Rosane Pavam: O humor do coronel Rafinha Bastos

Tempo de leitura: 6 min

por Rosane Pavam, em CartaCapital

Rafinha Bastos alcançou a unanimidade. Depois de proferir na bancada de Custe o Que Custar, dia 19, uma sequência de palavras sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, “Eu comeria ela e o bebê, não tô nem aí”, todos já sabem que um dos mais destacados integrantes do programa televisivo não é um comediante. Ele exercitaria, em lugar disso, a grosseria simples ou, por muita consideração, um humor bunga-bunga, inspirado no temperamento dos sultões. Talvez, ainda, para inseri-lo na história brasileira, agiria como um latifundiário diante do martírio sexual das escravas negras. E como alguém riria disso, a não ser os próprios coronéis e seus simpatizantes?

O filósofo Henri Bergson deu ainda no século XIX a mais duradoura lição sobre o riso. Bergson dizia que a risada ocorre com efeito restaurador. Ri-se, segundo ele, de quem é inferior a nós, para sanar um equívoco social. Por exemplo, uma mulher que não enxergue a idade avançada, vestindo-se e maquiando-se exageradamente, mereceria a risada, que corrigiria seu comportamento. Wanessa, cantora de sucesso, filha jovem e bonita de um compositor popular vindo de família pobre, e o futuro filho dela, pelo contrário, não seriam exemplos a merecer a correção, especialmente de Rafinha, que o público não reconhece superior a ela ou ao bebê em alguma medida.

“O objetivo da piada não é degradar o ser humano, mas lembrar que ele já é degradado”, ensinou o escritor George Orwell. Ou, como afirmou o humorista Chico Anysio a CartaCapital no ano passado: “O humor deve visar a crítica, não a graça. Ele vai ser engraçado onde puder”.

A seguir o que dizem esses autores, Rafinha feriu todas as regras do funcionamento humorístico. Não que esse boxeador verbal seja o único a quem se deva apontar a imprudência, já que, ao dizer tal frase, ele se viu provocado pelo comandante da bancada do programa, Marcelo Tas. Fora este a levar o assunto – a beleza da cantora grávida – à baila de seus comentadores subordinados. O que esperava quando levantou a bola para que Rafinha nela batesse? E, especialmente, por que não o advertiu em público logo que a frase foi proferida? Sobre o episódio, ele declarou à revista Veja São Paulo: “Não gostei, isso não é piada, não se encaixa na categoria humor. É uma deselegância, uma agressão gratuita. Ele foi infeliz. Acho que o CQC precisa superar a adolescência, passar dessa fase de rebeldia sem causa”.

Para o historiador da Universidade de São Paulo Elias Thomé Saliba, autor de um livro clássico sobre o humor brasileiro, Raízes do Riso, “nem humoristas os integrantes do CQC são”, pois “humoristas são criadores de humor”. E eles também não seriam cômicos, “porque não usam a totalidade dos recursos de um cômico, o corpo, os trejeitos lúdicos, com o objetivo de provocar o riso”. O que Rafinha fez, a seu ver, não foi uma piada, antes o “resultado de mera irreverência compulsória, forçada pelo ambiente de público ao vivo, com claque de risadas, que estimula a irrestrição verbal dos comentaristas”. As cenas mais criativas do programa, o historiador acredita, são as pseudoentrevistas com políticos, que parodiam o próprio veículo da imprensa televisiva e atingem os limites do burlesco, “mas que se tornam cada vez mais raras no CQC”.

No dia 3, Rafinha, diminutivo do ator alto de 34 anos, cujo sobrenome dá pano para manga (“bastos” remetendo a basta, entre outras infelizes evocações), desapareceu da atração televisiva. Não que ele já não houvesse dito ao vivo durante esse programa que custa o que custa, 130 mil reais por minuto de inserções comerciais, de 240 mil a 2,4 milhões por merchandising interno, segundo a Folha de S.Paulo, sua intenção de “comer” outras mulheres. Mas somente quando o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno mostrou contrariedade com a frase ofensiva, dirigida à esposa de seu sócio Marcus Buaiz, a -coisa ficou impossível de aguentar.

A TV Bandeirantes, onde brilha o CQC, mostrou-se então, pela primeira vez, incomodada com Rafinha, substituindo-o por Monica Iozzi na bancada, uma decisão para amainar os ânimos, mas estranha para quem observa os fatos. Apontado pelo jornal The New York Times -como o mais influente mundialmente no Twitter-, Rafinha já dissera, durante seus shows de pé e na rede social, que a mulher feia deveria se sentir feliz quando estuprada. Embora a “piada” não tivesse sido proferida durante o programa de tevê, o ator, por conta dela, era alvo de uma representação do Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo ao -Ministério -Público. Seria, para a emissora, um funcionário cuja conduta deveria ser observada? A Bandeirantes se viu atingida agora após a alegada ingerência de Ronaldo sobre sua cúpula, pois o jogador, além de se recusar a falar ao CQC, a teria ameaçado com a disposição de trabalhar por cortes de anunciantes ao programa.

