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Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado

28 de junho de 2013 às 20h09

O punho cerrado da mão esquerda, símbolo da luta contra o racismo e dos Panteras Negras, reaparece na bandeira do Otpor [Resistência], com a mão direita…

…e se repete no símbolo do movimento global da juventude, que juntou Departamento de Estado, Google e Facebook:

Política na Era Digital: Tentando controlar a explosão demográfica

por Luiz Carlos Azenha

A História dos Estados Unidos se confunde com a História das intervenções de Washington para conquistar territórios, trocar ou debilitar regimes ou provocar mudanças que beneficiem os interesses políticos, econômicos ou diplomáticos do império. Isso está fartamente documentado.

Por exemplo, no livro Killing Hope: US military and CIA interventions Since World War II, que descreve as intervenções clandestinas ou abertas promovidas pelo governo norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial. Nós mesmos já experimentamos isso, em 1964.

Nos anos 80, quando o conservador Ronald Reagan ocupava a Casa Branca, apoiava governos direitistas ou grupos guerrilheiros que combatiam regimes de esquerda na Nicarágua, El Salvador, Honduras e Guatemala.

Foram guerras brutais na América Central. Através do tenente coronel Oliver North, a Casa Branca fez um arranjo pelo qual vendia armas clandestinamente ao governo do Irã, que sofria um boicote internacional — liderado pelos Estados Unidos! — e usava o dinheiro para financiar os contras, que combatiam o governo de esquerda da Nicarágua. Descoberto o escândalo, o esquema implodiu.

Espertamente, Reagan redesenhou a iniciativa, para atender também aos democratas e garantir dinheiro do Congresso, que estava reticente no financiamento a ações clandestinas da CIA desde a guerra do Vietnã.

Formou-se o National Endowement for Democracy, NED, que passou a transferir dinheiro público para institutos ligados ao Partido Republicano, ao Partido Democrata, à maior central sindical dos Estados Unidos e ao empresariado.

Foi a forma de garantir amplo apoio, nos Estados Unidos, à ideia de “promover a democracia” adequada, ou seja, a democracia que atendesse aos interesses estratégicos de Washington. A estes institutos se juntaram muitos outros, com destaque para a Freedom House e a Open Society, do especulador George Soros.

Formou-se, assim, uma ampla rede horizontal e não hierarquizada de entidades sediadas em Washington, que recebe financiamento público ou de empresas e milionários, para promover no mundo as ideias da privataria. Uma rede que é a fachada pública do aparato clandestino de mudança de regime, que se apoia na CIA e no Pentágono.

Esse aparato atuou, por exemplo, na série de revoluções coloridas do Leste Europeu e, mais recentemente, na Bolívia, Venezuela e Irã, além de incentivar grupos que participaram da dita Primavera Árabe, desde a Tunísia até o Egito. O objetivo não é apenas derrubar governos, mas fragilizar regimes e torná-los incapazes de levar adiante reivindicações nacionalistas; assim, ficam mais vulneráveis à pressão externa.

As mudanças no Egito, por exemplo, preservaram o essencial: uma política econômica neoliberal, dependência de financiamento dos Estados Unidos e não ruptura dos acordos de paz com Israel.

Em sua encarnação do Leste Europeu, as “revoluções coloridas” tinham tido algumas características bem definidas: slogans e imagens de fácil entendimento, mobilização da juventude através de redes sociais, tentativa de unificar grupos de oposição e ações de desobediência civil nas ruas. Foi assim, também, na Primavera Árabe.

Obviamente, os movimentos não teriam tido sucesso se não existissem condições políticas e sociais para tanto: desemprego, ausência de serviços públicos e uma demografia favorável (grande número de jovens descontentes). Diante de um quadro de mudança inevitável, por que não aproveitar e influir nela?

Mais recentemente, a este esforço por mudanças pró-Estados Unidos se juntaram as principais empresas do mundo digital. Antes, uma explicação se faz necessária.

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Durante seus dois mandatos, o republicano George W. Bush tirou crescentemente o poder da diplomacia do Departamento de Estado e transferiu atribuições para o Pentágono. O sucessor dele, Barack Obama, restaurou parcialmente o equilíbrio, com nova ênfase no soft power dos diplomatas e das ações não clandestinas.

Foi neste contexto que a secretária de Estado Hillary Clinton apoiou com entusiasmo, em 2008, a formação da AYM, a aliança dos movimentos da juventude, um movimento internacional de ativistas pela democracia e os direitos humanos. A ideia de formar o grupo mobilizou, entre outros, um ex-assessor de Hillary e de sua antecessora, Condoleezza Rice, Jared Cohen, diretor do Google.

Cohen é co-autor do livro The New Digital Age: Re-shaping the Future of People, Nations and Business [A Nova Era Digital: Redesenhando o Futuro das Pessoas, Nações e Negócios]. Além de combater regimes supostamente opressivos, diz-se guru no enfrentamento da “radicalização”, palavra-chave que nos Estados Unidos remete aos movimentos de esquerda.

A segunda conferência internacional do grupo que ele ajudou a fundar, em 2009, na Cidade do México, foi patrocinada pela Causecast.org, Facebook, Gen Next, Google, Hi5, Howcast Media, MTV, MySpace, PepsiCo, Univision Interactive Media, Inc., Departamento de Estado [dos Estados Unidos], WordPress.com e YouTube.

Ou seja, todos os pesos pesados do mundo digital em parceria com o governo dos Estados Unidos!

O objetivo do Movements.org é “promover mudanças sociais positivas através de ferramentas e tecnologias do século 21”. Mudança positiva? Um Milhão de Vozes contra as FARC na Colômbia, por exemplo, cujo objetivo é evitar a participação de ex-integrantes das FARC no sistema político colombiano.

