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Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza

18 de novembro de 2012 às 11h06

A cobertura da mídia sobre Gaza: nós sabemos!

do Vermelho

Em texto manifesto, linguistas denunciam a manipulação do noticiário pela grande imprensa para camuflar o massacre do povo palestino, apelam a jornalistas para que não sirvam de joguetes e para que as pessoas se informem pela mídia independente. Entre os signatários, Noam Chomsky. Confira a íntegra.

Enquanto países na Europa e América do Norte relembravam as baixas militares das guerras presentes e passadas, em 11 de Novembro, Israel estava alvejando civis. Em 12 de novembro, leitores que acordavam para uma nova semana tiveram já no café da manhã o coração dilacerado pelos incontáveis relatos das baixas militares passadas e presentes.

Não havia, porém, nenhuma ou quase nenhuma menção ao fato de que a maioria das baixas das guerras modernas de hoje são civis. Era também difícil alguma menção, nessa manhã de 12 de novembro, aos ataques militares à Gaza, que continuaram pelo final de semana. Um exame superficial comprova isso na CBC do Canada, Globe and mail, na Gazette de Montreal e na Toronto Star. A mesma coisa no New York Times e na BBC.

De acordo com o relato do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR, pela sigla em inglês) de domingo, 11 de Novembro, cinco palestinos, entre eles três crianças, foram assassinados na Faixa de Gaza, nas 72 horas anteriores, além de dois seguranças. Quatro das mortes resultaram das granadas de artilharia disparadas pelos militares israelenses contra jovens que jogavam futebol. Além disso, 52 civis foram feridos, seis dos quais eram mulheres e 12 crianças. (Desde que este texto começou a ser escrito, o número de mortos palestinos subiu, e continua a aumentar.)

Artigos que relatam os assassinatos destacam esmagadoramente a morte de seguranças palestinos. Por exemplo, um artigo da Associated Press publicado no CBC em 13 de novembro, intitulado “Israel estuda retomada dos assassinatos de militantes de Gaza”, não menciona absolutamente nada de civis mortos e feridos. Ele retrata as mortes como alvos “assassinados”. O fato de que as mortes têm sido, na imensa maioria, de civis, mostra que Israel não está tão engajado em “alvos” quanto em assassinatos “coletivos”. Assim, mais uma vez, comete o crime de punição coletiva.

Outra notícia de AP na CBC de 12 de novembro diz que os foguetes de Gaza aumentam a pressão sobre o governo de Israel. Traz a foto de uma mulher israelense olhando um buraco no teto de sua sala. Novamente, não há imagens, nem menção às numerosas vítimas sangrando ou cadáveres em Gaza. Na mesma linha, a manchete da BBC diz que Israel é atingido por rajadas de foguetes vindos de Gaza. A mesma tendência pode ser vista nos grandes jornais da Europa.

A maioria esmagadora das notícias enfatizam que os foguetes foram lançados de Gaza, nenhum dos quais causaram vítimas humanas. O que não está em foco são os bombardeios sobre Gaza, que resultaram em numerosas vítimas graves e fatais. Não é preciso ser um especialista em ciências da mídia para entender que estamos, na melhor das hipóteses, diante de relatos distorcidos e de má qualidade e, na pior, de manipulação propositadamente desonesta.

Além disso, os artigos que se referem à vítimas palestinas em Gaza relatam consistentemente que as operações israelenses se dão em resposta ao lançamento de foguetes a partir de Gaza e à lesão de soldados israelenses. No entanto, a cronologia dos eventos do recente surto começou em 5 de novembro, quando um inocente, aparentemente mentalmente incapaz, homem de 20 anos, Ahmad al-Nabaheen, foi baleado quando passeava perto da fronteira. Os médicos tiveram que esperar seis horas até serem autorizados a buscá-lo. Eles suspeitam que o homem pode ter morrido por causa desse atraso. Depois, em 08 de novembro, um menino de 13 anos que jogava futebol em frente de sua casa foi morto por fogo do IOF, que chegou ao território de Gaza em tanques e helicópteros. O ferimento de quatro soldados israelenses na fronteira em 10 de novembro, portanto, já era parte de uma cadeia de eventos que começou quando os civis de Gaza foram mortos.

Nós, os signatários, voltamos recentemente de uma visita à Faixa de Gaza. Alguns de nós estamos agora conectados aos palestinos que vivem em Gaza através de mídias sociais. Por duas noites seguidas, palestinos em Gaza foram impedidos de dormir pela movimentação contínua de drones, F16, e bombardeios indiscriminados sobre vários alvos na densamente povoada Faixa de Gaza . A intenção clara é de aterrorizar a população, e com sucesso, como podemos verificar a partir de relatos dos nossos amigos. Se não fosse pelas postagens no Facebook, não estaríamos conscientes do grau de terror sentido pelos simples civis palestinos em Gaza. Isto contrasta totalmente com a consciência mundial sobre cidadãos israelenses chocados e aterrorizados.

O trecho de um relato enviado por um médico canadense que esteva em Gaza, servindo no hospital Shifa ER no final de semana, diz: ” os feridos eram todos civis, com várias perfurações por estilhaços: lesões cerebrais, lesões no pescoço, tamponamento cardíaco, ruptura do baço, perfurações intestinais, membros estraçalhados, amputações traumáticas. Tudo isso sem monitores, poucos estetoscópios, uma máquina de ultra-som. …. Muitas pessoas com ferimentos graves, mas sem a vida ameaçada foram mandadas para casa para ser reavaliadas na parte da manhã, devido ao grande volume de baixas. Os ferimentos por estilhaços penetrantes eram assustadores. Pequenas feridas com grandes ferimentos internos. Havia muito pouca morfina para analgesia.”

Aparentemente, tais cenas não são interessantes para o New York Times, a CBC, ou a BBC.

Preconceito e desonestidade com relação à opressão dos palestinos não é nada novo na mídia ocidental e tem sido amplamente documentado. No entanto, Israel continua seus crimes contra a humanidade com a anuência plena e apoio financeiro, militar e moral de nossos governos, os EUA, o Canadá e a União Europeia. Netanyahu está ganhando apoio diplomático ocidental para operações adicionais em Gaza, que nos fazem temer que outra operação Cast Lead esteja no horizonte. Na verdade, os novos acontecimentos são a confirmação de que tal escalada já começou, como a contabilização das mortes de hoje que aumenta.

A falta generalizada de indignação pública a estes crimes é uma conseqüência direta do modo sistemático em que os fatos são retidos ou da maneira distorcida que esses crimes são retratados.

Queremos expressar nossa indignação com a cobertura repreensível desses atos pela mainstream mídia (grande imprensa corporativa). Apelamos aos jornalistas de todo o mundo que trabalham nessas mídias que se recusem a servir de instrumentos dessa política sistemática de camuflagem. Apelamos aos cidadãos para que se informem através de meios de comunicação independentes, e exprimam a sua consciência por qualquer meio que lhes seja acessível.

Hagit Borer, linguista, Queen Mary University of London (UK)

Antoine Bustros, compositor e escritor, Montreal (Canadá)

Noam Chomsky, linguista, Massachussetts Institute of Technology, USA

David Heap, linguista, University of Western Ontario (Canadá)

Stephanie Kelly, linguista, University of Western Ontario (Canadá)

Máire Noonan, linguista, McGill University (Canadá)

Philippe Prévost, linguista, University of Tours (França)

Verena Stresing, bioquímico, University of Nantes (França)

Laurie Tuller, linguista, University of Tours (França)

Leia também:

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66 Comentários escrever comentário »

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beto_w

23/11/2012 - 16h45

Ernesto, novamente não sei por que as aspas ao me chamar de “judeu”. Sou judeu, nascido de pai e mãe judeus, estudei em colégio judaico, frequentei tnuá e tudo mais. Morei durante um ano em Israel, 3 meses em um kibutz, trabalhando nas plantações e criadouros. Ah, lá não se trabalha de sol a sol literalmente, já que o shabat é uma das principais contribuições do judaísmo à civilização ocidental – um dia de descanso na semana.

