VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Paulo Nogueira Batista: A ilusão europeia


15/11/2011 - 11h45

por Paulo Nogueira Batista Jr., em Projeto Nacional

Há um ano e nove meses, em fevereiro de 2010, publiquei nesta coluna um artigo que me deu imensa dor de cabeça.

O título era: “Europa em declínio.” Entre outras coisas, escrevi que os sinais do declínio relativo da Europa estavam em toda parte. A recessão havia sido mais profunda na Europa do que nos EUA. A recuperação europeia também estava sendo mais lenta.

Na periferia europeia, escrevi, o quadro era especialmente ruim. Muitos países estavam em crise ou próximos disso. Suprema humilhação: especulava-se que, pela primeira vez, um país integrante da área do euro teria que recorrer ao FMI – a Grécia. As autoridades europeias, temendo a perda de prestígio, procuravam evitar esse desfecho. Mas a crise grega já contaminava outros países do Sul da Europa, também da área do euro, notadamente Portugal e Espanha.

Os europeus ficaram furiosos comigo. Naquele tempo, eles ainda tinham tempo de seguir os meus artigos. Fizeram grande pressão e muitas queixas contra mim, inclusive formais, no FMI e no G-20. Foi medonho.

O artigo terminava com uma citação de De Gaulle que, no fim da vida, em 2009, observou profeticamente: “Eu tentei fortalecer a França em face do fim de um mundo. Fracassei? Outros dirão, mais tarde. Sem dúvida, o fim da Europa está diante de nós.”

Fim da Europa? Leitor, para entender plenamente a crise atual é preciso ter alguma noção da história da unificação europeia. O assunto é vasto. Menciono apenas o seguinte: originalmente, a unificação europeia foi um projeto das elites do continente, em especial das elites francesas e alemãs, que visava, entre outros objetivos, a conter e reverter o declínio da posição relativa da Europa no mundo. Uma Europa unida seria capaz de fazer face às grandes potências do pós-guerra: os EUA e a União Soviética.

Do ponto de vista do Brasil, uma Europa unida e próspera poderia, em tese, ser um elemento positivo num mundo crescentemente multipolar. Isso se tornou até mais necessário depois do colapso do bloco soviético.

Em tese, friso. Na prática, a Europa é uma ilusão. Tem sido, não raro, a principal força pró-status quo na área internacional, inclusive em instituições financeiras como o FMI. Os europeus estão super-representados nas organizações e nos foros internacionais. E se agarram tenazmente a suas posições e privilégios. O pior de tudo é que a área do euro constitui atualmente o principal risco de desestabilização da economia mundial.

Não se pode generalizar. Evidentemente, há muitos europeus qualificados e esclarecidos, que oferecem contribuições importantes no FMI, no G-20 e em outros foros. Infelizmente, isso parece ser mais exceção do que regra.

A crise na zona do euro, volto a dizer, é uma ameaça muito considerável, inclusive para o Brasil. A essa altura, não se pode descartar um colapso geral da união monetária europeia.

Os problemas da zona do euro são legião. As vulnerabilidades fundamentais estão na própria construção original – toda ela influenciada pela forma alemã de pensar e por uma versão rígida dos dogmas econômicos liberais: regras fiscais simplistas, Banco Central Europeu independente e dedicado à estabilização monetária, unificação monetária sem unificação fiscal e política, livre movimentação de capitais, insuficiente regulação e supervisão dos mercados financeiros etc.

Essas fragilidades não apareciam nos tempos de bonança. Com a crise iniciada nos EUA em 2007, tudo isso veio à tona com força brutal. O sonho europeu virou pesadelo.

Várias cúpulas europeias, várias reuniões do G-20, inclusive a cúpula em Cannes na semana passada – nada disso foi capaz de dar resposta convincente à crise. A zona do euro está à deriva e, dado o seu peso econômico e financeiro, pode produzir ondas de choque no resto do mundo.

