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Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais

10 de julho de 2012 às 17h06

por Luiz Carlos Azenha

A presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), Marinalva Silva Oliveira, disse ao Viomundo que a crise econômica internacional não pode ser usada pelo governo Dilma como argumento para deixar de atender as reivindicações de professores e estudantes das instituições públicas federais de ensino que estão em greve.

A paralisação de professores e técnicos começou em 17 de maio, em torno de duas reinvidicações básicas: a reestruturação das carreiras, com piso salarial de R$ 2.300 e melhorias na infraestrutura. Na primeira reunião entre grevistas e representantes do Ministério da Educação, em 12 de junho, segundo Marinalva o governo pediu trégua, mas não ofereceu “nada objetivo, nada preciso”.

Fatos: houve grande expansão das universidades federais, com o número de estudantes saltando de 653 mil em 2008 para 850 mil em 2010.

O orçamento para investimento e custeio também cresceu, de R$ 3,9 bilhões em 2008 para R$ 7,7 bilhões em 2012.

Ainda assim, na avaliação da presidente do ANDES, “foi uma expansão precarizada”.

Ela afirma que os problemas se acentuaram desde o início do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Diz que os salários atuais não são capazes de atrair bons quadros para dar aulas em universidades federais.

Marinalva, que é doutora, professora em dedicação exclusiva e associada 2 — faltam apenas 4 anos para chegar ao topo de carreira — ganha 8 mil reais liquidos.

“Se você comparar com outras carreiras do Executivo, é um dos [salários] mais baixos. Nós que formamos os mestres, os doutores, fazemos pesquisas”, afirma.

Sobre a adesão dos estudantes ao movimento — de mais de 40 universidades –, ela atribui isso à má qualidade da infraestrutura:

“Nós temos turmas superlotadas, chega a 80 alunos numa sala de aula”.

 Alunos reclamam da falta de laboratórios, restaurantes, creches e professores.

As bolsas de trabalho para estudantes que substituem técnicos administrativos, segundo Marinalva, “são irrisórias”.

Os professores são forçados a buscar financiamento para pesquisas muitas vezes em “entes privados, ameaçando nossa autonomia intelectual”.

O ANDES defende a expansão das universidades federais, “mas com qualidade”.

Sobre a crise internacional, Marinalva argumenta que há dinheiro, por exemplo, para as obras da Copa do Mundo. Alega também que o governo não vê problemas em dar isenção fiscal a empresários e lembra o caso da dívida tributária das universidades particulares, que atingiu R$ 17 bilhões. Uma proposta de renegociação daria a elas o direito de pagar 90% em bolsas de estudos e os outros 10% em 15 anos.

Quanto às negociações, a presidente do Andes diz: “Temos interesse em encerrar essa greve, mas desde que o governo nos receba, analise nossa proposta”.

Para ouvir a entrevista completa, clique abaixo:

marinalva

Site do ANDES

Site do REUNI

Comando de Greve dos Estudantes no Facebook

Leia também:

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97 Comentários escrever comentário »

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Folha pede ao governo que resista aos servidores « Viomundo – O que você não vê na mídia

10/08/2012 - 12h12

[…] Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais […]

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Diário britânico registra fracasso de favoritos nas Olímpíadas: Acorda, Brasil « Viomundo – O que você não vê na mídia

09/08/2012 - 21h59

[…] Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais […]

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Angelina

08/08/2012 - 10h42

Azenha, veronha maior é o governo assinar um acordo com um sindicato que nao representa nem 15% dos professores das federais. A sua propria base (maioria) nao aceita o acordo. Na verdade esse sindicato (proifes) é um braço do governo. E quem criou esse monstro? É importante esclarecer as bases da criaçao desse sindicato que ao inves de representar seus filiados, representa o governo.

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Ricardo Antunes: Para onde vão as nossas universidades « Viomundo – O que você não vê na mídia

06/08/2012 - 10h41

[…] Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais […]

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Maria Izabel Noronha: Atualização dos professores tem de ser no local de trabalho « Viomundo – O que você não vê na mídia

04/08/2012 - 22h51

[…] Leia também: “Professora, já imaginou, eu deixar de ser servente de pedreiro e virar engenheiro?!” Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais […]

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ricardo silveira

26/07/2012 - 19h26

Não sei se a proposta do governo é a melhor que ele pode fazer. Mas é necessário que seja uma proposta que assegure qualidade de vida aos trabalhadores e, também, que exija qualidade da educação. Hoje, claramente, o salário não é adequado e, apesar da abnegação de muitos, a educação também não é. E, ainda que não se possa jogar a má educação nas costas dos professores, gostaria muito de ver paralizações dos professores para exigir do governo educação de qualidade.

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Marinalva Oliveira: Não há perspectiva de fim da greve nas universidades « Viomundo – O que você não vê na mídia

26/07/2012 - 11h05

[…] Conheça aqui detalhes do que querem os professores. […]

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Greve das universidades federais e o silêncio da mídia « Viomundo – O que você não vê na mídia

18/07/2012 - 17h49

[…] Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais […]

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Carlos

16/07/2012 - 01h59

Remuneração básica bruta 11.172,12
IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) -1.932,59
PSS/RPGS (Previdência Oficial) -1.228,93
REMUNERAÇÃO APÓS DEDUÇÕES OBRIGATÓRIAS 8.010,60

Acho que esse salário não justifica uma greve.

Outra coisa, esse papo de dizer que quem tem doutorado (PAGO COM DINHEIRO PÚBLICO) são seres iluminados e qualificados é balela. Quem se formou nas universidades públicas sabe que a maioria dos professores não passam de barnabés.

Qualquer profissional tem que MOSTRAR RESULTADOS. Esse negócio de ficar se escondendo atrás de títulos é da época da monarquia.

Responder

    Angelina

    26/07/2012 - 13h29

    “Quem se formou nas universidades públicas sabe que a maioria dos professores não passam de barnabés.”

    Quem disse que no Brasil se valoriza os professores? Esse ai é apenas um exemplar.

    DULCE

    13/08/2012 - 12h50

    Ola, estudei a vida toda em escolas publicas, me graduei em universidade publica onde meus professores foram profundamente inspiradores e educadores no sentido mais amplo, dando-me a chance de ser uma cidadã de fato e de olhar o mundo de modo especial.
    Saudações

    DULCE

    13/08/2012 - 12h52

    Outros brasileiros merecem a chance de estudar nas mesmas escolas publicas que estudei e nas quais aprendi a pensar o mundo. DEfendo, pois, a educação publica como um bem maior da sociedade brasileira.

    Herivelto Canales

    27/07/2012 - 14h05

    Meu amigo, você disse tudo. Parabéns. Espero que leiam seu comentário, pois é a pura verdade.

Pedro

13/07/2012 - 09h06

Todas ,as manifestações tem seu valor, porque todos devem ser respeitados quanto aquilo que pensam. Eu particularmente me associo àqueles que comentam que a educação nunca foi prioridade neste país.Será que um dia o será??.Oa males de nossa sociedade Brasileira está ana desigualdade estrutural que vive esse país.Ponto final.

Responder

Julio Silveira

12/07/2012 - 17h12

Já percebi BRUCE GUIMARÃES, você gosta de cordeiros. Gente que se contenta com o que você acha que está bom, para a vida que você leva. Tu fala, com arrogância, que não pago seu salario, por que te expus. Vê-se que não gosta de ser contrariado. Mas gosta de atribuir sem qualquer critério, logico, a não ser a sua insatisfação pessoal, o salario dos outros. Vê-se logo seu principio para a critica. Personalidade interessante.

Responder

    Bruce Guimarães

    12/07/2012 - 18h02

    Não tenho nenhum problema com o contraditório, eu até gosto. E não tem nada de arrogante no que escrevi. Arrogante foi você, que me chamou até de ignorante. Minha “lógica” caminha no sentido de que num país onde a renda per capita é pouco mais de R$ 20 mil/ano, professor universitário que ganha R$ 8 mil/mês na minha opinião tá ganhando bem. Pouco me interessa quanto ganha um professor PUC ou FGV,se você comparar vai perceber que os salários são basicamente os mesmo, mas Universidade Federal é sustentada com dinheiro público então eu acho válido dá minha opinião, mesmo sabendo que ela não vale de nada.

    Julio Silveira

    13/07/2012 - 09h56

    Então me desculpe. Me pareceu o contrário.

Roberto Locatelli

12/07/2012 - 16h09

O que eu quero saber é: qual a data-base da categoria. Segundo algumas informações, a data-base é agosto, e a greve foi decretada em maio. Se se confirmarem essas informações, não é estranho?

Responder

    Leonardo Meireles Câmara

    12/07/2012 - 17h44

    Estranho Roberto é ficar sendo empurrado com a barriga desde o final de 2010, pra dizer o mínimo. Procure se informar: http://terra.andes.org.br/blog/capa.html

    Wagner

    12/07/2012 - 18h59

    Roberto, os servidores do judiciário não tem reposição das perdas infacionárias desde 2006. Isso memso, eu disse 2006!

    Ricardo JC

    12/07/2012 - 20h55

    Caro Roberto,

    A data base dos servidores públicos (não só dos professores das universidades federais, como eu) é em setembro. Entretanto, ela NUNCA foi respeitada. Todas as conquistas salariais dos professores foram na base da greve (talvez a exceção seja o período do segundo governo Lula, que fez um plano razoável de reposição e recuperação das perdas).

    Professora Federal

    26/07/2012 - 13h59

    Exatamente isso, Locatelli, nao temos nossa data-base respeitada.

Bruce Guimarães

12/07/2012 - 10h56

Se 8 mil líquidos não for um bom salário, eu não sei mais o que é um bom salário!!! Pouquíssimos no país recebe um salário desses!!!

