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Nouriel Roubini: A tempestade global perfeita, em 2013


09/07/2012 - 20h36

Em entrevista à Bloomberg, em 7 de julho de 2012

Mr. Roubini, que consequências o escândalo da taxa Libor terá na cultura dos bancos?

Na minha visão este escândalo mais recente, como muitos outros episódios que aconteceram recentemente, sugere que nada mudou depois da crise financeira global porque os incentivos para os bancos ainda são para enganar ou fazer coisas que são ou ilegais ou imorais, a única forma de evitar isso é desmembrar  estes supermercados financeiros. Quando você tem na mesma firma banco comercial, banco de investimentos, gerenciamento de bens, brokerages, venda de seguros, derivativos, não existem muralhas da China [entre os negócios] e há maciços conflitos de interesse porque você está nos dois lados de todo negócio. Este é o problema fundamental. Os banqueiros são gananciosos, tem sido gananciosos nas últimas centenas de anos, não é uma questão de serem mais imorais hoje do que mil anos atrás. Você tem de ter certeza de que eles vão se comportar de forma a minimizar os riscos. Uma forma [de fazer isso] é separar as atividades, para minimizar os conflitos de interesse. Caso contrário, isso vai acontecer de novo e de novo.

O sr. acha que deveria haver punições criminais?

Deveria, já que ninguém foi parar na prisão desde a crise financeira global, por o que quer que tenha feito. Os bancos fazem coisas ilegais e no melhor caso levam multa. Se algumas pessoas acabarem na cadeia talvez ensine uma lição, ou alguém enforcado nas ruas.

A cultura dos bancos vai mudar?

Nada vai mudar, é o mesmo de antes. Há mais conflitos de interesse hoje que quatro anos atrás. Nos Estados Unidos você tinha bancos muito grandes para falir e hoje eles são ainda maiores para falir, porque o JPMorganChase assumiu o Washington Mutual e o Bear Sterns, o Bank of America assumiu o Merryl Linch e o Countrywide, assim os bancos muito grandes para falir, com seus conflitos de interesse, se tornaram bancos ainda maiores para falir. As coisas pioraram, não se tornaram melhores, nada mudou.

Tivemos recentemente a crucial cúpula da União Europeia, com medidas tomadas para ajudar a Espanha e a Itália. Acha que a UE está salva?

A cúpula foi um fracasso porque uma semana depois dela e do Banco Central Europeu (BCE) ter cortado as taxas de juros, as taxas de risco da dívida da Espanha voltaram a ficar acima dos 7%, o mercado de ações caiu 3 por cento, mas nada mudou. Depois dos supostos sucessos os mercados esperavam muito mais. Ou você tem mutualização da dívida para reduzir as taxas de risco, ou tem a monetização da dívida por parte do Banco Central Europeu ou usa a bazuca para dobrar ou triplicar ou quadruplicar a injeção de dinheiro nos bancos direta ou indiretamente ou as taxas da Espanha e da Itália vão explodir mais e mais, dia após dia, e você terá uma crise pior, não daqui a seis meses, uma crise maior nas próximas duas semanas.

O que deveria fazer o BCE?

A única instituição que tem poder de garantir a dívida dos governos é o BCE. Precisamos de algo que é politicamente incorreto falar. Monetização da dívida. Compra da dívida destes governos pelo BCE. Algo que o BCE não quer fazer e diz que institucionalmente está proibido de fazer.

Existe muita resistência, inclusive anglo-americana?

Sim, na Alemanha e em todo o centro [da zona do euro]. Na Holanda, na Áustria, na Finlândia. A Finlândia não aceita nem mesmo um pequeno valor de dívida mutualizada, que permitiria a compra de dívida no mercado secundário. Mesmo este valor pequeno de mutualizaçao da dívida, de forma indireta, eles vão lutar contra. Nao é apenas resistência anglo-americana ou alemã, o coração da zona do euro não quer assumir o risco de crédito envolvido em qualquer tipo de mutualização de dívida.

Você disse que em 2013 será muito difícil encontrar um esconderijo?

Penso que em 2013 os formuladores da política serão incapazes de evitar a perda de fôlego da economia, que o lento acidente de trem da zona do euro vai se tornar um acidente veloz, que os Estados Unidos parecem próximos de parar e mergulhar em uma nova recessão — segundo os dados econômicos mais recentes –, que o pouso da China está se tornando mais duro que suave, e que todos os mercados emergentes também estão reduzindo fortemente seu crescimento econômico, todos os BRICs — China, Rússia, Índia e Brasil — mas também o México e a Turquia, parcialmente por causa da recessão na Europa e no Reino Unido, do crescimento lento dos EUA, parcialmente porque não fizeram as reformas para aumentar a produtividade e potencializar o crescimento, e finalmente porque existe a bomba relógio de uma potencial guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã.

