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Por que Alckmin foge do racionamento da água como o diabo da cruz

23 de janeiro de 2015 às 21h18

Alckmin inaugurando o volume morto

Para o professor Júlio Cerqueira César Neto, o grande responsável pela atual crise da água é Alckmin: “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo”

por Conceição Lemes

24 março de 2014. Em entrevista ao Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, professor aposentado de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP, denunciou que Alckmin e a Sabesp já faziam racionamento de água nas áreas pobres da capital há mais de dois meses e mentiam:

“Apesar de o nível do sistema Cantareira diminuir dia após dia, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) insiste: o racionamento de água está descartado em São Paulo”.

“Na verdade, o racionamento começou há mais de dois meses. A Sabesp já está cortando água em vários pontos da cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos, São Caetano do Sul. Em português, o nome desses cortes é racionamento”.

“Só que essa forma de fazer o racionamento me parece completamente injusta, pois é  dirigida aos pobres; vão deixar os ricos para o fim”.

“Ao não contar todas as coisas que está fazendo, o governador mente”.

“O sistema  de chuvas funciona de acordo com ciclos naturais da natureza. Esses ciclos de secas e enchentes, menos água, mais água – chamados de ciclos hidrológicos negativos –, ocorrem naturalmente. Nós não temos influência grande nisso. Nosso sistema de abastecimento de água, portanto, deveria ter sido feito de forma a prevê-los e superá-los. Não é o que aconteceu”

“O nosso abastecimento de água está totalmente insuficiente em função das disponibilidades que o meio ambiente nos fornece. Se o governo do Estado tivesse feito há mais de 10 anos as obras de reforço necessárias, nós não teríamos falta d’água hoje”.

14 de janeiro de 2015. Quase dez meses após a denúncia do Viomundo e de ter passado toda a campanha eleitoral de 2014 negando o racionamento de água, Alckmin admitiu-o:

“O racionamento já existe, quando a ANA [Agência Nacional de Águas] determina. Quando ela diz que você tem que reduzir de 33 para 17 [metros cúbicos por segundo] no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição. O que estou dizendo é que se tirávamos 33 metros cúbicos por segundo [de água], e hoje estamos tirando 17, é óbvio que nós temos uma restrição hídrica”.

Foi após a juíza Simone Viegas de Moraes Leme, da 8ª Vara de Fazenda Pública, conceder liminar no dia anterior, 13 de janeiro, proibindo a cobrança de multa para quem consumisse água a mais.

Em menos de 24 horas, essa decisão foi cassada pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini.

A Justiça autorizou, assim, a cobrança de multa – a chamada sobretaxa — em 31 cidades atendidas pela Sabesp, inclusive a capital. A multa será de 40% para quem consumir até 20% acima da média registrada entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. Caso o consumo exceda a média de 20%, a multa será de 100%.

15 de janeiro de 2015. Um dia após admitir a toda a imprensa a existência do racionamento, Alckmin voltou atrás com a desculpa esfarrapada de que  foi mal interpretado:

“Estamos evitando o racionamento. O que é o racionamento? É você fechar o registro. Então, estamos procurando através de campanhas, de bônus, da utilização das reservas técnicas [o volume morto], da integração dos sistemas ultrapassar essa dificuldade da crise da seca”.

“Lamentável que o senhor Geraldo Alckmin tenha mudado de opinião de um dia para o outro”, critica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “O governador não tem preocupação com a realidade e a verdade dos fatos. Ele só está preocupado em eleger o próximo prefeito e depois se eleger à presidência.”

“Será que o governador vai mudar de opinião amanhã ou depois de amanhã?” questiona o advogado Carlos Thadeu, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O governador, o presidente da Sabesp e o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos estão perdidos, pois não têm um plano B para a crise da água.”

MÍDIA FOI E CONTINUA SENDO CÚMPLICE E PARCEIRA DE ALCKMIN NA CRISE HÍDRICA

Em 1º de janeiro, no discurso de posse do novo mandato, o governador salientou:

Um dos pilares deste governo será o da inovação permanente, sempre a serviço do cidadão. Temos, a nosso favor, um histórico do qual nos orgulhamos.

Transparência absoluta: Portal da Transparência, Bolsa eletrônica, Indicadores Criminais, Salários dos servidores na internet.

Transparência absoluta?! Só se for em Marte, no Estado de São Paulo de jeito nenhum.

A crise hídrica é a maior prova. Desde o início, Alckmin a trata com sofismas, inverdades e dissimulações, porque tem a seu favor a mídia tradicional, que acoberta todos os seus malfeitos, inclusive os da água.

Primeiro, a grande mídia quase não divulgou a falta de água enquanto o problema atingia apenas a periferia. Tanto que praticamente ignorou-a durante o primeiro semestre de 2014.

Depois, relacionou a falta de água a apenas aspectos climáticos — “estiagem”, “seca”, “falta de chuvas”. Omitiu e passa por cima até hoje da falta de planejamento de Alckmin e de seu antecessor José Serra (PSDB).

“Com a complacência da mídia, o governo Alckmin passou toda a campanha eleitoral de 2014 , enviando sinal trocado em relação à crise da água”, observa Edson Aparecido da Silva, coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Ao mesmo tempo em que pedia para economizar água, afirmava que ela não faltaria e tudo estava sob controle.”

