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Aeroportuários: “A segurança vai virar uma atividade secundária”


19/10/2011 - 19h59

por Joana Tavares, em Brasil de Fato

Com o nome pomposo de “Programa Nacional de Desestatização”, o governo já pavimentou todo o caminho para a transferência à iniciativa privada de três aeroportos do país: Guarulhos, Viracopos (São Paulo) e o de Brasília.

A Infraero, empresa pública responsável por administrar os 66 aeroportos (além de outros terminais aéreos, como agrupamentos de navegação aérea e terminais logísticos de carga), o que corresponde a 97% do movimento do transporte no ar do país, já concedeu oficialmente à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a “responsabilidade por executar e acompanhar o processo de concessão dos aeroportos em tela”, segundo seu portal oficial.

A Secretaria de Aviação Civil divulgou no dia 16 os lances mínimos para leilão dos três aeroportos que serão concedidos a empresas privadas até maio de 2012, com prazo de concessão que vai de 20 anos (Guarulhos) até 30 (Viracopos).

O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) denuncia que a concessão à iniciativa privada corresponde à privatização, o que gera um risco de precarização das atividades-fim, aumentando a insegurança dos passageiros e pilotos e a possibilidade de acidentes. Nessa entrevista, Francisco Lemos, presidente do Sina, alerta para a segregação social decorrente desse processo, pois o interesse central passa a ser o lucro, e o público-alvo, quem pode comprar. Ele afirma que a greve da categoria, prevista para esta semana, não é por uma questão corporativista, mas para alertar a sociedade para o risco concreto de precarização e insegurança iminentes. Por isso se articulam com movimentos sociais e outros sindicatos nesta mobilização. “A sociedade precisa se unir e mandar o recado para o governo”, afirma. O Sina previa uma paralisação nos dias 20 e 21 de outubro.

Brasil de Fato – Quais são as principais reivindicações dos aeroportuários nas atuais mobilizações?

Francisco Lemos – A nossa reivindicação principal é que as atividades-fim dos aeroportos, ou seja, não só a navegação aérea, mas a operacionalidade, a manutenção especializada, a segurança e a operacionalidade dos terminais de carga fiquem na mão do Estado, porque se esses serviços forem terceirizados, precarizados, é um risco muito grande. Apenas 2% dos acidentes aéreos no mundo ocorrem em voo, 98% dos acidentes de toda a história da aviação ocorreram no processo de pouso ou de decolagem. Os fatores que contribuem para esses acidentes estão vinculados à infraestrutura aeroportuária, à deficiência dos equipamentos, das condições de pátio e pista, ou na programação do aeroporto, não só no controle de voo. Tirar essas responsabilidades do Estado e colocar na mão do empresariado, que está visando apenas ganhar dinheiro com a área comercial, é um risco muito grande. Acho que o empresariado pode vir, administrar a parte de lojas, estacionamento, a questão da exploração visual, os outdoors e painéis, mas a atividade-fim, o Estado é responsável. Até em países como os Estados Unidos, por exemplo, onde há terminais privados, a atividade-fim fica sob responsabilidade do Estado para que a população não corra riscos. Só 15% dos aeroportos do mundo são privados, 85% dos aeroportos continuam na mão do Estado, por ser um desafio muito grande a questão de voar.

Como está a articulação com movimentos e centrais sindicais para a greve desta semana?

Os aeroportuários têm consciência que nós vamos parar não só por uma questão corporativista, apenas por nosso emprego, estamos tentando abrir um espaço para dizer para a sociedade brasileira que a gente vai passar a ter uma precarização muito grande do serviço prestado. Porque o critério dos empresários é explorar comercialmente, eles estão mais preocupados com o lucro, por isso chamam os aeroportos de aeroshopping. A atividade-fim da aviação vira uma atividade secundária, eles querem é vender produtos. O alvo deles são as classes A e B, que têm potencial de compra. As classes C e D vão ser segregadas, vão ser alocadas em áreas de periferia dos terminais, deixando o saguão de volta para as classes A e B, que sempre acharam que eram os verdadeiros donos dos aparelhos chamados aeroportos no Brasil. Já que estamos discutindo aeroporto, achamos que a sociedade deve discutir a questão como um todo. Por isso, convidamos os movimentos sociais e movimentos de moradores que vão ser afetados, que a hora é essa. A sociedade precisa se unir e mandar o recado para o governo. Paralelo à nossa ação de paralisação, tivemos diálogos com alguns movimentos, e cabe aos movimentos sociais também questionar o papel do Estado na atividade área, porque o risco de fatalidades com sua privatização é muito grande, maior do que em atividades de telecomunicações, em atividades elétricas, áreas que já foram concedidas ou privatizadas, que é a mesma coisa.

A greve está prevista para durar dois dias mesmo ou pode se estender?

