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O dia em que Alckmin foi à Alstom e autorizou trens que seriam superfaturados

03 de dezembro de 2013 às 22h31

Em fevereiro de 2006, dois meses antes de se desincompatibilizar para disputar a Presidência da República, Alckmin, em evento na Alstom, em São Paulo

por Conceição Lemes

Os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin insistem que desconheciam a existência do cartel de empresas, que fraudava as licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Porém, são crescentes os indícios de que, desde 2005, eles sabiam do esquema  de superfaturamento de contratos e pagamento de propina em contratos da multinacional francesa Alstom no setor de transportes públicos em São Paulo.

Reportagens publicadas em outubro pelo Estadão  e IstoÉ  revelam um comprometedor  e-mail,  de 18 de novembro de 2004, do então presidente da Alstom no Brasil, engenheiro José Luiz Alquéres, a executivos da matriz na França.  Nele,  Alquéres “recomenda enfaticamente” a diretores da empresa que utilizem os serviços do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo como lobista e pagador de propinas a servidores do Metrô e CPTM.

No e-mail de 2004, Alquéres salienta também a “longa história de cooperação” da Alstom com as autoridades do Estado de São Paulo. Ele diz: “O novo prefeito recém-eleito [José Serra] participa das negociações que nos permitem reabrir a Mafersa como a Alstom Lapa, assim como o atual governador [Geraldo Alckmin]”.

Na mensagem, Alquéres, que atuou nas empresas energéticas paulistas antes da privatização, diz acreditar no sucesso em quatro licitações da CPTM e do Metrô que ocorreriam, em breve, e que representariam “um total de 250 MEUR (milhões de euros)”.

Veja a íntegra do e-mail:

Nestes tempos de mudança nós sofremos duas grandes derrotas nas licitações públicas, as primeiras em muitos anos. Mas ainda pudemos ser bem sucedidos nos 4 projetos que o Estado de São Paulo vai negociar e leiloar na próxima semana:

1) PQRM número 2….. CPTM

2) Emenda COFESBRA….. CPTM

3) Sistemas da Linha 2 do Metrô…… Metroesp

4) Linha 2 do Metrô (11 trens) – Metroesp

Esses projetos representam um total de 250 MEUR (milhões de euros).

Temos uma longa história de cooperação com as autoridades do Estado de São Paulo onde nossa fábrica está localizada. O novo prefeito recém-eleito [ José Serra] participou nas negociações que nos permitem reabrir a Mafersa como a Alstom Lapa, assim como o atual governador [Geraldo Alckmin].

Três das cinco pessoas que recentemente foram dispensadas, como Carlos Alberto e Reynaldo Goulart ou foram transferidas como Reynaldo Benitez desenvolveram fortes e bons relacionamentos pessoas com membros da CPTM e Metrô. É importante também ressaltar que nas licitações realizadas nos últimos anos – como a linha da CPTM  que a Alstom ganhou – assim como em muitas outras negociações nós temos sido auxiliados pelo consultor Arthur Teixeira, da Procint, que demonstrou grande competência tanto em “bom quanto em mau tempo”, trabalhando com as pessoas acima mencionadas.

Eu fortemente recomendo a utilização do expertise de Paulo Borges e Arthur Teixeira nestes projetos independentemente do que você planeja construir no futuro (e que eu concordo, mudanças são necessárias, porque a vida – como um todo – é uma mudança permanente).

Neste caso em particular, não há tempo agora para novas mudanças ou novos experimentos. O processo está rodando, eu estou começando a receber mensagens de potenciais parceiros, concorrentes e (ininteligível).

Na sequência desse e-mail de Alquéres , três fatos chamam-nos a atenção:

Em 28 de dezembro de 2005, sai o aditamento para  a compra de 12 trens da Cofesbra, uma associação entre entre Alstom e CAF, para a CPTM por R$ 223,5 milhões.

Um mês antes, porém, em evento realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o governador Geraldo Alckmin já anuncia o aditivo, como mostra a Revista Ferroviária, em 30 de novembro de 2005:

O governo de São Paulo vai encomendar 12 trens novos para trafegar na Linha C da CPTM. O investimento será de R$ 200 milhões e a fabricação dos TUEs ficará a cargo do consórcio Cofesbra — Consórcio Ferroviário Espanha-Brasil — liderado pela CAF com a participação da Alstom e da Bombardier. A formalização do contrato será feita no próximo dia 8 pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que anunciou a encomenda na abertura do seminário `A retomada e a ampliação do setor ferroviário` no CIESP — Centro das Indústrias de São Paulo — na terça feira passada. No dia 8 será apresentado um mock-up do TUE, fabricado pela Alstom

Em fevereiro de 2006, dois meses antes de se desincompatibilizar para disputar a Presidência da República, Alckmin vai à  sede da Alstom, no bairro da Lapa, em São Paulo, para anunciar a autorização para a fabricação dos 12 trens que constam do aditivo de R$ 223,5 milhões.

Segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), houve superfaturamento. E o Ministério Público do Estado de São Paulo identificou “grave irregularidade no sexto aditamento, verdadeira fraude à licitação e desvirtuamento total do contrato inicial”.

Explica-se. A concorrência era de 1995 e o aditivo em questão — o sexto! — considerado ilegal.

A investigação do sexto aditivo assinado entre a Cofesbra e CPTM mostrou aumento de 73,69% no valor da compra dos trens.

Ou seja, superfaturamento de R$ 160 milhões, que em valores corrigidos chegam a  R$ 430 milhões. Isto foi possível descobrir devido a uma proposta mais barata da  Mitsui, que se encontra em poder do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Diante dessas coincidências como é possível o governador Geraldo Alckmin continuar dizendo que não tinha conhecimento do trensalão?

 Leia também:

Amauri Teixeira: PSDB faz até “showzinho” para abafar propinoduto tucano

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clodoaldo

06/12/2013 - 00h07

LCA, quando a denuncia é contra direita, não existe O PRESIDENTE, O GOVERNADOR e O PREFEITO. São Paulo até ano passado não tinha prefeito, por exemplo, agora qualquer problema que aparece, mesmo que de décadas atrás os nossos âncoras imbecis fazem aquela pergunta: E agora prefeito?

Responder

Irineu

05/12/2013 - 10h05

Azenha e leitores.
Bom dia!

Vou enviar aqui o link do Movimento passe livre.
Vamos entrar lá e enviar e-mail a eles.

http://saopaulo.mpl.org.br/contato/

Perguntei a eles
Se vocês são “apartidários” , Porque esse movimento agora na gestão Haddad?
Porque na gestão cerra ( com c mesmo) na gestão Kassab e também alkimin.
Diante de toda a corrupção no estado , vide alston, siemens etc.
E porque vocês não manifestam?
Como são “apartidários”?
Pois esta explicito como essa “baderna” esta sendo seletiva e parcial.
Pessoal mande e-mail a eles.

Abraços

Responder

renato

05/12/2013 - 09h40

Onde esta o PASSE LIVRE, para pedir o dinheiro de volta e a prisão dos culpados, por um tempo ia ficar mais barato as passagens.
VÕ te contar tem coisas e coisas…

Responder

Carlos Forte

05/12/2013 - 08h52

O CÓDIGO “NEVES” NA REVISTA ÉPOCA

LIGAÇÃO?
O tucano Tião Farias recebeu doações de suspeitos de operar a propina da Alstom. Ele nega envolvimento com o caso

A investigação dos Ministérios Públicos federal e de São Paulo sobre o esquema de propinas do grupo francês Alstom para autoridades brasileiras em 1997 avançou bastante desde a chegada ao Brasil de documentos apreendidos pelo Ministério Público da Suíça. A empresa teria interesse na obtenção de contratos com o governo de São Paulo, comandado na época pelo governador Mário Covas, falecido em 2001. Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB. Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam “RM”, “CM”, “Splendor” e “Neves”.

Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos. O tal “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. “CM” seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 80 e 2004. “Splendor” é uma das seis offshore (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça. Segundo o memorando, a corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia, privatizada em 1998, com o grupo Alstom. Robson Marinho e Cláudio Mendes negam que tenham intermediado ou recebido propinas. E quanto ao código “Neves”? Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB. O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997. Nele, “Neves” aparece ao lado da cifra “8,5%”, suposto valor da propina.

Os investigadores acreditam que darão um passo para elucidar o código “Neves” quando destrincharem o envolvimento do vereador paulistano Tião Farias (PSDB) com a história. Farias não é citado nos documentos da Suíça, mas tem ligações com várias pessoas investigadas no caso. Além de ter sido um dos assessores mais próximos de Mário Covas, foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil. Em 2002, quando concorreu a um mandato de deputado estadual, Farias recebeu doações dos empresários Romeu Pinto Júnior e Sabino Indelicato, citados nos documentos suíços. Pinto Júnior é acusado de ser o dono da MCA Uruguay, outra offshore supostamente usada como canal de propinas. Indelicato é dono da Acqua Lux Engenharia, suspeita de operar o esquema de propina da Alstom por meio de contratos de consultoria de fachada.