O Brasil precisa estar preparado para uma turbulência semelhante, talvez mais intensa do que a que ocorreu em fins de 2008 depois do colapso do Lehman Brothers.

Paulo Nogueira Batista Jr. é economista e diretor executivo pelo Brasil e mais oito países no Fundo Monetário Internacional

Leia também:

Tariq Ali: Os movimentos dos jovens indignados precisam dar um salto

Prioridade dos governos europeus são os bancos, e não as pessoas

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - A mídia descontrolada e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


40 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Paulo Nogueira Batista: Brasil mais forte para enfrentar crise que em 2008 | Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de novembro de 2011 às 10h40

[…] sobre o texto, aqui, ele escreveu: “Suprema humilhação: especulava-se que, pela primeira vez, um país […]

Responder

Economist: Notas de 500 euros vão rechear colchões | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de novembro de 2011 às 02h32

[…] Paulo Nogueira Batista: Bem que eu avisei […]

Responder

Bonifa

15 de novembro de 2011 às 23h24

Os comentários sobre Wall Street estão interditados.
The Guardian:
Occupy Wall Street: – Não se pode despejar uma idéia cujo tempo chegou!
A polícia pode prender-nos, obrigar-nos a sair de Liberty Plaza, mas o movimento de 99% não pode ser suprimido.
JM Smucker, Rebecca Manski, Karanja Gaçuça, Linnea M Palmer Paton, Kanene Holder e William Jesse
guardian.co.uk , Terça-feira 15 de novembro de 2011 10,24 EST
.
"Este não é um movimento efêmero, com a América redescobrindo a força que temos quando nos reunimos como cidadãos para tomar medidas contra uma crise que afeta todos nós.
Este movimento não pode ser despejado. Alguns políticos podem nos remover dos espaços públicos – os nossos espaços – e, fisicamente, podem até obter sucesso. Mas nós estamos engajados em uma batalha sobre idéias. E nossa idéia é que as nossas estruturas políticas devem servir-nos, ao povo, a todos nós, e não apenas àqueles que acumularam grande riqueza e poder. Acreditamos que esta idéia se fortalece entre nós porque o Congresso, em dívida com Wall Street, tem ignorado as terríveis histórias que se derramam das casas e dos corações de nossos vizinhos, histórias de inexorável sofrimento econômico. Nosso sonho por uma democracia na qual nós tenhamos importância, é a razão pela qual tantas pessoas têm se identificado com o Occupy Wall Street e o 99% movement.
Nesta manhã, com 100 pessoas sentadas na cadeia, um juiz declarou que tínhamos o direito de voltar com nossos pertences, enquanto o Prefeito Blooberg insiste em que o parque permanecerá fechado. Não importa. Vamos recuperar nossas ruas quadra por quadra: Vamos ocupar nossos espaços públicos, em todos os lugares, Conscientes de que nossa idéia não pode ser despejada."

Responder

    Mário SF Alves

    16 de novembro de 2011 às 22h38

    "E nossa idéia é que as nossas estruturas políticas devem servir-nos, ao povo, a todos nós, e não apenas àqueles que acumularam grande riqueza e poder."

    É isso, Bonifa, um novo contrato social tem de ser construído.

Zegutti

15 de novembro de 2011 às 22h28

Goldman Sachs já mexeu seu peão!

O "Mercado" aplaudiu!

A "Imprensa" (?) repercutiu!

Próxima jogada….haverá próxima jogada?

