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Ivan Valente: Quais empresas colaboram com a espionagem?

07 de julho de 2013 às 22h18

Segundo gráfico publicado no Guardian, o nível de espionagem da NSA no Brasil foi equivalente ao da Rússia (vai do verde escuro ao vermelho)

por Luiz Carlos Azenha

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) vai propor que a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados convoque o embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon, para dar esclarecimentos sobre a espionagem maciça feita pela Agência Nacional de Segurança (NSA), através do monitoramento do tráfego de mensagens de e-mail e de telefonemas que tiveram como origem e destino o território brasileiro. O mesmo pedido deverá ser feito no Senado por Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Ivan também quer saber quais são as empresas baseadas em território brasileiro que colaboraram com a espionagem de um governo estrangeiro.

A denúncia original sobre a atuação da NSA foi feita pelo funcionário terceirizado Edward Snowden. Ele está em Moscou aguardando resposta aos pedidos de asilo que fez depois de vazar as informações.

Snowden é acusado pelo governo de Barack Obama de … espionagem!

Três países — Venezuela, Bolívia e Nicarágua — já responderam afirmativamente aos pedidos de Snowden. Ele entregou documentos ao jornalista Glenn Greenwald, do diário britânico Guardian, autor das primeiras reportagens sobre a espionagem maciça.

Greenwald, por sua vez, colaborou com uma reportagem publicada neste domingo no diário direitista carioca O Globo. Os dados sobre o Brasil são vagos: não identificam empresas, nem alvos de espionagem, nem detalham o tipo de informação coletada.

Na semana passada, a revista alemã Spiegel já havia denunciado — também com base nos documentos de Snowden — a espionagem maciça da NSA em território alemão, fazendo referência a uma parceria dos arapongas com 80 corporações mundiais.

O governo dos Estados Unidos nega que a NSA tenha tido acesso ao conteúdo de mensagens, sejam de e-mail ou de telefonemas. O objetivo seria apenas o de monitorar padrões de comportamento de usuários das redes, através da chamada “metadata” — horários e números de chamadas telefônicas, por exemplo — que seriam capazes de revelar indícios de envolvimento com terrorismo. No passado, é bom lembrar, Washington também negou envolvimento em dezenas de operações clandestinas.

No sábado o New York Times fez uma revelação bombástica sobre a espionagem da NSA nos Estados Unidos. Segundo o jornal, o tribunal secreto de 11 juízes encarregado de dar autorização para o trabalho doméstico da NSA — a Foreign Intelligence Surveillance Court, corte conhecida como FISA — tem permitido a coleta de informações num campo muito mais amplo que o terrorismo: espionagem, proliferação nuclear e ataques cibernéticos, entre outros.

A própria existência da FISA é questionada, já que é uma corte secreta, cujas decisões não são publicadas e que ouve apenas os argumentos do governo — completamente fora dos padrões clássicos da Justiça.

O trabalho da NSA fora dos Estados Unidos não depende de autorização judicial. Em tese, ela poderia fazer de espionagem industrial a monitoramento de movimentos sociais, do acompanhamento das mensagens trocadas por políticos e amantes no Facebook a espionagem para saber de quem o governo brasileiro pretende comprar caças para a Força Aérea.

Isso, frisamos, em tese, já que a denúncia publicada em O Globo é vaga.

O escândalo em torno do trabalho da NSA em escala global deve se aprofundar. Como escreveu Greenwald em sua coluna no Guardian:

Existem muitas outras populações de países não-adversários que foram submetidas ao mesmo tipo de vigilância maciça pela rede da NSA: na verdade, a lista das que não foram é bem menor que a lista das que foram. A alegação de que existem outras nações engajadas no mesmo tipo de vigilância global indiscriminada não tem base factual. O que os dois artigos [publicados na Alemanha e no Brasil] detalham é que a vigilância indiscriminada de populações de países amigáveis é parte do programa Fairview. Sob aquele programa, a NSA faz parcerias com uma grande empresa de telecomunicações dos Estados Unidos, cuja identidade ainda não é conhecida, e aquela empresa faz parcerias com empresas de telecomunicação de países estrangeiros. Estas parcerias permitem à companhia dos Estados Unidos acesso aos sistemas de telecomunicação daqueles paises, e o acesso então é explorado para dirigir o tráfego aos repositórios da NSA.

