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Diário da Resistência


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Maurício Caleiro: Educação só é prioridade para o governo Dilma nas propagandas eleitorais


23/05/2012 - 20h22

por Maurício Caleiro, em seu blogsugerido Maria Salete Magnoni

A greve dos professores das universidades e institutos federais é, antes de mais nada, desnecessária.

Afirmo isso não no sentido de acusar os grevistas por um gesto que seria leviano ou irresponsável – pelo contrário: o ônus por essa paralisação deve ser atribuído tão-somente ao misto de descaso, arrogância e teimosia com que o governo Dilma Rousseff vem tratando os docentes federais e suas demandas.

Bastaria um pouco mais de boa vontade por parte do governo, ao invés de seguidamente “enrolar” os representantes dos professores, adiar a tomada de decisões e, no que já parece ser um traço distintivo do “estilo Dilma”, tensionar ao máximo a questão e, ao mesmo tempo, recusar-se a agir sob pressão, e a greve – que neste momento se amplia e que acabará por penalizar professores, funcionários e, sobretudo, alunos – teria sido facilmente evitada.

Protelação e má vontade

O governo firmara, em 2011, um acordo com o sindicato da categoria se comprometendo a instaurar o Plano de Carreira da categoria até março de 2012. Agora, em final de maio, o MEC anuncia que a medida ficou para 2013.De modo similar, no ano passado o governo concordara, após tensas negociações, em conceder um aumento de míseros 4% aos docentes a partir de março de 2012. Foram necessários, porém, seguidos dias de paralisação em protesto e a ameaça concreta de greve no início deste mês para que uma Medida Provisória fosse assinada, finalmente tornando efetivo (e retroativo) o aumento anteriormente acordado. Pergunto: por que humilhar assim uma categoria, se o aumento já fora acertado?

Os exemplos dos parágrafos acima fornecem uma boa medida dos termos em que se dão as relações do governo com os docentes, cujas demandas são invariavelmente proteladas: a má vontade evidente e os prazos sempre vencidos demonstram de forma cabal que a Educação só é prioridade para o governo Dilma nas propagandas eleitorais.

Na prática, a teoria é outra: foi preciso que a greve estourasse para que o MEC viesse a público procurando justificar os atrasos e afirmando manter os canais de comunicação abertos (o que é, sem dúvida, positivo, sobretudo se comparado às práticas do governo FHC – mas vale assinalar que continuar a tomar FHC como parâmetro é perpetuar o inaceitável).

Salário defasado

Além desses problemas, persiste sem encaminhamento uma das principais demandas dos professores – que o que recebem a título de gratificação (uma malandragem contábil dos governos anteriores ao de Lula) seja incorporado ao salário, como ocorre com a vasta maioria dos assalariados do país.

Aliás, a questão salarial, que havia recebido atenção do ex-presidente petista até o início de seu segundo governo, volta a se mostrar em um patamar periclitante.

O vencimento médio de um professor adjunto com contrato para 40 horas semanais, mesmo contando com as tais gratificações, é de cerca de um terço do que percebem juízes, promotores e membros dos legislativos municipais, estaduais e federal – sendo que todos, via de regra, com uma formação bem mais curta e menos especializada do que a de um professor-doutor, o qual, recebendo, na melhor das hipóteses, uma ajuda de custa simbólica, passa quase uma década lendo, pesquisando, se adestrando intelectualmente e sendo periodicamente avaliado por seus pares ou orientadores até que esteja pronto para se tornar mestre e, depois, se doutorar.

O professor Pierre Lucena (UFPE) dimensiona o grau de defasagem salarial: “Só para terem uma ideia da distorção, em 2003 um pesquisador com doutorado do Ipea ganhava R$ 300,00 a menos que um professor com doutorado na Universidade. Hoje ele ganha R$ 5 mil a mais que a gente. O mesmo acontece com o MCT [Ministério da Ciência e Tecnologia]”.

Situação de penúria

Para além da questão salarial, há demandas urgentes e denúncias preocupantes. Na notaoficial que divulgou à sociedade, o Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior (ANDES) denuncia um quadro bem diferente daquele pintado pelo marketing oficial, relatando “instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aulas, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a qualidade de ensino”.Tais carências afetam, sobretudo, as novas universidades criadas durante o governo Lula. E vêm se somar a um problema que venho reiteradamente denunciando aqui: a contratação dos chamados “professores temporários” para dar aula em tais campi.

Qualidade da inclusão

Com um contrato de trabalho ainda pior do que o de professor substituto – e inaceitável numa democracia avançada – essas vagas mal remuneradas, sem benefícios, estabilidade ou período pré-determinado de vigência, naturalmente pouco atraem candidatos com titulação de mestre ou doutor – ausência de titulação que, por si, é um impedimento ao desenvolvimento de pesquisas, já que as agências de fomento que as financiam têm um padrão mínimo de exigência quanto a isso.A prorrogação indefinida dessa situação – que já vem se arrastando por alguns anos – pode gerar efeitos altamente indesejáveis, seja no nível de formação dos estudantes, na quantidade e qualidade da pesquisa pelas novas universidades desenvolvidas ou na consolidação de uma distinção axiológica entre dois grupos muito díspares entre si de universidades federais.

A principal questão que se coloca é: a inclusão de novos estratos sociais na universidade é para valer – ou seja, oferecendo a todos um ensino do melhor nível possível – ou, a despeito dos esforços democratizantes, ela acabará por servir à repetição, no interior da universidade, da brutal assimetria social que se verifica na sociedade brasileira? A resposta a essa pergunta é crucial para o futuro do Brasil em termos de educação e trabalho.

Mídia e militância

É importante, aqui, abrir parênteses para um comentário sobre a postura da mídia ante os problemas da educação em âmbito federal: embora não costume perder uma oportunidade de atacar o governo chefiado por Dilma, mantém o mais completo silêncio quanto à questão.

Explica-se: a demanda por melhores salários, condições de trabalho e adoção de um Plano de Carreira que estabilizaria, a longo prazo, a profissão docente contraria frontalmente a orientação neoliberal para a estruturação do ensino superior, que recomenda sua privatização e instrumentalização como apêndice dos setores empresariais e industriais privados.

