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Paulo Nogueira: O fiscal também tem que ser fiscalizado
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Paulo Nogueira: O fiscal também tem que ser fiscalizado


28/12/2012 - 15h44

Ao comprar a Folha, Frias comprou prestígio social — e adulação do mundo político

por Paulo Nogueira, em Diário do Centro do Mundo, sugestão de Franco Atitador

Quais os limites do jornalismo e dos jornalistas?

Vejamos a Folha de S. Paulo, por exemplo. Ela procura se colocar, em editoriais e em publicidade, como uma espécie de fiscal sagrado dos governos. Tudo bem. Mas é preciso não perder de vista que ela não recebeu essa incumbência da sociedade.

Não foi votada. Não foi eleita.

Fora isso, existe fiscal que não é fiscalizado?

Jornalismo é, como todos os outros, um negócio. Em geral, quem investe em jornalismo não está atrás de dinheiro. Os lucros não costumam ser grandes. O que o jornalismo dá é prestígio, influência. Empresários interessados em recompensas mais palpáveis fazem suas apostas em outras áreas.

No começo da década de 2000, quando a internet já desaconselhava investimentos em papel no Reino Unido, um empresário russo comprou o jornal inglês The Evening Standard, em grave crise financeira, para ganhar respeitabilidade.

É um jogo antigo.

Na biografia semioficial de Octavio Frias de Oliveira, está publicado um episódio revelador. Nabantino, o antigo dono da Folha, estava desencantado porque se julgara traído pelos jornalistas que fizeram a greve de 1961. (Meu pai era um deles.) Decidiu vender o jornal. Um amigo comum de Nabantino e Frias sugeriu que ele comprasse. “Dinheiro você já tem da granja”, ele disse. “O jornal vai dar prestígio a você.”

Na biografia, a coleção de fotos de Frias ao lado de personalidades mostra que o objetivo foi completamente alcançado. Um granjeiro não estaria em nenhuma daquelas fotos (no alto, antes do post).

Sendo um negócio, o jornalismo não está acima do bem e do mal. É natural que prevaleçam, nele, as razões de empresa.  Essas razões podem coincidir com as razões nacionais – ou não. Observe o mais carismático – não necessariamente o melhor ou mais escrupuloso – empresário de jornalismo da história do Brasil, Roberto Marinho, da Globo.

Quem garante que o que era melhor para ele era o melhor para o país? Roberto Marinho era tão magnânimo a ponto de pôr os interesses nacionais à frente dos pessoais?

Como a sociedade não elegeu empresas jornalísticas, seus donos não têm que dar satisfação a ninguém sobre coisas como o uso dão ao dinheiro que retiram. Se decidem vender o negócio, nada os impede.

Essa é a parte boa de você não ter um vínculo ou uma delegação direta da sociedade. Não existem amarras burocráticas para seus movimentos. Mas você não pode ficar com a parte boa e dispensar a outra – a que não lhe garante tratamento privilegiado apenas por ser da imprensa.

No Reino Unido, este é um debate atualíssimo, depois que o tabloide News of the World, o NoW, de Rupert Murdoch, quebrou todas as barreiras da decência e da legalidade na busca de furos. O NoW invadia criminosamente caixas de mensagem de centenas de pessoas, a maior parte delas celebridades e políticos, para vender mais — e portanto ganhar dinheiro com isso.

Quando se soube das dimensões do escândalo, o governo britânico, sob pressão da opinião pública, montou um comitê independente para rediscutir a mídia — o que é aceitável e o que não é.

Os trabalhor foram comandados por Lorde Brian Leveson, um juiz de alto nível que sabatinou grandes personagens do universo da imprensa, sob câmaras de tevê, em busca de luzes. O premiê David Cameron, por exemplo, teve que explicar a Leveson a natureza de sua relação com o grupo Murdoch.

Murdoch, ele próprio, na idade provecta de 81 anos, foi interrogado duas vezes pelo comitê. Neste momento, a questão é se a auto-regulamentação do jornalismo deve ser mantida ou não. As empresas não gostam, naturalmente, da ideia de que a regulamentação seja tirada de seu controle.

