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Mike Davis: Chega de chiclete


22/10/2011 - 13h04

do Blog da Boitempo

Quem poderia prever que o Occupy Wall Street e sua proliferação ao estilo de uma planta selvagem aconteceriam em cidades grandes e pequenas? John Carpenter previu. Há quase 25 anos (1988), o mestre do terror (Halloween, A coisa) escreveu e dirigiu They Live [“Eles vivem”, no Brasil], retratando a Era Reagan como uma catastrófica invasão alienígena. O filme continua sendo seu tour de force. Aliás, quem poderia esquecer das primeiras cenas brilhantes em que uma grande periferia terceiro-mundista é mostrada ao longo de uma autoestrada e refletida pelos arranha-céus espelhados de Bunker Hill, em Los Angeles? Ou da maneira como Carpenter retrata banqueiros milionários e ricos midiocratas dominando a pulverizada classe trabalhadora dos Estados Unidos, que vive em barracas numa encosta cheia de entulhos e implora por trabalhos casuais?

Partindo dessa igualdade negativa entre falta de moradia e desesperança, e graças aos óculos escuros mágicos encontrados pelo enigmático “Nada” (interpretado por Kurt Russell), o proletariado finalmente alcança a unidade inter-racial, não se deixa enganar pelas fraudes subliminares do capitalismo e fica furioso, extremamente furioso. Sim, eu sei, estou adiantando as coisas. O movimento “Occupy the World” ainda procura seus óculos mágicos (programa, demandas, estratégia e assim por diante), e sua fúria permanece baixa, em estado gandhiano.

Mas, como previu Carpenter, arrancar um número suficiente de cidadãos norte-americanos de suas casas e/ou carreiras (ou pelo menos atormentar dezenas de milhões com essa possibilidade) para promover algo novo e de grandes proporções é um movimento lento e cambaleante em direção ao Goldman Sachs. E, ao contrário do “Partido do Chá” [Tea party], até agora não há fios de marionete. Um dos fatos mais importantes sobre a revolta atual é simplesmente que ela ocupou as ruas e criou uma identificação espiritual com os desabrigados.

Para ser bem franco, a minha geração, educada no movimento dos direitos civis, teria pensado em primeiro ocupar os prédios e esperar que a polícia colocasse todos porta afora na base de cacetadas. (Hoje, os policiais preferem spray de pimenta e “técnicas não letais”.) Em 1965, quando eu tinha dezoito anos e participava da equipe nacional dos Estudantes para uma Sociedade Democrática, planejei uma ocupação do Chase Manhattan Bank, “parceiro do apartheid” por conta de seu papel central no financiamento da África do Sul depois do massacre de manifestantes pacíficos. Foi o primeiro protesto em Wall Street em uma geração, e 41 pessoas foram arrastadas de lá pela polícia.

Ainda acho que tomar o comando dos arranha-céus é uma ideia esplêndida, mas para um estágio mais avançado da luta. Até o momento, a genialidade do Occupy Wall Street é o fato de ter liberado alguns dos imóveis mais caros do mundo e transformado uma praça privada em um espaço público magnético e catalisador de protestos.

Nossa ocupação há 46 anos foi uma incursão de guerrilheiros; a de agora é uma Wall Street sob o cerco dos liliputianos. Também é o triunfo do princípio supostamente arcaico do cara a cara, da organização dialógica. As mídias sociais são importantes, é claro, mas não onipotentes. O sucesso da auto-organização dos ativistas – a cristalização da vontade política a partir do livre debate – continua sendo melhor nos fóruns urbanos da realidade. Dito de outra forma, a maior parte das nossas conversas na internet equivale ao padre sendo ensinado a celebrar a missa; até mesmo megasites como o MoveOn.com são voltados para um grupo que já sabe do que é dito, ou pelo menos para seu provável grupo demográfico.

As ocupações também são para-raios, acima de tudo, para as menosprezadas e alienadas tropas dos Democratas, mas, além disso, elas parecem estar derrubando barreiras de geração, proporcionando as bases comuns, por exemplo, para que os professores de meia-idade, ameaçados e que trabalham na educação básica, troquem ideias com jovens graduados e empobrecidos.