As negociações fracassaram, as sanções vão fracassar, Obama não quer a guerra antes das eleições, mas depois das eleições, seja Obama eleito ou [Mitt] Romney, as chances são de uma decisão dos Estados Unidos de atacar o Irã, então você terá os preços do petróleo dobrando da noite para o dia. É uma tempestade perfeita: colapso da zona do euro, nova recessão nos EUA, pouso duro da China, pouso duro dos mercados emergentes e guerra no Oriente Médio. No ano que vem poderemos ter uma tempestade global perfeita.

Suas previsões são piores que as de 2008?

Muito piores porque, como em 2008, agora você tem uma crise econômica e financeira, mas diferentemente de 2008 não há mais balas para usar. Naquela época podíamos cortar os juros de 6% para 0, 1, 2 ou 3, podíamos dar estímulos fiscais de até 10 por cento do PIB, podíamos resgatar os bancos e todos os demais. Hoje, mais QEs [Quantitative Easing, a impressão de dinheiro pelo Tesouro dos Estados Unidos] está se tornando menos eficaz porque o problema é de solvência, não de liquidez; os déficits fiscais já são solares, todos precisam reduzir os déficits, não dá para aumentar; e não dá mais para resgatar os bancos porque, um, existe oposição a isso, dois, os governos estão quase insolventes, não podem se salvar, o que dizer salvar os bancos. O problema é que estamos sem balas na agulha, estamos sem coelhos para tirar das cartolas políticas. Se um derretimento dos mercados e da economia acontecer não temos mais a rede de segurança para absorver os choques, porque gastamos os últimos quatro anos atirando 95% da munição. Poderá [2013] ser pior que 2008.

Você prevê o rompimento da zona do euro em 2013?

Não acho que haverá o rompimento da zona do euro em 2013, apesar de acreditar que até lá teremos a saída da Grécia da zona do euro. Acho que nos próximos três a cinco anos temos uma chance de 40 a 50% de ver o fim da zona do euro. Eu diria que outros países do centro podem decidir pela saída. A Finlândia pode sair antes da Grécia. A Finlândia não quer assumir os riscos adicionais de crédito envolvidos, [os finlandeses] já estão expostos a vários mecanismos [de ajuda]. Agora, se houver mutualização da dívida, união fiscal, novas garantias de todos os tipos, eles são contra, um país como a Finlândia pode sair [da zona do euro]. Ou, na periferia, um país como a Itália poderia decidir pela saída, porque há vários interesses econômicos e financeiros que querem voltar para a lira, como o Berlusconi e seu partido, o novo movimento Cinco Estrelas de Beppe Grillo, a Liga Norte, há muita gente na Itália que não gosta do euro e que pode ganhar dinheiro voltando para a lira. As pessoas pensam na Grécia, mas poderia acontecer na Finlândia ou na Itália. Não acho que haverá rompimento no ano que vem, acho que a Grécia sai em 2013 e em até 5 anos há 50% de chance de rompimento da zona do euro.

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27 comentários

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Manipulação da Libor: Transferência imensa de fundos da sociedade a bancos « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de março de 2013 às 20h53

[…] Nouriel Roubini: A tempestade global perfeita, em 2013 […]

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Robert Fisk: A Arábia Saudita como fonte da democracia « Viomundo – O que você não vê na mídia

30 de julho de 2012 às 01h29

[…] Nouriel Roubini: A tempestade global perfeita, em 2013 […]

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Hagá

22 de julho de 2012 às 11h12

Eu defendo simplesmente a ESTATIZAÇÃO dos bancos.

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O apelo desesperado do El País, em nome da Espanha « Viomundo – O que você não vê na mídia

21 de julho de 2012 às 16h21

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Flávio Aguiar: O lado mais sinistro do sistema bancário « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de julho de 2012 às 21h58

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Roberto Locatelli

10 de julho de 2012 às 19h09

Mais uma vez Roubini está certo. Desta vez ele não é o único a dizer que o rei está nu. Há também Paul Craig Roberts e, em menor grau, Paul Krugman.

A solução é pra lá de simples: estatização de todos os bancos em nível mundial. Obviamente essa solução não será adotada (com exceções aqui e ali, Islândia, por exemplo) e portanto o mundo passará pela maior crise da História da humanidade.

