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Cartas de Minas
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Clair Castilhos: “Senhora presidenta, ouça as mulheres”

02 de abril de 2011 às 16h55

As cegonhas vão parir… tudo está resolvido!!

Clair Castilhos [1]

Quando a presidenta Dilma Rousseff lançou o programa da Rede Cegonha inicialmente fiquei muito preocupada. Isto porque o Programa parece substituir a Política Nacional de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PNAISM, 2004), que por sua vez é a continuidade do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM, 1984) datado de quando o movimento de mulheres e feminista “adentrou” no Ministério da Saúde. Após muito esforço e paciência, conseguimos superar a velha e carcomida concepção de Saúde Materno-Infantil, pelos novos conceitos de Saúde da Mulher, formulados pelo movimento feminista e pelos (as) técnicos (as) da área.

Fiquei numa dúvida “hamletiana”, afinal como as cegonhas iriam nos substituir no ato de parir? Ou será que algum “marqueteiro” da campanha presidencial, apostando na infantilização das mulheres e do povo brasileiro resolveu buscar inspiração em uma das tantas lendas que envolvem tão nobre ave pernalta? Pensei que poderia ser um programa associado às gravidezes das “top models” devido à semelhança com o porte elegante e altivo da ave, depois imaginei que sendo um governo popular, de recorte e tendência para os (as) trabalhadores (as) poderia estar se referindo aos caminhões cegonheiros que transportam carros (também devido ao grande incremento desta indústria de ponta, em nosso país). Afinal, resolvi me instruir no Dicionário do Aurélio e o verbete, referente “cegonha” me deixou mais tranqüila. Vejamos:

Cegonha [Do lat. ciconia.]

Substantivo feminino. 1.Zool. Ave da ordem dos ciconiiformes, ciconiídea, gênero Ciconia, da Europa. A espécie mais comum é C. ciconia, ave migradora, que nidifica na primavera no N. da África e C. da Europa, e passa o inverno no S. da África e na Índia. Constrói ninhos nas chaminés e habitações humanas, e a eles retorna anos a fio. [Há muitas lendas populares em torno da cegonha, segundo uma das quais os recém-nascidos são trazidos por elas.] Existem 16 espécies conhecidas, no gênero. (…)

3. Bras. Caminhão especialmente projetado e construído para o transporte de carros das fábricas às revendedoras; cegonheiro.

A primeira constatação, à luz do Aurélio, é que a cegonha é uma ave européia, migradora e que não existe no Brasil. Sendo assim a tal Rede Cegonha terá que importar muitas aves desta espécie para que as mesmas sejam criadas e adestradas para exercer suas funções no solo pátrio/mátrio ou mudar as suas rotas de migração.

A segunda constatação é que “há muitas lendas populares em torno da cegonha, e segundo uma das quais os recém-nascidos são trazidos por elas” (sic).

Portanto devemos ficar tranquilas, esta rede tem poucas probabilidade de se consolidar, pois existem muitas dificuldades para a sua realização. Vejamos: a tal ave é européia (a dificuldade para o incremento da natalidade naquelas paragens é notória!); a volta ao passado é uma coisa que não combina com o antigo país do futuro, hoje potência emergente consolidada; a saúde da mulher, para valer, não pode ser pensada em torno de ações tão restritivas e reduzidas; e por último, a RELAÇÃO DAS CEGONHAS COM OS RECÉM-NASCIDOS NÃO PASSA DE LENDA!!!

Será que estão nos envolvendo em mais uma ilusão?

Será que ainda precisamos avisar que a nossa proposta – Assistência Integral à Saúde da Mulher – inclui pré-natal, parto e puerpério, tratamento da infertilidade e tantas outras ações indispensáveis ao longo de todo o ciclo vital da mulher? Será que ainda cabe na imaginação de alguém que possamos ser contra as ações materno-infantis? Será que é necessário ficar a todo o momento dando satisfação às forças conservadoras e fundamentalistas que o governo aparentemente não é partidário do conceito de Direitos Reprodutivos?