Responder

    Julio Silveira

    12/07/2012 - 14h01

    Meu caro, francamente, você parece receber o salário minimo e gostar, talvez nem isso voce mereça, mas se não, parece querer isso para os outros. Visão esdruxula, mas em sua critica tomada pelo teto salarial dos professores, você ignora a maioria, os muitos professores que labutam pelo teu filho ganhando uma merreca. Para quem se exige grande escolaridade, aperfeiçoamentos contantes e profissionalismo. São pensamentos de brasileiros como você, os coniventes, os ignorantes, os relutantes, os que até bem pouco tempo atrás, em nosso ciclo agrário, enchiam a família de filhos para ter mais braços que cuidassem da lavoura. Gente como você são os verdadeiros responsáveis pelo nosso atraso educacional diante dos grandes do mundo, grandes não por acaso eles fizeram e fazem, de verdade uma revolução pacifica, com prioridade na educação.

    Bruce Guimaraes

    12/07/2012 - 15h18

    Não, eu não recebo salário mínimo e se recebesse não iria gostar. Merecer ou não é uma opinião que não lhe cabe dá, a não ser se estivesse pagando o meu salário. Mas convenhamos 8 mil reais é bem diferente de salário mínimo. Tomemos um ínfimo de um doutor em Federal então, algo em torno de 6 mil reais líquido, é merreca??? Quem ganha isso no Brasil hoje em dia??? Poucos meu caro. Existe a exigência de qualificação com certeza, mas não se esqueça que eles ficam bons tempos estudando bancados por bolsas governamentais(muitos queriam essa oportunidade, inclusive os filhos desses lavradores que você diz).

    Sabe o que eu não aguento meu camarada??? É todo ano essa turma fazendo greve. Eu não suporto ver alunos sem aulas, eu não suporto ver dinheiro público jogado fora, por isso torço que realmente a Dilma corte o ponto dessa galera.

    Ricardo JC

    12/07/2012 - 21h01

    Prezado Bruce Guimarães,

    Quem recebe 8 mil reais líquidos é um professor Doutor, em regime de dedicação exclusiva, já para o final de sua carreira. Apesar de considerá-lo razoável, não é, nem de longe, justo, diante da importância da função e, principalmente, em comparação com outras carreiras do próprio serviço público. Ele é apenas um reflexo da imensa desvalorização da categoria nos dias atuais, inclusive pela sociedade (contraditório não? todos falam que a educação deveria ser prioridade, mas na hora de valorizar a posição é esta…). Deve-se considerar ainda que, hoje, alguém, somente para fazer o concurso para docente, deve ter no mínimo, 10 anos de preparação (4 anos de graduação + 2 anos de mestrado + 4 anos de doutorado). Isto só para poder fazer o concurso…

    Bruce Guimarães

    12/07/2012 - 22h08

    Prezado Ricardo JC
    E quanto você acha que seria um salário justo para um professor universitário? Classe desvalorizada é a de professor de ensino médio público estadual, essa sim deveria ganhar melhores salários.

    andre

    14/07/2012 - 08h13

    Se o salário medir a importância de uma profissão para a sociedade, o professor deve ganhar mais do que um político ou um CEO de empresa (estes sãol formados pelos professores). Além do mais, se professores forem motivados ao trabalho e receberem de acordo com a importância do seu trabalho, talvez no futuro termos um país em que as pessoas não mais escreverão “poquissimos recebe”…

    Professor Doutor de uma U niversidade Federal

    14/07/2012 - 21h18

    Prezado Bruce,

    Respeito a sua opinião e acho também que comparado com o salário médio da maioria dos brasileiros essa remuneração da Professora não parece pouco. Porém se vc me permitir quero dar o meu exemplo: Eu estudei 32 anos, tenho doutorado e sou professor com dedicação exclusiva na universidade, ou seja, não posso ter nenhuma outra atividade de complementação salarial, trabalho 40 horas semanais de forma oficial (não estou contando as horas trabalhadas à noite corrigindo trabalhos, teses, fazendo relatórios de pesquisa etc…incluindo aí receber alunos em casa para orientação…esqueci qual foi o último final de semana que não levei trabalho pra casa…). Dou 16 horas de aula na graduação, 6 horas de aula no mestrado, oriento 7 alunos de final de curso, 8 alunos de iniciação científica e tenho 9 orientandos de Mestrado, sou co-orientador de 3 alunos de pós-graduação, ainda exerço atividades burocráticas na universiade…Meu salário bruto (dados de maio de 2012) é assim composto:
    Vencimento Básico: 3.553,46
    Adicional de insalubridade: 180,00
    Auxilio alimentação: 304,00
    gratificação por titulação: 4,073,56
    VPNI: 1,75,34
    Veja agora os descontos:
    Contribuição da seguridade social: 838,97
    Imposto de renda retido na fonte: 1.117,39
    Logo o meu salário líquido em maio foi: 5.338,91
    Para o meu pai que é um simples e humilde mecânico que ganha cerca de 800 reais por mês meu salário nem se compara, mas se vc considerar o salário de um funcionário da Câmara por exemplo ou do Senado, ou mesmo alguém do judiciário com ensino médio que pode começar a carreira ganhando 12.000 reais por mês, considero que há uma distorção…
    Isso sem falar outra coisa que a população não sabe: ultimamente muitos nós os professores das universidades estamos tendo que pagar para trabalhar. Só este mês eu gastei quase 1.500 reais com a compra de livros, uso um datashow pra dar aula que comprei com meu dinheiro (cerca de 2.500 reais), pago todo mês 100 reais para uma pessoa que é terceirizada na minha universidade limpar meu laboratório…Quando há qualquer necessidade de manutenção na minha universidade, eu como tantos outros professores são obrigados a tirar do próprio bolso para pagar os reparos e serviços como por exemplo trocar uma simples lâmpada… Vou participar de um congresso científico mês que vem e tive que desembolsar quase 2.000 reais entre taxa de inscrição, preparação de posteres, inscrição de aluno etc…
    Não levo uma vida de ostentação, sou classe média, pago um financiamento de um imóvel, pago outro financiamento de um carro popular e tenho uma familia pra cuidar (ainda ajudo meus pais…)
    Penso que se eu ganhasse esse salário, mas não tivesse que gastar com outras despesas que seriam obrigação do governo manter eu não estaria reclamando nem fazendo greve…
    Quando coloco tudo na ponta do lápis o que sobra é que sempre no inicio de cada mes já estou cerca de 3 a 4 mil reais no negativo…
    O que nos deixa indignados é que não se valoriza o professor de todos os níveis, mas para aos políticos corruptos, aos banqueiros e aos funcionários com altos salários que não trabalham aí sim, pra eles está tudo uma maravilha..
    Desculpe o desabafo e aceite minha fraterna consideração

    Professora Federal

    26/07/2012 - 13h58

    Caro professor, é sobre essa realidade de trabalho que voce, eu e a grande maioria de nossos colegas professores vivenciamos diariamente é que se precisa discutir as reivindicaçoes do movimento grevista.
    Tais dispesas enumeradas pelo colega, com atividades de trabalho é realidade tambem para a maioria dos professores. Tambem tenho que apresentar o resultado de uma pesquisa no proximo mes, em um evento cientifico… pago minha inscricao, minhas passagens, minhas diarias, só nao pagarei o poster, pois a apresetaçao é oral.
    Tenho que submeter projetos a agencias de pesquisa para finaciar as minhas pois somos contratados para tambem sermos pesquisadores mas nao nos sao dadas as condiçoes, dai é uma competiçao para conseguir verba e conseguir trabalhar.

    DULCE

    13/08/2012 - 12h48

    TODAS as carreiras do sistema federal recebem quase o dobro, a exemplo do escrivão da PF que tem o nivel medio. Agora, precismos ver onde esta o dinheiro que deveria ser melhor equalizado aos brasileiros, a exemplo, o salario minimo, que deveria ser 2500,00 (calculo do Dieese), todas as reformas que deveriam ser feitas para viabilizar isso, a taxação das grandes fortunas, a concentração de terras, as remessas de dinheiro ao exterior pelas multinacionais sem pagar impostos etc, so para começar.

Jean

12/07/2012 - 00h33

Se o cenário mundial está tão ruim assim, por que as tarifas públicas privatizadas, como energia, água, telefonia e pedágios têm aumentado tanto?
Por que os planos de saúde e as mensalidades escolares têm aumentado tanto?
Quando há crise tem que aumentar os preços???

Responder

Wagner

11/07/2012 - 22h24

Como é triste ver tantas pessoas que se dizem de esquerda fazendo piruetas mentais para desqualificar as reinvidicações do trabalhadores.

Responder

Fabio Passos

11/07/2012 - 20h12

Responder

    Wagner

    11/07/2012 - 22h25

    O Latuff é soda.

    Fabio Passos

    11/07/2012 - 23h50

    Considero hoje o mais importante artista brasileiro.

Leonardo Meireles Câmara

11/07/2012 - 16h13

O governo quer responsabilidade com o gasto público. É fácil, acabe com o bolsa banqueiro. Após dez anos de PT no poder, ainda destinamos 47% dos impostos arrecadados para o setor financeiro. A troco de que? Qual a justificativa racional pra isso?

https://docs.google.com/file/d/0Bzz4VZkJH1bsZldvV21QcDd5ODg/edit?pli=1#

Responder

Suzana

11/07/2012 - 13h41

10 anos no poder, e esses incompetentes ainda tem a pachorra de por a culpa em FHC.

Só sendo débil mental ou pago paga mentir.

O que não faz essa desgraça desse soldo que vocês recebem.

Governo espúrio, um bando de farsantes e incompetentes mesmo.

Demagogos e mentirosos.

Xô gente mentirosa.

