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Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de pesquisa revolucionária

26 de fevereiro de 2013 às 12h00


por Conceição Lemes

Às vésperas da divulgação pela revista Nature de uma mais uma pesquisa revolucionária do grupo do professor Miguel Nicolelis — é a segunda em 15 dias — um grupo de sete pesquisadores brasileiros tenta difamá-lo.

Na madrugada de 23 de fevereiro, o professor John Araújo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), postou no blog da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento o manifesto Eu apoio a ciência Brasileira.

Assinam, por alfabética: Antônio Carlos Roque da Silva Filho (USP-RP), Cláudia Domingues Vargas (UFRJ), Dráulio Barros de Araújo (UFRN), Márcio Flávio Dutra Moraes (UFMG), Mauro Copelli Lopes da Silva (UFPE), Reynaldo Daniel Pinto (USP-SC) e Sidarta Ribeiro (UFRN).

Os sete são ex-integrantes do comitê gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia  “Interfaces Cérebro-Máquina”, (InCeMaq), coordenado pelo professor Miguel Nicolelis, da Duke University (EUA) e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN, Brasil).

No manifesto, eles insinuam que a ideia da pesquisa de Nicolelis, Eric Thomson e Rafael Carra, publicada na edição de 12 de fevereiro da revista Nature Communications, teria sido desenvolvida originalmente por um dos signatários, Márcio Flávio Dutra Moraes. Diz o manifesto (aqui, na íntegra):

A pauta do primeiro encontro, realizado nos dias 1 e 2 de julho de 2010, se restringiu à apresentação de projetos em andamento pelos laboratórios vinculados ao InCeMaq. Todos os que assinam este manifesto estavam presentes àquela reunião. Durante as apresentações individuais, representando o Núcleo de Neurociências da UFMG, o Prof. Dr. Márcio Flávio Dutra Moraes apresentou resultados preliminares de um novo experimento realizado pelo seu grupo, incluindo imagens de um rato implantado com um receptor de infra-vermelho (I-V) acoplado a um estimulador cerebral. O sensor captava ondas de I-V emitidos por LEDs, de forma que a intensidade do sinal detectado era proporcional ao alinhamento da cabeça do animal com o emissor. Esses sinais eram enviados a um computador para controlar um estimulador elétrico, que por sua vez estava conectado a um eletrodo bipolar implantado no cérebro do animal. A proposta, em andamento, é o tema central de uma tese de doutorado e foi submetida a congressos locais, exames de qualificação, e defesa de trabalhos finais de graduação (ver imagens e documentos anexados).

……………

Passados quase três anos desde a primeira reunião do Comitê Gestor, nos deparamos há poucos dias com o artigo publicado na revista científica Nature Communications e assinado pelo Prof. Nicolelis. No artigo é apresentado um implante craniano com um detector de infravermelho (I-V) acoplado a um sistema de estimulação elétrica intra-cerebral.

“Uma acusação oportunista, leviana, irresponsável”, rebate Rômulo Fuentes, diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), no documento Nós também apoiamos a Ciência Brasileira em resposta ao manifesto dos sete pesquisadores. “Uma série de documentos comprova que, desde 2006, o grupo de Nicolelis vinha desenvolvendo esse trabalho.”

“O discurso malicioso, ignorando informações vitais, é criminoso”, prossegue Fuentes. “Uma combinação de infâmia, difamação e má-fé.”

De fato, os arquivos anexados ao documento do dr. Fuentes demolem as acusações feitas contra Nicolelis.

Acompanhem a linha do tempo:

1. O comitê gestor do InCeMaq reuniu-se duas vezes. Na primeira, em 1 e 2 de julho de 2010, quando o professor Márcio Moraes teria apresentado a sua proposta de pesquisa aos membros do grupo, entre os quais Nicolelis, coordenador do projeto.

2. Só que, 4 anos antes da apresentação do professor Moraes,  o laboratório do professor Miguel Nicolelis, na Duke University, já estava trabalhando no projeto de um rato com sensores infravermelhos acoplados a um estimulador cerebral.

E-mail de 17 de novembro de 2006, de Mikhail Lebedev para Nicolelis, mostra que o grupo havia acabado de concluir que um “novo sentido” poderia ser incorporado no rato, colocando um sensor infravermelho na cabeça de um animal:

Oi, Miguel.

Nós discutimos aqui no laboratório de macacos, e parece que o novo sentido mais fácil seria “visão infravermelha”. Um sensor para a luz infravermelha seria apenas um diodo sensível à luz que pode ser montado na cabeça do rato. Fontes de infravermelho podem ser facilmente criadas, assim como a tarefa comportamental.

3. Em e-mail de 6 de fevereiro de 2009, o dr. Eric Thomson, primeiro autor do trabalho, disse para Mikhail Lebedev:

Estive pensando sobre como usar o estimulador com os ratos no paradigma de percepção extrassensorial de Miguel. Acho que algum tipo de canalização mediante localização de recompensa seria um bom ponto de partida.

 4. Em 19 de novembro de 2009, técnicos do laboratório do professor Nicolelis criaram o diagrama de fiação para hardware experimental desse estudo.

5. Em janeiro de 2010, após a conclusão da instalação do hardware, os experimentos começaram. E-mails de 11 de janeiro (de Thomson para Lebedev ) e 8 de março de 2010 (de Jim Meloy para Thomson) relatam isso.