Em português claro: a mídia “comprou” e” vendeu” a versão dos tucanos paulistas de que a culpa é de São Pedro, poupando a incompetência e a irresponsabilidade do governo Alckmin de não ter investido em novos mananciais, como estava previsto desde 1995.

Marzeni Pereira da Silva, oposição no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), reitera denúncia feita ao Viomundo em novembro de 2014: “A mídia foi e continua sendo cúmplice e parceira do governo Alckmin na crise de abastecimento de água em São Paulo”.

Tanto que fez vista grossa às artimanhas tucanas para aprovação da sobretaxa.

AUDIÊNCIA NA ANTEVÉSPERA DO ANO NOVO: “MÁ-FÉ E JOGO DE CARTAS MARCADAS”

Em 18 de dezembro, sem ouvir órgãos de defesa do consumidor e entidades da sociedade civil que atuam em defesa dos recursos hídricos, Alckmin anunciou a criação da sobretaxa. Também disse que a Arsesp – a agência reguladora de saneamento e energia ligada ao governo do Estado – tinha aprovado naquele dia.

Não foi bem assim.

A Arsesp é a responsável pela autorização ou veto à sobretaxa proposta pelo tucano. Oficialmente ainda não tinha se manifestado sobre a questão.

Só no dia seguinte ao anúncio de Alckmin foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo o comunicado da Arsesp convocando uma audiência pública para deliberar sobre a tarifa de contigência na conta da água, que é como ela chama a multa, ou sobretaxa.

A Arsesp convocou a audiência para – pasmem! — 29 de dezembro de 2014.

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“A data foi proposital, de má-fé”, acusa o coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental. “Na antevéspera do Ano Novo, a possibilidade de mobilização é muito reduzida. O objetivo era que não fosse ninguém.”

Mesmo com a manobra da Arsesp, houve grande mobilização e compareceram, além do pessoal da casa (membros da Sabesp e da própria agência), 23 representantes de quatro entidades e cidadãos. A saber: Comissão de Direito do Consumidor da OAB-SP,  Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Proteste, Instituto Socioambiental  e Instituto Pró-cidadania.

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Na mesa da audiência pública só diretores da Arsesp. Da esquerda para a direita: Waldemar Bon Júnior (Relações Institucionais); José Bonifácio de Souza Amaral Filho (Regulação Econômico-Financeira e de Mercados); Antonio Luiz Souza de Assis (Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Distribuição de Gás Canalizado); e Anton Altino Schwyte  (superintendente de Análise Econômica Financeira)

Durante a audiência, depois em documento (na íntegra, ao final) enviado à Arsesp , as quatro entidades impuseram uma condição para aprovação da sobretaxa. A de que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento, como determina o artigo 46 da lei federal do Saneamento Básico 11.445/07:

“Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos, o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes, garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda”

A Arsesp, desde sempre aparelhada pelos tucanos, simplesmente ignorou o documento das entidades e a determinação legal e autorizou a cobrança da sobretaxa da água.

“A audiência foi só para cumprir uma formalidade legal”, observa Edson Aparecido da Silva. “A decisão já estava acertada com Alckmin. Jogo de cartas marcadas. Desrespeito com as entidades que compareceram à audiência e com a sociedade em geral.”

“Decretar oficialmente o racionamento não é mera formalidade como tenta fazer crer o governador”, avisa Carlos Thadeu, do Idec. “Além de tornar legal a cobrança da sobretaxa para quem usar mais água, implica transparência de tudo o que está acontecendo. O consumidor tem o direito à informação.”

DNA DE ALCKMIN DESDE 2001, QUANDO TEVE INÍCIO A GESTAÇÃO DA ATUAL CRISE  

O fato é que o governador passou esse último ano escondendo e/ou maquiando a verdade verdadeira sobre a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

“Na verdade, o grande responsável por essa crise da água que estamos vivendo em São Paulo é o senhor governador Geraldo Alckmin”, afirma o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. “É uma crise anunciada que começou a ser gestada em 2001, quando ele assumiu o governo de São Paulo, logo após a morte de Mario Covas.”

Alckmin, só para relembrar, foi governador de 6 de março de 2001 a 31 de março de 2006. De 2007 a 2010, o posto foi ocupado por José Serra, que também tem culpa no cartório. Não fez o que deveria. Em 1 de janeiro de 2011, Alckmin voltou a ocupar o Palácio dos Bandeirantes, onde está até hoje.

Não é à toa que ele foge do racionamento da água como o diabo da cruz. Quer evitar a todo custo o carimbo de governador do racionamento, ou do rodízio. Tal como aconteceu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o apagão de energia elétrica, em 2001.

O DNA de Alckmin, porém, está ao longo de todo processo que desembocou na atual e gravíssima crise, como mostra o professor Júlio:

1985: Inaugurado o Cantareira, um sistema de Primeiro Mundo.  Capacidade de 66  m³/s, para uma demanda:51 m³/s. A RMSP tinha 14 milhões de habitantes.

2000: Capacidade disponível e demanda eram iguais: 66 m³/s.

Para uma população de 18 milhões, o sistema já estava meia boca, como diz o professor Júlio. Foi o início do déficit de abastecimento de água. Nessa altura, já deveria ter sido providenciado novo manancial de grande porte.