Eu concordo, para alguns palestinos mais radicais, a existência de Israel é uma afronta. No entanto, olhe pelo lado deles – para eles, os judeus simplesmente começaram a chegar aos montes a partir de 1881, e em 1947 a ONU lhes deu metade da terra em que moravam. Por outro lado, em Israel também há fanáticos que acham que se deveria invadir e anexar de vez Gaza e a Cisjordânia e expulsar (ou exterminar) os palestinos, e alguns até afirmam ser nosso “direito divino” tomar-lhes o pouco que lhes sobrou.

Sim, Israel é um país próspero, e também concordo com você que as lideranças árabes, em particular as palestinas, não são flor que se cheire, e são parte da causa do atraso dos palestinos. No entanto, é extremamente desrespeitoso e preconceituoso de sua parte retratar os palestinos como povo atrasado, belicoso e preguiçoso – pior ainda, traçando um paralelo com programas de assistência social brasileiros e de sobra ofendendo as famílias que se valem desses programas para sobreviver. Israel não é um jardim com verdes e plantações. É um país de terreno árido. O verde e as plantações são encontrados nos kibutzim, graças a técnicas de irrigação desenvolvidas por lá, mas não fale como se o país todo fosse um imenso tapete de grama, que acaba bem na fronteira, pois isso não é verdade. E nem Gaza nem a Cisjordânia são “aridez e pedras”, como você falou. Também há plantações, cultivo, criação de animais. Eles não têm os recursos e o dinheiro que os israelenses têm (em parte pela corrupção de seus líderes, em parte pelo bloqueio de Israel, em parte pelos bombardeios que minam sua infra-estrutura), mas fazem o possível.

Israel também tem seus problemas socio-econômicos (em 2011, houve um movimento de protesto por justiça social, lembra?), ou seja, pode ser um país próspero, mas só para a sua classe alta. E quanto a ser a única democracia do Oriente Médio, eu podia escrever um artigo inteiro sobre isso, mas vou tentar ser sucinto. Por um lado, Israel pode ser uma democracia, mas uma democracia com muitos cidadãos de segunda categoria (árabes, etíopes, sefaradim, etc), e com uma série de restrições veladas à liberdade de expressão. Por outro lado, há outros exemplos de democracia no Oriente Médio. A Turquia, por exemplo, é democrática desde bem antes da Primavera Árabe, bem como o Líbano. O Iraque está cambaleando em seus primeiros passos para uma democracia estável, apesar do estrago que os EUA causaram por lá. E a Primavera Árabe trouxe os ventos da democracia para o Egito e a Tunísia.

Não entendi sua afirmação de que sou condescendente. Quanto a Cuba, apenas mencionei que o bloqueio imposto pelos EUA acabou com a economia deles, assim como o bloqueio de Israel a Gaza os impede de prosperar. Quanto aos palestinos, não é condescendência, é respeito e humanismo – caso você não saiba, eles são seres humanos também. Quanto aos homens-bomba, por favor, me mostre onde eu fui condescendente com eles. Inclusive eu disse: “Os ataques a Gaza pelo exército de Israel são tão imorais quanto os lançamentos de foguetes Qassam ou os atentados suicidas“. Não defendo lançamentos de foguetes, não defendo atentados, defendo sim a dignidade da maioria dos palestinos, que não são terroristas nem militantes do Hamas, nem ficam “ocupados demais lançando mísseis”.

Não sou condescendente com Israel – no tocante ao modo com que lida com os palestinos. E não tenho que ser condescendente com os judeus, pois não estou aqui a condenar os judeus como um todo por causa do que o governo de Israel faz. Não vamos misturar as coisas, uma crítica aos bombardeios que Israel faz em Gaza ou ao bloqueio por eles imposto não é um ataque aos judeus como um todo.

Você insiste em mencionar os desvios de Arafat e a Síria – seria para desviar o assunto? Pois não é o que está em pauta aqui. Mas mesmo assim vou responder. Se você buscar meus comentários mais antigos por aqui, verá que eu também denuncio a corrupção dos líderes palestinos, também critico ditadores como Assad, Mubarak e companhia.

Quando eu falei em célula terrorista, foi neste trecho aqui: “[…] bombardeios a escolas e hospitais com a justificativa que lá operava uma célula terrorista […]”. O que quero dizer é que a justificativa padrão de Israel quando suas bombas atingem escolas e hospitais, matando crianças, idosos, grávidas, enfermos, médicos e outros inocentes, é a de que a escola ou hospital era usada pelo Hamas como base terrorista. Em nenhum momento afirmei que há em Gaza apenas uma célula terrorista. Não distorça minhas palavras, por favor.

Um dos seus comentários a mim dirigidos não faz nenhum sentido, não entendo o que você estava tentando provar. Se não me acha laico, me rotule como secular, conservador, ortodoxo, o que quiser. Sou tão judeu quanto você, e também o são Chomsky, Avnery, Pappé, Finkelstein e outros que criticam as ações de Israel. Eu, assim como eles, também tenho orgulho da herança cultural judaica, e por isso mesmo me sinto na obrigação moral de protestar contra atitudes desumanas do país que teoricamente deveria ser representante de tudo que há de melhor no judaísmo. Não nego que haja anti-semitismo, eu mesmo já senti na pele. Se procurar um artigo aqui do Viomundo daquela época da polêmica piada do Rafinha Bastos sobre os velhinhos de Higienópolis, irá ver minha opinião a respeito. Mas, faço questão de frisar, não confunda uma crítica à truculência de Israel no trato com os palestinos com anti-semitismo. E se há muita gente que confunde os dois e acaba soando anti-semita quando quer apenas criticar Israel, parte da responsabilidade é de pessoas como você, que fazem questão de misturar os dois para usar a desculpa do anti-semitismo como defesa a essas críticas.

Enfim, melhor sorte na próxima vez.