É o nome destas empresas que o deputado Ivan Valente pretende descobrir.

Nomes de companhias que colaboram com a NSA já foram vazados nos Estados Unidos pelo jornal Washington Post, que publicou quatro slides marcados top secret (um deles, acima) sobre o programa Prism, através do qual a NSA coleta dados de e-mail, chats de voz e vídeo, vídeos, fotos, arquivos, chamadas VoIP, transferências de arquivos, conferências de vídeo, logins, detalhes do comportamento em redes sociais e “pedidos especiais”. As empresas são a Microsoft, Google, Yahoo, Facebook, PalTalk, You Tube, Skype, AOL e Apple. O Prism é voltado para alvos estrangeiros que operam fora dos Estados Unidos.

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Ivan Valente enfrentará dificuldades nas investigações no Brasil. Os contratos assinados pelas empresas de telecomunicação com os clientes garantem confidencialidade. Em tese, as empresas ficariam expostas a uma série de ações legais por parte da clientela.

O parlamentar do PSOL também afirma que as redes sociais cresceram muito rapidamente no mundo e ainda não foi possível avaliar o impacto que tiveram na soberania nacional.

Pode começar pela leitura deste artigo: Google, You Tube e Facebook tem lado. O do Departamento de Estado.

Clique abaixo para ouvir a entrevista de Ivan Valente:

ivan

Leia também:

Ignacio Ramonet: Serviços de espionagem já controlam a internet

Spiegel: A aliança entre a NSA e 80 corporações globais

Três países oferecem asilo a Edward Snowden

Gleen Greenwald: Grande mídia dos EUA é escudo e megafone do poder

 

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Ivan Valente: Quais empresas colaboram com a espionagem? - Ivan Valente

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Bob Fernandes: FHC diz não saber de espionagem da CIA; fatos desmentem « Viomundo - O que você não vê na mídia

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Ivan Valente: Quais empresas colaboram com a espionagem? | Ivan Valente

09/07/2013 - 22h55

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Lafaiete de Souza Spínola

09/07/2013 - 18h20

A NOSSA SEGURANÇA DEPENDE, PRINCIPALMENTE, DE INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO.

Está disponível na internet uma grande gama de informações esclarecedoras; muito bem fundamentadas e algumas foram comprovadas com os vazamentos de documentos sigilosos pelo Wikileaks; de que nosso desenvolvimento tecnológico sofre sabotagens de todo tipo, daqueles que não desejam ver o nosso país no cenário internacional com produtos de alto índice tecnológico.

O interesse é que sejamos, exclusivamente, fornecedores de comodities!

Vejam, só, como exemplo, os revezes e sabotagens praticados ao PROJETO ESPACIAL BRASILEIRO, tendo seu ápice na explosão da base de Alcântara, quando tudo foi destruído e as vidas de 21 cientistas foram ceifadas, em 22 de agosto de 2003.

Até nossos satélites para uso nas telecomunicações, na vigilância do desmatamento, no monitoramento do clima estão sendo lançados no exterior, apesar de Alcântara ser um local privilegiado para essa atividade. Os interesses mesquinhos entrelaçam-se.

A sabotagem indireta é um ataque silencioso e muito perverso que o Brasil e o seu Programa Espacial vêm sofrendo, sem tréguas, já faz mais de 20 anos. Tudo isso acontece porque recebem a ajuda e cooperação dos mesmos que lutam contra a educação no Brasil.

Sem tecnologia, seremos vulneráveis e dependentes!

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

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Kazuhiro Uehara

09/07/2013 - 10h54

A Rede Golpe é uma delas, a própria que fez a reportagem! Fruto de um golpe militar ditatorial e autoritaria!!!

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Marat

08/07/2013 - 21h09

Eles querem ser onipresentes, onipotentes e oniscientes… foi assim que aprendi o conceito do Deus ocidental… se isso for um Deus, prefiro outra coisa…
Aquele traste de país está cada vez mais sujo, e agora quer impor sua dronecracia… ou gosta deles, ou será preso ou assassinado… ame-os ou morra!

