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Altamiro Borges: Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia

24 de agosto de 2011 às 17h52

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia

Por Altamiro Borges, em seu blog

A mídia ruralista voltou a babar seu ódio contra o MST, que ontem ocupou novamente as terras griladas pela empresa Cutrale em Iaras, no interior de São Paulo. Na TV, âncoras e comentaristas criticaram a “invasão” e repetiram as cenas da destruição dos pés de laranja… em setembro de 2009. Apesar do Incra reafirmar que a área pertence a União, a mídia insiste em satanizar os sem-terra.

A ocupação da Cutrale faz parte da jornada de luta pela reforma agrária – que inclui um acampamento de 4 mil pessoas em Brasília e várias ações nos estados. A mídia nada fala das reivindicações do MST ou da absurda concentração fundiária no país. Prefere defender a “vítima” Cutrale – neste sentido, a ocupação serviu para noticiar, mesmo que de forma pejorativa, a luta pela reforma agrária.

A omissão criminosa

Nos momentos de confronto, a mídia hegemônica sempre toma partido. Ela fica ao lado dos poderosos, neste caso os barões do agronegócio, contra os trabalhadores. Ela até chega a ocultar denúncias que fez em períodos de maior calmaria. O caso da Cutrale é emblemático. As redações da imprensa conhecem bem as irregularidades desta empresa, mas preferem o silêncio criminoso.

Em maio de 2003, por exemplo, a revista Veja – talvez em mais uma ação mercenária – fez uma longa reportagem sobre a Cutrale. Ela revelou que a empresa é uma das mais ricas do mundo e que construiu o seu império de maneira predatória e ilegal. “O brasileiro José Luís Cutrale e sua família detêm 30% do mercado global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no petróleo”.

Exploração, sonegação e remessa ilegal

Ainda segundo a revista, “o principal segredo do negócio consiste em adquirir a fruta a preço baixo – a preço de banana, brincam os fornecedores –, esmagá-lo pelo menor custo possível e vender o suco a um valor elevado”. Em 2001, o governo FHC chegou a investigar a altíssima lucratividade da Cutrale (nos anos 1980, ela teve taxas de retorno na ordem de 70%, um fenômeno raro).

“Uma autoridade da Receita Federal relatou a Veja que a estratégica para elevar a lucratividade do grupo passa por contabilizar parte dos resultados por intermédio de uma empresa sediada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Com isso, informa a autoridade da Receita, a Cutrale conseguiria pagar menos impostos no Brasil”.

“Agressividade gerencial”

Em síntese, a revista Veja criticou a “agressividade gerencial da família Cutrale”, que já virou “uma lenda no interior paulista. Os plantadores de laranja no Brasil têm poucas opções para escoar a produção. Há apenas cinco grandes compradores da fruta e Cutrale é o maior deles. Por essa razão, acabam mantendo com o rei da laranja uma relação que mistura temor e dependência”.

“Por um lado, eles precisam que ele compre a produção. Por outro, assustam-se com alguns métodos adotados pela Cutrale para convencê-los a negociar as laranjas por um preço mais baixo”. Vários produtores relataram à revista a brutal pressão para baixar preços ou mesmo para adquirir suas fazendas, inclusive com sobrevôos ameaçadores de helicóptero e outros métodos terroristas.

Uma coleção de processos na Justiça

A bombástica reportagem simplesmente foi arquivada, assim como também foram esquecidos os inúmeros processos na Justiça contra a Cutrale por desrespeito aos direitos trabalhistas, crimes ambientais e pressão contra os lavradores. Somente de 1994 a 2003, a empresa foi alvo de cinco ações no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por formação de cartel.

Para criminalizar a jornada nacional de luta pela reforma agrária, a mídia omite os crimes da Cutrale. A empresa vira uma santa; o MST é o demônio. A mídia “privada” sequer esclarece que as terras em Iaras não pertencem legalmente à Cutrale. Elas compõem o lote do Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares pertencentes à União. Ou seja, elas foram griladas – roubadas!

Laranjas ou vendidos da mídia

Em 2007, a Justiça Federal cedeu a totalidade do imóvel ao Incra. Mas a empresa permanece na área com base em ações judiciais protelatórias. Desde que grilou as terras e passou a monopolizar a produção, milhares de pequenos e médios agricultores foram à falência e 280 mil hectares de pés de laranja foram destruídos. Mas a mídia só repete as cenas do trator em setembro de 2009.

Diante da riquíssima família Cutrale, com uma fortuna avaliada em US$ 5 bilhões, os colunistas da mídia são realmente laranjas! Já alguns pegam “carona” e se vendem!

*****

NOTA DO INCRA A RESPEITO DA ÁREA EM LITÍGIO:

Terras públicas do Núcleo Colonial Monção serão transferidas ao Incra/SP

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em São Paulo (Incra/SP) receberá em definitivo a transferência do domínio das terras públicas remanescentes do Núcleo Colonial Monção, localizadas em Iaras/SP.

A solução conciliada foi construída no âmbito da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal da Advocacia Geral da União (CCAF/AGU) e definida em reunião no último dia 19 de abril.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) concordou em firmar os termos para a transferência e com estas providências não haverá mais dúvidas sobre a legitimidade do Incra na adoção de medidas judiciais para a retomada destas terras públicas e sua destinação à reforma agrária.

