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Cartas de Minas
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Ricardo Musse: Eleições reforçam o cacife de Dilma

08 de outubro de 2012 às 23h18

por Ricardo Musse, especial para o Viomundo

Perdoem-me meus amigos da revista CartaCapital, mas se há um grande vencedor nas eleições municipais de 2012 é a presidente Dilma Rousseff.

Ela conseguiu se desvencilhar com desenvoltura da armadilha inerente a uma disputa local na qual os partidos da base quase inevitavelmente tendem a se confrontar com certa dose de virulência. Surpreendendo a todos que acreditaram no estereótipo (reforçado pelo seu marketing pessoal) de que ela seria pouco afeita às articulações políticas, Dilma movimentou-se com uma perícia equiparável à ação dos principais políticos brasileiros, um grupo historicamente restrito. Não só conseguiu evitar o descontentamento e a temida (e muitas vezes anunciada) desagregação de sua base de apoio, como logrou contentar a quase todos, desferindo golpes fatais sobre a oposição.

A avaliação das eleições municipais não pode deixar de considerar uma antítese que lhe é constitutiva, de antemão. Os eleitores decidem o voto em função de fatores e prioridades locais, mas, ao fazê-lo elegem partidos que são, por definição, nacionais. Grosso modo, podemos agrupar as forças em disputa em três grandes blocos: o de oposição (DEM, PSDB, PPS), o da assim chamada base aliada (PMDB, PSB, PDT, PRB, PP etc.), e o constituído pelo PT e seu aliado mais próximo, o PCdoB.

Os resultados também podem ser vistos como uma aferição das forças regionais que se organizam para a obtenção, no próximo pleito, dos governos estaduais, sobretudo os dados referentes às capitais e ao número total de prefeituras e votos conquistados em cada unidade da federação. Nas capitais, em geral, a disputa se polariza entre o grupo que detém o poder no município e o que controla o estado. Quando o mesmo grupo detém ambos, a polarização se dá com a oposição regional, que se capacitou para tanto pela eleição anterior ou que se fortalece para a próxima.

É a partir das interconexões entre esses dois planos que se torna possível avaliar em que medida os resultados eleitorais reforçam ou enfraquecem os projetos dos atores que se posicionam para a eleição presidencial de 2014.

Para demonstrar minha tese de que as eleições reforçaram o cacife de Dilma, vou ater-me aqui ao resultado das dez capitais de maior população, que concentram uma fatia expressiva do eleitorado brasileiro e, por conseguinte, as ações dos políticos de expressão nacional.

O objetivo primordial da presidente foi construir alianças que possibilitassem uma distribuição não muito desigual, entre os partidos aliados, do comando das prefeituras das principais cidades. No desenho ensaiado no início do ano, o condomínio principal do poder seria assim distribuído: a cabeça de chapa no Rio de Janeiro ficaria com o PMDB, em São Paulo com o PT e em Belo Horizonte com o PSB. A ensaiada rebelião do PSB, insuflada por Aécio Naves, foi debelada por meio de um acordo tácito pelo qual Dilma e Lula se comprometeram a não participar das campanhas em Fortaleza e Recife, cidades nas quais o embate entre o PT e o PSB decidiria as eleições.

A resposta a Aécio se fez presente sob a forma da bem sucedida pacificação do PT mineiro, juntando as alas, até então adversárias, do ministro Fernando Pimentel e do ex-ministro Patrus Ananias. Embora Lacerda tenha sido vitorioso, o desempenho de Patrus, lançado na última hora, contra um candidato à reeleição com gestão bem avaliada (em parte graças a parcerias firmadas com programas do governo federal) e a vitória do PT em grandes cidades do estado, indicam que Dilma, no mínimo, tende a dividir o voto dos mineiros, colocando em dúvida o alegado trunfo de Aécio de que Minas se uniria em torno de sua candidatura a presidente.

O aviso ao PSB pode ser resumido mais ou menos assim: o partido de Eduardo Campos e Ciro Gomes pode contar com a neutralidade de Dilma e Lula nas disputas pelo poder local e estadual com o PT, desde que não esteja aliado ao PSDB. Além de Belo Horizonte, isso ficou claro em Curitiba, onde dois candidatos da base aliada, tiraram do segundo turno o atual prefeito do PSB. As dificuldades das chapas PSB-PSDB em Minas e no Paraná, foram um alerta ao PSB de que o papel que a mídia lhe imputa de ser o fiel da balança em 2014 pode resultar numa operação de alto risco.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o PMDB devem parte de seu êxito a Dilma. Ela agraciou com um ministério, retirando-o da corrida eleitoral, o bispo Marcelo Crivella, do PRB, cuja candidatura provavelmente levaria a disputa ao segundo turno. Diga-se de passagem que a aliança PT-PMDB consolida-se ainda mais com o apoio recíproco nas grandes metrópoles – Rio, Belo Horizonte e São Paulo.