No de 8 de março de 2010, Jim disse para Thomson:

Eu instalei indicadores infravermelhos para a instalação experimental dos ratos de percepção extrassensorial. Os grampos se fixam na borda do vidro. Se você precisar de outra localização ou posição, podemos resolver alguma coisa com fita/parafusos/outros.

 

6. O livro Beyond Boundaries (no Brasil, Muito Além do Nosso Eu), do professor Nicolelis, lançado em 2011 e amplamente divulgado aqui e no exterior, descreve em detalhes toda a estratégia usada por seu laboratório para construir uma neuroprótese cortical. Está no capítulo 10.

Em 4 de novembro de 2009, Nicolelis concluiu o livro e enviou-o para a editora americana.  Na primeira semana de maio de 2010, a revisão final, que não alterou em nada a descrição desse paradigma, foi finalizada. Essas datas podem ser confirmadas pela editora americana e o agente literário nos EUA.

Em outras palavras: o livro de Nicolelis estava pronto e revisto dois meses antes da reunião do comitê gestor do comitê gestor do InCeMaq, em julho de 2010, onde o professor Márcio Moraes teria apresentado a sua ideia.

Por que nesses dois anos em que o livro de Nicolelis esteve disponível nas livrarias do Brasil, esse grupo que agora o acusa não fez nenhuma insinuação leviana ao trabalho relatado?

Por que só após a repercussão mundial da publicação do estudo pela Nature e às vésperas de sair outro, também pela Nature, esse grupo vem a público questionar a paternidade das ideias que o nortearam?

7. A propósito, de 2006 a 2013, o grupo de Nicolelis publicou vários trabalhos usando a técnica de microeestimulação elétrica cortical, essencial para o sucesso da pesquisa divulgada na semana passada. Sem adquirir competência para empregá-la, nenhum laboratório seria capaz de realizar os experimentos demonstrados no estudo publicado pela Nature Communications.

E os trabalhos do professor Márcio Moraes?

No manifesto Eu apoio a ciência Brasileira há um link ( aqui que leva a documentos e imagens dos seus trabalhos relacionados a ratos com sensores infravermelhos.

Sobre eles, Fuentes faz estas observações:

1. Correspondem a propostas e instalação experimental, não apresentam resultados nem dados.

2. A intenção do professor Moraes é usar a estimulação elétrica da amígdala e não a porção tátil do córtex cerebral como foi feito pelo grupo de Nicolelis.

3. O professor Moraes não publicou nenhum trabalho sobre ratos com sensores infravermelhos em jornais com peer review, ou seja, revisado por pares. É o que revela busca no Pubmed , a base de publicações mais conhecida no mundo.

“É, no mínimo, desonestidade intelectual alguém insinuar que qualquer informação abordada em julho de 2010 possa ter influenciado o nosso trabalho”, revolta-se  Nicolelis. “É uma tentativa de assassinato de reputação.”

“Infelizmente essa denúncia sem fundamento faz parte da infindável sequência de atos de calúnia, sabotagem e difamação liderados pelo professor Sidarta Ribeiro”, observa Fuentes.  “Desde que ele e seus colegas da UFRN decidiram romper com a parceria com o IINN, atacam sistematicamente Nicolelis.”

O QUE O MANIFESTO DOS SETE PESQUISADORES NÃO DISSE

Tem quase dois anos que o professor Sidarta e o seu grupo resolveram voluntariamente interromper a parceria com o Instituto Internacional de Neurociências de Natal. O desfecho, porém, só se deu julho de 2012, quando foram desligados InCeMaq por Nicolelis.

“Curiosamente, o manifesto dos sete pesquisadores salta da reunião de julho de 2010 para julho de 2012”, atenta Fuentes. “Passa por cima de importantes fatos acontecidos nesse período.”

Por exemplo, após decidir abandonar a parceria com o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, o professor Sidarta Ribeiro, seus colaboradores e membros do comitê gestor do InCeMaq tentaram derrubar Nicolelis.

Eles protocolaram no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pedido para tirar Nicolelis da coordenação do projeto,  embora ele fosse o único especialista em interfaces cérebro-máquina do grupo e o idealizador da proposta do primeiro Instituto de Interfaces Cérebro Máquina.

Em carta, supostamente assinada pela maioria do comitê gestor InCeMaq, Ribeiro listou uma série de razões para justificar tal pedido.

Só que, enquanto preparava a resposta aos questionamentos feitos, o grupo de Nicolelis teve uma grande surpresa. Dois dos signatários do pedido de sua destituição – o professor Manoel Jacobsen e o dr. Erich Fonoff —  escreveram carta à direção do CNPq, informando que não apoiavam a demanda de outros colegas do comitê gestor do InCeMaq.

Nesse período, mais precisamente em 29 de julho de 2011, o professor Sidarta Ribeiro publicou o artigo “Cross-modal responses in the primary visual cortex encode complex objects and correlate with tactile dis-crimination” na prestigiosa revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA (PNAS).

“Era fato notório que os dados experimentais descritos nesse artigo tinham sido todos obtidos nos laboratórios da Duke e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal”, conta Fuentes. “Porém, na versão final dos manuscritos foram ignorados tanto uma das fontes de financiamentos do trabalho — o National Institutes of Health, o NIH dos EUA — como a afiliação do professor Sidarta ao IINN no período em que o estudo foi realizado.”

Na época, já em litígio com IINN, Sidarta indicou apenas a sua afiliação ao recém-criado Instituto do Cérebro da UFRN, que ainda não tinha produção científica. Porém, ignorar fontes de financiamento e afiliações é conduta inapropriada.

