o professor esteve mais para lâmina do que para pescoço."

A academia não pode abrir mão da ética e de outros valores! Por favor, professores, não sigam o mál exemplo deste colega.

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Luca K

30 de março de 2012 às 16h32

Para o PSDB ter tido um reação dessas o livro deve ser bom mesmo… Quem não deve não teme, não precisa flexionar os músculos para censurar e demitir… canalhas hipócritas.

Responder

Urbano

30 de março de 2012 às 11h36

Observem como o demo é a cópia fiel dos trevosos no seu modus operandi político. E isso não é por acaso, obviamente, mas pura questão de DNA mesmo.

Responder

Francisco

30 de março de 2012 às 11h05

Minha solidariedade ao jornalista sr. Celso de Castro Barbosa que foi censurado pelo PSDB, pelo governo e pelo editor da revista de História da Biblioteca Nacional. Lamentável que o editor da revista tenha entregado a cabeça do jornalista, de forma vil e sem ética. Li a carta do jornalista e fiquei escandalizado com o que acontecia na redação da revista.

Responder

Romanelli

30 de março de 2012 às 10h49

Celso, conte com a minha solidariedade

infelizmente isso não é privilegio de nenhuma corrente, mas fato mais do que corriqueiro

EU também fui INJURIADO e ofendido por LUIS NASSIF ..e ninguém tomou minhas dores

EU fui expulso do BLOG dele sem ter nenhuma chance de defesa às calúnias proferidas por aquele PARA – jornalista

e isso só pq eu lhe fiz UMA PERGUNTA ..aliás, prática que ele mesmo deveria estar cansado de fazer aos seus interlocutores

Não ofendi, não feri regras como ele mesmo atestou, chegou a escrever mesmo ..apenas me atrevi a divergir ..e mesmo assim textos meus foram retirados ..e quando tudo parecia acabo ..PIMBA, o cara DELETOU todo o meu histórico do BLOG dele ..justo de mim que até campanha pra arrecadar fundos pra sua defesa tentei comandar

..aqui uma observação, sei de gente grande que insistentemente pedia pela "minha cabeça", gente que eu divergia ..gente sobrinha de quem dá as cartas na Carta ..coisa de COSTA QUENTE, entende ? ..isso pra vc ver que quando se trata de déspotas enfurecidos, o mundo esta cheio delles e de suas baixarias (ainda mais se acompanhadas de PATROCÍNIO)

incrível ..mas acho que isso só vai ter fim o dia em que a sociedade, o cidadão tiver pra si um CÓDIGO DE CONDUTA para a mídia ..só assim golpes, manipulações e zombarias, ABUSO de poder de quem quer que seja, quem sabe, poderão ser mais contidos

Responder

pperez

29 de março de 2012 às 22h49

E o que é mais incomoda é que inocentes já estão pagando o pato da omissão, apatia ou covardia mesmo do legislativo botar esta CPI no ar e detonar estes sangue sugas!

Responder

Beto Lima

29 de março de 2012 às 19h50

O JORNALISMO NÃO MORREU?
SERA?
SÓ PORQUÊ mencionei de que o Zé Serrote está blindado sob o manto dos togados, voces não publicaram o meu comentário… Sendo assim , assim é……..
abraços azenha

Responder

Caracol

29 de março de 2012 às 18h28

Então?
Quem é que atenta contra a liberdade de imprensa? A Lei de Medios?
Quem é que atenta contra a liberdade de expressão? A Lei de Medios?
Não! São esses hipócritas, cafagestes FsDP!

Responder

Pedro

29 de março de 2012 às 18h20

Que belo artigo. A reação do PSDB é própria do criminoso. Se o Serra não cometeu nenhum dos crimes que o Amaury relata no seu livro, vá à justiça. Prove sua inocência. Faça como a imprensa que te defende sugere nos casos de denúncia que faz contra membros do governo Dilma: provem sua inocência. Vai Serra, vai aos tribunais. Limpe sua ficha antes de se canditadar a qualquer cargo público. Deixe que a justiça prove que o Amaury é um mentiroso, um caluniador. Use os métodos legais. Os ilegais não são aceitáveis.

Responder

josé do ceará

29 de março de 2012 às 18h12

Midia vagabunda e safada…

Responder

mineiro

29 de março de 2012 às 18h12

é muito esquisito , essa revista é privada ou publica afinal de contas? se ele for federal como alguns estao dizendo , ela faz parte do ambito federal , ai eu pergunto? ele foi censurado porque? os tucanalhas mandam ate no ambito federal , e censura é so nos meios de comunicaçao manipuladores. pelo geito censura tem em todo lugar , depois ainda dizem que a ditadura acabou ? acabou na teoria , na pratica e por baixo do pano ela existe e ainda esta muito forte infelizmentel.

Responder

Francisco

29 de março de 2012 às 17h58

Um partido num dado governo é socialista, portanto anti-nazista. Posso fazer uma resenha do livro "Minha Luta" (de Hitler) numa revista de resenhas de uma biblioteca oficial? Os nazistas não vão ficar ofendidos, se a resenha for desfavorável ao livro? Não vão se sentir "perseguidos"? Posso fazer?