A novidade é a repetição de uma estratégia de avestruz também por parte de setores governistas na blogosfera e nas redes sociais, como forma de mitigar ou mesmo esconder a gravidade do estado de coisas no ensino federal privado.

Não deixa de haver alguma ironia sinistra no fato de que vários dos que se autoproclamam inimigos figadais da mídia corporativa adotem a mesma estratégia do silêncio por esta empregada, quando, para eles, o que está em jogo é a paixão político-partidária e não a luta por uma sociedade mais justa.

Longo caminho

Há um longuíssimo caminho a ser percorrido pela administração Dilma para consubstanciar em realidade a promessa – reiterada durante a campanha eleitoral e reforçada no discurso de posse – de que a Educação seria uma prioridade em seu governo. Pelo que estamos vendo até agora, nesses 17 meses, estamos bem longe disso.

Leia também esta:

ANDES diz que falta até papel higiênico em instituições federais em greve

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



70 comentários

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Marinalva Oliveira: Crise internacional não justifica precariedade nas universidades federais « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de julho de 2012 às 17h11

[…] Maurício Caleiro: No governo Dilma, educação só é prioridade em propaganda […]

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Safatle: É a falta de educação que quebrará o Brasil « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de julho de 2012 às 23h31

[…] Maurício Caleiro: No governo Dilma, educação só é prioridade em propaganda […]

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eunice

31 de maio de 2012 às 15h41

Tá cheio de troll aqui. Lulipe, eunãosabia, são velhos conhecidos.

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eunice

31 de maio de 2012 às 15h36

Um professor de escola aqui na Inglaterra ganha uma media de £120 por dia, um professor que dá aula na universidade aqui ganha mais ou menos 30K (£30,000,00) por ano.

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Ciro Gomes detona a educação brasileira no debate sobre o Mercosul e a crise « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de maio de 2012 às 01h01

[…] Maurício Caleiro: Educação só é prioridade do governo Dilma na propaganda […]

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Leonardo

25 de maio de 2012 às 21h59

carta ao Ministro por Jeferson Dombroski

O valor do professor,

Caro ilustríssimo sr. Ministro,
Ouvi sobre a sua ignorância dos motivos de nossa greve nacional, e me senti compelido a esclarecê-lo (vício da profissão de professor, eu suponho). Peço desculpas se o meu português é ruim ou se a sequência das ideias é falha, mas esse é o meu valor. Se eu fosse mais capaz, estaria em uma profissão que me valorizasse mais. Seria ascensorista no Senado, por exemplo (ah, que sonho!). Como diria um vendedor de carros que eu conheço, ”quem mandou estudar, agora aguente”.
Falo de boca cheia, o sr. diria. Argumentaria que recebo muito mais do que a grande maioria da população brasileira, e eu lhe responderia que são poucos os cargos federais que pagam menos do que o magistério, que existem cargos de nível médio no executivo federal que pagam melhor do que os professores doutores recebem. E que o professor é importante para o crescimento da nação (aprendi isso no debate da Dilma candidata – pareceu que ela realmente dá muito valor ao magistério. Votei nela).
Mas magistério é um sacerdócio, não é mesmo? É uma profissão feita de abnegação. O que mais explicaria um médico desistir de clinicar para receber o salário de professor federal? Bom, talvez se ele fosse um médico excepcionalmente ruim, daí o salário de professor federal compensasse. Então ele poderia ser um bom professor.
O grande motivo da nossa greve, sr. Ministro, é a busca por valorização profissional. Tenho vários colegas professores cujo sonho de vida, hoje, é passarem em concurso para o MCT, ou para o Judiciário, e eu, quem sou eu? Para mim, economicamente falando, me bastaria o emprego de ascensorista no Senado.
O sr. tem filhos, sr. Ministro? Netos, talvez? Almeja uma educação com qualidade para eles? O sr. sonha com uma sociedade educada? Culta? Sonha com o Brasil se destacando no mundo como o Japão fez depois da Segunda Guerra? Como a Coréia hoje?
O sr. sabe quais são as minhas condições de trabalho, sr. Ministro? Sabe que eu sequer tenho uma mesa para colocar a minha pasta quando eu entro para dar aulas? Sabe que eu, há dois anos, comprei um projetor para dar aulas? Que nós rasgamos as calças ao sentar nas carteiras, por causa dos pregos? Que o computador pessoal que eu uso para dar aulas também saiu do salário que deveria ir para a minha família? Sabe que na minha universidade não existe nenhuma calçada para as pessoas andarem?
O sr. imagina qual é a situação dos laboratórios dos cursos em que eu ministro aulas, que são cursos tradicionais, reconhecidos nacionalmente, e que não foram contemplados pelo Reuni? É, são ruins. Não são péssimos, sabe o por quê? Porque os professores, por mérito pessoal e muito trabalho, trazem recursos de pesquisa para dentro dos laboratórios (caramba, isso é desvio de recursos! Dá cadeia?).
O sr. sabe, é claro, que o perfil desejável do Professor Universitário Federal é que ele seja doutor, com dedicação exclusiva (é impedido de fazer bicos para completar o salário), pesquisador, orientador e extensionista, e que além das aulas de graduação, forme Mestres e Doutores. Qual é o perfil do profissional que o sr. precisa para executar essa missão? Eu lhe digo. Esse profissional, economicamente falando, é alguém que não teve a competência para achar nada melhor para fazer com a sua vida. É alguém que não foi capaz de passar em um concurso para ascensorista do Senado. É alguém que não conseguiu ser agente de saúde quando terminou o segundo grau, por exemplo.
Sim, eu “tenho” carro e eu “tenho” casa. Eu me alimento bem. Meu carro é velho (tem seis anos) e ainda vou demorar dois anos para acabar de pagar. Minha casa é velha também e eu ainda vou levar treze anos para pagar. Essas dívidas consomem quase 50% da minha renda familiar. Tenho que pensar antes de decidir sair para almoçar em um restaurante. E o pequeno detalhe é que tanto eu como a minha esposa somos professores universitários federais e doutores com dedicação exclusiva. Topo da carreira.
Bom, mas eu tenho uma perspectiva, não é? De progredir na carreira e melhorar meu salário? Perspectiva? não, não tenho. Não vejo nenhum futuro promissor. Essa carreira que o governo me oferece não irá melhorar a minha vida, a não ser um pouco, no momento mágico da progressão em que eu me tornar professor associado, ou com a utopia de passar pra professor titular (a minha universidade não tem nenhum. Teve uma vez, nos meus 22 anos de funcionalismo federal em universidades, que eu conheci pessoalmente um Titular. Deve ser mais fácil achar um jacaré no Tietê).
Eu espero, apesar das minhas deficiências, que o sr. tenha entendido um pouco do porque eu e 45 universidades federais brasileiras estamos em greve. Desculpe-me se eu não posso elaborar mais, mas tenho um relatório de pesquisa para terminar e alunos de doutorado para atender, apesar da greve. Se eu achar tempo, também preciso ver se abriu vaga para ascensorista.