Responder

ZePovinho

15 de novembro de 2011 às 22h19

MERCADOS FAREJAM FIM DO EURO E RASPAM O TACHO

Não adiantou a ortodoxia queimar as caravelas e obedecer aos desígnios dos mercados financeiros. A Itália mandou embora Berlusconi, que outrora encantara o conservadorismo, mas hesitava em cumprir ordens. Entre elas, a demissão de 300 mil funcionários públicos até 2014. A Mario Monti não se concedeu nem 24 horas de graça: o Tesouro romano continua a pagar juros de pré-insolvente. O mesmo ocorre na Grécia: Lucas Papademos assegurou que fará 'tudo' o que for preciso. Nada, porém, afrouxa a canga rentista no pescoço de Atenas. Na Espanha, Zapatero será esmagado nas urnas pelo extremismo conservador do PP, de Aznar. Nem por isso os mercados aliviam para Madrid: nesta 3ª feira, credores impuseram um novo degrau de juro ao Tesouro espanhol, superior ao recorde histórico de 2ª. E assim, sucessivamente, o mesmo se dá com Liboa, Dublin etc. Agora, os obuzes rentistas já miram a França, de Sarkozy, e avançam em direção à Áustria. É incontornável a conclusão: os mercados não acreditam mais na sobrevivência do euro e tratam de desfrutar a raspa do tacho, antes que a subserviência institucional venha a ser trocada por algum traço de soberania.
(Carta Maior; 4ª feira, 16/11/ 2011

Responder

    henry_H

    15 de novembro de 2011 às 23h32

    É o novo 1848. A Europa inteira vai pro vinagre!… nem a Suiça se salvará.

    Mário SF Alves

    16 de novembro de 2011 às 22h34

    O 18 Brumário de Luís Bonaparte: A discreta farsa da burguesia. Ao acompanhar o golpe de Estado que levou Napoleão III ao poder, na França do século 19, Karl Marx chegou a uma perturbadora conclusão: a história acontece como tragédia e se repete como farsa.

Abel

15 de novembro de 2011 às 22h12

"O artigo terminava com uma citação de De Gaulle que, no fim da vida, em 2009"(…)
Não deve ser o General Charles de Gaulle, naturalmente. Esse, morreu em 1970…

Responder

Roberto Locatelli

15 de novembro de 2011 às 19h43

A política do FMI é de salvamento dos banqueiros. Um ou outro diretor do órgão pensa diferente.

O ex-presidente do FMI, Dominique Strauss-Khan, era um dos que divergiam um pouco da orientação mercadista. A acusação de estupro veio bem a calhar para tirá-lo e colocar uma mercadista ortodoxa em seu lugar. Hmmm, que coincidência… De repente, lembrei do Julian Assange…

Responder

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 21h08

    verdade Roberto!! o estupro-esquisito é bemmmm parecido….

    Morvan

    15 de novembro de 2011 às 21h42

    Boa noite.

    Bem lembrado, Locatelli. Aliás, a direita mundial é muito hábil. Quando alguém discorda, arranja-se rapidinho uma coincidência.
    Mas consertar a zorra em que se transformou a Zona (mesmo!) do Euro, diria que vai ser necessário mais do que coincidências.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

ZePovinho

15 de novembro de 2011 às 19h08

Vejam que virão,na Europa,uma série de governos "técnicos"(essa lenga-lenga a gente conhece porque esses "técnicos" meteram a mão no nosso bolso na década de 80 e 90).Tipo burocratas "fazemos qualquer negócio",no dizer do grande e saudoso Marcos Plonka ao interpretar o Seu Samuel Blaustein.Aliás,o humor anda tão ruim no Brasil,ultimamente,que esses craques estão morrendo e a gente tem de aguentar o execrável stand-up.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Mario Monti acha a Grécia um caso de sucesso

Monti é a versão italiana dos tecnocratas latinoamericanos que se instalaram em sucessivos governos, das ditaduras às gestões ultraliberais. Em entrevista, ele classifica a “cultura da estabilidade” como ganho maior para os países do euro. Novo primeiro ministro italiano encarna burocrata pronto para qualquer negócio. Até agora não se sabe se o pior para os países da Europa será o fracasso ou o sucesso nas mãos dos banqueiros. O artigo é de Gilberto Maringoni.

Gilberto Maringoni

O primeiro compromisso público de Mario Monti após sua indicação como senador vitalício e virtual primeiro ministro italiano foi ir à missa com a esposa. Muito apropriado. A família da península respira aliviada, após anos de correrias e festas atrás de modelos e atrizes de tirar o fôlego. Uma mudança estrutural aconteceu. Muda-se meio lampedusamente, para que nada mude, diga-se de passagem.

