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Diário da Resistência


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Emir Sader: O “vocabulerolero” da velha mídia


20/10/2011 - 11h31

Blog do Emir Sader

Aqui algumas indicações sobre como ler a velha mídia. Nada do que é dito vale pelo seu valor de face. Tudo remete a um significado, cuja arte é tratar de camuflá-lo bem.

Por exemplo, quando dizem liberdade de imprensa, querem liberdade de empresa, das suas empresas, de dizerem, pelo poder da propriedade que tem, de dizer o que pensam.

A chave está em fazer passar o que pensam pelo interesse geral, pelas necessidades do país. Daí que nunca fazem o que deveriam fazer. Isto e’, dizer, por exemplo: “A família Frias acha que…” Ou: “A família Civita acha que…” e assim por diante.

A arte da manipulação reside em construções em que os sujeitos (eles) ficam ocultos. Usam formulas como: “É mister”, “Faz-se necessário”, “É fundamental”, “É’ indispensável”.

Sempre cabe a pergunta: Quem, cara pálida? Eles, os donos da empresa. Sempre tentar passar a ideia de que falam em nome do país, do Brasil, da comunidade, de todos, quando falam em nome deles. A definição mais precisa de ideologia: fazer passar interesses particulares pelos interesses gerais.

Quando dizem “fazer a lição de casa”, querem dizer, fazer duro ajuste fiscal. Quando falam de “populismo”, querem dizer governo que prioriza interesses populares. Quando falam de “demagogia”, se referem a discursos que desmascaram os interesses das elites, que tratam de ocultar.

Quando falam de “liberdade de expressão”, estão falando no direito deles, famílias proprietárias das empresas monopolistas da mídia, dizerem o que bem entendem. Confundem liberdade de imprensa com liberdade de empresas – as deles.

No “vocabulerolero” indispensável para entender o que a mídia expressa de maneira cifrada, é preciso entender que quando falam de “governo responsável”, é aquele que prioriza o combate à inflação, às custas das políticas sociais. Quando falam de “clientelismo”, se referem às politicas sociais dos governos.

Quando falam de “líder carismático”, querem desqualificar os discursos os lideres populares, que falam diretamente ao povo sobre seus interesses.

Quando falam de “terrorismo”, se referem aos que combatem ou resistem a ações norte-americanas. “Sociedades livres” são as de “livre mercado”. Democráticos sao os países ocidentais que tem eleições periódicas, separação dos três poderes, variedade de siglas de partidos e “imprensa livre”, isto é, imprensa privada.

“Democrático” é o pais aliado dos EUA – berço da democracia. Totalitário é o inimigo dos EUA.

Quando dizem “Basta” ou “Cansei”, querem dizer que eles não aguentam mais medidas populares e democráticas que afetam seus interesses e os seus valores.

Entre a velha mídia e a realidade se interpõe uma grossa camada de mecanismos ideológicos, com os quais tentam passar seus interesses particulares como se fossem interesses gerais. É o melhor exemplo do que Marx chamava de ideologia: valores e concepções particulares que pretendem promover-se a interesses da totalidade. Para isso se valem de categorias enganosas, que é preciso desmistificar cotidianamente, para que possamos enxergar a realidade como ela é.

Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo.

Leia também:

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



73 comentários

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joni

25 de outubro de 2011 às 13h59

Muito didático. Só não entende quem não quer, ou tem preguiça de pensar e engole qualquer coisa que o pig publique, ou ainda, porque é burro mesmo.

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Jesus Divino Barbosa

25 de outubro de 2011 às 10h44

"Alguns falam de globalização como supressão da cultura nacional, isso não é globalização é imperialismo." (Robson Nobre) http://twitter.com/#!/JesusDivino/status/12881360

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marcosomag

21 de outubro de 2011 às 19h20

Existem mais alguns eufemismos muito usados na manipulação do povo pela mídia corporativa. Por exemplo: "elemento", "bandido", "vagabundo" são algumas palavras usadas pela mídia para qualificar o delinqüente pobre. "Jovem", "adolescente", "estudante da universidade x" são palavras usadas pela mídia para qualificar o delinqüente de classe média/alta.