O que muita gente se pergunta, no Reino Unido, é por que as pessoas deveriam confiar agora na auto-regulamentação depois de seu espetacular fracasso.

Em seu relatório de recomendações, Leveson defendeu a criação de um órgão regulador independente das empresas jornalísticas. É provável que seja este o desfecho no Reino Unido.

O Brasil terá que passar por uma discussão nos mesmos moldes, em nome do interesse público. Ninguém sabe com certeza dizer quais os limites do jornalismo no Brasil — nem, ao que parece, a própria Justiça, e muito menos as empresas jornalísticas.

A auto-regulamentação fracassou no Brasil. Um órgão regulador independente das companhias — e também, naturalmente, do governo e dos políticos — é tão necessário no Brasil quanto é na Inglaterra.

Na Dinamarca é assim. O Diário defende que se faça o mesmo no Brasil. O interesse público, este sim sagrado, deve prevalecer sobre o interesse das empresas jornalísticas. São interesses distintos. Coloquemos assim, para simplificar: nem tudo que é bom para a família Marinho é bom para o Brasil.

Numa democracia, para que a mídia exerça o vital papel de fiscal, ela tem que ser também fiscalizada.

Este é o ponto de partida para um debate urgente no país.

Leia também:

Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário

Leandro Fortes: Saudades de 1964

Laurindo Leal: Mídia brasileira teme que Dilma encarne Cristina

TV suspeita de vender cobertura pró-direitistas. No México

Renaud Lambert: Os barões da mídia e a defesa do neoliberalismo

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



21 comentários

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Venício Lima: 2013 não será fácil — como, aliás, nunca foi « Viomundo – O que você não vê na mídia

31 de dezembro de 2012 às 18h27

[…] Paulo Nogueira: O fiscal também tem que ser fiscalizado […]

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Yarus

30 de dezembro de 2012 às 17h46

Folha vai investigar o caso Botox Gate?: Álvaro Dias é alvo de novas denúncias

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Jaime Amparo Alves: Nunca houve tanto ódio na mídia brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de dezembro de 2012 às 13h16

[…] Paulo Nogueira: O fiscal também tem que ser fiscalizado […]

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Messias Franca de Macedo

29 de dezembro de 2012 às 12h37

“‘O BRAZIL’ MUDADO POR UM MENINO POBRE!” I ENTENDA

… [DEMotucano] *Álvaro [Em] Dias [Com a Corrupção]…

… **José Genoino Guimarães Neto (Quixeramobim, Ceará, 3 de maio de 1946), um brasileiro honrado…

*“… Sonega um patrimônio de 16 milhões de reais… Para o STF, este é do tipo que sempre chega lá!

**… Um ‘durango’ que mora até hoje na mesma casa simples e financiada, é o que foi o otário escolhido pra ser acusado e condenado por corrupção!…” Bessinha

E TEM MAIS [“Vai te catar, Joaquinzão!”: 29/12/2012 – 04h00

Homenagem a presidente do STF é recusada pelo Legislativo da Bahia

Por NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1207819-homenagem-a-presidente-do-stf-e-recusada-pelo-legislativo-da-bahia.shtml

RESCALDO: agora, vamos para as etapas dos recursos/embargos e, se preciso for, encaminhamento de recurso junto a uma Corte Internacional!…

… “O supremoTF” AUTODESMORALIZADO! O STF imaginava que a blindagem do PIG iria tornar a corte refratária às verdades que desconstroem a farsa do julgamento golpista/midiático da Ação Penal 470!…

Lá isto é corte suprema, sô?!… “Cadê” o mínimo de recato, condição sine qua non intrínseca a uma [suposta] corte suprema?!…

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL, fascista, aloprada, alienada, histriônica, impunemente terrorista, MENTEcapta, néscia, golpista de meia-tigela, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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    Messias Franca de Macedo