2003: Foi o primeiro alerta. Estiagem prolongada levou o sistema Cantareira à beira do colapso.

2004: Nesse ano foi feita a renovação da outorga (direito de utilização da água) do sistema Cantareira por 10 anos. No contrato, foram incluídas várias exigências que deveriam ser cumpridas pela Sabesp nesse período de dez anos. Entre elas, a implantação de novos mananciais para atender a região metropolitana, diminuindo, assim, a dependência do Cantareira no abastecimento dessa área.

A renovação da outorga venceu em agosto de 2014  e a Sabesp não cumpriu essa exigência.

2005: O DAEE (Departamento de Águas e Esgotos do Estado de São Paulo) concluiu as barragens de Biritiba-Mirim e Paraitinga e disponibilizou mais 5,7 m³/s do sistema Alto Tietê para a região metropolitana. Só que não pode ser usado porque a Sabesp não tinha ampliado a capacidade da Estação de Tratamento de Água de Taiaçupeba de 10 para 15 m³/s. Taiaçupeba só passou a usar essa vazão em 2012.

2007: A Sabesp declarou oficialmente que era gravíssima a situação da deficiência dos mananciais da RMSP e não tinha condições de superá-la.

A empresa solicitou então ao governo paulista que assumisse essa responsabilidade. O que ele fez. Para isso, contratou a elaboração do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole Paulista. O prazo para execução era de 180 dias, mas somente foi concluído em outubro de 2013.

2012: Sabesp detectou o início do processo de estiagem através da diminuição das reservas nos seus reservatórios.

2014: A RMSP tem 22 milhões de habitantes. A capacidade disponível de água para abastecimento é de 72 m³/s enquanto a demanda era de 82 m³/s. Ou seja, sistema deficitário em 10 m³/s. Isso significa 2,7 milhões de habitantes sem água.

2014, janeiro: A Sabesp estava  preparada para dar início ao Plano de Racionamento Geral na Região Metropolitana. O governador, porém, vetou-o e assumiu pessoalmente o gerenciamento da crise.

“Quando o governador assumiu pessoalmente o comando e gerenciamento da crise, na prática, ele declarou oficialmente sua instalação”,  atenta o engenheiro Júlio Cerqueira César. “Alckmim vetou o plano da Sabesp e definiu um Plano Político para enfrentá-la.”  

Ele proibiu o racionamento e decidiu explorar todas as reservas de água disponíveis, inclusive as reservas técnicas (volumes mortos) até o seu esgotamento se necessário.  A expectativa era de que as chuvas voltariam em outubro de 2014, os reservatórios encheriam e a crise seria superada.

2015: As chuvas não aconteceram no volume esperado. A capacidade disponível de água está em 39 m³/s e a demanda em 82 m³/s. Déficit: 43 m³/s. É mais da metade da demanda numa hipótese otimista, porque estamos considerando a integridade do sistema do Alto Tietê. Caso o sistema do Alto Tietê não se recupere, o que não está fora de cogitação, o déficit atingirá 58 m³/s — 70% da demanda.

Não há solução estrutural de curto prazo para a crise. Para complicar, Alckmin esvaziou os espaços institucionais de gestão dos recursos hídricos, como os comitês de Bacia, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que reúne os 39  prefeitos e representantes do governo do Estado.

“Alckmin precisa convocar urgentemente os prefeitos das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas e falar a verdade sobre a crise”, defende Edson Aparecido da Silva, da Frente Nacional Ambiental. “O governador não pode continuar agindo como se a situação estivesse sob controle. O ideal seria que ele decretasse estado de calamidade pública e apresentasse um plano de contingência sério, discutido com os prefeitos e representantes da sociedade, para enfrentar a situação.”

“Não consigo encontrar um adjetivo para qualificar o quadro que teremos de enfrentar”, arremata Cerqueira César. “Só posso dizer que o que enfrentamos hoje — principalmente a população mais pobre que é a mais afetada — será refresco perto do que teremos pela frente.”

 Em tempo 1: Por que Alckmin e Serra não fizeram as obras necessárias para que não estivéssemos na atual situação? Falta de planejamento, contando com São Pedro? Incompetência? Irresponsabilidade? Opção pelos investidores da Sabesp?

Em tempo 2: Onde foram parar os lucros da Sabesp? Em 2012, foi de R$ 1,9 bilhão. Em 2013, também R$ 1,9 bilhão. Em 2014, apesar da crise, o lucro até o terceiro trimestre foi de R$ 800 milhões. De 2003 a 2013, a Sabesp teve R$13,11 bilhões de lucros. Nesse período, pagou R$ 4,37 bilhões de dividendos. O percentual de pagamento na forma de dividendos em relação ao lucro variou de 27,9% a 60,5%,este em 2003.

Detalhe: o estatuto da empresa determina que se pague, no mínimo, 25% de dividendos. A Sabesp, para alegria dos seus investidores e azar dos consumidores, pagou sempre mais.