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Antônio David: Solução brasileira ou islandesa? - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/07/2013 - 20h50

[…] Ivan Valente: É preciso descobrir quais empresas de telecomunicação colaboram com a espionagem de… […]

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José Sena

08/07/2013 - 18h15

Senhores,

Vamos nos preparar para o pior: entregar nossa soberania e independência aos estados unidos, porque não temos nenhuma condição de nos defender. Nossas forças armadas estão sucateadas, nossas empresas estratégicas foram quase todas dadas aos estrangeiros, nossa elite é traidora e com complexo de vira-latas. Os estados unidos negociam com suas 80.000 toneladas de diplomacia (porta aviões) nós só temos o Patriota.

Que o pai celestial nos ajude…

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Todd Gitlin: O que fazer com uma classe política trancada em seu próprio universo? - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/07/2013 - 18h04

[…] Ivan Valente: Quais empresas colaboram com a espionagem de Washington? […]

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Regina Braga

08/07/2013 - 18h00

A primeira entrevista deveria ser feita com o FBHC…afinal ele deixou que os escritórios da CIA e NSA ficassem em Brasília…ele tinha que saber como conduzir o País de acordo com Clinton,Bush e…Mas o Livro Quem Pagou a conta? tbém pode ser consultado pelo deputado,já está nas livrarias do Brasil.

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Carlos

08/07/2013 - 17h19

É uma confirmação da venda de setores estratégicos vendidos a empresas multinacionais, isso continua nesse atual governo, portos, aeroportos, hidrelétricas, petróleo, e no anterior, telefonia, jazidas minerais, setor bancário etc. Um dos esquemas é privatizar tudo estrangulando o estado, fazendo com que em caso de rebeldia sejam castigados com majoração, desabastecimento, falhas, desinformação, diminuição de investimentos, especulação etc.

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Sindicato: Nenhuma tele associada fornece dados que possam quebrar sigilo dos usuários - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/07/2013 - 17h16

[…] Ivan Valente: É preciso descobrir quais empresas de telecomunicação colaboram com a espionagem de… […]

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Indio Tupi

08/07/2013 - 16h11

Aqui do Alto Xingu, os índios encontram, sobre a matéria, algumas informações também em:

http://www.guardian.co.uk/world/the-nsa-files

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renato

08/07/2013 - 15h50

Eu me lembro de um espião que morreu envenenado no
hospital. Numa época atras.
Será que os EUA, não estaria exterminando alguns de
seus agentes.
E o Egípcio que foi preso no Brasil…??? Que não
mostraram o rosto dele no tele jornal.
E os caras que começaram a baderna nas manifestações
já foram devidamente identificados.
Ou já voltaram para seus países, depois da Copinha?

Responder

Ramalho

08/07/2013 - 14h54

A onda democrática que varre o país e se propõe a produzir nova política sem políticos e sem partidos depende, curiosamente, completa e inteiramente, de coisas como “Facebook”, “Twitter” e “Google” (do Google, aliás, todos dependemos, inclusive blogs auto rotulados independentes) e, marginalmente, do Youtube. Mesmo iniciativas mais embasadas com vistas ao aprimoramento da democracia brasileira apoiam-se nessas coisas.

Google, Twitter e Facebook são coisas relativamente novas que reforçam e perpetuam o velho esquema de dominação internacional (dominação que historicamente sempre se assentou na superioridade tecnológica). Essas empresas reforçam a dependência cultural e tecnológica dos países periféricos em relação aos centrais (especialmente os EUA) pela introdução de instrumentos que imiscuem-se em nossa vida diária, que tornam-se imprescindíveis e dos quais não dominamos a tecnologia, a planta de produção e tampouco as decisões sobre eles.

O marketing das multinacionais por trás de Google, Facebook etc. dirige-se aos jovens (e aos “modernos”); assenta-se em coisas como novidade, rebeldia e sucesso dos eternamente jovens e “geniais” donos dessas empresas. Os produtos delas sustentam comunicação audiovisual, coisa da moda; a tecnologia de uso é muito simples, basta clicar, arrastar, largar, copiar, colar. Para a juventude classe média, público-alvo das ações mercadológicas, é sopa no mel, nem precisa de pensar. A turma, então, adota os serviços com o entusiasmo dos que se querem up to date.