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marcosomag

21 de outubro de 2011 às 18h31

Existem mais alguns eufemismos muito usados na manipulação do povo pela mídia corporativa. Por exemplo: "elemento", "bandido", "vagabundo" são algumas palavras usadas pela mídia para qualificar o delinqüente pobre. "Jovem", "adolescente", "estudante da universidade x" são palavras usadas pela mídia para qualificar o delinqüente de classe média/alta.
"Invasão" é quando um movimento social ocupa um imóvel, geralmente desocupado/improdutivo. "Ocupação" é quando "democracias ocidentais" invadem outros países, Israel invade a Palestina, e por aí vai.
Quando ocorrem deslizamentos em áreas de risco, a mídia clama pela "imediata remoção" dos moradores, criticar suposta "omissão do Estado quanto às ocupações irregulares". Tudo para "evitar mais uma tragédia". Porém, quando as tais áreas de risco são ocupadas por gente rica, o discurso muda. É preciso fazer "obras de contenção das encostas" para "evitar o deslocamento traumático de quem construiu sua vida alí", é o que a mídia diz.
Existem muitíssimos outros exemplos de como a mídia usa a semântica para fazer o povo de bobo. Cabe a nós denunciar esses farsantes da mídia corporativa.

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    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 22h16

    É, marcosmag, cê tá mais do que certo.

    Outro exemplo:

    A tentativa de criminalização do MST, que são os "invasores, radicais, bandidos", etc.

    Agora, quando o invasor é gente rica ou multinacionais, o tratamento é diferente.

    Quando o MST ocupou terra invadida pela Cutrale, armaram até um "flagrante aéreo" para jogar a sociedade contra o MST.

    Vejam que quem invadiu a terra, de forma totalmente irregular, foi a Cutrale, mas os bandidos, pra essa mídia sem-vergonha e vira-lata, especialmente a Globo, o "bandido" foi o MST.

Mário SF Alves

21 de outubro de 2011 às 16h57

Somos todos bra-si-lei-ros! Então? E, fato: estamos todos num beco sem saída. O que fizeram com a Líbia, mais dia, menos dia vão querer fazer conosco. E ninguém que hoje goza de um certo status, algo como carro importado, condomínio requintado ou casa ampla e vistosa vai estar blindado contra o saque/pirataria geral que costumam perpetrar. Será que já não é hora de entendermos de vez a complexidade política do Brasil e, a partir daí, deixarmos de lado essas irrelevâncias/picuinhas todas? Exemplo: regulamentação da mídia e consequentemente frear a ânsia golpista do PIG é um objetivo mais do que inadiável. Certo. Mas, será que enquanto não se viabiliza tal objetivo, não seria o caso de construírmos uma rede nacional comunitária de TV? Quem sabe?

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Saulo

21 de outubro de 2011 às 13h56

KKKKKK !!!! O tal Kaccira não consegue esconder que é um direitista fundamentalista. Vamos aos fatos: Os chapa-brancas são na verdade os cães-de-guarda da velha mídia, que perseguem ferozmente os governos de esquerda e protegem dia e noite os governos neoliberais. Pra Kaccira e assemelhados, terroristas ou ditadores são todos aqueles que se opõem ao poderoso Tio Sam. Finaliza com extrema estupidez suas idéias sobre países democráticos, controle de mídia e eleições. Não sabe ou esquece que as 3 últimas eleições no Brasil foram vencidas por um partido de esquerda de forma limpa e tendo a velha mídia como principal adversário.

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luiz pinheiro

21 de outubro de 2011 às 11h36

(Continuação)
A Folha usa o termo para fazer analogia com a disposição da presidenta de "varrer" a corrupção. Portanto, o termo busca pré-condenar o ministro, comparado a um lixo prestes a ser varrido.
Diz também o texto que "será feita uma avaliação minuciosa para identificar a extensão real das supostas irregularidades e das condições políticas de Orlando Silva conduzir a organização da Copa". Cabe, de novo, a pergunta: essa avaluiação minuciosa pode ser cahamada de varreud uera.
Conclusão: "Varredura" é palavra forte, de impacto popular, e foi trazida à manchete não por correção semântica, mas como parte da campanha midiática "Vamos demitir, um por um, todos os ministros da Dilma".