O Núcleo Colonial Monção foi criado a partir de 1909/1910 com aquisição de vários imóveis rurais na região pelo Governo Federal, no intuito de realizar projetos de colonização com imigrantes.

Na época, foram reunidos 40 mil hectares por meio de compra de propriedades particulares e pelo recebimento de dívidas fiscais, abrangendo parte dos municípios de Agudos, Lençóis Paulistas, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

É grande o potencial dessas áreas para o desenvolvimento socioeconômico, pois concentrar assentamentos rurais em uma mesma microrregião permite ao poder público um enfoque no desenvolvimento territorial sustentável.

A recuperação deste patrimônio público traz a perspectiva de construir uma grande área reformada no centro do Estado de São Paulo, que facilitará a integração produtiva dos trabalhadores assentados e sua articulação com os mercados locais.

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E por falar em laranja…

 

57 Comentários escrever comentário »

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Devanir Ribeiro:”Aonde vamos parar com esse jornalismo tão podre, tão mentiroso?” | Viomundo - O que você não vê na mídia

28/08/2011 - 13h28

[…] Altamiro Borges: Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia   […]

Responder

Ciro Lauschner

27/08/2011 - 23h03

O conceito de "grilagem" não se aplica a terras públicas sejam da União ou dos Estados.
Todo cidadão que ocupar uma área pública de forma mansa e pacifica durante um ano e um dia será posseiro dessa área e ao INCRA compete emitir os títulos de propriedade se a terra for da União, dentro da quantidade estabelecida em lei. Terra pública intocavel são as Florestas Nacionais, os parques nacionais e as reservas indígenas e biológicas devidamente demarcadas e arrecadadas pela União ou Estado ou aquelas decaradas de utilidade pública pelas tres esferas de poder. O resto é confusão já que invasão é considerada esbulho de posse, portanto ilegal.

Responder

carlos bandeira

25/08/2011 - 22h39

Documentos importantes sobre a Cutrale

1- Estudo histórico, com documentação, da Procuradoria do Incra que demonstra que terras usadas pela Cutrale são da União: http://www.mst.org.br/sites/default/files/Dossie_

2- Dossiê sobre os crimes da Cutrale: grilagem, cartelização do setor, exploração dos produtores de laranja, trabalho escravo, poluição dos lençois freáticos com agrotóxicos: http://www.mst.org.br/sites/default/files/apresen

São bons subsídios para entender a atuação da empresa.

Leiam!

Responder

Jayme V. Soares

25/08/2011 - 20h35

JotaCe,

Agradeço os seus comentários sobre a minha postagem neste blog, em que me refiro ao mau uso dos solos nas atividades agrícolas, no Brasil; considero valiosos os seus esclarecimentos, sobre os defensivos agrícolas e sua importância na proteção dos microorganismos, que concorrem para a preservação estrutural e fertilidade dos solos, contribuindo para protegê-los da erosão.

Responder

    JotaCe

    25/08/2011 - 22h18

    Caro Jayme,

    É bom saber que você levou em consideração as minhas informações. De minha parte, aprendo muito neste blog todo dia. Aliás, de tanto ler e praticar sobre o assunto ‘defensivos agrícolas x agrotóxicos’, embora você tivesse apreendido o sentido, omiti que os primeiros não são poluentes, não contaminam. Deveria eu também enfatizar a importância do uso dos defensivos agrícolas na questão da preservação dos solos brasileiros e da saúde em geral, face que não possuem a ação deletéria dos agrotóxicos e agroquímicos como os fertilizantes solúveis. Grato,

    JotaCe

zenon tavares

25/08/2011 - 20h07

Mais uma vez a midia representando quem quer tudo só porque se acha superior.

Responder

bissoli junior

25/08/2011 - 19h04

e a TV Brasil?
medíocre como as comerciais.
o que quer? repetir o modelo limitado e limitante de fazer jornalismo a que o brasileiro médio se acostumou, assistindo globo e congêneres?
é medo refinado? é incompetência bruta mesmo? são ordens de cima?
até quando, senhores e senhoras da TV Brasil?

Responder

Gerson Carneiro

25/08/2011 - 18h29

“Uma autoridade da Receita Federal relatou a Veja…"

Sempre há um laranja colaborando com a mídia.
Qual foi o preço dessa "autoridade"?

Responder

souza santos

25/08/2011 - 17h32

" …..os colunistas da mídia são realmente laranjas! Já alguns pegam “carona” e se vendem! "

Esta frase e perfeita!!!

Ali pode-se incluir alguns jornalistas " Pouco Honestos e Amigaveis" que gostam de sobrevooar fazendas de ruralistas nas aeronaves dos ruralistas e falar bem da reforma do codigo florestal que obviamente e favoravel aos ruralistas.

Responder

Luiz Carlos, o velho

25/08/2011 - 16h26

Segundo o Art.5º da CF do Brasil (cláusula pétrea) em seu INCISO XXXV -: A LEI NÃO EXCLUIRÁ DA APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO LESÃO OU AMEAÇA A DIREITO.
E atenção, muita atenção:
XXXVII – NÃO HAVERÁ JUÍZO OU TRIBUNAL DE EXCEÇÃO.
Ninguém, de forma alguma, sob nenhum argumento poderá se arvorar como juiz de uma questão. Muito menos ainda os membros do MST ou da Via Campesina ou sei lá o que mais.