Responder

jose marcos

11/07/2012 - 13h12

Para todos os comentarios que comparam salários de profissionais com alta qualificação com o setor privado, digo o seguinte:

-Acho que os professores altamente qualificados deveriam ganhar até mais que no setor privado, porém para ser justo eles teriam que observar o seguinte:
– Carga de trabalho pesada como no setor privado;
– No maximo 30 dias de férias por ano;
– Promoção com base na meritocracia;
– cumprimento de severas metas;
– Treinamentos/cursos em função de merecimento e sem atrapalhar o ano letivo;
– Em caso de greve estariam sujeitos a corte de salarios e demissão como acontece na iniciativa privada

E todas as demais circunstancias do setor privado (não quer dizer que eu concorde com a carnificina do setor privado) mais se é para comparar minha gente, vamos comparar com tudo, os prós e os contras

Responder

    Ricardo JC

    12/07/2012 - 21h22

    Caro José Marcos

    Primeiro, não compartilho desta sua opinião. Se o setor privado escraviza seus trabalhadores, por força de um capitalismo desumano que explora a capacidade das pessoas para favorecer a concentração do dinheiro, o Estado não pode e não deve fazer o mesmo. Bom, sou professor de uma universidade federal e meu trabalho tampouco é mole como você quer deixar transparecer. Para você ter um ideia, tenho 41 anos e hoje oriento nada menos do que 13 alunos de doutorado, 4 alunos de mestrado e mais 2 alunos de iniciação científica. Se eu dispensasse 1 h (não é suficiente) para cada um deles, por semana…Trabalho aproximadamente 10 horas por dia (na universidade…somente) e já cheguei a ficar 4 anos sem conseguir tirar meu período de férias completos (dá para você imaginar que, pelas exigências atuais, os alunos de pós-graduação defendem suas dissertações e teses nos meses de julho e fevereiro, justamente quando teríamos férias? Nestes períodos estou sempre envolvido com correções de teses e dissertações…). Já publiquei em minha carreira cerca de 70 artigos científicos (65 deles em periódicos internacionais), de modo que um perfeito domínio da língua inglesa me é exigido, além de todo o tempo que tive que investir em minha formação técnica (trabalhando, simultaneamente, diga-se de passagem). Como tenho que publicar cada vez mais para poder conseguir recursos para manter minha pesquisa, volta e meia perco finais de semana escrevendo ou revisando artigos científicos. Por força de minha função, tenho envolvimento com várias questões administrativas dentro da universidade, afinal nem só de ensino e pesquisa funciona uma universidade. Alguém tem que gerenciar, decidir e executar as políticas propostas. Participo, sem ganhar um centavo a mais por isso, de bancas de avaliação por todo o país, quase sempre deixando a família (sou casado e tenho dois filhos pequenos) para trás…ah, na maioria das vezes isso acontece durante as férias escolares, que como eu já disse, é a época em que as defesas ocorrem por todo país. Para não parecer que eu sou o bom e tudo mais, posso te dar uma informação…tenho dezenas de colegas que passam exatamente pela mesma situação que eu e, infelizmente, recebem o mesmo salário, que só é corrigido depois que nos esfalfamos em greves, que só fazem piorar a situação que lhe contei acima, já que no próximo ano vou dar aulas nos meses de janeiro e fevereiro (período em que eu deveria estar apenas corrigindo dissertação, teses e escrevendo projetos e artigos). Posso te dizer uma coisa. Nós, professores detestamos as greves…mas somente nos escutam quando a fazemos. Não fossem as greves, estaríamos com o mesmo salário desde FHC.

    andre

    14/07/2012 - 08h28

    Acho que os professores altamente qualificados deveriam ganhar até mais que no setor privado, porém para ser justo eles teriam que observar o seguinte:
    – Carga de trabalho pesada como no setor privado: Professores dedicação exclusiva não podem ter outra fonte de renda. Tam que cumprir os critérios de avaliação da CAPES o que significa publicar vários arigos por ano que são avaliados por pareceristas (não é só escrever qualquer coisa e mandar) estão envolvidos em orientações e atividades administrativas e com o desmonte da universidade muitos fazem trabalho de secretariado e pagam infraestrutura do própiro bolso (isso acontece no setor privado???)
    – No maximo 30 dias de férias por ano: nas férias a maioria dos professores participam de defesas de tese e produzem artigos; vários congressos, incluindo os interncionais, tem prazos para envio de artigos que coincidem com as férias.
    – Promoção com base na meritocracia: Para ser promovido além da titulação o professor é submetido a uma avaliação de seu desempenho desde a última progressão.
    – cumprimento de severas metas: Professores tem que cumprir carga de sala de aula e se estiver em uma pós-graduação (para o que não ganha nem um centavo a mais)tem que cumprir as metas de produtividade da CAPES. Procura saber sobre elas que você vai saber o que são “severas metas”.
    – Treinamentos/cursos em função de merecimento e sem atrapalhar o ano letivo:Vários professores fazem doutorado (que é uma condição para ascensão na carreira e para melhores salários, e hoje inclusive para a entrada na carreira)sem licença, dando aulas e orientando alunos. esse foi o meu caso, por exemplo.
    – Em caso de greve estariam sujeitos a corte de salarios e demissão como acontece na iniciativa privada: Trabalhadores da iniciativa privada não podem ser demitidos por fazerem greve.Procure a lei de greve na internet, e se você sabe de algum caso desse denuncie à justiça do trabalho.
    Em resumo seu comentário revela a completa ignorância sobre o trabalho do professor universitário. É verdade que alguns não cumprem metas e não trabalham tanto, mas esses são biqueiros que vendem projetos (muitos para o próprio governo) e que deveriam ser demitidos por não cumprirem a dedicação exclusiva. Não por uma acaso, são os mesmos que furam greve e fazem panfletos contra ela.

    Professora Federal

    26/07/2012 - 14h16

    Creio que a atuaçao do professor federais é completamente desconhecida da grande maioria da populaçao…. dai a dificuldade de a gente ter reconhecimento e apoio.

    O que voce e outros colegas relatam aqui sobre nossa rotina de trabalho é importante para ajudar a esclarecer a complexidade dessa atividade.

Felipe Martins

11/07/2012 - 12h48

Porra, vão aprender a fazer protestos.

Protesto a base de cartazes e nariz de palhaço não vai mudar o Brasil. Se ficar com medo de tomar tiro de borracha nada nesse País vai mudar. Já ta passando da hora de tirarmos esses caras do poder, chega de rirem da nossa cara. Se não houver sangue não haverá mudança .

Responder

    DULCE

    13/08/2012 - 13h01

    Concordo, Felipe, so´que nem todos têm o sangue dos sirios ou outros povos que estao agora mesmo com o dedo quente no gatilho…

Adriano

11/07/2012 - 12h39

Saiu na Carta Capital:

“Em greve, professores federais planejam manifestação em Brasília”

Em greve há 55 dias, os professores federais irão ao Palácio do Planalto, na manhã de quarta-feira 11, tentar entregar à presidenta Dilma Rousseff uma carta elaborada pelo comando nacional de greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

Ao todo, 56 das 59 universidades federais do País, além de 34 Institutos Federais, dois Cefets e o Colégio Pedro II, estão em greve.

O objetivo do movimento é conseguir uma audiência com a presidenta para pedir a intervenção na crise e a abertura imediata de negociação.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/em-greve-professores-federais-planejam-manifestacao-em-brasilia/

Responder

Aldo

11/07/2012 - 11h31

Me desculpem a ignorância, mas PELO MENOS aqui em Minas, na UFMG parece que os professores são bem pagos. Pelo menos é o que vejo nos concursos abertos por ela. Não precisam acreditar em mim! Vejam (desçam na página até ufmg, dentro de Minas Gerais) que os professores TITULARES tem INICIAL de 11.755,05 e o prof. adjunto, entre 7333,67 e 7931,02 : http://www.pciconcursos.com.br/concursos/sudeste/

Será que está tão ruim assim???

Responder

    Leonardo Meireles Câmara

    11/07/2012 - 11h49

    Isso é salário bruto, pra quem na iniciativa privada conseguiria facilmente o dobro com esse nível de formação, aliás até mais. Após os descontos O topo da carreira mal passa de 8.000,00. No início não chega a 4.000,00.

    Reflita melhor, tenho alunos que se formam e imediatamente passam a ganhar melhor do que eu, com um curso de graduação.

    Vamos colocar a coisa no seguinte patamar: suponha que todos busquem a iniciativa privada e desistam do magistério superior, quem vai formar os engenheiros, arquitetos, médicos, advogados? Quanto vai custar a pesquisa que hoje é feita com alunos de iniciação científica, mestrandos e doutorandos?

    O trabalho do docente do ensino superior tem de ser respeitado, pois seu impacto é sentido em toda a sociedade (vide indústria do petróleo).

    E como fica o magistério do ensino básico se seus professores (isto mesmo, os professores dos professores) ganham este salário?

    everaldo

    11/07/2012 - 13h09

    Em que país fica essa “iniciativa privada” ?

    Julio Silveira

    12/07/2012 - 12h38

    Leonardo, agora que estão no poder parecem ter aderido fortemente ao modus operandi dos reacionários do passado, o de desqualificar os criticos. Sim, por que no presente eles foram extintos. Nas respostas só solucões. Se voce não vê é por pura má vontade. Prepare-se, os que ousam criticar aquilo que vêm como incoerência serão marginalizados ou então aterrorizados com as cores do que de pior existe. É isso, ou os tucanos, ou voce está errado querendo fazê-los de vitimas e será bulimizado. Serás o inimigo a ser combatido, possivelmente te tratarão como uma nova especie de troll, os esquerdopatas. Para os que constroem de fato o Brasil, pode verificar, tudo continua como continua e continuará, o motivo dado, as dificuldades encontradas, é patati patata. Tudo cascata meu amigo. Você hoje se transformou numa nova classe, a dos ricos professores ou dos defensores deles.

    Adriano

    11/07/2012 - 13h22

    Ainda no governo Lula houve uma equiparação salarial das federais com as Estaduais de SP. Hoje, como as federais não tem tido reajuste de inflação desde por volta de 2009/2010, os salários dos professores e funcionários das Federais já estão bem abaixo dos salários da Unesp, USP e Unicamp.

    Nas federais, um professor doutor que inicia a carreira ganha por volta de 7333,67, já nas estaduais de SP, fica por volta de 8400 Reais. Uma diferença de cerca de 1000 reais.

