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Maria Izabel Noronha: Diplomacia sem soberania não é suficiente


20/05/2012 - 15h31

por Maria Izabel Azevedo Noronha

No artigo “Fernando Henrique diplomata” (Folha de S. Paulo, 16/05), Matias Spektor afirma que o ex-presidente FHC chegou ao poder com um projeto internacional explícito: proteger o Real e reposicionar o Brasil diante do fenômeno da globalização. Também afirma que ele utilizou seu primeiro ano de mandato para normalizar as relações do Brasil com o mundo, pois o nosso país era tido pelo Fundo Monetário Internacional como “caloteiro” e, para outras instâncias internacionais, como “violador de direitos humanos e uma ameaça ao ambiente”.

Ora, é preciso ter muito cuidado com determinadas afirmações. O que significa exatamente “proteger o Real” e “reposicionar o Brasil diante da globalização”? Entendo que o verdadeiro fortalecimento do Real se deu a partir do momento em que o país passou a implementar estratégias de desenvolvimento sustentável, combatendo a pobreza, aquecendo a economia e reduzindo de forma drástica o desemprego no país.

Não se pode esquecer que FHC encerrou seu governo com taxas de desemprego no patamar de 12% e, hoje, após um conjunto de políticas econômicas e sociais durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff governa o país com taxas de desemprego na média de 6%.

A moeda de um país deve expressar muito mais que uma unidade monetária; ela deve expressar a saúde econômica deste país e sua capacidade de projetar o desenvolvimento futuro e, em consequência, sua inserção soberana no contexto internacional. Como imaginar que o fortalecimento do Real possa ocorrer independente do bem estar da população brasileira, do fortalecimento do mercado interno, da situação da nossa economia? As políticas que vêm sendo aplicadas desde 2003 no país não apenas tornaram a nossa economia verdadeiramente estável como possibilitaram uma inédita reconfiguração da estrutura social da população brasileira. Mais de 40 milhões de pessoas migraram das classes D e E para a classe C e já ocorre um processo de migração de outros milhões de brasileiros da classe C para a classe B.

Este tipo de política é que reposicionou o Brasil frente à globalização. O autor do artigo lembra que o governo FHC enfrentou crises internacionais, mas devo assinalar que, durante o governo Lula ocorreu uma crise econômica internacional gravíssima e que a atual crise é também profunda e, talvez, leve muito tempo para ser superada. Mas o Brasil, como outros países chamados “emergentes” se mantém íntegro, porque mudou sua forma de se relacionar com o mundo e passou a desenvolver suas próprias capacidades e possibilidades internas, sem virar as costas para o resto do mundo.

Qual foi, efetivamente, a postura do governo de Fernando Henrique Cardoso diante da globalização econômica? Não falo aqui dos fenômenos de globalização associados à cultura, às informações, ao turismo e outras manifestações de intercâmbio entre as nações do mundo, embora alguns aspectos possam ser questionados.

Refiro-me à globalização econômica, capitalista, no sentido da manutenção e aprofundamento da desigualdade nas relações Norte-Sul e das novas formas de dominação das nações mais ricas sobre as demais nações do mundo. Este processo não ocorreu sem grandes resistências. Lembro das manifestações em Seattle e em todo o mundo e do emblemático assassinato à queima-roupa do estudante Carlo Giuliani pela polícia italiana na cidade de Gênova durante os protestos, que abriu os olhos de todos para o que vinha ocorrendo. Como se posicionava o governo FHC diante destes movimentos que deram origem ao Fórum Social Mundial? Manteve silêncio, enquanto o nosso país aceitava as regras do jogo e mantinha uma posição subordinada no cenário da globalização.

O tipo de política que FHC aplicou no Brasil e sua omissão nos necessários embates contra a voracidade do capitalismo especulativo internacional seguiram posturas recomendadas pelos países mais ricos, que, em boa medida, as aplicavam também em seus territórios. Hoje vemos nos países da chamada Zona do Euro o alcance do desastre.