Monti é a versão italiana dos tecnocratas latinoamericanos que se instalaram em sucessivos governos, das ditaduras às gestões ultraliberais. Anódino, voz monocórdia quase enfadonha e formado em Yale, parece ser o homem que vai fazer o que tem de ser feito. Não foi eleito por ninguém, é tido como “independente”, avesso à vida partidária, além de nunca ter se “sujado” nos balcões de negociação da administração pública. Foi muito bem quisto pelas administrações Prodi e Berlusconi. No Brasil, seria um ídolo do movimento “Cansei”…………………………………….

[youtube ncEGfQhhFNM http://www.youtube.com/watch?v=ncEGfQhhFNM youtube]

Responder

Eduardo

15 de novembro de 2011 às 18h39

O histórico de colonização nas Américas, África e Ásia é a simples constatação de que a Europa nunca produziu o suficiente para sustentar-se sozinha, com o seu próprio trabalho e sua própria riqueza.

O atual problema da Europa é a falta de humildade. Falta reconhecer que estão quebrados.

Na vida privada e na vida pública, sempre os ex-ricos são problema. Eles não têm dinheiro, mas querem manter o poder. É nessa hora que lançam mão de práticas inescrupulosas e imorais (estelionatos, na vida privada, e invasões como a da Líbia, na vida pública), e querem mudar as regras do jogo que eles mesmos fizeram para não perder mais.

Minha conclusão: vamos nos armar. Não para atacar, mas para dissuadir o inimigo, que começa a entrar em desespero e perder o equilíbrio.

Responder

assalariado.

15 de novembro de 2011 às 18h38

A globalização do capital foi, e é, uma necessidade de sobrevivência do deus mercado. A constituição de blocos econômicos ( NAFTA, BRICs, EURO, … ), é o resultado concreto da qual Karl Marx se referia as tais leis "naturais" do capitalismo e suas mãos, nada invisíveis. Ou seja, as chamadas leis "naturais" do capital,não passam de imaginação dos teóricos do capitalismo. A observação dos fatos concretos permitiu que fossem formuladas algumas leis não naturais, mas históricas do capitalismo. Aqui vai algumas:

1) ANARQUIA NA PRODUÇÃO; para os teóricos burgueses, a liberdade de empresa é uma liberdade natural. É só deixar os capitalistas industriais e financeiros agirem de acordo com seus interesses de lucros, e tudo dará certo. O G7 que o diga, isto é só o começo da marolinha tsunamita.

2) A CONCENTRAÇÃO E CENTRALIZAÇÃO DOS CAPITAIS E PROLETARIZAÇÃO CRESCENTE DOS PRODUTORES; a concentração de capitais, isto é, grande crescimento do capital de algumas empresas que vem acompanhada de redução do numero de empresas, também conhecida como fusão entre as empresas. Isto resultou na atual fase monopolista do capitalismo industrial/ financeiro e, como consequência, vem a imediata proletarização dos produtores, desemprego e tal. Também vão desaparecendo os trabalhadores independentes, pequenos proprietários rurais, artesãos, … Enfim, a minoria se torna mais minoria e com mais capital, enquanto a maioria se torna mais numerosa e mais explorada pelo capital.

3) A TENDENCIA DA TAXA DE LUCROS CAIR; ou seja, o capitalista industrial tende a gastar mais com o capital constante (prédio, maquinas, instalações,…) em detrimento do capital variável, isto é, a fonte da MAIS VALIA (onde se origina o lucro) que é fruto do capital variável ( dos assalariados, mais conhecidos como colaboradores), e não do constante (maquinários e tals… ).

Essas leis são importantes, porque ajudam a entender as crises cíclicas do capital e sua consequências, como o imperialismo burguês e suas guerras burguesas por "mercados", e a intervenção do Estado na economia.

Saudações, rumo a sociedade socialista.