    Eu sou professor universitário de uma das estaduas de SP, conheço vários campus de Federais e eles alternam em qualidade (em termos de equipamentos e condições de trabalho). Alguns campus, ao menos na minha área de atuação, são relativamente bem equipados, como é o caso da UFScar (campus de São Carlos, mas o mesmo não se aplica ao campus de Sorocaba), da UFU (Campus Santa Mônica, em Uberlândia), a UFRJ (Rio de Janeiro) e mesmo a UFS (em Aracaju). No entanto, esses são os campi antigos. Já no caso dos novos campi, a situação muda muito de figura: a extensão do campus da UFU aberto em Ituiutaba é uma calamidade pública (não sei se mudou, mas até pouco tempo as salas de aula ficavam no prédio de uma faculdade particular, era alugado…a biblioteca ficava em outro lugar, em outro prédio, e o terreno para a construção do campus novo era só terreno, não tinha mais nada); na federal de Guarulhos, o campus estava totalmente improvisado num galpão, sem a menor infra-estrutura, sem a menor possibilidade de se trabalhar adequadamente e assim por diante. Houve a expansão, mas não houve as condições concretas pra que ela ocorresse, foi tudo muito improvisado, muito nas “coxas” pra falar o português claro.

    No caso dos professores, ainda durante o governo Lula, estava ocorrendo a contratação em ritmo mais ou menos adequado (uma vez que se criou novos campus e novas vagas, precisava-se de novos professores). Mas isso acabou nos últimos anos, e não se contratou o número suficiente de professores (até porque, é preciso lembrar, no tempo do FHC houve um congelamento de contratação por 8 anos, e nesse meio tempo muitos professores se aposentaram, morreram etc. e não foi reposto nem 1/3 do que precisava pra repor as perdas ocorridas no catastrófico governo do FHC, durante o governo Lula….situação que se agravou com a expansão). Uma universidade de qualidade não se faz com “especialistas e mestres”, mas sim com doutores-pesquisadores. Esse coisa de se ter quebra-galhos, especialistas e mestres é discurso do Di Genio e seu lobby ferrenho no congresso, que transformou, com aval do FHC, a educação no país num mero negócio e nada mais. A questão não é o PSOL ou coisa do tipo, mas o lobby das privadas, que sugam a maior parte do dinheiro público pra educação, ainda hoje.

    Quando se fala em privatização da educação, penso eu, temos que levar em conta os dois lados da questão: a esculhambação total feita pelo FHC, que abriu as pernas pra qualquer faculdadezinha de fundo de quintal, sem a menor estrutura ou qualidade e, no outro lado da questão, para as Universidades Públicas que, se forem sucateadas, aí acabou de vez a educação de terceiro grau no Brasil. Se a Universidade pública se manter no mesmo nível das porcarias do Di Gênio, sem estrutura, sem professores qualificados, sem pesquisa, então essa expansão não serviu de nada. O sentido do fortalecimento da Universidade pública, entre outros, seria combater politicamente o estrago feito por FHC. Entrar na Universidade pública por meio do PROUNI faz muito sentido, mas desde que essa universidade pública seja de fato de qualidade, esteja brigando em qualidade com Oxford e Cambridge e não se contentando em ser do mesmo nível das Unips da vida.

    Um professor, e conheço colegas de federais que estão nesse ritmo de trabalho, que tem que dar 3, às vezes 4, cursos num mesmo semestre não vai ter tempo nunca pra fazer pesquisa e brigar com Europeu, Americano, Japonês, Chinês, Coreano no âmbito da pesquisa de ponta (e o Brasil, todos nós, cada vez mais pagando a conta pelo atraso tecnológico e humano). O ideal é 1, e não mais que 1, curso por professor por semestre. Universidade não é escola. Universidade não é curso técnico. Universidade é (ou deveria ser), antes de mais nada, criadora de conhecimento, é local de pesquisa e de formação de pesquisadores.

    Imaginem o Einstein tendo que dar aula de segunda a sexta, na parte da manhã e da noite! E sem biblioteca adequada, sem estrutura adequada etc. Sabe quando que ele escreveria a teoria da relatividade? Nunca. Estaríamos ainda na física do Newton…e como sem Einstein não existiria a fisica moderna, hoje não estaríamos aqui na Internet, estaríamos passando cartas uns para os outros, sobrecarregando o Correio (rs.)

    enfim…

    andre

    14/07/2012 - 08h38

    Em primeiro lugar,o professor titular não é parte da carreira de professor, é uma carreira a parte. para ser professor titular um professor deve fazer um novo concurso e sua matrícula SIAPE e todos os seus direitos e tempo de trabalho anteriores (incluindo o tempo para a aposentadoria) são apagados, eles têm inclusive que fazer estágio probatório novamente. Para passar no concurso de titular, além de apresentar uma aula e um memorial com toda a sua história profissional até o momento do concurso o professor tem que defender uma tese que tenha originalidade. Além do mais o concurso para professor titular é aberto muito raramente, pouquíssimos professores atingem o nível de titular. O salário liquido de um professor tiltular hoje chega no máximo a 9.000 R$.
    professores universitário ganham mais do que a maioria da população assalariada do Brasil? sim, mesmo se não considerarmos o quesito de qualificação. mas isso não significa que os professores ganham bem em termos absolutos,mas que a maioria dos trabalhadores no Brasil ganha MUITO MAL.Nivelar por baixo e entregar o trabalhador na mão dos bancos pelo aumento do endividamento é o lema da inclusão social do governo atual e seu comentário parece ratificar isso.

    DULCE

    13/08/2012 - 13h02

    Prezado, no edital não se explica qual o tamanho da mordida do leão, assim, 11 mil cai para 7 ou 8…

João

11/07/2012 - 11h20

Quem mais perdeu com esta greve até agora é uma agremiação chamada PROIFES, criada pelo governo federal em 2008 com o intuito de entrar nas universidades federais para filair e representar as demandas do corpo docente respondendo sempre “sim, senhor” ao que é dito e oferecido pelo governo federal. Ou seja, o PROIFES é pelego!
Agora, aparecem nos fóruns da Internet paar dizer que o ANDES é PSTU, contra o governo federal e outras barbaridades.
Esta greve não é contra o governo federal, nem muito menos contra o REUNI. Ao contrário! É o governo Dilma que tem se mostrado contrário ao REUNI!

Esta greve é por uma porposta diferente de carreira e pela melhoria das condições de trabalho nas iFES.

Quem acha que a atual precarização das IFES não é um porblema é o memso tipo de pessoa que não valoriza a educação e acredita que qualuqer barracão de zinco pode ser chamado de escola!
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http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php/artigos-e-debates/2227-o-lugar-do-movimento-pela-educacao

Responder

mello

11/07/2012 - 10h53

As reivindicações dos servidores federais da educação é mais do que justa : ganham mal e não veem o Governo Federal cumprir o acordo feito com a categoria.
Muito precisa ser feito na melhoria das condições salariais e também nas instalações e equipamentos dos estabelecimentos de ensino federais, sejam de nível superior ou de ensino médio, sob pena de vermos cair ainda mais o ensino por êles ministrado.

Responder

Lucy

11/07/2012 - 10h53

Até que enfim alguém ousou postar alguma coisa sobre a greve. Estava abismada com o silêncio dos blogs sujos em relação à greve das federais. Tb me surpreendi muito com alguns comentários (simplesmente ridículos) de que os professores não trabalham, de que seus salários são excelentes e de que as condições de trabalho nas universidades federais são maravilhosas… Pensando bem, não é de se estranhar, pois a educação nunca foi uma prioridade para nenhum governo no Brasil. É claro que houve melhoras durante o governo Lula (qualquer coisa que viesse depois do vergonhoso tratamento dado às federais pelo governo FHC seria uma melhora), com a expansão de vagas para docentes e discentes, mas muitos problemas continuam. Os professores devem sim pleitear pela valorização da carreira e por investimentos em infraestrutura. Nada justifica o posicionamento do governo que simplesmente ignora e foge das negociações.

Responder

Lucy

11/07/2012 - 10h51

Até que enfim alguém ousou postar alguma coisa contra a greve. Estava abismada com o silêncio dos blogs sujos em relação à greve das federais. Tb me surpreendi muito com alguns comentários (simplesmente ridículos) de que os professores não trabalham, de que seus salários são excelentes e de que as condições de trabalho nas universidades federais são maravilhosas… Pensando bem, não é de se estranhar, pois a educação nunca foi uma prioridade para nenhum governo no Brasil. É claro que houve melhoras durante o governo Lula (qualquer coisa que viesse depois do vergonhoso tratamento dado às federais pelo governo FHC seria uma melhora), com a expansão de vagas para docentes e discentes, mas muitos problemas continuam. Os professores devem sim pleitear pela valorização da carreira e por investimentos em infraestrutura. Nada justifica o posicionamento do governo que simplesmente ignora e foge das negociações.

Responder

Fabio Passos

11/07/2012 - 10h18

A prioridade n1 do investimento de um governo do Partido dos Trabalhadores deveria ser saúde/educação.

“… me chama de copa e investe em mim. Ass: Educação”
Sensacional!

Responder

Fernando Garcia

11/07/2012 - 10h10

É fato que algumas das novas unidades federais carecem da melhor infraestrutura e também há a justa revindicação da reposição salarial de acordo com a inflação. Mas me impressiono com o provincianismo e baixo nível das revindicações. Resolvi comentar três pontos da entrevista que considero particularmente representativos.