Tanto Pinto Júnior quanto Indelicato afirmam que as acusações são falsas. O vereador Tião Farias diz que não conhece Pinto Júnior, mas admite ter relações com Indelicato, um militante do PSDB, segundo ele. As doações para sua campanha, diz Farias, foram convites, no valor de R$ 1.000, comprados para um jantar de apoio político. Tião Farias não conseguiu a vaga de deputado estadual em 2002. Ele virou vereador em São Paulo em 2004. Durante a encarniçada disputa pela candidatura própria do PSDB à Prefeitura de São Paulo, neste ano, ganhou destaque por ter sido um dos poucos a permanecer ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin.

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    Mauro Camargo

    07/12/2013 - 08h19

    Bingo!!! o misterioso neves não é o cara do papel higiênico não. Talvez seja o cara do pão de queijo…..

Bonifa

04/12/2013 - 23h41

O jornalismo brasileiro não tem tanta parcimônia assim. Um problema como esse, nos anos 60, mereceria a seguinte manchete: “Roubo do dinheiro público em São Paulo”. E uma sub-manchete: “Paulistas se apertam no coletivo enquanto os ladrões posam de bons moços”.

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José X.

04/12/2013 - 21h05

O interessante é que a Globo consegue executar seu papel “gloebbeliano”: tenho visto gente humilde cheia de ódio contra Genoíno (!), Dirceu, e Lula. Mas disputando contra um candidato competitivo (tipo Dilma ou Haddad) a Globo não consegue vencer. Vamos ver se o Padilha vai ser o candidato competitivo que vai expulsar a quadrilha globotucana do governo do estado de SP.

PS. Ultimamente estou eliminando intermediários, considero a Globo a ponta de lança de tudo que é podre no Brasil. O resto são só coadjuvantes, são os comparsas da Globo.

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renato

04/12/2013 - 19h41

Por favor, o PSDB diz que estes documentos são apocrifos, e ninguem assina eles, ou seja, uma denuncia anonima que não tem valor juridico.
Se é assim é ruim.
MAS..se é para ser ruim, me avisem.Ou me digam que não é..

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jõao

04/12/2013 - 19h23

Alckmin e Serra batem recorde de corrupção: Superfaturamento de quase R$ 1 bilhão
O Jornal Nacional da TV Globo foi até o Panamá procurar saber o controle acionário do hotel privado que ofereceu emprego a José Dirceu, mas não foi até o gabinete do promotor Marcelo Milani, no centro de São Paulo, como fez a TVT, para ouvir o que ele tinha a dizer sobre o rombo de quase R$ 1 bilhão no Metrô de São Paulo.porque a globo que perguntou
a gilmar o que ele achava do controle acionário do hotel privado que ofereceu emprego a José Dirceu,
não aproveitou perguntar sobre o trensalão o pó do parrela o que ele achava

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paulo bueno

04/12/2013 - 18h58

DILMA votei em vc em 2010 e voterei em vc em 2014,mas vc precisa montar URGENTEMENTE uma MILITANCIA DIGITAL para as eleições 2014 a oposição vem forte e o PT está muito fraco,vc precisa montar uma equipe forte de propanganda e marketing na INTERNET e para comentarios nos jornais ON-LINE e fazer mais politicas sociais,em SP o senhor HADAD é massacrado pela imprensa porque é inexperiente e não consegue fazer propaganda adequada do IPTU e dos corredores de onibus e sofre uma rejeição assustadora em menos de 1 anos de mandato.PT é muito RUIM de propaganda e se não melhorar vai perder as eleições em 2014.

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Luís Carlos

04/12/2013 - 18h51

Parabéns Conceição. O moralismo de latrina dos tucanos e seus comparsas da grande mídia faz água por todos os lados. Agora Brasil 247 divulga que empresa de “laranja” que comprou hotel San Peter em Brasília e oferece emprego ao José Dirceu é o mesmo que comprou TVA da Abril dia 20/11/13. Globo vai divulgar isso como fez ontem no JN?

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fernando

04/12/2013 - 18h29

mudando um poco de assunto azenha eu ontem achei estranho a reportagem do jornal nacional sobre os donos do hotel que deu emprego ao Dirceu porque não teve conexão politica ai estranhei demais a globo si preocupa com isso mas nada como um dia atras do outro hoje fico sabendo que esse grupo que e dono do hotel também arremato um rede de tv tva inclusive comprando-a da abril agora to entendo porque o interesse da globo nesse grupo ta ficando claro queria que vc tocasse nesse assunto acho que e muito interessante

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Roberta Ragi

04/12/2013 - 18h10

Parabéns, Conceição Lemes, pelo excelente jornalismo investigativo.