De maneira ainda mais radical, os acampamentos tornaram-se lugares simbólicos para reparar as divisões dentro da coalizão do New Deal impostas nos anos do governo Nixon. Como observa Jon Wiener em seu impecável blog, www.TheNation.com, “operários e hippies – juntos, finalmente”. Evidentemente. Quem não se comoveria quando o presidente da AFL-CIO, Richard Trumka – que trouxe mineiros de carvão para Wall Street em 1989 durante uma greve cruel, mas bem-sucedida, contra a Pittston Coal Company –, convocou homens e mulheres cheios de energia para “montar guarda” no Zucotti Park, apesar do esperado ataque da polícia de Nova York? Ainda que velhos radicais como eu sejam propensos a declarar como messias qualquer recém-nascido, essa criança tem o sinal do arco-íris.

Acredito que estamos vivenciando o renascimento das qualidades que definiram de modo tão marcante as pessoas comuns da geração de meus pais (migrantes e grevistas da Crise de 1929): uma compaixão generosa e espontânea, uma solidariedade baseada em uma ética perigosamente igualitária: Pare e dê carona a uma família. Jamais fure uma greve trabalhista, mesmo se sua família não puder pagar o aluguel. Compartilhe seu último cigarro com um estranho. Roube leite quando não houver para seus filhos e dê metade para as crianças do vizinho (isso foi o que minha própria mãe fez repetidas vezes em 1936). Ouça atentamente aos sagazes e serenos que perderam tudo, menos a dignidade. Cultive a generosidade do “nós”. O que quero dizer, suponho, é que me sinto extremamente impactado por aqueles que se juntaram para defender as ocupações apesar de diferenças significativas de idade, classe social e raça. E, da mesma maneira, adoro as crianças corajosas que estão prontas para encarar o próximo inverno e passar frio nas ruas, bem como seus irmãos e irmãs desabrigados.

Mas voltemos à estratégia: qual o próximo elo na corrente (no sentido de Lenin) que precisa ser apreendido? Até que ponto é imperativo para as plantas selvagens formar uma convenção, assumir demandas programáticas e, dessa forma, colocarem a si próprias no leilão das eleições de 2012? Obama e os Democratas certamente, e talvez desesperadamente, precisarão de energia e autenticidade. Mas é improvável que os “ocupacionistas” se coloquem à venda, ou seu extraordinário processo de auto-organização. Pessoalmente, tendo para uma posição anarquista e seus imperativos óbvios.

Primeiro, exponham a dor de 99%, levem Wall Street a julgamento. Tragam Harrisburg, Laredo, Riverside, Camden, Flint, Gallup e Hooly Springs para o centro financeiro de Nova York. Confrontem os predadores com suas vítimas. Um tribunal nacional sobre o genocídio econômico.

Segundo, continuem a democratizar e ocupar produtivamente o espaço público (isto é, reivindicar os bens comuns). O veterano historiador e ativista Mark Naison, do Bronx, propôs um plano arrojado para transformar os espaços degradados e abandonados de Nova York em recursos de sobrevivência (jardins, áreas de acampamento, playgrounds) para desabrigados e desempregados. Os manifestantes do Occupy em todo o país agora sabem como é ser desabrigado e não poder dormir em parques ou numa barraca. Mais uma razão para arrebentar as amarras e escalar os muros que separam o espaço não usado das necessidades humanas urgentes.

Terceiro, fiquem atentos à verdadeira recompensa. A grande questão não é subir os impostos dos ricos ou realizar uma melhor regulamentação dos bancos. Trata-se de uma democracia econômica – o direito das pessoas comuns de tomar macrodecisões sobre investimento social, taxas de juros, fluxo de capital, criação de empregos, aquecimento global e afins. Se o debate não for sobre o poder econômico, ele é irrelevante.

Quarto, o movimento deve sobreviver ao inverno para combater o poder na próxima primavera. As ruas são frias em janeiro. Bloomberg e todos os outros prefeitos e autoridades locais estão contando com um inverno rigoroso para acabar com os protestos. Por isso é muito importante reforçar as ocupações durante as férias de Natal. Vistam seus casacos.

Por fim, precisamos nos acalmar – o itinerário do protesto atual é totalmente imprevisível. Mas se alguém erguer um para-raios, não podemos nos surpreender caso caia um relâmpago.