Devo fazer! Se sou pago para fazer resenhas de livros que constam do acervo de uma biblioteca oficial! O livro chegou ao acervo, devo resenhar! A resenha é, tecnicamente, um resumo qualitativo, comparativo e apreciativo. Não é tecnicamente possível escrever resenhas sem emitir juízo de valor. O jornalista em questão foi até bastante contido. Resenha é diferente de resumo, que é por definição, insipido.

Cabe resgatar nas edições anteriores desta revista como foram resenhados as dezenas de livros publicados com denuncias sobre o PT no mensalão, por exemplo (o PT sendo governo, ressalte-se…). Foram resenhados ou não? O que o PSDB tem de fazer é escrever, se conseguir, um livro desmentindo a "Privataria Tucana". Aproveitava o embalo e terminava o metro de São Paulo…

Em tempo: a resenha saiu nessa revista pela singela razão de que é das poucas aonde conseguiu sair.

Responder

Leonardo

29 de março de 2012 às 15h40 Responder

Francisco Sabino2

29 de março de 2012 às 15h15

Contuação da Carta do jornalista Celso de Castro Barbosa, que foi censurado.

"Esse episódio me levou a refletir sobre o papel de quem está no comando, especialmente porque tenho parâmetros. Fui chefiado por Marcos Sá Corrêa, para mim eterno exemplo de profissional correto e brilhante e de homem admirável. Não sou petista, muito menos entusiasta do governo Dilma e não tenho simpatia pela pessoa da presidente. Um fato, no entanto, me leva a admirá-la, ainda que parcialmente. O de não ter delatado seus companheiros de organização política, nos anos 1970, nem sob tortura. Admiração semelhante tenho por Roberto Marinho, que protegeu seus empregados sempre que foram atacados. Na ditadura e na democracia.

No caso da resenha, o que fez o professor Luciano Figueiredo? Fugiu de responsabilidades exclusivamente suas, ofereceu minha cabeça numa bandeja e sequer assinou a nota mentirosa da Sabin. É como se ele nada tivesse a ver com o episódio. E ele tem tudo a ver com o episódio. Não estou exagerando quando afirmo que imaginei já ter visto de tudo. De fato, é a primeira vez que vejo alguém mentir, mentir por escrito, e enviar a mentira, muito fácil de desmontar, aos jornais como fez o presidente da Sabin. Naturalmente, em defesa de minha honra, buscarei retratação e reparação.

Na verdade, apesar do pouco tempo de convivência, não foi essa a primeira manifestação de conduta, digamos, heterodoxa, do editor. Em dezembro ele já dera um sinal de sua maneira particularíssima de comandar, ao exorbitar do papel de editor e mandar que eu ajeitasse uma carta que pretendia enviar aos participantes de um festival de história que organizou em nome da revista. Tratava-se do comunicado de um calote. Os participantes, que se deslocaram até Diamantina simplesmente não receberiam o pagamento combinado. Luciano Figueiredo gostou tanto do texto final que me enviou esta mensagem: “Excelente. Até eu gostaria de receber um furo desse, edulcorado com essa prosópia.” A propósito, até a minha demissão, o editor jamais fez qualquer restrição ao meu trabalho como editor de texto da revista. Ao contrário.

Juntando os dois episódios – carta calote e nota da Sabin – apurei meu faro de repórter de forma a me proteger e saber com quem de fato estava lidando. Em consulta à página da Plataforma Lattes, do Cnpq, fiquei sabendo que o professor Luciano Figueiredo é contratado da Universidade Federal Fluminense em regime de dedicação exclusiva. Em consulta ao Gabinete do Reitor da UFFfui informado de que é vedado aos professores contratados sob este regime quaisquer atividades remuneradas, mesmo que relacionadas às suas áreas. E em consulta ao Ministério Público, fiquei sabendo que é crime acumular as duas funções.

Estou relatando esses fatos, senhoras e senhores conselheiros, porque considero o episódio da resenha muito grave, não só para a revista, mas para a democracia. E aproveito a oportunidade para propor uma reflexão. O que é mais grave: Luciano Figueiredo dirigir a Revista de História ou dar aulas na Universidade?
Na minha modesta opinião é muito mais grave ele dar aulas. Todos sabemos da grave crise educacional que o país vive há décadas. E de um professor, penso, não se espera que transmita apenas conhecimento. Ele também deve transmitir valores. Valores que o editor da Revista de História não cultiva e despreza.

Sem mais,
Celso de Castro Barbosa

Responder

italo

29 de março de 2012 às 15h09

O problema não é que a administração pública está tomada pela corrupção, o problema é que a Imprensa não desconfiou, não desconfia e não admite denunciar, nem deixar denunciar, e a legislação não permite punir corrupção já instalada. Tá tudo dominado, é um paraíso para corrupção..