Responder

Luiz Carlos, o velho

25/08/2011 - 16h18

Em 2007, o Incra obteve decisão favorável sobre a posse das terras, em sentença do Tribunal Regional Federal em São Paulo. Mas,enquanto mantinha negociações para cumprir o acordo, a empresa conseguiu cassar a decisão anterior.
“A JUSTIÇA ENTENDEU QUE O IMÓVEL NÃO PERTENCE À UNIÃO E QUE O INCRA, PORTANTO, NÃO É PARTE LEGÍTIMA NA AÇÃO
Na decisão, o juiz se baseou em uma dissertação de mestrado defendida na Unicamp que informa, ser as terras de propriedade da Fepasa (Ferrovia Paulista).

E de acordo com a lei maior do nosso país, quem decide conflitos, não é nenhum movimento, ONGs, ou lá seja o que for, mas a justiça. Somente a justiça.
CF de 88 Art. 5º: XXII – é garantido o direito de propriedade;

XXIII – a propriedade atenderá a sua função social;
E de acordo com o INCISO XXIV DO ART.5º-
XXIV – a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição.
A lei determina, com se vê, INDENIZAÇÃO PRÉVIA, ou seja, a desocupação se dará após os pagamentos efetuados e de pleno acordo com os antigos proprietários.
Se não estiver de acordo com a lei, é CRIME.

Responder

Martin Wolf: Aproveitar a oportunidade para reformar a mídia | Viomundo - O que você não vê na mídia

25/08/2011 - 16h04

[…] Altamiro Borges: Grileiro da Cutrale e laranjas na mídia   […]

Responder

Antônio Lange

25/08/2011 - 15h42

"Exploração, sonegação e remessa ilegal" – Explorar um mercado de forma predatória se dá por dois motivos: 1 – incompetência e desorganização dos demais atores do mercado. 2 – Estado incompetente e/ou corrupto como regulador. Sonegação e remessa ilegal se dá tbém por incompetência e/ou corrupção do grande satã, o Estado.
"Agressividade gerencial" – Nunca foi coisa ruim. Aqui tbém cabe aos concorrentes se organizarem e se defenderem.
"Uma coleção de processos na Justiça" – Isso demonstra que mesmo depois de nove anos de governo de um partido popular, o Brasil ainda não conseguiu JUSTIÇA. Outra vez a crítica recai sobre nossa sociedade que é incompetente para organizar o Estado.
Então vejo que o artigo tenta justificar a ação do MST vendo-o como um ator quixotesco que vai provocar a organização do Estado e não como um movimento que quer ocupar a terra e trabalhar nela.
Com a tecnologia existente e os desenvolvimentos experimentados para a exploração da terra não há mais que se falar em reforma agrária. A reforma agrária deveria ter sido feita no século 19, hoje não tem mais sentido.

Responder

visitante

25/08/2011 - 14h14

Colo trecho de artigo extraído do link ao final.
___
(…)

Omissão

Ninguém da “grande” imprensa noticiou que a Cutrale possui nada menos do que 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. E que, destes, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra, no recente cadastro de 2003, como improdutivas; portanto, passíveis de desapropriação. Entre as 30 fazendas não consta a área grilada de Iaras, pois não é de sua propriedade (veja tabela abaixo).

Uma colunista teve coragem de noticiar os vínculos partidários e as polpudas verbas gastas pela empresa nas campanhas eleitorais, em apoio a todos os partidos.

O fato é que a Cutrale é símbolo desse modelo de agronegócio subordinado ao capital internacional. Uma empresa de origem familiar do interior de São Paulo se vincula ao mercado externo, se associa com a Coca-Cola e passa a controlar, em poucos anos, a maior parte do mercado de laranja do Brasil e 30% de todo o mercado mundial de sucos. Hoje, cerca de 90% do suco produzido no Brasil é exportado.

Monopólio

Em poucos anos, o setor se transformou, de muitas e médias agroindústrias e de milhares de pequenos e médios produtores de laranja, num setor altamente oligopolizado. Hoje são apenas quatro grupos que controlam toda laranja: Cutrale (mais ou menos 60%); Citrosuco; Louis Dreifus Commodities – LDC (francesa); e Citrovita, da Votorantim.

A Cutrale tem esse poder todo porque possui uma empresa associada (joint venture) à Coca-Cola mundial nos EUA, de quem é fornecedora exclusiva em escala mundial. Por isso sua condição de empresa “Ltda.”, pois já é parte (menor) do monopólio mundial da Coca-Cola.

Numa reportagem de 2003, a insuspeita revista Veja denunciou a empresa Cutrale de ter subsidiária nas ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros, ou quem sabe de evasão fiscal… e saiba Deus mais o quê.

Exploração

Essas empresas passaram a comprar terras e assim garantem uma base da produção de laranja suficiente para impor preços e condições draconianas aos pequenos e médios agricultores que antes produziam laranja para um mercado concorrencial. Os trabalhadores dos laranjais são superexplorados com salários ridículos, pagos por produção, sem nenhum direito trabalhista.

O resultado de todo esse processo foi que milhares de pequenos e médios agricultores tiveram que abandonar a produção de laranja. Entre 1996 e 2006, foram destruídos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, somente em São Paulo, nada menos do que 280 mil hectares de laranjais.

Mas a Globo não fez nenhuma reportagem. Nem o serviço de inteligência da PM de São Paulo se preocupou em filmar porque os pequenos e médios agricultores estavam destruindo seus laranjais!

