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Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário


26/12/2012 - 10h55

Detalhe de banner do Endireita Brasil (reprodução Viomundo)

20 de dezembro de 2012 – 15:13 | Home > Revista Brasileiros 62

Vanguarda popular: a direita sai do armário (com roupas de esquerda)

O que pretendem os jovens brasileiros de direita, liderados pelo Instituto Millenium

Alex Solnik, na revista Brasileiros, sugestão do Igor Felippe

É didático assistir à palestra de Helio Beltrão Filho postada no site do Instituto Mises Brasil, do qual é o presidente. Ele fala em perfeito inglês na sede do Mises americano, em Auburn, Alabama, mostrando entusiasmo e alegria. “Hoje é carnaval no meu País, o Brasil”, diz ele, esbanjando simpatia. “Os brasileiros estão gozando do seu sagrado direito à felicidade… Eu digo no sentido bíblico…”

Risos discretos pontuam sua observação. O jovem Helio Beltrão Filho vai em frente: “Com toda a festa que ocorre hoje no meu País, escolhi estar aqui porque a minha festa é aqui”.

Ele é a face mais visível e, ao mesmo tempo, menos assustadora da articulação de direita que grassa no Brasil desde 2005. Assustador é o brasão do Instituto Mises Brasil que lembra, por tudo, a TFP (Tradição, Família e Propriedade). O lema do instituto é “Propriedade, Liberdade e Paz”.

O rosto do brasão é do “patrono” do instituto, o economista conservador austríaco de origem judaica Ludwig von Mises, de frente e de perfil. A imagem de perfil guarda uma profunda semelhança com o general Costa e Silva. Talvez seja uma menção proposital. Helio Beltrão, pai do jovem Helio, foi ministro dos presidentes Costa e Silva e João Figueiredo. Presidiu a Petrobras e foi acionista do Grupo Ultra. Com sua morte, as ações foram herdadas pelo filho.

O brasão é medieval, mas sua utilização é moderna. Ele aparece estampado em camisetas, bonés, chaveiros, moletons, adesivos, todos os tipos de acessórios familiares aos jovens. Até mesmo em shapes de skate. Acompanhado de frases como “Inimigo do Estado”, “Privatização Total” e “Imposto é Roubo”, o busto de Von Mises também aparece isolado em camisetas, fora do brasão. Talvez uma tentativa de transformá-lo em Che Guevara da direita. Todos os produtos são vendidos na loja virtual do instituto.

Guevara de Mickey Mouse

A direita se modernizou, essa é a verdade. (“E a esquerda ficou velha”, comenta um amigo, guerrilheiro dos anos 1970). Helio Beltrão Filho é um importante articulador da aliança de direita no Brasil, mas não é o único a utilizar as mesmas armas da esquerda para outros fins.

O Movimento Endireitar, por exemplo, comercializa uma coleção de camisetas com nome muito sugestivo: Vanguarda Popular. Vanguarda Popular Revolucionária é o nome do grupo de guerrilha em que atuou, na juventude, a presidenta Dilma Rousseff. Faz parte da coleção de estampas uma montagem em que um Che Guevara aparvalhado aparece vestindo orelhas de Mickey Mouse. Em outros modelos, há inscrições como Enjoy Capitalism, grafada com as letras da Coca-Cola.

Há dezenas de blogs de direita explícita rolando na internet. Mas o mais importante deles é um portal que se chama Instituto Millenium. É um senhor portal. Perdão, ele não se assume de direita. Mas nem precisava se assumir. O flerte com a direita é explícito. Basta conhecer a lista dos institutos associados, OSCIPs ou ONGs criados depois do Millenium – Movimento Endireita Brasil, Mises Brasil, Instituto Ling, Instituto Liberal, Instituto Liberdade, Instituto de Estudos Empresariais…

Dez ao todo. Ou consultar a lista de livros indicados com destaque para Por que Virei à Direita, assinado por Luiz Felipe Pondé, João Pereira Coutinho e Denis Rosenfield. O curioso é que o contraponto a esse lançamento da Editora Três Estrelas (de propriedade do grupo Folha de S. Paulo) – A Esquerda que Não Teme Dizer seu Nome, de Vladimir Safatle da mesma editora – é tacitamente ignorado.

Por trás de um nome solene, Millenium, não poderia haver menos solenidade no organograma. Os dirigentes fazem parte do Conselho de Governança, há Câmaras de Doadores, de Mantenedores, o linguajar remete aos tempos dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Pedro Bial é fundador

Mas não importa. O portal é grandioso. Não podia ser diferente, se dois de seus pilares são Roberto Civita e Grupo Abril e João Roberto Marinho, sem Rede Globo, porque os dois outros irmãos não estão no jogo. Roberto e João Roberto são mantenedores e integram o Conselho de Governança. Nomes de alta estirpe comandam a operação, como Jorge Gerdau Johannpeter, Armínio Fraga, Helio Beltrão Filho (novamente) e outros rostos conhecidos da TV também estão lá. Pedro Bial, por exemplo, é fundador e curador.

A lista de doadores traz uma surpresa: Leandro Narloch. Um nome familiar. Há muitas semanas frequenta a lista de best sellers da revista Veja, publicada pela Editora Abril, e cujo redator-chefe, Eurípedes Alcântara, integra com Antonio Carlos Pereira, chefe dos editorialistas do Estadão, o Conselho Editorial do Instituto Millenium. Há pouco tempo, o best seller de Narloch, Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, ganhou uma réplica de Luiz Felipe Pondé, que lançou o Guia Politicamente Incorreto da Filosofia. E também entrou na lista de best sellers da Veja.

Haja colaboradores!

Convém explicar que o Millenium é um portal de artigos e notícias (texto e vídeo) fornecidos por seus 450 colaboradores e especialistas. Você leu certo: 450. Ives Gandra Martins, Nelson Motta, Marcelo Madureira, José Padilha, Josué Gomes da Silva, Claudia Costin, Bolívar Lamounier, Reinaldo Azevedo, Eurípedes Alcântara, Roberto da Matta, Pedro Malan, Carlos Vereza, Luiz Felipe D’Ávila, Carlos Alberto Sardenberg, Demetrio Magnoli e Marco Antonio Villa, entre muitos outros. Nenhuma revista tem tantos. Nem a Veja. Nenhum jornal. Nem o Estadão, nem a Folha. Ninguém.

Amaury de Souza

Mas antes de ser portal, Millenium é um instituto sediado no Rio de Janeiro, que promove fóruns, simpósios e colóquios sobre os temas que mais lhe são gratos: a forma de diminuir o tamanho do Estado brasileiro e como preservar a liberdade de expressão que, segundo seus líderes, está ameaçada.

O interessante é que, quando a liberdade de expressão não foi apenas ameaçada, mas suprimida nos tempos da ditadura militar, esses mesmos paladinos da democracia não foram vistos nas trincheiras da liberdade de expressão. Muito ao contrário.

Presidente do Instituto Milleniun até 17 de agosto último, quando não resistiu a um câncer do pâncreas, aos 69 anos, o cientista político Amaury de Souza tem, em seu pomposo e elogiado currículo, passagem como professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), o que leva a crer que ele e os militares dividiam, no mínimo, as mesmas convicções.

Tanto é verdade, que, em 1999, ele recebeu da Escola Superior de Guerra a Medalha do Mérito Marechal Cordeiro de Farias. Que serviços terá ele prestado à ditadura? Não foram pequenos, caso fossem não seria tão grande a honraria. Sua barba bem comportada jamais compareceu a algum protesto, nos anos 1960 e 1970, contra a censura à imprensa.

Denúncia do Casseta

De 2005 para cá – enquanto vivo, claro – à frente do Millenium, Amaury de Souza organizou colóquios, simpósios e fóruns a dar com pau. Um deles, denominado Democracia e Liberdade de Expressão, em 24 de março de 2010, com a participação impagável de Reinaldo Azevedo e Marcelo Madureira. Esses encontros se resumem em cada um dos participantes listar o que há de pior no Estado brasileiro sob a batuta do PT.