Responder

Francisco Sabino

29 de março de 2012 às 15h08

"Esse episódio me levou a refletir sobre o papel de quem está no comando, especialmente porque tenho parâmetros. Fui chefiado por Marcos Sá Corrêa, para mim eterno exemplo de profissional correto e brilhante e de homem admirável. Não sou petista, muito menos entusiasta do governo Dilma e não tenho simpatia pela pessoa da presidente. Um fato, no entanto, me leva a admirá-la, ainda que parcialmente. O de não ter delatado seus companheiros de organização política, nos anos 1970, nem sob tortura. Admiração semelhante tenho por Roberto Marinho, que protegeu seus empregados sempre que foram atacados. Na ditadura e na democracia.
No caso da resenha, o que fez o professor Luciano Figueiredo? Fugiu de responsabilidades exclusivamente suas, ofereceu minha cabeça numa bandeja e sequer assinou a nota mentirosa da Sabin. É como se ele nada tivesse a ver com o episódio. E ele tem tudo a ver com o episódio. Não estou exagerando quando afirmo que imaginei já ter visto de tudo. De fato, é a primeira vez que vejo alguém mentir, mentir por escrito, e enviar a mentira, muito fácil de desmontar, aos jornais como fez o presidente da Sabin. Naturalmente, em defesa de minha honra, buscarei retratação e reparação.
Na verdade, apesar do pouco tempo de convivência, não foi essa a primeira manifestação de conduta, digamos, heterodoxa, do editor. Em dezembro ele já dera um sinal de sua maneira particularíssima de comandar, ao exorbitar do papel de editor e mandar que eu ajeitasse uma carta que pretendia enviar aos participantes de um festival de história que organizou em nome da revista. Tratava-se do comunicado de um calote. Os participantes, que se deslocaram até Diamantina simplesmente não receberiam o pagamento combinado. Luciano Figueiredo gostou tanto do texto final que me enviou esta mensagem: “Excelente. Até eu gostaria de receber um furo desse, edulcorado com essa prosópia.” A propósito, até a minha demissão, o editor jamais fez qualquer restrição ao meu trabalho como editor de texto da revista. Ao contrário.
Juntando os dois episódios – carta calote e nota da Sabin – apurei meu faro de repórter de forma a me proteger e saber com quem de fato estava lidando. Em consulta à página da Plataforma Lattes, do Cnpq, fiquei sabendo que o professor Luciano Figueiredo é contratado da Universidade Federal Fluminense em regime de dedicação exclusiva. Em consulta ao Gabinete do Reitor da UFFfui informado de que é vedado aos professores contratados sob este regime quaisquer atividades remuneradas, mesmo que relacionadas às suas áreas. E em consulta ao Ministério Público, fiquei sabendo que é crime acumular as duas funções.

Estou relatando esses fatos, senhoras e senhores conselheiros, porque considero o episódio da resenha muito grave, não só para a revista, mas para a democracia. E aproveito a oportunidade para propor uma reflexão. O que é mais grave: Luciano Figueiredo dirigir a Revista de História ou dar aulas na Universidade?
Na minha modesta opinião é muito mais grave ele dar aulas. Todos sabemos da grave crise educacional que o país vive há décadas. E de um professor, penso, não se espera que transmita apenas conhecimento. Ele também deve transmitir valores. Valores que o editor da Revista de História não cultiva e despreza.
Sem mais,
Celso de Castro Barbosa"
http://conexaojornalismo.blogspot.com.br/2012/03/