    30 de dezembro de 2012 às 02h37

    … Os pombinhos [Cachoeira] imaculados (sic) trocaram alianças ou algemas?!…

    … Com a palavra os *”os supremos do supremoTF”, tirante o catedrático ministro Ricardo Lewandovski!…
    *”supremos do supremoTF” : aspas monstruosas e letras submicroscópicas! A palavra está também franqueada aos [inclementes e ilibados (sic), doeu!] ‘colonistas’ do PIG! E aos arautos da moralidade, ‘caçadores de CPMIs’, a exemplo do vestal [DEmotucano] Álvaro [Em] Dias [Com a Corrupção]!…

    Que país é este, sô?!… “É o ‘BRAZIL’ mudado radicalmente [RISOS] por um menino pobre, xodó contemporâneo da ‘veja’ &$ do restante do PIGolpista/terrorista/antinacionalista!…”

    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Marcelo de Matos

29 de dezembro de 2012 às 11h58

Ainda tem tolo de carteirinha que acredita que o Supremo passou o país a limpo. O UOL publica: “Dominada pelo PT, a Assembleia Legislativa da Bahia recusou-se a homenagear o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, com o título de cidadão baiano.
Barbosa, que é mineiro, exerceu carreira no Rio de Janeiro e em Brasília”.

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José X.

29 de dezembro de 2012 às 10h34

Gente, esqueçam esser lixo de papel. Quem conta mesmo é a rede Goebbels, que diariamente (literalmente) atinge MILHÕES de pessoas. Sem a Goebbels o PIG não existe.

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Marcelo de Matos

29 de dezembro de 2012 às 09h18

Justiça & Mídia – eta tema porreta! Já disse que considero, ambas, as salvaguardas do poder. O interessante é ver que essas irmãs siamesas se dão muito bem. A Justiça acaba de proibir a Rede Globo de exibir matéria sobre corrupção policial em Sampa. A Globo protestou de forma amena, suave, emitindo uma simples notinha na imprensa em que alega que examinará a legalidade da proibição. Se a proibição partisse do Executivo, ou tivesse o aval desse órgão, a mídia, em uníssono, deitaria falatório. Como foi a irmã siamesa que proibiu, quem sabe ela esteja com a razão. Perguntemos ao Zé Dirceu, ou ao Collor, o que acham do respeito ao segredo de justiça, pela mídia. Dirceu disse que vazam todas as investigações sobre sua pessoa. Claro que há exceções: em Sampa corre, em rigoroso segredo de justiça, um processo contra o atual presidente da Assembleia Legislativa, o tucano Barros Munhoz, que teria desviado R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Itapira, entre 2001 e 2004. Claro que Munhoz nunca foi escrachado pelo PIG, nem saiu na capa das inomináveis revistas semanais.

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Donato Nada Seespera

29 de dezembro de 2012 às 00h49

Política… Sempre a mesma história. Eu me lembro de um dia, nos idos anos 80, ter encontrado com o então vereador Maurício Azedo. Isto aconteceu no bar Amarelinho, na Cinelândia, nos dias em que Maurício estava sendo eleito presidente da Camara. Até então eu não o conhecia, mas estava com uma amigo que era muito chegado a ele. Tomamos uns chopes e o Maurício discorreu sobre a quantidade de armações que impregnava aquela Câmara. Era de arrepiar os cabelos e deixar indgnado qualquer 68 como eu. Ao final, eu candidamente perguntei: Então vocês vão apurar tudo e denunciar à sociedade, não vão? Eles, escorregadio, saiu com esta: Não é bem assim, temos que ver…etc, etc. Enfim, saiu pela tangente.
Depois disto, à medida que a democratização avançava, vi coisas parecidas acontecendo em Sindicatos, Associações profissionais, Universidades Públicas, Empresas Públicas.

Isto tudo está na gênese no poder atual do PT: sua metamorfose paulatina no partido que abandona sua verve original e passa a conviver com os malfeitos do passado, e, muitas vezes, usando os mesmos esquemas, sempre com um “não é bem assim” na ponta da língua.

Com que ingenuidade então alguém pergunta porque o PT, no poder, não fez e não faz nada para enquadrar esta imprensa golpista?

Desculpem-me os utópicos, Também vi coisas como estas sendo feitas por correntes mais à esquerda do PT, sem exceção.