Responder

    Ernesto Goldstein

    26/11/2012 - 03h37

    Caro Beto
    A minha consideração a sua longa resposta me leva a pontuar algumas questões, pelo bem da verdade.
    Não sei se odia de descanso é a pricncipal contrubuição doJudaismo à civilização ocidental… Acho que são os Dez Mandamentos e a concepção ética aí embutida… Afinal,o “Não Matarás” foi uma absoluta novidade na época em que foi criado pelos judeus (e não por um Deus na minha opinião…).. Muitos filosofos e juristas concordariam comigo… As Tabuas de Lei estão decorando a entrada do Congresso Norte Americano, por exemplo,entre outros… Antes, a vida humana era considerada sem valor… Muitos ainda a consideram assim,por exemplo os “homens-bomba ” e sua ideologia assassina.
    Trabalhar de sol a sol é uma expressão por demais conhecida da lingua portuguesa que dispensa explicações… Há culturas que não valorizam o trabalho, há indivíduos que canalizam suas energias para outro tipo de atividade.. lembro que em Israel, que voce diz conhecer, se trabalha, se estuda, se pesquisa,etc etc de sol a sol… O pretenso sexto exercito do mundo (ouvi um indivíduo falar esta tolice na TV Bamndeiranteshoje) é composto de cidadãos /soldados,na acepção mais democrática que se pode cobnceber de um Exército Nacional…E nunca tentou dar um Gilpe de Estado, como é tão corriqueiro na tua democrática Turquie, não é verdade, “Beto”? A propria ideia de um militar israelense tentando uma quartelada é tão absurda que soa como maluquice…Quem manda lá é a Autoridade Legalmente constituída, ungida pelo Parlamento, eleito pelo Povo… Novidade sim no Oriente Médio,e voce sabe disso, Beto…
    Beto,os judeus não começaram a chegar aos montes, eles estavam presentes em Israel desde tempos imemoriais, mesmo seu país tendo sido destruido pelos romanos e boa parte do povo judeu, exilado à força…
    Os habitantes árabes (escassos)da região foram estimulados por lideres arabes demagogos inclusive o Muftide Jerusalem (aliado de Hitler) a se retirarem em massa para permitir o pretenso (e planejado…) massacre que os exercitos de sete paises arabes certamente perpetrariam (todos contavam com isto…) aos judeus: Voce conhece a expressão arabe “Itbach al-Yahud,” (morte aos judeus) proferida por multidoes arabes desde os anos 20 em progroms incitados e estimulados pelo ja citado Mufti? Pois bem, aquele punhado de valentes judeus, em 1948, com a ajuda de voluntarios de todo o mundo (lembrando a valorosa Espanha republicana) derrotou sete exercitos arabes, com a ajuda apenas da URSS e Tchecoeslovaquia e garantiu a existencia (legal) do Estado de Israel… Certamente se voce pudesse estaria entre estes valorosos soldados (eu tambem) eis que voce se diz judeu e la viveu e conviveu 1 ano… A não ser que discorde da existencia do Estado de Israel o que tornaria estranho a tua presença lá…Claro está que isto por outro lado não seria problema nenhum: Israel, ao contrario de “Gaza”é um país democratico onde se admite a existencia de TODAS as opiniões, há partidos árabes no Parlamento, há judeus religiosos CONTRA a existencia de Israel porque o Messias ainda não chegou, sendo, portanto Israel uma heresia (!!) Já em Gaza se coloca a oposição na cadeia (!!!) e se fuzila sumariamente e se arrasta o corpo pelas ruas de pretensos “traidores” (possivelmente membros da Fatah, como saber…)enfim territorio da barbarie nas maos de uma gang criminosa a serviço sabe-se lá de quem.. Talvez o Iran,é o que diz a imprensa israelense livre e democratica.
    O povo de Gaza alegadamente passa fome devido ao “bloqueio” israelense (uma mentira cafageste)Curioso com conseguem driblar facilmente tal bloqueio e contrabandear para Gaza centenas e centenas de foguetes e misseis… Ora, Beto, porque não contrabandeiam também alimentos.. Imagino que para cada foguete corresponderiam em peso e em grana dezenas de igogurtes, frutas, litros de leite e outros generos, enganando os tenebrosos militares israelense e comendo a vontade.
    Tambem vou voltar a comentar o massacre sírio.Porque? Porque sim Beto, voce não ´pode determinar o que as pessoas vão falar… Parece até que é um tema que voce gostaria de evitar… Assad,o tirano e algoz dos sírios é um mero representante (títere, como diziam os soviéticos) do Iran. Não tem mais nunhma representatividade, seu desgaste é colossal… Nem Gadhaffi (lembra dele, este combatente da liberdade especialmente contra aviões civis)ousou bombardear seu povo com sua aviação para revidar ataques de insurgentes (aqui sim)contra seu exército.. Nunca jamais nenhum de nossos manjados Gorilas latinoamericanos ousou tanto… Nem Pinochet chegou perto.. Apenas bombardeou o presidente Allende em seu palacio,mas o povo? Velhos, aleijados, crianças aleatoriamente? POis bem, a tal imprensa que Chomski condena tanto praticamente dá carta branca a Assad para massacrar seu povo… Afinal são os costumes culturais deles,é assunto interno deles… Quanta hipocrisia… Que afronta à dignidade dos povos… Um dia, o povo sírio recuperará a sua dignidade e vera que seu verdadeiro inimigo não são os judeus (sim Judeus, Beto,em arabe innguem fala em”Israel”,falam sim Judeus… Não feche os seus olhos à verdade…)mas sim aqules que os incitaram e insuflaram,que lhe prometeram vitorias impossiveis,que os iludiram por decadas para fechar seus olhos para sua exploração e tirania… Sultões obesos,torneiras de ouro em iates,ditadores sanguinarios, empulhadores e demagogoss variados , canalhas e facínoras, esta é a liderança arabe… Pobre povo arabe, precisara de muitas primaveras, verões e invernos… Beto, desculpe-me,mas sugiro quer voce agora passe um ano em Damasco ou à beira do Eufrates, conviva com este povo que voce tanto defende… Ah,esqueci… Não mencione que é judeu… Não lhe darao visto para a Arabia Saudita,Emiratos Arabes,Kuweit , Iran, e diversos outros países… Acho injusto, mas parece que não gostam muito de nós… O Marrocos, por exemplo, há 20 anos contava com 350.000 judeus,diversas familias lá estavam há 2.000 anos… No entanto,tiveram que fugir… Deixando seus bens é claro… Igual na Espanha em 1492,Portugal, França, etcetc etc Não é novidade para o povo judeu… UMa longa historia de perseguições e expoliações…
    Mas de Israel, Beto, perca as esperanças…O povo judeu nunca saira de um milimetro de Israel… … Voce que diz ter vivido lá deveria saber disto…Que os palestinos não contem com isto, porque se arriscam a um amargo fim…Quando poderiam ter um futuro glorioso de cooperação pacífica. progresso e entendimento… O fanatismo é mesmo lamentavel…
    Um abraço amistoso
    E.

    abolicionista

    27/11/2012 - 01h43

    “Não matarás”, realmente, uma grande contribuição. Como é grande a distância entre as palavras e as coisas, não?

    beto_w

    27/11/2012 - 13h52

    Ernesto, respondo aqui às suas colocações.

    Em nenhum momento eu falei que o shabat é a principal contribuição judaica, mas sim uma das principais. Poderíamos passar horas discutindo isso, mas não vem ao caso no momento, já que essas contribuições todas não isentam o povo judeu de tratar os outros povos com justiça e com ética (outra grande contribuição judaica, você mesmo disse).

    Você ainda tenta imputar aos palestinos a qualidade de preguiçosos, ou insinua que eles, ao invés de trabalharem como os israelenses, canalizam suas energias para a violência. Pois bem, na medida do possível, a maioria dos palestinos tenta sim viver uma vida normal, trabalhar, estudar, pesquisar – “de sol a sol”, igual aos israelenses. Nem todo palestino é terrorista ou militante do Hamas.

    O exército de Israel não precisa dar golpes porque o governo o apóia em suas loucas e cruéis empreitadas. E em nenhum momento eu falei nada sobre Israel não ser uma democracia. A “minha” (??) Turquia já sofreu golpes de estado sim, assim como o meu Brasil – e ambos hoje em dia são democráticos. Você pode até dizer que Israel foi a primeira democracia da região, mas já não é mais a única. E mesmo que o fosse, isso não lhe dá o direito de bombardear a população civil palestina.

    Concordo com você, sempre existiram judeus morando na Palestina, mas em pouco número, em sua maioria religiosos ortodoxos, e em paz e harmonia com seus vizinhos e governantes. A partir de 1881, com a primeira Aliá russa, começaram a chegar outros judeus aos borbotões, falando línguas estranhas, com costumes estranhos, roupas estranhas – naturalmente os habitantes locais enxergaram isso como uma invasão, e isso os incomodou.

    Sim, os árabes então montaram milícias para atacarem os assentamentos desses novos imigrantes, organizaram pogroms, mas os judeus também organizaram suas milícias – que também atacavam assentamentos árabes. Nenhum dos dois estava com a razão na minha opinião, pois eu abomino a violência. Sim, em 1948, os países árabes tentaram acabar com a existência do país recém-criado, e foram rechaçados. Mas nada disso dá a Israel o direito de fazer um cerco à população de Gaza e de bombardeá-los.