Um grande abraço, sr. Ministro, e obrigado por tudo.

Jeferson Dombroski

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Emílio Carvalho

25 de maio de 2012 às 20h54

Parabéns pela matéria! Sou professor universitário sindicalizado, defensor da universidade pública e de qualidade. Já estava me desiludindo com a blogosfera que se diz de esquerda e que se diz crítica. Perguntava-me até meados desta semana por quanto tempo determinados blogs e sites de esquerda nos deixariam jogados ao gosto e aos interesses sempre suspeitos dos jornalões e da mídia televisiva (os ditos PIG). Ainda mais quando o silêncio desses blogs e sites vem acompanhado de grandes janelas de propaganda governamental. Sua matéria é para mim um respiro de alívio. Provisório e inicial, é verdade, mas de altíssima qualidade!

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Guilherme Mello

25 de maio de 2012 às 12h20

Sou professor de IFES e é inegável a melhora nos últimos anos, mas a situação ainda é triste (e não apenas da parte governamental). Contudo devemos reconhecer que os grandes heróis deste país certamente são os professores do ensino público fundamental e médio.

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Luís CPPrudente

25 de maio de 2012 às 10h27

No entanto, os salários e as condições de trabalho dos grevistas das universidades federais e escolas técnicas federais são melhores que os salários dos professores da universidades públicas de São Paulo e das escolas técnicas de São Paulo.

Se a comparação for com os professores e as condições de trabalho nas escolas de ensino fundamental e médio de São Paulo, os grevistas das universidades federais e escolas técnicas federais estão no paraíso.

Parabenizo os grevistas das universidades e escolas técnicas federais que estão em greve. Eles sabem que conseguirão algum reajuste com o Governo Federal.

Mas se os grevistas das federais estivessem sob um governo do PSDB, como estão os servidores paulistas, não sairia nenhum reajuste e provavelmente os salários dos mesmos estariam próximos dos salários baixíssimos dos servidores da educação no estado de São Paulo.

Em termos de investimento, o Governo Federal (mesmo não priorizando a Educação)gastou mais com Educação do que os governos do PSDB.

Se o Governo Federal não tem priorizado a Educação, imagina então o governo tucano-pefelê de São Paulo!

O Governmo Federal tem que ser criticado sim, por não querer defender 10% do PIB para a Educação, mas não podemos nos esquecer que os governos do PSDB não querem e não investem nem mesmo os percentuais constitucionais e obrigatórios em Educação.

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pedro - bahia

25 de maio de 2012 às 08h56

Lamentavelmente, o Governo Dilma comporta como os anteriores. Faz propaganda e na prática, pouco faz para melhorar a educação no Brasil. A reivindicação dos professoras e justa e a classe precisa ser ouvida. Aqui na Bahia a rede estadual está em greve e o Governo Wagner não dá ouvidos.
Enquanto isso, o adversário político no Estado César Borges, falso “aliado” na esfera federal, foi contemplado com o cargo de Vice Presidente no Banco do Brasil. Para empregar aliado, o Governo é rápido. Para resolver o problema da Educação, nem tanto.

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abolicionista

25 de maio de 2012 às 02h01

Concordo com a matéria. A melhora e o incentivo ao ensino e à pesquisa, pelo menos por enquanto, ainda não saíram do papel…

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Leonardo Meireles Câmara

24 de maio de 2012 às 23h21

Sinhozinho resolver estalar o chicote: http://bandnewsfm.band.com.br/Noticia.aspx?COD=595216&Tipo=36

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Marcelo

24 de maio de 2012 às 20h57

Sou professor federal e sou contra a greve, pois quem sofre é o aluno, porém houve um destrato, uma antipatia por parte dos interlocutores e do próprio governo, vide a prepotência do Sr Duvanier Paiva ao visitar a UFRJ.
As reinvidicações são justas e o principal sentimento que passa na cabeça de quem estava sendo enrolado é RAIVA.
Detesto quando me fazem de bobo.

Responder

Luis

24 de maio de 2012 às 19h39

Calma gente!
A situação dos professores de universidade está melhor ainda do que a nossa de professores do ensino fundamental e médio. Aqui em Minas Gerais, por exemplo, estamos no ponto de sair da profissão pois vemos que não há nenhuma luz no fim do túneo: total descaso conosco. Você mesmo, caro leitor, o que imagina ser um professor deste nível de educação? Aposto que com muito maus olhos pois já tem um todo coletivo impregnado pela mídia e elite, até mesmo intencional, desqualificando nossa reputação. O Brasil só vai se dar conta disso quando for tarde demais.
Por isso disse: Calma agora, gente, a situação dos professores de universidade comparada com a nossa situação atual de professores de ensino fundamental e médio, continuando assim, a tendência é piorar…
O último professor que sair, por favor, apague a luz!

Responder

    Ted Tarantula

    25 de maio de 2012 às 08h35

    Esse PIG é tão mau que te obriga escrever “tuneo” em ligar túnel não é professor???

mfs

24 de maio de 2012 às 18h36

os professores universitários têm razão nas suas queixas.
O problema é que existe um nó constitucional que impede que se dê os aumentos sem se valer dos tais artifícios contábeis.
Trata-se da isonomia salarial.
Se uma categoria receber aumento, todos os outros funcionários públicos têm direito ao mesmo aumento.
Em princípio, isso parece justo.
Mas desde Aristóteles sabemos que a justiça consiste em tratar de modo desigual os diferentes.
Por exemplo, não há cabimento em cobrar o mesmo IR de um operário e de um grande empresário.
Daí que há este problema. O Estado não pode pagar mais para os funcionários, digamos, estratégicos, como professores ou médicos.
Em última instância, a lei de responsabilidade fiscal estabeleceria o limite.
Outro problema sério é que esse aumento salarial não depende necessariamente do Poder Executivo, mas do próprio Congresso, que vota o Orçamento.
Tente puxar o cobertor do orçamento nacional para a educação e logo os pés gelados de outros setores espernearão.
Lula, com sua conhecida argúcia política, já sugeriu que o aumento da fatia do PIB para a educação só virá de um amplo movimento popular. Mas o alvo preferencial não deve ser o MEC ou a presidenta, mas sim o Congresso Nacional que vota as leis e o orçamento anual.