É importante raciocinar que a trajetória de redução das ações integrais da saúde da mulher nunca foi abandonada pelos que a ela se opõem. Revolvendo a história do programa vemos que o PAISM nunca chegou a ser implantado na sua totalidade, nem operacional e nem geográfica, depois, tentamos o PNAISM que foi esvaziado com manobras diversionistas tipo Pacto pela Vida, 2006 e que por sua vez foi reduzido aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e, agora, para coroar o retrocesso a tal Cegonha.

Finalmente, recomendo que para as demais políticas também procuremos no imaginário popular nomes capazes de abranger a profundidade das ações.

Proponho alguns exemplos para títulos de políticas públicas, bem ao gosto dos “marqueteiros” palacianos e dentro de um certo espírito internacionalista. Vejamos: sugiro trocar “Direitos Reprodutivos” por “Controle de Natalidade” e o programa seja “Coelhinho da Páscoa nunca mais” (trata-se de um animal muito prolífico, que merece nominar ações de natureza reprodutiva); “Violência contra a mulher” poderia ser “Chapeuzinho Vermelho, forever…”; pela Igualdade de Gênero “Viva o lobisomem e a lobismulher”; contra a lesbofobia, “Sapatinhos de cristal empowerment”; para desigualdade no trabalho a “Estratégia Branca de Neve” (aquela que trabalhava de graça para os sete anões); para Direitos Sexuais, “João e Maria e a inversão de prioridades – como comer a bruxa” e assim por diante.

Do ponto de vista conceitual seriam contempladas várias lendas, crendices e ditados populares e envolveriam, me parece, o sentido que está sendo dado ao SUS – o de realidade indigesta para o complexo médico-hospitalar-industrial. E, se continuar o desmonte do SUS e as operações para privatizá-lo mediante uma busca incessante de artifícios próprios do estado-mínimo não teremos mais lugar nenhum para implementar nossas políticas. Teremos uma grande Rede Tucana, se o tema continuar sendo a ornitologia.

Finalmente, deixando o “delirium tremens” de lado, é profundamente doloroso que tenhamos que criticar a formulação e implantação de um programa do Ministério da Saúde voltado para nós mulheres. E o mais irônico e melancólico é que isto aconteça precisamente no momento em que temos um governo presidido por uma mulher com valorosa e digna trajetória política.

Nós, mulheres, apenas demandamos o seguinte: – Senhora presidenta, ouça as mulheres!

[1] Professora Adjunta IV do Departamento de Saúde Pública da UFSC

Conselheira do Conselho Nacional de Saúde – 1997 a 2003 e de 2007 a 2009.

Membro do Conselho Diretor da Rede Nacional feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Casa da Mulher Catarina – Florianópolis – SC

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48 Comentários escrever comentário »

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Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano | SedeDeQuê?

08/01/2012 - 21h20

[…] farmacêutica Clair Castilhos (aqui), a cientista social e jornalista Telia Negrão (aqui) e a médica e escritora Fátima Oliveira […]

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Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano | Blog do Mauro Alves da Silva

08/01/2012 - 00h36

[…] farmacêutica Clair Castilhos (aqui), a cientista social e jornalista Telia Negrão (aqui) e a médica e escritora Fátima Oliveira  […]

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Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das mulheres ao Vaticano | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/01/2012 - 14h54

[…] farmacêutica Clair Castilhos (aqui), a cientista social e jornalista Telia Negrão (aqui) e a médica e escritora Fátima Oliveira  […]

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Ana S. de O. Machado

20/04/2011 - 09h45

Parabens a todos por discutir um assunto tão relevancia que é a saúde da mulher, e principalmente sobre a mulher no pré-natal, purepério e a saúde do recem nascido no Brasil, trabalho numa instituição pública, com uma população de baixa renda, acxredito que o assunto morte materna deveria ser tratado a partir da rede básica; quando a usuária é encaminhada para o serviço terciário necessitando de atendimento com equipe multiprofissional.