Os parlamentares ruralistas realmente não têm consciência de sua classe – da burguesia rural. Em vez de defendê-la, ficam sempre puxando o saco da burguesia internacional. Razão tinha mesmo o nosso saudoso Florestan Fernandes: faltou-nos uma revolução burguesa nesse país, que pelo menos lhe desse sentido de classe e consciência de nação.

*Ariovaldo Umbelino de Oliveira é doutor em Geografia, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Departamento de Geografia Humana – da Universidade de São Paulo (USP). É estudioso dos movimentos sociais do campo e da agricultura brasileira e autor de vários livros.

__ http://www.kaosenlared.net/noticia/face-da-cutral

Responder

    Antonio

    25/08/2011 - 19h45

    Visitante, muito obrigado pelas informações. O blog do Azenha cumpre um papel importantíssimo na tarefa de bem informar. Estimulo meus filhos menores a procurar, sempre, fontes honestas de informações que lhes permitam desenvolver um espírito crítico. É muito gratificante ver quão rico é o debate nesse espaço.

maximo silva

25/08/2011 - 14h09

Anos e anos para a Justiça encerrar a ação de retomada do imóvel GRILADO pela CUTRALE para devolve-lo à República….apenas algumas horas para a concessão de uma liminar que garante à grileira CUTRALE a retomada do imóvel após a recente invasão pelo MST…isso é o que chamamos Estado Democrático de Direito!!

Responder

eunice

25/08/2011 - 13h15

mudar a grade dos curriculos das escolas de jornalismo, escorraçar o PMDB chantagista do Congresso,distribuir renda,assim vamos mudando o Brasil.

Responder

eunice

25/08/2011 - 13h14

Eu nunca vi as associações de jornalistas cassar um deles. Ao menos no caso de suborno contra a pesquisa do Instituto sobre as mutações das cascavéis no Paraná, sabe-se que houve suborno.

Responder

edecairocudabunda

25/08/2011 - 12h53

Tá, a cutrale está errada, mas as terras da união não são casa da mãe joana para ser invadida assim toda hora tb.

Responder

Almerindo

25/08/2011 - 11h46

Azenha, fora do assunto, mas tomei a liberdade de reproduzir assunto muito GRAVE de um leitor do site do Brizola Neto:

Parece que a Anatel também está dando uma força ao AI5-Digital.
Está em consulta pública o regulamento para prestação do serviço de banda larga
Consulta Pública nº 45 da Anatel: Modifica regulamento da prestação do Serviço de Comunicação Multimídia (é o serviço que permite prover acesso à internet em Banda Larga).
Para contribuir basta acessar o endereço: http://sistemas.anatel.gov.br/SACP/Contribuicoes/
Entre os artigos do novo regulamento proposto está este:
“Art. 65. A Prestadora deve manter os dados cadastrais e os registros de conexão de seus Assinantes pelo prazo mínimo de três anos.”
Não era justamente este um dos pontos criticados do projeto da Lei Azeredo, que é chamado por alguns como sendo o “AI-5 Digital”?
As pessoas não se dão conta que mesmo se mesmo a Lei proposta pelo Sen Azeredo não for aprovada, se este artigo for incluído no regulamento da Anatel, todos os provedores de Banda Larga serão obrigados a cumpri-lo.
Ou seja, mesmo sem uma lei, basta um simples artigo em um único regulamento expedido pela Anatel para instituirmos o “Big Brother” monitorando quais os sites que os internautas acessam.
Vai criaras condições para favorecimento de um estado policial.
Vale lembrar que nos EUA, apesar de ser uma democracia consolidada, após os atentados de 11/Set/2001, foi aprovada a tal lei “Patriotic Act” que permitia, entre outras coisas, que o governo pudesse ter acesso a diversos tipos de registros do cidadão comum, incluindo por exemplo os registros em bibliotecas para saber se alguma pessoa estava lendo “literatura subversiva”.
É preciso que as pessoas se manifestem nesta consulta pública da Anatel para não deixar que este artigo seja incluído no regulamento sobre a prestação do serviço de banda larga.

Responder

Carlos Nunes

25/08/2011 - 10h47

Grande texto para fazer o contra ponto com o que a midia anda divulgando,
e mostrar as duas caras de como e quando as informações são apresentadas é muito importante.
mas usar péssimas fontes tem o seu preço,
trazer da Veja que "…Crutale…detêm 30% do mercado global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no petróleo" é compactuar com essa análise tosca.
Como se os indústrias do suco de laranja e do petróleo fossem equipolentes na conjuntura e relação de forças no mundo.
A desinformação que traz a grande midia vem desde o que publica ou não, assim como o tipo e o direcionamento de suas análises.

Responder

Alexandre Felix

25/08/2011 - 10h25

Tenho um pé de mexiricas em casa…plante um também. Visite mais a feira livre do seu bairro…não beba esse suco de exploração. Grande abraço.

Responder

Afonso Braga

25/08/2011 - 09h53

Alguém pode me responder porque, em qualquer boteco, que um copo de suco de laranja sai mais caro que uma lata de refrigerante?????