Responder

luiz pinheiro

21 de outubro de 2011 às 11h36

(Continuação)
Só aí aparece no texto a palavra "varredura". Diz que "a Folha apurou que o Planalto pediu ontem à Controladoria-Geral da União uma "varredura nas ações e contratos da pasta que foram alvo de denúncias".
Ora, é claro que a presidenta precisa desse levantamento. Mas é correto chamá-lo de "varredura"? Em geral, varredura é termo usado em operações para identificar a presença de explosivos, microfones ocultos, ou outros equipamentos de espionagem. Não é o caso.
(continua)

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luiz pinheiro

21 de outubro de 2011 às 11h35

Por exemplo, a FolhaonLine, neste momento, traz a manchete "Dilma pede varredura no Esporte para decidir futuro de ministro"
Que quer dizer "varredura"?
O texto da matéria diz que Dilma "vai acompanhar" a situação do ministro "para então definir seu futuro". Acrescenta que a permanência no cargo "é considerada difícil por integrantes do Palácio" – portanto, fonte oculta.
O texto reconhece que o delator, o policial João Dias, "ainda" não apresentou provas – fato importante, mas nunca trazido pelo jornal às suas manchetes.
(continua)

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marcosomag

21 de outubro de 2011 às 09h06

Vários elementos mercenários Blackwater facilmente identificáveis nos vídeos divulgados pela mídia corporativa. E, claro que eles não iriam deixar o Khadafi vivo. Já pensou se ele viesse a contar detalhes de como financiou a última campanha presidencial de Sarkozy, na França? Verdades inconvenientes viriam à tona.

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assalariado.

20 de outubro de 2011 às 21h23

Emir, assim como acontece com Estado, a ideologia do capital, não se mostra como realmente é. Por isso, precisam: 1) ESCONDER, 2) JUSTIFICAR, 3) UNIVERSALIZAR, 4) FRAGMENTAR.

1) ESCONDER: como a sociedade (de fato), se organiza. Precisa esconder as verdadeiras causas da pobreza e das injustiças. E precisa esconder também a função classista da própria ideologia: isto é, precisa esconder que esta escondendo, a ideologia da classe burguesa.

2) JUSTIFICAR: o mundo em que vivemos. Para classe dominante, é preciso que todos, ou pelo menos a maioria, aceite a sociedade como ela é, sem nenhuma visão critica. As sociedades marcadas pelo dominio da burguesia seriam essencialmente boas e justas, e a unica forma de se organizar para poder viver neste mundo.

3)UNIVERSALIZAR: o segredo da ideologia esta em que , sendo um conjunto de idéias de acordo com os interesses de uma classe particular, ela se apresenta como o modo de pensar. Unico e universal.

4) FRAGMENTAR: a burguesia joga na cabeça dos assalariados e da sociedade uma visão fragmentada do mundo, isto é, para que não tenham visão de totalidade. Esta visão fragmentada, é que ajuda a exploração e a dominação da burguesia sobre o conjunto da sociedade.

Responder

lauro oliveira

20 de outubro de 2011 às 19h53

Emir Sader mostra de maneira didática os filtros que podem neutralizar os demandos que sofremos de uma mídia centrada nos interesses de uma oligarquia nefasta.

Responder

Fabio_Passos

20 de outubro de 2011 às 19h27

rede globo, veja, fsp e estadão são o aparato de propaganda da pior "elite" do mundo.
É assim que a minoria branca e rica impõe seus interesses sobre a sociedade brasileira e mantém seus privilégios indecentes.

Democratizar a mídia é um aprimoramento fundamental para o Brasil.
Temos de nos livrar destas oligarquias caquéticas.

Responder

Roberto Locatelli

20 de outubro de 2011 às 18h46

É o efeito "Tecla SAP".

Cháves é um ditador => TECLA SAP => Não estamos conseguindo derrotar Chávez nas urnas, por isso daremos um golpe para preservar nossos interesses na América do Sul.

A OTAN invadiu a Líbia para implantar a democracia => TECLA SAP => A OTAN invadiu a Líbia para os EUA poderem mamar seu petróleo.

Governo irresponsável => TECLA SAP => Governo que prioriza os interesses da população, de forma que a elite tem que ceder algumas migalhas em seus privilégios nababescos.

Gastos públicos excessivos => TECLA SAP => investimentos sociais.

Medidas de austeridade => TECLA SAP => Medidas que aumentam o desemprego, a miséria e produzem recessão… mas elas só afetam os pobres e a classe média. Os banqueiros e especuladores receberão desse governo "austero" todo o dinheiro que for necessário para que não tenham prejuízos.

O chocante é que pessoas com curso superior, analistas e doutores, reproduzem esse discurso surrado.