Responder

    Douglas

    25 de maio de 2012 às 00h52

    É justo. É muito justo. É justíssimo sua fala. Mas já que menciona sobre orçamento você já leu qual foi a fatia do orçamento para 2012 para as áreas de educação, saúde, segurança pública, por exemplo? Não? E para a banda podre da especulação, você sabe? Então procure ler antes de comentar asneiras.

    http://notaveisinotaveis.blogspot.com.br/2012/02/educacao-em-que-plano.html

    andre

    13 de julho de 2012 às 10h34

    Acho que você está mal informado sobre a greve. Em primeiro lugar a ponto principal da pauta de greve é o plano de carreira e não reajuste salaria. Uma reestruturação da carreira, implica no aumento do piso, mas isso não é aumento linera. Vide a carreira de Ciencia e tecnologia que obteve aumento do piso em uma reestruturação do plano de carreira, sem que isso implicasse em aumento automático para todas as categorias do funcionalismo público. Isso não quer dizer que a carreira do CT seja parametro para a de professor pois este tem a Dedicação exclusiva e a sala de aula que não existem na carreira de CT

Márcio Oliveira

24 de maio de 2012 às 18h16

A reinvidicação é mais do que justa. Dilma não pode interromper o processo de recuperação das carreiras do magistério superior iniciado por Lula. Não tenho complacência com o governo Dilma nesse aspecto só porque o apoio. A complacência só levaria o PT a se tucanizar (vade retro!). Agora, me incomodou profundamente a passagem do texto em que o Maurício Caleiro fala em adestramento do professor. Pelo amor de Deus! Em que século a universidade brasileira está?

Responder

lulipe

24 de maio de 2012 às 17h51

O autor do texto, ao mostrar a realidade da educação no país, logo logo estará sendo chamado de imperialista, oposicionista, a serviço da CIA, a serviço do “PIG” e outras qualificações…É só esperar..

Responder

Paulo

24 de maio de 2012 às 16h57

De fato, não tem nada acontecendo na educação brasileira. nenhuma nova universidade, nenhum Prouni, nenhuma escola técnica, nenhum piso nacional de salário de professores, nenhum aumento na merenda escolar, nenhum projeto de pré-escola, nenhuma bolsa no estrangeiro, o mesmo tratamento salarial que FHC dispensava aos ‘catedráticos”. Eles tem toda razão, não tem nada acontecendo na educação. Ainda bem que este bando de mentecaptos que somos podem contar com os luminares das cátedras para trazerem a “luz da verdade” até nós…

Responder

    Luís

    24 de maio de 2012 às 19h23

    É proibido criticar então, progressistinha?

    lulipe

    24 de maio de 2012 às 21h10

    É por isso que almejam tanto o controle da imprensa, não suportam críticas nem divulgação dos escândalos dos governos petistas.

    Luís CPPrudente

    25 de maio de 2012 às 10h34

    O Lulipe deve ser um funcionário de confiança da famiglia Civita.

    A Ley de Medios tem que vir para melhorar os seus argumentos. Quem deseja controlar as informações e dizer o que é realidade e o que não é realidade são os órgãos das famiglias do PIG que monopolizam o noticiário atualmente.

    Luís

    25 de maio de 2012 às 08h09

    E outra coisa. Criar universidades e escolas técnicas, estabelecer pisos, aumentar a merenda, oferecer bolsas de estudos, investir em P&D não são favores. São OBRIGAÇÕES.

    Luís CPPrudente

    25 de maio de 2012 às 13h23

    São obrigações realmente, mas que não foram cumpridas pelo “xoque de jestão” do PSDB na era do finado FHC.

    Foi no governo de Lula que as universidades federais se multiplicaram, que foi criado a Lei do Piso. Isto nunca iria acontecer numa “jestão” tucana.

    Isto não exime o Governo Federal de lutar e exigir que o Congresso Nacional coloque em lei que 10% do PIB tem que ser gasto com a Educação.

    Isto não exime os governos petistas do Rio Grande do Sul e da Bahia de não cumprirem com a Lei do Piso.

    Isto mostra que, infelizmente, nenhum governo tem priorizado a Educação, incluído aí o Governo Federal e os governos estaduais de todos os partidos.

joão33

24 de maio de 2012 às 16h27

Azenha , voçe pode esclarecer quem são os autores do texto , será que há interresses menores por trás do modo que ocorre reinvidicações antes desta greve , acho que falta no seu blog mostrar o antes e o depois de negociações e ações , hoje temos até sindicalistas ligados ao psdb sindical , e partidos como psol , pstu , que atuam junto com a oposição . TALVEZ POSSA HAVER INTERRESSES MENORES LIGADOS AO ANDAMENTO DESTAS GREVES QUE PODERIAM SER CONDUZIDAS DE OUTRA FORMA , AFINAL NÃO VEJO AÇÕES PROPOSITIVAS DESSE PESSAAL DE ALGUNS TEXTOS DO SEU BLOG.

Responder

    Conceição Lemes

    24 de maio de 2012 às 16h58

    João, o autor do texto é o próprio Maurício Caleiro, como está no post. abs

    andre

    13 de julho de 2012 às 10h40

    Relamente a educação vai muito mal nesse país, você nem é capaz de identificar o autor de um texto. Ou será que isso foi em função de interesses menores (talvez maiores para o seu bolso…)

Rorschach

24 de maio de 2012 às 15h08

E não se esquecem dos servidores federais do Judíciário.

Estamos para fazer a maior greve desde os anos FHC.