Responder

Jayme V. Soares

25/08/2011 - 09h52

O Governo brasileiro precisa também fiscalizar rigorosamente o uso dos nossos solos, hoje agricultáveis, mas que certamente deixarão de sê-los, se as grandes empresas agropecuárias nacionais e estrangeiras continuarem a empregar métodos de manejo inadequados, como o uso extensivo de agrotóxicos e defensivos agrícolas, e exposição dos solos a uma intensa erosão, como se vem constatando. Os solos podem ser preservados, porém também podem se tornar riquezas naturais perecíveis, em curto prazo de utilização.

Responder

    JotaCe

    25/08/2011 - 14h47

    Caro Jayme,

    Muito válida a sua preocupação com relação ao mau uso dos solos brasileiros. Contudo, uma retificação de minha parte, pois defendo o mesmo propósito que você: agrotóxicos são venenos, produtos tóxicos usados na agricultura. Contaminam o ambiente e afetam a saúde humana e dos animais. Pertubam o metabolismo das plantas, tornando-as sujeitas à ação dos insetos e de agentes de doenças. Destroem a microvida do solo (fungos, bactérias, ácaros, actinomicetos etc.) responsáveis pela sua estrutura e fertilidade natural, pelo que facilitam os processos erosivos. Da mesma forma, atuam os agroquímicos representados pelos fertilizantes solúveis. Já os defensivos agrícolas (como as caldas, o biofertilizante, a cinza, o extrato de nim, pó de basalto etc.) protegem as plantas da ação de insetos e agentes de doenças. Lembro que os lobistas confundem propositadamente os termos ‘defensivos agrícolas’ e ‘agrotóxicos’
    Abs, JotaCe

Jayme V. Soares

25/08/2011 - 09h51

Não se pode admitir que empresas estrangeiras, multinacionais, como a Cutrale, grilem terras brasileiras, inclusive pertencentes ao INCRA, e já legalmente destinadas a assentamentos para reforma agrária, em detrimento dos direitos de milhões de brasileiros, que necessitam delas para plantar e atender à sua sobrevivência; faz-se necessária uma ação mais ágil do governo, através do Órgão competente, para que estas terras devolutas sejam devida e legalmente entregues aos pequenos agricultores brasileiros, que delas tanto necessitam para sua subsistência, e cujas terras vêm sendo griladas por empresas estrangeiras, inclusive com apoio inaceitável da justiça brasileira e de representantes do Poder Legislativo, como vem sendo amplamente divulgado pela mídia.

Responder

Jayme V. Soares

25/08/2011 - 09h49

O Governo brasileiro precisa fiscalizar e impedir a ocupação das nossas terras por pessoas ou empresas estrangeiras, que vem ocorrendo não só na região amazônica, mas em outras partes de nossa área territorial. Estas ações podem ser competentemente implementadas pelo INPE, com controle contínuo utilizando imagens de satélites atualizadas, com resolução tridimensional, recobrimento aero-fotográfico, em escala apropriada, se necessário, apoio direto e ostensivo e intensivo das forças armadas e de policiamento federal, e participação direta do INCRA, IBAMA e IBGE, e com o apoio e suporte incondicional da Justiça Federal brasileira.

Responder

Jayme V. Soares

25/08/2011 - 09h44

O Governo brasileiro precisa fiscalizar e impedir a ocupação das nossas terras por pessoas ou empresas estrangeiras, que vem ocorrendo não só na região amazônica, mas em outras partes de nossa área territorial. Estas ações podem ser competentemente implementadas pelo INPE, com controle contínuo utilizando imagens de satélites atualizadas, com resolução tridimensional, recobrimento aero-fotográfico, em escala apropriada, se necessário, apoio direto e ostensivo e intensivo das forças armadas e de policiamento federal, e participação direta do INCRA, IBAMA e IBGE, e com o apoio e suporte incondicional da Justiça Federal brasileira. Não se pode admitir que empresas estrangeiras, multinacionais, como a Cutrale, grilem terras brasileiras, inclusive pertencentes ao INCRA, e já legalmente destinadas a assentamentos para reforma agrária, em detrimento dos direitos de milhões de brasileiros, que necessitam delas para plantar e atender à sua sobrevivência

Responder

José Ruiz

25/08/2011 - 08h12

Apesar da vocação empresarial, a Cutrale pensa que todo mundo é banana.. resta comprovado que a grita moralista da mídia é falsa, baseada no lema "para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei.."

Responder

Rodrigo Falcon

25/08/2011 - 02h12

Movimentos sociais legítimos, reivindicando nada mais que direitos democráticos, sempre serão criminosos hostis para nossa oligarquia midiática. O certo é que a imprensa, em toda América Latina, por força particular de sua formação impositiva e ditatorial, sempre será um obstáculo à verdadeira democracia.
Novamente, como já dito e redito insistentemente, o certo é que sem Ley de Medios e Reforma Agrária não há plena democracia! Democracia participativa e não esta, delegativa, que temos hoje em nosso país.
Sem Ley de Medios e Reforma Agraria não há democracia!
Parece discurso velho, mofado? Triste pra nós…

Responder

ZePovinho

25/08/2011 - 00h06

SE uma empresa privada invade terra pública,qualquer cidadão tem o direito de invadir também.

Responder

Klaus

24/08/2011 - 23h35

Cutrale doou R$R$1.788.693,36 para a campanha de Dilma. Estou só sanando as dúvidas do comentarista Gilberto Silva, lá embaixo, que gosta de procurar pelo em ovo.