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Katia Maria

19/04/2011 - 18h43

Começamos com uma pretensa erudição. Permita-me complementar e, então, alguns poderão entender o porquê do nome: a escolha da ave cegonha, aquela da lenda que traz as crianças, acredito que esteja relacionada à sua característica de ave dócil e protetora, que dedica atenção especial e carinho às aves doentes ou mais velhas. Mais um pouco, as cegonhas são aves que procuram locais abrigados e proximos de calor (antigamente havia mais casas com chamines nas regiões de onde a ave é originaria – e onde nasceu a lenda) e costumam retornar para esses locais para pôr os ovos e cuidar dos filhotes. Portanto, vejo o nome perfeito para um programa que se propõe a cuidar das mães e de seus bebes desde o começo (descoberta da gravidez) até o segundo aniversario de sua cria.
O que há de errado em uma mulher querer ser mãe? O que há de errado em dar condições para que esses milhôes de mulheres brasileiras, que querem ser mãe, possam ter sua gravidez acompanhadas desde o começo até o nascimento, que essa criança possa ser acompanhada por uma equipe que permitirá que ela ultrapasse os dois anos de idade e não morra de tétano neonatal, de diarreia e de tantas outras doenças. Que essa criança possa nascer sã, possa crescer, brincar e ter filhos, se assim o desejar.

O Rede Cegonha é um aspecto do Programa não é O PROGRAMA em si (ou estou equivocada!). E todos os outros aspectos do Programa? Aonde está escrito que a Rede Cegonha anula as ações contra a violencia contra a mulher, da questão

Falamos tanto em democracia mas não se quer permitir que as mulheres que queiram ser mãe o possam fazer por escolha e não que escolham que ela não poderá ser mãe porque a gravidez será um risco ou sua criança será mais uma na estatistica de mortalidade infantil.

Sou mãe, por opção (mais de uma vez, quando e como eu quis), sou profissional de saúde (e já vivi a realidade das maternidades publicas) e sou militante pelos direitos humanos, pela igualdade de condições. Pelo direito de escolha de todos. Só posso ser livre, se aquele ao meu lado também o é.

Concordo com Eugênia, há muito o que se fazer. Se começarmos pelo básico, solidificaremos o que construirmos.

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Dilma e a Rede Cegonha & Dilemas de Dona Lô… « Blog Saúde com Dilma

07/04/2011 - 19h25

[…] tá acompanhando não, minha rosa? – Médio… Li o artigo da professora Clair Castilhos “As cegonhas vão parir… tudo está resolvido!!” O veio é bom; e o estilo gozador é perfeito! Uma delícia de leitura. Por alguns comentários, […]

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Fátima Oliveira: Práticas zooterapêuticas, fonte de saúde e felicidade « Blog Saúde com Dilma

07/04/2011 - 10h57

[…] Leia aqui o que a doutora Clair Castilhos pensa sobre a Rede Cegonha. […]

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Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais « Blog Saúde com Dilma

05/04/2011 - 22h59

[…] “As cegonhas vão parir…tudo está resolvido! ”, ironiza a farmacêutica Clair Castilhos, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), depois desabafa. “É profundamente doloroso que tenhamos que criticar a formulação e implantação de um programa do Ministério da Saúde voltado para nós mulheres. E o mais irônico e melancólico é que isto aconteça precisamente no momento em que temos um governo presidido por uma mulher com valorosa e digna trajetória política.” […]

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Rede Feminista de Saúde: Rede Cegonha é um retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde da mulher, direitos reprodutivos e sexuais | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/04/2011 - 18h17

[…] “As cegonhas vão parir…tudo está resolvido! ”, ironiza a farmacêutica Clair Castilhos, professora do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), depois desabafa. “É profundamente doloroso que tenhamos que criticar a formulação e implantação de um programa do Ministério da Saúde voltado para nós mulheres. E o mais irônico e melancólico é que isto aconteça precisamente no momento em que temos um governo presidido por uma mulher com valorosa e digna trajetória política.” […]