*Salas de aula lotadas com 80 (ou 120) alunos*
Quem conhece minimamente as melhores universidades no exterior, sejam elas publicas ou privadas, sabe muito bem que, dificilmente, você encontra uma sala de Cálculo com menos de 200 alunos. O mesmo vale para cursos de qualquer área que sejam ministrados a alunos dos anos iniciais. A questão evidencia uma visão de educação paternalista (e autoritária), tipica do Brasil, que não dá ao aluno autonomia em busca pelo conhecimento. Lugar de alunos é na biblioteca, em atividades do Campus, etc… não é em sala de aula. Aliás, a universidade brasileira caminhava nessa direção. Foi a ditadura que abortou este processo e re-estabeleceu esta educação por tutela que nós temos até hoje e é defendida pela greve.
*Progressão salarial na carreira*
Uma parte da entrevista é interessante: a entrevistada diz que em 4 anos chegará ao topo da carreira. Ou seja, em 4 anos, independente do qualquer mérito, ela será promovida. É assim que ocorre em outras universidade pelo mundo? Claro que não. Professores recebem promoções por mérito que é julgado por critérios bem estabelecidos. Qual a opnião do movimento grevista sobre esta questão? Sobre o nível salarial, é curioso notar o seguinte: em nenhum país do mundo o nível salarial do meio acadêmico é melhor que de atividades da alta burocracia do Estado ou da iniciativa privada. Existem excessões, mas estas são sintomáticas e refletem questões exaustivamente discutidas neste blog como, por exemplo os altos salários de professores de Economia que são consultores do mercado financeiro. Quel tal comparar com os salários de outras economias com renda per capita similar a do Brasil. Quanto ganha um professor na Russia? No Leste europeu? E até em alguns países centrais, como Itália, Espanha, etc. É patético também estabelecer uma relação entre o estimulo do professor em suas atividades e seu salário. Não estamos falando de salários do ensino médio.
*Falta de quadros para contratação*
Vamos imaginar que o processo de contratação da Universidade no Brasil não fosse uma coisa bizarra chamada concurso público e que fosse similar ao processo que ocorre em qualquer Universidade pública no mundo. Ora, teríamos uma enxurrada de currículos vindos de toda parte. Estes viriam para cá em busca exatamente dos bons salários e das boas condições de trabalho. Mas aí correríamos o “risco” de incrementar o nível das nossas universidades e ficaria difícil justificar promoções e benesses a alguns dos nossos professores.

Não vejo o movimento grevista interessado em discutir a Universidade no Brasil. O querem é defender o status quo e injetar mais dinheiro numa estrutura que é ineficiente e totalmente inadequada para atender às demandas da nossa sociedade.

Responder

    Fabio Barros

    12/07/2012 - 21h36

    Sr. Fernando Garcia, vamos lá:

    1. Salas com 80 alunos ou mais – Sim, de fato, no exterior, existem salas de aula de Cálculo com mais de 200 alunos. Não se esqueça de mencionar que, nestes países, a Educação Básica recebe investimento suficiente para fazer com que seus egressos, futuros universitários, já possuam noções avançadas de Cálculo, para ficar em seu exemplo. Aqui, professores de Cálculo – e professores das áreas de Ciências Humanas, para fugir um pouco de seu exemplo – precisam, antes de iniciar o curso, realizar um trabalho de nivelamento em Matemática e Lingua Portuguesa. Não vá ao exterior: veja, antes, o que é uma escola pública da Educação Básica brasileira. Aproveite e veja também o nível – fraquíssimo – das “apostilas” das escolas privadas de Educação Básica. As escolas privadas brasileiras são tão ruins quanto as públicas. O problema é que, em terra de cego, que tem um olho, míope, é rei.

    2. O “topo” da carreira – Quando se fala em professor universitário, no Brasil, estamos falando de alguém que passou, no mínimo, 8 anos estudando em instituições de nível superior (isto, se fez doutorado direto): quatro anos, em média, na graduação, e quatro anos na pós-graduação. Mas, normalmente, isto estende a uma média de 12 anos. Isto significa que o professor doutor, pode entrar em universidade pública, com, no mínimo, 26 anos de idade, e receberá R$ 5.600,00 líquidos. Ele permanecerá 8 anos na classe de adjunto e quando atingir o nível IV, receberá, mais ou menos, R$ 6.500,00 líquidos. Daí, passará a Associado, nível I, e começará a receber algo em torno de R$ 7.500 líquidos. Permanecerá 8 anos na classe de Associado, até atingir o nível IV, quando receberá R$ 8.500,00 reais, até se aposentar. Estamos falando de um professor doutor, 40 horas e dedicação exclusiva, ok? O sujeito que entrou na universidade aos 26 anos, estará, então, com 42 anos de idade e, no auge da maturidade intelectual, não vê mais perspectivas de ganhos salariais. O que a greve pretende com o novo plano de carreira: estender a carreira de 16, no caso que estou relatando, para 26 anos (13 níveis). Ou seja, acrescenta 10 anos para estimular o professor e pesquisador. Ah, mas quando se aposentar, não perceberá tudo isso. Não se esqueça das reformas da previdência. Embora o referido sujeito pague 11% do bruto que recebe, ele não receberá, ao se aposentar, o valor integral que ele pagou para receber… Vou lhe contar algo mais: conheço muitos professores universitários que cobrem, do próprio bolso, as despesas de passagens, inscrição e hotel para participarem de congressos científicos e publicarem seus trabalhos (isto é exigido para a progressão de um nível para outro na carreira, caso você não saiba).

    3. Os “bizarros” concursos públicos – Há concursos públicos para professores universitários que, de fato, não selecionam os melhores candidatos. Aliás, como qualquer concurso público, falhas acontecem. Há auditores da Receita Federal de mentalidade tacanha, embora o concurso seja altamente disputado e exigente. Mas, ainda acho o concurso a forma mais apropriada. Aliás, mesmo nas universidades do exterior – como o sr. gosta -, enviam-se currículos, mas há processos e critérios para a seleção. Poderíamos, de fato, adotar o modelo, como o sr. sugere, no Brasil, de repente, com um incremeto do tipo “ligue para Cachoeira e ele te ajudará”.

    O que está em jogo, aqui, é a necessidade de revermos as estruturas das carreiras: todas! Não é justo que professores, de todos os níveis de ensino, vivam em condições aviltantes enquanto formam aqueles serão responsáveis pela saúde, educação, cultura, economia, política, etc., enfim pelo futuro de nosso país.

    Fernando Garcia

    13/07/2012 - 11h58

    Olá Fabio, obrigado pelos seus comentários. Sobre o que você argumenta, escrevo o seguinte:

    1 – Universidades estrangeiras incluem não só àquelas de países ricos do norte como também de nossos vizinhos. Vá a Argentina por exemplo e você terá um quadro parecido como que estou descrevendo. No mais, não se iluda com aparências. Nos EUA, são algumas poucas universidades que recebem alunos com boa formação. Os cursos de “remediation”, aliás que defendo como totalmente necessários por aqui, estão presentes na maioria das universidades. Mas, novamente, não acho que o professor seja dotado de poderes mágicos. Mante-los em sala de aula é reforçar o modelo tutelar/autoritário de educação que temos no ensino médio. Repito, lugar de aluno é na biblioteca, participando de atividades no Campus, etc.

    2- O que vejo é uma associação entre senhoridade e progressão na carreira que é totalmente inadequada. Os critérios deveriam ser fundamentalmente acadêmicos. É claro que poderia haver alguma progressão/gratificação baseada em senhoridade mas, a priori, nada deveria impedir que um acadêmico brilhante, de pouca idade, já conquiste o topo do carreira. No mesmo sentido, não é apenas porque o acadêmico está a 30 anos na universidade que ele deve ser promovido.
    Obrigado por todas as informações a respeito do doutorado/mestrado, etc. Mas não subestime seu interlucutor. Todos os fatos que você listou são corretos. Mas a minha pergunta é: e daí? Na Alemanha, enquanto estava no Max Planck, ganhava menos que o motorista do ônibus, ou o condutor do trem. E daí? Tenho que ganhar mais que ele porque sou doutor? A Alemanha é um fracasso em ciência e tecnnologia porque um pesquisador recebe menos que o condutor do trem? Recebia o suficiente pra não me preocupar com dinheiro. Sinceramente, o salário de um professor numa federal está nesse patamar. Mas, novamente, é justa a luta pela manuntenção do poder de compra do salário.
    No mais, acho estranho que acadêmicos paguem de seu próprio bolso para publicações/congressos etc… isto é, em geral, sinal que não fazem pesquisa relavante pois não conseguem financiamento das agências de fomento. Sempre tive/tenho recursos, sejam de agências nacionais ou estrangeiras, para financiar minha pesquisa e nem posso dizer que sou um grande pesquisador na minha área.

    3- Não sei de que parte do meu texto você tirou que sou contra processos seletivos. É óbvio que há de existir algum processo de seleção. Sobre concursos, até acredito que na maior parte das vezes o processo seleciona o melhor candidato mas o que me preocupa é o número de potenciais bons candidatos que são excluídos pelo processo, principalmente estrangeiros. Pode-se discutir qual seria o melhor modelo, mas é fato que perdemos muitos potenciais bons candidatos. Você não acha estranho que o candidato tenha que sacar do próprio bolso dinheiro para se deslocar e participar de entrevistas de emprego? E a grande quantidade de documentos? E a taxa de inscrição?

    No mais, acho ofensivo que vc considere os salários de você listou como “aviltantes”. Considero ofensiva esta consideração num país em que renda per capita não supera os 30 mil reais.

    Fabio Barros

    13/07/2012 - 14h14

    Olá Fernando Garcia,

    Em primeiro lugar, desculpe-me se passei a impressão de subestimá-lo. Se o tom do comentário foi áspero, foi devido ao calor do momento (rs). Não discordo de muito do que você afirma, especialmente no que diz respeito à progressão por mérito (trabalhos de impacto e de qualidade). Mas, vamos aos pontos:

    1. É claro que sei que o trabalho de nivelamento não é um produto brasileiro. Mas, também sei que há escolas no Brasil, poucas, é claro, que atraem os melhores e que este tipo de trabalho é reduzido. Também acho que a formação não deve se reduzir à sala de aula. Mas, a prática da pesquisa e do estudo deve ser enfatizada em todos os níveis de ensino. Assim, poderíamos lecionar para 100 alunos que, autonomamente, saibam estudar e pesquisar.