O geógrafo Milton Santos, um dos grandes humanistas do nosso país, costumava dizer, referindo-se ao processo de globalização, que tudo o que é inflexível tende a se quebrar. E estamos hoje assistindo ao esfacelamento de um sistema incapaz de se repensar tendo em vista as necessidades reais das populações de cada país e de todo o planeta.

Os Estados Unidos estão profundamente mergulhados na crise. Começaram a quebrar na crise de 1999 e sofreram as graves consequências da sua inflexibilidade com os atentados de 11 de setembro de 2001, mas continuaram agindo com a mesma truculência. Hoje, enquanto países como o Brasil, a África do Sul, a China, a Índia e outros, mesmo não estando imunes aos efeitos da crise internacional, fazem planos para o futuro, os Estados Unidos se veem às voltas com altas taxas de desemprego, a instabilidade econômica, a desconfiança em sua própria capacidade de superar as dificuldades.

Matias Spektor escreve que FHC “empurrou com a barriga as propostas americanas para a criação de uma área de livre-comércio nas Américas.” Ora, não conseguir o apoio necessário para implementar a ALCA não é o mesmo que “empurrar com a barriga”.

Fomos nós, da CUT,  com o movimento sindical e social das Américas,  que realizamos um plebiscito para combater os planos dos norte-americanos, trazendo o debate para o conjunto da sociedade. E o governo Lula foi pró-ativo diante dessa questão, fortalecendo o Mercosul e a integração dos países latino-americanos e esvaziando definitivamente a ideia da ALCA.

Respeito o direito do articulista Matias Spektor de emitir sua opinião e publicar suas análises, mas não posso deixar de registrar aspectos que ele omite por não serem convenientes à sua forma de pensar.

Se, na visão do autor do artigo, FHC foi um diplomata, considero que ele não foi o estadista de que o Brasil precisava. Por isso, Lula tem tanto significado para o povo brasileiro e para o mundo. Ele mostrou um novo caminho frente à globalização: soberania e desenvolvimento, com justiça social.

Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp e membro do Conselho  e do Fórum Nacional de Educação

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28 comentários

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Maria Izabel Noronha: Apeoesp vai à Justiça contra ensino médio em tempo integral « Viomundo – O que você não vê na mídia

15 de setembro de 2012 às 23h36

[…] Maria Izabel Noronha: Diplomacia sem soberania não é suficiente […]

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Sérgio Ruiz

21 de maio de 2012 às 11h32

O pig ainda tenta elevar a moral do FHC, eles não desistem.
Quando FHC deixou o poder foi menosprezado até pelos seus companheiros, nenhum demotucano o queria no seu palanque, principalmente o Serra.

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Willian

21 de maio de 2012 às 11h18

De educação à política externa, passando por unha encravada, a dona Izabel, presidente da APEOESP, tem sempre uma opinião que é ouvida pela blogosfera, sabe-se lá por que. Amanhã, quem sabe, tenhamos sua opinião sobre a regulação dos Preços de Transferência à luz da moderna relação inter-nações.

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EUNAOSABIA

21 de maio de 2012 às 09h37

“Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp”

Tchau rapaz.

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    Jairo Beraldo

    21 de maio de 2012 às 10h28

    Bem vendo novamente, Naldin Azedo!!!! E já vai??? Vamos debater!!!E não precisa tirar os sapatos para entrar no VIOMUNDO.

Mardones Ferreira

21 de maio de 2012 às 09h09

A grande contribuição do FHC foi a doação do patrimônio público às multinacionais, denunciada pelo jornalista Alísio Biondi no livro Brasil Privatizado. Essa foi a linha da política do diplomata FHC. Doou o que pode, favorecendo amigos e patrocinadores, dando uma verdadeira banana ao povo brasileiro.
O sr Mathias pode tentar mentir, mas os fatos não ajudam na análise dele. O FHC foi um doador do patrimônio público e um desmontador de estado, como preconiza o ideário neoliberal.
Se estabilidade econômica fosse a salvação para o Brasil, o Lula não teria sido eleito com um discurso um pouco diferente do escolhido do FHC e do mercado financeiro, grande favorecido nos 8 anos do governo do sociólogo.