Responder

rodrigo.aft

24/08/2011 - 22h57

Colegas,

quem andou por Araraquara sabe, E NÃO É DE HOJE, da fama de "carrasco" da Cutrale…

ESSA EMPRESA NÃO CRESCEU SÓ TRABALHANDO HONESTAMENTE (vejam as denúncias acima, muitas das quais eu já tinha conhecimento há mais de 20 anos).

não teve UM(a), UM(a) colega de Araraquara q elogiasse essa empresa e o método "jagunço" de administração…
não lembro de nenhum dos meus colegas q trabalharam nessa região se interessarem em trabalhar na Cutrale, pelo contrário, sempre falaram mal….
naquele tempo, a minha imagem da empresa e família era algo como "Cosa Nostra italiana manobrando um sindicato portuário"… pelo jeito, não mudou NADA!

quem nasceu para ser opressor e vampiro, não muda com o tempo… só melhora (ou piora?) ao longo do tempo…

mas no bRAZIL, onde quem tem dinheiro, MANDA e pode FAZER OS TRAMBIQUES que quiser e fica tudo por isso mesmo… pode tratar funcionários e fornecedores como laranjas q vão para o esmagamento… tira o suco até a última gota e ainda aproveita o bagaço para queimar em usinas geradoras de energia…

ou seja, esse povo sabe tirar e usar em benefício próprio (E SEM REMORSOS) tudo q as pessoas podem ter de valor…
mas… tem montes deles no bRAZIL, principalmente no meio político…

Responder

gilberto silva

24/08/2011 - 21h30

A Cutrale tem relação figadal com o PSDB ? Pra quem doou grana nas ultimas campanhas?

Responder

    Klaus

    24/08/2011 - 23h29

    "Entre os candidatos que receberam doações da Cutrale para financiamento de campanha estão Antonio Pallocci Filho (R$ 50 mil), deputado e ex-ministro da Fazenda; Arlindo Chinaglia (R$ 25 mil), deputado petista e ex-líder do governo na Câmara; e José Aníbal (R$ 25 mil), deputado do PSDB de SP e ex-líder tucano na Câmara.

    Também receberam doações José Sarney Filho (R$ 100 mil), deputado (PV-MA) e filho do ex-presidente do Senado, José Sarney; Jutahy Magalhães Júnior (R$ 25 mil), deputado (PSDB- BA); Severino Cavalcanti (R$ 20 mil), ex-presidente da Câmara (PP-PE); Paulo Renato Souza (R$ 50 mil), ex-ministro da Educação de FHC; e Teotônio Vilela Filho (R$ 50 mil), atual governador de Alagoas pelo PSDB.

    As maiores contribuições foram destinadas a Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo e candidato derrotado ao Senado pelo PMDB paulista, e para Amir Lando, também derrotado na disputa pelo governo de Rondônia pelo PMDB: R$ 200 mil cada."
    http://www.ojornalweb.com/2010/03/16/citado-como-

    Klaus

    24/08/2011 - 23h31

    "Outros setores que se destacam entre os doadores pessoa jurídica para a campanha de Dilma são os de alimentos e bebidas (Cutrale e Ambev), empreendimentos imobiliários, farmacêutico, industrial e mineração."
    http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2010/12/0

Augusto

24/08/2011 - 20h53

Azenha, me explica uma coisa, se a área pertence à União, como pode a Cutrale explorá-la ilegalmente??? Está aí uma coisa que eu não consigo entender. Alguém mente nesta história.

Responder

    MARIA

    24/08/2011 - 21h33

    Alguem sabe dizer quais as marcas, quais os produtos sao ligados à Cutrale? Seria muito bom que tivessemos uma lista desses produtos para lancarmos um boicote a eles, essa é sempre a parte sensível, se conseguirmos associar os produtos ao banditismo da Cutrale ela recua dos seus crimes pq nada dói tanto quanto um bolso furado.

    rodrigo.aft

    25/08/2011 - 00h45

    Maria,

    eis os "produtos":

    ►Suco de Laranja Concentrado e Congelado(FCOJ).
    O principal produto extraído da laranja é o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ).
    Por meio do processo de extração e concentração, o FCOJ é produzido sem qualquer perda de suas qualidades e sem qualquer uso de aditivos, sendo, após este processo, congelado a baixas temperaturas para preservar suas propriedades naturais, principalmente quanto a vitamina C.
    Quando reconstituído, o suco conserva seu sabor e qualidade original.

    ►Farelo de Polpa Cítrica ou Farelo de Casca Cítrica
    O farelo de polpa cítrica peletizado ou farelo de casca cítrica é obtido por meio do tratamento de resíduos sólidos e líquidos remanescentes da extração do suco. Entre esses resíduos estão cascas, sementes e polpas de laranjas. Este material equivale a 50% do peso de cada fruta e tem uma umidade de aproximadamente 82%. Após passar pelo processo de industrialização onde a polpa é triturada e seca até chegar a 12% de umidade, o produto é peletizado.
    O farelo de polpa cítrica peletizado é usado principalmente como complemento para a ração animal, principalmente na pecuária. Tem boa aceitação como insumo na ração de rebanhos bovinos (leite e corte). Sua utilização deve restringir-se a no máximo 30% da matéria seca para cada animal adulto.No entanto e indispensável que o pecuarista consulte um veterinário, agrônomo ou zootecnista especializado para adaptar a polpa cítrica a dieta de cada tipo de rebanho.
    Por tratar-se de um produto que absorve a umidade, é muito importante que o farelo seja transportado e armazenado em locais muito secos, ventilados e totalmente cobertos. Do contrário podem surgir microorganismos causadores de fermentação e bolor. Neste caso o produto não poderá ser utilizado na composição da ração.