Audiência Pública Arsesp para deliberar sobretaxa da água: Manifestações de entidades da sociedade civil by Conceição Lemes

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Leia também:

“Mídia é cúmplice do governo Alckmin na crise da água em SP

 

47 Comentários escrever comentário »

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george

04/05/2015 - 10h58

os paulistas são muitos nessecitados da agua potavel…e ainda mais de recursos publicos

Responder

FrancoAtirador

01/02/2015 - 16h36

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MÍDIA-EMPRESA TUCANA É SEMPRE ASSIM,

AINDA MAIS QUANDO SE REFERE A ALCKMIN…

Manchetes invertem tudo e transformam
a vítima em causadora de problemas

Hoje cedo vi a capa do jornal Agora SP,
que dizia com bastante destaque:

‘Escolas do Estado Fecham Salas de Aula’

Que marota essa redação usada para contar o fato!

Quem fechou as tais salas de aula em São Paulo
foi O GOVERNO ESTADUAL!

Não foram as ‘escolas do estado’ que as fecharam!

Omitiram o autor e inverteram o papel,
dando a entender que A VÍTIMA
é a causadora do problema.

Por Servílio Gentil Lavapés, de O Correio da Elite

(http://jornalggn.com.br/noticia/manchetes-invertem-tudo-e-transformam-a-vitima-em-causadora-de-problemas)
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Responder

Edgar Rocha

30/01/2015 - 23h13

Medo, viu! Muito medo!
Diante de uma crise que atinge a todos universalmente no direito a algo tão primordial à vida, questões político-ideológicas vão parecer piada de salão.

As previsões são sombrias. Não do ponto de vista político partidário, nem ideológico, nem conjuntural, nem estrutural. Nada disto, nada destes jargões farão sentido se o que se coloca como centro é a sobrevivência humana. Qualquer tema, qualquer problema extra soa como a célebre frase de Maria Antonieta: “não tem pão, comam brioches”. Cinismo ao limite que valeu o pescoço da precursora das sheherazades.

Como disse o Abolicionista, é uma distopia contra a qual não há muito o que fazer. Aos desafortunados (os primeiros, outros virão) o único consolo é que a desgraça igualará a todos sob a mesma animalidade, mais dia, menos dia. Felizes o que já sabem viver com tão pouco. Os que querem muito sofrerão primeiro, embora pereçam um pouco mais tarde. Talvez, terminemos esta linda era tecnológica curtindo danças macabras tocadas em Ipods (enquanto houver bateria), juntando-nos em hordas para celebrar o desmonte da vida, como nos tempos saudosos da peste bubônica, só que com funk. Saudosos tempos, sim senhor, já que o auge do niilismo e dos que acreditam no caos como forja do super homem nietzcheano é a celebração coletiva da desgraça. Escuto este discurso desde que comecei a ouvir herois de si mesmo criticando a sociedade enquanto se refastelam sobre o lixo produzido por ela. Cínicos que desejavam e produziam o cada vez pior sentido do nada ao qual chegamos, graças a gente como Alckmin e companhia. Agora é a prova dos nove. Revolucionários de plantão, acostumados ao bem-bom do mundo escroque verão o fim de sua obra. Sempre desejaram isto, na certeza de que nunca aconteceria. Pois, aconteceu. Vamos ver quem é o “Übermensch” de fato.

Responder

Mailson

29/01/2015 - 20h41

São Paulo: O caos se aproxima, mas o Alckmin é inocente, diz o PIG

Empresas começam a deixar São Paulo pela falta d’águahttp://www.portalmetropole.com/2015/01/empresas-comecam-deixar-sao-paulo-pela.html

Várias empresas estudam deixar São Paulo pela crise hídrica e economia do estado pode afundar

Por redação, com SpressoSP A crise hídrica em São Paulo está levando empresas a direcionarem seus investimentos a outros estados. Indústrias estão migrando para Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Nordeste para reduzir o uso do mineral. Empresas do ramo de bebidas, papel e celulose, inclusive, fizeram o que o governador Geraldo Alckmin não fez: enxergaram uma possível estiagem, aliada à falta de planejamento, e, desde o ano passado, vêm se preparando para não sofrerem com os prejuízos da seca.

A Coca-Cola e a Ambev, por exemplo, começaram, a partir do segundo semestre de 2013, a investir R$2,4 bilhões em plantas de matérias primas no Paraná. A Coca-Cola afirmou que “ações para mitigar os efeitos da crise hídrica estão sendo estudadas”. Já a Ambev, está com novas instalações em Ponta Grossa e, de acordo com a prefeitura da cidade, foram investidos R$580 milhões.

Porém, a Ambev diz que não sairá do estado, pelo menos por enquanto. Transferir parte dos investimentos para outros estados foi uma solução encontrada por essas companhias para os custos no tratamento da água, já que, quanto mais baixos os níveis dos rios, mais dificuldades para retirar lama e sujeira.