Responder

Tereza Gomes

20 de outubro de 2011 às 17h17

Gente, pelo amor… até quando "a gente" vai continuar jogando "pedras" na globo e na mídia golpista p/ defender a Dilma e o PT, hein??? Hahahahahahaha… Vocês ainda não perceberam o quanto esta mídia é IMPORTANTE para o PT?? É isso ou as atitudes da Dilma são extremamente calculadas e cínicas… sim… pq a 1ª coisa q ela fez depois de empossada foi se dirigir á Folha de Sum Paulo p/ "cantar parabéns"… recebeu a tonta da Poeta p/ dar exclusiva ao fantárdigo… vetou c/ gosto de gás a lei de meios… vai dar banda larga p/ os empresários lucrarem… trata trabalhadores, sindicatos e grevistas federais tal como os governantes neo liberais… sei não.. a questão q me intriga, a qual eu eu continuo a não compreender completamente, é até quando os "cães" de guarda continuarão c/ os mesmos discursos, se o próprio PT e a PRESIDENTE estão pouco se lixando em respaldar… Azenha, Sader, Carlos Nunes, até quando? Ou eu estou completamente louca, vendo a realidade distorcida??

Responder

    Rafael

    20 de outubro de 2011 às 17h40

    Que coisa. Bom que isso não tem representatividade. Não é a realidade.

    Rubens dos Santos

    21 de outubro de 2011 às 13h41

    Se a Dilma e o PT confrontassem a mídia tradicional como o Hugo Chávez, a senhora estaria escrevendo: "a Dilma e o PT confrontam a mídia tradicional como o Hugo Chávez".

    Tereza Gomes

    21 de outubro de 2011 às 23h37

    Não, caro Rubens, eu estaria escrevendo: a Dilma enfrenta a mídia tradicional como uma verdadeira oriunda das classes trabalhadoras e lutadora pelo direito de informação imparcial.. isso ela não se deu ao trabalho de fazer, talvez por medo, assim como o Lula, da "revanche avassaladora" desta mesma mídia… ser aliadinho, amiguinho, simpático e continuar mantendo o vínculo financeiro (sim, pq Abril, Folha e Globo continuam a manter contratos vultuosos c/ o governo do PT, caso não saiba) com esta velha mídia não tem rendido nenhuma isenção e lisura… sinceramente: não sei qual a política certa a adotar c/ estes grupos, mas definitivamente, esta de não morde e assopra, não me satisfaz nem um pouco… se vc está feliz… parabéns!! Se der tempo, me mande a fórmula desta satisfação, pois preciso dela p/ continuar achando que votei bem p/ presidente…

Bernardino

20 de outubro de 2011 às 17h09

O EMIR foi na jugular da direitona,sr PEDRO,temos a imprensa mais CANALHA do Planeta-manipuladora,entreguista e passional,resumindo um LIXAO eletronico e escrito.
A Argentina os enquadrou,mas infellizmente a cultura portuguesa é frouxa e nao tem peito para peita-los e derrota-los.Fica tudo como esta,por debaixo dos panos e nada se faz.NO IMperio portugal coçava o saco dos ingleses,hoje coça o saco da uniao europeia: Entrou na zona do Euro ´por concessao e nao Merito.

Responder

luiz santos

20 de outubro de 2011 às 16h57

este texto é tão rançoso que até engordurou o meu monitor… e há poucas expressões mais enjoadinhas do que "quem, cara pálida?"… emir sader é muito cansativo.

Responder

Bonifa

20 de outubro de 2011 às 16h20

Especialista é alguém que por dever de ofício sabe algo sobre algum fato, mas está disposto a dar uma versão de tal fato que seja compatível com o interesse ideológico da mídia onde está se expressando.

Responder

kaccira

20 de outubro de 2011 às 16h04

Para os chapas-brancas, liberdade de expressão é esconder os desmandos dos governos de esquerda e não criticá-los;terrorismo é qualquer ação dos EUA ou Israel;;Países democráticos são aqueles de partido único, que controlam a mídia, não têm eleições e quando as têm são manipuladas…São os reis da hipocrisia.

Ps;Espero que dessa vez seja publicado.

Responder

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 11h00

    kaccira,
    Estaria tudo muito bem com sua visão de mundo se a solução preconizada pela esquerda fosse a solução final nazista, ou, o que dá quase no mesmo, o nazi-fascismo tipo Tea Party a engendrar-se como solução para a crise capitalista ora vigente.

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 14h37

    Defina "chapa-branca", kaccira.

    Seria, por exemplo, um jornal, revista, rádio ou televisão que oculta a corrupção de um lado, e escancara, inclusive com factóides, a corrupção do outro lado?

    Deve ser isso, né?

    Então posso afirmar que Veja, Folha, Estadão, Globo, etc e tal, que ocultam a corrupção demotucana são chapa-branca, não?