Responder

Messias Franca de Macedo

24 de maio de 2012 às 14h23

… Imagine(m) a seguinte situação: após vários meses para ser recebidos por um Secretário de Estado, os representantes dos servidores públicos encaminham uma proposta, a exemplo da implantação de um Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos e/ou coisa que o valha… Ao fim do encontro, o preposto do governador afirma que irá analisar as demandas… Segue-se um vazio colossal, que dura, geralmente, meses e meses… Aí, nova reunião, e o governo apresenta uma, digamos, contraproposta que, invariavelmente, significa algo ininteligível, etéreo… Acredite(m): nem o próprio governo entende a proposição, o encaminhamento [pasme(m)!]. Reproduzindo o exposto no texto acima, escrito por Maurício Caleiro: a manifestação é típica de má vontade, o objetivo é protelar, tripudiando sobre os servidores públicos, achincalhando-os e penalizando-os impiedosamente, o carlismo com retoques de especificidades…
… Pois bem, imagine(m) este cenário: é a atual ‘Bahia de Todos Nós’ do PT da governança!…

NOTA: foram os servidores públicos que entronaram o atual grupo político! A resposta foi dada “aos que comeram poeira” durante as campanhas eleitorais: Viva o Otto Alencar, demais carlistas e os petistas da governança!…

(“Pense num absurdo! Na Bahia tem precedente!” Ex-governador *Octávio Mangabeira
*Tomando posse a 10 de abril de 1947, exerceu o governo até 31 de janeiro de 1951 – primeiro governador eleito após os anos da Era Vargas.)

Bahia de ‘Todos Nois’ Bananas
Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

24 de maio de 2012 às 13h41

… Querem ver o que é descaso, arrogância e teimosia no trato com os servidores públicos, venham visitar ‘A Bahia de Todos [os] “Nós”‘(sic) do governo Jacques Wagner, petista e ex-sindicalista ‘das portas das greves’!(idem sic)…
Lembrando o egrégio educador Paulo Freire: “O grande risco de uma revolução é a mesma não ser acompanhada de um processo de conscientização – os oprimidos de ontem, serão os opressores de hoje!” Dito e feito!

“Pense num absurdo! Na Bahia tem precedente!” Ex-governador *Octávio Mangabeira
*Tomando posse a 10 de abril de 1947, exerceu o governo até 31 de janeiro de 1951 – primeiro governador eleito após os anos da Era Vargas.

Bahia de ‘Todos Nois’ Bananas
Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Sr. Indignado

24 de maio de 2012 às 12h34

Parabéns ao VIOMUNDO. Parabéns Azenha.
São poucos os que divulgam essa luta.
Fico pensando se a Assessoria de imprensa da ANDES-SN não tem culpa também.
Cabe lembrar que a FASUBRA desfiliou da CUT.
Não são só os docentes, são TODOS os servidores públicos federais.
Sou a favor dos programas sociais do governos, importante para o País, mas se o governo insistir em afirmar que não pode dar o reajuste devido porque comprometeria esses programas, então quero um recibo dessa doação compulsória. Vai para o Imposto de Renda.

Responder

lulipe

24 de maio de 2012 às 11h16

Ontem policiais federais, rodoviarios federais e servidores da receita fizeram operação padrão na ponte da amizade.Praticamente pararam o fluxo de pessoas e veículos entre o Brasil e o Paraguai.Os servidores estão em busca de aumento salarial, bem como de uma melhor estrutura para os que trabalham nas fronteiras do país.Estão previstas paralizações mais abrangentes para o mês de junho.É bom o governo dos trabalhadores(pausa para gargalhar) abrir os olhos ou terá uma paralização em todas as instituições federais.

Responder

Flavio

24 de maio de 2012 às 11h04

Toda greve de trabalhadores é legítima e quanto a isso não há dúvidas.
Mas as longas greves dos professores universitários prejudicam única e exclusivamente os estudantes universitários, pois apenas as atividades de aula da graduação são interrompidas.
As atividades de pesquisa e mesmo da pós-graduação continuam, para não atrapalhar o financiamento.
Os salários continuam sendo pagos.
Mesmo a reposição de aulas é um grande arremedo.
O governo federal (no caso aqui o patrão) também não sofre qualquer prejuízo, uma vez que as atividades do governo e da sociedade seguem seu passo normal.

Responder

    Sr. Indignado

    24 de maio de 2012 às 12h55

    Opa… Os professores aceitam sugestões!
    Agora, uma coisa é clara, o culpado é o governo federal.
    O culpado é o Mercadantes, o Haddad, o Lula e a Presidenta Dilma.
    Fizeram muito pela educação, fizeram sim, mas é preciso terminar esse trabalho. Data base já.

    Leonardo Meireles Câmara

    24 de maio de 2012 às 16h48

    Muito mais prejudicada ficará a sociedade se a universidade continuar a ter uma carreira totalmente desinteressante para os melhores alunos. Não pense de forma egoísta e imediatista. Professores universitários também tem contas para pagar e, em geral, começam a trabalhar bem mais tarde, devido ao grau de especialização necessário para o ingresso no magistério superior. Aliás, com salários muito inferiores à profissionais com qualificação e importância para sociedade muito menores. Se a pós não para, é para não prejudicar os alunos de pós-graduação, que teriam perda irreparável.

    andre

    13 de julho de 2012 às 10h48

    em primeiro lugar seu argumento está errado: várias pós-graduações estão paradas, sou professor e paralisei minhas aulas na pós. O calendário é recomposto e o prazo de financiamento se refere ao período de defese de tese e não ao calendário de aulas (as defesas com prazo marcadas continuam sendo feitas) Em segundo lugar há uma falácia: doutarandos e mestrandos também são alunos e portanto seu argumento não cabe de que só os alunos são prejudicados. por último seu argumento é miópe (só enxerga o que está perto e não é capaz de enxergar o que está longe): o prejuízo de curto prazo com a paralisão das atividades universitárias é compensado por ganhos e/oou diminuição de prejuízos no longo prazo, como a garantia do caráter público e gratuíto da educação, profissionais qualificados e motivados e condições de estudo.

Fabio

24 de maio de 2012 às 10h49

Concordo com o artigo , educação só é lembrada em época de eleição depois fica pior do que já esta,qualquer partido só fala, não é feita nenhuma escola publica de excelência . Na Coreia tem professor com salários altíssimos, aqui ganham menos que uma faxineira.Cade o dinheiro do pre-sal? Estes caras tem que ser cobrados dia e noite , pode ser de qualquer partido.