    ►Óleos Essenciais
    Os óleos essenciais são óleos voláteis que são retirados da casca das frutas cítricas. Durante o processo de extração do suco, as bolsas de óleo da casca se rompem, liberando o produto, que é então removido por meio de jatos de água. Em seguida ele é separado por meio de centrifugação e depois é resfriado.
    Esses óleos têm maior aplicação nas indústrias alimentícias e farmaceuticas. Podem ser usados diretamente para dar o sabor em bebidas, sorvetes e outros alimentos, e na fabricação de medicamentos e cosméticos, como sabonetes e perfumes. São usados ainda pelas indústrias fabricantes de produtos de limpeza.
    Há ainda subprodutos do óleo essencial, que são obtidos com a remoção de compostos oxidantes, como o d limonene, e com a concentração das suas frações aromaticas. Os óleos essenciais concentrados também são usados basicamente pelas indústrias alimentícia e farmaceutica.
    —————————————
    em: http://www.cutrale.com.br
    (ô sitezinho mequetrefe)

    Maria, pelo jeito é quase tudo para exportação, então vc não vê nomes comerciais dos produtos, massss…
    pode ser q eles tenham uma empresa "laranja" (empresa laranja para suco de laranja… rsrs) para usar no mercado interno, para desvincular o nome "cutrale" de produtos no varejo nacional…

    muita gente no bRAZIL sabe da "fama" deles, então pode ser q eles tenham outra empresa para varejo doméstico para não associarem o nome "cutrale", mas tem cara de ser tudo exportado.

    a Citrosuco, por ex., tinha umas marcas para o mercado interno tipow… "Lanjal", "Tanjal" ou coisa assim…
    já a Cutrale, nunca soube se vendia ou vende para o mercado interno com marca própria (ou usa alguma empresa "laranja"… rsrs)
    mais em: http://www.citrosuco.com.br

    JOSE DANTAS

    25/08/2011 - 16h10

    Maria,

    Eu acho que você deu oportunidade para que se fizesse uma grande divulgação dos produtos da "grileira" tamanho família.

    Além do mais, como esses produtos não são destinados ao comércio varejista, tentar boicotá-los tem um efeito muito parecido com aquele outro que ocorre quando atiramos pedras na Lua.

    Maria, muita gente"grilou" alguma muita coisa por aqui a começar pelo Cabral. Afinal se apoderar de um pedaço de terras como aquele não deixa de ser um sonho para quase todo mundo. Gostaria muito de ver essa mesma "paixão" pela terra lá na caatinga nordestina. Quem destrói um pomar como aquele não deve estar preocupado com a saúde das plantas. Ou aquilo é uma montagem do PIG?

    Rodrigo Leme

    24/08/2011 - 23h10

    E mais uma pergunta: terreno da União ou da Cutrale, invasão não é invasão?

    rodrigo.aft

    25/08/2011 - 00h22

    exatamente!

    invasão por invasão, a cutrale invadiu primeiro…

    então, por questão de justiça o q invadiu primeiro tem mais direito? é esta a lógica?

    e a métrica pró social no julgamento?

    ou a lei do cão vale mais (quem pode mais chora menos?)

    se 100 famílias de sem-terra podem ocupar a área, por q tirar UMA cutrale?
    (ai, ai, ai… cada senso de justiça q as pessoas tem…)

    Rodrigo Leme

    25/08/2011 - 08h50

    Aí que está: se o terreno é da União, pq ela não dispõe dele?

    E a não ser uq eo MST sehja um representante autorizado da União, é invasão. De um terreno da UNião, não da Cutrale. Mas invasão.

    Conceição Lemes

    25/08/2011 - 11h30

    Rodrigo, a União há um bom tempo tenta recuperar na Justiça essas terras griladas pela Cutrale. Para a União, não há menor dúvida: essas terras são propriedade do governo e não da Cutrale. abs

    Rodrigo Leme

    25/08/2011 - 11h36

    Ah certo, orbigado pela informação. Eu entendi que as terras já eram da União, e que fosse um simples caso de reintegrar a posse. Grato.

    Ze Duarte

    25/08/2011 - 11h17

    De fato, que senso de justiça né? Abrigar os gafanhotos do sem terra e desempregar todo mundo que trabalha ali, além de prejudicar a produção…

    rodrigo.aft

    25/08/2011 - 12h47

    Ze Duarte,

    não estou falando q todos assentados do mst são santos, mas uso um critério social: qto mais gente empregada, melhor…

    inclusive sei q há sem terras q alugam terras para usinas de cana e laranjais e ficam COÇANDO O SAPATO O DIA INTEIRO.
    Estes são maus exemplos q deveriam ter a terra retomada pela união e levar um belo pé no traseiro e voltar a ser explorado pelo "mercado".

    garanto q, na mesma área dessa fazenda INVADIDA pela cutrale, vão trabalhar perto de 3 vezes mais pessoas q numa "plantation" (monocultura de larga escala), E O ANO TODO (não a exploração desumana dos coletores de frutas ou cortadores de cana uma ou duas vezes por ano).