O colega de bancada de Bastos, outro ator, Marco Luque, que rira da frase no instante em que fora proferida, abaixando a cabeça balouçante e, sobre a testa, encostando uma das mãos, emitiu curiosa nota no dia 2, em que classificou a piada do companheiro de “idiota”. Luque, garoto-propaganda da mesma companhia telefônica que patrocina Ronaldo, teria sua razão para manifestar horror diante de palavras fortes. Danilo Gentili, outra sumidade recém-saída do CQC para talk show próprio na emissora, tuitou e apagou no mesmo 2 de outubro: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do que por um queridinho por puxar sacos”. A postagem fez a delícia de seguidores como Daniel Lima, que a parodiou no Twitter: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar sacos do que por um queridinho por puxar merda”.

No dia 2, declarara o Observer, revista dominical do jornal inglês The Guardian, que Gentili representava um momento brasileiro especial, em que os comediantes estariam livres para criticar “o poder”. Um exemplo de raciocínio do apresentador, citado pela publicação, foi desenvolvido durante um show em Brasília, no ano passado: “Votar em Dilma (Rousseff) porque ela foi torturada? Eu pedi para ela ser? Um presidente tem de ser esperto. Se ela foi capturada e torturada, significa que foi uma idiota”. Outra preciosidade já saíra de um comentário seu na rede: “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”. Gentili não mostrou arrependimento pela frase com Dilma, mas, para se remediar junto à comunidade judaica, ele, mais afeito do que Rafinha aos comentários “políticos”, apresentou seu pedido formal de desculpas à Confederação Israelita do Brasil.

Em 1973, Millôr Fernandes, ilustre humorista brasileiro, sofreu um processo instaurado pelo então ministro da Justiça, Armando Falcão, por causa desta frase publicada em O Pasquim: “Jaqueline (Kennedy) nasceu de rabo pra lua e soube usá-lo”. Foi apenas um entre vários exemplos a demonstrar que os humoristas brasileiros, ao contrário do que crê o Observer, têm a tradição de criticar o poder, mesmo em tempos duros. Millôr afrontava a ditadura não em sua representação política, mas moral. Desafiava a censura federal em voga a todo escrito artístico que denegrisse alegados valores da “família brasileira”. Era humor crítico de quem vê oportunismo no fato de a viúva do presidente americano envolver-se repentinamente com um milionário armador grego.

O humor coronelístico de Rafinha Bastos, fundado no pensamento colonial escravista do Brasil, um país, portanto, de história politicamente incorreta, sem a necessidade de que os humoristas preguem agora a incorreção, não o leva a agir assim. Chico Anysio, assim como Jô Soares, sempre proferiu piadas sexistas, machistas e misóginas, mas, como lembra o historiador Saliba, quase sempre encarnando outros personagens, como oligarcas e nhonhôs: “Os preconceitos estavam lá, todos, alguns em toda a sua crueza, mas eram reversíveis, mudavam de lado a todo o momento, os papéis eram trocados, retomando o universo do burlesco”.

Depois de tudo o que houve, Rafinha tentou se explicar pela graça. Não usou de humor autoderrisório, praticado por mestres da stand-up comedy como George Carlin, incansável ao ridicularizar, entre outros, o fundamentalismo religioso de seu país, os Estados Unidos. Pelo contrário, o brasileiro reforçou o preconceito ao posar com duas mulheres de biquíni no Twitter, alegando sua felicidade na noite de suspensão do CQC. Em um vídeo, brincou de recusar carnes como baby beef e fraldinha, além de algo “para beber” numa churrascaria. Às perguntas que lhe fez o portal iG sobre o episódio, respondeu com receitas de bolo, evocando, em um processo de inversão, a censura ditatorial brasileira, que obrigava a imprensa a publicar textos culinários em lugar de notícias.

Não se sabe que tempo terá Rafinha para reinventar-se, ele que viu cancelados dois comerciais de que participaria e cinco apresentações pagas, para as quais cobraria até 20 mil reais por duas horas de trabalho. E é pena que, ao contrário de outras mulheres da história (os anos de conservadorismo teriam dificultado a ascensão feminina à condição humorística no Brasil, como acredita Saliba), Wanessa não tenha respondido à grosseria de Rafinha com uma boa piada. Humor de gênero está longe de constituir novidade. Foi praticado em frases como a da ativista Florence Kennedy: “Se homem ficasse grávido, o aborto seria um sacramento”. Ou por Ginger Rogers, exausta de ouvir falar da genialidade- de seu parceiro de foxtrote, Fred Astaire: “Faço tudo o que ele faz, só que de salto alto e andando para trás”.

Leia também:

Ministra Iriny Lopes: “Sugerir não arranca pedaço de ninguém”

Mayana Zatz: É ético selecionar embriões de um determinado sexo?