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Eugênia

05/04/2011 - 13h01

Considero ridículas e superficiais as críticas feitas no texto. São idéias de mulheres de classe média que tem a disposição todos os meios. Não conhecem as estatísticas dolorosas acerca do número de mulheres que morrem de parto e mortalidade infantil. São mortes que seguramente podem ser evitadas. Provendo-se assistência básica e nem tão básica assim. Sem detrimento de políticas mais amplas sobre a saúde da mulher que certamente devem ser implementadas. Mas como o texto mesmo diz as várias tentativas de se implantar políticas mais amplas acabaram não dando em nada. Então que tal começar pelo básico? Também me causou espécie o nome cegonha. Por outro lado não vi referência à questão da alimentação. Um dos problemas cruciais para a saúde da mulher e da mulher gestante em particular e seu filho(a) é uma alimentação saudável e equilibrada. No mais a Rede Cegonha (apesar do nome) tem todo o meu apoio. É preciso começar decididamente e com bons resultados e que estes sejam acompanhados pelo conjunto da sociedade, além de especialistas e representantes dos movimentos das mulheres.

Responder

    Vicente de Paula

    05/04/2011 - 15h16

    Eugênia, conhece a ação da PolÍtica Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, elaborada pelo Governo Lula? Não conhece! Pois vá lê-la! Está na internet!
    Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – plano 2004-2007 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politic

    Dela decorre o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal (2005), que contém TODAS as ações necessárias ao combate à morte materna e que em muito foi reduzida no Governo Lula, tendo chegado a ganhar prêmios internacionais pelo conbate incisovo e sem tréguas à morte materna.

    Não é começo, não é zerar e chegar ao retrocesso. Se esperte! Conheça seus direitos, abra os olhos!

    Vicente de Paula

    05/04/2011 - 15h18

    Eugênia, se fui grosseiro, as minhas desculpas. Mas fiquei irado com a sua inocente ignorância. Sinto-me muito mal que como homem tenha de falar o que você como cidadã deveria saber. Onde você estava até agora que não lutou por tudo isso e em sua sagrada ignorância vem defender perda de políticas públicas para a saúde da mulher? Sim, foram as ideias de mulheres de classe média, como você se refere perjorativamente ao feminismo, que conquistaram tudo isso, em mais de 25 anos de luta todos os dias, enquanto muitas de vocês estavam palitando os dentes!

    Eugênia

    06/04/2011 - 16h08

    Quem disse que eu não lutei? E não me referi pejorativamente ao movimento feminista. Só penso que existem urgências muito urgentes fora do universo das mulheres de classe média, as quais é preciso dar resposta igualmente muito imediatas. Não tenho nada contra os movimentos faministas, muito pelo contrário. MAs continuo achando que existe um contexto maior das políticas públicas de saúde da mulher e que o programa Rede Cegonha faz parte dele.

    Juliana Andrade

    05/04/2011 - 17h45

    Se esperta minha filha! Sai do mundo da lua! Moras em qual país? De certeza não é no Brasil porque estás à toa va vida. O teu comentário demosntra que ouviu o galo cantar e não sabe onde. Olha só o que escreveste: " No mais a Rede Cegonha (apesar do nome) tem todo o meu apoio. É preciso começar decididamente e com bons resultados e que estes sejam acompanhados pelo conjunto da sociedade, além de especialistas e representantes dos movimentos das mulheres".
    FIQUEI COM VERGONHA DA TUA ALENAÇÃO quanto às políticas públicas, e não simples programas, campanhas, para a Saúde da Mulher

    Eugênia

    06/04/2011 - 16h01

    Não penso que a Rede Cegonha tenha por obejtivo eliminar os demais programas desntro de uma visão de política pública de saúde da mulher. Penso apenas que é um ítem ao qual se está dando mais atenção em um determinado momento. E como eu disse no texto "Sem detrimento de políticas mais amplas sobre a saúde da mulher que certamente devem ser implementadas". Mais uma vez não vejo uma coisa contra a outra: rede cegonha x políticas mais amplas de saúde da mulher. Para exatamente que não haja substituição é que a sociedade e os movimentos de mulheres devem participar. No mais eu pergunto: afora a questão do nome, e de se constituir em uma ação específica dentro de uma política pública mais ampla de saúde da mulher, qual é objetivamente o problema do programa da Rede Cegonha? Não é para se dar atenção especial às mulheres gestantes etc.etc.?

