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Mônica Bergamo: Dilma não deve ir a encontro com Obama
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Mônica Bergamo: Dilma não deve ir a encontro com Obama


14/09/2013 - 19h21


Mônica Bergamo, colunista da Folha

A presidente Dilma Rousseff deve cancelar a reunião com o presidente americano Barack Obama, marcada para ocorrer no dia 23 de outubro.

A decisão, que ela já estava propensa a tomar, foi reforçada ontem, depois de um encontro que a petista teve com o conselho político informal com o qual costuma se reunir regularmente.

Fazem parte do grupo o ex-presidente Lula, o presidente do PT, Rui Falcão, o ex-ministro Franklin Martins, da Comunicação, e o publicitário João Santana, que se reuniram com Dilma ontem em Brasília na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência.

Praticamente todos manifestaram a opinião de que a presidente deveria abortar a viagem aos EUA. O país espionou o Brasil e comunicações da própria presidente com auxiliares. Até agora, não pediu desculpas, não deu explicações convincentes e até deu a entender que manteria a prática de monitorar o país.

De acordo com um auxiliar direto de Dilma, ela ainda terá uma conversa com o chanceler Luiz Alberto Figueiredo antes de sacramentar e anunciar a decisão.

Ele esteve nesta semana em Washington para uma reunião com representantes do governo Obama e deve fazer um relato mais detalhado da conversa à presidente.

Mas a possibilidade de Dilma manter a reunião, a essa altura, é extremamente remota, de acordo com o mesmo auxiliar. “Ela já queria cancelar a viagem e está praticamente decidida. A não ser que os EUA apresentem alguma explicação clara, o que até agora não ocorreu”.

Para que a presidente mantivesse o encontro, “seria preciso o Obama vir ao Brasil pedir desculpas, ou algo equivalente”, nas palavras do interlocutor de Dilma com quem a Folha checou a informação.

Dilma afirmou, através de seu porta-voz, que não ainda decidiu sobre a sua viagem a Washington. A definição só ocorrerá depois de encontro de presidente com o ministro Luiz Figueiredo, encarregado de receber as explicações norte-americanas e que ainda não retornou ao Brasil. A presidente ressaltou que qualquer informação em contrário é especulação.





21 comentários

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Ricardo da Costa

16 de setembro de 2013 às 11h11

Vão me desculpar os idólatras desses governantes corruptos…mas pra mim, tanto Dilma quanto Lula e FHC, deveriam ser presos por traição a Pátria.
Lula e Dilma foram eleitos porque o povo não queria nossas riquezas entregue as transnacionais, piratas e bandidos que promovem a guerra e corrompem políticos no mundo inteiro, para sugar suas riquezas. Dilma em promessa de campanha (e eu tenho o vídeo) prometeu não leiloar nem privatizar nada. Se estelionato eleitoral fosse crime hediondo, já estaria na cadeia.
Se o povo brasileiro tivesse um mínimo de informação e vergonha na cara, não reelegeria mais nenhum político.

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João

15 de setembro de 2013 às 20h45

Assenge está certo! Esse governoDilma é muito fraquinho em comparação com o anterior!
Dilma deveria ter expulso o embaixador norte-americano do país! O que ocorreu foi mais do que uma afornta á soberania nacional! Observem que nenhum líder da América do Sul nos deu apoio! Por quê? Porque o govenro Dilma é fraco e não é de esquerda!

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Francisco

15 de setembro de 2013 às 18h48

Ir ou não ir não é a questão. Questão é o povo dos EEUU ficar sabendo o porque.

O eleitor de Obama e o empresário de Miami deve ser informado sobre porque arrisca entrar agua no chopp da relação dos dois países.

Putin usou o New York Times. Sugiro a Dilma expediente similar.

Senão o PIG de lá espalha que somos “bárbaros” que visitados não correspondem.

Dilma não pode reproduzir lá a incompetência (sinto muito, as palavras são para serem usadas) que faz por aqui: toma boas decisões, mas ninguém fica sabendo o porque.

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Teco

15 de setembro de 2013 às 14h19

Parece que decidiram enviar o Lafer.

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augusto2

15 de setembro de 2013 às 13h45

muito bom.
Agora é completar com uma defesa ativa no pre-sal.
Pelo que imagino eu (sem entender quase nada de petróleo) há várias maneiras de fazer isso. E a presidenta sabe quais porque conhece ‘energia’.
Sómente vao respeitar aqueles que se respeitam.