Metroviárias de SP denunciam o programa Zorra Total

Ana Arantes: O Sexismo Benevolente

Iriny Lopes: “Respeitar  solicitações recebidas pela ouvidoria”

Apoie o jornalismo independente


Siga-nos no


Comentários

Clique aqui para ler e comentar

JASIODJOSADIJ

AFF… Se nao gostou, simples! MUDA A PORRA DO CANAL

Luci

Qual é o poder que garante ao Rafael Bastos se comportar desqualificando mulheres? Como é que ele com este "potencial" foi apontado como o mais "influente" no Twiter.
O empresário Ronaldo agoi rapidamente contrariado com a piada sobre Wanessa Camargo , e o que justifica seu silêncio com piadas anteriores a este episódio, também desrespeitosas, que aviltam a dignidade humana?

rosilene

Se ele é livre para dizer as grosserias que quer, tem que ouvir o que não quer. Simples assim, o processo democrático. Foi grosseria e pronto.

Ricardo

Coronel, o Rafinha? E o que o autor acha do Sarney e do Collor?

Ricardo

É como disse um comentário anterior: Quem nao gosta do CQC que mude de canal, ora! Daqui a pouco o PT vai criar o Ministério da Piada.

Ricardo

De uma hora pra outra os "progressistas" ficaram indignados com os "ataques" que os políticos sofrem do CQC.

Será pelo fato desses politicos serem aliados do PT?

#ficaaduvida

marcosomag

Foi só uma piada ruim. Se o tal Rafinha continuar a contar piadas ruins, logo perderá o emprego e cairá no ostracismo. Sou totalmente contra este negócio de "politicamente correto" no humor, naturalmente anti correção política.Quer coisa mais engraçada do que a impagável imitação dos trejeitos da "bichinha" que o Costinha fazia? Os gays nunca se incomodaram e o Costinha continuar a fazer o povo rolar de rir. Se vivessem hoje, a Dercy Gonçalves e o Costinha morreriam de fome com essa praga do "politicamente correto"! Sem antes mandar os pregadores do "politicamente correto" para a PQP!

Marcelo

Vamos queimá-lo em uma fogueira!! O que acham??

Eu, particularmente, prefiro a tortura, tem muito mais a ver.

Aproveitamos e iniciamos uma revolução contra a classe média, confiscamos os bens deles e acabamos com as emissoras de televisão!!

Aííí teremos uma sociedade legal e promissora.

Robert

cariocas-farao-faxina-na-tv-globo
abaixo uma rede de comunicação manipuladora e mentirosa
que detem uma concessao publica para existir e deve ser debatida em que grau atende aos interesses dos brasileiros http://altamiroborges.blogspot.com/2011/10/carioc

joni

Ganhar dinheiro denegrindo moralmente pessoas, merece a perda de audiência. A censura é o povo que faz.
Lembram-se do programa da globo(dito humorístico), que já não existe mais?

Ricardo

Viva a censura! Enquanto isso os mensaleiros continuam livres e soltos. Piada de mal gosto é pagar uma das cargas tributarias mais caras do mundo e nao ver nosso dinheiro ser usado da maneira certa.

    Luiz Fortaleza

    Vc é papagaio de mídia? Repete o mesmo repertório idiota da tucanalhada e dos democretinos.

    Ricardo

    Responder meu comentario quer é bom…

Ivo Milanez Gloeden

Puxa vida! Tive a paciência de ler os 53 comentários. Pelo visto, todos assistem TV. Em pleno século 21?
Os senhores não tem mais nada para fazer? Ler um livro, passear com o cachorro, tomar um trago num boteco? A vida é curta.

@sergiobio

"Gentili não mostrou arrependimento pela frase com Dilma, mas, para se remediar junto à comunidade judaica, ele, mais afeito do que Rafinha aos comentários políticos, apresentou seu pedido formal de desculpas à Confederação Israelita do Brasil."

Rosane, o Gentilli teve que se retratar com os judeus, não por afeição ou qualquer nobreza, mas claramente porque aborreceu a família Saad, dona do Grupo Bandeirantes e judia. Não fosse isso, ele sustentaria a piada. Pra mim, ele, o Tas e o Luque enfiaram o rabo entre as pernas, porque souberam o tamanho de sua insignificância, como empregados. Se a arrogância do Rafinha Bastos tem um mérito, é justamente o de ter um comportamento indiscriminado com relação às pessoas atingidas: da mesma forma que ele não se desculpa por piadas que atingem gente humilde, ele também não volta atrás por piadas que atingem gente poderosa, inclusive indiretamente patrocinadores do programa.

Guanabara

Quem fala o que quer….

Luis

O CQC é um programa de humor! É o lugar para se fazer piadas! Portanto é para entretenimento, não para cultura. São poucos os canais que passam atrações culturais. Se querem programas culturais e críticos vão para o lugar certo para isso.

Francisco

"Troca de canal" é norma aceitável quando se esta vendo TV paga. Bandeirantes é concessão pública. Pública, aberta e que passa seus programas num país com quatro fusos horários. Ou seja, todas as pessoas, de todas as convicções e idades, vêm o que passa na TV do "Rafinha".

