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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo

31 de agosto de 2012 às 00h16

Veja e leia também:

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André Singer: Neoliberalismo no Brasil é retardatário

Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo

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Saul Leblon: O sarau entre Clinton, Blair e FHC

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41 Comentários escrever comentário »

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Lulismo e multidão | O lado esquerdo do possível

27/10/2013 - 11h37

[…] que esta fosse ser deslegitimada pelo governo e pelo Partido dos Trabalhadores. A multidão (e não o conservadorismo, bastante bem ajustado à mecânica lulista) é a filha bastarda do lulismo e tanto o governo […]

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Indio Tupi

08/09/2012 - 22h22

Aqui do Alto Xingu, os índios acham que essa é uma matéria requentada. Será falta de assunto?

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FrancoAtirador

08/09/2012 - 16h00

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Essa promiscuidade ideológica entre os partidos que está ocorrendo nas eleições deste ano, muito mais do que em pleitos anteriores, é um desserviço à educação política dos eleitores brasileiros.

É certo afirmar que as eleições municipais diferem um tanto das outras por questões específicas locais, mas, até pouco tempo atrás, ainda havia alguma distinção entre os campos da direita e da esquerda, principalmente nas candidaturas lançadas nas grandes cidades, notadamente nas capitais mais populosas.

Na verdade, o que está havendo é uma miscelânea partidária, tanto do que seria de esquerda quanto do que seria de direita, que já não se sabe mais quem é quem no espectro político brasileiro.

Essa descaracterização ideológica dos partidos está conduzindo a uma despolitização do voto: o eleitor não passa de um consumidor a ser convencido a comprar o melhor produto oferecido pelo mercado publicitário, através da mídia.

A decorrência disso é que o personalismo popularesco e a demagogia do discurso barato, sem propostas, estão se disseminando pelo país, de tal forma que teremos à frente dos governos municipais celebridades que terão seus rostos estampados não na Veja nem na CartaCapital, mas na revista Caras.
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Líder do PSDB naufraga e “otimismo mórbido” agora ataca o PT « Viomundo – O que você não vê na mídia

05/09/2012 - 21h36

[…] é para julgar o desempenho do PT, acho muito mais interessante analisar, por exemplo, se de fato tem razão o Vladimir Safatle e outros que argumentam que o modelo econômico que impulsionou o lulismo se esgotou e que, […]

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Leandro Fortes: Mais um surto de catapora infantil « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Emir Sader: FHC sofre de dependência da dor de cotovelo « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Raquel Rolnik: Governar é inaugurar obras? « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Ermínia Maricato: Planejamento urbano é fetiche que encobre um grande negócio « Viomundo – O que você não vê na mídia

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FHC: Pobre Dilma, com o legado de Lula « Viomundo – O que você não vê na mídia

02/09/2012 - 18h53

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Vladimir Safatle: A perda de hegemonia da esquerda « Viomundo – O que você não vê na mídia

02/09/2012 - 13h51

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FrancoAtirador

01/09/2012 - 17h40

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BUFFET FARTO, ORQUESTRA AFINADA E PISTA VAZIA (1)

Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

Há certo gosto de decepção no ar.
O conservadorismo que durante meses, anos, cultivou o julgamento do chamado mensalão como uma espécie de terceiro turno sanitário, capaz de redimir revezes acumulados desde 2002 no ambiente hostil do voto, de repente percebe-se algo solitário na festa feita para arrebanhar multidões.

Como assim, se os melhores buffets da praça foram contratados; a orquestra ensaiou cinco anos a fio e o repertório foi escolhido a dedo?

Por que então a pista está vazia?

Pouca dúvida pode haver, estamos diante de um evento de coordenação profissional.

O timing político coincide exatamente com o calendário eleitoral de 2012; a similitude e a precedência comprovadas do PSDB na mesma e disseminada prática de caixa 2 de campanha –nem por isso virtuosa–, e que ora distingue e demoniza o PT nas manchetes e sentenças, foi enterrada no silêncio obsequioso da mídia.

Celebridades togadas não sonegam seu caudaloso verbo à tarefa de singularizar o que é idêntico.

Tudo caminha dentro do figurino previsto, costurado com o afinco das superproduções, o que falta então?

Apenas o essencial: a alegria do povo.

A população brasileira não tem ilusões.
Ninguém enxerga querubins no ambiente nebuloso da luta política.
Consciente ou intuitiva, ela sabe a seu modo que a política brasileira não é o que deveria ser: o espaço dos que não tem nenhum outro espaço na economia e na sociedade.