    Messias de Freitas

    07/04/2011 - 08h36

    O Rede Cegonha é um cosmético de ações sociais, foi o que entendi, dirigido às grávidas e puérperas. Como disse Leila Jalul num comentário na entrevista de Télia Negrão: desempenha o papel da antiga LBA, que acabou depois de Rosane Collor que encheu as burras de dinehiro por lá.
    Pois que sejam honestos: deixxem as políticas sérias que já existiam, no caso o PACTO NACIONAL DE COMBATE Á MORTE MATERNA E NEONTAL (premiadíssimo!) e que está sendo bem desenvolvido e redesenem o Rede Cegonha como ações sociais.

Fátima Oliveira: Práticas zooterapêuticas, fonte de saúde e felicidade | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/04/2011 - 11h22

[…] Leia aqui o que a doutora Clair Castilhos pensa sobre a Rede Cegonha.   […]

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Caetana

03/04/2011 - 18h10

Movimento de mulheres critica programa para gestantes lançado por Dilma
01/04/2011 – 16:50

A nota especifica os casos de abortos inseguros, que poderiam ser evitados se mulheres tivesse "maior acesso aos serviços de acolhimento a vítimas de violência sexual, à anticoncepção de emergência, a violência fatal que atinge as mulheres na gestação, o racismo institucional e outras desigualdades sociais".
A Rede Feminista, que existe há quase duas décadas, vai solicitar ao Ministério da Saúde um prazo maior para o debate da proposta e o seu envio para debate nos conselhos de saúde e direitos da mulher.
Fonte: Estadão http://www.geledes.org.br/generos-em-noticias/movimento-...

Responder

Caetana

03/04/2011 - 18h09

Movimento de mulheres critica programa para gestantes lançado por Dilma

O Programa Rede Cegonha, lançado nesta segunda-feira, 28, pela presidente Dilma Rousseff, foi criticado por militantes de movimentos de defesa dos direitos das mulheres. Em Porto Alegre, a Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos observou que se trata de um retrocesso em relação aos avanços que já haviam ocorrido no setor. Ainda segundo a organização, a presidente poderia ter avançado na questão de atendimento às vítimas de violência sexual."Voltamos a uma visão materno-infantil da saúde das mulheres, quando já considerávamos que a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, surgida em 1983, parecia estar consolidada", observou a cientista política Telia Negrão, secretária executiva da entidade em nota distribuída à imprensa … "suas respostas não abrangem o conjunto de causas que levam as mulheres brasileiras a adoecer e morrer durante a gestação, o parto e o puerpério".

Responder

Poder

03/04/2011 - 16h55

Presidenta Dilma ouça as vozes de quem depositou confiança de que a senhora irá cumpir a Constituição Federal e que tem possibilidade de fazer um governo que entrará para a história por mudanças em esturuturas arcaicas e carcomidas que não reconhecem o valor humano como princípio fundante da República. A senhora poderá mudar e para melhor. O povo está angustiado com tantas injustiças e incertezas e as políticas que beneficiam e garantem privilégios e distinções para os mesmos. Banquetes para os mesmos, que já alcançaram tudo o que querim neste país. Governe para os que precisam de um governo democrático, traga a solidariedade para as ações de governo e exerça seu poder de mulher.