Quanto a mim, espero ansiosamente pelo dia em Rafinha Bastos tenha (ou consiga manter, dado a qualidade de seus comentários "românticos") uma esposa. Que ela engravide e que venha um gaiato gratuitamente (e sem provocação prévia) dizer que vai penetra-la com seu órgão sexual em cadeia nacional de rádio e TV. À esposa e ao feto. Acredito que a maioria dos brasileiros tolera (tolera…) esse "ideal de mundo" no recesso de um teatro, numa situação privada, optada.

Em breve seus espetáculos vão ter só audiência masculina e, mesmo estes, serão aqueles piores dentre os homens. Ainda que a lei me permitisse (ou até me obrigasse) a jurar currar um feto eu não o diria. Tive mãe. Tive educação doméstica. Tento ser elegante. Nem sempre consigo, pois sou humano.

Quando não consigo ser elegante, peço desculpas e sumo da área…

O Sr. Rafael Bastos ainda é uma criança. Mas o marido de Wanessa Camargo não tem obrigação nenhuma de sê-lo. No que me diz respeito ele esta liberado para tomar a providência que desejar quanto ao caso (e não me refiro a acionar a lei…). Quem o condenaria?

Se situe mermão…

Mario Furley Schmidt

– Em Auschwitz, os carrascos contavam piadas. Quem ria delas? Quem não achou graça? Estavam todos do mesmo lado? A diferença entre eles era então a diferença entre os bem-humorados e os mal-humorados?
– Quem é que disse que o humor é sempre neutro? É sempre progressista?
– Então não existe mais o bullying?

mfs

Quem é que disse que toda piada é engraçada para todos? As recentes piadas racistas na reunião do DEM devem ser consideradas engraçadas por todo o povo brasileiro? O movimento negro é autoritário porque acha graça por causa das piadas racistas?

cass

#Merchandising do CQC não compro.

cass

Isso era esperado. Faz tempo que isso vem acontecendo. Dos três da bancada esse cara sempre foi o mais desbocado, agressivo e vulgar, tipo o que ele falou outro dia: "tirou o pau pra fora pra mijar". E por aí vai. A mídia é engraçada, enquanto ele agredia as famílias brasileiras com suas baixarias, tudo tava bem, mas quando mexeu com uma celebridade então tudo vem a tona. Isso mostra a seletividade do nível de tolerância, embora a grosseria em questão seja realmente intolerável. Acho engraçado as reações do Tas e do Luque, mostram o quanto eles são parceiros do cara. O programa do Gentile é do mesmo padrão. Embora a faixa etária recomendada, outro dia quando entrevistava PC Pereio, Gentile perguntou se o importante era ter um pau grande ou ter cara de pau grande, e depois fizeram um tour pelas parceiras sexuais do entrevistado. Esses caras do CQC são uns meninos de classe alta que adoram mostrar que sabem falar inglês. Para fazer humor com elegancia e inteligencia eles podiam assistir Larry David.

Renato Lira

Bom, pra quem tem como comandante o padrinho da juventude do DEM (Tas) e trabalha em uma emissora que produz editoriais fascistas que evocam golpe e onde pontificam figuras que desprezam garis, nada mais normal que os Bastos e Gentilis da vida "obrem" suas pérolas.

Morvan

Boa noite.
A maioria dos programas de humor (?) no Brasil sofrem de um processo fatal de autofagia. O Caceta & Planeta, até se tornar "engajado", era um programa interessante. Piadas "Nonsense", riso solto, enfim, um programa de [verdadeiro] humor. Advindo da mesma turma da TV Pirata, se tivessem continuado com o mesmo estilo, teriam resistido bem mais tempo.
O problema é o engajamento. Assim que o programa de humor (?) passa a ter ideias fixas sobre Lula, o PT, Dilma, etc., este deixa de se tornar programa de humor e passa a ser o ventríloquo da direita raivosa (desculpe a redundância). Vejam só o caso do Caceta: depois que o Marcelo madureira assumiu todo o proselitismo (chegou a ter um quadro solo naquele canal horroroso (para mim, claro) "MultiShow", o programa, não por mera coincidência, caiu pelas tabelas.
A Globo é a maior, é a líder, quando se trata de panfletarismo no humor. Mas a "Band", com os seus "Netos", "Joelmires" e "Mitres" não deixa por menos.
Interessante, já que estamos a falar em humor panfletário (Sic!): o personagem "Seo Creisson" mimetizava um nordestino típico (via estereótipo): pobre, mal-cuidado, de óculos remendados e falando, enviesadamente, sobremodo, errado! Assim que Lula se firmou, com as intenções de voto demonstrando a possível vitória do exemplar nosrdestino, "Seo Creisson" sumiu. Estranho, não?

E – antes que eu esqueça – parabéns, Rosane Pavam. Sensibilíssimo texto.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Wellinhgton Cecotte

E olha que acho que o Rafinha Bastos é o "menos pior" daquela turma… pra falar a verdade ele é um alvo mais fácil que Danilo Gentile… esse que é o verdadeiro perigo… cara de bem moço… ele é que representa a cara da nova geração conservadora e babaca e preconceituosa da nação…
Voltando ao Rafinha, só acho que na tentativa de ser sempre engraçado acaba falando demais… mas, ele não é o pior do universo escroto do CQC… só não tem uma boa face como o Gentili para ser facilmente perdoado!!!