Paulo Moreira Leite vem interpretando, na IstoÉ, que o episódio da máfia tucana paulista (que atingiu o Metrô e a CPTM no Estado) mostra, de maneira clara, quem tem poder, neste país – quem efetivamente governa, controla a imprensa e o judiciário de forma a manter os poucos privilegiados de sempre. O dia a dia dos editorias comprados, na Mídia Corporativa, demonstra que é mesmo muito difícil publicizar os descalabros do PSDB de São Paulo, a despeito dos milhões perdidos em falsas licitações.

Trabalhos como esse, no texto acima, fazem tudo isso: põem às claras o horror que são os tucanos (nesse e em outros Estados da União) e, de quebra, produzem provas, que desmascaram as mentiras dos envolvidos e jogam luz sobre futuras investigações judiciais sobre o caso.

Ao pó, com o PSDB nacional! De lá eles vieram e pra lá devem voltar! Pena que a grana e a influência que acumularam podem nos fazer esperar… muito mais do que gostaríamos…

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Antonio

04/12/2013 - 17h15

Neves é o namorado da Branca de Neve. Veja

Responder

Antonio

04/12/2013 - 17h14

Mariano, não seja ridículo pois tudo já foi explicado por você mesmo:
Neves é o namorado da Branca de Neve.

Responder

Mariano

04/12/2013 - 17h11

Não se trata do caso dos irmãos Neves. Quem será então?

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Mariano

04/12/2013 - 16h47

Os internautas andam perguntando quem é esse Neves. “Ora, esse Neves só pode ser o namorado da Branca de Neve”.

Vai ser por aí que a coisa vai ser explicada pela Folha de São Paulo, um jornal a serviço do crime organizado.

Responder

Flavio Levi

04/12/2013 - 16h22

Isto é realmente deprimente, não aguento mais o falso moralismo da direita.

Os tucanalhas representam o supra-sumo da hipocrisia, e o pior é que estão usando o STF aplicar golpes nos adversários.

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Aracy

04/12/2013 - 13h32

Se o povo paulista exigisse respeito, o impeachment de Alckmin já teria sido pedido faz tempo.

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francisco pereira neto

04/12/2013 - 13h22

Eu e muitos que frequentam este blog, já dissemos a exaustão que Dilma tem uma péssima comunicação e que politicamente o seu governo é um desastre ferroviário.
Enquanto Lula era presidente, o mensalão não conseguiu emplacar como a grande mídia vadia queria. Mas eles não desistiram. Conseguiram pegar o Zé Dirceu e o Genoíno, que não é pouco. Só não conseguiram ainda pegar o Lula.
Mas de lá para cá, quantas indicações os governos Lula/Dilma, fizeram para o STF e Procuradoria Geral? Não daria para fazer uma limonada?
Ao invés de só fazer políticas sociais, os governos trabalhistas, deveria pensar em fazer política, indicando para os cargos estratégicos, pessoas afinadas com o discurso e tarefas sociais. Quiseram ser republicanos e por conta desse “purismo idiota” num país cuja história do conservadorismo reacionário é ímpar no mundo.
Estão apanhando como gato dentro do saco.
Façamos uma análise pregressa dos escândalos entre os governos Lula/Dilma e os dos tucanos.
Os “escândalos” dos governos petistas não saem de cartaz desde o mensalão, enquanto todos dos tucanos, quando não são noticiados, ficam em cartaz as vezes por algumas horas na internet.
Assim fica difícil nós trabalharmos para defender o governo contra os ataques hidrofóbicos.

Responder

jõao

04/12/2013 - 13h21

DEC
4
Documento da Alstom na Suíça registra 8,5% para a conta “Neves”. E agora? _+_Tucano se licenciará do cargo para reassumir o mandato como deputado federal, para atacar ministro

Será que alguém conhece algum “Neves” no reino do tucanato ligado à multinacional Alstom? Porque tem um misterioso código “Neves” em um memorando da Alstom apreendido na Suíça com uma cifra anotada de 8,5% ao lado, investigada como sendo a suposta percentagem de pagamento de propina.

O Ministério Público está devendo elucidar quem é o “Neves” que está por trás dessa misteriosa conta e recuperar o dinheiro surrupiado.

Quem resgatou a notícia foi o Novo Jornal, mas não adianta os tucanos ficarem nervosos e quererem desqualificar esta notícia, porque ela não é nova. Foi publicada em 2008 na revista Época, das Organizações Globo.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI7423-15228,00-O+CODIGO+NEVES.html
Eis trechos do texto da revista:

O código “Neves”

A investigação dos Ministérios Públicos federal e de São Paulo sobre o esquema de propinas do grupo francês Alstom para autoridades brasileiras em 1997 avançou bastante desde a chegada ao Brasil de documentos apreendidos pelo Ministério Público da Suíça. (…) Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB. Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam “RM”, “CM”, “Splendor” e “Neves”.

Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos. O tal “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. “CM” seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 80 e 2004. “Splendor” é uma das seis offshore (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça. (…) E quanto ao código “Neves”? Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB. O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997. Nele, “Neves” aparece ao lado da cifra “8,5%”, suposto valor da propina. (…)
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/12/documento-da-alstom-apreendido-na-suica.html

Tucano se licenciará do cargo para reassumir o mandato como deputado federal, para atacar ministro

O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, se licenciará do cargo por dois dias para reassumir o mandato como deputado federal e ser a principal voz do PSDB contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ministro estará amanhã na Câmara, em audiência conjunta das Comissões de Segurança Pública e Fiscalização e Controle, para falar sobre as investigações sobre o cartel dos trens em São Paulo. “Eu quero olhar nos olhos desse ministro e perguntar por que ele se transformou em menino de recados de um deputado estadual do PT”, disse Aníbal ao jornal Correio Braziliense. Ele assumirá o mandato no lugar do deputado Carlos Roberto (PSDB-SP).

A manobra mostra a preocupação e a artilharia pesada que o PSDB prepara contra o ministro da Justiça. Estratégias dessa natureza são utilizadas com frequência em casos de votação de projetos importantes em plenário ou em comissões. Mas a exoneração momentânea de um secretário de estado para participar exclusivamente de uma audiência pública no Congresso não é um fato corriqueiro.

O secretário de Energia do governo de Geraldo Alckmin está sendo processado por Cardozo por chamá-lo, entre outras coisas, de “vigarista” e “sonso”.

O nome de Aníbal, aparece com um dos beneficiários de um suposto esquema de pagamento de propina da Procint, uma empresa de consultoria que atuou junto à Siemens em um possível esquema de cartel na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e no Metrô de São Paulo.

Eleições Líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE) afirmou que nem o governo nem o partido temem o embate com Aníbal amanhã. “É bom para reforçar que estamos em lados opostos. Quem pariu Mateus que o embale. São os tucanos que estão sendo acusados de cartel, não nós”, devolveu o petista.

A audiência de hoje na Comissão de Constituição e Justiça do Senado deve ser mais tranquila. O líder do PSDB na Casa, Aloysio Nunes Ferreira (SP), pediu ontem à assessoria técnica que levantasse os principais pontos para questionar Cardozo. “Não ficarei nervoso nem tornarei o encontro tenso. Mas ele terá que responder alguns questionamentos”, admitiu Aloysio. Um deles será as razões que levaram o ministro a não encaminhar a denúncia ao Ministério Público ou ao Supremo Tribunal Federal – pelo aparecimento de nomes com foro privilegiado – optando por entregar o dossiê à Polícia Federal.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/
Postado há 12 hours ago por Blog Justiceira de Esquerda

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Messias Franca de Macedo

04/12/2013 - 11h58

DA SÉRIE ‘AS [SELETIVAS] PALAVRAS CAPCIOSAS DO PIG’!

Siemens admite à PF suspeita de propina

CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE: http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1553038-siemens-admite-a-pf-suspeita-de-propina
Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo | Agência Estado

O(a) (e)leitor(a) entendeu o ‘admite’?

Quando a manchete deveria ser: SIEMENS CONFIRMA À PF: PAGOU PROPINA NO BRASIL

EM TEMPOS GOLPISTAS: estamos (quase-)perdidos!…

É verdade: “a Idade Média ainda não deu as caras por aqui!”

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Roberto Locatelli

04/12/2013 - 11h55

Geraldo Alstom e Zé Siemens Serra estão metidos até o pescoço nessa roubalheira.

Responder

José BSB

04/12/2013 - 11h42

Logo logo essas denúncias irão para a gaveta. O governador já anunciou o gasto de R$ 200 milhões em propaganda para 2014.
Agora o que interessa é prender o dono do hotel que vai descolar um trampo pro zé dirceu.

Responder

vital

04/12/2013 - 11h42

É imprescindível que se de todo apoio a abertura imediata desse processo,
pois, o “PIG” evita a todo consta comentar a denuncia e quando o faz
tenta diminuir o seu impacto, com declarações dos intervenientes com
alegações totalmente infundadas.Muito cuidado, já foram sepultados os
casos do Rouboanel, detran, sabesp, Cachoeira etc., Confiamos que esse
não terá o mesmo destino, pois, será de grande valor na futura eleição.