Responder

gilberto

03/04/2011 - 10h52

Sra Dona Presidenta Dilma , por favor , ouça seus eleitores …faça uma rapa em sua equipe..nem sempre aqueles que de nós estiveram próximos são os responsaveis por ter-mos alcançado a vitória. Com certeza se a Sra não estivesse cercada por Tony Palloci e Zé amigo do dantas cardozo mendes , teria ganho a eleição, pois votamos na Sra pela Sra e pelo Lula….não foram os tres porquinhos que elegeram a Sra…
Espero que seja passageira a equipe que a Sra montou….

Responder

@luhenri

03/04/2011 - 10h39

continuação
Há carência desses profissionais. Os municípios, que serão a ponta e deverão integrar ao programa, não conseguem contratar, a não ser que paguem mais de 7 mil por mês por poucas horas de trabalho por dia e olhe lá. Mas mesmo pagando, é raro encontrar esses profissionais. Imagine um município pequeno, a maioria. Mas mesmo que conseguissem, para um programa de saúde ter sucesso é necessário que o sistema esteja funcionando. E de fato não está. Os hospitais públicos/conveniados com o SUS ou são muito precáriossão ou estão fechando. Como tratar as mulheres grávidas e o bebê como proposto? Propõe-se exames de de ultrassom e vale-taxi (nome horrível). Quantos exames? Qual a real necessidade? Quantos vales-taxi, qual o valor, considerando as realidades municipais? Pegar o taxi e ir para onde? A Presidenta deve ouvir as mulheres e o Ministro Padilha as Secretarias Municipais de Saúde. Não é de bom tom ouvir apenas o ex-prefeito de Belo Horizonte e seu ex-assessor que fez um programinha piloto na Prefeitura de Belo Horizonte. Espero que caiam na real

Responder

@luhenri

03/04/2011 - 10h38

“Senhora presidenta, ouça as mulheres”, completo, E OS MUNICÍPIOS TAMBÉM
A professora deveria ter aproveitado o espaço para propor algo alternativo ao programa ou simplemente dizer qual é a sua posição quanto às propostas do MS. São boa, são ruins? Dizer que tem receio do programa substituir essa ou aquela política pública é insuficientese. Onde está o problema? Eu acho que é uma peça de marketing, por que? Um programa assim, necessariamente, precisa de médicos, pediatras, ginecologistas e obstetras, principalmente.

Responder

    José Alcestes

    03/04/2011 - 12h26

    Ora Senhor, não há nada a propor porque a política adequada já existe! Falta implemnntá-la na totalidade! Chama-se Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher". Dê uma lidinha que ficará mais instruído. A tal da Rede Cegonha não surge em cima do vazio e nem do nada! Ela surge para encobrir uma proposta mais ampla, do interesse do conjunto das brasileiras, não apena sna gravidez, puerpério e parto! OU seja, nem a presidenta e nem os seus meninos imberbes que estão no Ministério da Saúde não sacam nada de nada! E mais, sãoa rrogantes, nem foram procurar aprender com quem sabe, ué!

    beattrice

    03/04/2011 - 17h24

    Cadê o Temporão?

    Caetana

    03/04/2011 - 18h08

    Não diga que não sabe o GOLPE que ele deu nas mulheres? Pois procure a Portaria em dezembro de 2011, na calada da noite, na qual ele DOOU ao Instituto Fernandes Figueira , da Fio Cruz, RJ, a direção da Área Técnica de Saúde da Mulher. Pois foi!

    beattrice

    04/04/2011 - 00h06

    Claro, estratégia adequada seria a rede tucana, digo, a rede cegonha.

    @luhenri

    04/04/2011 - 14h34

    Pelo menos concordamos, acho, com uma coisa, a tal rede cegonha é uma furada. Se a rede cegonha "não surge do vazio e nem do nada" quem deveria reler e ler ler não sou propoôs este factóide. Mas também não há necessidade da arrogância em dizer que os outros não sabem nada ou que são arrogantes.

waleria

03/04/2011 - 09h44

Eu vou além na petição.

Senhora presidente, OUÇA ALGUÉM que não o Palocci.