Consciência da Nação

O CQC parecia promissor no início, mas vendeu até a alma, e aí morreu… A opinião da jornalista parece bastante consistente e, em linhas gerais, não há como discordar dela. Mas persiste uma questãozinha: Será que se faria todo esse barulho caso a "piada" do Rafinha tivesse atingido uma outra mulher "bonita" (Wanessa Camargo bonita? Sério?!…), menos vinculada a interesses comerciais? O Ronalducho teria saído com o mesmo ímpeto em defesa de qualquer outra mulher, que não a esposa de um patrocinador ou parceiro comercial dele??? A crítica ao CQC é válida, ao Rafinha talvez também, mas não fala ainda mais contra a seriedade de todos os envolvidos quando se aceita e se celebra o afastamento de um comediante porque feriu "poderosos" (mesmo que com uma grosseria enxarcada de estupidez)? Já ouviram falar em controle remoto? Nada mais contundente em relação aos patrocinadores do que a queda de audiência.

Marcelo

Liberdade de expressão não é apenas para as afirmações que correspondem as nossas expectativas . O texto é pretensioso demais , foi só uma piada infeliz e sem graça , infelizmente foi feita com uma pessoa rica , famosa e que ameaçou retirar propaganda da Band , ao meu ver esse tipo de atitude é muito mais grave que a piada infeliz , isso é chantagem .

chanceLer

Interessante como alguns grupos com poder político e econômico alienam para si toda a ofensa, fazendo com que de imediato seus "detratores" por receio de represália soltem notas de retratação enquanto grupos sem o mesmo poder são vítimas constantes de violações graves.

“Votar em Dilma (Rousseff) porque ela foi torturada? Eu pedi para ela ser? Um presidente tem de ser esperto. Se ela foi capturada e torturada, significa que foi uma idiota”. Outra preciosidade já saíra de um comentário seu na rede: “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”. Gentili não mostrou arrependimento pela frase com Dilma, mas, para se remediar junto à comunidade judaica, ele, mais afeito do que Rafinha aos comentários “políticos”, apresentou seu pedido formal de desculpas à Confederação Israelita do Brasil.

Gerson Carneiro

A triste constatação é que o Rafael Bastos sintetiza uma geração de jovens orfã de ídolos, heróis, referências.

Filhos de árvores cortadas
Fomos silêncio sem saber
A geração do nada
Que ressuscitou sem morrer

As drogas já são pálidas
As palavras sem visão
As crianças mal criadas
Nascidas com a televisão

GeraçãO Perdida – Daniela Mercury

[youtube 3BBU2ozKeYU http://www.youtube.com/watch?v=3BBU2ozKeYU youtube]

    Wérlen M. dos Santos

    Fabulosa comparação!

Marcelo

Eu não entendo porque dar (ainda) tanto espaço pra esse b#$%@… só agora notaram que ele não é comediante ?.. e só agora notaram que o objetivo do CQC é constranger? Será que agora ficou claro ou esse desocupado vai precisar xingar a mãe dos outros integrantes?

Ari

O probema é a Band em si. O editorial nazifascista de Joelmir Beting contra os trabalhadores dos correios faz o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili parecerem ativistas dos direitos humanos.

Fagner José

Eita país de m….só o Brasil e esse movimento politicamente correto idiota pra transformar uma gota em uma tempestade. O erro do Rafinha foi ter tido a ousadia de falar de uma patricinha cadasa com uma playboy da nata paulistana. Ninguém se rebela contra piadas horríveis contra o Negão(afinal, com o Negão pode..joga pedra na Geni…nela pode, na Wanessinha não). Será se a piada fosse com uma transeunte qualquer tantas vozes loucas, desesperadas. REPITO: BRASIL DE M….!! Depois estranham o Serra usar o discurso medieval e achar tanta reverberação na sociedade.

    Aline

    Um erro não justifica o outro.

    Ricardo

    Não confunda liberdade de expressão com liberdade de ofensa. o direito de um termina quando começa o de outro.

    mas concordo que está sendo feita uma tempestade, considerando que esse tal rafinha nem comediante é. é um grosseiro medíocre com "piadas" previsíveis e sem graça. só uma sociedade medíocre dá a esse senhor o espaço que tem. só soube de sua existência pelas grosserias que fez. nunca perdi meu tempo assistindo o CQC.

    baixaria por baixaria, é melhor assistir ao Ratinho. ao menos é autêntico e mais inteligente.

    cordiais saudações
    Ricardo

    Antonio

    O Rafinha estudou na PUC do seu estado de nascimento e morou nos EUA? Muito bom; então, devo dizer que a piada é entre os membros da classe social dele. Eu não tinha pensando nesse aspecto. Sempre achei que eu deveria desconfiar de gente que tenta me "divertir" ou me "informar" e faz disto a sua profissão.