Sidarta Ribeiro foi obrigado a se retratar publicamente do seu artigo. Tanto a sua afiliação verdadeira na época do estudo (com o IINN) bem como as fontes de financiamento tiveram que ser explicitamente reveladas.

 

– E  por que, em julho de 2010, o professor Nicolelis não contou aos membros do comitê gestor do InCeMaq sobre os trabalhos no projeto de rato infravermelho? – quem leu o manifesto dos sete ex-integrantes do grupo talvez tenha mais essa pergunta.

Nenhum cientista é obrigado a revelar pesquisas em andamento antes de estarem concluídas e as descobertas exaustivamente confirmadas e validadas. Devido ao caráter revolucionário desse projeto, o grupo de Nicolelis preferiu esperar a publicação do trabalho para oficialmente comunicar os achados.

“Nesses últimos dois anos, o professor Sidarta Ribeiro e seus colaboradores têm repetidamente me difamado, inclusive pela imprensa. Agora, foram longe demais”, indigna-se Nicolelis. “Os sete signatários do manifesto serão chamados em juízo para revelarem as provas concretas que supostamente dão subsídio a mais esse absurdo.”

 Leia também:

Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais

 

80 Comentários escrever comentário »

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Antero

02/10/2014 - 17h12

Sidarta Ribeiro = mau-caráter da pior espécie.

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Andar ou chutar a bola, eis a questão? | Guia Inclusivo - O guia da pessoa com deficiência

19/06/2014 - 12h54

[…] As vésperas de divulgação científica de pesquisa revolucionária do grupo de nicolelis tentam di… […]

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“Façamos exatamente o contrário do que a Globo e outros inimigos desejam” « Viomundo – O que você não vê na mídia

01/04/2013 - 01h27

[…] Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de pesquisa revolucionária […]

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Rocky

11/03/2013 - 23h07

Sidarta precisa ter muitos colaboradores que publiquem, porque se fosse pelo trabalho dele, não publicaria nada. O cara teve infra-estrutura e grana por vários anos e não produziu nada, sorte que o instituto seguiu em pé apesar dele. Aí ele achou que tinha que ser o chefe, arrastou todo mundo doiInstituto com a balela que os equipamentos e a grana iriam sair com ele, só que não funcionou. Agora fica em uma casa alugada, “fazendo experimentos em um banheiro” e “bebendo chimarrão no jardim até a madrugada”, de acordo a lenda romântica que eles tentam espalhar na mídia, mas a verdade é que os experimentos são feitos em Upsala, e o chimarrão não é precisamente a erva que consomem. Como não conseguiu apropriar-se do projeto de Miguel Nicolelis, agora se dedica a tentar destruí-lo mediante os recursos mais baixos. Não há pecado em ser medíocre e charlatão, mas a traição e a calúnia é coisa muita feia.

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Nicolelis: “Nós criamos outra forma de comunicação entre cérebros” « Viomundo – O que você não vê na mídia

11/03/2013 - 17h52

[…] Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de pesquisa revolucionária […]

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Rômulo Gondim – “Nós criamos outra forma de comunicação entre cérebros de animais”

11/03/2013 - 17h14

[…] Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de pesquisa revolucionária […]

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Django

08/03/2013 - 16h49

Vou aproveitar esse espaço para me expressar livremente sobre alguns fatos que tem afetado a minha vida de forma muito negativa. Não quero me expor e receber ameaças em privado ou humilhações públicas por parte de algumas pessoas do Instituto do Cérebro (ICe), como já aconteceu com alguns professores e alunos da UFRN que não concordaram com Sidarta Ribeiro e seus seguidores, portanto vou ficar no anonimato.

Sem importar os motivos que teve, Sidarta fez uma saída desastrosa do IINN. Não teve nenhuma consideração com o trabalho experimental dos alunos que iriam sair, não avisou aos alunos com antecedência e ocultou para eles, até o último momento, qual seria a data da saída, e finalmente forçou e ameaçou aqueles que não queriam sair. Os alunos ficaram sabendo a data de término do termo pelo próprio Nicolelis, data que estava prevista com um ano de antecedência, quando o termo foi assinado. Sidarta não enganou a todos sozinho, foi apoiado por todo o grupo que estavam com ele nesse momento, e que se intitulam “professores”. Professor é aquele que orienta e cria as condições para que seus alunos façam seus trabalhos. Essas pessoas são o contrário do que se pode chamar de professor, e deveriam ter vergonha de mentir e prejudicar seus próprios alunos, que após saírem do IINN precisaram ir para outras cidades ou para o estrangeiro para terminarem seus experimentos ou simplesmente ficaram sem poder fazer nada. Enquanto isso os “professores” ficam viajando pelo mundo, sendo que tem uns que passam seis meses na Europa, sem dar as caras no ICe. Todo mundo no ICe, especialmente os alunos, estão agora pagando os custos dessa saída mal feita. Sidarta é o diretor do ICe, mas em vez de se dedicar à pesquisa, dedica seu tempo à imprensa e a conspirar, não publica, a menos que alguém faça o trabalho para ele, não tem uma linha de pesquisa clara, e os alunos dele chegam à defesa com tese plagiada. Ou seja, ele dedica-se a uma luta pessoal de egos e tem abandonado seus deveres de ensino e de pesquisa, e é pago por isso com dinheiro de todos. O Sidarta está levando o ICe direto ao precipício, já é hora do pessoal sério e qualificado do ICe tomar conta do instituto. Não me interessa, nem me importa o que Nicolelis faz ou não faz no IINN, me importo com o trabalho que fazemos no ICe. Ainda tem gente boa aqui, pelo amor de Deus, tirem a esse cara da diretoria para a gente começar a trabalhar. Senão, estamos perdidos.