Confira o artigo original no Portal Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/01/empresas-comecam-deixar-sao-paulo-pela.html#ixzz3QFSMji1p

Responder

FrancoAtirador

29/01/2015 - 15h05

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A Ganância por Lucros e Dividendos da SABESP

RIOS DE DINHEIRO CORREM PARA O SETOR PRIVADO

Em 30/09/2014, a SABESP já tinha garantido
contratos de financiamentos, não utilizados,
de R$ 2,4 BILHÕES da CEF e R$ 2 BILHÕES do BNDES.
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.
Na mesma data, a SABESP havia integralizado
um Capital de 683.509.869 Ações Ordinárias

e Proventos em Dinheiro (Juros sobre Capital)
aos acionistas no valor de R$ 1,27505
por Ação negociada na Bolsa de Valores.
.
.
O Lucro Acumulado da SABESP
nos 9 primeiros meses de 2014
foi de 871,509 MILHÕES DE REAIS.
.
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ITR – Informações Trimestrais – 30/09/2014 –
CIA SANEAMENTO BÁSICO ESTADO SÃO PAULO [SABESP]

Notas Explicativas

1 Contexto operacional

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (“SABESP” ou “Companhia”) é uma empresa de economia mista, com sede em São Paulo na Rua Costa Carvalho, 300, Cep 05429-900, que tem como acionista controlador o Governo do Estado de São Paulo.

Atua na prestação de serviços de saneamento básico e ambiental no Estado de São Paulo, e também fornece água tratada no atacado.

[…]

As ações da Companhia estão listadas
no segmento “Novo Mercado” da BM&FBovespa
sob o código SBSP3 desde abril de 2002,

e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE),
na forma de American Depositary Receipts (ADRs)
Level III, sob o código SBS, desde maio de 2002.

[…]

20 Patrimônio líquido

(a) Capital autorizado

A Companhia está autorizada a aumentar o seu capital social até o limite de R$ 15.000.000 (dezembro/2013 – R$ 10.000.000), mediante deliberação do Conselho de Administração e ouvido o Conselho Fiscal.

Em caso de aumento do capital social, emissão de debêntures conversíveis e/ou bônus de subscrição mediante subscrição particular, os acionistas terão direito de preferência na proporção do número de ações que possuírem na ocasião, observado o disposto no Artigo 171 da Lei nº 6.404/76.

(b) Capital social subscrito e integralizado

O capital social subscrito e integralizado em 30 de setembro de 2014 é composto de 683.509.869 ações ordinárias (dezembro/2013 – 683.509.869), escriturais, nominativas, sem valor nominal, assim distribuídas:

Foram aprovados nas Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária, em 30 de abril de 2014:

*a distribuição de dividendos na forma de juros sobre o capital próprio no valor R$ 537.465;

*o aumento do capital social de R$ 6.203.688 para R$ 10.000.000, em função da capitalização de parte da reserva de lucros e do total da reserva de capital, no montante de R$ 3.672.057 e R$ 124.255, respectivamente; e,

* independentemente de reforma estatutária, o capital social poderá ser aumentado até o limite máximo de R$ 15.000.000, mediante deliberação do conselho de administração e ouvindo-se antes o conselho fiscal.

O pagamento de juros sobre o capital próprio no valor de R$ 499.768,
líquidos de imposto de renda na fonte de R$ 37.697,
totalizando R$ 537.465, teve início em junho de 2014,
com o montante pago de R$ 467.438.

21 Lucro por ação

Básico e diluído

O lucro básico por ação é calculado mediante a divisão do lucro atribuível aos acionistas da Companhia, pela quantidade média ponderada de ações ordinárias em circulação durante o exercício.

A Companhia não possui potenciais ações ordinárias em circulação, como por exemplo, dívida conversível em ações ordinárias.

Assim, o lucro básico e o diluído por ação são iguais.

Lucro atribuível aos acionistas da Companhia = R$ 871.509
Quantidade média ponderada de ações ordinárias emitidas = 683.509.869
Lucro básico e diluído por ação (Reais por Ação) = 1,27505

(http://www.sabesp.com.br/Calandraweb/CalandraRedirect/?temp=4&proj=investidoresnovo&pub=T&docid=830EDE4EC7FFAF5C83257CDA000B6E79&docidPai=AB82F8DBCD12AE488325768C0052105E&pai=filho0)

(http://www.sabesp.com.br/sabesp/filesmng.nsf/34E740CC17C15A6A83257D900000CE51/$File/ITR_3tri2014.pdf?OpenElement)

(http://www.sabesp.com.br/sabesp/filesmng.nsf/E4C807D6564F40FF83257D900000D575/$File/NotasExplicativas.pdf?OpenElement)
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Responder

Alberto Lima

29/01/2015 - 12h08

Eu acho que São Pedro não gosta de São Paulo! hehehe!

Responder

Raymond

27/01/2015 - 09h14

Hoje no Bom Dia Brasil, da Globo, os jornalistas Chico Pinheiro, Ana Paula e o Bocardi, ao tratar da falta de água nas casas dos paulistanos, se desdobraram para não falar a palavra racionamento. Foi hilário.

Responder

Pereira

26/01/2015 - 14h10

Mas o papagio de pirata governador PAGA com diligência os DIVIDENDOS dos acinonistas da SABESP, E SABE como poucos, oferecer uma festa aos gringo como aquela do 15 de mai de 2012 – A data, o Sabesp Day. Esses colonizados entreguistas modernos são…

Fantástico essa figura inerte, não!!!???

Responder

Pereira

26/01/2015 - 12h59

Um governador de FUNDO DE QUINTAL!!!

Se fosse um governador do PT, a UDN por meio dos mesquitas, frias e principalmente os marinhos, já teriam feito a deposição do cargo como INCOMPETENTE com a devida INTERVENÇÃO FEDERAL!!!