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Elton

21 de maio de 2012 às 07h27

Sem duvida. Talvez esse esse o ponto máximo do governo FHC, ser exemplo do que não deve ser praticado.
Estamos até a tampa de valores da casa grande. A sociedade brasileira ainda paga muito caro por render culto a esse sonho brasileiro, cópia do sonho americano, bem que nossos ermanos nos conhecem como los macaquitos talvez com justa razão.

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Gil Rocha

21 de maio de 2012 às 01h25

Respeito o direito do articulista Matias Spektor de emitir sua opinião e publicar suas análises, mas não posso deixar de registrar aspectos que ele omite por não serem convenientes à sua forma de pensar.
Uso as palavras da autora como resposta.
Os governos FHC tiveram erros como todos os outros, inclusive
o do PT.
É muito bonita a conversa sobre direitos humanos por exemplo.
E nem vou explanar aqui, o porque dessa minha lembrança.
E falar em soberania no governo petista é outra balela.
Nem preciso relembrar os casos dos países vizinhos, que deram
de ombros ao nosso país e fizeram o que lhes deram na telha em
nome da sua própria soberania.
As instituições brasileiras continuam desmoralizadas, como sempre
foram.
A FIFA é outro exemplo, no Brasil vai ganhar dinheiro e não vai deixar
nada em troca.
Ou melhor, vai deixar uma conta bem grande e quem vai pagar somos nós.
As medidas sociais do governo petista ajudam, mas não garantem futuro
sem infra estrura.
A maioria dos brasileiros continuam trabalhando para sobreviver, viver
sempre fica em segundo plano.

Responder

    Silvio I

    21 de maio de 2012 às 12h41

    Gil Rocha:

    Realmente todos os governos cometem erros. Uns mais que outros menos. Mais vender o Brasil, para o estrangeiro a um baixo preço, isso deixa de ser um erro. Isso e entreguismo! Sou partidário de que temos que ir recuperando essas empresas, que foram entregarão ao capital externo. Mais quanto dinheiro isso nos vai a custar, agora? Parece- me que existe ai uma pequena confusão, Soberania, não pertence a nenhum partido político, e um problema do pai. O Brasil, e o soberano, e não é o partido político do momento. O senhor confunde uma empresa brasileira com o Brasil. Nenhum pai vizinho deu de ombros para o Brasil. Esse pai vizinho nacionalizou alguma coisa, que estava em poder de estrangeiros. Isso eles tem o direito de fazer. Agora se esquece de que nos também temos procedido da mesma forma. Isso em função de nossa soberania. As instituições brasileiras não estão desmoralizadas. Coloca o exemplo da FIFA. Veja brasileiro quando o campeonato do mundo e patriota, pinta ruas com bandeiras brasileiras. Coloca em janelas a bandeira. Mais o dia 7 de Setembro você não vê uma bandeira em uma janela. O seja que sua cultura e seu patriotismo e de futebol, e este e muito mais importante, que o que se trata no congresso, que nos vai atingir a todos.Em quanto ao salário, ninguém da nada ,e sô se consegue lutando.

    Gil Rocha

    21 de maio de 2012 às 21h35

    Silvio, eu tive grande dificuldade
    de entender o teu português.
    Eu já disse aqui, que boa parte do
    que aprendi foi com leitura, já que
    nem cheguei a terminar o 1º grau.
    Você comenta sobre o direito dos países
    de nacionalizarem empresas estrangeiras.
    Mas nenhuma empresa invade nenhum país.
    Existem contratos que precisam ser respeitados.
    É simples assim, os contratos existem para isso.
    Se foram mau feitos ou mau redigidos, o problema é
    de quem aceitou.
    Que se negocie como países civilizados e que respeitam
    a lei.
    Eu não entendi muito bem a tua explicação sobre a FIFA.
    Não compreendi seu ponto de vista.
    O que eu sei, é que a FIFA virá ao meu país praticamente
    apenas para encher ainda mais os seus cofres.
    Praticamente virão ao Brasil sem arcar com coisa nenhuma,
    até dos impostos eles estão livres.
    As consequências do populismo de Lula, nós vamos sentir
    a partir do ano que vem.
    Nitidamente, o Brasil nunca teve e ainda vai levar muito
    tempo para que o nosso país possa ter condições de arcar
    com um evento cheio de exigências e estrutura.