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    Florival

    10 de julho de 2012 às 20h49

    Com respeito à sua perspectiva, caro Roberto, a solução não funciona exatamente por sua aparente simplicidade que nos lança na armadilha; Não há necessidade de estatizar os bancos; Eles, quase todos já estão estatizados já que compraram a soberania de Estados. Precisa-se, sim, estatizar os Estados, seus governos; estes estão nas mãos dos banqueiros, quase não há soberania dos “Estados” e sim, “Bancos Soberanos” que compram os Estados (considerando esta nova configuração de Estado:privados como têm sido a saúde, a educação, a segurança, aeroportos, estradas, teles e, em alguns Estados, até os exércitos que sejam as mãos). Estes são apenas alguns exemplos, mas até os bancos tradicionalmente Estatais foram tomados pelo Mercado Soberano dos Bancos, como foi o caso do BANESPA doado ao SANTANDER.
    TOME JEITO BRASIL, ENQUANTO TEM JEITO.

Pedro

10 de julho de 2012 às 15h28

Uma vez sequer o economist fala em capitalismo. Daí que não entendo de que ele está falando. No meu entender, a crise é do dinheiro, ou seja, daquilo que a sociedade capitalista tem de mais social.

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Claudio Machado

10 de julho de 2012 às 15h14

Tá certo, os bancos saíram mais fortes da crise de 2008, inundados por dinheiro público. Mais captalizados, incorporaram outras instituições menores e ficaram maiores ainda. Não podem quebrar, na lógica do capitalismo financeiro, que, consequentemente, ficou mais forte e mais influente em todo o mundo. Até aí tudo bem (ou tudo mal). Mas não haverá a catástrofe anunciada em 2013 e muito menos daqui a 5 anos. Também não haverá a invasão do Irã. Minhas fichas estão na mesa.

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Hércules

10 de julho de 2012 às 12h40

Uma guerra contra o Irã, sob pretexto de armas atômicas, como as armas de destruição em massa do Iraque, seria o maior desastre econômico, social e bélico do mundo. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, o contra-ataque iraniano a Israel e o conflito se estendendo ainda para Líbano, Síria, Palestina, Egito, Jordânia e OTAN, não se poderia descartar o envolvimento da Rússia e da China. A diplomacia do Brasil deve ser a de se manter equidistante dos países em guerra, mas isso não vai evitar o desastre econômico interno e as convulsões que se seguirão. Na minha opinião, se houver essa guerra, ninguém vai mais poder morar na “Terra Santa” e nos seus arredores. E, claro, o país que começar essa quimera terá seus cidadãos odiados pelo mundo inteiro.

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MariaC

10 de julho de 2012 às 11h16

No caso da libor, as jogadas envolveram 20 grandes bancos internacionais.

(tirei do Nassif) É isso o que acontece quando não há governo. Acorda povo.

E ainda há otários querendo falar mal de Chaves.

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Willian

10 de julho de 2012 às 10h43

O Cacique Cobra Coral mandava toda semana um aviso ao Airton Senna que eram grandes as chances dele morrer aquele fim de semana em uma corrida. Um dia ele acertou, né? Todo mundo lembra do acerto do Roubini de 2008, mas ninguém vai atrás pesquisar seus erros. Dizer que há chance de 50% do Euro acabar em 5 anos é o máximo da precisão. Quem se lembrará em 10/07/2017 de lhe cobrar a previsão?

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    RicardãoCarioca

    10 de julho de 2012 às 11h47

    A internet está aí para isso, né?

    Sem governo central para tomar atitudes rápidas, aposto que a UE se desmanchará antes.

    Uma boa leitura sobre a corrosão que a direita está provocando no seu templo ideológico, os EUA:

    http://www.counterpunch.org/2012/07/09/american-freefall/

augusto2

10 de julho de 2012 às 09h38

Leitor, copie este artigo e guarde, por ex num pen drive. De uma olhada nele daqui a um ano, ou daqui a dezoito meses. Vai dar pra ver onde o roubini chutou com as duas pernas, ao mesmo tempo.
Mas eu concordo com ele em duas coisas: a cupula da europa,com soluçoes meia sola do Bce fracassou de fato. E segundo que logo apos as eleiçoes
americanas algo pior na economia ianque vem a tona.

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Romanelli

10 de julho de 2012 às 09h15

“..e em até 5 anos há 50% de chance de rompimento da zona do euro…”

uai, pq tanto pessimismo? ao final ele mesmo dá mais 5 anos pro EURO ..convenhamos, pra quem fala o tempo todo em colapso iminente, este prazo não é nada nada desprezível

sei não, tem coisa errada neste EXERCÍCIO de pessimismo ..mas como tudo na vida, tudo é possível ..pois não fosse assim, até hoje, pelas chances, os prêmios da MEGASENA não teriam saído

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    RicardãoCarioca

    10 de julho de 2012 às 11h50

    O seu comentário é baseado exclusivamente na sua falta de informação.

    Recomendo a leitura desse artigo:

    http://www.counterpunch.org/2012/07/09/american-freefall/

    Consideirei as previsões do Roubini até otimistas.