Dilma contentou também aliados de menor força eleitoral, como o PDT. Em Porto Alegre, o PT lançou, só para constar, um candidato desconhecido e absteve-se de impulsionar a candidata de seu mais fiel aliado, o PC do B, facilitando a reeleição em primeiro turno de José Fortunati, amigo pessoal da presidente. No mesmo movimento, reforçou-se a ala trabalhista comandada por Brizola Neto, diminuindo o poder de fogo dos dissidentes Cristovão Buarque e Miro Teixeira, e o do neodissidente Carlos Lupi.

Afora Goiânia, onde a CPMI sobre as atividades criminosas e políticas de Carlos Cachoeira minaram o poder do governador Marconi Perillo e a disputa foi resolvidas no primeiro turno com a reeleição do prefeito do PT, nas outras capitais de grande porte, Manaus, Salvador e São Paulo, a disputa em segundo turno se dará entre candidatos da base aliada e da oposição. Com um detalhe que pode ser decisivo: a soma dos votos dos candidatos alinhados ao Palácio do Planalto no primeiro turno forma uma maioria nunca menor que 60% dos votos.

Belém é um caso à parte. O candidato do governador, do PSDB, enfrentará no segundo turno um ex-petista, hoje no Psol. A necessidade de aglutinar apoio pode gerar um cenário inusitado no qual o candidato do Psol venha a contar com o apoio da presidente e do PT. Para Dilma seria uma oportunidade de granjear simpatias com a parcela do eleitorado que se decepcionou com seu apoio incisivo a Eduardo Paes contra Marcelo Freixo.

Por fim, Dilma se fortaleceu também com a ofensiva da mídia e do Poder Judiciário contra o PT, fato aliás recorrente em todas as eleições desde 1982, para não lembrar do banimento do PCB pelo STF, em 1947, mantido durante todo o período democrático anterior ao golpe de 1964.

Se a pauta conjunta desses setores – hoje, incontestavelmente, os dois principais polos de aglutinação e intervenção das forças conservadoras e de oposição ao programa de mudanças instaurado desde o primeiro governo Lula – não derrotou o PT, não deixou de minar sua expansão. Na medida em que o PT não obtém a hegemonia eleitoral que lhe caberia por conta do êxito e reconhecimento público desse programa, o cenário torna-se ainda mais favorável para a candidata Dilma. Evitando o risco de ficar refém do Partido dos Trabalhadores, ela se posiciona como uma política cuja capacidade de transferir votos só é sobrepujada por Luis Inácio Lula da Silva, o mais popular dos líderes brasileiros.

Ricardo Musse é professor do departamento de sociologia da USP.

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28 Comentários escrever comentário »

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Paulo Moreira Leite: Quem tem medo da mensagem das ruas e das urnas « Viomundo – O que você não vê na mídia

10/10/2012 - 20h36

[…] Ricardo Musse: Eleições reforçam o cacife de Dilma […]

Responder

LEANDRO

09/10/2012 - 13h40

Cacife reforçado é esse aqui….

“PMDB e PT, os que mais gastaram nas campanhas para prefeito”

Responder

Nilson Moura Messias

09/10/2012 - 13h29

Ricardo, perfeita avaliação. Assinante da Carta, e, quando saiu a matéria, escrevi um comentário contestando, dizendo ser premeditada. Eduardo Campos, mesmo saindo com o apoio da direita, não tem o cacife, estrutura e nem a estatura política do PT, Dilma e Lula.
E, os candidatos de algumas vitórias do PSB, são laranjas dos tucanos. E, o povão ainda prefere as qualidades e os resultados do PT, Dilma e Lula, juntando uma penca de aliados, fará Dilma Rousseff, reeleita Presidenta do Brasil, em 2014.

Responder

Marcio

09/10/2012 - 12h51

Só vou acreditar nisso se o candidato do PT em Maringá tiver apoio do PT Nacional e vencer o atraso representado pelo PP.
Ou será que mais uma vez vai prevalecer a tese que a questão é a majoritária e não as locais?
Ou será que mais uma vez jogarão um homem decente, competente e honesto às favas? Que em nome de um projeto nacional devem, mais uma vez, queimá-lo?