Marcelo Madureira, que era conhecido até então apenas como humorista, fez uma denúncia sensacionalista: a democracia no Brasil estava em perigo. “Quero denunciar o seguinte: a sociedade brasileira é vítima de ataques à democracia! São ataques à democracia, como o mensalão é um ataque à democracia, a legislação eleitoral é um ataque à democracia. E a sociedade tem de reagir com firmeza a isso!”.

“Eu sou de direita!”

Reinaldo Azevedo mal tinha saído das fraldas, fez 3 anos em 1964, muito cedo para entender o que estava acontecendo. Em 1968, completou o sétimo aniversário. Mas, em 1984, quando ele estava com 21 e todas as pessoas de bem do Brasil foram às ruas para derrubar a ditadura militar sem um tiro sequer, não sabemos onde Reinaldo Azevedo se encontrava. Nos palanques das Diretas Já não foi visto.

Hoje, no entanto, ele se acha em condições de dar aulas sobre democracia, como fez nesse fórum do Instituto Millenium, em que deblaterou sobre política e economia com a mesma falta de conhecimento: “Todos nos tornamos reféns de uma questão que se chama estabilidade econômica. A ditadura militar ruiu por conta da inflação e, enfim, a militância, etc. Mas por conta da inflação, que se estendeu Nova República adentro, de maneira dramática (…). Nós tínhamos um partido que passou vinte e tantos anos fazendo a guerra de valores, sabotando todas as tentativas de estabilização, as honestas e as atrapalhadas, de maneira que chega em 2002, o PT se elege, faz uma carta ao povo brasileiro e todos, especialmente os setores mais conservadores, fatias importantíssimas do empresariado: ‘Ahhh, eles aderiram finalmente à economia de mercado, então vamos todos respirar aliviados. Finalmente, eles não vão querer fazer o socialismo’. (Levantando a voz, quase colérico.) A questão é se eles conseguiriam fazer se quisessem! (Mais calmo). Porque não conseguiriam! E por quê? Eles nos ofereceram estabilidade e, então, de algum modo, nós entregamos tudo a eles”.

Reinaldo Azevedo continua: “Existe uma guerra em curso. O lado de cá, o lado de cá que eu digo é o lado da democracia…Marcelo Madureira disse: ‘Eu sou PSDB’. Eu não sou! Sou de direita! O PSDB não é. É da direita democrática. Eu sou um liberal democrata, não sou um social democrata!”.

O verme dos arrozais

No dia 20 de março de 2012, Arnaldo Jabor dá a sua contribuição ao Fórum Democracia e Liberdade de Expressão do mesmo Instituto Millenium: “Vamos falar claro: o Lula, apesar de bater cabeça pros dois lados, de bater uma no cravo e outra na ferradura, uma na caldeirinha e outra na cruz, ele manteve os bolchevistas, os jacobinos fora do poder de alguma maneira. Manteve certa cerca ao jacobinismo. Com seu temperamento conciliador, etc. E chega momento em que fica até repulsivo. Mas ele conseguiu isso. É um mérito real. Agora, o perigo é que… Eu conheço, como alguns aqui conhecem, como o Amaury (de Souza) conhece cabeça de comunista. Cabeça de comunista não muda, ela é feita de pedra, de granito, aquilo não muda. Fui do Partido Comunista, mudei, mas sou um caso raro… Sou um comunista autocrítico. Não aquelas autocríticas que eles faziam, extraordinárias… Eu me lembro de uma famosa do Lin Piao que começava assim: ‘Eu sou um cão imperialista, eu sou um verme dos arrozais…”.

Mas o que eles querem, afinal, com tudo isso? Qual é o objetivo? Derrubar o governo atual? Tomar o poder? Como? Talvez a melhor resposta seja a intervenção de Alberto Carlos Almeida no 5o Colóquio Impostos, Consumo e Cidadania no dia 24 de agosto de 2010, em que ensina a um pequeno grupo de formadores de opinião como convencer a população brasileira a exigir do Congresso Nacional a redução de impostos: “O que a população quer é redução de impostos de alimentos. Nós temos de mobilizar a sociedade brasileira e simplesmente dizer: vamos colher dez milhões de assinaturas para os congressistas votarem redução de impostos nos alimentos. Isso pode virar um rastilho de pólvora. Aí, precisaremos de alguns mecenas. Você vai falar para os empresários: ‘Temos de reduzir impostos e vocês são mecenas’. ‘Não, eu não vou contribuir porque tenho medo do governo.’ Então, esqueçamos, vai cada um para sua casa sonegar impostos. O brasileiro é pragmático. Ele quer comprar mais. O brasileiro não tem doutrina contra o imposto, contra o governo. Tem de vender isso pra ele. ‘Ah, você quer comprar mais? Então, assina aqui a favor da redução de impostos.’ Pronto!”.

O mundo da demagogia

Conselheiro de políticos, Alberto Carlos Almeida, a quem, aliás, Reinaldo Azevedo chama de “trapaceiro” e “plagiador”, enquanto é taxado por ele de “ultradireitista”, tem uma visão muito particular sobre democracia: “Democracia, por definição, é o mundo da demagogia! Ou você vai chegar na campanha e dizer: ‘Olha, vou aumentar seus impostos. Por favor, vote em mim!’? Você tem de prometer reduzir imposto! Quando chegar lá, você vê o que vai fazer! É assim que funciona em qualquer lugar do mundo!”.

Amparado em pesquisas, revela conhecer as entranhas do pensamento da classe média brasileira: “Funcionário público para a população brasileira se resume a três: policial, médico e professor. O resto que se dane! A população pensa assim. Porque é quem lida com ela”.

Ele tem a fórmula para acender o pavio de sua revolução contra a grandiosidade do Estado: “A comunicação com o povo brasileiro é simples: ‘Olha, vamos reduzir impostos, mas não vamos mexer em direito trabalhista e vamos impedir que aconteça greve de policial, médico e professor. Você me apoia?’. Ele vai dizer: ‘Claro que apoio’. A comunicação tá pronta”.

Por trás de tantas palavras, pesquisas e elucubrações de tantos luminares como Alberto Carlos Almeida – a maioria de barba bem aparada, geralmente grisalha e um estranho modo empolado de falar – há um projeto que pode ser sintetizado dessa forma. O que eles querem primeiro é “levantar” a população contra o Estado, convencê-la de que é muito grande e ineficaz, que o caminho para tal é diminuir impostos.

Cortar impostos, em última análise, equivale a dar menos dinheiro para o Estado petista. Com menos Estado, com menos impostos a serem recolhidos, o governo do PT fica fragilizado, perde sua base de sustentação, que são os pobres e, então, a direita poderá entrar com seu discurso nesse vácuo. E tentar o caminho das urnas. Será? Mas quem será seu líder?

Nêumanne: não sei de nada

Um paraibano alto, de cabeça grande, que fala grosso. Essa é uma descrição aproximada e sintética de José Nêumanne Pinto, cuja foto e nome constam da lista de colaboradores e especialistas do Instituto Millenium.

No café que marcamos em um bar do bairro de Higienópolis, na região central de São Paulo, ele nega conhecer o Instituto Millenium. A situação se inverte: ele pede que eu explique do que se trata.

“Mas sua foto está lá, com seu nome e seus artigos”, tento argumentar. Ele alega pirataria. Ademais, não tem tempo para ler todos os blogs e portais que replicam seus artigos. Não são seus três empregos os responsáveis por lhe tomar tanto tempo.

Em um dia apenas, ele escreve um editorial para o Jornal da Tarde, grava um comentário político para a Rádio Jovem Pan e outro para o Jornal do SBT. Perde mais tempo, porém, com outras dores de cabeça. Ele tornou-se alvo, uma espécie de Geni, na qual os petistas já se acostumaram a jogar pedra. Claro que a resposta dos petistas é muitas vezes mais virulenta que seus comentários anti-Lula. (Em seu livro mais recente, O Que Sei de Lula, ele acusa o ex-presidente da República de ter delatado colegas na época do sindicato de São Bernardo do Campo.) Um deles começou a denunciá-lo sistematicamente por estupro.