Responder

Francisco Sabino

29 de março de 2012 às 15h08

"sou Celso de Castro Barbosa, brasileiro, jornalista profissional, 54 anos, há 36 em atividade. A essa altura da minha carreira julgava ter visto de tudo. Quanta ingenuidade…
Entre 5 de setembro de 2011 e 29 de fevereiro de 2012 fui o editor de texto da revista, subordinado à editora assistente Viviani Fernandes de Lima e ao editor e professor Luciano Figueiredo.
Depois de ler ‘A Privataria Tucana’, livro do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr., destaque em todas as listas dos mais vendidos no país, sugeri a publicação de uma resenha no site da revista, haja vista o silêncio estridente com que livro foi recebido pela grande imprensa. Sugestão aceita, o texto foi publicado em 24 de janeiro de 2012, permanecendo à disposição dos leitores por nove dias até ser censurado e retirado do ar. Fato que me fez lembrar da ditadura militar, quando os gorilas de plantão ordenavam o recolhimento de alguma publicação que não lhes agradasse, mas, por conta da burocracia própria dos incompetentes, demoravam tanto a cumprir a ordem que os leitores recolhiam antes.
O que passo a contar agora não encontra paralelo em tudo o que vi e vivi em ambiente de redação. Em 1º de fevereiro fui chamado à sala do editor, que me comunicou o seguinte: que concordava com praticamente todas as observações da minha resenha; que o sr. Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central no governo FHC, mobilizara o alto escalão tucano para protestar contra o texto; que redigiria uma nota assumindo toda a culpa pelo episódio.
Sob meu protesto, pois entendia e continuo entendendo que ninguém é culpado de rigorosamente nada, disse ao editor que achava absurda a ideia de alguém assumir culpa. Afinal vivemos num país democrático, cuja constituição garante a todos os brasileiros o direito a opinião, sem falar da liberdade de imprensa. Disse ainda que o PSDB tinha todo o direito de reclamar, assim como o PT, que também não foi poupado na resenha. O editor insistiu em assumir o que chamou de culpa e, sem mais, nossa conversa chegou ao fim.
No dia seguinte, ao ler O Globo, o que primeiro me chamou a atenção na longa matéria sobre o imbróglio foi o fato de Luciano Figueiredo não ter assumido culpa ou responsabilidade alguma. O que chegou ao jornal foi uma nota mentirosa da Sabin, onde se lê que, ao contrário do procedimento padrão da revista, meu texto não fora lido nem avaliado pelos editores. Ou seja, que publiquei por minha conta.
Definitivamente, isto não é verdade. Meu texto foi, sim, lido e avaliado pelo editor do site, por minha chefe imediata e, ainda que depois de publicado, pelo próprio Luciano Figueiredo, que voltou de férias no dia 16. Com a publicação no dia 24 e permanência no ar na primeira página do site durante nove dias ele teve tempo mais que suficiente para ler, reler, avaliar e reavaliar.
Quem leu a matéria do Globo, reproduzida em jornais de todo o Brasil, há de concordar que fui exposto de forma vil, sem direito a defesa. Somente uma semana depois pude me manifestar na seção de cartas. Fui chamado, entre outros absurdos, de servidor público a serviço do aparelhamento do Estado. Lembro que embora cumprisse nove horas diárias de trabalho, não tinha sequer carteira assinada na Revista de História.
Gostar de um livro, senhoras e senhores conselheiros, não é crime. Já foi. Não é mais. Quanto à ameaça de processo por parte do PSDB, continuo aguardando uma decisão. Soube que desde que o livro foi lançado, em dezembro do ano passado, o presidente do partido ameaça processar o autor, mas, até agora, nada.
http://conexaojornalismo.blogspot.com.br/2012/03/

Responder

Lei Santos

29 de março de 2012 às 15h07

Nossa…amarelaram muito depressa. Deviam ter usado a mesma arma do Amauri, ou seja, esperar que o processo venha e após pedir "excessão da verdade".

Responder

Bley

29 de março de 2012 às 14h45

Os demotucanos só admitem imprensa como PIG udenista.

Responder

OZZY GASOSA

29 de março de 2012 às 14h45

Se o artigo fosse para falar mal dos governos Lula e Dilma os tunganos apoiariam, mas os "ditadores da democracia aristocrática de fachada demotucana" não suportam ler verdades em lugar nenhum deste país.
São ins canalhas antidemocráticos.
Para eles sempre foi "ordem" para o povão e "progresso" para eles (demotucanos e seus amiguinhos ricos), porque, para o amiguinhos pobres sempre deixam as migalhas..

Responder

italo

29 de março de 2012 às 14h41

É um show de liberdade, o Sergio Guerra quer que a Imprensa toda se comporte como o PIG, que usa o artificio de deixar de informar que chamam de liberdade. Querem que toda Imprensa não fale das falcatruas do PSDB, não questione porque a Telebrás e a Vale foram vendidas e não apareceu dinheiro nos cofres públicos e sim em paraísos fiscais, ou porque esse dinheiro volta para o Brasil em vésperas de campanhas Presidenciais. Veja o PIG recebe uma fortuna da Petrobrás e não ataca a empresa a não ser que tentem diminuir essa verba.

Responder

Sérgio Ruiz

29 de março de 2012 às 14h20

Até quando os demotucanalhas vão continuar derrubando jornalista que mostram suas imundices ?
Já passou da hora dos parlamentares sérios tomarem uma atitude sobre esse fato.
Jornalista perde o emprego por falar a verdade, enquanto os jornalistas do pig ganham oceanos de dinheiro para mentirem, difamarem, omitirem … … na mídia golpista o crime compensa.

Responder

CLP

29 de março de 2012 às 13h54

O cara tem liberdade de opinião .E a expressou.Infelizmente, no nosso pais, falar a verdade costuma perturbar as pessoas.Aqui não e diferente, você simplesmente cita problemas do governo Lula/Dilma , objetivamente, e recebe insultos.Como vimos no caso, nada fez o governo do PT para defender o editor…

Responder

    Amira

    30 de março de 2012 às 10h27

    Po, fazem 20 horas que tu comentou e ninguem te deu trela… isso é censura!!! abaixo esse site anti-democrático!
    E se o PT tivesse feito algo… kkkkkkkkkkkk já imagino que tipo de calúnias teria que aguentar. De apadrinhamento político à relações amorosas entre o cachorrinho da faxineira do jornalista com o cãozinho do porteiro do sobrinho do primo do deputado do pt lá de piraporinha do sul.