Responder

Lu Witovisk

24 de maio de 2012 às 10h28

É minha gente, a situação é de lascar e a Dilma não é nem de longe a presidenta que eu imaginei que seria. Triste.

Mas o pior de tudo é que as eleições presidenciais se aproximam e não há no horizonte ninguém verdadeiramente disposto a lutar pelo real crescimento do país, que assuma o dever do Estado a fornecer educação, saúde e segurança pública e de qualidade.

Responder

pedro luiz

24 de maio de 2012 às 10h23

Concordando com o artigo do Sr. Mauricio Caleiro tenho duas concisderações a fazer:
A)-Os doutores e mestres das federais estudam por conta do erário público, ou seja o nosso dinheiro.
B)-Nós Brasileiros, assalariados, doutores em ginástica de finanças e carnês para pagar não nos “adestramos intelectualmente”, porque somos o zé povinho, somos os pais daqueles filhos que estudaram na escola pública para depois fazer “cursos” tidos com de menor relevância porque não temos dinheiro para pagar cursinho pré-vestibular, para o nosso filho cursar medicina…..Sim o MEC e seus conselheiros e outros trabalham, mais trabalham demais.Não é o governo, é o sistema, é a prioridade.Essa…tá longe que se concretizar. Agora comparar com FHC..aí realmente não dá.

Responder

Ted Tarantula

24 de maio de 2012 às 09h54

Ninguem pode ser contra os professores…claro…mas quando os vejo, no caso do ensino médio, frequentemente culpando a tecnologia pelos problemas da educação e pedindo que seja a mesma (tecnologia) banida das escolas (eles parecem acreditar que a tecnologia distrai e desvia a atenção dos alunos do que é importante (????????)mas na verdade acontece q eles mesmos – os mestres – nada sabem a respeito nem de ligar um computador e nada querem aprender..)então eu desisto do tema pq dá pra ver que o problema é muito mais sério…

Responder

Mardones Ferreira

24 de maio de 2012 às 09h49

Os comentaristas ”progressistas” que são ávidos em atacar o PIG e o desgoverno do FHC calam´se quando se trata em reconhecer que o governo do PT não deu passos seguros para evidenciar que a educação e a saúde são prioridades do PT, além da propaganda, como bem citado pelo professor no artigo.

Para ajudar as montadoras de veículos a manter seus lucros, o governo lança mão de redução de impostos e até isenção. O ministro Mantega entrega o jogo e diz que temia demissões no setor. Ou seja, as montadoras ameaçam com férias coletivas e demissões e o governo cede com isenções de impostos. Sem falar que essas montadoras foram benefiadas com todo tipo de privilégio para se instalarem no Brasil.

No educação, a situação é oposta: os professores vivem com salários ruins, condições de trabalho insuficientes e ainda amarga as mentiras das promessas do governo federal, que moveu mundos e fundos para evitar a destinação de um percentual maior do PIB para educação e saúde.

Ora, e a aliança da governabilidade com o PMDB do Sarney e do Temer serve para quê, além de proteger o Cabral? Como vemos, esta aliança não serve para melhorar a situação da educação no Brasil. E não só a educação universitária, mas a básica também. A maioria dos municípios não têm como arcar com o piso dos professores.

Pois é. Lá se vão 17 meses de governo Dilma e ainda vamos escutar a mesma coisa diante das greves: o governo mantém um canal aberto de negociações diferente do governo do FHC. No entanto, a comparação com o governo do sociólogo, como bem lembrada pelo professor, é desnecessária. Precisamos lembrar das promessas de campanha e do Brasil que o PT (há 9 anos e cinco meses no governo)deseja.

Parabéns ao Azenha e ao Vi o Mundo por lembrar dos educadores.

Responder

Elton

24 de maio de 2012 às 08h44

Se houver ensino de qualidade quem vai lucrar com a industria da educação?
Educação, saúde de qualidade não pode haver num governo neoliberal.

Responder

Luís

24 de maio de 2012 às 08h33

Uma perguntinha aos “progressistas”: O Maurício Caleiro agora virou golpista? Se rendeu ao “PIG” (que só é “PIG” quando convém)?

Responder

    Serrote

    24 de maio de 2012 às 20h36

    O PIG, ao que parece, também não está interessado em divulgar as mais do que justas reclamações dos professores das Universidades Federais, tão bem colocadas pelo Sr. Maurício Caleiro. E nem as queixas dos demais professores de todos os níveis, tanto das escolas públicas como particulares. E enquanto forem tratados dessa forma todos os professores, não teremos os país que gostaríamos de ter. Talvez tenha chegado a hora de exigir dos nossos representantes que deem ao assunto a atenção que ele merece, não durante a campanha eleitoral, mas por toda a duração do seus mandatos.

ProfeGélson

24 de maio de 2012 às 08h24

Por essas e outras é que o governador Tarso/PT/RS, já está sendo chamado de Farso…

Responder

Yarus

24 de maio de 2012 às 07h28

Fora de pauta.

“Divulgação de grampos expõe Rosalba e Agripino

Um obscuro blog do Rio Grande do Norte está fazendo um barulhão: o jornalista Daniel Dantas divulgou, em seu blog homônimo, um acervo de interceptações telefônicas legais, geradas em 2006, um ano eleitoral – e que agora botaram em maus lençóis a atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Na época, ela era candidata ao Senado; e as gravações revelam a maquinaria financeira de como se faz uma senadora. Ou não.

São 42 as interceptações originárias de Galbi Saldanha. Ele aparece conversando com o marido da governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto, com o senador José Agripino Maia (DEM-RN) e com outros interlocutores, tratando de assuntos relacionados à movimentação financeira da campanha de Rosalba para o Senado em 2006. Na maioria das escutas, o “primeiro-damo” Carlos Augusto Rosado e o então assessor Galbi Saldanha tratam das negociações financeiras pesadérrimas.

Na gravação, o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, trata de pagamentos. O advogado Felipe Cortez, que defende a governadora Rosalba Ciarlini, diz que tudo é besteira: sustenta que a Procuradoria-Geral da República (PGR) promoveu o arquivamento do processo que tratava dos vídeos em 2009 por falta de indícios de crime. Na maioria deles, o “primeiro-damo” Carlos Augusto Rosado e o então assessor Galbi Saldanha tratam das negociações.