Vamos avaliar durante o movimento de paralisação qual a disposição do governo em realmente escutar a gente. Porque o governo já sentou conosco seis vezes e não acatou nenhuma das nossas reivindicações. Tem muita coisa para ser discutida antes de o governo entregar os aeroportos da forma como está entregando. É uma covardia, no mínimo uma irresponsabilidade, o governo varrer o lixo pra debaixo do tapete. Ele não está resolvendo o problema, pelo contrário, pode estar criando um problema muito maior, como ocorreu com o sistema ferroviário brasileiro. Lá atrás começou um desmantelamento e hoje não existe trem ou um transporte mais barato de integração. Estamos dependendo das estradas, em um país tão grande como o Brasil, e essa é uma logística cara, que todo mundo paga. O país se torna menos competitivo e a população paga mais caro pelos produtos porque não temos uma logística de trilhos, que barateia e custeia o escoamento dos produtos.

Em que pé está o Programa Nacional de Desestatização, que prevê a privatização dos aeroportos de Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Brasília?

O governo está a todo vapor. Está anunciando um cronograma, no site da Secretaria de Aviação Civil está disponibilizada a minuta do edital, que pode ser lançado dia 22 de dezembro, às vésperas do Natal. A data é bastante suspeita para se lançar um edital de privatização, porque a população vai estar distraída com o Papai Noel.

Qual a previsão de demissões nesse processo?

Em torno de 5 mil demissões, logo de início. Ao contrário até de outros governos que já privatizaram setores no passado, o governo atual está oferecendo menos tempo de estabilidade para o trabalhador. O sistema de bancos, como o Banespa de São Paulo, deu cinco anos de estabilidade; o setor elétrico deu três anos, o governo Dilma está nos oferecendo apenas um ano de estabilidade. Ou seja, dentro do próprio conceito neoliberal, ela está surpreendendo inclusive os tucanos.

Há previsão para outras privatizações além dessas três?

Ah, sem dúvida. Se essa questão de transformar o aeroporto em loja for realmente lucrativa, sem levar em consideração o critério da segurança do voo, do transporte, do serviço, se isso passar a ser banalizado, com certeza grupos econômicos vão querer assumir os aeroportos visando à questão comercial. Vai ser uma ilusão, até para as classes A e B, que elas voltarão a ter um serviço exclusivo e de segurança.

Ao contrário. O governo está entrando numa arapuca, não sei se está percebendo, porque é um sistema muito essencial para um país do tamanho do Brasil. E ele está sendo tocado por pessoas que vieram do Banco Central e do BNDES. Não tem ninguém do setor aéreo participando disso, muito menos alguém com visão social. Quem está definindo os rumos desse processo são tecnocratas do governo que não têm nenhum compromisso com os movimentos sociais.

Por que privatizar os aeroportos às vésperas da Copa do Mundo?

O governo precisa tocar as obras e coloca a culpa na lei orçamentária 8.666 [que institui normas para licitações e contratos de Administração Pública] e no TCU, que está dificultando a ampliação da infraestrutura. O número de usuários de aeroportos, entre 2003 e 2010, cresceu 118% e a infraestrutura não acompanhou esse crescimento. Então, o governo não só precisa de dinheiro, mas se “livrar” desses órgãos controladores. Mas acho que essa é uma discussão para a sociedade civil. O sindicato está mais preocupado nesse momento com a ameaça mais direta ao passageiro. Em alguns países, como os países africanos e a Rússia, por exemplo, onde não há muito critério para a infraestrutura aeroportuária, ocorre quantidade muito expressiva de acidentes aéreos, no pouso ou na decolagem. E isso vai começar a ocorrer no Brasil também.

O que cabe aos aeroportuários, aeroviários e aeronautas? Qual o tamanho da base da categoria dos aeroportuários?

Os aeronautas trabalham voando, os aeroviários são aqueles que trabalham para as companhias aéreas em terra e os aeroportuários são os administradores de aeroportos. São 15 mil trabalhadores aeroportuários no Brasil. Quando se fala em administração de aeroportos, a gente lembra que o voo começa no chão e termina no chão. Para se ter uma ideia, o aeroporto de Guarulhos hoje tem 600 pousos por dia e 600 decolagens. Para que essas 600 decolagens ocorram sem nenhum transtorno, há quatro vistorias de pista todos os dias, avaliando fragmentos na pista, condições de pavimentação, programação prévia dos voos, manutenção especializada nos equipamentos de navegação aérea.

Podemos ver por outros setores privatizados, como setor elétrico e de telefonia, que eles terceirizam sem muito critério e a gente sente os reflexos. Agora imagina isso em um avião pousando… Com a precarização do sistema de aferição dos instrumentos, o piloto pode pousar sem visual nenhum, e quando ele perceber está pousando na Dutra!

Como é a proposta de aeroporto popular defendida pelo sindicato?