A adesão cega lembra a história da tribo indígena que trocou arco e flecha, instrumentos essenciais para caça e defesa, por espingardas que o dominador lhe doou. A tribo torna-se dependente das munições que não sabe produzir (e, tampouco, as espingardas) e desaprende a fazer e usar arco e flecha. Torna-se dependente tecnologicamente (fábula pedagógica de Ivan da Costa Marques sobre dominação tecnológica), e sua sobrevivência passa a ficar nas mãos de terceiros.

Os serviços que sustentam “redes sociais” são de propriedade de poucas empresas estrangeiras. A concentração (embora haja muitos serviços concorrentes que não “falam” uns com os outros – imagine o mesmo com operadoras telefônicas) deve-se, em parte, ao comportamento bovino de uma classe média sempre disposta a aderir a modismos “conspícuos” – e por conspícuo entenda-se tudo o que vem de fora e destine-se ao exercício de futilidade – além, obviamente, da propensão de seguir o líder (a turma do Twitter usa a característica para ganhar dinheiro).
Parte da Internet serve para a publicação de fotos, seguimento de notórios, marcação de confrontos entre torcidas, namoro, articulação de passeatas, propagação boatos e mentiras, etc., coisas que podem ser coletivamente caracterizadas como entretenimento. Entretenimento premia com prestígio e dinheiro os que o promovem, daí o sucesso de Facebook, promotor de boa parte disso.

O sucesso do Facebook tornou-o instrumento preferencial de articulação de grande grupo de pessoas, tornou-o, na prática, jornal virtual mais flexível, ágil e efetivo do que jornais e blogs, tornou-o um jornal viral feito a milhares de mãos e, por isto, com enorme penetração. Nessa esteira, a classe média passou a usar a “rede social” também para fazer política, política movida a bordões rasos de 140 caracteres, textos curtos, palavras de ordem, fotos e coisas assemelhadas, um claro reducionismo da política que o meio (os serviços que sustentam as redes sociais) impõe a todos os usuários (quer políticos, quer não).

En passant, vale enfatizar que os recentes movimentos políticos promovidos pela classe média dependem completamente de multinacionais com base fora do país (coisa impensável há alguns anos). Sem elas, os movimentos seriam inexequíveis por impossibilidade material de articulação eficiente dos militantes.

Órgãos de segurança americanos perceberam o potencial de articulação das redes sociais (Obama, dentre outros políticos americanos, já havia se dado conta desse potencial, tanto que usou-as em sua campanha) e os “gargalos” que possuem (poucas empresas explorando o serviço no mundo, concentração do tráfego em determinados pontos etc.). Com a cumplicidade das empresas provedoras desses serviços mais o Google, segundo denúncias, tais órgãos estão a usar os bancos de dados delas para vigiar cidadãos do mundo inteiro (além de outras fontes, como servidores de e-mails e, mesmo, apropriação de mensagens que trafegam pela rede).

Neste momento, portanto, a renovação democrática brasileira pretendida pela classe média brasileira depende de serviços prestados por multinacionais com base no exterior (serviços que podem ser interrompidos por elas se e quando desejarem). Mensagens estão sujeitas à bisbilhotice de governos estrangeiros, como denunciou Snowden. Até o sistema de apuração da justiça eleitoral, tão criticado fundamentadamente por Brizola, é seguríssimo quando comparado com sistema equivalente assentado na Internet. Há mais. Será que chegou-se ao ponto em que “só resta cantar um tango argentino”, como diria Bandeira?

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J Souza

08/07/2013 - 14h17

É… Sempre haverá loucos que querem dominar o mundo!
Do império Persa ao império Americano, o mundo mudou muito pouco…

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trombeta

08/07/2013 - 13h39

Há tempos venho dizendo que tá cheio de gringo com olho no Brasil, o país, hoje, é um importante concorrente econômico de países centrais do capitalismo e como tal é alvo de espionagem, principalmente, no campo comercial.