Pra começar

Responder

    beattrice

    03/04/2011 - 17h24

    Enquanto o Tony Malocci estiver neste governo ele só anda…prá trás.

eliana azevedo

02/04/2011 - 21h32

Terezinha Sanches
Eu também estpu preocupada com a falta de visão apresentada pela presidenta Dilma. Infelizmente não acredito que ela esteja tão preparada para assumir o cargo. Acredito, embora Lula tenha tido seus percalços, ele ainda é mais transparente e mais humilde que Dilma.
Espero sinceramente que Dilma consiga ser menos arrogante e possa ouvir as mulheres e as pessoas que também tem senso crítico. E não somente os bajuladores, petistas doentes.
Um abraço pra vc.
Eliana Azevedo

Responder

Michelle Lobo

02/04/2011 - 20h18

Acontece caros amigos é que foi criada uma nova política, a Rede Cegonha, com nada a ver com a Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher, iniciada em 2003 pelo Governo Lula. Isso a Dra. Clair foi clara:
"Será que ainda precisamos avisar que a nossa proposta – Assistência Integral à Saúde da Mulher – inclui pré-natal, parto e puerpério, tratamento da infertilidade e tantas outras ações indispensáveis ao longo de todo o ciclo vital da mulher? Será que ainda cabe na imaginação de alguém que possamos ser contra as ações materno-infantis? "

Responder

Michelle Lobo

02/04/2011 - 20h03

Sônia e Pedro, a crítica não é apenas ao nome, mas a concepção da coisa em si. Ao bem da verdade, o Brasil na Era Dilma já era um país com mais de 95% dos partos hospitalres, com uma cobertura pré-natal razoável, com um programa de combate à mortalidade materna que está indo bem, mas precisando de mais grana, enfim com ações muito elogiadas até pela Organização Mundial de Saúde , chegou a ganhar prêmios da ONU pelas ações. E sabem onde estão tais ações? Na Área Técnica de Saúde da Mulher que o Ministro Humberto Costa estruturou bem e deu poderes para dar conta do recado. mas eis que cheou o Temporão e quase tudo foi pro brejo. A Àrea Técnica de saúde da Mulher perdeu poderes, protagonismo e a política elaborada no Governo Lula. É isso que a Dra. Clair está criticando.

Responder

    beattrice

    03/04/2011 - 17h28

    Cade o Humberto Costa?

Luci

02/04/2011 - 19h42

Presidenta Dilma convide a dra. Fátima Oliveira para o Ministério da Saúde, o caminho será dez.

Responder

Luci

02/04/2011 - 19h41

Interessante que a "elite" que domina a gestão pública não conhece as reais necessidades do povo e promove ações sociais e programas como pretendem que seja, jamais consultando o povo e integrando os aos projetos. Programa social e ou política pública para ser vitoriosa tem que envolver a sociedade. Falta à presidenta eleita a diversidade na sua assessoria. Sem diversidade, sem respeitar os movimetnos sociais as entidades que desenvolvem trabalho sério a questão do empoderamento e direitos das mulheres não avançará.Presidente deixe um pouco os ricos e governe para o povo, o Brasil precisa deixar de ser um dos mais desiguais do mundo, por direito e justiça.

Responder

Pedro1

02/04/2011 - 18h39

Ela criticou somente o nome? Porque não vi nenhum argumento contra o programa em si.

Responder

    @luhenri

    03/04/2011 - 10h23

    Concordo com você. .

    José Alcestes

    03/04/2011 - 12h28

    @luhenri tu não concorda é com nada, poiis não sabe psirica de nada. Vai ler cara. Entra na página do MS e descobre lá o que é a Política Nacionald e Atenção Integral á Saúde da Mulher. Como trocar uam política mapla e integral por Cegon ha com menino no bico? Pirou total?