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claudia

15 de setembro de 2013 às 13h12

A Presidente Dilma até agora não me decepcionou. Apesar de determinadas atitudes e movimentos políticos gerarem críticas de minha parte, não posso utilizar a palavra decepção para essas atuações.
No entanto, se abaixar a cabeça e seguir obediente para os US após os recentes acontecimentos envolvendo espionagem, invasão de privacidade de uma Chefe de Estado e ataque direto a nossa soberania, não terei outra palavra para descrever a situação que não seja a palavra Decepção!

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ricardo silveira

15 de setembro de 2013 às 10h57

Não digo que a repórter esteja mentindo, mas, por que acreditaria em repórter da Folha? Qual o interesse desse jornal em informar corretamente? Acho ser pura especulação que beira a fofoca. O que a matéria diz é uma possibilidade sobre um assunto extremamente delicado, não é coisa para bravata, obviamente, e, parece-me que o jornal torce para isso.

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Cego

15 de setembro de 2013 às 10h42

… e se fosse o contrário?

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    paulo

    15 de setembro de 2013 às 10h48

    O Brasil já teria sido bombardeado, acusado de terrorismo. Deveria é ter mandado embora o embaixador dos EUA.

Julio Silveira

15 de setembro de 2013 às 09h17

Os governante brasileiros do presente e do futuro precisam ter muita vergonha na cara, afinal eles estão representando a cidadania brasileira e tem responsabilidades com o orgulho que muitos ainda tem de serem e sentirem-se brasileiros.
A lacaiagem do passado deve ser ignorada, os espíritos subalternos devem ser desprezados e depois esquecidos, a cultura anterior deve ser substituída por essa nova ordem nacional iniciada, onde os cidadãos redescobrem o sentido e o orgulho de serem brasileiros, ainda que muitas vicissitudes perdurem no país. Mas a percepção é de que mudar é possível, bastando alguma vontade politica. E inteligência trabalhada no sentido de integrar excluídos, como fez o Lula. Vergonha na cara Brasil, mas principalmente governo Brasileiro, isso é quase inédito.

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Murdok

15 de setembro de 2013 às 08h20

Parabéns para nossa Presidenta.

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Morais

15 de setembro de 2013 às 08h11

Se os estados unidos tem algum interesse em reunir com a presidente Dilma que ele venha aqui e que traga uma explicação clara sobre esta espionagem. O Brasil é um grande pais agora e não tem mais que ficar de joelhos diante dos americanos.

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Cláudio

15 de setembro de 2013 às 03h13


“Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !



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Sérgio

14 de setembro de 2013 às 22h41

Era só o que faltava a Presidenta ter de se explicar e pedir desculpas
por fazer o que todo cidadão digno espera que se faça diante de tanta
desfaçatez do governo Obama.

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CRB

14 de setembro de 2013 às 21h34

na pratica… eles nao dao a minima se vai ou se nao.

comercialmente somos reféns

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    Antonio

    15 de setembro de 2013 às 04h19

    Não somos não!

    Basta definir que empresas americanas ou controladas por capital americano não participariam mais do pré sal.

    Linu

    15 de setembro de 2013 às 17h30

    pré-sal?

    a relação é bem mais profunda do que um pré sal

    nao temos capacidade de negocias nada

    Marat

    15 de setembro de 2013 às 19h30

    Não temos capacidade de negociar? É possível, levando-se em conta a história dos EEUU que negociou durante um tempo com o Big Stick, depois com bombas convencionais, com bombas atômicas, com fraudes, e hoje com tomahawks… Sim, creio que necessitamos urgentemente de argumentação mais convincente!

Alvarenga

14 de setembro de 2013 às 21h13

Antes de mais nada a Dilma é a nossa Presidenta da República e não de um partido político, Chama-la de petista pura e simplesmente é forçar demais a mão.

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Marat

14 de setembro de 2013 às 20h15

É o que todo chefe de estado digno e decente faria.
Aos complexados de “vira-latismo” que escrdvem na Folha, reforço a sugestão: Mudem-se para os EEUU…

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Francisco

14 de setembro de 2013 às 20h07

Os EEUU são ótimos em fazer amigos…

Mas o ato de não ir aos EEUU de Dilma não pode ser um ato sem repercussão na mídia dos EEUU.

Assim como Putin, Dilma deve escrever um artigo explicando a situação para o eleitor dos EEUU. E publicando lá e na internet.

Gasolina de político é voto.

E

Gasolina de capitalista é lucro.

O pessoal de lá (eleitores e empresários – particularmente de Miami…) têm que saber os motivos de não ir ou a imprensa soviéti…, digo, estadunidense, vai acabar criando a tese de que NÓS somos “bárbaros mal-educados”.

Ela não pode deixar de ir e deixar a tarefa de esclarecer a opinião pública a alguma Rede Globo de lá.

Basta as barbeiragens que faz aqui…

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