    Renato Lira

    Realmente.

    O discurso medieval de Serra reverbera justamente no mesmo público que idolatra o humor medieval de Bastos.

    "Não é um Brasil de m…"

    É uma classe-média conservadora de merda

    E pretensos humoristas de merda.

    Conduzidos e teleguiados por uma mídia de merda.

    Werner_Piana

    CLAP, CLAP, CLAP!!!! Bela resposta, Lira.

    Falar genericamente que o "Brasil é um País de Merda" só reflete a "capacidade" do elemento que profere tal frase…

Bira

O CQC é um mero programa de humor, não podemos levar a sério o que Rafinha disse. O humor não deve ter limites!! Existem tantos fatos de maior importancia, como os que ocorrem na política que não levamos com seriedade. Estes sim deveriam ter suma importancia.
É muito simples resolver o problema de quem não gosta do programa: TROCA DE CANAL!! Vai ler um livro, estudar…

    Renato Lira

    Realmente, ler um livro é muuuuuito melhor que assistir um lixo como CQC.

    Livros enriquecem.

    CQC emburrece.

    Um traço típico de telespectadores do CQC: a idiotização.

    Werner_Piana

    "CQC emburrece.

    Um traço típico de telespectadores do CQC: a idiotização. "

    FATO. CQC (e congêneres como o escatológico 'Panico na TV') emburrece, imbeciliza…

    Mateus gullo

    pra vc fala isso eh sinal que vc nao assiste o programa, IMBECIL

    Sergio Luis

    No humor não cabe a ofensa gratuita à honra das pessoas! O limite para qualquer ato ou exposição de pensamentos é o direito à integridade moral e física dos cidadãos!

    mfs

    Quem está na chuva é para se molhar. Em outras palavras, se o humorista é livre para dizer o quiser, então também deve admitir a liberdade de crítica. Ou ele é a figura omnipotente a julgar a sociedade e os indivíduos lá do alto, olímpico, sem poder ser rejeitado? Então ele quer liberdade para falar o quiser mas diz que há censura quando as pessoas exercem o direito da crítica? Que egocentrismo é esse? Não se trata de propor a censura. O direito de ele continuar com as piadas ofensivas deve ser mantido. Não há delito de opinião. Mas também é direito das pessoas se sentirem ofendidas, acusarem o homem de ter sido grosseiro e de rejeitarem-no.

    João PR

    O CQC vai à público através de uma concessão pública (canal de TV).
    Logo, tem sim que responder pelo que fazem. Nós lemos um livro, ou trocamos de canal, mas e a população como um todo?
    Não confunda, caro Bira, liberdade de expressão com incitação à violência.

Marat

Esse CQC não passa de um programa estúpido, recheado de piadas de mal-gosto, proferidas por molecões mimados. O Rafinha é um boçal completo, o Gentili é tosco e obtuso por demais.

pedro – ba

O Rafinha já merecia, faz tempo, o seu afastamento. Aliás o Luque também e de leva o Gentili, Chamá-los de humoristas é renegar a profissão tão bém representada por Chico Anísio, Ari Toledo e outros.

Luiz Fortaleza

Isso é o típico humor pesado e grosseiro de jovens idiotas paulistas que se acham sempre os certinhos e os outros erradinhos…

    Aline

    Seguem o modelito do moderno "humor"estadunidense, europeu e israelense. Não é à toa que jornais ingleses e dos EUA estão defendendo os infantes trintões.
    O pior é que tem "telectuais" defendendo a tese que toda a indignação e desagrado não passa de moralismo, patrulha ideológica ou desrespeito à liberdade de expressão. Ou seja,advogam que temos que engulir essa droga toda que esses pretensos humorístas jogam no nosso espaço rádio-elétrico, por concessão pública.
    E a Bandeirantes vai seguindo o seu destino…

    Luiz Fortaleza

    Só não digo que são crias das babás eletrônicas Xuxa, Angélica, Mara Maravilha e Sandy e Jr. pq são trintões.

Carla

Mas é uma pena, pois o Bastos começou utilizando sua fama para engajar-se em denuncias sociais interessantes… talvez ele tenha sido vítima do excesso de fama… mas eu não o jogaria fora, ele precisa crescer, amadurecer…

Haroldo Cantanhede

Me alegro em dizer que não vejo sequer um programa da Band; e não sinto a menor falta. Sugiro a todos que tentem; é muito bom… Este programinha de "humor" da Band é apelativo e, pelo que leio por aí, tem a tendência obssessiva de falar mal do Lula, para citar uma entre tantas obviedades; de certa forma, esse pessoal usa a inteligência que tem para agradar a maioria, que é alienada, alienando-a ainda mais, homeopaticamente. É perda de tempo falar deles, ou com eles. Parem de vê-los, que a coisa clareia!

Roberto Locatelli

Humorista de verdade é aquele que faz o público rir sem reforçar preconceitos contra mulheres negros ou minorias.

Mais ainda: o humorista genial é aquele que faz o público rir de suas próprias neuroses e medos.