“Pegamos o Nêumanne”

O que mais machucou Nêumanne, no entanto, foi saber, por meio de um amigo comum, que o ministro da Justiça José Eduardo Cardoso tinha comemorado a denúncia, antes de a Justiça considerá-la falsa e obrigar o Google a retirá-la, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia. “Pegamos o Nêumanne”, teria comentado o ministro. Outra aporrinhação partiu de um sujeito que decidiu enviar ameaças de morte, via internet, para ele “parar de falar mal do Lula”. Uma das mensagens mostrava um revólver apontado para o jornalista. O autor foi identificado, compareceu à delegacia, prestou depoimento e foi liberado.

Tento arrancar de Nêumanne alguma reação. Pergunto se não se incomoda em participar de uma orquestração de direita, mesmo sem se dar conta disso. Ele não dá a mínima, diz apenas: “Ah, eles me convidam de vez em quando para alguma conferência, mas nunca fui”. Nêumanne admite, no entanto, conhecer o presidente do Instituto Millenium, Amaury de Souza. “Ele é meu amigo. E não é de direita.” (Uma semana depois do nosso encontro, Amaury de Souza morreu.)

Tropa de elite

Outra foto e nome que estão lá e ninguém mandou tirar: José Padilha, o diretor de Tropa de Elite. Ele também não dá muita importância ao e-mail que lhe envio, pois o que recebo de volta é uma mensagem de sua assessora, Rafaela Panico, com o seguinte teor: “O José Padilha está em pré-produção com seu próximo filme no exterior. Ele está muito ocupado e não está podendo dar entrevistas nem por e-mail nesse momento. Peço desculpas e espero poder te ajudar em uma próxima oportunidade”.

Quem diria: Bolívar Lamounier também aparece como colaborador e especialista do Instituto Millenium. Eu jamais o identificaria com o pensamento de direita. Mas ele é parceiro de Amaury de Souza no livro A Classe Média Brasileira: Ambições, Valores e Projetos. Bolívar mantém certa distância do Millenium, pero no mucho: “Eu participei uma vez ou duas de seminários deles. Não tenho participação regular e não sou articulista, mas não vejo motivos para criar arestas, só se houver um problema específico”.

“Cuide dos seus comunistas”

No tempo em que bandeiras vermelhas da TFP saíam às ruas de São Paulo para combater as bandeiras vermelhas do comunismo – anos 1960, 70 –, jornalistas de esquerda predominavam nas redações. Um empresário reconhecidamente de direita, como Roberto Marinho, não deixava os militares prenderem “seus” comunistas para não desfalcar seu time. “Cuide dos seus comunistas que eu cuido dos meus”, disse certa vez a um general de plantão no poder.

Os “comunistas” tinham fama de trabalhadores sérios, competentes e criativos. Dono de jornal, precisava vender jornal. Ainda que houvesse censura, imprensa precisava ser de “oposição”.

Ninguém compra um jornal para ler elogios. O empresário não corria riscos de ver a ideologia de seu funcionário estampada nas páginas. Disso cuidava a censura. Do esquerdista, o empresário aproveitava o talento, a força de trabalho, o fato de ser “pau pra toda obra”.

Era contraditório: a direita tinha ganhado a guerra pelo poder, mas a esquerda comandava as redações. A esquerda mandava tanto na imprensa, que um grupo de jornalistas do Pasquim conseguiu acabar com a carreira do mais famoso cantor da época, Wilson Simonal, acusado de ser dedo-duro da direita. Em uma ditadura de direita, a esquerda derrubou um artista de direita!

Diogos Mainardis

Mais adiante, anos depois, a situação se inverteu. A ditadura caiu, em 1985, graças ao empenho da esquerda, pois a direita ficou até a última hora ao lado da ditadura militar. Mas nas redações a situação se inverteu. A direita ocupou as posições da esquerda. Havia, em 2002, apenas um Diogo Mainardi – que saiu da Veja e entrou na Globo News. Agora, são dezenas.

Para ter um bom emprego, bem remunerado, numa publicação de grande porte, a senha agora é ser de direita. Mais precisamente: falar mal de Lula e do PT. Falar mal de Lula e do PT passou a significar espaço garantido nos grandes veículos de comunicação, com as devidas recompensas monetárias.

Os esquerdistas perderam seu encanto? Seu talento? Não. Com o advento da democracia e o fim da censura, manter esquerdistas tornou-se perigoso. Agora, eles podem esparramar sua ideologia nas páginas dos jornais e revistas. A censura acabou. Ao invés de vigiá-los, os patrões (de direita) preferem contratar profissionais de direita, que pensam como eles (os patrões). Devido a esse fenômeno, o pensamento de direita está disseminado em um número cada vez maior de veículos de comunicação no Brasil.

“Por que todo mundo tem de ser progressista?”

Não por acaso, ideias de direita estão de volta à circulação no Brasil. Seus principais propagadores são jovens, como Ricardo Salles, um advogado de 37 anos, de São Paulo, que em nada lembra, no trajar, um sujeito de direita. Mas é. Tanto é que o grupo que preside se chama Movimento Endireita Brasil. Em seis anos, desde 2006, ele conseguiu aglutinar 450 participantes ativos.

Salles já foi candidato pelo PFL, hoje critica o DEM. Está filiado ao PSDB, mas não se entusiasma pelo partido. Participa das atividades do Instituto Millenium, mas gostaria que ele se assumisse como direita, assim como o Endireitar.

Numa rápida conversa que tivemos em seu escritório, ele disse, em resumo, o que pensa sobre as desigualdades sociais no Brasil: “Tem muita gente que é pobre porque não quer trabalhar! Tem muita gente que não vai pra frente na vida porque não quer se esforçar. Tem muita gente que comete o crime porque realmente não tem valores. Não tem nada a ver com problema social, que ela foi criada em favela”.

Ideologia: “Por que todo mundo tem de ser de esquerda? Por que todo mundo tem de ser progressista? Por que todo mundo tem de ser pró-interferência do Estado na economia? Pró-Bolsa Família? Pró-BNDES?”.

Lady Baginski

O discurso de Ricardo Salles, contrário a qualquer ditadura, até à militar, virou lugar comum entre os jovens direitistas brasileiros. E também a versão de que a ditadura de direita no Brasil foi um mal menor, estabelecida para evitar uma ditadura de esquerda que estaria sendo engendrada.

Talvez a mais excêntrica das jovens brasileiras de direita atualmente seja a advogada de Caxias do Sul de apenas 22 anos, muito bonita e ligeiramente punk. Usa piercing no lábio inferior.

Embora defenda a legalidade democrática, Cibele Bumbel Baginski ou Lady Baginski, como ela prefere ser chamada, decidiu, com seu grupo, em junho deste ano, relançar um partido que foi criado para apoiar a ditadura militar de 1964: Arena. Ela jura de pés juntos à Brasileiros que ditadura não é papo para ela, o nome é só um nome. No entanto, muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até que sua Arena reúna os 500 mil votos necessários para disputar eleições em 2014, como ela e seu grupo planejam.

Nenhum partido, em uma democracia, é óbvio, vai declarar publicamente que pretende chegar ao poder pela força, e não pelo voto. É pelo voto. Hitler chegou ao poder pelo voto. A incógnita é como a direita vai agir depois de chegar ao poder pelo voto. O problema não é a direita entrar, é a direita sair. É uma hipótese bem difícil de acontecer, essa de a direita chegar ao poder pelo voto no Brasil.

Políticos experientes não se arriscam a fundar um partido de direita em um País com as desigualdades sociais do Brasil. Os partidos de direita sempre tiveram de esconder a palavra direita. Direita não dá voto. Qual é o discurso da direita para o povão? Para o trabalhador? Quando a direita foi a favor de aumentar salário de trabalhador?

A direita só tem discurso para a classe média e daí pra cima. A direita só terá sucesso eleitoral no Brasil quando a classe média tiver votos suficientes para elegê-la. Enquanto os pobres e os trabalhadores formarem a maioria dos brasileiros, a direita não terá vez nas urnas.

Direitas Já

Suponhamos, no entanto, que ela ganhe uma eleição presidencial. Governo da direita democrática. Como o governo de Lady Baginski vai reagir em caso de greve de trabalhadores? Como será seu diálogo com os índios? E com os sem-terra? E com os sindicatos? A direita no poder saberá negociar com o Congresso Nacional ou vai impor sua vontade pela força? E se o Congresso Nacional resolver peitar o governo de direita, o que poderá acontecer?