A atividade aérea se popularizou. Não foi planejado, aconteceu com a ascensão social do Brasil e pela necessidade do país continental. A aviação passou a ser um meio de integração social. E isso causou, por parte de uma fatia da sociedade, um preconceito em ver pessoas antes confinadas a rodoviárias passarem a frequentar os aeroportos. O conceito de aeroshopping quer trazer de volta àquele público o conforto. Os aeroportos serão aparelhos de infraestrutura do Estado, administrados pela iniciativa privada, o que vai privilegiar cada vez mais as classes A e B. As classes C e D vão ficar confinadas às periferias dos terminais ou voltar para a rodoviária.

PS do Viomundo: Os aeroportuários entram em greve a partir da zero hora desta quinta-feira. Paralisação vai durar dois dias.

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56 comentários

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Amanda Oliveira

24 de janeiro de 2012 às 16h12

É um absurdo os aeroportos do Brasil ficarem cada vez menos seguros. Temos que investir em segurança se queremos que o país seja levado a sério lá fora. Para isso que existe escolha de aviação para pilotos já formados e treinamentos para funcionários de aviação, para que tenhamos segurança e menos acidentes aconteçam.

Responder

pedro

21 de outubro de 2011 às 10h50

Ver o PT privatizando não tem preço…

Responder

ZePovinho

20 de outubro de 2011 às 23h34

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

20 DE OUTUBRO DE 2011 – 16H53
Mauro Santayana: BNDES abre a bolsa para os espanhóis da Vivo

O BNDES aprovou um empréstimo de 3 bilhões de reais à VIVO, para expansão da rede e telefonia 3G. O dinheiro seria para reduzir a dependência de terceiros com relação a backbone, um novo centro de dados, e à ampliação da rede de 2G e 3G, para cobrir 85% do território nacional até 2013.

Por Mauro Santayana, em seu blog

Esse tipo de operação ajuda um grupo estrangeiro que está mandando bilhões de dólares como remessa de lucro ao exterior. Esse dinheiro, além de remunerar acionistas na Espanha e impedir a quebra da matriz, serve para fechar a boca de quem, dentro e fora do Brasil, acusa o governo de usar o Banco para “interferir no ambiente econômico” ou promover “concorrência desleal” quando apóia, ou tenta apoiar, empresas unicamente nacionais, em fusões no Brasil ou em aquisições no exterior.

Imaginem se amanhã o BNDES emprestasse, eventualmente, a mesma quantia para a expansão e consolidação da TELEBRAS, qual não seria o pandemônio em certos setores da imprensa e da opinião “pública” a respeito dessa atitude – e quantos pedidos de esclarecimento não seriam feitos no Congresso – pelos que fingem ignorar esse empréstimo do nosso principal banco de fomento aos espanhóis.

Por essas e por outras, o Estado chinês tem a maior companhia de telecomunicações do mundo, e está comprando empresas no exterior, enquanto nós pagamos as maiores tarifas de telefonia e banda larga do planeta, por obra e graça do irresponsável desmonte, esquartejamento e desnacionalização da telefonia nacional nos anos 1990.

Responder

    pedro

    24 de outubro de 2011 às 13h06

    é…bom era quando tinha plano de expansão, telefone era só pra rico e tinha gente vivendo de alugar telefones que eram inclusive declarados como bens na declaração de IR.

beattrice

20 de outubro de 2011 às 14h44

A história da aviação civil no Brasil já carrega um cadáver insepulto maior que qualquer BOEING ou AIRBUS,
o nome dele é PANAIR do BRASIL.
A PANAIR ao contrário do que muitos ainda acreditam, nunca faliu, nunca quebrou,
ela foi uma vítima jurídica da DITADURA, que apropriou-se indevidamente de seu patrimônio,
vilipendiou a marca e entregou linhas e aeronaves para a amiga dos militares, a VARIG.
Agora, além de não decidir o caso PANAIR, que continua insolúvel nos tribunais até hj,
entregam uma área crítica e rentável aos lobbistas privateiros.
Não foi para isso que votamos em DILMA, este governo vai de mal a pior.

Responder

pedro

20 de outubro de 2011 às 14h35

que privatizem todos mesmo…não entendo pessoal falar que privatizam a nossa propriedade…Nunca recebi um centavo dessas empresas públicas e quero que os funcionários delas se danem, eles defendem as estatais porque morrem de medo de perdem as mamatas.

Responder

fernandoeudonatelo

20 de outubro de 2011 às 13h16

O modelo de capitalização da Infraero atualmente, é o grande entrave, não uma subjetiva "incompetência" de gestão pública ou mesmo de "não-necessidade" na intervenção do Estado.

Tal qual a Autoridade Portuária, a Infraero não detém propriedade da infra-estrutura sobre a qual opera (a exemplo dos terminais e estações da Petrobras, eventualmente em parceria) , dependendo de transferências diretas da União, o que quebra a via de reinvestimento por próprio capital retido.