Mardones Ferreira

10 de julho de 2012 às 09h06

Há alarmismos nas palavras do senhor Roubini. Mas, numa coisa ele está certo:

a crise de 2008 não serviu para punir os criminosos das finanças mundiais, notadamente os estadunidenses;

e nada mudou para a alegria dos jogadores dos mercados financeiros mundiais no sentido de controle e separação das atividades dos bancos.

Prever 2013 é coisa de jogador. ELe pode acertar ou errar. Mas, a entrevista é válida por tratar de assunto muito sério.

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Roberto Locatelli

10 de julho de 2012 às 08h55

Prezados, saiu uma matéria no Nassif sobre o assunto. Matéria EXCELENTE! Quem sabe o VioMundo não a reproduz, pois aqui há mais tempo de ler, discutir e debater. O Nassif troca os posts a toda hora…

Link: http://t.co/4cso5oPQ

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ana db

10 de julho de 2012 às 05h58

Roubini previu e acertou em 2008. Foi o unico.
Não precisa ter a ‘cultura’ de alguns para chegar a certas conclusões que Roubini chegou. Uma guerra entre USA e Israel contra Irã é eminente. E a humanidade já mostrou com duas guerras que não aprende com a Historia e repete os mesmos erros.

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Jack

10 de julho de 2012 às 04h21

A solução é uma só, calote mundial e auditoria da dívida de todos os países, inclusive no Brasil, cadê o governo do PT?

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Marcos

09 de julho de 2012 às 23h55

Incautos, cuidado com esse tal de Roubini.

Não passa de um urubólogo da melhor safra.

Ele vive de dar palestras sobre o apocalipse, não é à toa que vive prevendo o apocalipse.

Não caiam nessa armadilha.

http://brasil.melhores.com.br/2009/05/roubini.html

http://brasil.melhores.com.br/2009/05/as-asneiras-de-roubini.html

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    RicardãoCarioca

    10 de julho de 2012 às 08h26

    Diferente da nossa urubóloga, ele acerta. E lendo o texto desse post, vejo coerência com tudo o que está acontecendo e até um certo conservadorismo nas previsões. Não que eu esteja torcendo pelo pior, mas o modelo de governança da UE é uma lástima de lento, devido ao fato de não haver um governo central. Por isso mesmo, concordo com as previsões do Roubini.

    Roberto Locatelli

    10 de julho de 2012 às 08h53

    Marcos, ele previu a crise de 2008, e foi muito criticado por isso na época, pois todos os “analistas” diziam que não haveria crise.

    E ele toca nos pontos centrais da questão. Por exemplo, nenhum banqueiro foi punido. Então, eles continuam a agir como sempre agiram: movidos pela ganância, sem pensar no amanhã.

    Roberto Locatelli

    10 de julho de 2012 às 08h59

    Aqui no VioMundo há uma matéria boa do mesmo analista, Paulo Craig Roberts:

    https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fuga-do-dolar-maior-ameaca-a-hegemonia-dos-estados-unidos.html

    Candide

    10 de julho de 2012 às 09h07

    ahhhh sim…conosco, sob o comando da grande timoneira, a guia genial dos povos, nada se passará..continuaremos entre as dez maiores economias do mundo (graças a soja que aqui se planta para os porcos da China, se porcos existirem em quantidade suficiente) e continuaremos entre os últimos em tudo o mais que conta na existência:IDH, educação, saúde, segurança, renda per capita, juízo na cabeça,…etc..etc
    antes que me acusem eu confesso: sou um maldito vendido para a burguesia pq só alguém assim pode tecer qualquer critica ao sistema em vigor..

    Jorge Moraes

    30 de julho de 2012 às 21h43

    Você é quem está dizendo que é um maldito vendido para a burguesia. Para repetir tolices não há pré-requisito. Há tolos em todos os estratos sociais. Não existe problema algum em tecer crítica ao sistema em vigor. É necessário. É um direito que você exerceu. Pobremente, na minha visão. Mas exerceu. A linguagem de que se valeu é marcada por ironia indigente, cópia de milésima mão dos policárpicos bucaneiros de nossa(?) mais indigente ainda “grande imprensa”. Timoneiro, essa então … foi mao, viu? Boa sorte, boa noite!

Fabio Passos

09 de julho de 2012 às 22h09

A impunidade absoluta para os bandidos no mercado financeiro tem uma razão muito clara: A oligarquia financeira É o PODER de fato.

Está muito claro que da Europa não deve vir solução alguma… a banca internacional insiste no receituário neoliberal de “austeridade” e vai continuar sugando o sangue das nações européias até matar o paciente.

E os eua vão promover o caos em uma nova guerra genocida… para roubar riquezas de outros povos!

O sistema está completamente podre e não há governo… que dirá democracia.
Permanecer em um sistema desgovernado não é atitude responsável.

O Brasil precisa planejar e tomar ações duras diante da ruína do regime.

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