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Maria Izabel L Silva

09/10/2012 - 12h07

Otima analise. Mas o PSOL não merece o minimo de consideração e confiança. O minimo. O PSOL é o avesso do avesso do avesso … Fazem politica com o figado e odeiam o PT mais do que qualquer outra coisa. Dilma e Lula nâo devem nada ao PSOL. Nada.

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    madureira

    09/10/2012 - 12h44

    mas imagino q em belém o pt deva apoiar o psol. no resto , concordo com vc.

Sagarana

09/10/2012 - 10h02

O Ministério da Saúde adverte: fumar maconha estragada faz mal para o cérebro!

Responder

    abolicionista

    09/10/2012 - 11h17

    Chupa, fascista!

Sagarana

09/10/2012 - 09h58

Aqui em BH a Dilma “venceu” por 40 a 53. KAKAKAKAKA!

Responder

    J Fernando

    09/10/2012 - 10h37

    Porque você não lê o texto em todo seu conteúdo?
    A “vitória” em BH foi a aglutinação de forças do PT que estavam em conflito, o grupo de Pimentel e o grupo de Patrus NÃO se apoiavam mutuamente. Com esta eleição, eles voltaram a se unir. Esta é a vitória, muito importante para um futuro próximo, que o texto explica, mas tem gente que só entende vitória se o candidato sair vencedor das urnas, né?
    Lacerda, aliás, venceu com apoio indireto de Dilma: grande parte das obras aqui de BH são em parceria com o Governo Federal, porque “até outro dia”, Lacerda tinha como vice um candidato do PT.

    Bento Monteiro

    09/10/2012 - 18h39

    Melhor foi o PSDB no Rio que conseguiu IMPRESSIONANTES quase 2,5 % dos votos, QUE VITÓRIA RS…..

    Sagarana

    09/10/2012 - 18h56

    O Pt mineiro esta unido? Quem vai ser o candidato a governador em 2014? Seja Patrus, seja Pimentel, vai perder de novo. De novo…

João Da Silva

09/10/2012 - 09h40

No site,

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

Bomba! Aparece gente do Serra ligada ao ‘mensalão’

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LEANDRO

09/10/2012 - 08h44

Enquanto isso em Brasília…

“O PT e o PMDB fizeram um acordo para encerrar a CPI do Cachoeira sem levar à frente investigações que poderiam elucidar o envolvimento de políticos no esquema do empresário Carlinhos Cachoeira.”

Depois reclamam da imprensa…é muito rabo preso para falar alto com quem quer que seja

Responder

    Matheus

    09/10/2012 - 14h46

    Sem falar da CPI da privataria, que nem foi aberta ainda…

    pedro paulo

    09/10/2012 - 14h53

    Mailson e Leandro, essa matéria não é verídica. penso que vcs ñ deveriam ir atrás da imprensa ‘chapa branca’

José Ricardo Romero

09/10/2012 - 08h20

Manobra complicadíssima muito mais aferida e explicada depois dos acontecimentos do que propriamente como uma estratégia de ação inicial. Houve uma inversão do encadeamento causal. Combinaram com os russos?

Responder

Marcos

09/10/2012 - 07h09

É cedo, mas penso que a analise do Musse é a mais lúcida. No xadrez político algumas derrotas do PT foram realmente propositais, como em Porto Alegre, onde a Dilma votou no PT, mas torcia pela vitória de Fortunatti. Tudo foi feito pensando em manter a base aliada para 2014 e, penso, a melhor forma de contentar o PSB, partido que se sabe estar em ascenção e será rival certo em 2018, senão antes.

Responder

Rodrigo Leme

09/10/2012 - 07h07

Tirando aquela bobagem de “ofensiva do poder judiciário contra o PT”, que o autor deveria ter vergonha de escrever, o texto é corretíssimo.

A Dilma está saindo uma excelente presidente, pouco avessa ao blábláblá e à automistificação e metendo cara no trabalho. Eu votaria nela hoje.