Além do mais, outra possível via, seria uma empresa fechada, sem abertura de capital, porque não se trata de cortar custos e dar resultados para acionistas apenas, mas poderia vender bonds aos investidores no mercado, por exemplo, para se capitalizar. Aliando a isso,liberdade de atuação, fora das regras da Lei 8.666.

E um Conselho de Administração profissionalizado, independente com homens e mulheres de negócios nas cadeiras. Ou seja, formado por pessoas que não precisam de dinheiro, mas que estejam interessadas em prestar um serviço ao País.

Responder

Marcelo de Matos

20 de outubro de 2011 às 12h06

Estou com vontade de comentar sobre a corrupção nossa de cada dia. Não só a corrupção dos políticos que tem motivado protestos das “zelites” nacionais. A corrupção que há em todos os setores empresariais ou profissionais. Por exemplo: o setor médico. Primeiro apareceu a denúncia de que lençóis usados de hospitais americanos estavam sendo vendidos em Pernambuco, servindo como lençóis em nossos hospitais e motéis ou como matéria prima na indústria de bolsos de calças. Hoje o UOL noticia: “Lojas de tecidos de Teresina, no Piauí, foram flagradas vendendo lençóis e fronhas usados com logotipos de 16 instituições de saúde do país”. É a lei de Gerson. O Dr. Pagura, ex-secretário de Esporte do governo paulista, recebia por plantões que não realizava em hospital de Sorocaba. Como ficou a apuração do fato? Acabou em pizza? Ah, a bola da vez é o ministro do Esporte. E os médicos do DF? Vide: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,…

Responder

    beattrice

    20 de outubro de 2011 às 14h52

    É o momento-vassoura?

Marcelo de Matos

20 de outubro de 2011 às 11h40

Sou favorável à privatização e desmilitarização do transporte aéreo. Por que aeroporto tem de ser público e sob a tutela da Aeronáutica, ou do Ministério da Defesa? O Brasil cresceu muito, mas, administrativamente conservamos usos e costumes de séculos passados. Já se viu coisa mais mal administrada que nosso futebol? O Palmeiras que o diga: está construindo uma arena faraônica, mas, não consegue montar um time. A Espanha em crise exibe ao mundo dois ótimos escretes: Barcelona e Real Madri. Mas, voltando aos aeroportos públicos: o costume nacional é construir aeroporto em toda cidade média, criando “emendas parlamentares” e carreando votos. Em algumas cidades até os tijolos dos muros de aeroportos são furtados. Itanhaém tem um grande aeroporto. Até pouco tempo não sabiam o que fazer com ele. Agora está sendo aproveitado pela frota de helicópteros da Petrobrás, que faz pesquisas na bacia de Santos.

Responder

Bonifa

20 de outubro de 2011 às 11h23

No Bom Dia Brasil de hoje, uma notícia nos chama a atenção: “No Chile, milhares de estudantes foram às ruas exigindo maior acesso ao ensino público”. Pela maneira como esta notícia foi dada, entende-se que o ensino público existe no Chile sem outros problemas, mas o acesso a ele é que está sendo dificultado. Neste caso-exemplo, o foco da notícia foi deliberadamente desviado do problema mais geral da falta de ensino público para o problema específico do acesso a ele. É um dos casos mais clássicos de manipulação de informação. Na verdade, os estudantes estão exigindo que o ensino público e gratuito seja oferecido (ou volte a ser oferecido) pelo Estado a todos os chilenos, e que tenha qualidade. Como se sabe, depois que foi escolhido para ser país-exemplo do neoliberalismo, o ensino público naquele pequeno país foi abandonado e destroçado, em detrimento do ensino privado. O neoliberalismo (que nada mais é do que o capitalismo desenfreado, quanto mais desenfreado, mais neoliberalismo é) fracassou no mundo, e o próprio Chile iniciou revisão dos dogmas fracassados que havia adotado. Mas agora, com um novo governo neoliberal, aquele pequeno país deu um mergulho cego para trás na velha piscina poluída do neoliberalismo. Porquê a Globo manipula uma notícia assim, para que ela esconda a verdade sobre as reivindicações dos estudantes chilenos? A resposta é clara: A Globo é contra o ensino público, mesmo que seja em um país pobre que necessita mais que os ricos da intervenção estatal para se desenvolver, pensando que assim está defendendo os fracassados dogmas do neoliberalismo, que ela ainda defende com todas as suas forças. E a globo não quer que ninguém que veja a Globo perceba que o mundo está se levantando contra seu sagrado e fracassado neoliberalismo. É crime claro de manipulação ideológica de informação.

Responder

    beattrice

    20 de outubro de 2011 às 14h50

    E a Ley de Medios?
    Na gaveta do ministrinho.
    Os estudantes chilenos para terem acesso á Universidade frequentemente migram para a Argentina ou para o Uruguay.