    Não discordo da existência de Israel, discordo da maneira que trata os palestinos. Concordo que há liberdade de expressão em Israel mas de nada vale essa liberdade se o Knesset é dominado por um bando de crápulas que passa leis cada vez mais segregacionistas, aprova expansões de assentamentos, e permite ao exército cometer atrocidades impunemente.

    Sim, o que a mídia mostra de Gaza é selvageria, barbárie. Mas é selvageria e barbárie bombardear a torto e a direito, lançar fósforo branco em áreas densamente povoadas ou torturar crianças. Vamos olhar no espelho um pouco e ver no que nos tornamos.

    Os túneis de Gaza são utilizados para contrabandear de tudo um pouco, incluindo comida, materiais de construção, roupas, cigarros, e sim, armas. Mas você não acha tenebroso que eles tenham que contrabandear comida?

    Você pode comentar sobre a Síria, a Líbia, o que quiser. Longe de mim determinar o que você fala, mas novamente, isso é desviar o assunto. Os erros dos governantes árabes não justificam os erros dos governantes israelenses.

    Eu sei que, simplesmente pelo fato de ser judeu, não sou bemvindo em vários países árabes. Sei que desde 1948 vários países árabes expulsaram os judeus e confiscaram seus bens – é óbvio que eu não apóio isso. Mas isso tampouco dá a Israel carta branca para fazer isso com os palestinos. E eu sei que o anti-semitismo nesses países é muito disseminado. Mas esse anti-semitismo árabe é coisa recente, você bem sabe que os judeus viveram bem melhor na idade média sob domínio muçulmano do que sob domínio cristão. Esse anti-semitismo surgiu como antagonista ao sionismo, e as instituições judaicas que insistem em misturar as estações confundindo judaísmo, sionismo e Israel contribuem em muito para isso. Nem todo judeu precisa ser sionista, ou defender toda e qualquer ação de Israel, por mais imoral que seja.

    O povo judeu não precisa sair de Israel, mas sim conviver com os palestinos e lhes permitir uma vida digna em termos de igualdade. Nem todo palestino é fanático, mas as ações militares de Israel contribume para o fortalecimento desse fanatismo. Ah, e entre os israelenses também há uma parcela de fanáticos, que acha que deveríamos invadir Gaza e a Cisjordânia, anexá-los ao território israelense, e expulsar os palestinos.

    Uma ultima coisa, sem argumentos ad-hominem, por favor. Pare de insinuar questionamentos sobre minha identidade judaica, ou sobre a minha vivência. Vamos tentar manter um diálogo civilizado.

Luca K

20/11/2012 - 11h48

@Jair de Souza; Parabéns pelos teus esforços em expor a barbaridade q vem sendo cometida contra o povo palestino. Veja q mesmo em um canal de imprensa metido a ser apegado a ‘verdade dos fatos’, Carta C, temos ‘jornalistas’ q se prestam a fazer exatamente o q o Chomsky e os demais DENUNICIAM! Leia aqui, cuidado pra não vomitar: http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-hamas-e-a-direita-de-israel-aliados-na-loucura/#todos-comentarios

Responder

    Ernesto Goldstein

    22/02/2013 - 01h55

    Voces são muito bons em se congratular mutuamente… Parecem uns professores quetive na minha velhaFaculdade… Ficavam se elogiando mutuamente enquanto nós estudantes viamos o ridiculo daquilo com clareza cristalina….

Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza | Hum Historiador

20/11/2012 - 00h18

[…] do Vermelho – publicado também em Viomundo […]

Responder

    Ernesto Goldstein

    22/02/2013 - 01h28

    É verdade, caro Beto, judeus usam roupas estranhas (????), alguns usam barbas estranhas, que os nazistas adoravam puxar e ridicularizar… Eu, de minha parte, a unica roupa estranha que uso é uma camisa do Fluminense….Em Israel, vi garotos usando-a tambem, alem das camisas do Flamengo e, claro, da onipresente seleção brasileira…Não acredito que isto tenha aborrecido muito aos arabes…Afinal, eles tambem usam “roupas estranhas” (rs) Agora, me perdoe, linguas estranhas…Uhnnn…Voce estara se referindo ao idiche….Será?? Talvez fale em escrita estranha tambem….Ou ao hebraico…Os rolos da Torah… Apenas uma livre associação que fiz… Uma coisa tenho certeza…As mulheres israelenses aborrecem tremendamente aos arabes… Tem liberdade sexual,usam pilulas e tem opiniao propria, votam, trabalham estudam, enfim, sao liberadas… Nem se cogita de (com todo o respeito…) burkas, veus ou ainda a nefanda e execrada mutilação genital feminina… Ou seja a presença do Estado Democratico de Israel, como dizem meus netos, chegou para abalar…Ounico partidocomunista de todo o Oriente Medio funciona em Israel, com carteirinha e tudo, sabia? Eu sei que sabia….

Urbano

19/11/2012 - 14h23

Essa manipulação é tão antiga quanto o próprio conflito. E os mocinhos são sempre quem? Isso mesmo: os davizinhos…

Responder

Jose Mario HRP

19/11/2012 - 10h35

O nobre Noam sempre ao lado da razão!
Para quem lê, embora esteja longe de ser um verdadeiro espirita, os livros espiritas, um verdadeiro Mensageiro em missão!
Terá grandes méritos quando da volta as colônias!

Responder

Mauro Santayana: Israel e a nova guerra mundial « Viomundo – O que você não vê na mídia

19/11/2012 - 00h51

[…] Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza […]

Responder

Ernesto Goldstein

18/11/2012 - 23h07

São fatos frequentemente ignorados:
Israel subdisia a Faixa de Gaza fornecendo luz elétrica e água gratuitamente aos milhares de moradores palestinos GRATUITAMENTE. Sim, senhores, e nem mesmo nos momentos de maior conflito, quando o HAMAS bombardeava os civis israelenses sem trégua, ste forneciemnto foi suspenso! Já os aliados árabes dos palestinos de Gaza estão prontos, hipocritamente para lá mandar apenas dinheiro dos petrodólares, na casa dos milhões de dólares, (principalmente para as famílias dos chamados mártires) como o hipocrita chefe de estado do Catar e o rei saudita. Agora, nenhum árabe ira derramar uma gota de sangue por Gaza…
Por outro lado, diariamente dezenas de habitantes de Gaza cruzam a fronteira para ir se tartar GRATUITAMENTE nos hospitais israelenses. Disto eles sabem muito bem usufruir, e assim continuarão, pois Israel jamais negou socorro médico aos árabes… Todos asbem da excelência dos médicos e hospitais israelenses, procurados por pacientes de TODO o mundo (inclusive de muitos países áreabes…)

Responder

    Jair de Souza

    19/11/2012 - 11h52

    Seu comentário deveria ser divulgado ao máximo, por todos os lados, para que todo mundo soubesse o que é na verdade um sionista. Se eu dizer coisas do tipo das que você está dizendo, são capazes de me chamar de antissemita, de estar querendo passar aos outros a imagem de que Israel é um estado totalmente dominado pela visão do colonialismo em seu nível mais escroto, que os sionistas são colonialistas dos mais abjetos, daqueles que acham que os povos subjugados ainda deveriam agradecer pelas bondades dos ocupantes. Mas, quando esta visão é passada por um autêntico sionista, tudo fica muito mais crível. Obrigado. Vou tratar de divulgar suas ideias na medida de minha capacidade.