Terezinha Sanches

02/04/2011 - 18h09

Ah, a professora Clair Castilho disse bem: a RELAÇÃO DAS CEGONHAS COM OS RECÉM-NASCIDOS NÃO PASSA DE LENDA!!! Eis o conto e o canto da cegonha. Mas pra frente é que se anda. Espero que apresidenta Dilma dê uma puxada de orelha nesses meninos dela que estão no Ministério da Saúde para que aprendam e respeitem a luta feminista brasileira, que vê a saúde da mulher na REAL, sem cegonha… Ôche, nunca vi cegonha no Brasil mesmo… Tudo embromação.

Responder

    João Sérgio

    03/04/2011 - 12h37

    Durante a campanha ela já falava "Rede Cegonha". Portanto, o nome não foi invenção de alguém do Ministério sem consultá-la.

    Terezinha Sanches

    03/04/2011 - 15h32

    Aquilo era uma bobagem da ignorância de quem assessorava a ministra. Ou seja, falar em Rede Cegonha em detrimento de uma política elogiada no mundo inteiro. Engabelaram a candidata e agora a presidenta!
    Sobre o assunto a Dra. Fátima Oliveira, que entende de saúde da mulher como gente grande, e está nessa luta desde que eu a conheço há mais de vinte anos, escreveu no artigo
    "Algumas ausências que foram paradigmáticas no debate eleitoral", que vc pode ler aqui http://www.geledes.org.br/fatima-oliveira/algumas
    "Numa olhada de relance nos discursos das campanhas à Presidência, a concepção de mulher-mala (mãe e filho) foi o tom das propostas para a "saúde feminina". Foi de amargar… Ai, meus sais! Voltaremos ao tema."

    beattrice

    03/04/2011 - 17h27

    Vai ver que são os mesmos que durante a campanha já anunciavam esta bobagem, não é dr. padilha?

Sonia

02/04/2011 - 19h07

Pois é , poderiam fazer uma pesquisa para saber o que a maioria das mulheres do país acham do programa.. Acho que muitas mulheres vão gostar muito desse programa da Rede Cegonha, não vi mal nenhum nisso, pelo contrário. Será que agora apoiar a maternidade é condenável? As feministas poderiam falar por si e não em nome de todas as mulheres do Brasil. Ë preciso sim, ouvir, mas todas as mulheres, todas.

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    José Alcestes

    03/04/2011 - 12h30

    Sônia, tenha a santa paciência minha amiga. Não sabia que desde 2003, no Governo Lula, há a Política Nacional de Atenção Integral á Saúde da Mulher? Tem e é boa, dizem ser a melhor e mais completa do mundo. Deu pra sacar? Não temd e perguntar nada a ninguém, é só fazer.

    beattrice

    03/04/2011 - 17h26

    Impressionante como para muitas mulheres a espécie feminina do Homo sapiens se resume a objeto reprodutor.

    Nanda

    29/12/2011 - 23h59

    Eu não gostei, eu não tenho planos de ter filhos, não tão cedo, e na rede pública é um "parto" conseguir atendimento decente e métodos além dos triviais.

Terezinha Sanches

02/04/2011 - 18h05

Professora Clair, a benção! Eu estava muito incomodada com o sil6encio das feministas diante dos descaso do Ministério da Saúde para com a Saúde da Mulher, jogando no lixo uma proposta de Atenção à Saúde Integral da Mulher, considerado pela OMS como a proposta mais ampla do mundo para a saúde feminina. Pois sim jogou no lixo. E aparece com Rede Cegonha como se saúde da mulher fosse apenas gravidez e parto e dentro de uma olhar masculino antigo: mulher e filho. Pensando bem, esses meninos que estão dando as cartas no Ministério da Saúde são leigos em saúde integral da mulher e ou finíssimos bajuladores – quiseram agradar a presidenta que na campanha eleitoral foi mal assessora de um tanto que a única proposta pra saúde da mulher foi essa tal de Rede Cegonha que, como vemos, ludibriaram a presidenta e ela, leiga, caiu no canto da cegonha. E o ministro da saúde, idem.

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