    2. Não vejo na comparação entre os salários de um professor e o de um condutor de trem. Em minha avaliação, todos devem ganhar bem para viver bem. Quanto à progressão, também concordo com os critérios acadêmicos. A progressão deve se sustentar nisto: produção científica, formação de pesquisadores, publicações de impacto, etc. Isto posto, considero que o iniciante que se destaca pelo brilhantismo, se estimulado, alcançará, certamente, níveis ainda mais superiores.

    3. Quanto à situação aviltante, é evidente que não refiro aos professores das IFES que vivem em situação bem mais confortável. Estou pensando, especialmente, nos professores da Educação Básica da rede pública que precisam acumular cargos e horas de aula para conseguirem garantir o sustento da própria família. Quanto à questão do financiamento às pesquisas, eu, também, não posso reclamar, mas, sinceramente, não vejo o quadro que você está pintando. Acho que existem péssimos trabalhos em todas as áreas, mas há áreas que são mais estimuladas que outras e não estou dizendo que as agências não tenham razão em, nelas, investir mais por diferentes razões. Talvez, estejamos falando de distintos “topoi” do campo científico.

    Dito isto, acho que concordamos em alguns pontos:

    a) o investimento deve ocorrer tanto nas universidades quanto na Educação Básica e esta, principalmente, tem deixado a desejar.

    b) o processo de massificação do ensino superior tem sido perverso e atraido sujeitos, professores, alunos, etc., pouco qualificados para a pesquisa e a formação acadêmicas.

    Grande abraço e foi ótimo trocarmos ideias.

    Fabio

    andre

    14/07/2012 - 08h55

    qualquer um que sabe como funciona as universidades no exterior, sabe que as “lectures” dadas pelos professores responsáveis por uma disciplina para 200 ou mais estudantes são seminários em que o professor apresenta sua pesquisa. O trabalho de correção de prova, atendimento aos alunos e esclarecimentos é feito em turmas menores pelos assistentes do professor responsável. Sabemos que essas estrutura não existe no Brasil, um único professor é responsável por toda a atividade de ensino em uma turma, da preparação do curso à correçao das provas e atendimentos aos alunos. Seu comentário é de má-fé e joga com a ignorância da maior parte da população brasileira sobre o funcionamento das universidades no Brasil e no mundo.
    Quanto ao fato dos professores ganharem mal em outros países, só revela isso: o professor ganha mal no mundo todo. Não é por um acaso que acontecem greves e movimentos hoje nas universidades de todo o mundo. Mais uma vez alguém aqui tá querendo nivelar por baixo.

    andre

    14/07/2012 - 08h59

    PS: dado do portal da transparência: FERNANDO GARCIA DE MELLO PROFESSOR 3 GRAU
    Classe: 7
    Padrão:
    Referência:
    Nível: 001
    Órgão Origem – Lotação
    UORG: Programa Neurobiologia IBiof
    Órgão: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
    Órgão Superior: MINISTERIO DA EDUCACAO
    Local de Exercício – Localização
    UORG:
    Órgão: UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
    Órgão Superior: MINISTERIO DA EDUCACAO
    Regime Jurídico: REGIME JURIDICO UNICO
    Situação Vínculo: ATIVO PERMANENTE
    Ocorrência de Afastamento/Licença: NÃO
    Jornada de Trabalho: DEDICACAO EXCLUSIVA
    Data da Última Alteração no Cargo: 08/12/1976
    Remuneração básica
    Remuneração básica bruta 17.916,92

    Deduções obrigatórias (-)
    IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) -3.773,89
    PSS/RPGS (Previdência Oficial) -1.702,65

    REMUNERAÇÃO APÓS DEDUÇÕES OBRIGATÓRIAS 12.440,38

    Realmente alguns poquíssimos professores não tem do que se queixar, pois ganham como titular um salário acima do que ganham os professores titulares hoje – segundo tabela do MEc um titular hoje recebe bruto 12.225,25 R$ (como? não sei, o Sr. Fernando podia explicar para a gente, se for ele, não? seria pena senioridade que ele critica nos seus comentários, ja´que por mérito não ha como ganahr mais de 12.225, 25 como ele ganha?)

João Maria

11/07/2012 - 08h55

Engraçado, a UFRN não entrou em greve. Hoje a UFRN é uma universidade de qualidade, se transformou há anos, e continua sendo, um grande canteiro de obras, com a construção de novas instalações, laboratórios, etc… Todas as salas de aula tem ar condicionado, projetores. Coloco o link de uma matéria do jornal Tribuna do Norte, feita no início desse mês, sobre a UFRN:

http://tribunadonorte.com.br/noticia/universidade-vira-canteiro-de-obras-e-do-saber-em-natal/224540

Então qual é a diferença entre a UFRN e essas outras instituições federais?

Responder

    Stanley Burburinho

    11/07/2012 - 10h03

    1 – As diretorias da Andes e Conlutas são do PSTU que é aliado do PSOL que são de oposição ao governo federal. Lembro que o PSOL está coligado com o PSDB e DEM, conforme ficha oficial de inscrição de coligações do TSE. Veja abaixo:

    a) “PSOL de São Lourenço do Sul coligado com PSDB/DEM/PPS e PP” – http://t.co/xSmU3NjV /Veja documento oficial dso TSE

    b) Em Moreno-PE, coligação encabeçada por PCdoB e PPS consegue unir DEM e PSOL – http://is.gd/5xR1gp

    c) Em Macapá, PSOL está coligado com PPS e PV, aliados do PSDB e DEM – http://is.gd/zAv7M9

    etc. São mais de 20 cidades que o PSOL está coligado com o PSDB, DEM, PPS, PV, PP, PTB

    2 – Por que a greve começou em maio se o orçamento só vai para o Congresso em agosto para ser aprovado?

    3 – Como o governo federal aumentaria os salários dos professores em maio se depende da aprovação do orçamento pelo Congresso que será só em agosto?

    4 – Há décadas, todo ano, o orçamento do governo federal é aprovado pelo Congresso somente no mês de agosto.

    5 – A quem interessa que essa greve se prolongue, faltando dois meses para uma eleição?

    João

    11/07/2012 - 11h11

    Hahahaha! Se você procurar (e nem precisa procurar muito) vai encontrar cidades em que o PT está coligado com o DEM, com o PSDB, com o PP… Argumentozinho mequetrefe este, hien?!

    Faltou você falara do PRO|IFES, que é uma agremiação (nem sindicato é!) criada tão somente para dizer “sim, senhor” a tudo que vem do governo/patrão. Por acaso és filiada ao PROIFES?

    Marcelo

    11/07/2012 - 14h49

    Muito bem… até que enfim alguém resolver denunciar o fascismo de esquerda do PSTU e do Conlutas (kkkkk), que pretende ser ” central sindical”. É isso, a greve é por carreira … o resto é balela. Dona Marinalva reclama de 80 alunos por sala. Qual o problema? Queria dez? Dinheiro público é caro. Reclama de condições de trabalho? Que ótimo … sugiro conhecer realidade das escolas privadas. E, convenhamos, é preciso saber quem trabalha e como… O governo tem sido um desastre na negociação, mas as pesosas se tornarem massa e mnobra do Conlutas (kkk), isso já é demais…

    Fabio Barros

    12/07/2012 - 22h06

    Prezado Stanley,

    em primeiro lugar, gosto de ti e aprecio, na maioria das vezes, teus comentários. Mas, neste caso, seus comentários parecem-me equivocados:

    1. Esqueça siglas partidárias. Note bem: voto no PT, sempre votei. Houve um tempo em que ou os votos eram personalistas (“votar na pessoa”, prática típica de quem não tinha bandeiras para defender) ou o voto era no PT e em outras agremiações partidárias de esquerda mais radicais. Hoje, convenhamos, só restam as agremiações de esquerda mais radicais. Olho para os candidatos do PT de minha cidade e procuro aquele que se identifique com os ideais antes proclamados. Mas, está difícil. Certamente, votarei em alguém do PT, mas, ainda não sei. O PT, salvo alguns nomes e pessoas (veja o personalismo) isolados, transformou-se no que sempre repudiamos.

    2 – A greve começou em Maio, mas poderia ter começado em 2010, já que há dois anos os professores das IFES vêm conversando com o governo. Em 2011, houve um acordo que foi descumprido pelo governo federal. Ah, 31 de agosto é a data em que as negociações já deveriam estar finalizadas. Desde 2010, o governo não apresenta proposta satisfatória. Por que apresentaria no dia 31 de agosto de 2012 às 8 horas da manhã?

    3 – O aumento de salário e a reestruturação da carreira entraria no orçamento de 2013. Releia a resposta à pergunta número 2 e saberá o resto. Se desde 2010 nada foi apresentado, por que em 31 de agosto tudo estaria resolvido? Não há alternativa: greve…

    4 – Leia as resposta 2 e 3.

    5 – A greve interessa ao sistema público de educação federal (Institutos e Universidades) que merece melhores condições de trabalho, remuneração digna e plano de carreira adequado e justo aos professores. Se outros partidos políticos e candidatos estão fazendo uso político da greve, a culpa é do próprio governo federal, pois não ouviu as queixas que já vinham sendo apresentadas desde 2010. Não se esqueça: uma das bases que elegeram Lula (duas vezes) e Dilma (uma vez, e do jeito que vai será a última e única vez) foram os professores universitários federais que são, também, para o bem e para o mal, formadores de opinião.

    Abraço.

Jose Mario HRP

11/07/2012 - 07h43

Dona Dilma, votei na senhora, voto no Lula desde 89, mas dá logo o aumento dos professores e corrige a carreira deles!
A molecada quer estudar!

Responder

Adriano

11/07/2012 - 01h28

Azenha,

Meus parabéns por chamar a atenção para este grave problema do país.

um abração

Responder

Leonardo Meireles Câmara

11/07/2012 - 01h15

Só um registro, muitas dessas pesquisas que impulsionam o desenvolvimento do país são feitos em colaboração com diversos departamentos das universidades federais, a custo baixíssimo, sem contar a formação de capital humano altamente qualificado. Mas quem labora para esse sucesso o governo não reconhece. Negocia Dilma!