    Ernesto Goldstein

    20/11/2012 - 19h39

    O seu linguajar diz muito sobre voce, Jair, seus ódios e ressentimentos…Tente burilar um pouco mais o que voce escreve, evite palavras chulas, não fica bem para uma pessoa tão nobre e digna, defensora dos oprimidos de todo o mundo…E tente respeitar quem pensa diferentemente, afinal, o outro merece respeito (e pode ter razão…)

    Ernesto Goldstein

    20/11/2012 - 19h49

    Há momentos em que é necessartio esfregar a verdade na cara das pessoas para elas enxergarem… Já alguns, nem assim…Procure se informar sobre o que ocorre na Siria? Tambem é culpa dos judeus?

    abolicionista

    19/11/2012 - 13h49

    Isso é uma piada, não? Se Israel bloqueia a entrada de qualquer produto, inclusive de alimentos, em Gaza, obviamente Israel tem a obrigação de fornecer recursos mínimos, sem os quais os habitantes de Gaza morreriam. O mesmo acontece com prisioneiros de guerra, é obrigação de quem os aprisiona mantê-los vivos e fornecer um mínimo de assistência hospitalar, etc. O contrário disso seria simplesmente um genocídio.
    Nada disso muda o fato de que o bloqueio a Gaza é uma atitude imperial de Israel, atitude que só faz fortalecer ainda mais o Hamas, grupo que se alimenta do desespero daqueles que não possuem qualquer perspectiva de vida digna e convivem com a humilhação de viver em um território ocupado. Só falta dizerem que os habitantes de Gaza vivem às custas de Israel, que são preguiçosos, etc… Bom, quando foi evocada essa retórica de lavadeira, só resta perguntar: se a situação deles é tão confortável, você trocaria de lugar com eles?

    Ernesto Goldstein

    20/11/2012 - 19h46

    O unico “bloqueio” que a Faixa de Gaza sofre é naval, visando tenta impedir que ARMAS entrem no territorio. Afinal, elas serão usadas contra civis, em uma tentativa de chantagear e encurralar um estado independente, criado graça~s ao apoio (bemvindo) da URSS, Tchecoeslovaquia e Hungria, que lhe enviou armas no não tão distante ano de 1948 (leia um pouco mais), De fato, alimentos e produtos entram livremente em Gaza, lá há hoteis de luxo (para receber delegações estrangeiras, claro! Porque voce não tenta ir lá? Fale com o seu chefe de celula do PT…)Em Gaza há ricos e pobres, há atrazo porque islamicos não permitem nem Universidades nem mulheres estudando (ao contrario de israel) O Hamas é que é retrogrado e atrazado, a esquera apoia-lo é parte de um quadro de cinismo, corrupção e desonestidade que reinam na atualidade… Enfim, cansei..

    beto_w

    21/11/2012 - 13h34

    Ernesto (novamente, respondo aqui pois o site tem um limite de níveis de resposta, e o botão “responder” não aparece abaixo de seu comentário), para começar, por que coloca “bloqueio” entre aspas? É sim um bloqueio, e não só naval. Israel controla quase tudo que entra em Gaza, obriga qualquer navio a aportar em território israelense e a deixar ali sua carga para que entre por terra em caminhões cuja quantidade diária é limitada, e também restringe o pouco que entra via fronteira com o Egito. E pior ainda, proíbe qualquer tipo de exportação de Gaza, o que detona qualquer economia – pergunte a Cuba.

    Esse controle todo é um dos principais causadores do sofrimento e da miséria dos palestinos, e não o Hamas. Não, alimentos e produtos não entram livremente em Gaza – só os produtos israelenses. Material de construção é extremamente restrito, sob a justificativa de que poderia ser usado para construir instalações para “fins terroristas”. Como é que se espera que os palestinos organizem um estado independente se não se lhes dá condições nem ao menos de construir casas, escolas, hospitais? E pior ainda, a cada onda de violência se destrói mais e mais.

    Sim, em Gaza há UM hotel de “luxo” (acho que seria considerado 3 estrelas no máximo por padrões de hotelaria internacionais), arriscado a fechar suas portas a cada surto de violência. Há lojas, um shopping center, há sim universidades, e as mulheres estudam sim. Elas são obrigadas a usar o hijab na universidade – mesmo as que não são religiosas ou nem ao menos muçulmanas – e estudam em classes separadas dos homens. Mas podem sim estudar. Isto é, quando Israel não bombardeia a universidade, como ocorreu em 2008. Mas tudo isso é uma tentativa dos palestinos de viverem uma vida normal, o que lhes é negado cada vez que Israel lança bombas sobre suas cabeças.

    O Hamas pode ser um problema na região, mas nem de longe é o principal causador da miséira em Gaza. Não apoio os atentados, os lançamentos de foguetes Qassam, mas tampouco vou apoiar assassinatos de quem quer que seja, muito menos bombardeios a escolas e hospitais com a justificativa que lá operava uma célula terrorista, classificando a morte de centenas de inocentes como “dano colateral”, ou tentando passar a conta ao Hamas por ter usado essas instalações para fins militares.

    Enfim, é pena que você tenha se cansado. Se viesse com a mente aberta poderia enxergar um outro lado do conflito que o discurso que permeia a comunidade judaica não mostra.

    Ernesto Goldstein

    23/11/2012 - 00h27

    É muito raro encontrar “prisioneiros de guerra” que lançam 1.800 mísseis em uma semana- inclusive os Grad de fabricação iraniana – na cabeça de seus aprisionadores… Deixe de ser hipócrita amigo…
    Luca (?), não tenho heróis, sionistas ou não… Já passei da adolescencia ha tempos… Me parece que a principal “provocação ” de Israel é existir!! Prosperar, progredir, ser a única democracia do Oriente Médio… Quer insulto maior? Enquanto palestinos eram ludibriados por reis, tiranos e ditadores variados de todas as facções Baath imaginaveis, que os mantinham iludidos nos nefastos campos de refugiados, dedicados a cultivar ódios e se iludir, Israel trabalhava e trabalhava… Alguem aí já visitou um kibutz, esquerdinhas de araque? Provavelmente não.. E voce “Beto” que diz ser “judeu”? É dureza… Lá se trabalha de sol a sol literalmente… O resultado se vê na fronteira de Gaza… Do lado de cá um jardim, com verde e plantações.. Do lado de lá aridez e pedras… Estão ocupados demais lançando misseis e recebendo o bolsa familia da ONU e da familia real saudita…

    abolicionista

    27/11/2012 - 01h28

    Quer dizer que a prosperidade de Israel se deve ao trabalho nos kibutz? Olha, não quero criticar a prosperidade de ninguém, acho que Israel deveria mesmo se tornar um exemplo democrático no oriente médio. Tampouco tenho nada contra os judeus, considero a cultura judaica admirável sob vários aspectos, enfim, isso nem vem ao caso… A questão é que Israel não parece o tipo de país com potencial agrário-exportador. Simplesmente não é uma possibilidade, economicamente falando. Por falar nisso, é impressionante como o nacionalismo consegue tornar os homens estranhos uns aos outros e, ao mesmo tempo, tão parecidos. Os argumentos dos falcões são muito parecidos com os dos representantes do Hamas. Os trabalhadores dos kibutz trabalham tanto quanto os lavradores palestinos, sírios, egípcios, a vida no campo é dura. Não concordo com Aaron David Gordon, não acho que o trabalho braçal seja superior ao comércio, esse tipo de argumento, aliás, foi utilizado para discriminar judeus durante séculos. Não obstante, se os israelenses realmente querem a paz, e não apenas satisfazer desejos vingativos, poderiam pensar duas vezes antes de votar no Likud. A cada bomba que Israel lança na faixa de gaza, o Hamas agradece. Quanto ao “cansei” com o qual você termina sua resposta, achei que esse movimento já tinha acabado. Em tempo a esquerda consciente jamais deve apoiar nenhum nacionalismo, porque a esquerda é internacionalista e todo nacionalismo carrega elementos mítico e regressivos que, fora de controle, podem conduzir ao fascismo (veja-se o caso do nacional-socialismo). Finalmente, não sou especialista no assunto, mas, cada vez que me informo a respeito, menos credibilidade dou aos argumentos bélicos de Israel.

    beto_w

    19/11/2012 - 14h39

    Olha nós aqui de novo. Ernesto, por favor, de que fonte você tirou essa informação de que Israel fornece água, energia elétrica e tratamento médico a Gaza gratuitamente? Eu sei que Gaza depende de suprimentos de água, combustível, comida, materiais de construção, etc. vindos de Israel, que faz questão de controlar e limitar as quantidades que entram. Como são praticamente proibidos por Israel de importarem ou exportarem diretamente qualquer produto que seja, é óbvio que acabam dependendo de Israel. Ainda mais quando, a qualquer momento que o conflito se torna mais intenso, Israel pune coletivamente os palestinos destruindo sua infra-estrutura. Em 2006, a usina termoelétrica de Gaza foi destruída, e até hoje não voltou a sua capacidade plena de 140MW.