“O voto não vem em primeiro lugar”, antecipa-se um dos participantes de um blog chamado Direitas Já, Renan Felipe, de 21 anos. Antes, é necessário conscientizar a população, o que o seu e outros dezenas de blogs de direita estão fazendo atualmente.

Tanto Lady Baginski quanto Renan Felipe estão nas águas da direita sem conhecer muito bem aquele que foi e é até hoje a expressão máxima desse caminho político, o abominável Adolf Hitler. “Ele tinha qualidades e defeitos como qualquer ser humano”, arrisca La Baginski. “Li Mein Kampf, assim como muitos outros para trabalho escolar, superficialmente, como material de pesquisa. Sobre o autor da obra, diria que tem um estilo de escrita que não é extremamente cativante, apesar de objetivo nas suas ideias e, bem ou mal, acreditava no que dizia. Teve defeitos e qualidades, como todos os seres humanos. Como político, creio que cometeu erros crassos e deu vazão a consequências muito desagradáveis de se rememorar na história.”

Falando à Brasileiros, Renan Felipe culpa a esquerda pela existência da direita: “Esse é um preconceito muito difundido no Brasil, que é o de associar nacional-socialismo ou fascismo com direita política. Tanto o nacional-socialismo quanto o fascismo nascem da esquerda política e se dirigem para o centro, mesclando elementos de nacionalismo e socialismo. Nunca li o livro de Adolf Hitler, apenas excertos, discursos e citações. De modo geral, as ideias nacional-socialistas são ruins porque mesclam tudo que não presta: socialismo, racismo e nacionalismo fanático”.

A direita brasileira nunca esteve tão ativa intelectualmente como hoje. A direita brasileira nunca teve adeptos tão jovens como tem hoje. O que falta ainda à direita brasileira é um grande orador – parafraseando a epígrafe de Hitler aqui acima – capaz de ganhar a maioria dos brasileiros para a “causa”.

SÓ NÃO VALE DAR TIRO NO BLOGUEIRO

Seu lema é: “Estamos chegando! A nova direita do Brasil!”. Suas palavras de ordem são: “Deus é supremo… Comunismo é do demo!”, “Vote no PT de novo para ele entrar mais fundo no rabo do povo”, “Diga não à política narcótica vermelha”. Sua mensagem, ele transmite em vídeo postado em seu blog, que faz referências ao Movimento Endireita Brasil. Ricardo Gama é bem diferente de outros direitistas, que falam para a classe média de forma tranquila e ponderada. Ele tenta ser entendido pelo povão, seu discurso é mais chulo e ditatorial: “Ahhh… As minhas razões e as minhas emoções pra fazer esse vídeo… É sobre o vídeo que eu fiz sobre o Sérgio Cabral e o Anthony Garotinho que postei agora no meu blog… Tão me metendo porrada… Dá mais porrada! Só não vale dar tiro no blogueiro!”

Gama fala mais: “Mermão, quando Garotinho foi governador do Rio, eu não morava aqui, eu morava em Minas. Hoje, eu tô no Rio de Janeiro. Você tá criticando Garotinho, você tá criticando Sérgio Cabral, tão dizendo que os dois… Critica, mermão, mas faz alguma coisa!”. Mais ainda: “Mas olha só: não faz só no mundo virtual, não, faz no mundo real também. O governo do Anthony Garotinho já passou, agora tá no governo Sérgio Cabral, que tá essa zona toda e ninguém faz porra nenhuma!”. Outro: “Ficam teclando na internet. Poucos têm coragem de dar as caras. Liberdade de expressão! Senta porrada no deputado Anthony Garotinho! Mas por quê? Quando ele era governador, nego não saiu na rua quando ele fez alguma coisa errada, claro que ele deve ter feito alguma coisa errada, ninguém é perfeito”.

Gama continua: “Mas por que o povo não saiu na rua? Não quebrou a porra toda? Não se rebelou? Agora ficam criticando! Agora tá o Sérgio Cabral, roubando pra caralho, ninguém faz porra nenhuma! E aí o quê? Quando entrar o próximo governador…” Ele escreve mais: “Mermão, não fica só no protesto virtual… Dá as caras! Sai na rua! Se mobiliza! Reclama! Reclama com o atual, porque o passado não adianta mais, não”. Outro post: “Em 2014, vai ter eleição. Preste atenção em quem você vai votar, mas reclama, mermão! Pode me usar. Pode me xingar. Pode me meter a porrada. Mas reclama! Digita aí mesmo. Mas vê se faz um favor: sai na rua!” Ainda: “A vida, mermão, não é só futebol, novela e mulher bonita na praia. ‘Ah, eu não gosto de política’. Foda-se que você não gosta. Mas você é governado por políticos e a sua omissão tá fazendo o povo viver na merda! Eu sou Ricardo Gama. Um abraço. Aflora, meu irmão! Põe pra fora! Vamo dar um basta!”.

QUEM É QUEM NO MILLENIUM

Um dos fundadores e curadores é o conhecido apresentador do BBB Brasil, da Rede Globo, Pedro Bial. Mas o Instituto Millenium é composto por:

Câmara de Fundadores e Doadores

Uma lista de 16 nomes, entre eles, os mais conhecidos são Guilherme Fiuza (jornalista), Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central no governo FHC), Helio Beltrão Filho (presidente do Mises Brasil e sócio e ex-presidente do Grupo Ultra), Paulo Guedes (economista) e Pedro Bial (apresentador do BBB, da TV Globo)

Câmara de Mantenedores

Alguns: Roberto Civita (presidente do Grupo Abril), João Roberto Marinho (um dos sócios da Rede Globo), Arminio Fraga (economista do governo FHC), Helio Beltrão Filho, Jorge Gerdau Johannpeter (presidente do Grupo Gerdau), Josué Gomes da Silva (filho de José Alencar, vice-presidente da República no governo Lula), Maristela Mafei (presidente da Máquina Public Relations), Nelson Sirotsky (presidente do Grupo RBS)

Câmara de Instituições

Confederação Nacional dos Jovens Empresários, Espírito Santo em Ação, Instituto Atlântico, Instituto de Cultura da Cidadania, Instituto de Estudos Empresariais, Instituto Liberal, Instituto Liberdade,
Instituto Ling, Instituto Mises Brasil e Movimento Endireita Brasil

Conselho de Governança

Presidente Amaury de Souza (morto em agosto passado), Antonio Carlos Pereira, Helio Beltrão Filho, João Roberto Marinho, Jorge Gerdau Johannpeter, Luiz Eduardo Vasconcelos, Roberto Civita, Paulo Guedes, Salim Mattar, William Ling e Pedro Henrique Mariani

Gestor do Fundo Patrimonial Armínio Fraga

Conselho Editorial

Antonio Carlos Pereira e Eurípedes Alcântara

Mantenedores e Parceiros

Abril, Gerdau, Localiza, Statoil (Grupo Líder), Suzano (Grupo Master), Instituto Ling, Mises Brasil (Grupo Associado), Thomsom Reuters, Maquina Public Relations, Grupo M&M, Grupo RBS, O Estado de S. Paulo

Doadores

Uma lista extensa, da qual constam João Roberto Marinho, Roberto Civita, Arminio Fraga, Josué Gomes da Silva, Leandro Narloch (o escritor best seller)

POR QUE NINGUÉM MATOU ESSE CARA?

“Não ignoro que é pela palavra muito mais do que por livros que se ganha os homens: todos os grandes movimentos que a História registrou ficaram a dever muito mais aos oradores do que aos escritores” Adolf Hitler, em Mein Kampf.

Fui ler, depois de velho (para esta reportagem) o tal do Mein Kampf, do canalha Adolf Hitler. Fiquei indignado. E recomendo a leitura para que todos percebam que esse foi o maior canalha da História.