Responder

Walter

28 de dezembro de 2012 às 22h11

A pergunta que nao quer calar:

O PT, partido da esquerda, partido do “povo”, recebeu de nós, a maioria absoluta no congresso.
Por quê não constituiu essa fiscalização até hoje?
Ou melhor, por quê simplesmente não votou a regulamentação dos artigos constitucionais a respeito da Comunicação Social?

Como explicar o inexplicável?

Responder

    sandra

    29 de dezembro de 2012 às 05h49

    Walter, quando o pt teve maioria no Congresso? Nem antes, nem durante, nem depois do governo Lula. E essa é a principal causa da Ação Penal 470. Não tendo maioria, o PT teria comprado apoio. Ou não?

    francisco niterói

    29 de dezembro de 2012 às 11h01

    Vc disse: “O PT, partido da esquerda, partido do “povo”, recebeu de nós, a maioria absoluta no congresso.”

    Vejamos:

    Numero total de senadores: 81 PT: 12

    Numero total de deputados: 513 PT: 86

    O inexplicavel pra vc está a poucas teclas no ambiente chamado google. Assim, da pra ver que o PT nao tem “a maioria absoluta no congresso”. Alias, este é o grande impeditivo da lei de medios.

    Google antes de falar qq coisa. Googlei agora nao para vc, mas para que os outros nao sejam contaminados por sua “informacao”.

Lafaiete de Souza Spínola

28 de dezembro de 2012 às 21h34

Sinto que o Brasil está necessitando de uma constituinte exclusiva e soberana para colocar uma certa ordem na casa.

Responder

Diego Dias

28 de dezembro de 2012 às 20h37 Responder

Emanuel Cancella

28 de dezembro de 2012 às 17h00

MÍDIA MAFIOSA

A mídia brasileira funciona como verdadeira máfia. Cerca de meia dúzia de famílias controlam as empresas de comunicação no país e fazem o que querem, não sei até quando! Sem contar que apoiaram e cresceram à sombra da ditadura.

Já protegeram diretores assassinos de namorada como o caso de Pimenta Neves, ex-diretor do Estadão, ver na internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Marcos_Pimenta_Neves. O estadão também apoiou a ditadura militar, veja na internet: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_OESP. A contribuição da Folha com a ditadura militar pode ser vista em http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/12/515028.shtml

São concessionárias de serviços públicos que pagam valores simbólicos pelos serviços, e a sociedade desconhece esses valores. Se apresentam como paladino da moral e da ética e enriquecem, criam verdadeiros impérios, e fazem repasse simbólico pela concessão em um país carente. Renovam as concessões entre quatro paredes e usam todo poder de pressão contra o governante de plantão. Já tiveram poder absoluto no país, hoje relativo, diante das redes sociais e também do descrédito que alcançaram com suas práticas frente à sociedade.

A mídia já foi denominada o quarto poder da República, e o primeiro na escala do poder, tanto que, em 1989, a Globo criou um candidato inexpressivo, Collor de Mello, que mesmo assim na reta final da eleição titubeou e a Vênus de prata teve que apresentar seu saquinho da maldade para derrotar Lula. Tudo isso esta documentado no filme “Além do cidadão Kane” no endereço eletrônico: http://www.youtube.com/watch?v=049U7TjOjSA.

Que a Globo apoiou a ditadura militar instalada em 1964 e cresceu a sua sombra ninguém tem dúvidas, mas muita gente não sabe é da ligação da TV Globo com o grupo norte-americano Time-Life que começou em 24 de julho de 1962. Aliás, também ninguém tem dúvida de que foi o governo norte-americano que patrocinou a ditadura no Brasil e em grande parte de nosso continente.

Precisamos mudar nossa mídia, na verdade democratizá-la! Não podemos aceitar monopólios como o da Globo que alcança mais de 90% de nosso território, é muito poder para uma emissora, principalmente para fazer o que já fez em nosso país. No mundo desenvolvido, não existe empresa de comunicação com esse poderio. Em nosso continente, Venezuela e Argentina já começaram essa mudança. A mídia está organizada e articulada em nosso continente, e age contra os seus críticos, principalmente os governos democráticos populares, como se uma guerra estivesse deflagrada. O que se busca é a democratização de meios de comunicação, principalmente através do controle social.