Marcio H Silva

29 de março de 2012 às 13h44

É este tipo de democracia que os tucanos querem: A lei da mordaça. Imaginem o que eles fazem ( e já fizeram ) nas redações dos PIGs. Mandam e desmandam. Agora querem processar a revista. Porque ainda não processaram o Amaury e sua editora?

Responder

PedroAurelioZabaleta

29 de março de 2012 às 13h32

Ótima a ilustração da matéria.
Rende um bom marcador de livro.

Responder

PedroAurelioZabaleta

29 de março de 2012 às 13h29

Os canalhas adoram mostrar potência em embates desiguais.
Viomundo: favor informar quantos processos o livro já rendeu? (para editora e para o autor)
Zero, até onde sei.
Esta informação é muito importante em nosso debate diário de formiguinhas militantes.
Obrigado e abraço

Responder

    Anderson

    29 de março de 2012 às 23h03

    Não processarão Amaury Ribeiro nem a editora porque já sabem do estrago que causarão os processados com a Exceção da Verdade.

Jacó do B

29 de março de 2012 às 13h27

Liberdade de imprensa no Brasil só existe de 2003 pra cá, nos governos do PT. A dos tucanos continua a mesma da época da ditabranda!

Responder

    Henrique Neves

    29 de março de 2012 às 15h30

    Sério??? E por que o PT demitiu o jornalista???

    francisco niteroi

    29 de março de 2012 às 18h06

    hahahahaha
    o cara pensou que o PT demitiu o jornalista!!!!!!!!!
    quem demitiu foi a SABIN, uma entidade civil como a sociedade dos amigos do jardim botanico, apae, etc…
    Ler a midia convencional embota o raciocínio pois a pessoa passa a não exercer o contraditório. Pena.
    eM TEMPO: no texto fica claro que a SABIN demitiu o jornalista a pedido do PSDB. Interpretaçao de texto, meu caro comentarista

Fabio_Passos

29 de março de 2012 às 13h18

Esta é a direita brasileira: Ladrões e canalhas que perseguem jornalistas e censuram conteúdo que os desmascara.

E ainda posam como defensores da liberdade de expressão defendendo as oligarquias corruptas da velha mídia. Só imbecis caem no engodo destes direitistas hipócritas.

sérgio guerra, gustavo franco e a quadrilha do psdb que perseguiu o jornalista são a pior ralé política do Brasil.

Felizmente temos a rede para divulgar a informação e dar nome aos covardes que abusam do poder para impedir que a sociedade seja bem informada.

Responder

    nanico

    29 de março de 2012 às 15h11

    voces esqueceram que sergio guerra é um anão do orçamento.

trombeta

29 de março de 2012 às 13h17

O coroné Sérgio Guerra e a democracia tucana vão receber homenagens no clube militar.

Responder

Rodrigo Leme

29 de março de 2012 às 13h14

É balela da grossa dizer que a publicação é privada. Apesar de editada pela Sabin, a publicação e a entidade estão associadas à Fundação Bibloioteca Ncaional, que é pública. Mesmo a Sabin é considerada uma entidade de "Utilidade Pública Federal e Estadual".

Engraçado que esse tipo de ingerência política é tão criticada na Cultura, mas chega na TV Brasil e em veículos bancados pela União tudo é permitido, inclusive usar peão pra atacar adversários políticos, dispensar licitações pra contratar caneta amiga, etc.. Principalmente, eu diria.

Responder

    Eduardo

    29 de março de 2012 às 13h32

    Tudo bem, mas e não por isso não se pode fazer resenha de um livro?

    Rodrigo Leme

    29 de março de 2012 às 14h24

    A resenha do livro é justa e necessária. Porém, quando se extrapola a resenha para emitir opiniões política a linha é cruzada.

    Sem contar que discute-se a validade de uma resenha desse livro em uma publicação da Biblioteca Nacional. Mesmo dentro dos temas das revista a resenha fica fora de lugar.

    francisco niteroi

    29 de março de 2012 às 16h07

    a publicação não é da BN.

    veja no site da revista:
    "A Revista de História da Biblioteca Nacional e o seu site são publicações da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), com apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e outras grandes empresas, sob o amparo da Lei Rouanet."

    agora veja o site da sociedade dos amigos da BN:
    "A Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional – SABIN foi criada em 17 de dezembro de 1985, sendo uma sociedade civil, sem fins lucrativos, declarada pelo Ministério da Justiça e Secretaria de Estado da Justiça uma entidade de Utilidade Pública Federal e Estadual (Rio de Janeiro), respectivamente."

    Bem, já googlei demais pra vc.
    Caso vc tenha dúvidas sobre a condição juridica da entidade que edita a revista, condiçao esta declarad pela própria entidade, consulte o Código Civil e arranje argumentos mais consistentes.

    ah, e sobre apoio do MINC, e antes que vc fale mais besteiras, todo aquele qque recebe patrocínio via lei rouanet tem que informar isto, ok?

    passe na frente de qq teatro que vc verá isso, ou o logo do GF, etc.