Responder

emerson57

04/12/2013 - 10h20

alquiming não tinha conhecimento, é verdade.
mas,
que o dinheiro pingava ele sabia.
agora o povo também sabe.

Responder

maria ferreira

04/12/2013 - 10h08

O site abaixo é revelador sobre o caso. Notícias desde 2008 sobre a CPTM e as propinas.
http://casoalstomeostucanos.zip.net/

Ler e guardar antes que eles mandem retirar do Google

Responder

Fabio Nogueira

04/12/2013 - 09h24

Em São Paulo, Alkcimin diz que oposição pode ficar batendo, batendo, batendo, mas ele não engole Siemens.

Responder

Matheus

04/12/2013 - 09h21

Mas a mídia continuará tratando como um “suposto cartel”, com a “suposta conivência” de “políticos” (aparentemente sem filiação partidária ou ligação com o governo do qual participam).

Responder

Maria Thereza

04/12/2013 - 09h15

Já vai pra fila da prescrição – compriiida que só. Aguardemos.

Responder

Mauricio Bernardi

04/12/2013 - 08h19

O Brasil é o paraíso dos cartéis. Vou citar só o dos combustíveis para não começar a enumerar alguns ramos e omitir outros tantos. É muito difícil punir os “carteleiros” porque faltam provas. Essa prática nunca dá cadeia. No caso da Alstom e da Siemens dirão que essas empresas poderão ser multadas. E daí? Como sua participação é indispensável nas futuras concorrências, elas incluirão a multa nos custos da obra. Quem não é tolo sabe que combater cartel não dá em nada. O que é preciso é combater a corrupção entre os agentes públicos. O propinoduto tucano não é formação de cartel, mas, de quadrilha.

Responder

Tiago Tobias

04/12/2013 - 02h31

Vejam o malabarismo que o UOL fez: “Ministério Público pede interrupção de contratos do metrô paulista”

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1380362-ministerio-publico-pede-interrupcao-de-contratos-do-metro-paulista.shtml

Parece que o trem é o culpado pela corrupção.

Responder

Tiago Tobias

04/12/2013 - 02h28

Parafraseando o Clube da Esquina…

“Você pega o trem azul, o pó na cabeça…”

Responder

    Mauricio Bernardi

    04/12/2013 - 09h23

    KKKKKKKK

hc

04/12/2013 - 00h20

Será que vai ser preciso desenhar? Se isto acontecer o órgão engavetador vai dizer que falta luz para ver o desenho.

Responder

Marat

04/12/2013 - 00h13

Se depender do PIG e da justiça, a coisa não dará em nada… e o PIG, ora o PIG… em SP, quando uma denúncia atinge o PSDB, acaba em pizza… em Minas, acaba em pó!

Responder

Marat

03/12/2013 - 23h59

O que me deixa embatucado é saber que os leitores da veja nem saberão que isso aconteceu… cabe a nós os livrarmos dos grilhões dos Civita, mostrar que do lado de fora da caverna existe luz!

Responder

    Jorge

    04/12/2013 - 09h26

    Quem “se informa” exclusivamente pela Veja não quer ver a luz. Alias, nem pode mais, como os bagres que vivem na eterna escuridão das cavernas: são completamente cegos.

    Marat

    04/12/2013 - 21h32

    Jorge, aqueles coitados merecem compaixão… Como pode ler um monte de lixo, entender e até concordar? Só com problemas mentais…
    Eles nem sabem o que é o mundo real!
    Abraços

Marat

03/12/2013 - 23h46

É que o pessoal do PSDB está tão à frente de seu tempo, que criou uma espécie de bilhete único para executivos das multinacionais… eles compram um bilhete e têm passagem grátis por 300 anos! O nome do bilhete? Bilhete Chapa Branca, também à venda no PIG.

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ANDRE

03/12/2013 - 23h44

http://www.novojornal.com/politica/noticia/alstom-promotoria-da-suica-encontra-conta-neves-e-agora-03-12-2013.html
Alstom: Promotoria da Suíça encontra conta “Neves”, e agora?
Investigações sobre o esquema de corrupção montado pela multinacional Alstom entram em sua fase final prometendo grandes surpresas
Começa a fazer sentido o que para a classe política foi surpresa: a irritação e o tom utilizado pelo Senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao esbravejar contra o Ministro da Justiça por ele ter enviado para Polícia Federal, a denúncia que recebera sobre as investigações da promotoria da Suíça, em relação ao esquema de corrupção montado pela multinacional Alstom com os tucanos.