    Quanto a tratamento médico, a capacidade de Gaza é precária, mas existe. Há hospitais, mas poucos médicos, enfermeiros e material. E volta e meia esses hospitais são bombardeados. Então, ao invés de se vangloriar da nobre oferta de energia e tratamento médico gratuitos que o Cavaleiro Branco Israel oferece aos primitivos e aproveitadores palestinos, envergonhe-se do fato deles ainda dependerem de Israel para essas coisas. Pois não interessa quem paga, os bolsos das companhias de energia e das operadoras de saúde israelenses só engordam.

    Ernesto Goldstein

    22/11/2012 - 18h39

    Beto
    Sua atitude é curiosa… Voce parece ser bom e condescendente com tantos… Com o site e suas limitações,(descule, Webmaster…) com Cuba, com os palestinos e seus homens bomba… Menos com Israel e os judeus…O que voce acha de Yassir Arafat haver desviado, só em um ano, 1996, 46% do Orçamento Nacional Palestino, no montante de 326 milhões de dólares, que desapareceram (rá)denuncias diversas, inclusive de Issam Abu Issa, jornalista palestino que se cansou de denunciar os crimes de Arafat… Sera que a miséria de Gaza não tem a ver tambem com os seus lideres e suas mentiras… Pobres palestinos, ludibriados por Reis e sul´~oes como os sauditas, Qatar etc etc tudo bem (mal) Agora a farsa real são estes militantes terroristas de meia tijela… Voce condena també o ditador assoassino da Síria ou o “compreende” também? Ah, e não use o santo nome de Cuba em vão OK… Lembre-se que eu me chamo “Ernesto”….

    Ernesto Goldstein

    22/02/2013 - 01h52

    Abolicionista, que bom que voce é a favor do comercio…. Eu de minha parte tambem sou… Afinal de contas, trabalho é trabalho…Mas voce não considera que o proletariado tem uma posição moralmente superior? Afinal de contas ele é explorado há seculos, como voce não deve ignorar… Nao se trata de preconceito não, é uma constatação histórica… Posso lhe recomendar alguns autores… Contra a escravidão devido ao seu simpatico apelido, já esta claro que voce é….

    Marcelo

    19/11/2012 - 15h47

    Não é a informação que tenho. Segundo Uri Avneri, Israel não deixava entrar nem sabão em Gaza.

    Ernesto Goldstein

    23/11/2012 - 00h14

    É… Uri Avneri é um “judeu bom e digno” (de esquerda)… Mas voce escolhe o que citar até mesmo dele… E quanto ao sabão na Síria? É suficiente para lavar as mãos sujas de sangue do carniceiro Assad? …Massacrador de seu próprio povo… Imagine o que faria com os judeus se pudesse…inclusive com o Uri Avneri…

    abolicionista

    27/11/2012 - 01h41

    Francamente Ernesto, não entendo por que falar sobre o Assad poderia justificar o ataque à Gaza. Assad é um tirano? Sim. Os bombardeios à Gaza são injustificáveis? Também sim. Por que uma sentença deveria contradizer a outra? Por favor, explique onde está a contradição entre as duas premissas.

    Luca K

    19/11/2012 - 17h21

    É ISRAEL q invariavelmente INICIA os conflitos com ataques e provocações, os quais quase sempre matam muito mais civis q militantes. É ISRAEL q usa táticas CRIMINOSAS de puniçao coletiva, proibidas pelo Direito Internacional, contra a população de Gaza. De Set/Out de 2000 pra cá, os palestinos mataram 126 crianças israelenses e os israelenses mataram pelo menos 1476 CRIANÇAS PALESTINAS. 6 anos e meio atrás, logo após o Hamas vencer as eleiçoes nacionais palestinas e tomar controle em Gaza, o assessor de Olmert, Dov Weisglass, declarou q a resposta seria por os palestinos de ‘dieta’ sem chegar a matá-los de fome. O mínimo para evitar a desnutriçao seriam 170 caminhões/dia. Os israelenses permitem apenas 67. Desta vez, como tb nos eventos q antecederam o massacre contra Gaza em 2009(1400 vitimas), foram os israelenses q iniciaram os ataques no dia 8 de Nov., os quais foram respondidos por militantes palestinos com seus rudimentares foguetes. A última noticia q vi, referente ao sexto do dia do inicio de + um CRIME DE GUERRA ISRAELENSE, já são 95 palestinos mortos e 720 feridos.

    Nelson

    19/11/2012 - 18h45

    Granadas, mísseis, toneladas de bombas à base de fósforo branco e outras munições proibidas pela legislação internacional despejados indiscriminadamente sobre o povo palestino, se transformam, graças à pena de um sionista, em “socorro médico aos árabes”.
    Como alguém tem coragem de escrever tantas barbaridades assim?

    Ernesto Goldstein

    22/11/2012 - 18h44

    nelson
    Seu amigo “Beto” fala na existência de “uma célula terrorista ” em Gaza… Quá quá quá.. Que “célula” poderosa, capaz de lançar 1800 mísseis em uma semana contra um dos países com a tecnologia militar mais avançada do mundo (são voces que dizem…) Adoro ouvir historinhas mas há limita prá tudo.. Só pode ser um gozador ( ou um mentiroso farsante mistificando ouvintes – leitores naives)

anac

18/11/2012 - 22h13

O alvo é o Irã. Acredito que eles estão preparando alguma para justificar a guerra e invasão do Irã.
Esperaram apenas a definição das eleições nos USA. Em Israel ocorrer tmb eleições e uma guerra facilitará a vitoria do atual primeiro ministro. A atual cupula de Israel torcia pelo republicano nas eleições dos USA. Mas Obama não é de todo mal e já mostrou que, não obstante claudicante, seguirá israel. Covarde, jamais enfrentará o lobby judeu nos USA. Ja demonstrou a monumental covardia quando envolveu e incentivou Lula nas negociações com o presdente do irã e retirou o tapete de Lula quando desautorizado por Israel. Que so admite uma solução: bombardear o Irã.

Responder

Fernando

18/11/2012 - 21h35

Está na hora dos países progressistas da America Latina realizarem uma ação militar contra o estado nazista de Israel.

Responder

    Rodrigo Falcon

    18/11/2012 - 22h04

    Isso!!! Com certeza!!! Repetiremos os equívocos da humanidade!!! Se antes os países do “primeiro mundo” quase nos destruiram, porque nós também não podemos nos devorar também!? Quem sabe, não iniciamos uma TERCEIRA GUERRA MUNDIAL!?
    HÁ! Humanidade…

    francisco niterói

    19/11/2012 - 09h10

    Rodrigo

    Este é o famoso troll anselmo.

    Se infiltra em blogs progressistas a falar asneiras e com isso pretendendo desmoralizar qq debate progressista.