    Eduardo Ramos

    29 de março de 2012 às 18h03

    Desculpe, você realmente existe?

    Werner_Piana

    29 de março de 2012 às 20h44

    sabe que sempre me pergunto a mesma coisa: será possível alguém REAL (e não um troll) ser tão demotucano assim, incondicionalmente????

    milton2

    30 de março de 2012 às 10h55

    Resenha não é resumo. E a resenha do jornalista na citada revista foi até que bem comedida.
    Ademais, por que uma biblioteca pública, que deve ter livros e resenhas com as mais variadas vertentes políticas, não pode publicar opiniões políticas? Isto tem uma palavra: CENSURA! pratica atrasada de coronelismo.
    Imagine o quiproquó que daria se o PT ameaçasse a Cultura porque no Jornal dessa TV tem um tal Marco A. Villa que emitiu a opinião de que o 1º ano do governo Dilma foi um completo desastre e que o livro Privataria saiu dos esgotos do Planalto?

    Cláudio Medeiros

    29 de março de 2012 às 14h01

    "Mesmo a Sabin é considerada uma entidade de Utilidade Pública …"
    Caro, SER CONSIDERADA não a transforma na coisa considerada. Vide os exemplos dos Conselhos Regionais (CRM, CREA, …) que são, de fato, entidades de utilidade pública por força de lei.

    Jorge Nunes

    29 de março de 2012 às 14h34

    Sua hipocrisia me surpreende cada vez mais…

    Rodrigo Leme

    29 de março de 2012 às 17h14

    Boa resposta, gostei, principalmente pq vc argumenta.

    Jorge Nunes

    29 de março de 2012 às 19h53

    Quer argumento? Precisa?
    1. Você é da turma que é contra a regulamentação da mídia por que fere a liberdade das empresas. Mas apoia a censura de resenha de livro?
    2. Não é o PT (comunista e bolchevique) que fica causando demissões por ideias, críticas e resenhas Brasil a fora (a TV Cultura – Herodoto fez constatou que os pedágios de São Paulo são mesmos absurdos e rodou – Agora nem resenha podemos fazer.
    3. A TV cultura agora é uma só opinião de certo grupo de empresas se fosse o PT você chamaria de aparelhamento.

    Ou seja sua sanha moralista e republicana só vai para um lado.

    Rodrigo Leme

    30 de março de 2012 às 08h43

    O seja, vc debate com o que você ACHA de mim, não com o que falo. Mais conveniente pra vc, q deve ter preguiça de discutir direito, mas mentiroso.

    1. Sou contra a regulamentação da mídia privada no aspecto de conteúdo, não tenha dúvida disso. Pq regular o conteúdo coloca a mídia ao sabor de quem está no poder. É um instrumento que facilmente serve a uma ditadura de informação. Não sou contra a regulamentação da propriedade dos meios de comunicação.

    2. Veículos públicos, como a Cultura, devem ser públicos no sentido amplo de pluralidade. Não só apóio o protesto contra o movimento de infiltração de empresas privadas na Cultura, mas apóio que o mesmo seja feito na TV Brasil, o que ninguém aqui nese blog ou em semelhantes apóia. É como falar de corda em casa de enforcado, até pq esse blog e outros simpáticos ao governo têm pé lá.

    3. Uma revista que fala em nome da Biblioteca Nacional, uma biblioteca e uma entidade pública, tem que se distanciar de disputas políticas. Nõ precisa mais de uma leitura da resenha para perceber que aquilo não foi resenha, e sim uma peça de opinião política. Fere o princípio da Bblioteca Nacional e a pluralidade que você gostaria de ver na Cultura, mas não em veículos que servem o PT.

    4. "Se fosse o PT vc chamaria de aparelhamento" resume toda sua preguiça de argumetnar com inteligência. Se minha avó tivesse 16 rodas eu a chamaria de Scania.

    Jairo_Beraldo

    29 de março de 2012 às 20h59

    Cara, não sei o que voce faz aqui. Eu tenho tédio de ler coisas da sua gente, escritas por tipos como Mainardi, Azevedo, Gaspari, Casoy, Loprette, Leitão, dentre outros abutres agourentos. Faça o mesmo, aqui é só uma fonte de informação da verdade que ocorre no país, e são coisas que não te agradam. Desencana, meu!

    francisco niteroi

    29 de março de 2012 às 15h57

    "Mesmo a Sabin é considerada uma entidade de "Utilidade Pública Federal e Estadual".

    Apae, beneficencias, ongs e muitas outras são consideradas entidades de utilidade pública e obviamente não são públicas.
    Falou uma grande besteira a título de argumento.