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Angelo

03/03/2013 - 16h37

A turma do Sidarta Ribeiro é realmente muito ativa nos blogs. É só alguém pedir que se investigue o que fazem no instituto dele que aparece um dizendo que o IP da máquina está registrado. Onde há fumaça á fogo. O tal de Escobar vai lá investigar? Duvido.

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    Ricardo

    07/03/2013 - 13h35

    O que uma perda de vaga de garagem não faz.

Jose Mario HRP

28/02/2013 - 05h27

Porque tanta disposição dentro de nosso meio cultural em difamar esse grande brasileiro?
Seu sonho de espalhar pesquisa e conhecimento foi boicotado lá na Paraíba, e agora iso!?
O que nossos pesquisadores tem contra ele?
Seu crime é querer que o Brasil seja justo e que haja oportunidade nas ciencias para todos que são capazes?

Responder

FrancoAtirador

28/02/2013 - 00h14

.
.
Vanitas vanitatis et ómnia vanitas,

inclusive na pesquisa universitária.
.
.

Responder

Carlos N Mendes

27/02/2013 - 18h31

Ah, meu amigo, o professor Nicolelis é um seríssimo candidato a se tornar o primeiro brasileiro a receber um Nobel… É quase lógico ocorrer algo dessa natureza com ele.

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Risoflora

27/02/2013 - 16h52

Diz,

A academia é um reflexo “intelectualizado” da sociedade (há quem diga que é o inverso). É um amontuado de pessoas, de indivíduos.

Aqui não cabe o julgamento por parte de quem está assistindo alguns flashes de uma novela com longos capítulos, que certamente se estenderá por muito tempo a frente.

Nicolelis e Sidarta estiveram juntos por muito tempo e não existiria este frenesi na neurociência tupiniquim sem a parceria deles.

Acontece que numa parceria como a deles há regras (nunca explícitas) a obedecer. Por exemplo, há limites para o brilho das estrelas. Normalmente só uma deve brilhar, com luz própria ou não. Mesmo que a luz do brilho seja a de uma estrela engolida, como acontece com os buracos negros. Muitos chefes de laboratório são verdadeiros buracos negros, sugadores de estrelas.

Provavelmente tudo foi muito bem até o momento em que a luz de Sidarta passou a ser observada sem o auxílio do refletor do Nicolelis. Isso é insuportável. Neste momento começam as revelações. O grande cientista, a grande estrela, passa a dar lugar ao Smeagol que o habita. Torna-se incontrolável. A relação até então de parceria torna-se uma caçada ao rato, que por não aceitar a condição de presa opaca, dedica o seu tempo a escapar do TOM. Ambos se conhecem e os pontos fracos estão expostos.

A avalanche culmina com o “racha”. Inicia-se então uma troca de ataques, sempre desleais, principalmente por parte do rei, que não deixará o “ingrato” em paz até que este tenha a sua carreira definitivamente reduzida a um canto de laboratório, onde poderá padecer de depressão, vendo todas a suas ideias publicadas pelo vencedor.

O efeito São Mateus é um velho conhecido: “Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.”

Sidarta, se você ler este post, considere esquecer esta disputa, por mais injusta que tenha sido. Ignore o Nicolelis. Recomece do ponto onde vocês estão. Em cinco anos vocês cruzarão nos corredores das principais conferências. Ambos como estrelas, com mérito reconhecido. Caso continue a estribuchar, você será reduzido a um verme movido a féu.

Profesor Nicolelis, caso o Sr. também leia este post, deixe o Sidarta em paz. Ignore a sua mediocridade e coloque-se para nós como nos acostumamos a vê-lo. Tínhamos orgulho do Sr. Estamos começando a ter vergonha.

Há muitos casos tristes na história parecidos com este. Um deles é o que envolveu o brilhante engenheiro Armstrong e o businessman De Forest. De Forest levou o prêmio Nobel e Armstrong, se suicidou depois de passar a vida nos tribunais reivindicando o reconhecimento dos seus méritos.

Saudações científicas.

Responder

    Potiguar

    28/02/2013 - 09h45

    Brilho? Que brilho que esse Sidarta tem? Se ele hoje tem um feudo na UFRN, onde a maioria passa o tempo viajando e praticamente não dá aula, com a farra sendo sustentada pelo governo e por uma reitora facilmente manipulável, isso se deve aos anos de puxa-saquismo em relação a Nicolelis. Nada mais.
    Mas o ego dele é tão grande, tão enorme, que quis passar seu mentor para trás. Quem é da UFRN e acompanhou sabe tudo. Infelizmente não se pode falar tudo o que se sabe.

    Pedro (PR)

    01/03/2013 - 16h33

    “Risoflora”? Acusações sérias atrás de pseudônimo?

    Helio

    09/03/2013 - 12h46

    Quanta bobagem… tudo isso para dar a entender que Nicolelis persegue Ribeiro? Quem está perseguindo quem, divulgando manifestos e dando agendas direcionadas para jornalistas?

João Luiz Cardoso

27/02/2013 - 16h48

Entre Rodas, jagunços e outros menos citados lembro aqui que nesta semana que vai passando, na casa de Arnaldo (seara do tal Rodas) uma série de atos no mínimo criminais conduziram a um cargo de docente o filho de um professor, que apesar de aposentado, livremente transitava pela cena do “concurso”, num gesto explicito de assédio moral à banca.
É a mesma elite safada, invejosa, que não quer largar o requeijão.
Um forte abraço aos meus colegas da FMUSP, de novo ultrajada.
Até quando?