Do ponto de vista estratégico, esse conjunto de ações acima descritas parece refletir a evolução da preocupação dos Estados Unidos com as mudanças inevitáveis derivadas de uma juventude cujas aspirações não podem nem vão ser atendidas pelo neoliberalismo. Uma tentativa de direcionar a energia da chamada “bomba demográfica”. De incentivar, através das redes sociais e de novas tecnologias, um movimento de jovens que se contraponha a uma saída pela esquerda: em defesa do empreendedorismo, da livre iniciativa, contra a cobrança de impostos, contra o Estado ‘inchado e perdulário’, contra a regulamentação das corporações e do sistema financeiro e assim por diante.

Como nós mesmos, no Brasil, temos lidado recentemente com uma rebelião da juventude, é importante ficar alerta.

Abaixo, uma reportagem do diário britânico Guardian, de 2004, sobre as revoluções coloridas. Um texto simpático aos Estados Unidos, mas revelador dos métodos empregados:

Uma campanha dos Estados Unidos por trás da confusão em Kiev

The Guardian, Friday 26 November 2004 00.03 GMT

Com seus sites e colantes, seus golpes publicitários e slogans, cujo objetivo é acabar com o medo causado por um regime corrupto, os guerrilheiros da democracia do movimento jovem Pora, da Ucrânia, já conseguiram uma vitória importante — qualquer que seja o resultado do impasse em Kiev. A Ucrânia, um país tradicionalmente passivo na política, foi mobilizada pelos jovens ativistas da democracia e nunca mais será a mesma. Mas se os ganhos da chamada revolução laranja são da Ucrânia, a campanha é uma criação dos Estados Unidos, um sofisticado e brilhante exercício de marketing de massa que, em quatro paises em quatro anos, foi usado para tentar denunciar eleições fraudadas e derrubar regimes indesejados.

Financiados e organizados pelo governo dos Estados Unidos, com a ação de consultores, pesquisadores, diplomatas, apoio de ONGs e dos dois principais partidos norte-americanos, a campanha foi primeiro usada na Europa em Belgrado, em 2000, para derrotar Slobodan Milosevic nas urnas.

Richard Miles, embaixador dos Estados Unidos em Belgrado, teve um papel-chave. No ano passado, já como embaixador dos Estados Unidos em Tbilisi, repetiu o truque na Georgia treinando Mikhail Saakashvili para a derrubada de Eduard Shevardnadze.

Dez meses depois de seu sucesso em Belgrado, o embaixador dos Estados Unidos em Minsk, Michael Kozak, um veterano em operações similares na América Central, notadamente na Nicarágua, organizou uma campanha praticamente idêntica para tentar derrubar o homem forte da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

Mas fracassou. “Não haverá Kostunica na Bielorrússia”, declarou o presidente do país, se referindo à vitória da campanha em Belgrado. Mas a experiência ganha na Sérvia, Georgia e Bielorrússia foi valiosa no planejamento da derrubada de Leonid Kuchma em Kiev.

A operação — promover a democracia através das urnas e de desobediência civil — foi tão bem desenvolvida que os métodos amadureceram num projeto dos Estados Unidos para ganhar eleições dos outros. No centro de Belgrado, existe um escritório cheio de jovens letrados na internet que se denomina Centro para a Resistência não Violenta. Se você quer saber como derubar um regime que controla a mídia, os juizes, os tribunais, o aparato de segurança e as seções eleitorais, os jovens ativistas de Belgrado podem ser contratados.

Eles emergiram do movimento estudantil anti-Milosevic, Otpor, que significa resistência. A marca chamativa e de apenas uma palavra é importante. Na Georgia, no passado, um movimento estudantil equivalente foi batizado de Khmara. Na Bielorrússia, foi Zubr. Na Ucrânia, é Pora, que significa “chegou a hora”.

O Otpor também tinha um slogan simples e potente que apareceu em todos os lugares da Sérvia em 2000 — com as palavras “gotov je”, significando “está acabado”, numa referência a Milosevic. O logo de um punho cerrado, em negro, completa o marketing brilhante. Na Ucrânia o equivalente é um cronômetro, significando que os dias do regime de Kuchma estão contados. Colantes, pichações e blogs são as armas dos jovens ativistas. A ironia e a comédia nas ruas servem para desgastar o regime e foram bem sucedidos na tarefa de acabar com o medo do público.

No ano passado, antes de se tornar presidente da Georgia, o sr. Saakashvili, educado nos Estados Unidos, viajou de Tbilisi a Belgrado para ser treinado em técnicas de desobediência civil em massa. Na Bielorrússia, a embaixada dos Estados Unidos organizou o despacho de jovens líderes de oposição ao Báltico, onde eles se encontraram com sérvios que vieram de Belgrado. No caso da Sérvia, dado o ambiente de hostilidade, os norte-americanos organizaram a derrubada de Milosevic desde a Hungria — Budapeste e Szeged. Em semanas recentes, vários sérvios viajaram para a Ucrânia. Um dos líderes de Belgrado, Aleksandar Maric, foi barrado na fronteira.

O Instituto Nacional Democrata, do Partido Democrata, o Instituto Internacional Republicano, do Partido Republicano, o Departamento de Estado e a USAid foram as maiores agências envolvidas na campanha, assim como a Freedom House e a Open Society do bilionário George Soros.

Empresas de pesquisa de opinião dos Estados Unidos e consultores profissionais foram contratados para organizar “focus groups” e estudar dados de eleições anteriores. As oposições, geralmente divididas, foram unidas sob candidato único para ter chance de derrotar o regime. O líder é escolhido de forma objetiva e pragmática, mesmo que for anti-americano. Na Sérvia, os pesquisadores da Penn, Schoen and Berland Associates* descobriram que o líder — mais tarde assassinado — da oposição, Zoran Djindjic, não tinha chance de derrotar Milosevic em eleições livres. Foi persuadido a abrir mão para o anti-ocidental Vojislav Kostunica, agora primeiro ministro da Sérvia.