Obs.: Enviei cópia desse artigo para publicação a Folha, Estadão, O Globo, Veja, JB entre outros.

RIO DE JANEIRO, 27 de dezembro de 2012

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Marat

28 de dezembro de 2012 às 16h38

O mais sinistro nessa turma que se diz fiscalizadora é a pusilanimiade e a subserviência a governos e políticos do PSDB e do PFL, próceres da direita. Que raio de fiscalização é essa? O que eles já disseram sobre o mensalão pessedebista? O que eles falam do Perilo?

Responder

Marcelo de Matos

28 de dezembro de 2012 às 16h35

“O interesse público, este sim sagrado, deve prevalecer sobre o interesse das empresas jornalísticas”. Ocorre que o interesse das empresas jornalísticas se confunde com o interesse do estado, esse último a serviço do estrato social dominante. Ao atacar Lula e o PT a mídia não pensa estar combatendo um partido político que atua dentro das normas legais e constitucionais, com registro no TSE e tudo mais. Sua ideia é a de que está defendendo o país contra o totalitarismo. Aliás, essa também é a ideia defendida pela mais alta corte de Justiça do país. O ministro Celso Melo diz que compete ao STF “neutralizar qualquer ensaio de opressão estatal”. O que venha a caracterizar, na prática, um ensaio desse tipo é algo subjetivo. Enfim, mídia e Justiça são instrumentos à disposição do estado para frear os supostos ensaios de opressão e totalitarismo. Não é possível, nem com a melhor das boas intenções, mudar essa perspectiva. Nem aqui, nem na Argentina, onde a Ley de Medios esbarra na burocracia judiciária. A Dinamarca, citada no texto, é outra estória.

Responder

Marat

28 de dezembro de 2012 às 16h34

São vários os problemas da Folha e dos outros meios de “comunicação”: Eles se autoproclamam os defensores da verdade e da ética, mas mentem demais e são aéticos, pois não fazem jornalismo com base em dados reais. Muitas de suas “informações” vêm de mentes doentias de membros de uma oposição falida; Eles também são terrivelmente tendenciosos. Você pode (e deve) ter ideologia, porém, deve buscar a verdade, e não tentar adaptar “verdades” às suas ideias!
A tal de Janete, embora seja uma infeliz, foi sincera no que disse, e isso pode e deve ser utilizado contra o pessoal da imprensa vendida. Eles têm que ter freios: toda vez que mentirem ou que deliberadamente prejudicarem alguém, têm sim que ser punidos. Médicos, dentistas, gráficos, programadores etc., são punidos. Por que jornalistas não podem? Lembrem-se que um jornalista pago pelos EEUU (Carlos Lacerda) já levou o Brasil para o buraco… Hoje há dezenas de malandros nas redações, a soldo do Tio Sam!

Responder

Urbano

28 de dezembro de 2012 às 16h11

Nada que o Leão não resolva…

Responder

francisco niterói

28 de dezembro de 2012 às 16h02

Perfeito.

Saliento a passagem em que consta a sabatina ao Cameron e ao Murdoch. O primeiro ministro e um empresario das comunicacoes. Seria como, se no Brasil fossem sabatinados a Dilma e o Civita.

Pois bem, aqui pretendeu-se tao somente o Policarpo e o Gurgel. E foi o fim do mundo. O discurso sobre “liberdade de imprensa” no Brasil virou biombo pra esconder canalhices.

Responder

    Walter

    28 de dezembro de 2012 às 22h18

    Com o beneplácito dos deputados do PT… estranho ,não é?
    O que temem os valorosos Vaccareza, Chinaglia e cia?
    A pizza da CPI do Cachoeira tem o molho vermelho do PT de SP e do DF.
    Farinha do mesmo saco, bajuladores do PIG.

    Ahhhh. Podiam aproveitar, quando tiverem a coragem de desfraldar as bandeiras históricas e votarem a regulamentação da Comunicação Social, regulamentarem também a greve do serviço público e a database do servidor.


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