Responder

    EUNAOSABIA

    15 de novembro de 2011 às 22h33

    BRIC é Bloco Econômico então??? tê sabendo agora rapaz… como é o nome do Tratado que o instituiu?

    Velho, toma mais cuidado de onde tu copia e cola as coisas por aqui… não tens muita pinta de que tenhas noção do que seja capital constante e capital variável não mano…

    Outra coisa rapaz, se o capital fixo aumenta em detrimento do capital variável, o que se espera é um aumento de lucros, e não sua diminuição…. deixa prá lá… serei obrigado a sacar o meu "teoria da demanda efetiva" de Michael Kalecki… perda de tempo…

    Saudações socialistas é que levou a europa pro buraco, quem detonou com a europa foram as políticas de partidos de esquerdas e socialistas…tivessem eles uma Lei de Responsabilidade Fiscal aos moldes da implantada por FHC (Lula e o PT foram contra, vocês não enganam ninguém), mas tivessem eles uma LRF, não estariam nesse miserê que estão hoje… a crise da europa é de dívida interna, gastaram mais do que podiam, gastaram mais do que produziam, só isso mesmo, faltou a eles disciplina fiscal, era todo mundo querendo se dar bem, era todo mundo querendo viver no bem bom as custas do trabalho do "outro".

    Procure melhorar e cautela com suas colagens por aqui.

    ZePovinho

    16 de novembro de 2011 às 00h06

    Digite o texto aqui![youtube g901CZWj_pI http://www.youtube.com/watch?v=g901CZWj_pI youtube]

    assalariado.

    16 de novembro de 2011 às 19h19

    EUNAOSABIA, o BRICs pode até não ser um bloco economico, mas age como tal.

    Voce precisa entender/ analisar o que é capital constante ( instalações, matéria prima, maquinas,..).
    Vou dar um exemplo concreto: onde trabalho chegou varias maquinas computadorizadas, a qual chamamos de CNC. Só para entender melhor, onde trabalhavam 10 operários, hoje trabalham somente três e os outros sete foram para o olho da rua, e a produção triplicou. Pergunto eu; estes sete pais de familia que ficaram desempregados não vão mais consumir. Logo a produção vai encalhar, e o lucro do capitalista vai pra cucuia, e então, explica esta contradição para mim.

Fabio_Passos

15 de novembro de 2011 às 17h38

Está na hora de uma grande Revolução Global que ponha abaixo este regime controlado pela minoria rica.

Responder

    Mário SF Alves

    16 de novembro de 2011 às 22h58

    Sim, mas tem de começar pela revolução cultural. Em lugar desse lugar comum e faca de dois gumes, superutilizado pelo establishment, denominado educação formal, entra a revolução cultural; sua maior e mais bem sucedida expressão chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. O exemplo mais claro de que é, sim, possível superar a alienação política.

Edu

15 de novembro de 2011 às 17h30

O duro da crise européia é que ela ameaça levar de roldão o modelo de bem estar social, que bem ou mal é o último bastião contra um capitalismo desregulado. O peso das soluções tecnocráticas (que vivenciamos no Brasil nas décadas 80 e 90), mais a inanição das forças políticas socialistas e social democráticas, vão desequilibrar a balança política já bem favorável a agenda conservadora e aos partidos da direita. Realmente o cenário é para lá de sombrio. Pelo menos sobra o alento de contar com Paulo Nogueira e sua incrível resistência contra o discurso econômico vigarista que tem nos governado nessas últimas décadas

Responder

@CasaTolerancia

15 de novembro de 2011 às 16h50

G20 Personagens a Procura de um Autor

Adjútor Alvim*
http://casatolerancia.blogspot.com/search?updated

A Cúpula do G20 encerrou-se nesta sexta-feira, 04 de novembro, com um sentimento de decepção sendo apregoado pela imprensa brasileira. A cúpula teria sido realizada em um clima de tensão provocada pela situação grega e fracassado na tentativa de viabilizar o Fundo Europeu de Estabilização.