    São chapa-branca em SP, MG, como o Correio Braziliense era chapa-branco no DF no governo Arruda, e só foi falar no mensalão do DEM quase 2 semanas depois, por causa da grita da sociedade, que começou a reclamar do parcialismo e da tentativa de abafar o caso.

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 14h38

    Continuando, kaccira:

    Deve ser bem "democrática", ao seu ver, uma mídia que oculta terrorismo de estado de EUA e Israel, que americanos matam mais do que qualquer "ditadura departido único", que são grupos de mídia que tentam controlar o Estado, que se acham no direito de linchar a honra de pessoas, mesmo que sem prova de nada, que acusa um presidente de "estuprador", que não dá direito de resposta, que atenta contra a saúde pública e vende um remédio pra diabetes como "emagrecedor", em troca de um jabá do farbricante.

    Ah, bom.

Cida

20 de outubro de 2011 às 15h50

SENSACIONAL, SIMPLES, OBJETIVO… tudo o que a midiazinha não é. Obrigada Emir, vc é um gênio!

Responder

Hendrigo del Freitas

20 de outubro de 2011 às 15h22

Concordo com vc Klaus. Essa estória de esquerda oprimida. limpa e idônea não cola mais não. Petistas apontando sujeira alheia é DOOOOOOOOOOOOSE. O mais interessante foi a tradução de terrorista. è só aquele que peita os EUA. Eles não matam , não privam a liberdade e a democracia. Kadhafi é um anjo.

Responder

    Ricardo JC

    20 de outubro de 2011 às 23h31

    Mas Kadhafi ficou lá 40 anos e só agora ele privou seu povo da democracia e da liberdade? Não, antes ele era amigo e então tolerado!!! E na Arábia Saudita, há democracia e liberdades individuais? Por que os amantes do "free world" nçao baixam por lá e defebdem os oprimidos? Ah…a família real saudita é dona de 50% dos EUA. Então, não pode (parafraseando FHC ). Rapaz, ler o texto do Emir Sader é entender justamente que parecer democrata não signifuca ser democrata… No mais, abraçar as teorias do direitão Klaus não vai te levar a lugar nenhum. Ao mesmo tempo em que ele nos chama de chapa-branca, nós dizemos que ele está, sim, com a visão turva. Visão turva sim, porque a realidade, para a maioria dos brasileiros, hoje, é muito melhor do que há dez anos atrás (é só analisar, com racionalidade, os resultados das duas últimas eleições em que, mesmo com todos os grandes órgãos de imprensa batendo diariamente nos candidatos do governo, eles foram eleitos). Ou vocês querem dizer que estamos todos olhando para uma realidade turva que somente vocês, os grandes sábios e analistas da realidade, enxergam. Faça-me o favor…

    Ricardo JC

    20 de outubro de 2011 às 23h38

    Outra coisa…não vejo ninguém aqui neste espaço falando em esquerda oprimida, mas sim em povo oprimido. Ou você discorda de mim quando eu digo que as elites deste país oprimiram nosso povo durante séculos e que, nos últimos 9 anos, nós começamos a dar uma guinada nesta situação? É só você ver quantos brasileiros sairam da miséria absoluta neste período (até FHC reconheceu, meio sem querer, é verdade, quando escreveu seu famoso artigo sobre a necessidade de conquista da nova classe média) e perceber que algo, de fato, mudou. Você pode até ser contra isto…mas que mudou, mudou. No mais, eu é que te respondo. Mais suja e desohonesta do que a direita brasileira, a nossa esquerda não é. Talvez para você que se informa no Globo, na Folha, na Veja e no Estadão pareça assim…esta é a ideia.

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 14h57

    Hendrigo del Freitas (nooossa, pomposo nome, não?)

    Dose é ler udenista de PSDB, DEM, PPS, Globo, Veja, etc., falando em nome da moral e dos bons costumes quando é mais sujo que pau de galinheiro.

    isso sim é DOOOOOSE.

    Ver sujeitos que enriqueceram anos a fio a custa do Estado, corruptos históricos, ladrões do Brasil, apontando seu dedo nojento pros outros, isso é dose.

    E não ver nos órgãos de mídia de estimação desses sujeitos abafar toda essa corrupção, também por anos, e tentar dizer que "a corrupção no Brasil começou em 2003" , é doooose dupla.

    E falar que os EUA é o "mocinho de mundo" é coisa de vira-lata.

    pedro

    21 de outubro de 2011 às 16h03

    PIG = Partido da Imprensa Governista, os que vivem as custas de patrocínio do governo.

    Acho engraçado esse povo que quer cassar o direito do povo de assistir aquilo que quer.