Responder

vera

27/02/2013 - 14h08

Como pesquisadora digo que a solução é simples. Se fosse realmente verdade, eles não escreveriam cartinha pra povo brasileiro, escreveriam pra Nature Comm diretamente!

Responder

Ricardo

27/02/2013 - 13h19

Cara Conceição,

Porque meu comentário foi censurado? Imagino que foi, pois não aparece aqui. Só porque contesto a unilateralidade do blog ?
O tema é muito sério. Primeiro, porque carreiras e vidas de pessoas estão em jogo. Segundo, porque ninguém está acima de ser questionado – não entendo a posição do blog em endeusar Nicolelis – pessoa política tem uma dimensão, profissional da ciência tem outra. E, terceiro, por questões filosóficas mais profundas, não estou de acordo com a imagem que as atitudes do Nicolelis traduzem aos jovens – ou mesmo aos deslumbrados com a produção científica – sobre o que é ser cientista. Em resumo, faz parte do “American Single Story”.

Para entender esse perigo, recomendo o vídeo do Ted da fantástica escritora Chimamanda Adichie: http://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html

A estória única é muito forte e perigosa na ciência!
Se você não deseja publicar eu entendo, pois o blog é gerenciado por vocês, mas ao menos eu não poderia deixar de dizer isso. Principalmente após ter lido o nível rasteiro de muitos comentários.

Responder

    Conceição Lemes

    27/02/2013 - 14h29

    Ricardo, não vetamos nenhum comentário seu sobre o tema. sds

    Ana Luiza

    26/11/2014 - 18h32

    Ricardo,

    Obrigada pelo comentário sensato.
    Está difícil as pessoas entenderem o que está em questão.

jcm

27/02/2013 - 12h46

Só por ser o grande palmeirense fanático que é, eu já acredito nele, de antemão!

Responder

Djijo

27/02/2013 - 12h28

Parece que o grubo do Cidarta está mais para complicar, tipo infliltrado a mando de outros interesses, de fora.

Responder

J Souza

27/02/2013 - 12h17

Isso é bom para mostrar como é “moleza”, “fácil” trabalhar como pesquisador…
E não é só no Brasil que isso acontece, é no mundo todo…
Se alguém acha a bolsa de valores um local difícil de se trabalhar, venha conhecer o mundo acadêmico, onde “gênios” tentam sobressair-se uns sobre os outros!
É por isso que muitas vezes a Ciência não avança como devia, pois ao invés de haver maior colaboração, acirra-se a concorrência!

Responder

Almerindo

27/02/2013 - 11h42

Pois é… Mais uma da longa série “A inveja é uma M…”

Responder

Marcelo Ramos

27/02/2013 - 11h03

Rapaz, parecem da mesma turma do FHC. A inveja cega. Será que eles esquecem que ciência é documentada? Será que eles desconfiavam que o Nicolelis não documentou nada? E mesmo que isso acontecesse, só os emails apresentados acima já deixariam claro o tamanho intelectual e moral dos sete ratinhos… ou melhor, sete camundonguinhos que precisam implantar algo no cérebro além dos tico e do teco.

Responder

julio cesar montenegro

27/02/2013 - 10h38

admirei o livro do nicolelis MUITO ALÉM DO NOSSO EU onde mostra competentemente
que não há áreas nobres nem plebéias num cérebro interagindo
isso já dá urticária nos que se acham plus premium alpha senhores hierarcas
paulista o CIENTISTA (na contramão da colonização) escolheu o nordeste discriminado pra atuar
e (raridade) quer cultivar talentos entre as crianças LOCAIS
e last but not least ADMIRA O LULA
… é demas pras cabeças recalcadas
das torcidas des organizadas

Responder

Manifesto de sete pesquisadores contra Nicolelis « Viomundo – O que você não vê na mídia

27/02/2013 - 10h30

[…] Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de sair pesquisa revolucionária […]

Responder

Mardones

27/02/2013 - 09h49

Vai pesquisar, senhor Sidarta!

Responder

augusto2

27/02/2013 - 09h01

a gente defende quem faz ciencia em nosso pais e para ele. E rejeita babaovo das metropoles. Ai acima, de novo a mesma velha ideia , desta vez, thiaguina. E se acaso trouxe algo seu, e lá iniciado para cá, e direto para um local como o RN, mais positivo ainda para Nicolelis. E o Rodas ai, estará de que lado?

Responder

renato

27/02/2013 - 07h37

Gostaria de ouvir o Sidarta!
Daí tiro conclusões.
Principalmente na área cerebral.
Esta parte é bem difícil.
Faz 50 anos que ando de lá para cá.
E não entendo esta bola.

Responder

Terezinha Sanches

27/02/2013 - 01h29

Esta briga tem um pano de fundo além da inveja: a briga por verbas do governo federal. A mim tudo soa ridículo. Muito ridículo. Os cientistas envolvidos nessa coisa horrorosa deveriam enfiar a viola no saco e resolver suas encrencas de modo mais civilizado.