    qto à plantação, a cutrale, coitada, q compre terras COM O DINHEIRO DELA!!!!!!!!!!!!!!!
    NÃO ESTAMOS FALANDO DE CAPITALISMO???????
    (ocupar terras devolutas cai naquela máxima q a banca pratica: CAPITALISMO DE ESTADO para rentistas, lobbystas e cartéis e capitalismo de mercado para pequenos empresários, população e contas para o governo pagar)

    a cutrale q compre terras regulares e faça o q bem entender da vida!
    (SEM DINHEIRO OU BENS DO GOVERNO E CUMPRINDO TODAS, TODAS LEIS TRABALHISTAS E DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE)

    Tania

    25/08/2011 - 10h14

    Pois é, Rodrigo. E por que a mídia não denunciou a invasão da Cutrale na ocasião? Por que não satanizou a Cutrale? Será porque a Cutrale paga anúncio de seus produtos na mídia?

    Julio Silveira

    25/08/2011 - 13h29

    Simplista essa tua pergunta, que embute uma má intenção clara, apoiar a criminalização do MST. Estranho, e esse é o foco da mensagem no texto, são dois pesos duas medidas que em tua santa inocencia parece não perceber, no afão de defender um lado, mesmo que seja um lado indecente. Natural, aparentemente para voce, a grilagem feita por latifundiário rico. Pessoas como voce é que permitiram a escravidão a muitos. Era direito do ricos. No Brasil não existe só uma questão de principios é, principalmente, de como são cobrados deveria ser a todos, igualmente, mas não é.

    Cristiana Castro

    24/08/2011 - 23h16

    " Em 2007, a Justiça Federal cedeu a totalidade do imóvel ao Incra. Mas a empresa permanece na área com base em ações judiciais protelatórias." Enquanto não houver trânsito em julgado, a Cutrale explora a área. Ou seja, dependemos do Judiciário e da agilidade da movimentação do processo, por parte do Incra. Acho que não preciso dizer mais nada, né?

    LuisCPPrudente

    25/08/2011 - 21h00

    As terras são da União e todos sabem, a imprensa mafiosa do PIG, os sem-terras e a monopolista Cutrale.
    Acontece que a União, quando dirigida pelos tucanos (sinônimos de rapinagens do bem público) não fez nada para tirar os bandidos da Cutrale das terras da União. Antes dos tucanos tomarem de assalto o Governo Federal e se locupletar do dinheiro público, administrações anteriores não tinham interesses em tirar os invasores da Cutrale da terras públicas da União. Somente no Governo Lula que a União decidiu pedir a posse das terras para si e repassar as mesmas para o programa de reforma agrária.

    Com a criação de assentamentos, haverá a democratização dessas terras, o que vai melhorar a economia da região, pois haverá dezenas de pequenos assentados que poderão melhorar o seu nível de vida, consumir produtos da região e incrementar a economia local.

Vlad

24/08/2011 - 20h46

Vc pode gostar ou não do MST(eu até gostava, antes de ficar tão "organizado"), mas achar graça em em ser roubado já é caso de internação.
Há longos anos que até os órgãos oficiais reconhecem que a Cutrale está em área devoluta, a origem da propriedade é clara como o sol (aquisição pela União em 1909 para destinar a projeto de colonização) e desde 2006 a Justiça está sentada em cima do caso. Pergunto-lhes, quantos séculos a Justiça vai demorar para reintegrar a posse à União? Vão esperar o que?
Para que, afinal, sustentamos esse Judiciário inoperante? para tirar 2 férias por ano mais recesso e feriadões prolongados?
A não ser, é claro, que alguém esteja recebendo mais que suco de laranja para rolar o caso.
Se vão destinar ao MST, ao MLST, MAST, se vão leiloar, transformar em reserva, destinar à Embrapa, não me interessa…o fato é: tem ladrão em cima de área pública (minha, sua, nossa). E não é crime famélico, podes crer.

Responder

A,S, Braga

24/08/2011 - 19h35

Diz o ditado: Mostre os pés para ver se és caminhador!!! Olhe os caras que estão por traz do pig!!! Braga

Responder

JotaCe

24/08/2011 - 19h11

O artigo de Altamiro Borges é antológico ao abordar a pirataria da Crutale no estado de S.Paulo, que conta com a conivência criminosa da grande mídia, pelo que é patente a necessidade do apoio ao MST. Atitude com a qual nem sempre conta esta instituição, principalmente em S. Paulo, na sua luta em defesa dos direitos dos sem-terra e pequenos agricultores. JotaCe

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Marcio

24/08/2011 - 19h00

Essa nossa justiça é um escárnio ao povo. Ações protelatórios quer dizer: GRANA NA MÃO DE JUIZ CORRUPTO.

Responder

Fernando

24/08/2011 - 18h25

A mídia odeia quando o governo federal coloca dinheiro público em construção de estádio pra Copa e etc, mas adora quando uma grande empresa rouba um terreno público.

Vai entender, né?

Responder

    Horácio

    25/08/2011 - 03h57

    Um erro não justifica o outro, dinheiro público é para obras públicas importantes e não para paixões clubísticas seja de qual político influente for, a mídia (PIG) faz vista grossa pra tudo, desde de estádio que recebe dinheiro público para dirigentes amigos de altos mandatários do esporte e de gangsters de emissoras de tv, quanto para a grilagem de terras da União por empresas de famílias multibilionárias e criminosas… é tudo ignorado!

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