Mário SF Alves

20 de outubro de 2011 às 14h24

Gostei. Aos poucos se vai desmascarando o PIG. E por falar em vocabulerolero, o que o PIG quer dizer quando fala em educação. Quero dizer, quando qualquer representante do PIG vem a público (fundamentado em laudas e laudas de críticas) dizer que só a educação salva o Brasil. Seria interessante saber:
– A que Brasil ele se referem e a que educação se referem? Afinal, qual o conceito de educação defendido pelo PIG?

Responder

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 15h03

    Falando em educação.

    Vem aí mais um ENEM.

    Alguém tem mdúvida que a mídia-esgoto, vulgo PIG, tá preparando mais uma armação contra o exame e, de lambuja, contra o Hadad?

    Aguardem os próximos capítulos.

    Mário SF Alves

    31 de outubro de 2011 às 02h28

    Exatamente, Renato.

pedro

20 de outubro de 2011 às 13h09

Democráticos sao os países ocidentais que tem eleições periódicas, separação dos três poderes, variedade de siglas de partidos e “imprensa livre”

Se democracia não é isso o que é entao? Paises sem eleições, com imprensa controlada pelo governo ou baseado na Sharia????

Eu tenho pena desse coitado desse Emir, raso como um pires.

Responder

    Democrático

    20 de outubro de 2011 às 13h29

    Bão, segundo o fessor me explicou na escola, democracia é onde a legitimidade do poder emana do povo. Você acha que quem ganha as eleições é o povo ou a grana?

    pedro

    20 de outubro de 2011 às 14h28

    O que seu professor te ensinou chama-se ditadura da maioria, uma democracia é legitimada pelo direito de divergir, não pelo direito de concordar.

    Separação entre poderes, imprensa livre e liberdade partidária são essenciais para que exista democracia de fato e qualquer regime que conte com 99% de apoio e se ache portanto no direito de sufocar os demais 1% pode ser tudo, menos democrático.

    Só um pobre coitado como Emir tem esse pensamento doentio e totalitário.

    Rafael

    20 de outubro de 2011 às 17h42

    CAra não deturpe o que Emir disse. Leia o texto de novo.

    Werner_Piana

    21 de outubro de 2011 às 08h41

    aqui se pode dizer que temos alguma liberdade partidária – não nos esqueçamos que são necessários diversos quesitos para se montar um partido a nivel nacional.
    O resto não temos nada: poderes corruptos e conluiados, imprensa que defende seus interesses e dos anunciantes… é, estamos LONGE de uma verdadeira democracia. Em todo o "mundo ocidental".
    Democracia, isso 'non ecziste'!

    Rubens dos Santos

    21 de outubro de 2011 às 14h09

    Existe imprensa tradicional livre ? eu não sabia ! Que bom !!! Eu pensava que jamais o patrão de um jornalista investigativo que descobrisse fraudes do Bradesco, GM, Nestlé, Coca-cola, Medley, ambev, etc.. permitisse veicular a denúncia em primeira mão em horário nobre (como o jornal nacional, de 20 minutos espremidos entre duas pornô-velas) perdendo os milhões de reais em publicidade !!!!!
    Bem, agora vou prestar mais atenção, talvez eu veja a revista veja denunciar que a coca-cola está irregular no país há 60 anos, e até hoje não explicou o que quer dizer "mercadoria nº 5" e "extrato vegetal" em suas notas fiscais de importação (que são alcalóides extraídos da folha de coca, proibidos pela lei brasileira).

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 16h57

    Ainda bem que você está em um blog onde se pode exercitar o direito de divergir, Pedro.

    Porque em outros blogs e órgãos de gente que pensa igual a você, este "direito de divergir" a que você se refer, é simplesmente ignorado.

    Porque os pobres coitados que pensam como você sufocam a quem não concorda com o pensamento golpista e reacionário deles.

    Quem dera eles tivessem 10% da sabedoria do Emir.

    Rubens dos Santos

    21 de outubro de 2011 às 15h19

    É A GRANA QUE GANHA ELEIÇÃO MEU CARO WAHTSON, E QUEM TEM A GRANA SÃO OS BANQUEIROS, MONTADORAS, INDÚSTRIA FARMACÊUTICA, ETC.., ETC.., OS MESMOS QUE SUSTENTAM A MÍDIA TRADICIONAL
    VIVA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO !!!!, VIVA A INTERNET !!!!, VIVAM AS REDES SOCIAIS !!!!, VIVA DEUS !!!!!
    TCHAU MIDA RANSOSA FILTRADORA DA “VERDADE” !!!!!!