As conversas já ganharam repercussão nacional. Em seu blog, o jornalista Cláudio Humberto repercutiu nota de José Agripino negando qualquer irregularidade. O conteúdo das conversas chegou a ser encaminhado à Procuradoria Geral da República, que arquivou o material por falta de substância. As conversas, contudo, expõem as articulações de bastidores eleitorais…” LER MAIS; OUÇA:
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/60753/Divulga%C3%A7%C3%A3o-de-grampos-exp%C3%B5e-Rosalba-e-Agripino-publica%C3%A7%C3%A3o-Grampos-exp%C3%B5e-Rosalba-Agripino-DEM.htm

Responder

Paulo

24 de maio de 2012 às 07h13

Aí vem o pentelho militante e começa a defesa do governo Dilma&Lula: “Mas na época de FHC bibibi e bobobó”

O que eu quero saber é até quando o FHC vai ser usado como alavancagem de argumentos eleitoreiros da situação, que vale lembrar, não é mais oposição já se vão longos 11 anos. Daqui a pouco passam 20 anos, que foi o tempo que a Coréia do Sul levou para reformar todo o sistema educacional, e ainda teremos estes politiqueiros oportunistas do fedor do defunto que morreu, mas que já foi enterrado pela história.

Na verdade, eu estou é sentindo um cheiro de carniça nova!

Responder

Romanelli

24 de maio de 2012 às 06h51

INFELIZMENTE o Brasil precisa regular melhor suas greves ..o que vemos hoje é um festival de arbitrariedades e violência

GREVE é instrumento válido contra a MAIS VALIA, jamais contra a cidadania

Justiça, segurança, saúde, educação, transportes, telecomunicações e energia, portos e aeroportos, forças militares são, das que agora lembro, atividades que afetam TODA a sociedade, notadamente quem pode fazer muito pouco pelos pleitos

E já repararam ? ..a maioria destas greves ABUSIVAS termina com a justiça declarando a ilegalidade e interferindo nas demandas dos ofendidos ..ORAS, pelamordedeus, que então busquemos de melhores instrumentos de aferição e DIREITO para que a justiça decida e delimite o atrito antes que ele provoque de outras INOCENTES vítimas

..fora, claro, para inibirmos a ação de grupos politizados que MANIPULAM DADOS (como salário, carga horária, benefícios etc) e que a rigor muito pouco ou quase nada contribuem até para com a imagem dos trabalhadores

Responder

Jaime

24 de maio de 2012 às 04h47

De um lado, o programa que paga vagas para estudantes em instituições privadas, onde os empresários da educação mais uma vez se penduram nas verbas do governo para continuar seu empreendimento capitalista sem concorrência – uma jabuticaba, diga-se de passagem – e do outro lado, alguns milhares de bolsas para os bem dotados irem estudar em instituições estrangeiras. É, só mesmo em termos relativos é que dá para continuar tentando trabalhar com esse “governo”. O que o salva é apenas a comparação com os anteriores, mais especificamente daquele do companheiro do Menem, mais propriamente chamado o governo do Fundo do Poço. E finalmente, mas não menos importante, não é só os professores, mas o funcionalismo de modo geral que está sendo tratado dessa forma. Belo discurso, esse de valorizar os serviços públicos.

Responder

Leonardo Meireles Câmara

24 de maio de 2012 às 03h38

Você confiaria em alguém cujo discurso fosse dissociado da prática? Não? Então assista:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Xd94zNewo00

Responder

iza

24 de maio de 2012 às 02h23

Na verdade, eu sou povão, metalúrgico e pião.
Todo pião, como eu, gostaria de saber quanto recebeu de aumento nos últimos 10 anos os professores das universidades federais.
E quanto receberam os piões?
E trabalhador de uma fábrica como eu?
Em minha cidade, interior de Minas, tem uma universidade federal.
O “mundo” desses “caras” é totalmente diferente de qualquer pessoa “normal” que eu conheço em minha vida.
Eu já vi greve de pião de empresa privada em solidariedade aos professores de escolas federais.
Nunca vi esses “intelectuais” fazerem os mesmo (e sem perder o emprego)
Greve, com CULHÃO, faz quem pode perder o emprego de verdade.
Quem tem coragem de passar fome com os filhos, sem o salário no fim do mês.
Será que esses malucos das universidades estão com saudades de FHC e quadrilha?
Deus!!!
O Povo brasileiro tem que ter muita.
MUITA paciência.

Responder

    Leonardo Meireles Câmara

    24 de maio de 2012 às 22h13

    Prezado Sr. Iza, Sou professor universitário federal, mais precisamente professor associado I da UFES com doutorado e pós doutorado. Não considero que o mundo do senhor seja em nada diferente do meu. Até porque meu pai foi “peão”, como o sr. sustenta que é. Trabalhava como mecânico. Se cheguei até aqui, foi por sacrifício de meu pai na minha educação, da minha própria e em grande parte dos meus professores (principalmente os universitários) que me ensinaram a desejar um futuro melhor pra mim e para o meu país. Sou pai de família, também pago contas e todos os dias luto para que os filhos de gente como o sr. tenham o mesmo tipo de oportunidade que eu tive. O Sr. acredita que a universidade vai continuar a propiciar um futuro melhor aos filhos do Brasil gerando gente que promova seu progresso caso não recebam condignamente? Verão os jovens interesse em ser professores e ensinar aos novos como utilizar o legado cultural da humanidade para progredirmos como monges? O futuro do país e os empregos que nele são gerados dependem visceralmente do que se realiza na universidade tanto em nível de ensino, como de pesquisa e extensão. Muitas das empresas que geram os empregos que o sr. precisa para trabalhar, por exemplo, vem nos procurar para conseguir gerar a inovação de que precisam para competir no tal mercado. Entendo que sua opinião se baseia fortemente no fato de desconhecer este tipo de trabalho. Que, quer o sr, creia ou não, tem impacto na sua mesa. Saudações cordiais.

Educação só é prioridade para o governo Dilma nas propagandas eleitorais | OCOMPRIMIDO

24 de maio de 2012 às 02h06

[…] por Maurício Caleiro, em seu blog,  sugerido por Maria Salete Magnoni. Via VioMundo. […]

Responder

Jorge Portugal

24 de maio de 2012 às 01h33

Azenha, quero te parabenizar por ter retirado a CAPTCHA, se colocar outra vez, coloque numeros.Valeu! desculpe-me mas aquelas letras é coisa de maluco, muitas vezes eu troquei as letras umas 15 vezes para entender uma.