Além de tentar descobrir os colaboradores internos, urge ao Brasil colocar no plano estratégico o desenvolvimento de defesa cibernética e sistemas alternativos de informação contando com competentes profissionais lotados nas forças armadas.

Outra providência é o acompanhamento das operações de ONGs estrangeiras em território nacional, não sejamos ingênuos faz parte do DNA dos EUA espionar países contando com o recrutamento de todo o tipo de atividade operante em países alvos.

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Brasília abrigou base dos Estados Unidos de espionagem por satélite - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/07/2013 - 12h22

[…] Ivan Valente: É preciso descobrir quais empresas de telecomunicação colaboram com a espionagem de… […]

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Paulo Oliveira

08/07/2013 - 12h06

No dia 11 de junho, portanto, há quase um mês, eu fiz um pequeno comentário à entrevista do Edward Snowden publicada na Carta Maior (http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22176): as revelações dele “NÃO SÃO NOVAS. A novidade é que, agora, temos documentos oficiais e um testemunho que avalizam o que já se sabia. Em síntese, o que Snowden revelou é que a NSA (Nattional Security Agency): a) por meio da Verizon e de outras grandes operadoras de telecomunicações dos EUA armazena todas as informações de quem fala com quem, de onde para onde, de que forma, quando e por quanto tempo; b) armazena os dados (fotos, vídeos, e-mails, downloads, vídeos conferências, compras pela internet, transações financeiras, etc.) dos usuários de todos os principais serviços da Internet (por enquanto, 9 foram citados: Google, Facebook, Apple, Microsoft, Yahoo, AOL, Youtube, Skype e PalTalk). Ele também revelou o teor da Presidential Pollicy Directive/PPD-20 (http://www.guardian.co.uk/world/interactive/2013/jun/07/obama-cyber-directive-full-text), que define as diretivas presidências dos EUA para o estabelecimento, pelas autoridades que nomeia, de alvos para ataques cibernéticos. O Cryptome (http://cryptome.org/; ver os posts a partir do dia 7 de junho) já contextualizou as informações divulgadas. No entanto, para mim, o mais importante até aqui ainda não foi devidamente valorado pela mídia tupiniquim. No mapa divulgado pelo The Guardian (http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/08/nsa-boundless-informant-global-datamining#_), o Brasil e a Rússia estão marcados com a mesma cor, ou seja, para a NSA, o grau de prioridade na coleta de dados, em escala global, é o mesmo para o Brasil e a Rússia. A Alemanha já estrilou, pois é o único pais europeu marcado com amarelo”. Desde então, outras revelações se sucederem por meio da parceria do Snowden com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald (http://www.guardian.co.uk/commentisfree/series/glenn-greenwald-security-liberty), do jornal britânico The Guardian (http://www.guardian.co.uk/world/the-nsa-files). Entre as novas revelações destaca-se o programa TEMPORA, muito bem sintetizado pelo Cryptome (http://cryptome.org/2013-info/06/gchq-bude/gchq-bude.htm), por meio do qual EUA (NSA) e Inglaterra (GCHQ) espionam os cabos de fibra ótica que transmitem as chamadas telefônicas e a internet. A matéria de hoje (7 de julho) do O Globo apenas detalha um pouco mais o que JÁ ERA SABIDO. Repito: o que Edward Sondew divulgou NÃO É NOVIDADE. A novidade está no cinismo descarado dos governos europeus e brasileiros que sempre souberam o que acontecia e, até então, nada haviam feito. No caso específico dos europeus (e o governo brasileiro?), eles não só sabiam como COLABORARAM com a NSA, conforme esclarecedora entrevista do Wayne Madsen ao PrivacySurgeon.org (http://www.privacysurgeon.org/blog/incision/former-nsa-contractor-warns-of-murky-interception-arrangements/). Esta informação foi PUBLICADA E REMOVIDA PELO THE GUARDIAN (http://www.guardian.co.uk/world/2013/jul/01/european-private-data-america). No entanto, o que o The Guardian SUPRIMIU PODE SER ECONTRADO AQUI (http://www.newssniffer.co.uk/articles/658994/diff/0/1). Posso estar enganado, mas acredito que o PRISM e, talvez, o TEMPORA, se universalizem por meio do ECHELON (http://www.europarl.europa.eu/sides/get). Para maiores detalhes acerca dos diferentes sistemas de vigilância em âmbito mundial, recomendo o verbete da Wikpedia (http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_government_surveillance_projects). Ao fim e ao cabo, o que fica escancarada ainda é a vontade do Império e a subserviência de seus vassalos.
Quanto à iniciativa do Deputado Ivan Valente, de “convocar” (acredito que o correto seja convidar) o embaixador norte-americano para prestar esclarecimentos, deve ser apoiada. No entanto, deputado, não perca tempo em querer saber quais as empresas baseadas em território brasileiro que colaboraram com a espionagem de um governo estrangeiro. A NSA simplesmente não precisa, com a tecnologia do PRISM, do TEMPORA e do ECHELON, pedir autorização ou auxílio de ninguém. Sugiro que parlamentar se concentre nas razões pelas quais o governo brasileiro somente agora fingi adotar alguma iniciativa.