Responder

Edval Rodrigues de Viveiros

27/02/2013 - 01h10

O Professor Nicolelis é um gênio porque, entre outras importantes descobertas, sintetizou e demonstrou a quebra de importantes paradigmas da neurociência (veja, p.ex. o “Princípio da Ação Multitarefa Neuronal”). Como brasileiro, fiquei feliz ao participar da conferência do Dr. Mitsuo Kawato [Directeur, ATR BICR Laboratoire, Kansai Science City (Japon)], no “Colloque Robotique science et technologie”, dia 12 de junho de 2012, no “College de France” (Paris), e ouvir deste importante cientista japonês sobre a importância do trabalho do Prof. Nicolelis, para uma seleta platéia com renomados pesquisadores internacionais. Infelizmente, algumas pessoas no Brasil se incomodam com a competência e o sucesso que alcançados por (alguns) compatriotas brasileiros. Oswaldo Cruz e César Lattes também já foram difamados e, assim como Nicolelis, teve a História (e os fatos) a seu favor como testemunha.

Responder

ricardo silveira

26/02/2013 - 22h26

Por acaso esse Sidarta Ribeiro é do PSDB?

Responder

    joaoalm

    27/02/2013 - 14h25

    Fui procurar por essa info e descobri que ele é filiado ao PT e já foi até militante ativo.

    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,coisas-que-eu-queria-saber-aos-21-sidarta-ribeiro,790164,0.htm

    Flavio Lima

    27/02/2013 - 17h08

    Pois é. Sou petista e já vi petistas assim. Tem disso também. Mas o buda ai precisa pensar direito. Ter que fazer mea culpa no PNAS é muito mais que vergonhoso.
    E pra por um pouco de “humor”, a gente podia começar uma expulsãozinha do partido aí hehehe.

    ricardo silveira

    28/02/2013 - 00h07

    Não me surpreende que seja do PT, não, em todos os partidos tem gente de todo tipo, mas o perfil parece mais com o PSDB, não tenho dúvida.

Abel

26/02/2013 - 22h17

A história se repete: Carlos Chagas foi indicado duas vezes ao Nobel (1913 e 1921). Em ambas, foi torpedeado pelo “fogo amigo”. Em 1921, inclusive, nem houve a entrega do prêmio…
CARLOS CHAGAS NÃO RECEBEU O PRÊMIO NOBEL

Responder

Natalense

26/02/2013 - 21h47

Aos desinformados, essa briga daí não é de cunho partidário, mas pessoal. Envolve egos e milhões em equipamento. Até onde eu sei (e eu sei um pouco sobre a situação), não tem dedo “demotucano” na parada não.

Mas que essa novela tá rendendo, tá!

Responder

    Ronaldo Silva

    27/02/2013 - 11h21

    Não venha defender a sua turminha do PSDB…se toca, cara.

Francisco

26/02/2013 - 21h31

A prova da sopa é vaze-la.

Responder

marcosomag

26/02/2013 - 20h24

Inveja, picuinhas, fofocas… Quem acha que salão de cabelereiro é a maior “central de fofocas” do mundo não conhece o mundo acadêmico! Há risco da tal tentativa de desconstruir o Nicolelis prosperar na imprensa pois ele apoiou a Dilma e a imprensa está em guerra aberta contra ela. Pena que ela faz que não sabe… ACORDA DILMA!

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    Flavio Lima

    27/02/2013 - 16h59

    Muito bem colocado. Se tem politicagem ai, é da midia corporativa. Fazem qquer coisa.

Ely Veríssimo

26/02/2013 - 18h20

eu tive um professor na USP, com quem fiz o curso sobre Guimarães Rosa que dizia, falando a respeito dos jagunços: Se voces acham estes jagunços perigosos, é porque não conhecem ainda os jagunços intelectuais. Eles são muito mais perigosos e atiram pelas costas…

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Luiz Marcondes

26/02/2013 - 18h02

Não é preciso saber em detalhes o que é interface cérebro-máquina para entender todo esse “imbroglio”. Se assim fosse só especialistas em qualquer assunto poderiam julgar a correção dos atos desses mesmos especialistas, e assim teríamos um enorme corporativismo completamente não-democrático.
E a associação do Nicolelis com os Safra é muito simples de entender: eles deram o dinheiro, coisa muito comum nos EUA e Europa, mas não aqui, onde os bilionários querem tudo para si, ignorando as necessidades do país em que vivem.

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Anônimo

26/02/2013 - 18h01

De toda essa confusão, chego a conclusão que, ambas as partes estão certas, na essência. Mas, causa desconforto a covardia e a hipocrisia de quem acusa, que usa de uma pretensa defesa à ciência brasileira, quando na verdade, trata-se, apenas, de uma disputa por recursos públicos. Um lado usa do prestígio junto a comunidade científica para atacar o prestígio político que o outro tem, aproveitando-se, claro, dos interesses da grande mídia. Em outras palavras: é o CNPq, estúpidos…

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Carlos Fuentes

26/02/2013 - 17h54

Desculpem o off topic:

Este site não vai comentar o caso do menor que espontaneamente se apresentou no Fantástico para salvar a pele da organmizada do Corinthians?

Muito se falou aqui da matéria das duas bolinhas. Por que agora não, mas uma armação do PIG?

Não será pq a ligação A. Sanches-Lula-Itaqueirão-Caixa Econômica é muito grande, ne?

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Bonifa

26/02/2013 - 17h44

Consideramos as rusgas neste nível das fronteiras do conhecimento como uma demonstração de pujança do país no avanço científico. Querelas semelhantes e até roubo puro e simples de idéias têm povoado o mundo da ciência desde inícios do século vinte, mas se mantinham distantes de nosso país, um Jeca colonizado que quase nada produziu neste campo, a não ser pela abnegação individual de personagens como Carlos Chagas. Com o avanço vem sempre os questionamentos sinceros, maldosos ou até criminosos. É uma nova realidade à qual cabe nos acostumarmos.