Como já noticiado pelo Novo Jornal, as investigações ocorridas na Suíça não se restringiam apenas a área de transporte, estendendo-se também à área de energia, como agora está comprovado.
Documentos auditados na Suíça pela empresa KPMG Fides Peat mostram que ultrapassa US$ 31 milhões o montante destinado pela Alstom à contas offshore, localizadas em paraísos fiscais e que foram usadas para pagar suborno aos políticos em quatro países, dos quais a maior parte foi destinada ao governo de São Paulo, na gestão do Geraldo Alckmin, para obtenção de contratos com estatais. A multinacional também enviou parte desses dólares para Cingapura, Indonésia e Venezuela.

Um memorando da Cegelec – empresa comprada pela Alstom – datado de 21 de outubro de 1997, menciona um certo “Claudio Mendes” como sendo “um intermediário do G. (governo) de São Paulo”, relacionando-o a um pagamento de R$ 8,25 milhões em propina para a obtenção de um contrato no valor de R$ 110 milhões com a Eletropaulo. O Ministério Público ouviu o sociólogo Claudio Luiz Petrechen Mendes, atuante na área de energia, como o possível suspeito de ser o “Claudio Mendes”, intermediário que aparece nas investigações.

Terceiro nome revelado

Um terceiro personagem teria intermediado as negociações entre a Alstom e o governo do PSDB de São Paulo no final da década de 1990. Identificado apenas como “Neves”, seu nome consta em comunicado apreendido pela promotoria da Suíça, escrito em 23 de setembro de 1997. O manuscrito trata da extensão dos 12 meses de contrato com a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE) – e refere-se ao aditivo 10 presente no contrato Gisel – para fornecimento de equipamentos às subestações Aclimação e Miguel Reale, no Cambuci.

Neste manuscrito, ao lado do nome Neves aparecem “8,5%”, que os investigadores acreditam ser o percentual que essa pessoa teria recebido para fazer a intermediação. Ao lado do número também consta a palavra “fait” ( traduzido para o português: feito). Logo abaixo está o nome Splendor, com 1% e a rubrica “fait”e na sequência, a sigla C.M. com 7%, sem a rubrica de “fait”. No primeiro comunicado entre os diretores da Cegelec discute-se o percentual que C.M. teria que receber. A sigla é revelada mais adiante como Cláudio Mendes, que deveria receber 7% de “remuneração”. No corpo do texto é explicada a função do mesmo como um intermediário com o governo de São Paulo.

A soma dos percentuais pagos a “Neves”, Splendor e Cláudio Mendes chega a 16,5% do valor total do aditivo em questão, algo em torno de R$ 100 milhões. E, em um segundo bilhete, datado de 21 de outubro de 1997, entre André Botto e Bernard Metz, outro executivo da Cegelec, discute-se a remuneração que seria destinada às finanças do PSDB, partido no poder na época ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e à Secretaria de Estado de Energia do Estado de São Paulo.

Os investigadores acreditam ter identificado três dos códigos: “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. “CM” seria o sociólogo e empresário Claudio Luiz Petrechen Mendes, que atuou como lobista desde 1980 até 2004, e “Splendor” é uma das seis offshores (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) usadas para os pagamentos de propina pela Alstom.

A corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia, privatizada em 1998. Os investigadores acreditam que “Neves” era uma pessoa que transformava o suborno da Alstom em “caixa de campanha do PSDB em outro Estado”. Os investigadores acreditam que elucidarão o código “Neves” quando destrincharem o envolvimento do vereador paulistano Tião Farias (PSDB) com o episódio. Farias foi um dos assessores mais próximos de Mário Covas, e foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil.

Um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom no Brasil disse ao jornal “O Estado de S. Paulo” que a “remuneração” (suborno) a “consultores” e “intermediários” nos contratos com o Governo do Estado de São Paulo podia chegar a 30% do valor total de uma obra. Essa pessoa – que não quis se identificar publicamente – disse que o suborno era repassado pelas empresas subcontratadas.

Atualizada às 11h48m do dia 03/12/2013:

Em represália à entrega a Polícia Federal da denúncia do esquema de corrupção pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal, se licenciará do cargo por dois dias para reassumir o mandato como deputado federal e ser a principal voz do PSDB contra o Ministro.

José Eduardo Cardoso estará nesta quarta-feira (4) na Câmara, em audiência conjunta das Comissões de Segurança Pública, Fiscalização e Controle, para falar sobre as investigações sobre o cartel dos trens em São Paulo. “Eu quero olhar nos olhos desse ministro e perguntar por que ele se transformou em um menino de recados de um deputado estadual do PT”, disse Aníbal. Ele assumirá o mandato no lugar do deputado Carlos Roberto (PSDB-SP).