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-oportunidades-e-os-desafios-do-pre-sal#comment-964100

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mateus

10/07/2012 - 21h58

Na UFG, sobre a estrutura física, é só conversa dos professores e funcionários. Moro a mais de 10 anos próximo ao Campus II (Samambaia), frequento quase todos os dias o Campus. Ele sofreu uma grande ampliação nos anos de Lula e no de Dilma continua. As salas de aula não estão lotadas, apesar do aumento de alunos. Não há nada a reclamar da estrutura do Campus II que também beneficia, e muito, os moradores dos bairros próximos. O Campus I também foi e continua sendo ampliado.
Sobre os professores, realmente há muita dificuldade de achar professores qualificados. E os que estão dando aula, são poucos os que realmente se dedicam a repassar o conhecimento. A maioria dos professores de Universidades só quer fazer pesquisas aumentar os egos e danem-se os alunos. E dessas pesquisas são poucas as que realmente beneficiam a população mais carente. Quem mais ganha são as grandes corporações privadas.
Essa de ganhar mais conforme os títulos acadêmicos não justificam. Conheço muita gente de alta graduação é que na prática deixa a desejar. Tem títulos apenas para satisfazer o seu ego. E ao mesmo tempo conheço muita gente de baixa graduação acadêmica, mas estuda muito, se atualiza sempre. E o mais importante, faz jus ao seu conhecimento o repassando e melhorando a vidas das outras pessoas.
Não estou dizendo que os professores e funcionários de Universidades estão reclamando de barriga cheia. Mas o que a grande maioria deve fazer é parar de olhar só pra si e olhar mais pra o mundo fora da Universidade.

Responder

Lavinia

10/07/2012 - 21h33

Azenha, no caso do curso de Letras da Unifesp-Guarulhos, as salas chegam a ter 120 alunos. Não há nem espaço físico para tanta gente. Os alunos ficam em pé e os professores ficam roucos e frustrados por não terem mínimas condições de trabalho. Depois de toda a luta dos movimentos docente e discente da Unifesp-GRU, o Governo aceitou abrir mais vagas de concurso para Letras. Durante todo o primeiro semestre deste ano, professores fizeram mutirões de trabalhos em Comissões de todo o tipo, sem ganhar nada além de seu baixo salário… nada além de pontos a menos no Lattes, diga-se de passagem, porque não há tempo para pesquisas e publicações. Aproveito para divulgar o blog do Movimento Docente da Unifesp:
https://movimentodocente.milharal.org/
Já estou incluindo essa sua matéria lá. abraços!

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Marcelo

10/07/2012 - 21h06

Não sei me posicionar sobre greve, talvez seja pela simples razão de ter trabalhado por 17 anos em multinacional, isto é, se não está bom a procurava outra coisa.
Porém eu sei que muita coisa precisa ser feita nas universidades federais, além do que está sendo feito, sim muita coisa está sendo feita.
Agora eu tenho uma reclamação: falta diálogo, eu tenho acompanhado o movimento de greve desde o ano passado, levado a cabo de maneira muito duvidosa pelo sinasefe. Antes achava que o interlocutor eram incopetente, agora vejo que o governo é inepto para negociação.
Hoje sou professor e faço meu PhD, realmente gosto muito do que faço não acho que ganho mal, mas como falei fui criado em multinacionais, assim se ver outra oportunidade “meto o pé”.
Será que isso que é bom para o país? Será que não vale pena negociar com os professores e criar um novo plano de carreira, que nos fixe no ofício de ser professor e pesquisador em tempo integral?

Responder

Francisco

10/07/2012 - 20h56

Sou professor universitário e já ensinei em públicas (concursado e contratado), privadas, ensino médio e fundamental, urbano, rural… Tudo.

Essa greve está uma roubada.

Dos três pontos de pauta, dois já foram atendidos. Ponto.

Os estudantes não são unânimes em apoiar essa greve (longe disso…).

O governo federal passou a ser mais rigoroso com cumprimento do horário de trabalho e produção acadêmica. Ponto.

Cansei de dar aula em universidade federal para cinco, dez alunos. Ponto.

Inúmeros professores europeus, em inicio de carreira, estão brigando para ensinar no Brasil. Por causa do salário…

Resumo da ópera: não esta bom, mas esta melhor do que jamais esteve. Pode melhorar? Deve. Mas há que fazer politica do ganha-ganha.

O governo federal tem números para provar que investe como nunca foi feito em educação. Não perde nada na greve.

(Ou alguém pensa que os tucanos vão se solidarizar com grevistas… E se os tucanos não registram, não houve – não para a grande imprensa.)

Docentes vão receber tudo (tudo!) o que querem dentro de, no máximo dois, três anos, pois este é, comprovadamente, um projeto estratégico do governo federal. Não perdem nada na greve.

PSTU, PSOL (o núcleo dos sindicatos) não vão eleger mais vereadores, ou mais deputados estaduais por causa dessa greve. Não vão ganhar a greve, nem vão perder. Não vão conseguir adesão de mais professores (elitistas, em regra), nem estudantes (estudante de esquerda se forma no ensino médio, pergunte a Dilma).

As universidades vão perder o governo federal. Quantos votos a universidade dá?. Quantos ela tira? Sem uma oposição de esquerda (significativa), a universidade, eleitoralmente, não existe.

Passará a existir quando essa primeira leva de “filhos de Lula” se formar, mas… bem… eles são “filhos de Lula”, certo?

Resta o estudante. O “filho de Lula” que constata, por A+B que a universidade é uma estrutura elitista, classista, racista, sulista e egoista e eurocêntrica.

Finalmente, a clivagem social brasileira aparecerá na universidade e no pensamento acadêmica. Por ora, é um mistério: o que dirá o proletário acadêmico? Terá a cabeça feita, fará a cabeça, ou trombará sua cabeça com a cabeça dos “acadêmicos”?

Se, no entanto, essa greve fosse um movimento politico para cortar (isso mesmo!) cortar salários do judiciário e do legislativo para destina-los à educação, ai era outra conversa…

Essa greve exige do executivo coisas que ele não pode fazer e se se metesse a fazer a comunidade acadêmica era a preimeira a taxa-lo de autoritário.

Denunciar que o judiciário tem salários nababescos é espernear de menino pequeno.

O que a universidade quer é dar aula para dez alunos por turma, chegar a hora que quer, viver viajando em congressos, fazer greve dois, três, quatro meses e depois repor as aulas em uma semana, entre outras práticas.

Há quem acuse acadêmicos de botar parentes e amantes para passar em seleções de mestrado, doutorado e concurso para docente. Mas não concordo com essas acusações. Essas práticas significariam mau uso do dinheiro público, pois resultariam em bolsas, fraudes e vantagens indevidas. São falsas, todos sabemos.

O que já ganhou nessa greve é um excelente negócio. Daqui um ano ou dois ganha o resto, desanuviada a crise. Digo mais, se daqui dois anos a crise persistir (ou piorar) é o caso de fazer a “manutenção” dos ganhos e só. Mais vale um pássaro na mão que dois Lugos voando.

O pessoal esta tão delirante que acusa o governo, que aumentou a quantidade de unidades de ensino, de querer “privatizar” o ensino (!!!).

Deixa o Aécio dar um “choque de gestão” quando for presidente…

Responder

    jose marcos

    11/07/2012 - 10h56

    Caro Francisco, concordo com praticamente tudo que voce escreveu e acrescento o seguinte Azenha: Nesta greve estão os professores o governo e uma pequena parte dos alunos sem razão, vou explicar porque e digo com conhecimento de causa, pois tenho uma filha e alguns sobrinhos em universidades federais sofrendo com esta greve:

    – Os professores na verdade querem é salario, a maioria deles esta se lixando para as condições dos alunos, pois ela citou , no texto, um exemplo de 80 alunos, mais esqueceu que muitos professores não querem dar alula para mais de 30 alunos, na universidade da minha filha tem varias turmas pequenas porque os “doutores” não querem turmas grandes. Como pai vejo o descasso com que os professores (salvo varias exceções)tratam os alunos, jogam a matéria de qualquer jeito, quando comparecem, pois estão sempre viajando para concluir seus doutorados por conta do governo. Passam trabalhos em grupo que na maioria das vezes é para não ter que ensinar. Faltam constantemente, chegam atrasados e são extremamente autoritários em sala de aula, pois os “doutores” não admitem contestações (volto a salientar que existem varias exceções). Um professor nesta greve teve a cara de pau de passsar um e-mail para a turma dizendo que estava em outra cidade fazendo o seu doutorado, por conta, lógico, do governo, e que não ia voltar para dar aula pois aderiu a greve. Alias, os professores estão em greve para trabalhar, agora para continuar com as suas bolsas, doutorados, viagens, etc eles não entram em greve. Boa parte dos professores universitários parecem que “esquecem” que sua principal missão é transmitir conhecimentos para alunos que, na maioria das vezes, são jovens ainda na fase da primeira graduação.Como muitos são doutores as vezes denotam que ficam meio que indignados em se “rebaixar” para ensinar a quem necessita de informações. Não estou entrando no mérito se as reinvidicações são justas ou não, mais antes de criticarem o Governo, que tambem esta errado, olhem para voces e vejam se estão fazendo a sua parte. Quanto ao pessoal administrativo então nem se fala, tratam os alunos de orma grosseira e com muita má vontade. PEÇO PERDÃO POR ESTAS PALAVRAS AS HONROSAS EXCEÇÕES.
    – O governo erra quando finge que não esta acontecendo nada e deixa milhares de jovens perderem qase 1 ano de vida. Negocie o que é justo e corte o ponto e as bolsas de quem esta em greve. O que não pode é fingir que nada esta acontecendo. Em qualquer atividade laboral os dias parados são descontados, inclusive, viram objeto de negociaçao. Agora é uma graça os professores não trabalham e continuam recebendo seus salarios e em alguns casos bolsas de pesquisa/doutorados
    -Alguns alunos, em minoria, viraram meros cabos eleitorais de partidos e estão apoiando uma greve em que o governo comete varios erros, mais os professores, salvo varias exceções, tambem tem históricamente abandonado sua missão prescípua de ensinar

    João

    11/07/2012 - 11h14

    Ameaças (Aécio e choque de gestão, dois Lugos voando) não só não resolvem o probema, como também não contribuem paar o diálogo – além de demonstrar desconhecimento do que está em pauta. Mas assim age o PROIFES…

Wagner

10/07/2012 - 20h23

Aproveito esse tópico para, além de manifestar todo o apoio à justíssima causa dos professores, protestar contra o pouco caso a quem vêm sendo submetidos os demais servidores federais.