A distância em relação ao ambiente autofestivo da mídia condensa essa sabedoria em diferentes versões.

Privatizada pelo financiamento de campanha a cargo dos mercados, a política foi colonizada pelos mercadores.
Afastada do cidadão pelo fosso cravado entre a vontade da urna e o definhamento do voto no sistema representativo, a política é encarada exatamente como ela é:
um matrimônio litigioso entre a esperança e a decepção.

O PT do qual se cobra aquilo que não se pratica em muitos círculos – à direita e à esquerda – é protagonista dessa ambiguidade; personagem e cronista dos seus limites, possibilidades e distorções.

Que tenha aderido à lógica corrosiva do financiamento eleitoral vinculado ao caixa 2 das empresas e, ao mesmo tempo, protagonizado um ciclo de governo que faz do Brasil hoje o país menos desigual de sua história (de obscena injustiça social), ilustra a complexidade desse jogo pouco afeito a vereditos binários.

Essa ambiguidade não escapa ao discernimento racional ou intuitivo da sociedade.

Se por um lado semeia degenerações clientelistas e apostas recorrentes nos out-siders que se apresentam como entes ‘acima dos partidos’, ao mesmo tempo é uma vacina de descrença profilática em relação a encenações de retidão como a que se assiste agora.

A repulsa epidêmica dos eleitores de São Paulo a um dos patrocinadores
desse rega-bofe, do qual se imaginava o principal beneficiário, é sintomática do distanciamento que amarela o riso de vitória espetado nos cronistas convidados a animar o evento.

O baixo custo eleitoral do julgamento em curso no STF, contudo, não deve ensejar alívio ou indiferença na frente progressista da qual o PT é um polo central.

O julgamento do chamado ‘mensalão’ por certo omite o principal e demoniza o secundário.

Ao ocultar a dimensão sistêmica à qual o PT aderiu para chegar ao poder, sanciona o linchamento de um partido democrático, uma vez que desautoriza seu principal argumento de defesa.

A meia-verdade atribuída aos réus do PT pelos togados e promotores está entranhada na omissão grotesca da história de que se ressentem suas sentenças pretensiosamente técnicas, envelopadas em liturgia mistificadora.

A pouca ou nenhuma influência eleitoral desse engenhoso ardil que elegeu a ausência de provas como a principal prova condenatória diz o bastante sobre o alcance da hipocrisia vendida como marco zero da moralidade pública pelos vulgarizadores midiáticos.

Não é esse porém o acerto de contas com o qual terá que se enfrentar o PT.

Após uma década no governo federal, o partido, seus intelectuais, lideranças e aliados nos movimentos sociais tem um encontro marcado com uma indagação incontornável, que não é nova na história das lutas sociais:

em que medida um partido progressista tem condições de se renovar depois da experiência do poder?

Em que medida tem algo a dizer sobre o passo seguinte da história?

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1075

Responder

    FrancoAtirador

    01/09/2012 - 17h42

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    BUFFET FARTO, ORQUESTRA AFINADA E PISTA VAZIA (2)

    Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

    O legado inegociável das conquistas acumuladas nesses dez anos entrou na casa dos brasileiros mais humildes, sentou-se à mesa, integrou-se à família.
    Ganhou aderência no imaginário social.

    Não é preciso desconhecer os erros e equívocos para admitir que essa década mudou a pauta da política;
    alterou a face da cidadania; redefiniu as fronteiras do mercado e da produção.
    Deu ao Brasil uma presença mundial que nunca teve.

    Com todas as limitações sabidas, criou-se uma nova referência histórica no campo popular em que antes só avultava a figura de Getúlio Vargas.

    Lula personifica essa novidade que a população entende, identifica e respeita.

    E que o enredo do ‘mensalão’ gostaria de sepultar.

    Não está em jogo abdicar do divisor conquistado, mas sim ultrapassá-lo. Avulta que o percurso concluído abriu flancos, sugou agendas, talhou cicatrizes e escavou revezes de esgotamento, dos quais o julgamento em curso no STF é um exemplo ostensivo.
    Todavia não o principal.

    Existe uma moldura histórica mais ampla a saturar esse ciclo.

    O colapso da ordem neoliberal, os riscos intrínsecos espetados na desordem financeira e ambiental em curso no planeta –suas ameaças às conquistas brasileiras– formam um condensado de culminâncias que pede desassombro na renovação da agenda da democracia e do desenvolvimento para ser afrontado.