O rosto do indigesto, na foto, diz tudo o que ele representa: um ATOA!!!

Responder

Julio Silveira

26/01/2015 - 09h10

Mas os paulistas não cairam nessa desavisados, Cansei de escrever que São Paulo é refem da sindrome de Estocolmo, mas o paulista só vai acreditar depois de um bom tempo de tratamento psicologico, ajudado por muita analise.

Responder

marialibia

25/01/2015 - 20h59

A covardia do povo paulista nota-se pela organizacao o mpl, que sai as ruas por vinte centavos e não se interessa pela falta de água que atingirá mais ou menos vinte milhões de pessoas.

Responder

    Luis

    26/01/2015 - 19h05

    Esse tal de mpl é uma célula do psdb. Portanto não se iluda com esses filhinhos de papai malcriados.

Leo

25/01/2015 - 18h51

Alckmin foge da água, ou melhor, a água fugiu dele. E a Dilma corre da energia, ou melhor, a energia é que correu dela! Resultado: temos uma bomba-relógio construída pelo PT e pelo PSDB que já está custando muito caro para o bolso do contribuinte.

Responder

    Renata

    29/01/2015 - 13h58

    Pelo menos os governos petistas interligaram as linhas de transmissão de energia e investiram na eólica que logo mais dará 10% de energia, ou seja, investiram e tomaram medidas para minimizar risco de apagão. E quais medidas tomaram os governos tucanos em São Paulo para minimizar o risco de uma das maiores cidades do mundo ficar sem água?????

Flavio Wittlin

25/01/2015 - 13h57

Repressão e incompetência, as criaturas siamesas criadas no cabinet des Dr. Alckmin.

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José C. Filho

25/01/2015 - 11h35

Deveria São Pedro entrar com uma ação de calúnia e difamação contra Alckimim. O santo teria então que torcer para que o processo não chegasse às mãos do Gilmar, caso fosse julgado em última instância no STF.

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Diana

24/01/2015 - 21h14

Cade as manifestaçoes de SP? Engraçado ne? Ano passado por nada invadiam as ruas, agora com um caos instalado e a certeza da desgraça total e nao vao as ruas exigir do governador que pelo menos assuma suas mentiras. Pobre povo paulista, ate quando serao enganafos.

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    Yacov

    25/01/2015 - 16h08

    É impressionante, mas em São Paulo, até mendigo é de DIREITA. Aqui, o povo luta com unhas e dentes pelo direito de ser explorado pelo patrão. Chamam o patrão de ‘colega’, sobretudo os jornalistas… E dizem que os nordestinos é que são bovinos … Quá, quá quá !!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    Leo

    25/01/2015 - 18h48

    Direita!? Não me faça rir! O que chamam hoje de direita ontem pegou em armas para implantar no Brasil uma ditadura do proletariado. E o que chamam de esquerda hoje não passam de pessoas ligadas a banqueiros e empreiteiros que não pensam em outra coisa a não ser dinheiro e poder.

    Fala sério! kkkkk

    Yacov

    26/01/2015 - 18h07

    O troll, léo, aí embaixo, anda bebendo muita água de volume morto. Ô, tristeza … Não sabe nem para que lado aponta o nariz, como vai saber de que lado estão direita e esquerda ?!?

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    Luiz (o outro)

    29/01/2015 - 07h53

    “Ditadura do proletariado”?????
    Putz, cada um sem noção que aparece por aí…

    abolicionista

    29/01/2015 - 09h54

    O comentário do Leo é a imagem perfeita da decadência de um estado que hoje possui falta de água, energia e pib recessivo

anac

24/01/2015 - 19h31

O coxinha não notou a falta d’agua. Se não notou é porque não fazia falta. Geraldinho só ficou calado.

Responder

Helenita

24/01/2015 - 18h04

Ana Paula Garcia, não entendi bem sua colocação; o que tem a Presidenta Dilma a ver com a falta de planejamento dos governos de São Paulo, que privatizaram a SABESP e deixaram de investir seus fabulosos lucros na construção de obras de saneamento, aptas a impedir que décadas depois as reservas de água se esgotassem???
No texto acima estão os lucros fabulosos da SABESP; além de encherem as burras dos acionistas (maioria estrangeira), onde aplicaram o restante dos lucros???
É sempre bom dar uma estudadinha para sabermos avaliar e criticar, sendo essencial sabermos distinguir as competências legais de cada ente público: União, Estados e Municípios. Feito isso, já podemos nos livrar das críticas absurdas ao Governo Federal por mau atendimento em hospitais, em postos de saúde etc, e, bem assim, críticas pela falta de segurança interna, etc etc.
Hospitais e segurança são deveres legais dos Estados, e os postos de saúde são de competência dos municípios, desse modo, a captação e fornecimento de água potável às populações é competência dos Estados, em parceria com municípios, em alguns casos. Nada, nada a ver com Presidência da República…

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    Floriano Alfani

    25/01/2015 - 12h31

    Boa. 90% da população não sabe diferenciar que eh governo federal , estadual e municipal.

Gerson Carneiro

24/01/2015 - 17h03

O pior é que a doença pega.

Hoje fui beber no buteco aonde eu tô devendo e o dono me expulsou dizendo:

– Vaza. Aqui você está com restrição hídrica.