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Uélintom

26/02/2013 - 17h40

Tenho a impressão de que, se cavar um pouquinho, vão achar digitais do Rodas nessa história. Mas é só uma suspeita.

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Marco Vitis

26/02/2013 - 17h29

Miguel Nicolelis é um cientista realizador.
Sidarta Ribeiro é um caluniador. Fracassado até como caluniador.

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Diniz Lima

26/02/2013 - 17h17

Só fiquei com uma dúvida. Na “estudo” do grupo do professor Sidarta, os ratos eram as cobaias ou os pesquisadores ?

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    jcm

    27/02/2013 - 12h44

    Boa!

ademar

26/02/2013 - 16h54

qdo tantos estão preocupados com extinção de muitos seres vivos,os trairas vão multiplicando em larga escala

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Mari

26/02/2013 - 16h08

Eita inveja desgraçada!!!!

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Alberto

26/02/2013 - 16h03

Uma tristeza e um comportamento eticamente irresponsável.

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Chomsky

26/02/2013 - 15h50

Até onde eu sei, o Sidarta é, ou já foi, simpatizante do PT. É um cara muito inteligente. Deve ter havido choque de egos. Cientistas do nível d0 Nicollelis costumam ter egos enooooormes, e muitas vezes insuportáveis. Acho q aí tem ressentimento brabo…. C’est la vie.

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    Bonifa

    26/02/2013 - 17h30

    Simpatizante do PT? Porquê esta, agora? Para atestar sua inteligência ou falta de ética? E o quê mais distingue o tal professor? Ele acredita em bruxas e duendes? Torce pelo Fluminense?

    JoãoP

    26/02/2013 - 22h04

    É muuuuito amigo do PIG…

    Abel

    26/02/2013 - 22h14

    Antes fosse – é Palmeirense fanático :)

    Nelson

    27/02/2013 - 11h47

    Chomsky.
    Seria nome de fantasia, codinome ou o sobrenome verdadeiro do nosso comentarista?
    De qualquer forma, creio que o sobrenome Chomsky mereceria comentário em alguma medida mais inteligente.

Tiago

26/02/2013 - 15h36

O post é interessante porém curioso, visto que normalmente vejo neste espaço textos voltados ao universo da política, e a discussão dos leitores normalmente ocorre nesse âmbito.

Isto posto, me faz pensar o porque esse texto em defesa do Nicolelis. O partido cuida dos seus? Os “progressistas” defendem os cientistas que apoiam seu partido, mesmo que não tenham a menor idéia do que raios é “interface cérebro-máquina”?

A impressão que tive com a leitura desse post foi: “se o cientista é petista, é claro que o que seja lá o que ele fizer, será revolucionário, será para o bem da humanidade, e, claro, fará do Brasil uma potência científica! Se outros cientistas forem do contra, bom…”

Triste é ver os colegas que, incapazes de argumentar sobre o pra lá de complexo universo da neurociência, taxam os outros cientistas de “tucanos”, kkk. LAMENTÁVEL.

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    Bonifa

    26/02/2013 - 17h53

    Somos testemunhas do esforço do blog do Azenha em acompanhar com entusiasmo desde há muito os esforços extraordinários de Nicolelis tanto na pesquisa científica em sí quanto na intensão não menos extraordinária de desenvolver seus estudos em um estado pobre e pequeno, estendendo seus exitos a programa social de incalculável importância. Nicolelis não foi poupado sequer de ataques do mundo político local, ao qual por vezes pareceu inconveniente com suas atividades transcendentes ao território do coronelismo estreito. E tudo isto foi aqui neste blog denunciado a seu tempo. Críticas ligeiras sobre o tema soam como irresponsáveis e injustas.

    Wagner Ayrão

    26/02/2013 - 23h39

    Oi Tiago

    Não é preciso ser neurocientista para entender que um ataque como o promovido pelos signatários do manifesto é difamatório e caluniador. Basta procurar por comprovação do que disseram. Não há.

    Quanto ao trabalho (a criação de um novo sentido além dos 5 já existentes, sendo este novo a captação de luz infra-vermelha sendo sentida como tato – cortex somatosensorial – é sim uma bomba científica. As possibilidades disso só poderiam ser vislumbradas em gibis e filmes de ficção científica. Novo sentido para locomoção de pessoas que não tem visão, por exemplo. Fora que a nova técnica pode trabalhar também com outras execuções, como por exemplo, transmissão e recepção de dados – num futuro próximo).

    Ah, não me importa a filiação partidária. Calúnia e difamação, sem apresentação de provas pelo caluniador deve ser repudiada, sim!

    Tiago

    27/02/2013 - 11h30

    Prezado Wagner,

    Não discordo do que escreveu (em especial com relação à pesquisa do Nicolelis).

    Porém, como eu disse, destaco que o Vi O Mundo não é um espaço onde os assuntos científicos são o foco. Então, me perdoe se estranho um post longo e que pode ser complexo para quem não é da área; em outras circunstâncias duvido que esse texto seria publicado aqui.

    COINCIDENTEMENTE, o cientista-tema do post é um camarada que declaradamente apóia o governo do PT…é claro que pode ser apenas coincidência né?