Edfg.

20 de outubro de 2011 às 10h27

Precarização dos serviços? Já são um lixo, com uma das taxas mais caras do mundo. Pior não fica.

Responder

damastor dagobé

20 de outubro de 2011 às 10h08

o diabo é o subtexto – as entrelinhas- do titulo sobre segurança: " o que estão dizendo em linguagem direta é o seguinte: os passageiros de avião são todos nossos reféns se não nos derem o que queremos"..ou como dizem aqui no NE, se filhodaputa voasse em nosso país a gente não via o céu…

Responder

José Ruiz

20 de outubro de 2011 às 05h36

Eu sou a favor da privatização dos aeroportos e considero frágeis os argumentos apresentados pelo sindicato. Aeroporto nos EUA é privatizado e funciona muitíssimo bem, sobretudo no aspecto de segurança.. o governo tem que estatizar educação e saúde, não aeroporto.. por outro lado, o sindicato que se prepare para lidar com a iniciativa privada, inclusive para garantir condições de trabalho melhores do que as atuais..

Responder

    beattrice

    20 de outubro de 2011 às 14h47

    Aliás piloto americano também voa muito bem, as vítimas da GOL que o digam.

    Klaus

    20 de outubro de 2011 às 17h40

    Pela sua lógica, os controladores de voo brasileiros são ótimos também, as vítimas da Gol que o digam.

    Ze Duarte

    20 de outubro de 2011 às 18h52

    O avião pilotado pelo americano não caiu né? Que lógica essa sua…

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 16h46

    OK, mas dentro dos aeroportos a presença da polícia pública é também imprescindível. Há segurança e segurança, com aspectos diferentes..

    José Ruiz

    20 de outubro de 2011 às 18h55

    Olá bonifa: sim, claro. A segurança pública é realizada por agentes do estado aqui e lá. Eu me referi à segurança dos vôos.. que, de qualquer forma, deve estar sob um sistema definido e controlado pelo estado.. a operação pode ser muito bem feita por qualquer empresa privada..

    Beatricce: esse comentário fugiu um pouco do assunto.. rs.. mas vamos lá: o piloto americano se meteu a engraçadinho e desligou o transponder porque estava no espaço aéreo brasileiro.. vai ver se ele faz isso lá nos EUA..(?).. seja como for, existem índices de sobra que provam (cabalmente) que o transporte aéreo americano (privado) é um dos mais seguros do mundo. Infelizmente, por outro lado, Aeroperu, Air Zimbabwe, China Airlines tem os piores índices de segurança do planeta.. todas estatais..

Raphael Tsavkko

20 de outubro de 2011 às 05h27

Esse governo do PSDB tá mesmo terrível… Opa, não, é do PT! Ah os traidores!

Responder

Rodrigo Falcon

20 de outubro de 2011 às 01h34

Well, well nada de novo no front da ditadura do deus mercado. Seja que governo for, de direita, esquerda, centro, baixo ou alto, quando o assunto é graúdo não tem estratégia humanista que sobreviva. Uma estrutura social que tem em seu pilar mestre o lucro, autofágico por natureza, a vida torna-se mera peça decorativa; maquiada e fútil. É óbvio que não pode dar certo. O frágil pêndulo da sustentabilidade torna-se incontrolável, instável e passa a ser administrado pela dinâmica da inconseqüência. O resultado dessa equação? Está vivo no horizonte turvo de qualquer economista lúcido. Caos.

Responder

    Fabio_Passos

    20 de outubro de 2011 às 21h54

    Tem de resistir.

    Moção dos movimentos sociais em solidariedade à luta dos aeroportuários:

    Em defesa do nosso patrimônio e da soberania nacional
    NÃO À PRIVATIZAÇÃO / CONCESSÃO
    DOS AEROPORTOS http://www.mst.org.br/MST-participa-de-vigilia-no

    "
    Em 30 de setembro o governo federal publicou o edital para a concessão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos (SP) e de Brasília. Se depender da vontade do governo, em janeiro de 2012 os três aeroportos passarão às mãos da iniciativa privada.

    Entregar os aeroportos nas mãos do capital privado é uma ameaça à nossa soberania. É um ataque ao povo brasileiro num país de dimensão continental como o nosso, onde o acesso às viagens aéreas, com segurança, é uma questão de integração nacional. A privatização é também uma ameaça aos empregos e condições de trabalho dos trabalhadores dos aeroportos. Não podemos aceitar.

    Dilma foi eleita pela maioria do povo que não queria a volta dos privatistas do PSDB. O governo pode sim investir para a melhoria dos aeroportos. O governo federal pode fazer todos os investimentos necessários se fizer mudanças na política econômica, acabar com o superávit primário e baixar com firmeza os juros da taxa selic. O superávit primário do setor público chegou a R$ 96,540 bilhões e os gastos com juros da dívida pública a R$ 160,207 bilhões, entre janeiro e agosto.