    Rodrigo Leme

    29 de março de 2012 às 19h46

    Atenção ao momento onde digo "está vinculada à Fundação Biblioteca Nacional". Não é uma entidade solta, e ainda por cima fala em nome de uma pública. Falou uma grande besteira a título de não ler direito o que escrevo.

    francisco niteroi

    30 de março de 2012 às 00h01

    não há vinculação nenhuma. vc desconhece esse costume, muito comum nos estados unidos, de associação civil se propor ajudar determinada entidade através de jantares e outros eventos. Este é o modelo que vai sendo adaptado de acordo com as necessidades.
    Assim, não há nenhuma vinculação hierarquica.
    vc que falou besteira.
    e só ir ao google ou estudar o Codigo Civil.

    Paulo Roberto

    30 de março de 2012 às 11h43

    Liga não, Rodrigo. É só um troll, não merece atenção.

    Rodrigo

    30 de março de 2012 às 11h46

    Ah, então a revista chama-se REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL, usa o nome da entidade e não precisa se submeter aos mesmos padrões da entidade? Bom saber, pq eu vou editar a minha revista da Biblioteca Nacional, e vou colocar Diogo Mainardi para escrever sobre livros do naipe de "O País dos Petralhas". Aí a gente conversa de novo.

    francisco niteroi

    30 de março de 2012 às 00h07

    em tempo: "não é uma entidade solta".
    cara, vai ler o código civil pra não falar asneiras.
    Não existe vinculação. Como vc pode falar em relação entre as entidades dizendo "não ´é uma entidade solta"? O codigo civil trata das associações civis e vc está inventando hierarquização que não existe.
    Ignorancia é normal afinal de contas ninguem é obrigado a conhecer a legislação, mas ficar falando platitudes…. dá um tempo.

    francisco niteroi

    30 de março de 2012 às 00h23

    "ainda por cima fala em nome de uma pública".

    Em que vc se baseou pra falar isso?

    trata-se de uma sociedade civil que se intitulou SABIN, mas que poderia se chamar Sociedade dos amigos do Livro. Neste caso "ela falaria em nome do Livro"?

    Em comentario abaixo, onde portei definições dada pela propria sociedade, vc não respondeu nada.

    só neste comentario pra falar platitudes.

    lucas

    29 de março de 2012 às 18h15

    É isso aí. Tem que botar essa turma prá fora e tomar conta de tudo, inclusive das privatarias. Chegou a nossa vez. E vamos avançar cada vez mais. Não adianta chorar. Só falta a prefeitura e o governo do estado de SP. Falou!

    P Pereira

    29 de março de 2012 às 20h01

    O interessante é que esse trecho da coluna do Elio Gaspari não saiu no blog do Noblat:
    "PATRULHA E CENSURA

    Diga qual foi a publicação onde aconteceu isso:

    Tendo publicado em seu site uma resenha favorável a um livro, ela foi denunciada pela direção de um partido político e daí resultaram os seguintes acontecimentos:

    1) A resenha foi expurgada.

    2) O autor do texto foi dispensado.

    3) Semanas depois o editor da revista foi demitido.

    Isso aconteceu na revista "História", o livro resenhado foi "A Privataria Tucana", a denúncia partiu do doutor Sérgio Guerra, presidente do PSDB, o jornalista dispensado foi Celso de Castro Barbosa e o editor demitido foi o historiador Luciano Figueiredo.

    Em nove anos de poder, não há registro de que o comissariado petista com suas teorias de intervenção na imprensa tenha conseguido desempenho semelhante.

    A revista é editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional, que pouco tem a ver com a administração da veneranda instituição. No episódio, sua suposta amizade ofendeu a ideia de pluralidade essencial às bibliotecas. "

    El Cid

    30 de março de 2012 às 00h57

    enquanto você ladra…

    <img src=http://3.bp.blogspot.com/_d0DthaJsK_U/TMjPUMxIwxI/AAAAAAAACF8/JDiW0_M1NZc/s1600/caravana.jpg>

Polengo

29 de março de 2012 às 13h13

Vai chegar uma hora em que esse pessoal todo que foi perseguido pelos nazitucanos vai dar o troco. Serão tantos, que quando a onda voltar, vai levar pena azul pra tudo quanto é lado.

Responder

    Geysa Guimarães

    30 de março de 2012 às 11h39

    Inshalah, Polengo!

Geysa Guimarães

29 de março de 2012 às 12h58

Ah, entendi. Controle da imprensa pooode, desde que seja debaixo dos panos! (ou das penas).
Bicada de tucano serrático é doída.
No meu caso, foi quase mortal.
E por aqui não adianta recorrer à Justiça, o promotor da Cidadania levanta uma poeira danada mas aceita qualquer explicação estapafúrdia (pra não dizer mentirosa) dos ditadores azumarelos.

Responder

reinaldo carletti

29 de março de 2012 às 12h47

esse imbecil do guerra, que se acha o maior em politica, não passa de um bundão que não sabe nem se expressar, pois qundo o livro foi lancado, ele, "presidente do nada", disse em entrevistas que o assunto relatado era requentado, balela, coisa de bandido, que está vendo a casa cair, e com certeza, cairá junto.
reinaldo carletti

Responder

FrancoAtirador

29 de março de 2012 às 12h40

.
.
No sítio, essa Revista envolve o nome da Presidente da República

e de toda a equipe do Ministério da Cultura, inclusive a Ministra.
.
.