    Faz um tempo, havia um comentarista que, sempre que se discutia rgulacao da midia, apresentava uma pauta ultra radical, incluindo “comites populares nas redacoes”. Mas os cacoetes ( nao vou descrever como estilo) literario transparecia no estilo de outro comentarista reacionario.

    Ted Tarantula

    19/11/2012 - 07h28

    Otima ideia….mas quem seria o comandante dessas forças progressistas??
    Fidel “Matusalem” Castro??? Hugo “Brancaleone” Chavez????
    Antigamente se dizia que “o papel aceita tudo” quando alguem escrevia alguma insanidade mais óbvia..hoje pode-se dizer o mesmo do word é ou não é?

    Jair de Souza

    19/11/2012 - 13h50

    É verdade, o word aceita até “gente” como você e seu coleguinha que fez a sugestão ridícula para permitir a sua “sábia” observação. Acho que o Instituto Anne Frank precisa renovar seus quadros. Talvez seus amiguinhos da Liga Anti-Difamação (ADL) dos EUA possam enviar alguns quadros para treinar vocês por aqui. Vocês estão deixando a desejar. Ou então, peçam socorro aos “sionistas bonzinhos”, eles pelo menos sabem disfarçar melhor seus objetivos.

wendel

18/11/2012 - 18h53

Senhores, nãos sejam infantis!
Falar de Obama, “o mais poderoso presidente do mundo”, é falar de abobrinhas!
Como “o mais poderoso”, se está atolado até o pescoço com as financistas de sua re-eleição? Agora terá que dar conta do prometido, e até já anunciou que “Israel tem todo o direito de se defender”! Defender, digo eu de pedras dos meninos palestinos? ou dos foguetinhos do Hamas?
Façam-me rir, enquanto vidas de civis, crianças, mulheres e idosos estão sendo ceifadas pela vaidade destes governos!
E tem mais: os fabricantes de armas, das Firmas de reconstrução, das seguradoras, e dos mercenários, não gostam de paz! Então……

Responder

Pedro Cruz

18/11/2012 - 18h22

Quanta covardia!!!! Somos todos tão covardes???? Como o mundo pode aceitar isso???? Como essa imprensa pode ser tão criminosa, tão bestial???

Responder

    Joselito

    19/11/2012 - 09h45

    Sem desmerecer ou desmentir o que foi dito, mas somente corroborando.

    Sabe-se que grupos paramilitares (dependendo do enfoque e interesses daquele que dá a notícia, chamados também de grupos terroristas), usam muito de escudo humano para se defenderem. Lançam mísseis de cima de prédios civis, como escolas e hospitais, as vezes até armazenam armamento em tais locais.
    Dessa forma, a tentativa de desmilitarizá-los irá, fatalmente, acertar civis. E a culpa disto não poderia ser imputada única e exclusivamente àquele que ataca, mas também àquele que se defende usando de escudos humanos (civis), já que não dispõem de tecnologia moderna anti-missel, por exemplo.

    Jair de Souza

    19/11/2012 - 11h57

    Ou seja, sem desmerecer ou desmentir, mas desmerecendo e desmentindo tudo e tentando encontrar uma forma de dar razão aos agressores sionistas.

Panino Manino

18/11/2012 - 17h32

Pode colocar meu nome ali também.

Responder

Bonifa

18/11/2012 - 17h19

Se houver guerra dos países do Eixo (Eixo ocidental: EUA e EU) contra a Rússia, será por razões de guerra de informação. Mas eles confiam em que a Rússia vai recuar diante de uma ofensiva séria de contrainformação . A Russian TV está informando a Humanidade sobre o que alguns patifes estão fazendo no mundo, sem que nenhuma outra fonte de informação diga algo verdadeiro sobre assunto. a Secretária Clinton já disse no Senado norte americano, que no momento os inimigos maiores seriam a Russian TV e a Al Jazzera, que fariam com que os EUA perdessem a Guerra da Informação. A Al Jazzera, conseguiram destruir, 95% dos seus repórteres pediram demissão. A Russian TV e outras fontes russas de informação são independentes, e continuam a maior ameaça à destruição do pensamento independente. Israel, o maior poder do Universo na atualidade, quer acabar com Gaza antes da Guerra com a Pérsia. E por isso, precipitado como sempre, Israel fez a encenação de uma pequena escalada de guerra impossível e ridícula, o gigante contra o pequeníssimo como se fossem iguais, depois disso acaba de bombardear as instalações da Russian TV em Gaza.

Responder

Ted Tarantula

18/11/2012 - 16h55

Bom,,quer dizer…mau…parece que temos uma guerra de verdade, mas o que queria ver mesmo, no final..são os números para poder comparar com os 50.000 mortos, anualmente, em nosso país por arma branca, arma preta, facas e revolveres.., no mais cristão, mais católico e mais ‘cordial’ país do mundo, segundo se diz…mas parece que problema de violência para a “sinistra” é só quando a policia mata um criminoso…quando eles matam e barbarizam inocentes é só a “revolta inconsciente das classes oprimidas” e que a maioria das vitimas sejam membros das mesmas “classes oprimidas” é detalhe irrelevante na louvação que a insanidade supostamente politizada de nossos loucos letrados promove à marginalidade..

Responder

    cinismo & sarcasmo

    18/11/2012 - 17h23

    Isso mesmo Ted!!! Matemos todos nossos intelectuais!!! Queimemos todos seus livros!!!

    Mário SF Alves

    18/11/2012 - 20h18

    E dá-lhes Olavo, o que lava mais branco. Alma lavada e cabeça lavada, oca, findida.

    Marcos C. Campos

    18/11/2012 - 19h29

    Outro viajante das galáxias. Pouse primeiro, pense e depois escreva. Escrever sem pensar leva a raciocínios confusos.

    Acéfalo Por Opção!

    18/11/2012 - 19h36

    Ted, esse aí de cima, não o do filme que se mostra bem mais capacitado, é mais um convocado pro expresso Caverna, cujo maquinista é o Rodrigo Leme.

    Rodrigo Leme

    19/11/2012 - 17h40

    Amor de verdade é isso: lembram de você até quando você não está na conversa.

    francisco niterói

    19/11/2012 - 09h17

    É o que eu sempre digo:

    VIVA A DEMOCRACIA! A GENTE OUVE A MAIOR ASNEIRA E AINDA FICA FELIZ AO PENSAR: “QUE BOM, PODERIA SER PIOR!”.

    Marcelo

    19/11/2012 - 15h46

    Ted, você está mencionando só os números absolutos. Em números relativos – que é o que interessa – estamso longe de ser o país mais violento do mundo.

maria olimpia

18/11/2012 - 16h23

Infelizmente o governo de israel tem tomado posições que, ao meu entendimento, tendem a provocar uma III Guerra Mundial! Sempre respeitei o sionismo, mas, o sionismo agora está a fazer o mesmo que antes lhe causou sofrimentos! O mundo se cala, a mídia se cala, Obama, infelizmente, não tem forças suficientes para denunciar a tragédia que está próxima…A ONU não serve para nada, ou melhor, não é nada!