Na Bielorrússia, autoridades dos Estados Unidos deram ordem à oposição para que se unisse em torno do velho sindicalista Vladimir Goncharik, que tinha apelo junto aos tradicionais eleitores de Lukashenko.

Oficialmente, o governo dos Estados Unidos gastou 41 milhões de dólares para organizar e financiar a operação, que durou um ano, para se livrar de Milosevic, a partir de outubro de 1999.

Na Ucrânia, a quantia é de cerca de 14 milhões de dólares.

Além do movimento estudantil e de uma oposição unida, outro elemento chave do projeto é conhecido como “tabulação paralela dos votos”, uma forma de enfrentar fraudes eleitorais usadas por regimes sem reputação.

Existem monitores profissionais estrangeiros de entidades como a Organização para Cooperação de Segurança da Europa, mas as eleições ucranianas, como as de outros paises, também incluiram milhares de monitores locais treinados e pagos por grupos ocidentais. A Freedom House e o NDI, do Partido Democrata, ajudaram a financiar e organizar “o maior monitoramento civil regional de eleições” na Ucrânia, envolvendo mais de 1000 observadores treinados.

Também organizaram pesquisas de boca de urna. Na noite de domingo elas deram ao sr. Yushchenko uma vantagem de 11 pontos, definindo a agenda das próximas horas. As pesquisas de boca de urna são críticas: permitem à oposição a tomada da iniciativa contra o regime, invariavelmente aparecem primeiro, recebem grande cobertura da mídia e deixam às autoridades o ônus de responder.

O estágio final do projeto dos Estados Unidos para mudar regimes diz respeito a como reagir se o governo tentar roubar a eleição. Na Bielorrússia, o presidente Lukashenko venceu e a resposta foi mínima. Em Belgrado, Tbilisi e agora em Kiev, onde inicialmente os governos tentaram se manter no poder, o conselho era manter a calma mas também a determinação, com a organização de demonstrações maciças de desobediência civil, que devem permanecer pacíficas mas podem provocar o regime a retaliar de forma violenta.

Se os eventos em Kiev validarem as estratégias dos Estados Unidos para ajudar outros povos a vencer eleições e tomar o poder de regimes anti-democráticos, é certo que o exercício será repetido em outros lugares do mundo pós-soviético. Os lugares que devemos olhar agora são a Moldóvia e outros países autoritários da Ásia central.

PS do Viomundo1: Estas revoluções coloridas levaram a Rússia a banir o envolvimento de ONGs financiadas pelos Estados Unidos em ações políticas locais.

PS do Viomundo2: *No referendo revogatório de Hugo Chávez, em 2004, a empresa [de pesquisas Penn, Schoen & Berland Associates, de Washington] divulgou em Nova York, quando as urnas ainda estavam abertas na Venezuela, uma previsão de que Chávez perderia por 59 a 41%. A legislação venezuelana proibia a divulgação de pesquisas, mas a empresa burlou a lei divulgando a pesquisa nos Estados Unidos e disseminando o resultado pela internet na Venezuela. Chávez venceu por 59% a 41%. Douglas Schoen atribuiu o resultado à “fraude maciça”. Que é justamente o papel que se esperava dele em uma disputa marcada pela controvérsia: tirar a legitimidade do resultado.  Em 2006, de novo, a empresa cometeu um erro grosseiro na Venezuela. Em 15 de novembro publicou uma pesquisa dizendo que Chávez tinha vantagem de 48% a 42% sobre Manuel Rosales [na eleição presidencial]. Dias antes da votação, Douglas Schoen disse que o resultado seria apertado. Chávez venceu com quase 63% dos votos (do meu texto Queimando a Língua com as Pesquisas). A empresa de pesquisas tinha contratos com o Departamento de Estado americano, o que talvez ajude explicar os “fenômenos” acima citados.

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Emir Sader: As raízes da crise egípcia - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/08/2013 - 11h21

[…] Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado […]

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tania

09/08/2013 - 01h00

Está marcada para sete de setembro uma manifestação promovda pela página dos Anonymous. E ao mesmo tempo, haverá a manifestação dos trabalhadores como já vem sendo feito neste dia sete de setembro. Isso é preocupante sabendo-se dos objetivos por trás das máscaras dos que patrocinam esta revouçõespara desestabilizar o país. Sobre o punho fechado como símbolo, outro dia eu vi no anúncio da manifestação dos trabalhadores do dia onze de julho, o punho fechado da mão direita, na cor branca sobre a bandeira vermelha. Por que isso?

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Para salvar a Globo, Bernardo quer taxar o internauta - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/08/2013 - 22h42

[…] Facebook, Google e You Tube tem lado: o do Departamento de Estado […]

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Ivan Valente: É preciso descobrir quais empresas de telecomunicação colaboram com a espionagem de Washington - Viomundo - O que você não vê na mídia

07/07/2013 - 22h25

[…] Como escrevi anteriormente, Google, You Tube e Facebook tem lado. O do Departamento do Estado. […]

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Ramonet: Serviços de espionagem já controlam a internet - Viomundo - O que você não vê na mídia

07/07/2013 - 15h11

[…] Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado […]

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Tijolaço protesta contra a bandidagem eletrônica dos Estados Unidos: Somos ratos? - Viomundo - O que você não vê na mídia

07/07/2013 - 14h44

[…] Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado […]

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Ricardo Galvão

02/07/2013 - 08h30

Azenha, acabei de ser BLOQUEADO pelo Facebook por 12horas. Me enviaram a seguinte mentagem: • Ricardo Galvao
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Enviei questionamento para saber o que é que eu tinha violado e nada.

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ccbregamim

30/06/2013 - 00h47

muita coincidência
não é coincidência.

segundo leminski
tudo que respira
conspira

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Ednaldo Vieira osta

30/06/2013 - 00h41

Nada disso estaria acontecendo se o projeto do PSDB,digo FHC – Petrobrás,Vale e pre-sal- tivesse sido concluído.Os correspondentes da Central Globo de Informação não fizeram o serviço completo.