Sob a ótica dos BRICS, porém, não há como considerar frustrante o encontro. O provável desenrolar dos eventos poderá deixar mais claras as oportunidades do Brasil na nova ordem mundial.

Responder

GilTeixeira

15 de novembro de 2011 às 15h23

Como escreveu um poeta:
"é a volta do cipó de arueira
no lombo de quem mandou dar"
Geraldo Vandré

Responder

Gonzaga

15 de novembro de 2011 às 15h17

Azenha, embora o assunto não tenha nada a ver com este seu post, gostaria de chamar a atenção para o caso do vazamento de petróleo na Bacia de Campos…
A importância da questão tem sido levantada pelo Blog do Tijolaço, principalmente pela disparidade no tratamento que a mída nativa tem dado ao problema por se tratar da Chevron, ao contrário do ocorreria se fosse a Petrobras que operasse o poço …
Felizmente, o Nassif já resolveu tocar no assunto e não deixar o Brizola Neto falando sozinho….
Acho que vc, sempre preocupado com a forma parcial de atuação da mídia, poderia dar ainda maior repercussão ao assunto. Para ajudar, seguem os links dos posts que já foram publicados no Blog do Tijolaço:
1 – 11/11 – http://www.tijolaco.com/se-fosse-a-petrobras-mas-

2 – 12/11 – http://www.tijolaco.com/obrigado-pelo-vazamento-c

3 – 14/11 – http://www.tijolaco.com/obrigado-pelo-vazamento-c

4 – 14/11 – http://www.tijolaco.com/a-chevron-texaco-e-uma-em

5 – 15/11 – http://www.tijolaco.com/cumplicidade-escandalosa/

Responder

    Roberto Locatelli

    15 de novembro de 2011 às 19h39

    Gonzaga, fui ver os links. Caramba, é um ABSURDO!! Já formou mancha que dá pra ver do satélite!! O PIG se cala, o Greenpeace se cala, as autoridades (exceto Dilma, que exigiu explicações) se calam.

    Lu_Witovisk

    15 de novembro de 2011 às 21h09

    agorinha passou na band tão rapida a imagem do satelite que foi num piscar sumiu…

    Morvan

    15 de novembro de 2011 às 21h32

    Boa noite.

    Gonzaga, eu estava esperando o posicionamento do sr. James Cameron, e de D. Marina Silva. Estes dois têm sido "intransigentes" contra Belo Monte. Então, não é uma Chevronzinha que vai calá-los, não é mesmo?
    Ah, indignação seletiva, é isso?

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Alex Gonçalves

    15 de novembro de 2011 às 22h33

    Notinha de uns 20 segundos no Jornal Nacional.

    Não acredito que a grande maioria do público possa ser tão burro de não ver a hipocrisia gritante da 'grande' imprensa.

    É muito simples, mas tão verdadeiro. Se fosse a Petrobras o mundo estaria acabando. Colunistas, plantões especiais, discursos da oposição…

    Que nojo. A imprensa brasileira é podre.

    EUNAOSABIA

    15 de novembro de 2011 às 22h46

    Mas quem autorizou essa empresa a operar no Brasil? … vocês estão no poder faz 9 anos… sei..

    ZePovinho

    16 de novembro de 2011 às 00h08

    Digite o texto aqui![youtube 5ZorO9FJDhs http://www.youtube.com/watch?v=5ZorO9FJDhs youtube]

    leandro

    16 de novembro de 2011 às 16h43

    Os EUA aplicou uma multa tão alta na BP que ela teve que vender ativos para não quebrar. Vamos ver como vai agir o governo Dilma.

Marcos

15 de novembro de 2011 às 14h40

Admiro o Prof. P. N. Batista deste o governo fhc onde era uma das poucas vozes a diferir do pensamento único.
Ele foi "dispensado" pela folhinha de SP, e isto é um grande qualificador para o professor.