Responder

    Romanelli

    09/10/2012 - 08h58

    ..mesmo pq, penso que NÃO temos melhor alternativa

    Pra Mim, tirando as BARBEIRAGENS dos juros em 2011, barbeiragens que até hoje fazem-nos CATAR CAVACO no crescimento (aliás, estamos conseguindo a proeza de crescermos, pelo 2o ano consecutivo, MENOS que os EUA), tirando 2011, ao menos em questões pontuais e SUPERFICIAIS, populares mesmo, acho que ela acertou a mão (juros e tarifas bancárias pro tomador, cobranças na área da telefonia, energia, planos de saúde e tv a cabo)

    ..verdade é que ela esta jogando pras MASSAS

    Agora, convenhamos, INSTITUCIONALMENTE, ela é igual aos outros ..LEVA com a barriga ..afinal, cadê a reforma fiscal//tributária e trabalhista, previdenciária, da JUSTIÇA e política que sempre esperamos deste que acabou a ditadura ? (meros TRINTA ANOS)

    NA economia ainda é aquilo, nada de pegar o touro a unha, na de desindexação, e na INFRA a coisa é dada em conta gota ..projetos são ADIADOS, ou quando não alcançam seus objetivos por prazo ou SUB-AVALIAÇÃO de custos (ind.naval, submarinos, bélica, aero-espacial, transposição etc etc) ninguém é cobrado (lembre da refinaria da Petrobrás que de US$ 2 pulou pra US$ 20 bilhões e todo mundo se mantém com CARA DE PAISAGEM)

    ..e isso pra não parecer implicante e lembrar que ministérios como o da pesca, cultura e turismo continuam dando emprego pra quem NÃO mostra NENHUM serviço ..ahh sim, e no meio ambiente tb aonde o desmatamento, embora caindo, com satélite e tudo, continua a existir e ser mero dado estatístico

    a propósito, DEPOIS de 12 anos de governo progressista que se seguiu a outros OITO de projeto VANGUARDISTA ..hoje vc tem coragem de, em tendo condições, para de pagar plano de saúde pra se tratar em hospital público e/ou de colocar seu filho em escolha básica do Estado ?

    então é isso, na falta de tu, vai tu mesmo

    augusto2

    09/10/2012 - 17h54

    sim, senhor.
    começo a concordar com voce, escriba.
    separar os reus azuis e amarrar os vermelhos a um tronco legalista num TIMING perfeito nao é ofensiva, é diarreia defensiva diante da ofensiva midiatica contra a toga…

Mailson

09/10/2012 - 06h43

ISTO É UMA VERGONHA: ACABOU A CPI DO CACHOEIRA. POLICARPO E A VEJA PODERÃO CONTINUAR COM AS SUAS SACANAGENS PARA SEMPRE

Na Folha online:

O PT e o PMDB fizeram um acordo para encerrar a CPI do Cachoeira sem levar à frente investigações que poderiam elucidar o envolvimento de políticos no esquema do empresário Carlinhos Cachoeira.

Os dois partidos, que comandam a comissão, temem ser atingidos pela continuidade das apurações da CPI –cujo trabalho será retomado hoje, após um mês paralisado por causa das eleições.

A Folha apurou que o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), já avisou ao partido que apresentará seu relatório final em duas semanas, como estipulado pelo calendário da comissão, mesmo que haja pedidos de prorrogação das apurações.

Responder

Neiva

09/10/2012 - 01h07

Já virou rotina ver a tucanada exaltada e eufórica antes das eleições e cabisbaixos depois que a contagem de votos é feita.

E viva a democracia!!!

Responder

Fabio Passos

09/10/2012 - 01h03

O PiG foi arrasado nas eleições.
Aqui em Curitiba os leitores de veja estão tristes e derrotados.

Chupa, PiG!

Responder

Porra Serra

09/10/2012 - 00h32

tripudiar o enterro =P

Responder

Porra Serra

09/10/2012 - 00h31

Pode parecer insensibilidade tripudiar no enterro de um morto, mas não tempos culpa se a lápide contém uma piada.

Olha o que o site do Democratas diz:

O Democratas sai fortalecido das urnas
Fonte: Assessoria de imprensa

O Democratas apresentou um desempenho expressivo nas eleições 2012. O partido elegeu 274 prefeitos e 3243 vereadores. Mesmo distante do poder federal há 10 anos, o partido mantém-se firme como uma das legendas mais influentes do país.

O Democratas mostrou força nas urnas e ganhou espaço em cidades importantes de médio e grande porte em inúmeras regiões do país. O DEM, que antes do pleito municipal não administrava nenhuma capital brasileira, conquistou em primeiro turno a prefeitura de Aracaju (SE), com o ex-governador João Alves Filho. O democrata foi eleito com 159.668 votos, o equivalente a 2,72% dos votos válidos.

(segue…)

http://www.dem.org.br/2012/10/o-democratas-sai-fortalecido-das-urnas/

kkkk

Responder

    Vinicius

    09/10/2012 - 08h03

    Nunca a frase “perde um amigo, mas não perde a piada”, caiu tão bem como neste comentário.

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