    Pedro (PR)

    01/03/2013 - 17h08

    Apanha na midiona pelas mesmas questões políticas e não pode encontrar espaço para defesa dos ataques baixos que sofre nos blogs independentes? Sério mesmo?

mariazinha

26/02/2013 - 15h35

Na época a briga foi feia, com os pesquisadores brasileiros. Simplesmente, foram barrados, na porta do Instituto. Por mim só encafifa o fato da proximidade de Nicolelis com os Safra. Até no nome: Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra

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Julio Silveira

26/02/2013 - 14h47

A inveja é uma m.
Os sete anões desconhecidos da ciência brasileira primeiro foram sentir o cheiro, depois que perceberam que não era mal cheiroso, que ao contrário era perfumado e agradava, passam a afirmar serem os produtores da essência. O Unico defeito do Nicolellis nem é dele, é ter que ir para os States produzir ciência de vanguarda. Talvez, e muito provavelmente, em função de cientistas brasileiros como esses.

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Willian

26/02/2013 - 14h11

Afinal, que grupo que o Nicolelis faz parte (o de Duke ou do RN) que desenvolveu sexto sentido em animais? O post abaixo dava a entender que era o do Brasil, pois ele confrontava afirmação do apagão da ciência brasileira. Ora, se foi o grupo de Duke, não teria sentido desta pesquisa ser um exemplo de que não houve um apagão na ciência brasileira.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/grupo-de-nicolelis-consegue-proeza-desenvolve-sexto-sentido-em-animais.html

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avelina Martinez

26/02/2013 - 13h32

A ciência não é neutra e a imprensa não é isenta.
O prof. Miguel Nicolellis deve ter arranjado alguns desafetos por ter se posicionado publicamente em campanhas eleitorais pró Dilma e pró Haddad em São Paulo.
Não duvido nada que tenha o dedinho do Coiso, fazedor de dossiês, por trás dessa campanha de difamação o Prof. Miguel Nicolellis.

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Francisco Nogueira

26/02/2013 - 13h28

Eu, brasileiro, tenho muito orgulho do Miguel Nicolelis PT saudações

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Hans Bintje

26/02/2013 - 13h26

Conceição Lemes:

“Quem não se comunica se trumbica”, dizia o Chacrinha.

Eu me lembro que fiquei pedindo por semanas a fio seus “Boletins Nicolelis” sem resposta.

Problemas na agenda de entrevistas, outros temas para discussão, o fato é que o silêncio fez acumular um monte de lixo que agora está exposto em praça pública.

E as coisas poderiam ser realmente diferentes: o trabalho do Nicolelis é sensacional, merecia ser divulgado com maior frequência e detalhes.

Eu mesmo tenho questões que gostaria que ele respondesse, como já escrevi em outro post.

Como romper esse impasse, como aprender as lições desse triste episódio que você relatou no texto acima?

Certamente com mais diálogo, artigos de divulgação curtos e constantes, no estilo dos “Boletins Nicolelis” que você escrevia.

E recuperar a parte boa dos tempos das entrevistas do Pasquim, do papo informal que marcou época. Dessa vez, sem whisky, mas será que vale uma boa cerveja da colônia deste leitor? ;-D

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    Conceição Lemes

    26/02/2013 - 14h00

    Com cerveja é melhor. Mas eu sou só uma rs, Hans! O trabalho que o Nicolelis faz em Natal com a criançada é MARAVILHOSO. Voltaremos a conversar. Vc tem razão, como já te disse outras vezes. Grande abraço

    Hans Bintje

    26/02/2013 - 14h44

    Eu entendo, Conceição.

    E repito aqui: eu respeito demais seu trabalho.

    E gostaria que a gente não agisse como bombeiros, tentando apagar os incêndios causados pelo PIG.

    Nesse sentido, o caso do Nicolelis nem é o pior.

    Difícil mesmo está sendo uma briga política para garantir 12 minutos no horário eleitoral para tentar contrapor ao noticiário implacável dos adversários.

    Que atacam noite e dia, sem parar, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

    Eis a história ( fonte: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/02/26/funcao-do-eduardo-e-tirar-dilma-da-teve/ ):

    “Como o PiG interdita a Dilma, a única chance que ela tem de expor as realizações e se defender é no horário eleitoral gratuito.

    Qual é a estratégia do Golpe Paraguaio ?

    Tirar tempo da Dilma !

    Como o PiG bloqueia a Dilma, a única chance que ela tem de expor suas realizações e se defender é no horário eleitoral gratuito.

    A única.”

Hélio Pereira

26/02/2013 - 12h51

Sem entrar no mérito,
com todo respeito a estes “sete pesquizadores”,mas sete é o “numero da mentira”.

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Álvaro Silva

26/02/2013 - 12h45

Pelo que se vê esse Professor Sidarta é um farsante. É uma pena que o Brasil tenha gente desse nível nas Universidades. E olhando o currículo dele vi que trabalhou com Nicolelis por quase 10 anos. O que não teria feito pelos bastidores nesse período?

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Yacov

26/02/2013 - 12h42

É a Ciência atuKKKanada…

NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA BRADLEY MANNING JÀ !! FORA YOANI !! ABAIXO A DITADURA DO STF, MÍDIA E SEUS LACAIOS & ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

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    Julio

    26/02/2013 - 14h00

    É isso mesmo Yacov, aí tem dedo demotucanalha, essa corja não perde tempo para difamar e caluniar…..

    Fran

    26/02/2013 - 22h48

    Ola
    Esqueceste nessa lista o mineiro Santos Dumont e o gaúcho Landel de Moura,inventores do avião e do rádio, antes dos atuais que detém o título.

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