    O caminho não será trilhado, menos ainda liderado, por forças e partidos incapazes de incluir na bússola do trajeto o ponteiro da autocrítica política e de um aggiornamento organizativo coerente com a renovação cobrada pela história.

    O carro de som da direita faz barulho por onde passa nesse momento. Mas isso não muda a qualidade da mercadoria que apregoa.

    O que o alarido dos decibéis busca vender é o velho pote de iogurte vencido e rançoso, cuja versão eleitoral em São Paulo tem 43% de rejeição popular.

    A resposta da frente progressista à qual o PT se insere não pode ser a mera denúncia da propaganda enganosa.

    Urge esquadrejar revezes e resoluções para renovar o próprio estoque de metas e métodos requeridos pelo novo ciclo da história.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1075

laura

01/09/2012 - 16h35

Também acho que a classe média está para ser melhor compreendida. Não é esse apriori e a sociedade do conhecimento – e da financeirização – não pode ser compreendida com categorias de um século atrás. Maria helena chauí algo aponta ao falar que os movimentos populares se esvairam porque o trabalho se precarizou.
Bem, o trabalho precário- boiafrização da sociedade gera outras questões e problemas. Afinal e a classe média que faz o Occupy, por exemplo,ou está nas ruas do Egito as nas praças de Madri.O mundo mudou e ainda não se tem uma análise a altura. Há ainda o fenomeno das igrejas fundamenstalistas- é filho bastardo das igrejas e da TV. Quanto as igrejas, isso sim é que é “trabalho de base” como se diazia aintigamente, he,he. No que se refere a esquerda há muito não existe, é midiático(programas gratuitos do PT…)
E…. o fenomeno Russomano é filho bastardo do Serrismo, me desculpe.Quem está votando nele é a franja que votava no serra e não mais o quer.

Responder

Raimundo

31/08/2012 - 16h02

Não acredito que hoje, início do século XXI, pessoas ainda defendem o comunismo?

Será necessário milhares de mortes novamente, para definitivamente, enterrar este modelo fajuto e demagógico de governo?

Responder

    José Ruiz

    01/09/2012 - 08h49

    Raimundo, acho que você vai ter que dar uma estudada por contra própria para a resposta à sua pergunta..

    Lucas Cardoso

    01/09/2012 - 16h11

    Quantos foram mortos por governos que se dizem capitalistas?

    Por que as mortes causadas por governos que se dizem comunistas tornam o comunismo um modelo fajuto, mas as mortes causadas por governos que se dizem capitalistas não fazem o mesmo com o capitalismo?

    Duvido que você responda essas perguntas, porque obviamente você nunca refletiu sobre sua posição, e apenas, como um papagaio, repete coisas que ouviu.

Ferreira

31/08/2012 - 11h34

Somente os ingratos que emergiram para a classe média, tornaram-se conservadores.
Pobre ou emergente que vota no PSDB, na maioria são alienados e equivocados, até as pedras sabem q os Demotucanos são partidos da elite e q estão se lixando para os povo.

Responder

Marcelo de Matos

31/08/2012 - 11h06

Na minha ignorância entendo que a ascensão de Russomanno nada tem a ver com o lulismo. Se ele é de fato bastardo, deve fazer um exame de DNA para descobrir seu pai biológico. Safatle condena o conservadorismo lulista com uma veemência que não emprega em suas intervenções na TV Cultura, onde integra o quadro de comentaristas, ao lado de reconhecidos conservadores como o historiador tucano Marco Antonio Villa. O sucesso de Russomanno pode ser explicado de variadas formas. O eleitor paulistano costuma derrotar os favoritos, de tempos em tempos. A eleição de Jânio Quadros e de Luiza Erundina foi uma surpresa, tal qual poderá ser a de Russomanno. O sucesso desse último pode ser explicado por sua notoriedade como apresentador de TV, bem como pela defesa que faz do consumidor, saco de pancadas do nosso sistema econômico. Todos os setores empresariais lutam por conseguir incentivos do governo. Quanto ao consumidor não há quem o defenda: é esbulhado por empresários e pelo governo. Que discurso irá conquistá-lo? O psolista de Safatle?