O que ele escreve sobre os judeus é asqueroso. Não entendo como algum judeu alemão não o matou naqueles idos de 1924, quando ele escreveu esse lixo de ofensas. O maior gênio da humanidade, então, se chamava Albert Einstein, um judeu. E alemão. O maior gênio do cinema era outro judeu Charles Chaplin. Hitler, no entanto, afirma que os judeus “até parecem gente”, “não tomam banho”, “são covardes”, e os insulta com um sem-número de impropérios que só podiam sair da boca de um covarde, sádico, imoral e genocida, cujo assassinato, então, poderia ter salvo milhões de vidas de pessoas maravilhosas.

por Alex Solnik

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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



51 comentários

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Ricardo Alfaya

04 de abril de 2013 às 00h06

Oi, Alex,

Estou apavorado (rs). Brilhante artigo, muito claro, muito bem escrito. Não fazia ideia de que a articulação da direita estivesse tão intensa. Um dos grandes erros da esquerda sempre foi achar que a direita era “burra”. Em última análise eles o são. Quem é de direita, em geral se prende mais às questões da vivência do que as da existência. Seu interesse pela filosofia e pela ciência, quando existe, são voltados para o pragmatismo. Já na esquerda, há os pragmáticos, porém ela reúne igualmente um outro contingente humano, que se preocupa com o sentido da vida e que busca formas mais harmoniosas de existência para o homem. Todavia, como já denunciava Cazuza e outros poetas, há muito estamos sem ideologia. A subida do PT ao poder não foi convincente e disso soube tirar muito bem partido a direita, que domina os meios de comunicação social. No vácuo que se instaurou, surge essa direita ousada, assanhada, que nem sequer tem medo de mostrar a sua cara, abertamente. Triste, muito triste considerar o surgimento de uma juventude de direita que, ainda por cima, se traveste de pseudovanguardista. Tudo realmente muito preocupante. Dentro de minhas possibilidades, divulgarei o seu artigo para reflexão das pessoas. Ricardo Alfaya.

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    João

    03 de dezembro de 2013 às 17h01

    Não… Que absurdo! Voê é burro, cara… Isso aí que você disse é tudo burrice… Burrice! Eu não consigo nem gravar muito bem o que você disse porque você fala de uma maneira burra…

Amir Khair: Quem fala em impacto negativo do mínimo tem visão míope « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de janeiro de 2013 às 20h47

[…] Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário […]

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Jaime Amparo Alves: Nunca houve tanto ódio na mídia brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de dezembro de 2012 às 13h14

[…] Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário […]

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Paulo Nogueira: O fiscal também tem que ser fiscalizado « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de dezembro de 2012 às 17h33

[…] Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário […]

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Lindivaldo

28 de dezembro de 2012 às 13h58

Esclarecedora reportagem!!!!!!
Os brasileiros precisam saber que e quem tramam contra o povo.
Divulguemos….
Quantos estragos essas cabeças quadradas, preconceituosas e comprometidas com o grande capital podem provocar sobre os nossos jovens!

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Pelika

28 de dezembro de 2012 às 13h29

YACOV, faltou um viva… (VIVA O POVO BRASILEIRO)-que não é gado marcado pelo PLIM-PLIM!

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RADIOGRAFIA DO INSTITUTO MILENIUM E PÉROLAS DA DIREITA: ‘HITLER TINHA DEFEITOS E QUALIDADES’ E ‘FUI COMUNISTA, MAS SOU UM CASO RARO’ « Educação Política

28 de dezembro de 2012 às 12h22

[…] Alex Solnik, da revista Brasileiros, via Vi o Mundo Camiseta do Endireitar: o nonsense chegou na […]

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Paulo Ribeiro

28 de dezembro de 2012 às 09h01

Chega a dar náuseas a leitura desta brilhante reportagem/denúncia. Ou o Brasil implanta a Ley de Medios para impedir o avanço da direita ou não haverá outra saída – um levante da sociedade civil contra o nazismo, o que terá consequencias imprevisíveis.

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Abel

27 de dezembro de 2012 às 23h30

Uai? Esqueceram da Patrícia Carlos de Andrade? Ela é a presidente(a?) do Conselho de Governança do Millenium, filha do ex-todo-poderoso diretor da Globo Evandro Carlos de Andrade, e ex-mulher de Beny Parnes, ex-diretor de assuntos internacionais do BC (no período de transição FHC/Lula) e que, se não me falha a memória, estava no relatório final da CPI do Banestado (mais uma que acabou em pizza)…

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prova de bala

27 de dezembro de 2012 às 17h17

primeiro faz parte do “jogo democrático” a direita se organizar, essa criminalização da organização da direita no texto é absurdo.

segundo, quem elegeu o PT em 2002 e historicamente votou no PT foi a classe média, a mesma que hoje vota na oposição.

terceiro, o LULA nunca foi de esquerda ou direita, ele sempre deixou claro que veio da luta sindical…

Nos dias atuais é ridículo falar em esquerda ou direita, os parâmetros se perderam.

a China maior pais comunista do mundo, tem também a maior desigualdade social, isso tudo não parece contraditório?

obs: sou Petista e anti-tucano , por razões lógicas, eu penso na maioria do Povo, coisa que muitos setores do partido não o fazem.

agora pensemos quem é o grande cérebro da esquerda no Brasil?? Zé Dirceu que foi condenado sem provas… A luta é o Zé e o Lula contra a rapa, o resto do PT tirando o Tarso Genro, não existe, vivem na sombra do governo que o LULA fez.

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    Abel

    27 de dezembro de 2012 às 23h31

    A classe média vota na oposição? Qual classe média? A de Higienópolis?

    Renan

    04 de fevereiro de 2013 às 01h29

    Higienópolis é classe alta.
    A classe média ganha entre R$ 291 e R$ 1.019 por pessoa.
    Eu ganhava como estagiário R$ 1.500,00, eu sou o que? Classe AAA gargalhada? Pagava R$ 1.056 de faculdade, mais aluguel e se não fosse o vale-alimentação eu passaria fome, mas foi um sacrifício necessário para me tornar uma pessoa bem-sucedida que saiu da favela, da fome e da pobreza, sem poder entrar numa faculdade pública, sem usar programas assistencialistas, sem FIES ou PROUNI.
    Isso se chama ambição, algo que na boa medida teria levado esse país pra frente, se ambição fosse vendida no Brasil, seria um produto caríssimo, visto que é exclusivo.

MariaC

27 de dezembro de 2012 às 15h32

Confere!

Quando li o Nelson Motta e sua nova coluna e local privilegiado e espumando, pensei: mercenário novos na parada, novo perfil e mais altos salários para que batam em Lula sem culpa.

Mais: o conteúdo do que escreve Neumane não me engana.Alguém que pensa como ele não deveria estar fora do Millenium, mesmo.

Mais, mais: Armínio Fraga. A fragata que quase afunda o Brasil fica agora a aporrinhar-me com seus artigos. Haja cara de pau.

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Carta Maior: Até quando a sabotagem conservadora poderá resistir? « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de dezembro de 2012 às 13h23

[…] Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário […]

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Luiz Carlos

27 de dezembro de 2012 às 10h20

Os progressistas precisam se manifestar. O que querem os conservadores de direita. Primeiro: São conservadores porque querem conservar os seus próprios privilégios. Segundo: São contrários a quaisquer benefícios sociais. Terceiro: Defendem totalmente a presença do estado, com a falácia de que o “mercado” se auto regula.
Como estamos vendo nas crises do EUA e da Europa; isso é uma inverdade!
Quando os bancos e as financeiras quebraram, foram correndo pedir a ajuda do estado. Só nos EUA 200 bi de dólares foram despejados nos bancos.
Para o liberal, o lucro é somente dele e o prejuízo se compartilha com a sociedade. Lembram bando de gafanhotos, ou a estória da galinha dos ovos de ouro. São obtusos, preconceituosos, e a sua visão míope não enxerga além de seus quintais.

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sebastiao

27 de dezembro de 2012 às 10h09

Devemos combate-los sem dó nem “piedade” !

Responder

Mardones

27 de dezembro de 2012 às 09h26

É preciso incluir os braços jurídicos do Instituto Millenium.

Responder

De Paula

27 de dezembro de 2012 às 08h57

Só discordo do “Popular”. É só ver a linhagem e a linguagem. E mais: Onde vão buscar inspiração.