O PT, que se inflamava contra a política de corrosão do serviço público levado a cabo por FHC, repete a dose agora que está no poder.

Com o FHC foram 8 anos sem rejuste.

Com Dilma/Lula lá vão 6 anos, com a diferença que a inflação agora é maior.

NÃO REINIVIDICAMOS GANHO REAL DO SALÁRIO, MAS SIM AS JUSTAS REPOSIÇÕES DAS PERDAS INFLACIONÁRIAS.
__________________________________________________________________

Colegas servidores, nas próximas eleições lembrem-se de quem nos solicitou apoio para “vencer os neoliberais” e agora nos apunhala pelas costas. Que o troco seja dado nas urnas!

Responder

    jose marcos

    11/07/2012 - 11h07

    É Wagner…. deixa o PSDB voltar ao poder para voces verem o que é bom para a tosse….voces tem memória curta… ja esqueceram dos 8 anos do FHC???

    Wagner

    11/07/2012 - 20h28

    Amigo

    Revoltar-se contra a traição do PT não quer dizer abraçar o PSDB.

    Somos tontos sim, mas não malucos.

    Procuremos uma terceira via.

josaphat

10/07/2012 - 20h11

Apesar de estar ficando velhinho, estou fazendo outra graduação. Na minha área de origem, artes, simplesmente não dá para sobreviver. Viver, então, nem se fala.
Confirmo tudo que foi dito: tive salas com mais de 120 alunos, que tiveram de ser desmembradas para doutorandos sem a MENOR condição de lecionar. Esse é outro problema, o sujeito pesquisa durante 6, 7 anos, mas não sabe lidar com alunos, mesmo sendo um deles ainda.
Bolsas de incentivo a qualquer coisa têm remunerações simplesmente ridículas.
Na FAFICH, tradicionalíssima, as salas são a coisa mais Kitch, carteiras escolares de pelo menos quatro diferentes décadas.
O pessoal das secretarias só faltam enfartar.
E outras coisas mais que depois comento.

Responder

Marcelo

10/07/2012 - 19h45

Que coisa terrível esta entrevista. Parece que as universidades são uma espécie de inferno e todos os docentes estão em guerra com as “condições de trabalho”. Sobe investimento, custeio e são contratados novos técnicos e professores. E TUDO PIORA? Francamente … Que existem problemas , é verdade. Existem salas com 80 alunos? Ainda que seja RARO isso acontecer, qual o grande problema? Seria melhor gastar dinheiro público com 20 por sala? Que o salário poderia subir é verdade. Que o governo tem sido um desastre na condução da greve, também. Mas eu – e muitos – nos recusamos a ser dirigidos por uma entidade filiada a um tal de CONLUTAS (kkkkkkk) e que vive da desgraça e do não. Não me sinto representado por esta entidade lamentável que é “o” ANDES e sua filiação partidária ao PSTU (outra palhaçada). Aliás, Azenha, vc tende a publicar e buscar informações ligadas a educação de lugares estranhos, como no caso da suposta “invasão”da USP pela PM. Vamos reivindicar sim, Dona Marinalva, mas que sua entidade é um lixo radicaloide e não é menos desastrosa que a ação do governo isto tb é verdade. Sugiro a senhora e ao baixo clero sem titulação que trabalhem mais … E, se existe greve, não e pela solidariedade das universidades aos servidores federais .. . A GREVE EXISTE PELA CARREIRA E POR MELHORIA DE SALÁRIO. O resto é fantasia, empulhação e radicalismo infantil

Responder

    Cesar

    10/07/2012 - 21h35

    ANDEs é filiada ap PSTU??? Vc não sabe do que está falando! Se informe melhor antes de vir aqui soltar factoides!

    Marcelo

    11/07/2012 - 14h42

    FIliado ao PSTU quer dizer próximo, e não filiado em sentido partidário ou sindical. Vc é professor universitário? Por isso acho que tem muitos que ganham demais. Não distingue o texto do contexto. Se vc se sente confortável com o CONLUTAS, problema seu. Eu somente vejo a combinação de baixo clero com radicalismo infantil.

    João

    10/07/2012 - 22h04

    Parcialmente errado! A Greve é pela reformulaçõa da carreira (em termos diferenets daquels propostos pelo Governo) e por melhores condições de trabalho. A questão salarial já foi fechada no ano passado, quando então a ANDEs caeitou o mísero aumento de 4%, evitando a greve para “não prejudicar o início do governo Dilma (conforme citado pelos prórpios dirigetes da ANDES na ocasião)!

lulipe

10/07/2012 - 18h17

Não só os professores estão descontentes, mas a grande maioria dos servidores federais.Em breve o Brasil poderá ter a maior greve do funcionalismo federal da história.Enquanto isso as empreiteiras e os bancos estão felizes da vida.E é por que o PT se diz o partido que luta pelos trabalhadores…

Responder

Fábio

10/07/2012 - 17h46

Li, várias vezes, na CartaCapital: “PT o Partido que esqueceu os trabalhadores”.
A aliança com o Sr. Paulo Maluf mostra que o PT em nada difere dos demais partidos; seu único objetivo é o poder pelo poder e dispor de cargos para beneficiar os amigos .
Resido em um município administrado pelo PT e as práticas administrativas são exatamente iguais as dos governos anteriores. Aliás muitos dos que participaram dessas administrações hoje fazem parte do governo petista.
Quando questionados, os petistas alegam que essas coligações são necessárias para permitir a governabilidade (SIC).

Responder

    Remindo Sauim

    10/07/2012 - 18h28

    Exatamente por esta condição de receber aliados, mas não ceder o poder é que o PT de Lula e Dilma estão mudando desde 2002 o país. Não sei o que o amigo esperava., uma rev oluçnao comunista?

    Fábio

    12/07/2012 - 15h54

    Boa tarde!
    Não esperava uma revolução comunista.
    Apenas um governo HONESTO e coerente com o discurso e não uma aliança com os eternos donos do poder e a utilização de suas “práticas administrativas”.
    Aprenderam rapidamente, superaram e hoje ensinam seus professores.

    mfs

    10/07/2012 - 21h06

    Tem razão, ter dobrado o orçamento do MEC em apenas 4 anos não distingue o PT dos outros partidos…

Julio Silveira

10/07/2012 - 17h42

Os professores tem que entender que o principal partido Brasil e seus aliados mudaram suas prioridades. Entramos agora na fase do Circo.

Responder

    Remindo Sauim

    10/07/2012 - 18h33

    Como frase de efeito funciona muito bem, mas é vazia não condiz com a realidade. As prioridades ainda são o fim da fome e da miséria. Segundo o texto um professor ganha 8 mil líquidos por mês e ainda acha pouco. Mais de 200 milhões de brasileiros ganham muito menos que isso e apoiam o governo. Este decente está achando que mora na Suiça.

    Rafael Serafin

    10/07/2012 - 19h09

    é a qualificação de anos e anos que justifica salários. Se “200 milhões de brasileiros ganham muito menos que isso e apoiam o governo” é pela falta de carater em buscar algo melhor para a vida de cada um…

    Coronel Quitute

    10/07/2012 - 19h17

    Quem te pagou, astroturfer (ou astroturfista)?

    Julio Silveira

    10/07/2012 - 19h23

    A sua escrita engajada, com certeza ao partido do poder, poderia ter sido escrita por qualquer outro vivente, de qualquer outra grei partidaria que tenha tido a oportunidade de governar o Brasil e que quando esteve no poder negligenciou a educação para alguma outra prioridade. Incorretamente, lero lerando, que deve-se aos professores, esses abastados classe média, a responsabilidade pela miseria educacional e cultural de grande parte dos brasileiros, por serem tão pouco altruistas. Ah! fala sério.

    Favero

    10/07/2012 - 21h27

    Caro Remindo
    Ganhar 8.000 só em final de carreira. Se você entrar com graduação e 20 horas semanais para dar aula em uma federal seu salário será aproximadamente de 750,00. Se tiver mestrado ou doutorado você deverá entrar em um nivel um melhor.
    Hoje um carcereiro da polícia federal ganha mais que um docente de universidade federal.
    Para que estudar tanto, se for para uma particular você pode passar quatro meses sem receber, se for para uma pública com certeza ganhará muito menos (mas receberá em dia). Quem está na pública é porque quer fazer a máquina andar.

    Quanto aos crédulos que acham que dar aulas para 80 alunos de uma vez só é bom tentem imaginar 80 indivíduos dentro de um laboratório de com 60 m2 para áreas de anatomia, ou microbiologia, ou química, ou física nuclear, ou outro, Manipulando equipamentos, reagentes químicos, gases, ou outros congeneres. Perigoso, NÃO eu diria que é insalubre, anti-didático e EXPLOSIVO.
    Isto só se aplica para cursos que usam quadros negros (brancos ou verdes) como direito, economia e administração. Os outros tem suas peculiaridades e características que devem ser respeitadas.

    Portanto, vamos respeitar as reividicações porque elas também tem seu mérito. Ensino Público de Qualidade para TODOS!!!! (já é assim na Alemanha!!!)

    Paciente

    10/07/2012 - 21h33

    A maioria absoluta dos porfessores que hoje lecionam nos campi e universidades criadas pelo REUNI ganham, líquido, cerca de R$3.700,00. E tiveram que estudar, no mínimo, 6 anos para prestar um concurso e eceber este salário que não tem reajuste desde 2008.

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