Responder

abolicionista

31/08/2012 - 09h50

Gosto muito do pensamento do Vladimir Safatle, mas acho que ele esocrregou nessa questão. Em primeiro lugar, se a “nova classe média é conservadora”, a antiga não o era? Além disso, acho que, conforme Marilena salientou em seguida, é preciso questionar a expressão “nova classe média”, para uma discussão a respeito, o Porchmann fornece bons argumentos (clique no link abaixo para uma exposição do Porchmann):

http://matutacoes.wordpress.com/2012/06/04/nova-classe-media/

Responder

abolicionista

31/08/2012 - 09h43

“Em síntese: entende-se que não se trata da emergência de uma nova classe média – muito menos de uma classe média. O que há, de fato, é uma orientação alienante sem fim, orquestrada para o sequestro do debate sobre a natureza e a dinâmica das mudanças econômicas e sociais, incapaz de permitir a politização classista do fenômeno de transformação da estrutura social e sua comparação com outros períodos dinâmicos do Brasil. O mesmo parece se repetir em outras dimensões geográficas do globo terrestre, sobretudo na periferia do capitalismo, conforme o interesse de instituições multilaterais (como o Banco Mundial, entre outras) em difundir os êxitos da globalização neoliberal. Sobre isso, aliás, começa a surgir mais recentemente uma leitura crítica à superficialidade exposta no tratamento do tema de classe média.“

Por Márcio Pochmann, Campinas, setembro de 2011

Responder

FrancoAtirador

31/08/2012 - 09h04

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Existem 3 tipos de consumidores adeptos do conservadorismo no BraZil:

1) O analfabeto absoluto;

2) O analfabeto funcional e

3) O alfabetizado disfuncional.

O consumidor absolutamente analfabeto é aquele que não compra um livro, porque obviamente não sabe ler.
Então compra um aparelho de TV para assistir à Rede Globo de Televisão.

O analfabeto funcional, por sua vez, não compra um livro, porque só consegue ler soletrado e não compreende nada do que está escrito.
Então compra um aparelho de TV para assistir à Rede Globo de Televisão.

Já o alfabetizado disfuncional, sabe ler perfeitamente e talvez até compreenda bem o que está escrito,
mas, mesmo assim, deixa de comprar um livro para comprar um aparelho de TV e assistir à Rede Globo de Televisão.
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Responder

    josaphat

    31/08/2012 - 19h19

    Por conseguinte, PT e Rede Globo, de certa forma, vão de braços dados em direção ao futuro.
    Quem diria, hein?

    FrancoAtirador

    01/09/2012 - 22h52

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    2014 dirá!
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Julio Silveira

31/08/2012 - 08h58

Quando se abrem flancos o inimigo avança, qualquer que seja ele, isso é historico, estratégico, biblico. Na politica os inimigos são os adversários ideológicos. Aqui no Brasil, as militantes das chamadas esquerdas nunca tiveram sintonia com a grande maioria dos cidadãos. Sempre estiveram agrupados em tribos, em sua grande parte de pessoas que oriundas da elite burguesa, que ostentavam com satisfação o titulo de intelectuais, coisa que por si só já os afastavam de grande parte dos cidadãos, que viviam e vivem longe desse universo. Quanto as religiões evangelicas se aproximarem da ditadura, nada mais natural, afinal a sobrevivência da religião fala mais alto quando, novamente, os alinhados as doutrinas esquerdistas do velho mundo, não consideram ou consideraram as diferenças culturais havidas entre as sociedades. Trauxeram o mesmo discurso assustador, para muitos, de que a religião é o opio do povo e portanto o mal do povo, a ser conmbatido. Ignorando que para muitos a religião é uma tabua de salvação, de esperança de sobrevivência, quando a pratica politica retira a possibilidade de sonhar, mostrando que dos homens terrenos devemos nos acautelar.
Facil levantarem-se teorias, conjecturando sem pisar na realidade. Preocupar-se em culpar uma sociedade, que é fruto de sua historia mal construida, com grande participação desses coadjuvantes, pelo que ela poderá ainda se tranformar, sem fazer o devido reconhecimento da inoperância de seus metodos. Que, como tem se demonstrado históricamente, costuma copiar os aplicados pela sua antitese, na formulação ideal de impor a cidadania seus preceitos. Uma coisa de cima para baixo, só tendo serventia para aterrorizá-la sem nenhum sentido pratico para uma reviravolta cultural.
Quando vejo gente, que se considera ou se diz esquerdista, defendendo o metodo tradicional de se fazer politica, que é com discursos estelionatários, que na politica se consolida como um espaço para gente sem compromissos com a verdade, que aliás isso é até um dote necessário, concluo que estamos nesse caminho por que ele esta sendo construido pelas falsidades que reforçam o pior nas caracteristicas humanas, mas que na cidadania isso funciona como auto defesa multiplicadora do pior em suas caracteristicas, que aumenta como uma bola de neve terrivelmente maquiavélica.