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Ivan

30/06/2013 - 00h40

Ser contra os políticos atuais, ser contra o partidos atuais, é uma coisa.Tudo bem. É um direito. Mas “proibir” a participação de partidos em manifestações ou propor sua extinção é um ATENTADO ÁS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS!
Quem fala esse tipo de merda quer que o “Feicebuque” seja a unico partido admissível. É declaração de defensor do Fascismo ou é MUITA BURRICE!
Isso na verdade é aquilo que muitos estão chamando de “Feicismo”, uma forma moderna de Fascismo na qual, tal como ZUMBIS ou AUTOMATOS que nem sabem direito o que querem, um montão de TONTOS ficam obedecendo a comandos da CIA que reconhecidamente, comprovadamente criou e manipula esse software. Ô RIcardo, você não viu o Julien Assange e o Edward Snowden denunciarem a manipulação da CIA do facebook e do twitter? Onde você mora? Em Marte? Você não sabe que por 29,90 você compra um programinha de merda que envia milhares de “posts” e mensagens no “Feice” dizendo para você vir correndo para a rua, para não permitir partidos, nem a cor vermelha, e outras merdas mais?
A quem interessa “que não haja partidos” nas manifestações? Ora, seu babaca, àqueles cujos partidos são odiados pelo povo, perderam seguidamente as eleições e estão “queimados” como o DEM, o PSDB, a ARENA, o PDS, e outras siglas que a direita raivosa e golpista foi usando e descartando, mudando de nome, quando o povo percebia quem eles eram na verdade. Partidos são um instrumento. Se os atuais são ruins ou bons, depende de quem os controla. Como uma faca, que na mão do bandido mata e na mão de um médico pode salvar. A liberdade de organização legal para atuar na política é um direito adquirido e constitucional. Ser contra esse direito é defender o FAscismo, ou agora, o “Feicismo”, como PARTIDO UNICO, GOVERNADO DE FORA DO BRASIL POR QUEM POSSUI OS SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE MENSAGENS AUTOMÁTICAS, que não são nem conhecidos pois atuam nas sombras dos teclados e telinhas. E cujas ordens são seguidas por mascarados do anonymous, outros BOBOS ALEGRES que não sabem que estão sendo manipulados. Ser contra os políticos atuais, ser contra o partidos atuais, é uma coisa.

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Marco

29/06/2013 - 20h54

Os partidários do Facebook,que poderia ser apartidários do Fascibuque,constituído de jovens,naturalmente os jovens de hoje,porque os jovens de ontem,são os covardes de nossos dias já que descobriram ser o futuro,o lugar onde reside a velhice.Chegarão lá,os de hoje,e também descobrirão.

Responder

Joaquim

29/06/2013 - 19h39

Lei de Medias já na Internet!

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Davi Basso

29/06/2013 - 18h55

Este Movimento Otpor foi realizado por um grupo chamado CANVAS. Chavez já o denunciou em cadeia Venezuelana de televizão. Eles exportaram o know how para o 6 de maio, grupo de trabalhadores egípcios envolvidos na primavera árabe. Uma produtora americana fez um vídeo sobre sua atuação na Sérvia, o filme se chama bring down a dictator, produzido por York Zimmerman. Hoje estes jovens trabalham com cursos de revolução não violenta. Tem uma matéria interessante sobre eles chamada Revolution U da Foreign Policy. A semelhança do ipócrita #changebrazil (e outros gigantes de orçamento) também faziam video em inglês para o prórpio país…. E para quem tiver curiosidade sobre seus métodos de atuação, procure o Albert Einstein Institution – Advancing freedom through nonviolent… (http://www.aeinstein.org/).

Responder

FrancoAtirador

29/06/2013 - 17h09

.
.
02/3/2011

“Falemos francamente em termos de realpolitik.
Estamos em uma imensa competição por influência global e mercados globais.
China e Rússia lançaram redes de televisão funcionando em várias línguas, quando os EUA faz cortes nesta área.
Isso é muito instrutivo: estamos cortando investimentos nessa área … a BBC está cortando investimentos.
Há uns 5 anos atrás, meios de comunicação estrangeiros, incluindo BBC e CNN detinham quase o monopólio da cobertura de notícias no mundo.
As coisas têm mudado desde então.
Mais e mais telespectadores em todo o mundo acessam várias mídias estrangeiras para ter notícias sobre os eventos que estão acontecendo.
Estamos pagando por um preço elevado por desmantelar redes de comunicação internacional depois do fim da Guerra Fria. Nossos meios privados não podem preencher essa brecha”.

(Hillary Clinton, Chefe do Departamento de Estado dos USA,
apelando ao Congresso Norte-Americano pela liberação de 43 bilhões de dólares, a serem investidos na “Guerra da Informação”)

“Os EUA estão perdendo a Guerra da Informação para os meios de comunicação alternativos… esta é a mensagem de Hillary Clinton para os membros do congresso americano que questionaram o pedido de orçamento de 47 bilhões de dólares para o próximo ano … ela disse que Washington precisa intensificar seus esforços de propaganda … A guerra declarada pelos EUA está agora oficialmente em um tipo de batalha da informação com mídias estrangeiras que fazem um uso alternativo no mundo das notícias, apresentando visões que contrastam com a cobertura dos eventos feita pelos principais meios de comunicação dos EUA.”

Responder

Regina Braga

29/06/2013 - 15h50

Como adepta de uma boa Teoria da Conspiração,já havia muitos textos falando do assunto.Mas para os nobres defensores da direita é a Dilma que quer tirar a internet.Se o Obama ou o Soros derem só um piadinho,ficamos sem nenhuma comunicação.Os cabos são dos americanos.