Banqueiros entrevistados recentemente no The New York Times parecem considerar os protestos do Occupy pouco mais que um incômodo baseado, segundo eles, numa compreensão rudimentar do setor financeiro. Eles deveriam ser mais humildes. Na verdade, deveriam tremer diante da imagem da carreta de munições. Quatro milhões e meio de empregos na área industrial foram perdidos nos Estados Unidos desde 2000, e uma geração inteira de recém-graduados encara agora a mais alta mobilidade descendente na história do país. Desde 1987, afro-americanos perderam mais da metade de seu patrimônio líquido; os latinos, inacreditáveis dois terços. Arruinar com o sonho americano e com as pessoas comuns será extremamente prejudicial para vocês. Ou, como Nada explica aos agressores imprudentes no excelente filme de Carpenter: “Vim aqui para mascar chiclete e quebrar tudo… e meus chicletes acabaram.”

Mike Davis é historiador e economista, autor de Planeta Favela , Apologia dos bárbaros: ensaios sobre o império e Cidade de Quartzo: escavando o futuro em Los Angeles.  Ele enviou esse texto exclusivo sobre o movimento Occupy Wall Street (Ocupe Wall Street) para o Blog da Boitempo, onde você encontra o original em inglês. A  tradução é  de Rogério Bettoni.

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Mauro Santayana: Pânico em Washington





20 comentários

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As mulheres invisíveis a Aécio Neves | Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de novembro de 2011 às 19h21

[…] Mike Davis: Chega de chiclete […]

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Tutu Barão

27 de outubro de 2011 às 17h19

Eles estão fazendo tudo errado. Só se combate o imperialismo (e o seu capitalismo corporativista) se PARALIZANDO O PAÍS! de cabo a rabo! Não adianta só ir nas ruas e tomar tiro da polícia. TEM-SE QUE PARALIZAR TUDO NO PAÍS, TUDO! Ou seja, todos os trabalhadores, de todas as classes, padrões e serviços cruzarem os braços e irem ás ruas, ás dezenas de milhões! paralizar TUDO!

DUVIDO que os EUA não se poriam de joelho se TUDO fosse paralizado…. TUDO, água, luz, serviços, correio, alimentação, comércio, mercado, shoppings, industrias, fármacos, fazendas, pessoal ligado á polícia, pessoal ligado ao exercito, bancários. TODOS paralizados em casa, TUDO parado. Serviços todos parados, a força parada.

Aí SIM o governo dos EUA ia fica de JOELHOS e pedir uma reunião com os manifestantes pra saber o que eles querem e ve se pode atender as suas reinvidicações!!!!!! Usem Ganhdi como exemplo! COMO ele parou o império britanico ocupando a India A PONTO DO MESMO LARGAR A INDIA ? COMO ? Com a paralização TOTAL da sociedade!

O império PRESCINDE da força de trabalho da sociedade para funcionar! Com TODOS de mãos cruzadas A QUEM ele vai controlar, governar, dar ordens ?

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Caracol

24 de outubro de 2011 às 09h33

O autor escreve:

"A grande questão não é subir os impostos dos ricos ou realizar uma melhor regulamentação dos bancos. Trata-se de uma democracia econômica – o direito das pessoas comuns de tomar macrodecisões sobre investimento social, taxas de juros, fluxo de capital, criação de empregos, aquecimento global e afins. Se o debate não for sobre o poder econômico, ele é irrelevante."

Repetindo: "Se o debate não for sobre o poder econômico, ele é irrelevante."

Onde quer que esteja e lendo isso, Leonel Brizola – pensando sobre sua velha e considerada ultrapassada tese sobre o Modelo Econômico – abriu um sorriso.
O "ultrapassado" Leonel Brizola.
Enquanto que nós – os "mudernos" – não estamos sorrindo.

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Ana

23 de outubro de 2011 às 11h24 Responder

leandro

23 de outubro de 2011 às 09h01

Imagina se um movimento desse fosse no irã, coreia do norte ou cuba?

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damastor dagobé

23 de outubro de 2011 às 04h15

1-como dizem as vezes uma imagem vale mais que muitas palavras e ainda no campo do áudio visual, se tiver alguém que ainda não viu, não pode deixar de ver, A Servidão Moderna que também (santo YT) tem, legendado, no You Tube…vale baixar e gravar..
2- se algum dia tiver de ser feito um inventario dos que mais contribuíram para acordar a consciência do mundo, nesses dias, quem não pode ficar fora de jeito nenhum é o grande musico e militante anarquista Manu Chao e sua banda…o bom mesmo é o DVD Babylon en Guagua, que tem na locadora, mas tem tb muita coisa no YT.