    Conceição Lemes

    21 de outubro de 2011 às 15h59

    Rubens, por favor, letras minúsculas nos próximos comentários. abs

    Rogério

    20 de outubro de 2011 às 15h11

    Raso como um pires é seu censo crítico meu caro!
    você simplesmente repete o bordão da burguesia ao defender a sua democracia – democracia liberal, leia, do capital, que é na verdade pura mistificação, engodo, empulhação.

    Ari

    20 de outubro de 2011 às 15h14

    Deixe de sofismas, Pedro. Desde quando uma imprensa controlada por meia dúzia de famílias é livre? É livre só para alguns, ou seja, para essa meia dúzia de proprietários. Liberdade que não é de todos não é liberdade.

    Altemar

    20 de outubro de 2011 às 16h10

    Sugestão seu Pedro:
    Leia mais umas duas vezes, se comentares de novo então entenderei teu comentário.
    Grato

    Rafael

    20 de outubro de 2011 às 16h22

    Bom raso você mostrou que é. Não consegue entender que Emir não quis dizer que não é necessário ter eleição períodica para ser democrático. Eles quis dizer que países que tem eleições periódicas não significa que são democráticos. Ou você acha que os eua seguem a vontade do povo? Óbvio que seguem as vontades das empresas armamentistas, das empresas de petróleo e farmaceuticas. O povo que se dane. Foi a época em que havia democracia. Hoje é barbárie, é violência. Hoje a mídia é um meio de controle, de manipulação. Cada vez mais a juventude é mais facilmente manipulada, acreditam com uma facilidde em qualquer coisa dita pela imprensa e não refletem se é verdadeiro ou não.
    Gaddafi assassinado, agora a questão é quem será o próximo? o Brasil? Outro país da africa com bastante petróleo? É só uma questão de tempo. Eles sobrevivem disso.

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 16h28

    Ó poço de sabedoria, lêde novamente o texto, várias vezes, talvez alguma luz venha a iluminar vossos olhos lacrimejantes de tanta luminosidade global!

    ANDRE

    20 de outubro de 2011 às 23h35

    Os Estados Unidos não são democracia coisa alguma!!!! é um colégio eleitoral, o presidente é eleito indiretamente.

    marcosomag

    21 de outubro de 2011 às 09h03

    Os EUA consideram países com leis baseadas na Sharia, democráticos. Por exemplo: Arábia Saudita, Iêmen, Bahrein, Iraque, Afeganistão. E estão agregando novos membros ao "clube da Sharia", como a província sérvia de Kosovo e a Líbia, sob o comando da CIA e seus funcionários da Al-Qaeda. Para os EUA, os massacres praticados por seus aliados contra seus próprios povos são "democráticos" pois garantem a continuidade dos negócios de empresas estadunidenses em seus países.

    Eu tenho pena desses coitados neoliberais, rasos como pires.

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 14h47

    Pedro, caro reaça "profundo" como um balde.

    Democráticos devem ser esses rebelddes líbios, apoiados pelas "democracias ocidentais", né?

    Quando a Inglaterra fecha o jornal de Murdoch e prende jornalistas estilo Veja, ninguém fala nada, né?

    Se fosse na Venezuela, terra de mídia tão golpista quanto a nossa mídia empresarial, ia ser um carnaval dos reaças com os papos manjados de sempre : "autoritarismo, ditadura, controle da mídia pelo estado", esatas bravatas de neoliberais reaças.

    E oque falar de uma mídia que se acha dona do Brasil? É democrática?

    Um pires é demais pra teu "raciocínio", Pedro.

    joni

    25 de outubro de 2011 às 13h45

    Eu tenho pena é desse coitado do pedro, e de tantos outros iguais a ele.

Don Giovanni

20 de outubro de 2011 às 12h50

Lei dos meios já!!!! Poderiamos fazer um abaixo assinado sobre a questão, exigindo essa tão sonhada regulamentação. Enviando o contéudo ao governo exigindo providencias. Pelo visto se não partir do povo essa lei não sai. E com o Civita declarando que quer derrubar a Dilma, não sei o que mais falta para que uma atitude seja enfim tomada.

Responder

    pedro

    20 de outubro de 2011 às 14h28

    Você tem um excelente instrumento de regulamentação da mídia no seu sofá, chama-se CONTROLE REMOTO.