Responder

    Ernesto Goldstein

    18/11/2012 - 23h31

    É? E o que voce acha do comportamente do movimento político HAMAS, que optou por bombardear Israel, escolhendo deliberadamente CIVIS como alvo, em um verdadeiro ato de guerra? Eu pergunto: qual país que voce conhece toleraria o que o Estado de Israel vem tolerando há meses, ou seja, o bombardeio sem treguas de seus civis por “soldados” sem uniforme (crime de guerra!) que se escondem entre civis para continuarem impunes?!?Até o hipocrita Obama reconhece o óbvio: O Estado democrático de Israel TEM O DIREITO DE SE DEFENDER!!! O que ele esquece é que quem determina COMO E QUANDO é o seberano povo de Israel, através de suas Forças de Defesa, comandadadas por seu governo legalmente eleito!!!

    beto_w

    19/11/2012 - 14h05

    Ernesto, vamos com calma. Aqui se debate com argumentos, sem agressividade. Eu também condeno os foguetes lançados de Gaza, mas punir a população de Gaza coletivamente e bombardear indiscriminadamente não faz parte do direito de defesa. A morte de civis palestinos, entre eles crianças, grávidas e idosos, não pode e não deve ser rotulada como simples “dano colateral”. Isso é desumano e completamente antagônico aos preceitos do judaísmo. Os ataques a Gaza pelo exército de Israel são tão imorais quanto os lançamentos de foguetes Qassam ou os atentados suicidas. Tente se colocar na pele de um palestino e imagine como é viver humilhado, miserável e oprimido, sempre com medo que a próxima bomba israelense caia na escola de seus filhos. Eu fiz isso, e comecei a enxergar muita coisa que me fez entender: Israel não é nem a vítima nem o mocinho nessa história, ao contrário do que você deve ter aprendido a vida toda, seja no colégio judaico, seja na tnuá. Tente reprimir apenas por alguns instantes esse impulso quase atávico de defender Israel incondicionalmente, e comece a tentar entender o outro lado do conflito.

    Luca K

    19/11/2012 - 17h16

    @Ernesto Goldstein; vc mente. São teus heróis sionistas q sempre iniciam as provocações e agressões militares. Pra não falar q Israel, essa ‘maravilha’, foi criada via terrorismo, massacres, land grabs, guerras e limpeza étnica. O cientista politico Norman Finkelstein mostra claramente quem iniciou a agressão em entrevista a RT: https://www.youtube.com/watch?v=bpsS3rC4mpo

    Nelson

    19/11/2012 - 10h00

    Não minha colega Maria Olímpia. O sionismo nunca respeitou ninguém; apenas sempre buscou concretizar seus propósitos de expansão territorial e de poder sem limites. O sionismo não está “a fazer o mesmo que antes lhe causou sofrimento”. Os sionistas não foram massacrados, os judeus é que foram. Há diferenças entre judeu e sionista.

    Quanto a Obama, esqueça. Lembro, anos atrás, quando Hugo Chávez propunha ajudar os haitianos a melhorarem um pouquinho suas vidas desgraçadas e o Bush tentou aconselhá-lo a “deixar prá lá”. Bush teria afirmado que eles (os haitianos) são fodidos, nasceram para viver assim. Este é a mesma visão que os governantes dos EUA e de grande parte dos do mundo ocidental, do mundo que dizem civilizado, têm em relação aos palestinos.

    Ernesto Goldstein

    20/11/2012 - 19h25

    Nelson
    Voce (e muitos como voce) gosta de eufemismos. Quando voce diz sionista, voce quer dizer “judeu”. Quando faz afirmações genéricas (os sionistas isto, os sionistas aquilo) mostra seu pre-conceito, Voce pode ate dizer que não tem nada contra os judeus (se bem que não ouvi voce dizer ainda…) mas provavelmente para voce judeu bom é judeu que abriu mao da sua identidade;;Afinal voce ama Chomsky…
    A antiga URSS (conheci muito bem;;;)tambem tinha uma posição “anti-sionista” mas jamais se admitiu antisemita, mesmo perseguindo sistematicamente JUDEUS… A esquerda porem não pertencia a URSS e tambem não pertence ao Nelson. Ah, e um ultimo recado … Não fique citando o Coronel paracaidista Chavez… É ridículo demais para voce (ou não…)

    beto_w

    21/11/2012 - 13h03

    Ernesto (respondo aqui, pois aparentemente o site tem um limite de níveis de resposta), tentar imputar a condição de antissemita ao Nelson e outros comentaristas aqui é uma tática covarde e injusta.

    Eu sou judeu e, salvo raras exceções de seres um pouco mais exacerbados e paranóicos, quase nunca fui ofendido por aqui, e são raras as vezes que vejo antissemitismo de verdade.

    As pessoas aqui criticam a truculência do governo de Israel. Quando eles falam em sionistas, estão se referindo ao governo de Israel, ao seu exército, e àqueles que defendem incondicionalmente as ações de Israel sem levar em conta o lado palestino. Não leve para o lado pessoal.

    Quanto a “judeu que abriu mão de sua identidade”, não entendi. Tampouco entendi por que você colocou Chomsky nessa definição. Seria por ele se manifestar contra as ações de Israel? Bom, eu também o faço, mas continuo me definindo como judeu – vou à sinagoga (ok, não tão frequentemente quanto o rabino gostaria, mas acho que você e a maioria dos judeus laicos também não), conheço as rezas e tradições, observo os feriados religiosos, faço kiddush no shabat. Seria eu um “judeu que abriu mão de sua identidade” só porque não apoio Israel incondicionalmente?

    Se quer continuar a debater neste espaço democrático, venha com argumentos e não agressões e acusações.

    shirl

    19/11/2012 - 15h57

    É justo o que não compreendo, em meu mais humilde sentimento! Pois causam a mesma dor que um dia lhes causaram…Não capazes de compreender o que fazem.Em nome de interesses outros, que sempre os conduziram a desordem de suas vidas,de suas mentes.Acho que falta muito a esse povo divino ou profano, que os faça compreender para então entender o que pode ser paz.

Amira Hass: Medo e ódio em Gaza enquanto a ofensiva continua « Viomundo – O que você não vê na mídia

18/11/2012 - 15h26

[…] Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza […]

Responder

J Souza

18/11/2012 - 12h05

O problema da mídia é que parece que tem muita gente que cursou Publicidade e Propaganda empregada como Jornalista…

Responder

    J Souza

    18/11/2012 - 12h06

    … Principalmente entre os Editores!

    Rodrigo Falcon

    18/11/2012 - 19h41

    São “jornalistas” mesmo, com diploma, carteirinha e MTB. Só esqueceram de corrigir o nome das faculdades, não é jornalismo, é achismo mesmo.

joao

18/11/2012 - 11h40

Pobre humanidade…

Responder

Israel aprendeu alguma lição com a Operação Chumbo Fundido, de 2008? « Viomundo – O que você não vê na mídia

18/11/2012 - 11h34

[…] Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza […]

Responder

    Ernesto Goldstein

    23/11/2012 - 00h08

    Por favor, senhores, não editem os posts enviados… Não fica nada bem para quem se diz democrático… Beto: Não penso que voce que voce seja um judeu laico, “Beto”… Judeu laico não vai à Sinagoga nem faz kidush, nem dá satisfações a rabinos… Seria uma hipocrisia… Conheço dois ou três rabinos mas não frequento nenhuma sinagoga, portanto eles não me cobram nada… Mas pertenço ao povo judeu (e els sabem disso…) tanto quanto eles!! A religião judaica, aprenda “Beto”, para os judeus laicos, (em geral de esquerda…poderia listar dezenas: os bolcheviques Trosky, Kamenev,Sverdlov, Zinoviev, o frances Leon Blum, só para começar – sei que voce conhece…) mas como dizia, a religião judaica é apenas parte da rica herança cultural judaica, que o mundo inteiro herdou, consciente ou inconscientemente… Aí estão incluídos tesouros como o Monoteísmo, a Torah, a Psicanálise e a contribuição (desculpe o orgulho) de milhares de cientistas, pesquisadores, matemáticos, escritores e artistas… Veja bem estou falando de Judaismo, Cultura Judaica, e não de Israel, portanto, vamos baixar os mísseis, OK, caro “Beto”. Beto, voce pode ser tudo menos ingenuo… Negara por acaso que existe antissemitismo?
    Proximamente falaremos do Estado de Israel, que tanto o preocupa… Mesmo sendo do tamanho de Sergipe…

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