Responder

Bacellar

29/06/2013 - 15h08

Ps*Não seria “Moldávia” no fim do texto do Guardian?

Responder

Bacellar

29/06/2013 - 15h04

Tenho serissimas duvidas em relação a isenção do controle de fluxo de posts no Facebook. Mesmo que essas duvidas sejam infundadas, que o “logaritimo” seja realmente imparcial e responda apenas ao volume matematico, existe a concreta possibilidade de se comprar “views” para uma página oq abre brecha para ongs de fachada fazerem proselitismo desenfreado e levarem muita gente a repetir padroes de pensamento.

Recentemente um amigo mexicano comentando uma postagem minha no Facebook escreveu de forma ironica algo como “hay que pegar los blancos” em poucos minutos esse comentario foi apagado, fiquei muito impressionado com isso pois uma maquina teria dificuldades para enquadrar esse comentario como racismo contra “los blancos” atraves do software, não sei explicar como isso se deu, mas aparentemente deve haver olhos humanos por tras. Oq é mais incrivel é que não tenho tantos amigos assim ou possuo algum tipo de influencia em formação de opiniao…Pq acompanhar um perfil tao escondido entre milhoes de outros? O fato é que ainda é embrionario mas as redes sociais abrem a possibilidade de um novo e grave tipo de totalitarismo.

Responder

    Luís Carlos

    29/06/2013 - 19h31

    Sua suspeita tem fundamento. No you thube, por exemplo, se digitar procurando por vídeos de diferentes temas, virá incluído vídeo sobre as manifestações que vem ocorrendo no Brasil, mesmo que sejam temas totalmente diferentes e sem nenhuma relação com as manifestações. Estão forçando a divulgação de vídeos com mensagens sobre isso?

    Bruno Leite

    01/07/2013 - 06h26

    Não, me parece algo diferente, mas igualmente perverso. Também notei que o Youtube passou a dar respostas estranhas, mas isso foi muitas semanas antes das manifestações. Parece que agora, ao invés de simplesmente relacionar os vídeos por tema como se fazia antes, o Youtube inclui dados do seu histórico de navegação, mesmo que você não esteja logado na sua conta Google. Talvez através de cookies na máquina do usuário, talvez por registros de navegação do seu IP ou da sua máquina nos próprios servidores da empresa.E aí abre-se espaço para incluir nas respostas vídeos que estejam “bombando” na sua região, vez que o seu IP te localiza.

Luís Carlos

29/06/2013 - 14h55

Azenha
Seu texto é muito bom, trazendo ao conhecimento público fatos que a grande mídia oculta. De fato, as manifestações recentes no Brasil, em meu entendimento, estão sendo fortemente influenciadas por interesses internacionais em parceria com seus “sócios” brasileiros no intuito de parar reformas que vem ocorrendo com os governos populares, nos últimos 10 anos. Mesmo que saibamos que ainda são necessárias muitas outras reformas, mais agudas e profundas do que as até agora implementadas, as ações desenvolvidas apontam para mudanças históricas e derrotas das oligarquias nacionais e agentes externos, comparado aos séculos anteriores da história brasileira.
As manifestações surgem como grande oportunidade para velhas oligarquias tentarem retomar espaço perdido, mesmo que Dilma, para desespero da grande mídia e seus parceiros, esteja tentando avançar em ações que beneficiem a população e contrariem “antigos senhores/as” destas terras. Segundo pesquisa divulgada (acreditar ?) a popularidade de Dilma teria despencado descortinando novo cenário político. Jagunços midiáticos da direita já se arvoram em defender contra o plebiscito apontando o mesmo como “golpe” pois daria ao povo, tão idolatrado nas últimas semanas, poder de decisão, absolutamente combatido pela grande mídia e grande capital internacional.
O jogo está sendo jogado e não apenas por atores das ruas, como pretendem alguns, mas principalmente por velhos conhecidos e com interesses de dominação de nosso país, economia e povo.

Responder

Mário SF Alves

29/06/2013 - 14h26

Prezado Azenha,
Só agora conclui a leitura do texto. Um dos mais primorosos e pertinentes. Parabéns! Nada muito distante de tudo aquilo que se poderia esperar de um jornalista experiente, capaz de ler as entrelinhas e comprometido com a verdade. Mais uma vez, parabéns. O que vem a seguir diz tudo.
______________________________________________

“Abaixo, uma reportagem do diário britânico Guardian, de 2004, sobre as revoluções coloridas. Um texto simpático aos Estados Unidos, mas revelador dos métodos empregados:…”

Responder

Abel

29/06/2013 - 13h32

Muito antes do bafafá do PRISM, eu já havia congelado a minha conta no facebook (já que excluir é impossível, até onde eu saiba).

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Bernardino

29/06/2013 - 12h55

EXCELENTE MAteria do AZENHA ele realmente sabe o caminho das PEDRAS e vemos na Pratica tudo isso ocorrendo.Pra citar um fato em 2008 nas olimpiadaas de julho a GEORGIA invadiu uma republica fiel a RRUSSIA de madrugada PUTIN e seu aviao taxeava no aeroporto de PEQUIM qundo recebeu a noticia da invasao.Era madrugada de imediato o aviao retorna a MOscou e ele Primeiro Ministro,junto com MEDVEDEV,o Prsidente dirigem a contra ofensiva com oexercito Russo apagaram uns 500 e retomaram todo territorio inclusive um pedaçao da Georgia,isso é que é Naçao e combatividade

ESSE exemplo vemde encontro ao que AZENHA tao brilhantemente discorreu ao dizer que somente RUSSIA E CHINA sao capazes ate agora de rechaçar o Gigante explorador com luvas de Lebertario e pele de cordeiro : EUA