Responder

ZePovinho

15 de novembro de 2011 às 14h08

E o que europeus,americanos e sionistas fazem quando estão na pindaíba?????Roubam e matam outros povos:
http://tribunaliraque.info/pagina/campanhas/unive

LISTA DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS ASSASSINADOS NO IRAQUE DURANTE A OCUPAÇÃO

Documento da Campaña Estatal contra la Ocupación y por la Soberanía de Iraq (CEOSI)
IraqSolidaridad ( http://www.nodo50.org/iraq)

0 de Novembro de 2005

Tradução do inglês e do árabe para o castelhano: Paloma Valverde e Houmad El Kadiri
Tradução do castelhano para português: TMI-AP-JMB

NOTA DA TRADUÇÃO PORTUGUESA: lista elaborada até fim de Outubro 2005; ver, no fim da lista (n.os 101 a 108), os nomes dos assassinados de Novembro e Dezembro

A seguinte lista de professores e professoras iraquianos assassinados durante a ocupação, não sendo ainda definitiva, aumenta para 100 a que foi anteriormente publicada por IraqSolidariedad1, agrupando os casos por universidades e incluindo uma categoria de académicos que, no momento de serem assassinados desempenhavam cargos administrativos, alem de três nomes de professores cuja universidade se desconhece. Esta nova listagem foi elaborada com base em várias fontes de informação iraquianas e internacionais2, além de fontes jornalísticas árabes3.

Tal como a anterior, esta lista ampliada não inclui os nomes de professores do ensino primário e secundário4, nem de médicos no activo ou profissionais não vinculados à docência universitária.

Tendo em conta a situação que se vive no Iraque, é compreensível que não se disponha duma única lista completa de professores e académicos assassinados durante a ocupação. No passado mês de Outubro, o Ministério do Ensino Superior iraquiano cifrava em 146 o número de professores universitários assassinados no Iraque desde o início da ocupação5.

Várias organizações ligadas à iniciativa Tribunal Mundial sobre o Iraque preparam uma campanha de denúncia destes assassinatos selectivos, cuja lógica, sejam quem forem os seus executores6, visaria eliminar o estrato qualificado da população a quem caberia assegurar o futuro cultural, académico e científico de um Iraque libertado e soberano.

BAGDADE
Universidad de Bagdade

Abbás al-Attar: Doutor em Humanidades, professor da Faculdade de Humanidades da Universidade de Bagdade.
Abdel Huseín Jabuk: Doutor, professor da Universidade de Bagdade.
Abdel Salam Saba: Doutor em Sociologia, professor da Universidade de Bagdade.
Ali Abdul-Huseín Kamil: Doutor em Ciências Físicas, professor do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Bagdade.
Basil al-Karji: Doutor em Ciências Químicas, professor da Universidade de Bagdade.
Basil al-Karkhi: Doutor em Ciências Químicas, professor da Universidade de Bagdade.
Essam Sharif Mohammed: Doutor em História, catedrático e Director do Departamento de História da Faculdade de Humanidades da Universidade de Bagdade.
Fuad Abrahim Mohammed al-Bayati: Doutor em Filologia Germânica, catedrático e Director do Departamento de Filologia Germânica da Faculdade de Filologia da Universidade de Bagdade.
Haifa Alwan al-Hil: Doutora em Física, professora na Faculdade de Ciências da Mulher da Universidade de Bagdade.
Hazim Abdul Hadi: Doutor em Medicina, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Bagdade.
Jálil Ismail Abd al-Dahri: Doutor em Educação Física, professor da Faculdade de Educação Física da Universidade de Bagdade.
Kilan Mahmud Ramez: Doutor, professor da Universidade de Bagdade.
Maha Abdel Kadira: Doutora, professora da Faculdade de Humanidades da Universidade de Bagdade.
Mayed Huseín Ali: Doutor em Ciências Físicas e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Bagdade.
Marwan al-Raawi: Doutor em Engenharia, professor da Universidade de Bagdade…………………………………………………………….