Responder

Valmont

27 de dezembro de 2012 às 03h51

A fina flor da mídia udenista materializa o seu partido ilegal, o infame Partido da Imprensa Golpista.
E o governo Dilma ainda concentrado em busca da fórmula mágica de fazer omelete sem quebrar ovos, chocando serpentes em seu próprio ninho…

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Sérgio

27 de dezembro de 2012 às 02h24

Esta é a fina flor da direita raivosa.
O ovo da serpente tem que ser destruído no ninho.
Lei de mídias já!

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ZePovinho

26 de dezembro de 2012 às 23h30

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/12/senador-milionario-alvaro-dias-esteve.html

Senador milionário Alvaro Dias esteve na privataria tucana da Telepar

Em 1994 o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disputou o governo do Paraná pelo então PP. Perdeu para Jaime Lerner. Sem cargo, mudou-se de mala e cuia para o PSDB. Recebeu como recompensa pela adesão ao tucanato a presidência da TELEPAR (empresa de telefonia do Paraná, quando ainda era estatal), contanto que se enquadrasse no esquema “Serjão” (Sérgio Motta) de preparar a empresa para privatizá-la. Assim fez Alvaro Dias (PSDB-PR). Assumiu a presidência em maio de 1997 e, em julho de 1998, a empresa era leiloada, arrematada no pacote da Brasil Telecom, controlado por Daniel Dantas, do Banco Opportunity e Citibank.

No momento em que o senador tucano aparece com um súbita fortuna de R$ 16 milhões, até então desconhecida, os fatos históricos nebulosos daquela privataria tucana merecem ser revisitados. É mais um bom motivo, entre tantos, para instalar a CPI da Privataria Tucana.

Veja também:- 8 perguntas para Alvaro Dias: Tem cheque do Cachoeira na venda das casas?…http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/12/8-perguntas-para-alvaro-dias-tem-cheque.html

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Isidoro Guedes

26 de dezembro de 2012 às 21h38

Como diria Brizola: tem gente de esquerda que ou é trânsfuga (e portanto já não é de esquerda e só não assume que capitulou para não perder o resto de credibilidade que ainda tem) ou é tonta o suficiente para servir de inocente útil para a direita mais reacionária. Esse é o caso da presidente Dilma que flerta com empresários como o senhor Jorge Gerdau Johannpeter (do Grupo Gerdau), o mesmo que perfila nas fileiras do Instituto Millenium e na linha de frente do neo-golpismo de direita que está tomando corpo no país.
Ao abdicar de fazer política (o que ela não abdicou de fazer na juventude) a nossa presidente está abrindo espaço para subir a rampa que a conduzirá para a guilhotina que decepará seu pescoço e a de tantos quantos defendem o (ainda frágil e incipiente) projeto de inclusão social do PT. Projeto que por sinal nada tem de revolucionário e se inscreve dentro das regras do mercado.
Mas quem disse que a direita transige com coisa alguma?A direita não quer projeto de inclusão social algum e ponto final. Mesmo que isso se dê dentro de um projeto de crescimento do mercado de consumo.
Afinal a verdadeira e clássica direita quer que exista o velho e bom “exército de reserva” (mão de obra barata, semi-escrava e sem qualificação alguma) que não ameace de jeito nenhum sua acumulação. O que não ocorre quando as desigualdades sociais são reduzidas (mesmo que timidamente).
É isto o que está em jogo na atual correlação de forças. E acreditar que a ultra-direita irá aceitar passivamente uma nova derrota eleitoral que a enfraqueça ainda mais, é ser ingênuo por demais.
Eles não aceitarão isso de braços cruzados. Ainda que o governo que aí está (nominalmente de esquerda, mas na prática um governo de coalizão que respeita as regras de mercado) esteja disposto a continuar respeitando contratos e princípios caros ao capitalismo financeiro (estágio atual do neoliberalismo).

Responder

Macedo

26 de dezembro de 2012 às 19h25

ERRATA: No comentário sobre o ilustre senador Alvaro Dias, onde eu escrevi Polícia Federal, leia-se RECEITA FEDERAL. Desculpem.

Responder

Macedo

26 de dezembro de 2012 às 19h07

Outra vanguarda que sai do armário: Alvaro Dias.

Fonte: Blog dos Amigos do Presidente Lula

Receita Federal flagra Alavaro Dias no imposto de renda. O senador acumula oito processos na polícia federal.

“Às voltas com o súbito aparecimento de uma fortuna de R$ 16 milhões, em processo de pensão, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) foi autuado pela Receita Federal por infração no Imposto de Renda”.

Os lulistas que divulgaram esta notícia deveriam saber que o Alvaro Dias tem como justificar os 16 milhões de reais dessa sua pequena fortuna: além de senador, ele é também dono de uma pipoqueira no Grande Muralha – Park Shopping, em Brasília. E a Receita Federal deu em cima dele porque ele teria deixado de declarar 1000 saquinhos de pipocas que ele na realidade distribuiu no Natal de 2011 com as criançinhas pobres da Ceilândia.

Vamos deixar de perseguição política, minha gente. Basta a caçada ao Lula.

Responder

Marat

26 de dezembro de 2012 às 18h44

Um que sempre me pareceu finório é o tal de Armínio Fraga. Parece ser perigosíssimo!
Nêumane, Sardenberg, o Homem de CroMagnolli e outros trogloditas também estão no poleiro adequado…
A cúpula (ou cópula?) da Veja estar ali é normal, afinal de contas, de atraso e golpe eles entendem…
É, esse Instituto fede!

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Carlos N Mendes

26 de dezembro de 2012 às 18h38

Parabéns pelo esclarecedor texto. Interessante como os membros do Millenium ficam cheios de dedos quando é citado o nome do instituto. Eu já havia percebido isso: a maior diferença entre um esquerdista brasileiro e um direitista é que o direitista tem VERGONHA de suas ideias. Isso é bom; quando eles perderem essa vergonha é que o país vai ter mesmo problemas…

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    Abel

    27 de dezembro de 2012 às 23h34

    Essa é a direita que não ousa dizer o seu nome :)

ZABS

26 de dezembro de 2012 às 18h36

É o ovo da serpente sendo chocado com carinho por esses idiotas vendidos ao cramunhão!!!
Em Natal eu dei de cara com essa turma num jornalzinho estilo popular chamado “O COYOTE”, com um projeto gráfico bem feitinho e com um estilo visual meio PCdoB mas são ligadões no Instituto Milleniun e no no MISES.
E colocam este tipo de notícias uma ao lado da outra: (1) HOMEM COME A PRÓPRIA BUNDA E É PRESO POR ESTUPRO EM MOSSORÓ-RN e (2) GUIDO MANTEGA UTILIZA POLÍTICA TRIBUTÁRIA PARA ESCONDER DO POVÃO QUE A INFLAÇÃO TEM AUMENTADO
O site deles é esse aqui: http://coyoteonline.wordpress.com/2012/02/17/o-coyote-online/
Puro lixo, mas vale uma monitorada para entender os descaminhos que esta turma anda construindo…

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marta

26 de dezembro de 2012 às 18h17

Mantenedores, curadores, doadores tudo isso reporta a muita grana. Para que tanta? Claro, é preciso comprar testemunhas, aquelas que fazem denúncias sem provas sobre ministros da Dilma, até presidiários foram testemunhas contra políticos e funcionários do governo atual e continuam aparecendo outros. Sendo que ainda, é preciso montar teatros com direito a cenários gigantescos e convincentes à platéia que terá essas informações.Com tantas doações e participantes milionários a intenção certamente, é comprarem a bola e o campo para jogar como quiserem, já que competência não têm.

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MTHEREZA

26 de dezembro de 2012 às 18h15

Não vão longe. O gestor do fundo financeiro é armínio fraga, que só é “competente” para ele mesmo, desde que apoiado pelo Estado que tanto abomina. São muito falsos e vai ser preciso muuita falação para enganar o povo de novo. Ou, ações muito específicas do judiciário. A posição do judiciário dá para tremer.