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Mário SF Alves

29/06/2013 - 11h37

“Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado”
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Oportuna e imprescindível a observação. De fato, têm lado. Mas, isso não é novidade nenhuma para aqueles que desde o início da Era Digital já se digladiavam pelo mundo afora na construção coletiva do Linux, sistema operacional de código aberto a ser utilizado em contraposição técnica [e social] ao Windows, Mac e outros, todos de domínio privado.
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E você tem toda razão em trazer à tona o tema. Estamos vendo, estamos comprovando. Devemos isso ao Assange/WikiLeaks, ao Bradley Mannig e agora ao Edward Snowden. Antes deles, pelo um outro os precedeu. É inegável a importância da questão “Quem Traiu os EUA?”, posta pelo Assange. Vide link: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=9&id_noticia=217293

Tal realidade já se oferece com toda a sua frieza diante de nossos olhos, prezado Azenha. E já se mostra como o mais novo Calcanhar de Aquiles na lutam pela emancipação política dos povos.
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Felizmente, nada está perdido (ainda). Temos sim de o mais rápido possível dominar essas ferramentas; construir nossos próprios bancos de imagens [o Google está fervilhando de imagens prontamente utilizáveis e/ou editáveis via “photoshop” ou similar], e, aliado a isso, dar cada vez mais ênfase no domínio do Linux e aplicativos de código aberto e respectivos sistemas de cyberdefesa.
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Abs.,
Mário.

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    FrancoAtirador

    30/06/2013 - 03h32

    .
    .
    Caro Mário.

    A Batalha que se trava é nível bem mais no alto:

    A atual estrutura mundial de gestão é piramidal, tendo como topo da pirâmide a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), um organismo civil sem fins de lucro registrado nos EUA, com sede em Marina del Rey, Califórnia.

    A ICANN administra os servidores-raiz, a delegação de números IP e nomes de domínio (que permitem identificar e localizar os computadores na Internet), bem como a padronização dos protocolos que permitem o acesso aos serviços Internet.

    A ICANN opera por delegação do governo dos EUA – em tese, o Departamento de Comércio americano pode mudar qualquer das regras de operação da rede a partir dos servidores-raiz administrados pela ICANN.

    Entre outras razões, isso já justifica o movimento internacional crescente que pretende substituir a ICANN por um verdadeiro organismo internacional com participação paritária de cada país.

    Em cada região há “filiais” da ICANN administrando nomes de domínio e números IP.

    Em cada país há uma entidade gestora com atribuições similares às da ICANN, mas restritas ao domínio-raiz do país, delegado pela ICANN à entidade gestora.

    Em cada país a entidade gestora é organizada (quando é) de modo distinto – muitas são departamentos de governo, outras são entidades civis sem fins de lucro, algumas são acadêmicas e outras ainda são empresas privadas.

    A Internet no Brasil é gerida desde 1995 por um comitê de voluntários renovado a cada dois anos e designado pelo governo federal o Comitê Gestor da Internet Brasil (CG).

    Detalhes em:

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Comit%C3%AA_Gestor_da_Internet_no_Brasil)
    (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/showNews/eno190320032.htm)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Governan%C3%A7a_da_Internet)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/ICANN)

marco

29/06/2013 - 11h10

Sr.Azenha,antes de tudo,parabéns polo reportagem.Ou artigo.Não sei,contudo gostei.Gostaria de comentar consigo,o seguinte;Eu não sou muito novo,e nestas condições,temos que levar em consideração,os conflitos naturais,entre o antigo e o moderno,não é mesmo?Contudo, alguns anos atrás quando introduziu-se a Internet,na vida das pessoas,com o alarde caraterístico desses eventos,mormente quando se trata de ¨Inventos ¨vindos ¨da matriz eu,como todo o cidadão que desconfia sempre dos benefícios trazidos pela ciência,quando vindos de lugares que se sabe,não pregam sem estopa,fiquei sismado.Hoje me considero ainda,um primata desses avanços tecnológicos,mal conseguindo comunicar-me através de computadores,senão com blogs,cujo acesso me é,eventualmente facilitados.Ainda assim,eventualmente.Toda a peroração acima,tem o objetivo de arrazoar;Quando as pessoas me informam das facilidades da interlocução através dessas ferramentas,percebi que as mesmos,em linguagem inglesa,passaram a utilizar,Faceboogs,Twiters,e todos estes mecanismos que segundo elas,facilitavam a vida,tive pra mim,que istgo redundaria certamente em uma renúncia à privacidade.Sempre achei que esta arma,cedo ou tarde,vitimaria seus usuários,de um jeito ou doutro,e hoje tomo conhecimento de que até escutas e censuras,se utilizam contra o povo em geral,bem como aliciamentos através de métodos tecnológicos,como o sr. está enfatizando com o que está publicando.Espero que além disso,aqueles que tem acesso a tais ferramenta,devem incrementar tais denúncias tal é oportunizado aos usuários,como o sr. está fazendo.Penso que muitas outras coisas se poderá dizer,contudo quero lhe dar meus parabéns!

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    Mário SF Alves

    29/06/2013 - 12h44

    Prezado Marco,
    Tem um ditado que diz: “se correr o pega e se ficar o bicho come”. Você sabe, não é? Foi assim que nos ensinaram aqueles que por sua vez foram ensinados e assim… indo de volta até o início.
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    Hoje, mais do que nunca, estamos vivendo o dilema do recomeço, da reconstrução do mundo em outras bases e outras filosofias. Não sabemos ainda se o novo virá. Ao que parece a velha ordem, a mesma que privatizou o conhecimento que deu origem a tais tecnologias está vencendo. E legalmente ela já sinais de que não se sustenta mais. E como sabemos, a velha ordem, como sempre, camuflada, disfarçada e escondida até atrás de Buda e da cruz de Cristo, se necessário, não hesitará em se utilizar de todos os meios para RADICALMENTE subjugar países e povos.
    _________________________________________

    Por outro lado, felizmente, hoje temos um novo ditado que diz:
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    “se correr o bicho pega, de fato, mas se gente se unir e enfrentar, o bicho corre.
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    Já pensou?