    Se esses recursos não fossem desviados para os especuladores e bancos que controlam a dívida pública, não faltariam recursos para a reforma, ampliação e modernização dos aeroportos.

    Os trabalhadores dos aeroportos já disseram: não à privatização! Agora é hora dos movimentos sociais, das demais categorias e de todos os setores comprometidos com os interesses da nação se mobilizar.

    Vamos dar a largada nessa luta em defesa do que é nosso!

    Via Campesina
    Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT),
    Marcha Mundial de Mulheres (MMM),
    Consulta Popular,
    Grito dos Excluídos
    Uneafro
    Deputado Adriano Diogo (PT-SP)
    Movimento de Pequenos Agricultores (MPA)
    Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
    Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
    "

Baruck

19 de outubro de 2011 às 23h21

A meu ver, a opção em curso pela concessão é um equívoco. As receitas aeroportuárias sustentam, quando muito, o custeio e a manutenção dos aeroportos. Os investimentos (construção/ampliação de terminais e pistas, por exemplo) seguirão sendo às custas do orçamento público. A questão chave está no modelo engessado criado pela Lei 8.666/90 (licitações e contratos administrativos) que impede a eficiência plena das empresas, autarquias, fundações e órgaos públicos.

Há muita grita (leia-se lobby) nos meios de comunicação pelo show do milhão das concessões. Frequento aeroportos semanalmente. O que chamo de fila, chamam de caos, num mantra repetido ao ponto de tornar-se "verdade". Circule pelo mundo e verá que a realidade não é muito diferente da nacional.

E, é preciso frisar, a qualidade dos aeroportos principais do país tem melhorado nos últimos meses. Tudo sob a administração da Infraero. Mas duvido muito que haja algum meio de grande circulação a defender esta ideia. Eu, como passageiro frequente, afirmo.

Responder

Antonio

19 de outubro de 2011 às 22h33

Parabéns presidenta Dilma, aliando justiça social com a modernidade administrativa. Primeiro que nao é privatização-doação, apenas concessão e depois, o Estado tem que priorizar educação, saúde e segurança. Mais uma vez, parabéns pelo inicío do processo. No meu entendimento, já está começando tarde. Veja o exemplo da CEB (Centrais Elétricas de Brasília), na mao do Estado, balanço só no vermelho – inclusive o BNDES vai emprestar dinheiro para sair do buraco. Já as elétricas privatizadas só apresentam balanço no azul – o governo não gasta nada com elas, apenas recebe impostos e dividendos pela participação do BNDES.

Responder

ZePovinho

19 de outubro de 2011 às 22h28

Terceirização(seja na modalidade patrocinada ou administrativa) é coisa para corno.Estamos SIFU.

Responder

Roberto Locatelli

19 de outubro de 2011 às 22h00

Privataria numa área estratégica como os aeroportos? Insanidade.

Responder

    EUNAOSABIA

    20 de outubro de 2011 às 08h15

    Tu não vai pegar a tua bandeira e sair na rua para protestar não?

EUNAOSABIA

19 de outubro de 2011 às 21h56

Vendilhões da Pátria.

Responder

jaime

19 de outubro de 2011 às 21h54

Uma coisa é certa: na mídia não haverá mais caos aéreo. Decepcionante a paixão da Presidenta pela Promiscuidade Público Privada. Com certeza as empresas que assumirem farão lucro – o lucro que deveria ser do Estado. Os salários dos que não perderem os empregos serão reduzidos, mas quem se importa? Isso é bom para controlar a inflação, segundo o Banco Central. As tarifas aeroportuárias subirão, mas quem se importa? Isso é bom para "filtrar" os usuários. E enfim, pra quê lucro, a dívida pública ainda está apenas em pouco mais de dois trilhões. Quem se importa? Nada como uma economista para cuidar dela.

Responder

Guanabara

19 de outubro de 2011 às 21h42

Agora que o movimento dos aeroportos aumentou devido ao crescimento da demanda pelo serviço e de oferta de assentos pelas companhias aéreas, o faturamento com as taxas de embarque e demais serviços (como as lojas e refeições nos aeroportos) não só aumentou, como vai aumentar ainda mais com a Copa e Olimpíada, tornando-se um "business" atrativo para a iniciativa privada. Ou seja, deixar essa bufunfa toda na mão do governo quando se pode "privatizar os lucros"… (se dessem prejuízos, acham que existiria esse "programa"?). Além disso, quem passa por vários aeroportos pelo país vê a quantidade de obras e reformas feitas ou em andamento pela Infraero (dinheiro público) que serão entregues de bandeija à "iniciativa privada".

Me decepciona Dilma fazendo esse jogo achando, mais uma vez, que vai ganhar algo em troca (como o fez, prestigiando o PIG logo após a posse. Deu no que deu…).