    Mário SF Alves

    23 de maio de 2012 às 22h32

    Uai! Regrediu, Gil? Não era 2º Grau incompleto?
    É… nada como um dia após o outro… as contradições… o pensamento circular… e nada de novo.

FrancoAtirador

21 de maio de 2012 às 00h43

.
.
A miséria intelectual da direita brazileira é deplorável.

E ter o Fernando Henrique como paradigma chega a ser Hyllário.

Pobre Brasil, se cair de novo nas mãos desses crápulas.
.
.

Responder

Jaime

20 de maio de 2012 às 23h31

Só acho que Maria Izabel Noronha está dando atenção em excesso ao texto de um energúmeno que deveria ir se abraçar ao Menem, aquele que os seus compatriotas tornaram tabu mencionar em qualquer conversa porque dá azar. Se você realmente desaprova o que esse mentecapto fez, não deve fazer-lhe propaganda gratuita debatendo idéias que logo mais ele pedirá que as esqueçamos.

Responder

paulo roberto

20 de maio de 2012 às 22h08

“Matias Spektor afirma que o ex-presidente FHC chegou ao poder com um projeto internacional explícito: proteger o Real e reposicionar o Brasil diante do fenômeno da globalização.”

Realmente o FHHC reposicionou o Brasil, o deixou de quatro…

Responder

    Mário SF Alves

    23 de maio de 2012 às 23h01

    O quê?!! FHC reposicionar o Brasil? Não. O que ele pode ter reposicionado foi a lata de lixo onde ele jogou toda a sua teoria e respeitabilidade intelectual. Ao aderir “incondicionalmente” ao Consenso de Washington nada mais natural do que aquele sonoro “esqueçam tudo o que escrevi”. Aliás, tava mais do que certo o coerentíssimo FHC; mesmo porque, desenvolvimentismo/teoria do desenvolvimento pra sair do papel – tornar-se realidade – exigiria dobrar a Casa-Grande. Exigiria competência, muita competência. Coisa que o (in)competente do PSDB tinha de sobra, né não? PSDB, um partido de massas (cheirosas).

Julio Silveira

20 de maio de 2012 às 21h22

Não vejo chegar o dia em que nenhuma linha será dada a esse cidadão. Ele só persiste em existir publicamente por força dos poderosos beneficiados que em troca lhe oferecem o marqueting da gratidão. Pobre da história do Brasil.

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Silvio I

20 de maio de 2012 às 20h40

Faltou dizer que no governo de FHC o Brasil perdeu todo o que o povo tinha investido durante muitos anos. Seus bens foram mal vendidos, e hoje estamos pagando taxas de energia elétrica altas, tendo a matriz energética mais baratas do mundo, que e a Hidráulica.Pagando por uma telefonia a empresas estrangeiras, e uma internet lenta, quando em outros países a velocidade e umas 10 vezes maior, e muito cara para nossos salários.

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    Gil Rocha

    21 de maio de 2012 às 01h34

    Sei, então concorda com o
    preço da gasolina não é?
    E só quem pode falar em telefonia,
    é quem comprovou como era antes.
    Culpar as privatizações é mais fácil,
    do que cobrar o governo pelos abusos
    das empresas.

    Silvio I

    21 de maio de 2012 às 09h40

    Gil Rocha:
    Que não tenha colocado o preço da gasolina, não quer dizer que concorde com ele. Si vamos a colocar todo o espaço não alcança.Mais já que tocou o preço da gasolina, o senhor sabe por o que esta formado esse preço?Por outro lado nomeie a telefônicas, e a energia elétrica, porque esse dinheiro se vai do Brasil, e esta em este momento segurando bastante, a economia de algum pai de Europa. Também poderia ter nomeado as 69 empresas que foram privatizadas.