    Todo mundo junto: um só corpo, um só coração e uma só direção. É o que se pode chamar de efeito mamute.

J Souza

29/06/2013 - 10h51

Se os governistas lessem menos o G1 e mais o Viomundo, não teriam sido pegos de surpresa pelas manifestações…

Todo mundo já avisou nos blogs e redes sociais que a embaixadora que estava no Paraguai durante o golpe vai ser embaixadora dos EUA no Brasil. E vai articular do mesmo jeito ou pior do que seus antecessores para eleger um político ainda mais neoliberal do que a Dilma, manipulando a mídia e as redes sociais!

Antes só falávamos da mídia golpista, agora temos as redes sociais golpistas, com profissionais da manipulação política agindo nas mesmas. E como o governo ignorou a militância digital (o Bernardo não gosta dessa gente!), está um pouco indefeso. Basta comparar a quantidade de comentários pró e contra o governo nas redes sociais!

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    Mário SF Alves

    29/06/2013 - 13h26

    Será? E o que dizer de nós que, ao contrário, não lemos ou lemos muito eventualmente a temperatura inscrita no termômetro das publicações da velha e hodierna ordem?
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    A propósito, não seria hora de replicar e dissecar algumas das intenções e tendências que se revelam ali?

Kazuhiro Uehara

29/06/2013 - 10h28

A embaixada americana é a matriz do golpe contra qualquer governo que não alinhar e rezar a cartilha de colonização ianque. Depois vem os think tanks, como Instituto Millenium, que retruca alunos na FFLCH/USP sob coordenado por alguns Profs.Drs., como Demetrio MAGnoli, os serviços de propaganda fica por conta da Rede Bobo e similares, além de diversos ONG’s de inclusão digital, onde selecionam meninos pobres de bairros periféricos e recrutam colaboradores espiões com a verba de USAID.

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JOTACE

29/06/2013 - 01h11

DAS REVOLUÇÕES COLORIDAS E DAS
MUITAS OUTRAS QUE TÊM ACONTECIDO

Lamentavelmente o Azenha está certo na análise que faz com sua habitual precisão. E as revoluções ‘coloridas’ como também muitas outras que ocorreram no mundo, mais particularmente nas Américas Central, do Sul, e no Caribe, tiveram a mesma finalidade: a de estabelecer o domínio de países ricos sobre os mais pobres ou mais fracos. Sobre esse tema, li recentemente um artigo com dados igualmente estarrecedores publicado no ‘Acidigital’ (http://www.acidigital.com/eutanasia/populacao.htm) e intitulado “o Controle da População”. A fonte do mesmo foi o Dr. Carlos Martínez (Conferência pronunciada no Centro Médico de Barcelona, Espanha em 4 de setembro de 2004). Segundo se pode verificar pela leitura do artigo, a manobra se ampara muitas vezes sob nomes que falam de bons propósitos tais como “saúde reprodutiva”, “paternidade responsável”, “planejamento familiar”, “educação sexual”, “luta contra a AIDS”, “saúde sexual”, “feminismo”, “desenvolvimento sustentável” etc. Igualmente, parecem ser expoentes de bondade os patrocinadores, grandes laboratórios, institutos ligados à ‘pesquisa científica’, ‘devotados’ capitalistas ou suas fundações (Rockefeller, Ford, Bill Gates etc.) e o cuidadoso governo estadunidense através de grande número de organizações sob a tutela do Departamento de Estado norte-americano. No artigo pode se verificar o que tem se passado no Brasil nesse campo pantanoso trilhado infelizmente por autoridades nacionais, inclusive médicas. Ainda que não se apresente com o mesmos aspectos escandalosos como o foram o morticínio das populações indígenas na América Central nos tempos de Reagan, e a castração de peruanas nos de Fujimori (aquele mesmo presidente que recebeu pelas mãos do FHC uma das mais destacadas condecorações do Brasil), o morticínio dirigido de que trata o artigo é de comover até mesmo um frade de pedra. Cita um caso brasileiro como o mais terrível onde a ‘Associação para o Bem-estar da Família’ foi acusada de ter esterilizado um milhão de mulheres só no estado de Guanabara entre 1965 e 1975. Ainda, um relatório do Ministro da Saúde brasileiro de 1993, 25 milhões de mulheres no Brasil estavam esterilizadas, das quais 80% eram pobres, negras ou mestiças. Muitas nordestinas devem estar incluídas nesse número. O artigo deixa muito clara a falácia da grande imprensa que colabora com o crime e sempre se tem colocado a favor do extermínio, pois documenta à saciedade que não se trata de superpopulação ou de carência de alimentos que pudessem ‘justificar’ a política de morticínio determinada por nações do Primeiro Mundo. E que hoje se disfarça com nomes singulares como os de revoluções coloridas…

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FRANCISCO

29/06/2013 - 00h29

Mas tambem eles temem a decaída da sua influência ;se um julian assange já provocou toda esta preucupaçao neles,imaginem 10 , 100 1000 julians contando e disseminando todos os podres deles !.Pelo menos até o momento ainda não colocaram suas patas em duas naçoes : o estado russo e CHINA (1 bilhão e 200 milhões de habitantes)

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FrancoAtirador

28/06/2013 - 23h12

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28/06/2013 – 10h15m

WIKILEAKS TIRA MÁSCARA DA MÍDIA BRAzILEIRA
E COMPROVA: ESTÃO A SERVIÇO DOS EUA

Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade
a esses veículos e seus jornalistas, não tem mais

Pragmatismo Político via GuiaGlobal

Aconteceu o que já era de conhecimento dos menos desavisados.
A grande imprensa braZileira foi finalmente desnudada, com tudo comprovado em documentos oficiais e sigilosos.

Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade
a esses veículos e seus jornalistas, não tem mais

Novos documentos vazados pela organização WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da estreita relação do USA com o monopólio dos meios de comunicação no Brasil semicolonial.

Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, descrito como “o maior grupo regional de comunicação da América Latina“, ligado às organizações Globo.

O encontro é descrito como “um almoço ‘off the record’ [cujo teor da conversa não pode ser divulgado], e uma nota complementar do despacho diz: “Nós temos tradicionalmente tido acesso e relações excelentes com o grupo”.

Outro despacho diplomático datado de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e Abraham Goldstein, líder judeu de São Paulo, no qual a conversa girou em torno de uma campanha de imprensa pró-sionista no monopólio da imprensa no Brasil que antecedesse a Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, no que o jornalão O Estado de S.Paulo se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura “positiva” para Israel.

Os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram ainda que nomes proeminentes do monopólio da imprensa são sistematicamente convocados por diplomatas ianques para lhes passar informações sobre a política partidária e o cenário econômico da semicolônia ou para ouvir recomendações.

Um deles é o jornalista William Waack, apresentador de telejornais e de programas de entrevistas das Organizações Globo.

Os despachos diplomáticos enviados a Washington pelas representações consulares ianques no Brasil citam três encontros de Waack com emissários da administração do USA.

O primeiro deles foi em abril de 2008 (junto com outros jornalistas) com o almirante Philip Cullom, que estava no Brasil para acompanhar exercícios conjuntos entre as marinhas do USA, do Brasil e da Argentina.

O segundo encontro aconteceu em 2009, quando Waack foi chamado para dar informações sobre as conformações das facções partidárias visando o processo eleitoral de 2010.

O terceiro foi em 2010, com o atual embaixador ianque, Thomas Shannon, quando o jornalista novamente abasteceu os ianques com informações detalhadas sobre os então candidatos a gerente da semicolônia Brasil.

Outro nome proeminente muito requisitado pelos ianques é do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, d’A Folha de S.Paulo. Os documentos revelados pelo WikiLeaks dão conta de quatro participações do jornalista (ou “ex-jornalista e consultor político”, como é descrito) em reuniões de brasileiros com representantes da administração ianque: um membro do Departamento de Estado, um senador, o cônsul-geral no Brasil e um secretário para assuntos do hemisfério ocidental.
Na pauta, o repasse de informações sobre os partidos eleitoreiros no Brasil e sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal.

Fernando Rodrigues, repórter especial de política da Folha de S.Paulo, chegou a dar explicações aos ianques sobre o funcionamento do Tribunal de Contas da União.

Outro assunto que veio à tona com documentos revelados pelo WikiLeaks são os interesses do imperialismo ianque no estado brasileiro do Piauí.

Um documento datado de 2 de fevereiro de 2010 mostra que representantes do USA participaram de uma conferência organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), na capital Teresina, a fim de requisitar a implementação de obras de infra-estrutura que poderiam favorecer a exploração pelos monopólios ianques das imensas riquezas em matérias-primas do segundo estado mais pobre do Nordeste.

A representante do WikiLeaks no Brasil, a jornalista Natália Viana, adiantou que a organização divulgará em breve milhares de documentos inéditos da diplomacia ianque sobre o Brasil produzidos durante o gerenciamento Lula, incluindo alguns que desnudam a estreita relação do USA com o treinamento do aparato repressivo do velho Estado brasileiro.

(http://www.guiaglobal.com.br/noticia-wikileaks_tira_mascara_da_midia_brasileira_e_comprova_estao_a_servico_dos_eua-6315)

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    Ednaldo Vieira osta

    30/06/2013 - 00h25

    Excelente análise,na verdade esses pseudos jornalistas são agentes heteronômicos.Imagine,caso contrário,o que os EUA fariam com eles?

Hercílio

28/06/2013 - 22h02

Excelente análise, que ajuda a esclarecer muitas coisas confusas neste mês de junho… È importante que esse artigo seja lido por todos aqueles que militam ou são simpatizantes das ideias de esquerda…É preciso ficar atentos, pois existe algo meio estranho no ar.

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Marco

28/06/2013 - 21h51

Sr.azenha.A perdurar as consignas deste movimento que,como descrito acima,vai redundar em propostas pela extinção do Estado.Ora,esta não é uma tarefa do regime socialista,que propõe o comunismo,com a extinção do Estado?Duvido muito,é conversa pega ratão.O que querem estes movimentos,seja que tipo de segmento social se circunscreva nele,é o velho Fascismo e o Nazismo,com um novo ingrediente,a exterminação de multidões pela fome e pela peste!

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    JOTACE

    29/06/2013 - 02h37

    Caro Marco,

    Ao que me parece há nesses tais movimentos muita gente jovem imbuída de toda boa fé, mas ao mesmo tempo desinformada e que está sendo manipulada. Não imagina ela que terá todo o seu futuro roubado e que nações imperiais, as mesmas que promovem o extermínio, já têm em mira a clonagem dos seres humanos. E daí o inevitável passo, o da formação de castas ‘superiores’ que poderão comandá-la…

roberto gimenes

28/06/2013 - 21h47

É uma nova fronteira do ciberespaço que a esquerda terá que aprender em todos os lugares do mundo.

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    Mário SF Alves

    29/06/2013 - 14h41

    Por ESQUERDA, entenda-se, sobretudo e fundamentalmente, aquela esquerda que não submete aos desígnios de velhas forças dogmáticos defensoras da anti-dialética ou de uma dialética castrada, mutilada.

roberto gimenes

28/06/2013 - 21h40

Excelente texto sobre as estratégias de lutas através das técnicas informacionais do império estadunidense com propósitos de desestabilizar e derrubar governos considerados adversários dos interesses do Império de interesse mundial personificado nas corporações transnacionais capitalistas .

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sílvia macedo

28/06/2013 - 21h08

O império não fecha os olhos nunca. Aqui no Brasil, sempre estiveram em ação.

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