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denis dias ferreira

22 de outubro de 2011 às 23h22

Aqui, no Brasil, estamos permitindo que a iniciativa fique por conta da grande mídia.Ela, que sempre defendeu, defende e continuará defendendo os interesses desse 1% que explora os outros 99%, faz, agora, pose de indignada e tenta criar (aproveitando-se dos acontecimentos mundo afora e deturpando suas verdadeiras motivações) um clima de indignação geral no país, preparando o terreno para um futuro golpe que colocará no poder o PSDB e o Demo, representantes, no Brasil, desse 1% de malditos exploradores de todo o resto da população do planeta. O pior é que grupelhos de esquerda apoiam e participam dessas passeatas "espontâneas" (organizadas pela grande mídia, por grupos empresariais e por esses dois partidos conservadores), contra a corrupção. Quando reagiremos?

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Luc

22 de outubro de 2011 às 22h51

do Blog da Boitempo.com.br ??? Ei, o Link está remetendo para http://www.carlosdrummond.com.br/ ????

É isso mesmo??

tem coisa errada aí?

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    Conceição Lemes

    22 de outubro de 2011 às 22h59

    Luc, obrigada pelo alerta. Já corrigi. Mas valeu a pena ver Carlos Drummond, não é? abs

Luca K

22 de outubro de 2011 às 22h06

A democracia estadunidense, controlada pelo sistema bipartidário somos-tudo-a-mesma-m, por sua vez controlados pela oligarquia financeira q não produz nada, ruma a passos largos em direçaõ ao fascismo. A constituição é desrespeitada rotineiramente, como no caso da guerra na Líbia, em q o executivo ignorou o congresso. O mais bizarro acontecimetno recente, em minha opiniaõ, é o presidente dos EUA ter o PODER de executar sumariamente cidadaos americanos em qualquer parte do mundo, SEM DEVIDO PROCESSO LEGAL, caso esse cidadão seja visto como ameaça a segurança nacional. O cidadao americano Awlaqui e um de seus filhos, menor de idade, foram mortos por drones no Iêmen. Supostamente, não HÁ PROVAS, Awlaqui teria auxiliado a recrutar terroristas contra os EUA. Isto é a democracia americana.

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    Mário SF Aives

    24 de outubro de 2011 às 10h15

    Caminham a passos largos em direção ao Estado Total, onde a excessão é a regra, e a vontade do povo é mero produto do que é difundido na mídia pensamento único. Nada de novo. Muda-se somente a escala. Ontem era a Alemanha, hoje os USA e parte da CE. Resta saber se há e qual seria o plano B, pois esse não é inteiramente à prova de falhas. Já falhou antes no Japão, na Itália e na Alemanha, porque não falharia de novo.
    Enquanto isso, enquanto o abutre de tão gordo lentamente se move, que venha a Resistência! Ocupar, resistir e produzir.

Fabio_Passos

22 de outubro de 2011 às 21h25

Revolução Global

1% de malditos gananciosos não vão continuar ferrando todo o planeta…

[youtube jyziG5bUuBE http://www.youtube.com/watch?v=jyziG5bUuBE youtube]

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Lucas

22 de outubro de 2011 às 20h04

“Occupy the World” partiu dos Indignados na Espanha, não do "Occupy Wall Street". Este último é, por se localizar no centro do capitalismo imperialista internacional, um dos mais importantes sub-movimentos da protesto global que começou com a Primavera Árabe, mas não é o único.

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Fabio_Passos

22 de outubro de 2011 às 17h40

É a população se organizando e mostrando pra esta ricaiada crápula que não vai mais aceitar ser lograda.
Tem mesmo é de explodir o regime em uma Revolução global.

Responder

Joe

22 de outubro de 2011 às 17h33 Responder

    Fabio_Passos

    22 de outubro de 2011 às 20h14

    Muito bom.
    O cara folheando a veja…

    Jason_Kay

    23 de outubro de 2011 às 03h21

    A da capa:

    "A VEJA desta semana traz uma reportagem de Otávio Cabral e Laura Diniz sobre o custo da corrupção no Brasil: R$ 82 bilhões por ano — ou 2,3% do PIB. É uma soma estratosférica, e isso nos coloca, certamente, entre os países mais corruptos do mundo. Ou melhor: isso coloca o poder público do Brasil entre os mais corruptos do mundo. Leiam um trecho:

    (…)
    Nos últimos dez anos, segundo estimativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foram desviados dos cofres brasileiros R$ 720 bilhões. No mesmo período, a Controladoria-Geral da União fez auditorias em 15.000 contratos da União com estados, municípios e ONGs, tendo encontrado irregularidades em 80% deles. Nesses contratos, a CGU flagrou desvios de R$ 7 bilhões – ou seja, a cada R$ 100 roubados, apenas R$ l é descoberto. Desses R$ 7 bilhões, o governo conseguiu recuperar pouco mais de R$ 500 milhões, o que equivale a 7 centavos revistos para cada R$ 100 reais roubados. Uma pedra de gelo na ponta de um iceberg. Com o dinheiro que escoa a cada ano para a corrupção, que corresponde a 2,3% de todas as riquezas produzidas no país, seria possível erradicar a miséria, elevar a renda per capita em R$ 443 reais e reduzir a taxa de juros.