[youtube pIvJ2xDXQdM http://www.youtube.com/watch?v=pIvJ2xDXQdM youtube]

    Luci

    Roberto.Olá, para fazer o público rir sem reforçar preconceitos é preciso talento e ética, o que muitos que se apresentam como humoristas não aplicam em suas apresentações, estes senhores são verdadeiros caça níqueis e os patrocinadores são co-autores desta ausência de talento e responsabilidade social.

    maza

    Apesar de serem de extremo mal gosto, somente um idiota para não perceber que as frases proferidas pelo HUMORISTA foram em um programa de HUMOR e em tom de BRINCADEIRA. A sociedade brasileira adora ficar revoltada com "certos absurdos"…lembro-me de quando o Senador Requião tomou o gravador de um reporter por se sentir ofendido por uma pergunta referente às absurdas aposentadorias recebidas por ex-governadores (incluindo o proprio senador). Ao invés da mídia dar destaque à pergunta do reporter, deram destaque à agressão por ele sofrida.(é claro que um agressão não é bem vista socialmente mas, esses politicos continuam cometendo agressões ao dinheiro do contribuinte com essas aposentadorias absurdas sem nenhum problema). Tudo funciona assim: desvia-se o foco para meros equívocos superficiais, e os reais problemas, os mais profundos, aqueles que nos afetam diretamente, são esquecidos no meio do circo armado da futilidade e da mera moralidade cristã – é a boa, velha e infalível politica do pão e circo! Mas, contudo, convem lembra que, para essa politica tornar-se tão eficiente, faz-se necessário a existência de um povo alienado, que não tenha a capacidade de perceber a realidade que o rodeia. enquanto a farra no Planalto acontece bem de baixo do nosso nariz sem qualquer manifestação contundente e eficiente!!! Os meios de comunicação, a classe "intelectualizada", os grandes formadores de opinião e transformadores da sociedade ficam dando ênfase a episódios de falso moralismo enojante e nada fazem para a melhora dos sistemas, educacional, de saúde, do saneamento básico e etc etc etc…um povo sem um ensino de qualidade, sem uma saúde adequada já tem problemas demais para pensar em politica não é verdade?
    Trabalhamos quase metade do ano para pagarmos impostos, e não há qualidade em nenhum serviço publico!!! Dizem que a saída é privatizar, mas, afinal de contas, aonde está todo o dinheiro pago pela sociedade ao Estado? O Estado é o principal agressor da sociedade

francisco p.neto

O CQC começou na Band com um sucesso incomum para os padrões da emissora.
Mas logo vieram as respostas.
Eu achava, assim como muitos, que o programa era criação da equipe comandada por Marcelo Tass, o "fenômeno" que despontou na TV ainda quando trabalhava na Cultura. Ledo engano.
O formato é argentino e a equipe que participa do programa é rastaquera.
Toda liberdade eles tiveram e não souberam aproveitar e portanto a "auto censura" (compelida pela perda de anunciantes) se fez presente.
Eu assistia o programa e quando começou a descambar pelo grotesco, desisti, porque me sintia incomodado ao ouvir as perguntas e as piadas de mau gosto proferidas pelo programa.
Os episódios recentes foram os ápices da pseudo fama dos seus participantes que se acharam no direito de pisar nas pessoas, achando que isso é entretenimento para pessoas normais.
Aliás a Band está pagando o preço da sua conturbada trajetória como TV. Sobrevive (sabe-se lá de que maneira) apenas com traços de audiência e no entanto como "estratégia" contrata Boris Gari Casoy, Joelmir Beting, que foi o porta voz do último editorial da Band atacando e pior, AMEAÇANDO o governo federal por conta da greve dos Correios.
O Johnny Saad ainda está bancando o movimento para que o governo não aumente o índice de produtividade agrícola?
Mas ele não vive da TV?
Acho que não, e por isso está misturando as estações. Programas de TV com bosta de vaca. Aí não dá certo mesmo.

    Renato Lira

    Eu ouvi na esse tal editorial nazifascista na infame BandNews FM.

    A frase final: "Governantes, tomem cuidado…" é de um desejo golpista mais do que exacerbado.

    Sandra Xavier

    Nunca vi programa CQC….acho que não vale a pena…melhor memso ler um livro, ouvir música ou dormir. Depois de tanto ler sobre a polêmica desse "tal" humorista….me vem a cabeça algo muito presente na sociedade atual: há um número imenso de pessoas que fazem qualquer tipo de "serviço" para ganharem cada vez mais dinheiro, fama, sucesso….seguidores alienados. Dinheiro, fama, sucesso….não são ruins e não é mal querer isso. Começa aficar mal quando se perde a noção de limites e adentra-se a vida, a intimidade e os sentimentos alheios. Para mim, foi isso que esse "humorista".

lorival magnoni

No meu ponto de vista, Rafinha Bastos é um nada ! Nada não é nada se nada fosse alguma coisa,não seria mais que nada.

Gustavo Pamplona

Falou de Monica Iozzi? Bom… quem quiser aí… visitem meu "Monica Iozzi News"
http://monicaiozzinews.wordpress.com/ sigam @MonicaIozziNews e deem RT!