Responder

    Gustavo

    31/08/2012 - 12h56

    “Trauxeram o mesmo discurso assustador, para muitos, de que a religião é o opio do povo e portanto o mal do povo, a ser conmbatido. Ignorando que para muitos a religião é uma tabua de salvação, de esperança de sobrevivência, quando a pratica politica retira a possibilidade de sonhar, mostrando que dos homens terrenos devemos nos acautelar.”

    Concordo plenamente: na ausência do Estado e de capacidade de autoorganização(exclusão social, exclusão educacional), a religião surge como tábua de salvação.
    O estranho é constatar que a inclusão social agora em curso não vá pela via do crescimento da consciência de classe – portanto, consciência política – quando seria de esperar que a religião deixasse de ser, naturalmente a tábua de salvação, sendo substituída pela própria participação política. Não é o que se vê: não só a inclusão social precisou do apoio concreto das bases evangélicas como elas parecem ganhar força (enquanto a consciência política desejável continua como sempre foi, zero)
    Acho que é isto que o Safatle quis dizer e nesse sentido ainda não dá para caracterizá-lo como um “intelectualzinho” de gabinete burguês. Acho que a preocupação é exatamente com a formação política que seria desejável vir acompanhada da inclusão social, mas que evidentemente não é o caso (vamos supor que formação política seja algo maior do que a mobilização de um exército de cabos eleitorais distribuidores de panfletos em épocas pré-eleitorais)

    Em última instância, a tal inclusão sem uma educação de qualidade – que vá além do pragmatismo do atendimento à capacitação técnica necessária para preenchimento de vagas – formadora, verdadeiramente pensante (portanto, libertária) é no mínimo de sustentabilidade duvidosa.
    E todos sabemos que a educação não tem recebido exatamente a atenção devida (nem conseguimos atingir a meta de 7% do PIB para esta década (ficamos em 5), e mesmo que atinjamos os 10 na próxima, que é quando está previsto, resta saber se de fato isso se refetirá em melhoria efetiva nos salários e formação dos professores da educação básica, que é o início de qualquer coisa séria que se queira)

    Analice

    08/09/2012 - 19h26

    ENTÃO VOTA NO ÇERRA.
    Ele não é ótimo?
    hehehehe

hc

31/08/2012 - 07h31

Ele esta preocupado com o pobre chegando a Classe média.
Chamou isso de conservadorismo filho bastardo do lulismo.
É o desespero do PSDB e PMDB paulista, destes mais de vinte anos de governo neste Estado.

Responder

Chauí: Na greve dos professores, uma “burrice política completa” « Viomundo – O que você não vê na mídia

31/08/2012 - 01h36

[…] Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo […]

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André Singer: No Brasil, neoliberalismo é retardatário « Viomundo – O que você não vê na mídia

31/08/2012 - 00h19

[…] Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo […]

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Marilena Chauí e a classe média: “Como se o mundo tivesse posto em risco todos os seus valores” « Viomundo – O que você não vê na mídia

31/08/2012 - 00h17

[…] Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo Paulo Kliass: Na fila, portos, hidrovias e aeroportos […]

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    MARIA DA PIEDADE PEIXOTO

    31/08/2012 - 15h37

    é ISSO MESMO, sR. FRANCO ATIRADOR, SEM TIRAR NEM POR. a DESGRAÇA DO BRASILEIRO É A NOTÍCIA “EDITADA” AO SEU MODO E GOSTO FEITA PELA rEDE gLOBO DE TELEVISÃO. qUE DIRECIONA E ALIENA O MODO DE PENSAR E VOTAR DO POVO BRASILEIRO. pARABÉNS PELO COMEN TÁRIO.

    FrancoAtirador

    31/08/2012 - 17h48

    .
    .
    Pois é, Maria.

    O projeto de longo prazo do Golpe de Estado de 1964

    se realizou plenamente, através das Organizações Globo.

    Nisso os militares foram gênios… Do Mal, mas gênios:

    Assassinaram uma geração contestadora e revolucionária

    e imbecilizaram, com a TV Globo, as gerações subsequentes.
    .
    .

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