Responder

    Julio Silveira

    08/07/2013 - 12h31

    Para mim, analise irretocável.

    renato

    08/07/2013 - 15h44

    Cumpriu todos os requisitos da verdade na net.
    Se cumpriu parabens.

Francisco

08/07/2013 - 11h38

A única retaliação concreta que o Brasil pode fazer ao fato é dar asilo para o gringo que fez o que a ABIN não faz…

Responder

    Samir

    08/07/2013 - 11h57

    Ninguém quer essa mala. Já temos o Battisti.

    Edilasir Afonseca

    08/07/2013 - 19h26

    Eu quero. E sou alguém.

Bertold

08/07/2013 - 09h36

É certo que o escândalo da espionagem na telecomunicações ganhou uma dimensão importante. Ao colocar a maioria das pessoas a par no mundo do que de fato sempre ocorreu. Quem acompanha outras coisas na internet, além do trivial e redes sociais, sabe que a OTAN por todos os seus países membros começaram a implantar na década de 80 um grande projeto nesse sentido chamado “Echelon”. Naquela época ainda tinha o “inimigo” real representado pela URSS mas depois tudo se voltou para a ameaça representada pelos movimentos democráticos emergentes. O fim do “comunismo” no leste era desejado mas a democracia política não.

Responder

    francisco niterói

    08/07/2013 - 13h33

    E entre uma e outra espionada para fins politicos, uma espionada industrial e comercial pra favorecer as empresas do EUA, Reino Unido, etc.

Jose Mario HRP

08/07/2013 - 09h22

O Brasil pediu explicações, os EUA recusaram, e agora se o brasil tiver cul#### passa a monitorar também os interesses e unidades diplomáticas de Israel, porque esses também devem estar bisbilhotando nosso país!

Responder

Carlos

08/07/2013 - 08h36

Será que o PSOL e o PSTU acordaram e perceberam que a postura idiota que eles adotaram desde 2003 só está colaborando com a extrema direita do tupiniquim e yankee?
Nas passeatas eles provaram um pouco da “gratidão” da direita e apanharam junto com o PT.

Responder

    Wallace Maquesini

    08/07/2013 - 10h54

    Está na hora dos antigos companheiros de lutas contra a ditadura unirem-se, novamente, em defesa dos ideais socialistas que nortearam o nosso caminho tempos atrás. Uma candidatura popular, com a união das esquerdas, composta por PSTU, PSOL, PCB e todas outras siglas, lideradas pelo PT, seria imbatível.

Julio Silveira

08/07/2013 - 08h05

Isso não deveria surpreender ninguém. Aqui a cidadania é estimulada politicamente e até culturalmente a se agachar para os Yankes. Essa “surpresa” governamental, para mim é mais uma daquelas farsas, mais por que foram pegas com as calças na mão, não pelo fato e mais pela revelação humilhante, certamente colaborariam para que se continuasse, mas quietinhos.
Duvidam? estou sendo cruel? Digo, enquanto a Bolívia expulsava elementos americanos de seu território sob acusação de espionagem, provavelmente, como vemos com razões, nós abraçamos essa turma dentro de nosso território. Provavelmente para mostrar o quando podemos ser parceiros, num ato de puxa saquismo que nem pode ser creditado a governos da atual oposição, aconteceu em pleno governo Lula. No Brasil, por dinheiro, vendem até o respeito a cidadania e a soberania.