Responder

Geralda

24 de maio de 2012 às 01h05

Onde está o Ministério da Educação? Parece que o Ministro nunca pertenceu a educação, e não sabe que uma nação que não prioriza está fora do desenvolvimento.Acorda Brasil, do contrário seremos o país do analfabetismo com força…

Responder

josaphat

23 de maio de 2012 às 22h58

O artigo é ponderado, como deve ser a opinião de alguém que é claramente de esquerda.
Daí fazer concessões quando compara com FHC.
Mas deixa eu dizer que tenho uma longa vivência – 15 anos – com educação e cultura com governos petistas em BH e Contagem.
A ação é sempre a mesma: Usar a experiência sindical para se antecipar aos sindicatos dos professores(em grande parte incompetentes por sua vez),a máquina (mídia, legislativo e judiciário) e ignorar solenemente a categoria.
Agora fazem o mesmo a nível federal.
Digo e repito: Não sabem o que fazer com a educação.
São uns calhordas.

Responder

Gil Rocha

23 de maio de 2012 às 22h46

Eu gostaria de saber, em
qual governo os professores
já foram devidamente valorizados.
E a educação como um todo.
“A greve dos professores das universidades e
institutos federais é, antes de mais nada, desnecessária”.
Isto é o que afirma o autor lá no começo.
Bem, eu posso estar errado mas ele faz esta afirmação
para depois dizer que a greve acontece, porque o governo
não cumpriu o prometido.
Mas a greve justamente acontece quando promessas não são
cumpridas pelos empregadores.
Ou quando funcionários querem melhorias salariais e de trabalho.
É o óbvio, ou não?
O empregador geralmente não cumpre com as promessas, quando não
quer ou quando não pode.
O autor não deixou claro em quais destas posições o governo se
encontra.
Mas a verdade é que eu não entendi por que a greve é desnecessária.

Responder

    Leonardo Meireles Câmara

    24 de maio de 2012 às 02h56

    Pelo que entendo, porque o governo Dilma age de forma débil. São seus erros que tornam necessária a greve.

    abolicionista

    24 de maio de 2012 às 09h05

    Os professores, em São Paulo, foram devidamente respeitados durante a prefeitura de Luiza Erundina. Os professores da prefeitura, por conta disso, ganham um salário bem mais elevado que os professores estaduais, possuem plano de carreia, trabalham em escolas mais equipadas e obtém melhores resultados. É claro que, de lá para cá, a situação vem se deteriorando. Agora, se não dá para fazer greve nem quando falta papel higiênico? Vai fazer como, limpar com jornal?

    Strupicio

    24 de maio de 2012 às 09h48

    haãããããããããããã????? cuma????? explica prum retardado aqui o que quis dizer?

    Marta

    24 de maio de 2012 às 10h21

    Releia o parágrafo.

    Josue Levino

    24 de maio de 2012 às 10h22

    Gil Rocha.
    Sobre o empregador não cumprir com a promessa feita.Não importa se ele pode ou não, pois se firmou um acordo, fez uma promessa, este é obrigado a cumpri-la e, qualquer consequência do não cumprimento é responsabilidade do próprio.
    Quem faz greve , quando legítima, está buscando seus direitos ou melhorias. ambos os motivos são corretos. Quando o governo vai empurrando com a barriga a situação , até chegar a ponto de professores de Universidades Federais pararem as aulas, mostra apenas a incompetência do Governo.

Fabio Passos

23 de maio de 2012 às 20h55

A situação é lamentável:
– escolaridade média da população brasileira: 7,3 anos
– 14 milhões de analfabetos
– 86% dos jovens de 18 a 24 anos fora do ensino superior

Se não houver ruptura estaremos condenados ao subdesenvolvimento.

A demanda para corrigir isto é conhecida: 10% do PIB em educação.

“Organizações exigem 10% do PIB para a Educação”
http://www.cnte.org.br/index.php/comunica%C3%A7%C3%A3o/noticias/10192-organizacoes-da-sociedade-civil-realizam-mobilizacao-para-exigir-10-do-pib-para-a-educacao

Responder

    EUNAOSABIA

    24 de maio de 2012 às 09h04

    A situação é lamentável:
    – escolaridade média da população brasileira: 7,3 anos
    – 14 milhões de analfabetos
    – 86% dos jovens de 18 a 24 anos fora do ensino superior]

    Levanta a mão pro céu rapaz, vocês estão no poder em cima dessa situação, fosse um povo escolarizado e culto vocês jamais existiriam.

    Te toca velho, agrade essa condição, antes de tudo.

    Julio Silveira

    24 de maio de 2012 às 11h44

    Robo, vc que defende o governo FHC deveria ser o ultimo a vir aqui demonstrar essa hipocrita critica. Por que durante o governo que voce defendeu o professor e lixo eram a mesma coisa e onde governa seu partido ainda são. Por favor deixem aqueles que querem melhorar a partir de conquistas alcançadas falarem. Gente como voces que nada fizeram devem calar e apenas torcer contra, como sempre, mas não se manifestar hipocritamente, se aproveitando de um momento de justa reinvindicação profissional. Só quem não conhece voces é que podem comprá-los. Seu oportunista.

    abolicionista

    31 de maio de 2012 às 18h57

    A ignorância é um problema grave mesmo, principalmente aqui em São Paulo, onde qualquer cabeça-de-bagre pode vestir uma farda e sair distribuindo pancada na população.

    Filipe Rodrigues

    24 de maio de 2012 às 11h57

    Culpa do federalismo, a nossa constituição dá autonomia para estados e municípios (não estou dizendo que sou contra, até porque seria muito poder para um único governo).

    Cristovam Buarque apresentou uma proposta quando concorreu a presidência, que toda a educação pública seria gerida pelo governo federal, realmente se toda a educação fosse comandada por Brasília o ensino público no Brasil estaria num patamar melhor.

    O governo federal valoriza a educação, mas muitos governadores e prefeitos preferem fazer choque de gestão, por que será que o Piauí e o Acre tem uma escola pública melhor que São Paulo e Minas?


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