Responder

    Guanabara

    19 de outubro de 2011 às 21h48

    PS: Lido muito com a Infraero, sei que ela tem seus problemas. Mas há aeroportos de menor porte já entregues à iniciativa privada (que antes eram administrados pela Infraero) e, dos que eu vi, ou continuaram com a mesma qualidade de serviço (baixa ou razoável) ou, até mesmo, pioraram. Portanto, não é pela melhora pela qualidade do serviço. É pelo lucro mesmo. O resto é pretexto.

Fabio_Passos

19 de outubro de 2011 às 21h21

Entra governo, sai governo… e a roubalheira privata continua?

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Responder

    Armando

    19 de outubro de 2011 às 22h22

    Por que foi mesmo que não votamos no Padim Cerra?

    Fabio_Passos

    20 de outubro de 2011 às 12h50

    Pois é.
    E ainda há quem tente colocar panos quentes.

    Esta é uma opção do governo. Não há qualquer imposição dos partidos aliados.

    Há uma canalha podre no PT.

    beattrice

    23 de outubro de 2011 às 14h18

    Essa banda vive em SP, quase toda, de braços dados com o tucanato.

    Edfg.

    20 de outubro de 2011 às 12h55

    Eu não sei quem é o melhor cartunista do Brasil. Mas o pior eu sei.

leandro

19 de outubro de 2011 às 21h17

e na mão do governo a segurança é prioridade? olhe o exemplo de nossas estradas federais. quantos elas matam por dia devido as pessimas condições? isso é corporativismo puro e medo de enfrentar e disputar o mercado de trabalho. até que enfim o governo tá acertando em alguma coisa.

Responder

    Antonio

    19 de outubro de 2011 às 23h11

    Me perdoe mas está redondamente enganado com o que coloca sobre as estradas federais.
    Falo com usuário, acredito que 80/90% dos acidentes não existiriam se os motoristas respeitassem as regras de trânsito. A maioria não respeita, quando maior o carro mais barbaridades fazem, a turma que anda com as SUV e caminhonetes, pensa que pode tudo por estar montado no que mais parece um tanque de guerra. Privatizar os aeroportos vai piorar a situação,as tarifas que já são elevadas vão aumentar ainda mais. No Brasil pratica-se margens de lucro estimadas acima dos 25%. A real é muito maior. A situação vai piorar.
    O Brasil que tinha uma das aviações mais seguras do mundo está prestes a perder esta condição.
    Acompanhe o índice de acidentes aéreos e veja o resultado depois que retiraram do DAC e transferiram para a ANAC o controle da aviação civil. Donos de aviões pilotando e informando a torre o nr do piloto empregado, falta de manutenção que começa nas maiores companhias aéreas como tem sido observado com as duas maiores. Oficinas de fundo de quintal "fabricando" peças de reposição para aeronaves. No tempo do DAC estas mazelas não ocorriam. O que acha que vai acontecer quando a instalação de um novo radar de aproximação for necessário em um destes aeroportos que vão ser privatizados? Lembre-se os concessionários por certo serão as grandes construtoras que costumam abocanhar estas fatias. Me diga, qual delas resiste a uma auditoria séria?

    leandro

    20 de outubro de 2011 às 10h11

    Me perdoe. Jogar para os motoristas a culpa é muito fácil. Na br 101 no sul da Bahia está um caos, no site do dnit voce pode avaliar com dados oficiais a situação ridicula das estradas.. Se a receita de multas e ipva fossem para as estradas, os acidentes diminuiram muito e quando falo estradas não é só o pavimento, falo também de policiamento. Os aeroportos são horriveis e mesmo com a maior taxa de em barque do planeta nada melhorou em decadas. Deixe o governo cuidar de saúde, educação e segurança que é o básico porque nem nisso ele é eficaz. Isso é corporativismo sim e medo de perder a estabilidade que trata como iguais os bons e maus funcionarios. Até que enfim a Dilma tá tentando acertar.

    beattrice

    20 de outubro de 2011 às 14h49

    Aliás, vamos aos numeros de acidentes com trens na Inglaterra antes e depois da insana Tatcher.
    A privataria nunca prioriza segurança, prioriza o lucro.

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 16h43

    A segurança privada não dá certo. O enorme cofre do Tio Patinhas, apesar do enorme aparato de segurança privada, é assaltado a todo momento e de todas as maneiras pelos Irmãos Metralha, uma espécie de supergangue de alta tecnologia. Mas somos a favor de que as bomboniéres sejam cedidas em concessão pública. Governo não tem vocação para vender pipoca.

Taques

19 de outubro de 2011 às 21h17

Ué!!!
Mas esse não é o governo do povo???
Privatização não é coisa de tucano entreguista???
Não tem competência pra tocar o treco com os funcionários públicos, esses patriotas abnegados???
Ué!!!