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geniberto campos

26 de dezembro de 2012 às 17h41

O texto é um primor de informações sobre a “Nova Direita” brasileira. Agora sem nenhum pudor em se assumir. Bom saber os nomes e imaginar as caras lavadas da turma.
Reparem, a maioria vem das redações da midia. Cooptados pelos patrões, não sabemos com quais argumentos. Sérias dúvidas se apenas de natureza ideológica. Lembram, muito, o IPÊS/IBAD da década de 1960. Mesmo tipo de atividade. Mesmo tipo de financiamento.
Não gosto muito do termo, altamente depreciativo, mas alguns estão sendo chamados de “ROLA BOSTAS”, após um artigo certeiro do Leonardo Boff.

Responder

    carlos saraiva e saraiva

    27 de dezembro de 2012 às 11h44

    Companheiro, se a direita, mesmo mofada, com cheiro de naftalina,saiu do armário, é porque a esquerda trancou-se nêle. Precisamos, como diz o editorial de Carta Maior, combater a “doença infantil do conservadorismo” e não será com a “doença infantil do esquerdismo”. Militantes de esquerda, é hora de escancararmos o armário com as “armas da crítica”, com o nosso lado definido e fechar esta direita, que se repete como farsa.

    Ricardo G. Ramos

    29 de dezembro de 2012 às 11h49

    Concordo plenamente com Saraiva e Saraiva. É hora de escancarar e defender os avanços dos governos progressistas com unhas, dentes e muita crítica, contra essa matilha escrota, principalmente a entocada na mídia de merda de sempre. Excelente texto do sempre ótimo repórter Alex Solnik.

Armando do Prado

26 de dezembro de 2012 às 17h34

É a serpente preparando o bote. E lá vamos nós de novo enfrentar esses neonazistas.

Responder

edna baker

26 de dezembro de 2012 às 17h29

Excelente trabalho. Mostrou quem é quem. Até o Bial? Que horror!

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Lilica

26 de dezembro de 2012 às 15h12

Eu sabia que a partir do momento que Lula fosse presidente, e passado um tempo, o povo já tendo experimentado como é bom ter acesso ao consumo, a casa própria, ao estudo, enfim tudo isso que a gente tem visto no Brasil nos últimos anos, seria muito difícil para a direita voltar ao poder pelo voto.
Porque o que eles defendem é idefensável. Se a tática deles é começar com esse negócio de convencer o povão a exigir a diminuição de impostos, vão perder tempo… Lula começou a reduzir os impostos com a crise de 2008, Dilma manteve e está aumentando a desoneração, ela diminuiu os juros dos bancos, vai diminuir a conta de luz. Espero também que diminua os impostos dos alimentos e começe uma campanha nacional para que governos estaduais façam o mesmo.
A direita vai ganhar o governo federal no voto com que discurso, daí?

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Yacov

26 de dezembro de 2012 às 15h11

O IM é a fina-flôr dos ROLABOSTAS. Arghhhhh….

NO PASSARÁN!! VIVA GENOÍNO!! VIVA ZÈ DIRCEU!! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE!! VIVA LULA!! VIVA DILMA!! VIVA O PT!! VIVA O BRASIL!! ABAIXO A DITADURA DO STF E MÍDIA LACAIOS & SEUS ASSECLAS!! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ!! LEI DE MÍDIAS, JÁ!! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

FrancoAtirador

26 de dezembro de 2012 às 14h40

.
.
Endireitar a Política, através dos Tribunais Superiores,

isto é, por intermédio da cúpula do Poder Judiciário,

excluindo o sufrágio da participação popular formal,

é um meio utilizado para alcançar um fim determinado:

a conquista do poder absoluto pelo “Livre Mercado”,

que impõe a desestatização e a desregulação total.

Este é um processo gradual de conquista da hegemonia

que vem sendo meticulosamente elaborado pela Direita

com o uso de técnicas de manipulação do inconsciente,

notadamente pela propaganda nos meios de comunicação,

incluídos, entre @s propagandistas e propagadore(a)s,

colunistas e articulistas, pré[email protected], da mídia mafiosa.

Há décadas, as pessoas vêm sendo pautadas por temas

que dizem respeito a sensações individuais e coletivas,

que não apontam para soluções racionais de comportamento,

e as induzem a responder de forma totalmente instintiva:

“Para acabar com a ‘violência’ a solução é a pena de morte”;

“Tem que matar esses vagabundos que roubam as pessoas de bem”;

Isso ocorre fundamentalmente pela generalização do medo,

pela ameaça constante de perda do patrimônio e da vida,

prevalecendo, assim, um instinto de preservação primitivo.

É nesse contexto que se insere a ‘corrupção na política’:

“Prá eliminar a corrupção o negócio é fechar o Congresso”;

“No Brasil, político só serve pra roubar o dinheiro do povo”;

E quem é que vai aplicar a pena de morte nesses bandidos?

“Ora, a Justiça!”
.
.

Responder

José Luiz Berg

26 de dezembro de 2012 às 14h37

Caro Solnik,

Também não concordo com as idéias do Instituto Milenium.
Porém concordo com o método. A forma de organização e divulgação de idéias deles é a correta de ocorrer em uma democracia. Estão reunindo seus pensadores e disseminando suas idéias, e se conseguirem vender essas idéias para a maioria da população, tem o direito de voltar ao governo e praticá-las. Democracia é só isso. Não é gostoso perder, principalmente quando você tem certeza de que os vencedores vão fazer besteira, mas faz parte do jogo.
O limite entre a crítica substanciada e o autoritarismo puro é tênue, e temos que tomar cuidado para, enquanto progressistas, esquerdistas, comunistas, ou qualquer outro nome que possam dar, não agirmos da mesma forma que a direita, senão viramos somente a sua contrapartida.
Então o que me chama a atenção é que não existam organizações similares para difundir idéias progressistas. Costumamos assumir que as idéias são tão melhores que não precisam disso, o que não é verdade. Está na hora de começarmos a mostrar os problemas desse modelo neoliberal, que tenta reduzir o Estado e entregar tudo à iniciativa privada. Sei que não é uma tarefa fácil, pois a maior parte da mídia apoia este modelo, mas não é por ser difícil que não precise ou deva ser feito.
Quando ao seu parágrafo final, para mim é um exemplo de ação autoritária que aproxima as vítimas do algoz. Matar Hitler talvez tivesse poupado milhões de vidas sim, mas ele era somente o canalizador de um sentimento que existia na Alemanha naquela época, e talvez essa ação tivesse somente piorado as coisas. Seria uma solução fácil do tipo que os “revolucionários” de direita adoram, como tirar à força um governo “progressita” do poder, antes que ele acabe com o país.
Se abraçarmos esse tipo de solução hoje, não poderemos reclamar quando outros fizerem o mesmo.

Responder

ZePovinho

26 de dezembro de 2012 às 14h29

Tem alguém aí que lembra do Marcelo Madureira,do Casseta e Planeta,dedo-duro da ditadura militar no bandejão da PUC-Rio????????????????????
Sugestão do ZePovinho aos pseudo-liberais do Instituto Millenium:DEVEMOS PRIVATIZAR A INICIATIVA “PRIVADA” DO BRASIL.ELA SURGIU COM O ESTADO VARGUISTA E NUNCA MAIS LARGOU O OSSO.Chegam até a defender ideais liberais para manter os privilégios coletivistas de que desfrutam na TETA do Estado.
Capitalista,no Brasil,é o povão.Os camelôs,recicladores,pequenos empresários,etc que não recebem praticamente nenhuma ajuda do governo.Os grandes empresários,que sustentam o Instituto Millenium,não passam de meninos mimados pelo Papai Estado.Se a gente acabar com o BNDES,CEF,BB,BNB e outras instituições estatais 99% do empresariado “capitalista” do Brasil abre falência.
Aliás,o PT devia defender mesmo o “choque de capitalismo”.Seria a melhor forma de acabar com a burguesia mimada pelo governo que Vargas criou.
Terminando,convido esses picaretas privilegiados a pagarem seus impostos.Afinal eles devem 1 TRILHÃO de reais ao governo e esse dinheiro acaba sendo tirado dos nossos salários para sustentar empresários vagabundos e pseudo-liberais como esses do Instituto Millenium!!!!!

http://www.defesanet.com.br/seguranca/noticia/9108/DERRAMA—Fisco-Fecha-o-Cerco-para-Recuperar-R$-630-BI-

DERRAMA – Fisco Fecha o Cerco para Recuperar R$ 630 BI

Novo sistema permite que governo monitore os 11.622 principais devedores para bloquear bens. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o total de débitos inscritos na dívida ativa da União deverá ultrapassar R$ 1 trilhão este ano

O governo está monitorando 11.622 contribuintes que devem R$ 629 bilhões aos cofres públicos. Para recuperar esse dinheiro a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional acaba de desenvolver novas técnicas para garantir o bloqueio de bens. Um sistema inteligente capta, junto à Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e à Bolsa de Valores, o exato momento em que um devedor está para receber novas receitas. O sistema emite um sinal ao procurador que, rapidamente, bloqueia a entrada desses recursos. Até novembro, a recuperação de débitos inscritos na dívida ativa chegou a R$ 682,2 milhões, mas o total de débitos deve ultrapassar R$ 1 trilhão este ano.