E SEGUE ADIANTE COM CENTENAS DE PROFESSORES E CIENTISTAS ASSASSINADOS PELO MOSSAD,CIA E OUTROS SERVIÇOS SECRETOS DO OCIDENTE.

Responder

    Pedro Lomba

    15 de novembro de 2011 às 14h42

    Seus comentários são super legais.

    ZePovinho

    15 de novembro de 2011 às 15h09

    Veja,Pedro,que a denúncia começou em 2005.

    Morvan

    15 de novembro de 2011 às 16h03

    Boa tarde.
    Concordo; sempre oportunos.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

francisco p. neto

15 de novembro de 2011 às 13h42

O Paulo Nogueira Batista Jr. se esqueceu que ele é de um país de terceiro mundo.
Onde já se viu um terceiro mundista fazer previsões catastróficas para a realeza européia?
Realmente é o sinal dos tempos como previu De Gaulle.

Responder

Lu_Witovisk

15 de novembro de 2011 às 12h55

A impressão que tenho, como leiga no assunto, é que o ego da merkel e do sarkozy é tão grande que os impede de ver a realidade. O mesmo ego alucinado que fez Napoleão vir de Elba pra perder em Waterloo, o mesmo ego que fez Hitler (cair na mesma estratégia russa que já tinha botado Napoleão a perder) apanhar dos soviéticos.

Coisa de psicopata… só pode. Li ontem, acho que foi no barão, que já estão vendo a possibilidade dos paises sairem da zona do euro, sem sair da UE. Enfim…… são os suspiros de um sistema alucinado, resta ao povo a luta para não perecer neste caos orquestrado pelos bancos, alemanha e frança.

Responder

    Alvaro Tadeu Silva

    15 de novembro de 2011 às 14h04

    Houve uma crise braba na França nos anos 70. A Alemanha fez um empréstimo colossal, que salvou a França da falência. Le Monde publicou uma quadrinha a respeito: "Voici venir le temps, pour touts les allemands venir en aide au franc." (depois da II Guerra Mundial, a França foi um dos países que ocupou a Alemanha. A quadrinha quer dizer "Eis que vem o tempo para todos os alemães virem em ajuda ao franco".)

Morvan

15 de novembro de 2011 às 12h47

Bom dia.

Diz o autor: "… a unificação europeia foi um projeto das elites do continente, em especial […] francesas e alemãs, que visava, entre outros objetivos, a conter e reverter o declínio da posição relativa da Europa no mundo. Uma Europa unida seria capaz de fazer face às grandes potências do pós-guerra: os EUA e a União Soviética…".
Perfeito. Escorreito. Muito bem analisado (elogie-se, inclusive o "Visava A").

Na verdade, porém, a União Europeia tinha um vício de criação, posto que, assim, incontornável: ela não previa a dinâmica política mundial (leia-se, da Guerra Fria), ou seja, o mundo, para as elites que engendraram "A Maior Obra de Engenharia Social do Século", segundo a própria descrição dos seus genitores, previam um mundo bem mais imutável, como o mundo de Ptolomeu e da Madre (não minha!) Santa (idem!) Igreja. Mas o mundo mudou. Veio o fim da Guerra Fria e a Terceira Via, sonho dos elitistas europeus, deu água!
Ademais, os Estados Unidos "abençoaram" o engenho da Euro-União, com total beneplácito. Sintomático. Dominá-los, em bloco, parecia mais fácil, contradizendo, por assim dizer, o "Dividir para Governar".
O esgarçamento da União Europeia é iminente. As consequências, para o mundo inteiro, ainda são [uma] incógnita, mas se vislumbre daí um tsunami de decorrências político-econômicas em todo o mundo.
A longo prazo, é impossível dizer quem será o mais beneficiado ou o mais prejudicado, embora, politicamente, estejamos desnudando uma das faces mais implacáveis do capitalismo e pondo parte da intelligentsia mundial de prontidão. E não era isso que o capitalismo financista e seus arautos queriam…

Reiterando os parabéns pelo artigo.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.