Responder

Lindivaldo

08/07/2013 - 01h16

Era criança, morava em Patos-PB, no início do período pós-golpe militar.

Cidade do sertão nordestino, a dois mil quilômetros de Brasília e a dez mil de Washington.

No entanto, mesmo ali, tudo estava sob o absoluto controle, como se vê pelos fatos estranhos que lá aconteciam…

Uma vez, num dia de eleições municipais, no final da década de 70, nas ruas principais da cidade, surgiram, como que do nada, uns homens fortes, olhos azuis, cabelos loiros, com trajes de hippies. Sentados nas calçadas, com calças rasgadas, camisetas surradas, simulando desapego material, dispersavam as crianças curiosas, que se ajuntavam em torno deles, distribuindo bombons e chocolates. Embora criança, percebi que aqueles galegos, com um vigor físico de atleta e um olhar perscrutador, estavam longe de ser hippies. Que aquilo era conversa para boi dormir…

Na mesma época, escutei um companheiro de meu pai, que era operário, humilde, morador da periferia, dizer-lhe, sem nenhuma desconfiança, que uma jovem americana estava hospedada em sua casa, apesar de ser branca e parecer ser muito rica. Falava também que ela era muita “bondosa”, ajudava nas despesas da casa, gostava de perguntar coisas sobre os vizinhos, numa linguagem quase ininteligível; e que também havia outras amigas dela já acomodadas noutras casas do bairro e outras que ainda não tinham encontrado acomodações. Estas informações, ditas inocentemente, pareciam-me soar como se ele sugerisse a meu pai que se tratava de um bom negócio a ser seguido. Disse também que achava interessante que ela, à noite, não dormia, apenas ficava “falando” como o seu povo, numa língua incompreensível, através de uns aparelhos de rádio guardados numa mala lacrada.

Vi também várias vezes, entre o final da década de setenta e o início dos anos oitenta, um galegos, de camisas de mangas compridas, gravatas, em contraste com o clima semiárido, no meio das ruas, por trás de uma banca cheio de livros, anunciando, num português atrapalhado, que os comunistas iriam tomar as terras dos agricultores e ocuparem as casas nas cidades. Ao final, distribuíam gratuitamente os livros com aqueles que se aglomeravam ao seu derredor.

Mesmo criança, dei por desconfiar daqueles arroubos de generosidades e cuidados vindos da parte daquela gente branca e estranha!

Alguns anos mais tarde, na adolescência, comecei a ler uns livros proibidos, que minha mãe cuidou logo de os queimar, antes que me prendessem, segundo ela.

Ah! Bendito livros e artigos clandestinos! Através deles, pude aplacar todas as dúvidas e as curiosidades que me atormentavam deste que presenciei aqueles fatos intrigantes! Como a verdade sacia!

Pois soube, somente através daquele material maldito, que o Brasil, o meu País, estava ocupado, de Norte a Sul, pelos agentes da CIA; que aqueles invasores, com o amplo apoio dos Generais Presidentes e dos partidos de direita, além de manipularem a consciência de minha gente, ainda espionavam e entregavam aos militares os subversivos (estudantes, intelectuais e políticos) que se opunham à ditadura e ao imperialismo.

Muito tempo depois, quando o mal já estava feito ao meu País e ao povo, o resto da história veio chegando à tona, na proporção do perdão e do compromisso assumidos de não-revanchismo por parte da sociedade.

Aí, então, os brasileiros se estarreceram diante dos poucos documentos que ainda restavam nos arquivos confidenciais e dos depoimentos dos poucos sobreviventes.