Fisco desenvolve sistemas inteligentes para recuperar R$ 630 bi de 11,6 mil contribuintes

termômetro fiscal

BRASÍLIA O governo federal está atrás de 11.622 contribuintes que devem nada menos que R$ 629,9 bilhões aos cofres públicos, quase 70% do total de débitos inscritos na dívida ativa, que, este ano, deverá ultrapassar R$ 1 trilhão. Para recuperar o dinheiro desses tubarões, concentrados sobretudo na região Sudeste do país, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) acaba de desenvolver sistemas inteligentes e novas técnicas para garantir o bloqueio de seus bens antes que consigam desaparecer com o patrimônio que tem em seu nome. O chamado “esvaziamento patrimonial” é um expediente cada vez mais utilizado pelos grandes devedores, inclusive pessoas jurídicas, para driblar o Fisco.

Além disso, um cérebro artificial já acompanha a capacidade de pagamento dos grandes devedores com um mecanismo batizado de “termômetro fiscal”, um painel de controle semelhante ao velocímetro de um carro, desenvolvido exclusivamente para monitorar os débitos. Eles são classificados de “solventes” até o “alerta vermelho” (quem não tem mais patrimônio suficiente para pagar o que deve), passando pelo “amarelo” e “laranja”. Sempre que o ponteiro indicar que o devedor mudou de faixa neste sistema, o procurador responsável pelo processo recebe um aviso eletrônico e se encarrega de tentar bloquear os bens.

pagamento monitorado

Uma das armas do sistema da PGFN é captar o exato momento em que um devedor está para receber novas receitas. Conectado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à bolsa de valores, ele é acionado sempre que há o aviso do pagamento, por exemplo, de dividendos de ações de empresas. O sistema emite um sinal ao procurador, que rapidamente bloqueia a entrada destes recursos. O mesmo acontece com as receitas obtidas por vendas a partir do cartão de crédito. O faturamento do devedor é bloqueado.

O maior problema enfrentado pela PGFN, o chamado planejamento patrimonial, acaba abrindo caminhos para que o dinheiro se perca para sempre. Isso porque ao longo dos dispendiosos e demorados processos de cobrança judicial, que podem levar duas décadas, os rastros do dinheiro são apagados. Um grande devedor de Brasília teve seus bens bloqueados e carros de luxo penhorados, exceto um, que ele conseguiu passar para o nome de um laranja.

R$ 682 milhões recuperados

Uma das formas mais recentes de se sumir com os recursos é passar o patrimônio de uma empresa ou pessoa física para um fundo de investimento, que não tem personalidade jurídica, portanto, não pode ser alcançado. Barcos, aeronaves, edifícios ou automóveis usados por estes contribuintes pertencem a esses fundos e, por isso, não podiam ser associados ao seu nome. Mas, este ano, a PGFN conseguiu caracterizar a estratégia e já consegue bloquear, não o fundo inteiro, mas cotas dele.

Estima-se que algumas dezenas de empresas inscritas na dívida ativa jamais pagarão os débitos bilionários que acumularam ao longo dos anos. É o caso de grandes empresas que quebraram há vários anos e as massas falidas que já não têm de onde tirar recursos. Restam apenas esqueletos.

Os esforços da Procuradoria da Fazenda vêm dando frutos. Até novembro deste ano, a recuperação de débitos inscritos na dívida ativa chegou a R$ 682,2 milhões, um recorde histórico, que supera em 26% a marca anterior, batida no ano passado inteiro. A PGFN também conseguiu R$ 30,6 bilhões como garantias dos grandes débitos até outubro deste ano. Este volume ainda é pouco. Não alcança 20% do total, no entanto, é o maior volume já retido na história.

Responder

    FrancoAtirador

    27 de dezembro de 2012 às 00h54

    .
    .
    Versão capitalista da 3ª Lei de Newton:

    “A todo imposto existe uma sonegação,
    igual e em sentido contrário”
    .
    .

    Mário SF Alves

    27 de dezembro de 2012 às 15h00

    VALE RESSALTAR:

    “Aliás,o PT devia defender mesmo o “choque de capitalismo”.Seria a melhor forma de acabar com a burguesia mimada pelo governo que Vargas criou.
    Terminando,convido esses picaretas privilegiados a pagarem seus impostos. Afinal eles devem 1 TRILHÃO de reais ao governo e esse dinheiro acaba sendo tirado dos nossos salários para sustentar empresários vagabundos e pseudo-liberais como esses do Instituto Millenium!!!!!”

    “Choque de capitalismo”. A propósito, o falecido Mário Covas andou apontando nessa direção. Pelo visto ficou apenas nisso. O PSDB entendeu que o melhor mesmo seria jogar no lixo tudo o que seus ideólogos escreveram e ato contínuo promover a mega/priva/entregatização do Brasil. Enquanto isso o capitalismo de muletas, nem um pouco chocado, continua vivinho da silva, feliz da vida a espojar-se nas lambanças demogógicas e antipovo do instituto millenium e da mídia oposicionista. Diante da incompetência de governar com o povo e para o povo só lhes resta isso: virem à público montados no velho e surrado “direita volver!”

Fabio Martins

26 de dezembro de 2012 às 12h54

Chegak a ser bem perigosos. Porém, tomara que sirvam como sinal de alarme. E assim que os jovens das classes trabalhadoras, das famílias sofridas, de todos os jovens não privilegiados com mesadas milionárias,
despertem politicamente.

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Marcio

26 de dezembro de 2012 às 12h49

Realmente, que absurdo darem espaço para idéias que não são de esquerda serem difundidas, não é mesmo? E são esses caras que ainda dizem defensores do “Pluralismo” na “mídia”…qua,qua, qua…. quem não os conhece que os comprem. Basta ver o pluralismo de Cuba, Coreía do Norte, China, URSS…

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Maria Izabel L Silva

26 de dezembro de 2012 às 12h45

Parei de ler na metade por que tive que ir ao banheiro vomitar. Depois me recompus para ler o resto … Fiquei me lembrando do antigo IBAD, se não me falha a memoria, era o Instituto Brasileiro de Ação Democratica. O IBAD também era o defensor, paladino e sentinela da democracia e da liberdade. Deu no que deu. O que me assusta é que parece que tudo se repete, como se a historia nunca tivesse existido. Como se nenhuma lição tivesse sido aprendida. Pela lista de mantenedores, não precisa dizer mais nada. É chumbo gosso prá cima da gente… Tira a palavra “popular” do titulo do artigo. Pelo menos essa palavra tem que ser preservada.

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Julio Silveira

26 de dezembro de 2012 às 12h20

Este instituto já nasceu vendido e comprado pelos Yankes. Só o nome já entrega aos desavisados para quem servem. Nada a ver com o bem da cultura de um Brasil autonomo e soberano e lógico de cidadãos autivos e conscientes de sua cidadania soberana. É a busca da preservação cultura de vacas de presépio querendo arregimentar simpatizantes.

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Tarso Genro: Judiciário é o caminho da direita para “escapar” da política « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de dezembro de 2012 às 11h00

[…] Alex Solnik: A vanguarda popular da direita sai do armário […]

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A mídia descontrolada

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