Responder

    pedro

    20 de outubro de 2011 às 14h35

    Gostaria de saber o que o tal Emir Sader puxa saco do Lula acha dessas privatizações.

Rogério Floripa

19 de outubro de 2011 às 21h11

Agora o PIG deita e rola. :)

Documentário – Orwell Se Revira No Seu Túmulo
Investiga o que a mídia não gosta de falar: Sobre si. http://fwd4.me/07dK

Responder

Djalma

19 de outubro de 2011 às 20h49

AGUARDEM O CAOS QUE SE APROXIMA. APÓS OS GOVERNOS DO ESTABANADO, DO MULATO, DA PETEZADA E COMPANHIA E DA CRISE MUNDIAL PROVOCADO PELO CAPITAL CANIBALESCO, SÓ RESTA METER A CABEÇA DO BURACO E ESPERAR O PIOR. A CRISE SERÁ LONGA E PROFUNDA, PIOR, AINDA VÃO ENTREGAR O QUE AINDA NOS RESTA. ÊTA BRASILZÃO.

Responder

    Conceição Lemes

    19 de outubro de 2011 às 21h25

    Djalma, letras minusculas nos próximos comentários, por favor. Norma do Viomundo. abs

    rodrigo.aft

    20 de outubro de 2011 às 23h57

    Conceição,

    acho q é o 6o. comentário em maiúsculas do tal de Djalma.

    sugiro manter a moldura do comentário, retirar o texto dele e escrever: "comentário retirado por usar REITERADAMENTE maiúsculas, tendo já sido advertido por 5 vezes".

    ou vc corta o texto (e mantém a moldura do comentário) desse cara ou não precisa mais adverti-lo… não está funcionando ser educada com ele.

    [ ]'s

    Conceição Lemes

    21 de outubro de 2011 às 00h36

    Vamos tentar mais uma vez, Rodrigo. Obrigada. abs

    beattrice

    23 de outubro de 2011 às 14h16

    Concordo integralmente.
    Reincidencia tem que agravar a pena.

    José Ruiz

    20 de outubro de 2011 às 05h30

    Você e sua turma disseram a mesma coisa em 2008… e no final restou provado que o mulato é quem tinha razão, a crise chegou como uma marolinha.. o Brasil que trabalha não tem tempo para essas baboseiras..

Rafael

19 de outubro de 2011 às 20h30

Tomara que obtenham sucesso.

Responder

Ze Duarte

19 de outubro de 2011 às 20h23

Felizmente isso vai acontece, já passou da hora. Estamos há anos reféns da incompetência estatal nos aeroportos, pagando a maior taxa de embarque no mundo para ficar em arremedos chamados de aeroportos.

Além da péssima estrutura em geral para tudo, tudo mal dimensionado,

Só que com isso muita gente vai perder boquinhas, então é natural que o Sindicato fique contra…

Em tempo: apenas acho que deveriam fazer como na telefonia, e criar blocos, pra nego não querer pegar só o filé e largar o osso pro governo. Tipo: quem pegasse um bom aeroporto, tinha que pegar um ruim.

Responder

    damastor dagobé

    20 de outubro de 2011 às 10h09

    bem lembrado a questão da telefonia: um modelo absoluto…só pagamos de celular por exemplo uma tarifa 50 vezes maior que pagam na India..e o serviço é primor. Genio..

    leandro

    20 de outubro de 2011 às 11h58

    e quando era estatal a telefonia era para pobre? lembro de cobrarem 1500 dolares por linha fixa aqui no rio na epoca da telerj ou ser obrigado a esperar anos numa fila para ter um.. Esse governo teve 9 anos para tentar consertar o que achava errado nas privatizações, nada fez. Ao contrario, permitiu e apoiou uma megafusao de oi e brt para centralizar ainda mais o poder das teles. Com todos os problemas, hoje só não tem telefone quem não quer, os ajustes tem que ser cobrados mas isso não é prioridade desse governo.

    Ze Duarte

    20 de outubro de 2011 às 18h59

    A questão da tarifa é um outro problema, mas é inegável que o serviço é MUITO melhor do que era, ainda que continue uma porcaria.

    Poderia ser melhor se as agência reguladores não fossem CABIDES DE EMPREGO e se preocupassem com o usuário. Mas isso não mudou na gestão petista, e se duvidar piorou.

    Você paga a maior tarifa telefônica que a índia assim como paga tudo mais que na índia e que em muitos outros lugares do mundo. Primeiro que o brasil tem maior renda que a índia, natural que as coisas aqui sejam mais caras. Além disso há a maior carga tributária além do lucro absurdo que toda empresa tem por aqui (vide automóveis).

    E sim, a telefonia foi feita em blocos com a obrigação de se expandir e melhorar a rede, o que foi feito. Quantos anos você tem, 10, 12? Não sabe o que é fazer consórcio de linha telefônica ou declarar ela em Imposto de Renda!

    Einstein.


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