    Rubens dos Santos

    21 de outubro de 2011 às 14h47

    Querido Pedrinho, nosso parceiro de jornada, seu controle remoto só desliga o seu aparelho, e não os milhares de aparelhos usados por vítimas massificadas há décadas, como passarinhos na gaiola pensando que a gaiola é seu habitat natural. Só queremos abrir a gaiola.

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 15h00

    Já faço essa regulamentação há muito tempo.

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 16h31

    De fato. Mas isso só funcionaria num país onde o povo fosse realmente educado. Que, neste caso exigiria ressarcimento e danos morais pelos abusos e manipulação midiáticos.

    Klaus

    20 de outubro de 2011 às 14h36

    Este caso do Civita não apareceu por aqui pois o Azenha, como jornalista, tem um nome a ZELAR. Outros "jornalistas" da blogosfera, já desistiram disto, e parecem que têm um nome a ZERAR.

    Renato Lira

    21 de outubro de 2011 às 16h48

    Civita também tem um nome e uma reputação a zelar.

    Um nome e uma reputação de GOLPISTA.

Carlos Nunes

20 de outubro de 2011 às 12h35

E quando dizem blogs sujos, querem dizer esses FDP que de ficam contando os nossos podres e analisando as nossas verdades.

Responder

Luiz Paes

20 de outubro de 2011 às 12h13

Parabéns Professor. Foi ao cerne da questão.

Responder

    Fabio_Passos

    20 de outubro de 2011 às 20h00

    E de lambuja ainda deixou os defensores da mídia-corrupta furibundos.
    A verdade incomoda.

Klaus

20 de outubro de 2011 às 12h11

Tudo o que foi dito no texto vale também para mídia de esquerda, somente troca-se o sinal. Esta mídia faz a mesmíssima coisa, só que sempre em nome do bem comum, do povo, este ente que ela diz representar sempre e, em nome dele, pode mentir, omitir. Corruptos são os adversários, os nossos corruptos quando pegos a gente põe na conta da mídia golpista, querem derrubar a Dilma. Nossos corruptos são denunciados por bandidos, mas quando Durval Barbosa denunciou Arruda ninguém veio aqui dizer que era bandido. Quem vocês queriam que denunciasse corruptos? Tem que ser bandido, não? Bandido é que anda com bandido. Nem vocês acreditam no que vocês escrevem.

Responder

    Don Giovanni

    20 de outubro de 2011 às 13h13

    O colega fala com uma visão turva! Abra os olhos, colega.

    Klaus

    20 de outubro de 2011 às 17h08

    Vivemos tempos turvos, Don. Não adianta abrir os olhos se a realidade se apresenta turva.

    Mário SF Alves

    21 de outubro de 2011 às 10h57

    É. Taí, mas o problema não é esse. O problema é abrir os olhos e ver coisas que nosso espírito seria incapaz de admitir. O problema é abrir os olhos e nos sentirmos impotentes diante daquilo que a realidade nos iria revelar.

    Dico Cruz

    20 de outubro de 2011 às 13h16

    A mídia que você defende já conseguiu golpear seu senso crítico.

    Klaus

    20 de outubro de 2011 às 17h05

    Eu não defendi ninguém. Atente para o uso da palavra TAMBÉM, na primeira frase.

    Mário SF Alves

    20 de outubro de 2011 às 14h17

    Klaus,
    A comparação revela sua tendenciosidade. Pelo seu comentário, fica claro que você só vê aquilo que lhe interessa ver, e neste caso, com a intenção de manipulação contra o Governo. Desculpe-me, mas, fragmentar ou compartimentar a realidade dessa forma é covardia. É jogar contra o País. É jogar contra a única via possível de desenvolvimento sócio-econômico do Brasil.

    Marcos C. Campos

    20 de outubro de 2011 às 16h16

    Qual é a mídia da esquerda que tem o poder e audiência da Globo e outros , a qual encaixaria na sua "midia de esquerda" com sinal trocado ? … não me venha com Record …
    Nos diga que eu quero assistir …

    Bonifa

    20 de outubro de 2011 às 16h24

    Que mídia de esquerda? A gigantesca Rede Antiglobo de Televisão? O maior antijornal do Brasil, o Antifolha de São Paulo? Corruptos são apenas os que não conseguem fazer bons "negócios" com a Alston?

    Klaus

    20 de outubro de 2011 às 17h03

    Não falei que a mídia de esquerda era grande, mas você não pode negar que ela exista e está espalhada pelo país. Corruptos são TODOS, inclusive os que fazem bons negócios com a ALSTON. E para você, quem são os corruptos?


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