    (…)
    As principais causas da corrupção são velhas conhecidas: instituições frágeis, hipertrofia do estado, burocracia e impunidade. O governo federal emprega 90.000 pessoas em cargos de confiança. Nos Estados Unidos, há 9.051. Na Grã-Bretanha, cerca de 300. “Isso faz com que os servidores trabalhem para partidos, e não para o povo, prejudicando severamente a eficiência do estado”, diz Cláudio Weber Abramo, diretor da Transparência Brasil.

    Há no Brasil 120 milhões de pessoas vivendo exclusivamente de vencimentos recebidos da União, estados ou municípios. A legislação tributária mais injusta e confusa do mundo é o fertilizante que faz brotar uma rede de corruptos em órgãos como a Receita Federal e o INSS. A impunidade reina nos crimes contra a administração pública. Uma análise de processos por corrupção feita pela CGU mostrou que a probabilidade de um funcionário corrupto ser condenado é de menos de 5%. A possibilidade de cumprir pena de prisão é quase zero.

    A máquina burocrática cresce mais do que o PIB, asfixiando a livre-iniciativa. A corrupção se disfarça de desperdício e se reproduz nos labirintos da burocracia e nas insondáveis trilhas da selva tributária brasileira."

    XXXXXXXXXXXXXXX

    "O governo federal emprega 90.000 pessoas em cargos de confiança. Nos Estados Unidos, há 9.051. Na Grã-Bretanha, cerca de 300."

    "Há no Brasil 120 milhões de pessoas vivendo exclusivamente de vencimentos recebidos da União, estados ou municípios."

    "Uma análise de processos por corrupção feita pela CGU mostrou que a probabilidade de um funcionário corrupto ser condenado é de menos de 5%. A possibilidade de cumprir pena de prisão é quase zero."

    Desde a descoberta, passando pelo império e na república é assim. Dizem que o De Gaulle nao falou, mas eu agora digo: isso aqui nao é um país sério.

    E nem adianta vir com a falácia: "povo bonzinho x políticos malvados e corruptos". A sujeira é generalizada em todos os níveis sociais, culturais e intelectuais.

    O nosso país infelizmente tem o DNA da corrupção.

    Mateus

    23 de outubro de 2011 às 12h57

    Olha esse canal neonazista que achei quando fui ver o video do link postado por Joe. http://www.youtube.com/user/terceiravia1
    Olhem a descrição do perfil, as incrições e os inscritos.

damastor dagobé

22 de outubro de 2011 às 15h07

Muito bem lembrado They Alive (Eles Vivem) de John Carpenter..na mosca…que tem no You Tube pra ver baixar. quem não viu deve ver….mas como confiar na memoria é sempre traiçoeiro e hoje em dia com o Google isso é muito fácil de resolver, melhor lembrar ao autor (parece jornalista Brasileiro nessa parte) nada de Kurt Russel, quem manda ver nos ricos-alienígenas-em forma de lagarto é (John Nada) Roddy Piper…no mais..sem reparos.

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MdC Suingue

22 de outubro de 2011 às 14h04

Espasmos de um mundo revolto no Caipirinha Appreciation Society

CAS OCCUPY 3 C. Hedges, D. Glover, Sgt Shamar Thomas & Musica Brasileira (cade o meu acento?)
"They have NO GUNS!"
http://cas.podomatic.com/entry/2011-10-21T10_34_4

CAS OCCUPY 2 John Pilger prevendo tudo em 2009 & Musica Brasileira
"Activism doesn't give up. Activism doesn't fall silent. Activism doesn't rely on the opium of hope"
http://cas.podomatic.com/entry/2011-10-14T18_25_4

CAS OCCUPY 1 O Manifesto OccupyWallStreet & Musica Brasileira
If the revolution is not going to be televised, as they say, we guarantee it will be podcasted.
http://cas.podomatic.com/entry/2011-10-06T13_59_2

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