A manobra mostra a preocupação e a artilharia pesada que o PSDB prepara contra o ministro da Justiça. Estratégias dessa natureza são utilizadas com frequência em casos de votação de projetos importantes em plenário ou em comissões. Mas a exoneração momentânea de um secretário de estado para participar exclusivamente de uma audiência pública no Congresso não é um fato corriqueiro.

O embate entre os dois promete ser duro. Tanto que, os tucanos tendem a deixar a audiência marcada para esta terça-feira (3) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, em temperatura morna, beirando o tédio. “Não vai ter gritos, baixarias, xingamentos. Isso tudo vai ficar reservado para a Câmara”, disse um interlocutor da bancada tucana na Casa.

Atualiza às 12h02m do dia 03/12/2013:

A força-tarefa do Ministério Público Estadual, Procuradoria da República e Polícia Federal que investiga o caso Alstom pediu cooperação da Inglaterra para repasse de informações e documentos relacionados a eventuais pagamentos de propinas no Brasil pela multinacional francesa. O pedido foi enviado a Londres em novembro, com base na Convenção da ONU contra a Corrupção – acordo de assistência legal mútua entre Estados Partes para combate a esse tipo de crime.

A Alstom é o alvo principal de investigações abertas pelo Ministério Público e pela PF em 2008. Dirigentes da companhia teriam corrompido agentes públicos da área de energia nos governos do PSDB. A Alstom é citada também como integrante de cartel metroferroviário que teria obtido licitações milionárias no setor de transportes das gestões tucanas entre 1998 e 2008.

O inquérito da PF atribui crimes a 11 investigados, entre eles políticos do PSDB. O inquérito já foi concluído e as provas decorrentes deste, foram anexadas aos autos do caso Siemens – multinacional alemã que fez acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por meio do qual revelou a ação do cartel metroferroviário.

Os promotores brasileiros foram informados pelo Ministério Público da Suíça sobre a investigação de promotores ingleses que também miram a Alstom. Em 2010, três diretores da Alstom foram presos na Inglaterra.

A cooperação da Inglaterra foi feita em pedido único, assinado por promotores de Justiça do Patrimônio Público (Ministério Público Estadual), uma promotora do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), uma procuradora da República e um delegado da PF.

Esse é o segundo pedido internacional de cooperação no caso Alstom/Siemens. O outro foi enviado a Alemanha, relativo ao caso Siemens – o Ministério Público de São Paulo recorreu à promotoria de Munique por meio de pedido às autoridades judiciais da Baviera, onde a fica a matriz da empresa, para que autorizem a liberação de informações sobre o cartel metroferroviário no Brasil.

Por meio do pedido de cooperação à Inglaterra, a força-tarefa do Ministério Público e da PF pede dados exclusivamente relativos à Alstom.

A Justiça britânica suspeita que dois funcionários da multinacional francesa seriam responsáveis por organizar o pagamento de propinas para agentes públicos no Brasil. Teriam sido pagos mais de US$ 120 milhões em propinas para garantir contratos públicos em todo o mundo. Parte do valor teria vindo para o Brasil. As suspeitas são de que a rota das propinas passava por Paris, Londres e chegava a servidores públicos brasileiros.

Conclusões do Escritório contra Fraude no Reino Unido revelam que os pagamentos estariam disfarçados de consultorias. De acordo com o documento, essa era uma “estratégia global” da empresa.

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Irineu

03/12/2013 - 23h27

Azenha e leitores,
Já entrei no site do MPLivre
e já deixei o link do viomundo com essa noticia.
Mas esse passe livre não é do Psdb?

Abraços.

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    Aline C. Pavia

    04/12/2013 - 10h03

    MPL é um barquinho ao sabor do vento.
    “O gigante acordou, deu um peido e voltou a dormir” (Ariano Suassuna)

    José X.

    04/12/2013 - 12h08

    Na primeira oportunidade que o PIG convocar eles estarão de volta, comandando um quebra quebra contra o Haddad.

Marat

03/12/2013 - 23h17

A matéria no UOL foi metade a matéria propriamente dita, e metade “outro lado” – ou seja para os tucanos, a pizza é mezzo a mezzo.

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Maria

03/12/2013 - 23h11

Não apareceu no Jornal Nacional, não saiu na Veja, na Folha ou no Estadão, esses movimentos não viram. Eles são indignados com o que o PIG é indignado.

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Fabio

03/12/2013 - 23h07

PT enquanto usar o controle remoto continuará refem da midia golpista.

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jose dantas bitencourt

03/12/2013 - 23h07

E a tropa do PSDB continua revoltada e querendo a demissao do ministro da Justica por calunia. E muito cara de pau.

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