Expediente

Revista de História da Biblioteca Nacional
ISSN 1808-4001

Editora (interina)
Vivi Fernandes de Lima

Produção executiva
Cristiane Nascimento

Projeto gráfico
Victor Burton e Angelo Allevato Bottino

Projeto da capa
Isabela da Silveira

Diagramação
Tatiana Podlubny

Pesquisa
Marcello Scarrone, Cristiane Nascimento, Rodrigo Elias, Carolina Ferro, Alexandre Belmonte e Bruno Garcia

Assistentes da Pesquisa
Clarissa Mattos, Alexandre Leitão e Nashla Dahas

Editora de Iconografia
Joice Santos

Pesquisa Iconográfica
Amanda Alvarenga e Nataraj Trinta

Repórteres
Alice Melo, Cristina Romanelli

Redatores
Julio Bezerra

Copidesque
Bella Stal

Secretária da Redação
Patricia Krepp

Jornalista responsável
Marcos Sá Corrêa
(MTb 1207865 v/livro 50)

Gerência Administrativa e Financeira
Juliana Calafange da Costa Ribeiro

Gerência Comercial
Fábio Pedrosa

Distribuição
Fernando Chinaglia Distribuidora S.A.
Telefone: (11) 3647-3200

Impressão e acabamento
Gráfica Ediouro
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Rio de Janeiro – RJ – Cep.: 21042-235
Telefone (21) 3882-8400
Premedia
Trio Studio – Rio de janeiro / RJ
Telefone: (21) 3474-8249

Redação

Avenida Churchill, 109, Sl. 1101 – Centro – Rio de Janeiro. CEP: 20020-050
Telefone: (21) 2220-4300

Acompanhamento gráfico
Silvana Oliveira

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Presidente da República
Dilma Rousseff

MINISTÉRIO DA CULTURA
Ministra de Estado
Ana Maria Buarque de Hollanda

Secretário Executivo
Vitor Ortiz

Chefe de Gabinete do Ministro
Maristela Rangel

Secretária de Articulação Institucional
Roberto Peixe

Secretário do Audiovisual
Ana Paula Santana

Diretor de Desenv. e Avaliação dos Mecanismos de Financiamento
Jorge Alan Pinheiro Guimarães

Diretor de Incentivo à Cultura
Kleber da Silva Rocha

Chefe de Gabinete da Sefic
Alexandra Luciana Costa

Secretário da Identidade e Diversidade Cultural
Marta Porto

Secretário de Políticas Culturais
Sérgio Mamberti

Secretário de Cidadania Cultural
Vanderlei Catalão

SOCIEDADE DE AMIGOS DA BIBLIOTECA NACIONAL – SABIN
DIRETORIA EXECUTIVA
BIÊNIO 2009/2011
Presidente da SABIN
Jean-Louis de Lacerda Soares

Diretor Executivo
Sergio Kós Chermont de Britto

Diretor Executivo
Winston Fritsch

http://www.revistadehistoria.com.br/pagina/expedi

Responder

Leonardo Brito

29 de março de 2012 às 12h39

A revista inaugura uma nova forma de censura, sutilmente cavalar:
pressiona o editor para demitir o redator, que escreveu "besteira", e,
depois, demite o editor, por ter feito besteira. O método deverá ser
copiado pela grande imprensa já já…

Responder

Alexei_Alves

29 de março de 2012 às 12h35

Serra cometeu o seu último erro.
Sua candidatura em SP vai manter o "A privataria tucana" em alta e, novamente, as insaciáveis ambições pessoais do zé bolinha vão afundar todos aqueles à sua volta….

Responder

vania maria

29 de março de 2012 às 12h33

CPI da Privataria ja!!!!

Viva o Brasil!!!
Viva o Lula!!!
Viva a Dilma!!!

Responder

    Fabio SP

    29 de março de 2012 às 23h31

    Viva Aldino!!!

roberto

29 de março de 2012 às 12h30

É impressionante a falta de capacidade desses políticos obsoletos de entender que a informação "corre" solta nas "veias" da internet, portanto, não adianta lançar mão das velhas práticas (calar e/ou comprar a imprensa tradiocional, por exemplo) para esconder fatos.
Continuem assim, o Brasil agradece!

Responder

    Fabio_Passos

    29 de março de 2012 às 20h20

    Tem toda razão.
    Esta escumalha política ainda pensa que pode esconder a censura e a perseguição política que promoveu como se não houvesse a rede.

Beto Lima

29 de março de 2012 às 12h29

Realmente um texto corajoso, e de causar inveja à muitos "pseudos jornalistas".

É o Zé Serrote, derrubando a quem se dispõe a contrariá-lo.

Um escroto, sob o manto dos togados corruptos.

Responder

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