De repente, explodiam diante de nossos olhos as torturas; os desaparecimentos de presos; os milhares de assassinatos; a macabra Operação Condor e sua extensão ao Cone Sul; tudo de acordo com os planejamentos e comandos daqueles bondosos galeguinhos dos olhos azuis, mediante a completa subserviência e cumplicidade de uma extrema-direita nativa e irresponsável que, em troca de algumas joias, sempre entregou todo o nosso tesouro e o sangue de seus irmãos.

Atualmente, depois de muitos anos de exploração, surgiram em nosso Continente, a partir das cinzas e das memórias de seus verdadeiros heróis, alguns governos trabalhistas e populares, não alinhados a Washington, como a Venezuela, a Bolívia, a Nicarágua, o Equador, a Argentina, o Brasil, e tantos outros.

No caso do Brasil, quando a nossa economia já está se consolidando, o povo determinando a sua própria história, com visíveis avanços nos campos sociais, percebem-se, mais uma vez, as novas investidas do Tio Sam, ao tirar daquele chapéu horroroso, os velhos truques, com maquiagens coloridas, tentando nos impor um novo imperialismo para o salvar de sua decadência, imposta pela recente crise financeira.

Desta vez, as artimanhas dos imperialistas são por demais sutis, fora do real. Eles se dividiram e se encobriram num mundo digital. De um mundo invisível, comandam um exército de ativistas virtuais e detonam todos os governos discordantes. Dominando as maiores empresas digitais, exportam suas revoluções e protestos pelo mundo afora. Quem não sente um cheiro podre, vindo de fora, por trás das Revoluções Coloridas e da Primavera Árabe; e das manifestações na Turquia e no Brasil?

A velha e nativa ultradireita, representada pelos oligopólios da telecomunicação, pelos partidos conservadores e por outros tradicionais setores aliados, já está perfilada, em posição de sentido, mão aberta na testa, em continência, apenas no aguardo de um comando e pronta para mais uma traição, para mais um golpe!

A esta altura, só uma arma nos salva desta nova estratégia imperialista, impedindo-nos de mais um mergulho no atraso: o conhecimento e sua divulgação pela mesma via, ou seja, pelo facebook, internet e outros recursos digitais, a despeito de que, neste exato momento, e no passado, a NSA esteve e estará nos monitorando.

Para isso, é importante que a gente divulgue, pelas redes sociais, e por todos os meios disponíveis, textos esclarecedores e libertadores, tal como o abaixo, escrito por Rogério Mattos Costa:

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/07/07/a-historia-do-feiscismo-brasileiro/Texto da do nO Conversa Zfiada em 06.07.2013

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    Samir

    08/07/2013 - 11h24

    A “redução das desigualdades sociais” propõe criar 2 classes, somente: 1. uma classe de querubins de nobreza quase espiritual, que detém todo o poder e todo o dinheiro e 2. o restante da galera, que fica na esperança de um dia fazer parte daquela classe e, naturalmente, na merda.

Cláudio

08/07/2013 - 00h13


“Com o tempo, uma imprensa [ = mídia ] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais [ = mídias ] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !



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Dias

08/07/2013 - 00h02

Não é estranho justamente a Globo vir com essa reportagem, justo no momento que ela Globo está sendo acusada de sonegação de impostos?
Aqui nesse site o efeito já deu resultado, o assunto passou a ser o principal (não que não seja, mas o sonegação da Globo não pode e não deve ser ofuscada).

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Aluisio Pessoa/MANAUS

07/07/2013 - 23h22

Parlamentares do PSDB, do DEMO e do PPS jamais assinarão esse requerimento de criação de CPI.

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    EFE

    08/07/2013 - 01h27

    É com esse pessoal que o PSOL se alia… Quem confia???

Luís Carlos

07/07/2013 - 22h27

Os propósitos sujos da “democracia” estadunidense não tem limites, e tem muitos parceiros, aqui no Brasil inclusive.

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    Evandro

    07/07/2013 - 23h08

    Com certeza Luís, e com tanto grampo por aí, Boston passou despercebido. Logo na sala deles!

    Paulo Figueira

    08/07/2013 - 11h55

    Boston não passou desapercebido não, eles precisam de atentados para disseminar o medo e justificar o controle que exercem inclusive sobre a sua população.

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