Afff…

Responder

Yacov

24/01/2015 - 16h14

A palavra que não quer calar é …

IMPEACHMENT !!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na RAEDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

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Almir

24/01/2015 - 14h31

E ainda querem estender esse knowhow de “stress hídrico” para o país inteiro. Aqui não, violão.

Responder

    anac

    24/01/2015 - 19h50

    A seca existe. E atinge a todos. A maior parte da energia elétrica no Brasil é gerada por usinas hidrelétricas. Portanto é perfeitamente plausível que tenhamos algum tipo de problema pontual com a seca que será de imediato resolvido, pois o governo federal de preparou para esse momento, com termelétricas, energia gerada por usinas atômicas, eólicas, etc. O problema é que não obstante os inúmeros alertas de que o sistema cantareira não iria dar vazão e seria atingido de cheio pela seca e que obras deveriam ser feitas para trazer água dos rios existentes no próprio Estado de SP o governo paulista nada fez. Jamais a seca deveria atingir SP como está a atingir. SP não fica no semi árido como os Estado do Nordeste. Há muito tempo se alertava para a crise e a necessidade de obras que minimizariam os problemas que advêm da falta d’água. Os tucanos irresponsavelmente apostaram que o PiG continuaria enganando os coxinhas e que sairiam imunes da crise. Vamos ver quando o povo começar a sofrer as sérias consequências da falta d’água. Se continuarão cegos para as doenças que advirão.

Edvard

24/01/2015 - 11h38

Talvez exista uma outra razão para fugir do racionamento: a Lei das Águas determina que em caso de escassez, a prioridade é para o abastecimento humano e a dessedentação de animais.
Ou seja, a prioridade de abastecimento não é para as indústrias e comércio.
No caso da multa por alto consumo, a SABESP não deveria ser multada? Ela desperdiça mais de 30 % do que capta.

Responder

    Yacov

    24/01/2015 - 16h11

    Clap CLap Clap !!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na RAEDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Morvan

24/01/2015 - 10h54

Bom dia.

O narigudo da Opus Dei (ele!) foge como o diabo o faz da cruz por causa do único racionamento que tucano teme, de fato: de votos. Corre, Pinocchio, corre.

Saudações bolivarianas; {♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥}; “Dilma, Reformas Urgentes: Judiciário, Educação e na Política“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

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Francisco

24/01/2015 - 06h56

A última agora é tentar colar em Dilma que “a água está faltando na torneira do paulistano porque as bombas de água não funcionam porque o Brasil do PT está tendo apagão”.

Cara de peroba…

Responder

    Yacov

    24/01/2015 - 16h12

    Eles são políticos ou humoristas !?! De um jeito ou de outro, são péssimos !!!!

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    anac

    24/01/2015 - 19h39

    Aqui no Nordeste tem luz elétrica e não falta água. Graças ao governo federal e a Dilma.
    A verdade é que não adianta os coxinhas quererem colocar a culpa em que não tem culpa nenhuma – Dilma, isso não vai fazer jorrar em sua torneiras água. Mais uma vez serão manipulados pelo PiG entretanto agora com serias consequências. Água é VIDA. 20 milhões sem água não é brincadeira. CAOS instalado. E as doenças?

    Yacov

    25/01/2015 - 16h10

    As perspectivas são nefandas … A ver.

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Romanelli

24/01/2015 - 06h50

Pq o governador foge ? Oras, pq a exploração política é medonha, suponho.

Do texto, o que acho interessante, é que nenhuma critica é feita a AÇÃO da sociedade e do homem sobre o micro clima e o ciclo hídrico.

..a falta duma política NACIONAL de recuperação das áreas verdes (de capitação), de diminuição do desmatamento (DILMA ainda reluta contra o desmatamento zero ao apoiar ainda o AUMENTO da fronteira agrícola)

..contra a ocupação desenfreada e IRRESPONSÁVEL de hordas de miseráveis importados, incentivados, estimulados e protegidos por BANDIDOS que comandam muitos movimentos ditos sociais ao redor dos mananciais.

Se vi alguma coisa de errado nestes anos ? Vi sim, a FALTA DE SERIEDADE e de apoio para com o projeto de despoluição do Tiete, Pinheiro e Billings, por exemplo (fora de outros gigantescos em outros estados tb).

..vi a fala de censura que deveria ser dada a um povo PORCO, deseducado, que insiste em cimentar tudo e continuar a jogar seus dejetos no água de beber ..ou na agricultura que insiste em desperdiçar.

O link abaixo, penso, ajuda-nos a ilustrar um pouco do que foi dito

..interessante notar que durante 2009-12 os níveis, mesmo do Cantareira, estiveram acima da média de 11 anos, afiançando-nos ao menos que o problema da queda do sistema agora estar longe de ter sido por causa de VAZAMENTOS.

..muito menos podemos dizer que o sistema se esgotou faz tempo (impossível se só em 2 anos apenas, 2013/14)

..em verdade, pra mim, foi um misto de QUEDA violenta do volume de chuvas (SECA mesmo), aliado a aumento da temperatura acompanhado pelo aumento do consumo, e tudo aditivado pela aceleração do processo de evaporação dos reservatórios.