Detalhe: Sou ligado a uma rede de blogs que falam de CQC e sei de tudo isto aí acima. Visitem os meus parceiros! ;-)

    Gerson Carneiro

    Voto no Smurf Ogênio para o lugar do Rafael Bastos.
    A vantagem é que o Smurf Ogênio já tem até a roupa do CQC.

    Gustavo Pamplona

    Meu fã… hhhahahahaa

    É por aí, Gargamel… eu sempre fui um CQC aqui no blog, quando troquei a foto do meu avatar com esta aí de camisa branca e terno e gravata pretos, digamos que revelei minha identidade hhaahhahaha

Rafael, BHte

Ser um fenomeno pop (os gringos é q disseram q ele é o mais influente do twitter, mais até dos q têm milhões de seguidores) o obriga a sempre ter na ponta da língua algo engraçado, inteligente ou original para dividir com seus amados e isso nem sempre é possível (se é q foi possível algum dia!). Mas tirando o mau gosto da piada q até foi uma frase desimportante do contexto do programa, só foi descoberta por causa daquelas inutilidades maiores ainda q vivem de pegar os deslizes alheios, parece q mesmo q tenha sido meio q à Forest Gump Rafinha atirou no q viu e acertou no q não viu, ficou desnudado de certo forma como funcionam certas coisas, existem forças poderosas que fazem papel de censores, q controlam tudo o que é dito e q punem os q saem fora do que é permitido e da marcação de giz feita previamente no chão. Não deve ser fácil a vida de um opinólogo independente numa terrinha cheia de aspectos medíocres como a nossa. Essa constatação é muito mais relevante do que qualquer frase infeliz, por isso vida longa aos Azenhas e até tb (pq não?!) para os Rafinhas

Luis

O Tas age como um adultescente (adolescente adulto) quando surpreendido em ato lesivo. Trata logo de "tirar o dele da reta", sendo que ele foi um dos criadores dessa aberração chamada "Rafinha" Bastos. Esse último, à moda de seus parceiros de grupo (Gentili, Luque, etc) age sempre com arrogância, prepotência e estupidez. Tomara que esse programa volte para junto dos Cassetas, de onde nunca deveria ter saído.

Antonio

Qual o propósito do riso e do humor? Este aspecto é importante analisar. Além da obra do prof. Elias Saliba, existe a obra "História do Riso e do Escárnio", em que encontramos a questão do humor por exemplo, na literatura e na filosofia. Não precisaríamos ir muito longe, mas parece algo providencial. O humor, sim, tem um caráter social e moral – "rindo, criticam-se os costumes", uma frase latina que expressa muito bem este aspecto. Aristófanes, Voltaire, Nietzsche, Plauto, Heine, Swift, o agridoce Quino, Plantu, Lima Barreto… as delícias que essa gente expressa frente ao bem posto, à ordem. A piada rápida do CQC parece com aquela rapidez sorrateira e bem falante do vendedor, sempre solícito e interessado em procurar algum ponto fraco no seu cliente para ofertar algo que não precisa. Não é a ironia, expressão do gênio, que Schlegel tanto pensou. O CQC se circunscreve àquela direita que cunhou o "politicamente correto", criticando os grupos de esquerda que, segundo a própria direita, estaria controlando as ações das pessoas. Enfim, o que a direita quer é continuar com a sua ideologia racista, misógina e classista e calar as vítimas. Já fiz a lista daquilo que não vou comprar, tomando por base as inserções de merchandising do programa: valeu Rafinha!

Rios

Esse tal de rafael é um chato! Não é humorista, assim como não o são Marco Luque, Gentilli etc… no máximo são piadistas… muito distante de pessoas como Chico Anysio, Jo Soares, Costinha etc…

Zamora

Rafinha, você não avalia o prazer que sinto por não conhece-lo.

Zamora

Comentar imbecilidades proferidas por imbecis imbeciliza o comentário. Até nunca mais ver Rafinha…

adriana

Texto fabuloso, parabéns.

AFONSO NASCIMENTO

o humorismo desse grupo sempre foi racista com cunhos facistas, tipico de jbANQUEIROS que inicialmente apoiaram hitler em sua chegada ao poder (BANQUEIROS)

Julio Silveira

Com esses episódios o CQC vai saindo de sua proposta inicial que parecia ser o de um humor critico mais pró-ativo e vai caindo vai caindo na vala incomum das aberrações.

vera oliveria

o tas também é infeliz em dizer a frase: o cqc precisa superar a "fase" da adolescencia…" simplesmente porque não se trata de adolescentes e sim de marmanjos barbados,o tal tas já deve estar até grisalho quanto mais adolescente…..ou seja,de uma forma ou de outra todos eles,que se davam muito bem,deixam escapar seus verdadeiros sentimentos,seus pontos de vista,a máscaras deles vai caindo aos poucos.

    Jairo_Beraldo

    Puxa vida, voce assiste a esses bárbaros?

Deixe seu comentário

Leia também