..sem duvida um belo estrago, mas que não tem em um só governante o símbolo da culpa ..ah não, definitivamente, não

http://mananciais.tk/

e no plano nacional

http://www.ons.org.br/historico/energia_armazenada.aspx

http://www.ons.org.br/historico/percentual_volume_util_out.aspx

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    Yacov

    24/01/2015 - 16h15

    Tu só pode ser louco, veí … Ou Tucano, o que dá no mesmo.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na RAEDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    abolicionista

    24/01/2015 - 17h59

    Nenhuma palavra sobre a abertura de capital da Sabesp, que tem até um dia só para ela em Wall Street, é a miopia do paulista.

    Quando não houver mais argumentos, culpe o povo, ele não tem mesmo como se defender…

    Nelson

    29/01/2015 - 11h38

    “sem duvida um belo estrago, mas que não tem em um só governante o símbolo da culpa ..ah não, definitivamente, não”

    Nisso você acertou, meu caro Romanelli.

    São três os governantes que têm culpa, todos tucanos, “democráticos” e “modernos”: Covas, Serra e Alckmin.

levemente

24/01/2015 - 04h17

Há grande descompromisso do gestor público para com o bem-estar da população. Simplesmente, passadas as eleições, grande parte dos administradores brasileiros se sente absolutamente à vontade para fazer exatamente o oposto daquilo que havia prometido durante a campanha. Ou, como no caso de SP, anunciar que a situação era mais grave do que se supunha, ao tempo do pleito eleitoral.

É dose. Uma falta de respeito cavalar, embalada pela grande mídia, que, é claro, tem de modo inequívoco a sua predileção pelo PSDB.

Outro dia foi enunciado por parlamentar do PT que Aécio Neves era “bananeira que já deu cacho”, ou seja, carta fora do baralho eleitoral de 2018, sendo este ano citado o ano do governador atual de SP. Será? Como o atual governador de SP se safará da verdade quando chegarmos a meados deste ano e a coisa ficar realmente grave com relação à água em SP? Como esconder por debaixo do tapete o fato de o cidadão ligar a torneira e não obter uma gota d’água? Parece-me impossível.

Comemorar, do lado dos adversários? Não parece ser o caso. Os problemas do PT, em que pesem os do PSDB serem enormes, não ficam atrás daqueles dos tucanos. A casa passa uma impressão de desmazelo, com intrigas palacianas, desmentidos ao que foi proposto na campanha do ano passado etc.

2018 será um ano interessante.

Feliz daquele que se lançar terceira via, talvez, pois parece haver um esgotamento dos modelos propostos pelos nossos dois principais partidos que lançam candidatos para a eleição presidencial. Resta saber o que será do eleitorado. Com esse, pelo visto, muito poucos se importam em alguma escala.

Responder

Alexandre maruca

24/01/2015 - 02h36

To sentindo falta da cobertura dos atos do movimento passe livre

Responder

Edson Aparecido da Silva

23/01/2015 - 23h36

Parabéns Conceição, show de reportagem é dessa imprensa que o Brasil precisa.

Responder

Toga

23/01/2015 - 22h23

Mais uma reportagem com o selo de qualidade Conceição Lemes!

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Engraçado que essa semana mesmo discuti com gente pela internet que jurava que não tinha estudo, ninguém sabia do problema e o que deveria ter sido feito, que duvidava que os responsáveis tinham sido omissos. Aqui está, tudo listado para os descrentes.
Nessas horas é o povo quem deveria cobrar não é?
Mas alguém viu isso acontecer? A sério? Podemos ver comentários ocasionais na internet, pesquisa que diz que a população cobra o governador, mas qualquer tipo de organização e manifestação ir na porta dele cobrar, não. Parece que agora estão organizando um “banho coletivo” no condomínio dele, mas é pouco. Muito pouco.
É preciso não só fazer algo concreto para enfrentar essa crise, é preciso de muitas mudanças desagradáveis para muitos. Como mudar o foco dessas empresas para o interesse social, educação para a população não desperdiçar e proteção do meio ambiente.

Quero ver como essa história vai terminar.
Vi nota em jornal dizendo que a Secretaria de Segurança Pública foi no EUA pedir ajuda da SWAT para se preparar para um possível caos urbano quando a água acabar. Ou seja, o problema é o povo e a solução é descer o cacete nele se reclamar.
Esse país é fantástico.

Responder

    Vicente

    24/01/2015 - 05h15

    Toga
    Vamos por uma vírgula bem grande neste “…esse país é fantástico…” , é bem menos injusto com o Brasil dizer “…esses eleitores Tucanos são fantásticos…”, me inclua fora dessa.
    Somos solidários, e faremos todo esforço possivel para evitar o pior.
    Mas quem pariu Mateus ( ou Geraldo no caso) que o embale…

    Yacov

    24/01/2015 - 16h23

    YES !! Falou e disse VICENTE. Chega de passar a mão na cabeça dos TUCANOS !! O alckmin j´aestá até careca, e o $ERRA também. Só o FDP, digo, fhc, que não… E que aquele ali é um gato gordo que adora um cafuné, capice ?!?

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na RAEDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    henrique de oliveira

    26/01/2015 - 15h29

    Como assim quando a água acabar? a água já acabou , os paulistanos estão tomando merda espremida do volume morto e mesmo assim os coxinhas vão as ruas fazer zona por passe livre , é de chorar.

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