    Julio Silveira

    21 de maio de 2012 às 09h55

    Privatismo nunca foi a melhor formula. E o mundo está aí para demonstrar. Até por que desnivela os cidadãos. Respeito o empresário que inova e se arrisca no seu sonho. Esse negocio de o estado construir empresa estratégicas com recursos do povo, onde o empresáriado privado não foi capaz muitas vezes de acreditar e(ou) investir, criar uma estrutura para obter consumidores e depois tranferi-la para um grupo de privilegiados privados, é uma covardia com todos os cidadãos que não poduram ter esse tratamento, inclusive empresários menores e cidadãos em geral. Muitas vezes o problema nas empresas publicas são criados artificialmente, politicamente para fragilizá-las. A solução poderia ter sido o do profissionalismo com educação para a cidadania. Nesse nosso mun do ingenuos não se admite mais, muitos aproveitadores até predadores pagam por esses mantras, que voce replica, que caem no inconsciente coletivo como cola.
    Na verdade apenas uns poucos estão bem, e sem risco, no mundo por isso. E a maioria, como vemos?????

    Silvio I

    21 de maio de 2012 às 12h00

    Julio Silveira:

    A criação de empresas por o estado, e ocasionado muitas vezes, porque a inversão ser astronômica. Obras que necessitam de muitos anos, para ser construídas. Durante esses anos levam muito dinheiro. Também devemos ter em conta que o empresário brasileiro em general,sô investe si tem retorno do Capital as 24 horas, e que esse lucro, permita adquirir um Cadilac de 12 cilindros em linha, o seja um carro com 100m de comprimento.Elas não foram construídas para ser privatizadas depois.A privatização foi uma consequência de uma política econômica, criada no mundo, para apoderasse de os bens, de países que seus governos entregarão em maios parte, a capitais estrangeiros, e a preço de banana.Esse veneno que nos provamos, e que ainda temos o gosto amargo na boca, e o que estão dando na Europa agora.O particular quer lucro, e não serviço a sociedade. A Energia Elétrica deveria sempre estar em mãos do estado, para poder dar a pessoas com pouco poder aquisitivo a preços de acordo com suas possibilidades. Veja se privatizarão as linhas férreas, uma empresa levou ao redor de 28,000 km, explora sô uns 16,000 porque o resto não interessa, porque não da um lucro suficiente.Isto motivou que essa rede que servia a populações, estas não este sendo servida.

    Gil Rocha

    21 de maio de 2012 às 21h45

    Julio, eu não entendi a tua
    afirmação de que a Privatização
    nunca foi a melhor fórmula.
    E o mundo está aí para provar.
    Mas que mundo é este aí hein?
    Quem sabe você dá alguns exemplos.

Jnascimento

20 de maio de 2012 às 19h56

Só existe dúvidas sobre quem foi o verdadeiro estadista na cabeça de poucos defensores do atraso.

Hoje,temos um novo País em construção.Hoje,são poucos os que dizem sentir vergonha de ser brasileiro.
Visão de mundo e pensamento arrojado não dependem de diploma universitário.A história de vida de um torneiro mecânico,o bravo povo brasileiro,e a força deste gigante por natureza,tornaram a “marolinha” quase imperceptível.
Parabéns ao conjunto.

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Eudes HermanoTravassos

20 de maio de 2012 às 19h32

As vezes eu fico a imaginar que a direita teve mais uma daquelas crises de jenialidade e descobriu que o caminho ao poder denovo é resgatar do esquecimento popular o velho FHC.
Uma verdadeira ideologia tenta ser reproduzida nos quadrantes da sociedade brasileira com puro fim de dar a FHC todos os louros conquistados pelo seu sucessor, um roubo, na verdade. Lula quando assumiu o governo o Brasil pontuava em mais de 4000 nas agências de riscos internacionais, viva de joelhos para os Estados Uidos e o FMI , tinha 12% de deseprego 47,5 milhões de indigentes.
Mas estes fatos históricos produzidos pelos oito anos de FHC na presidência não intimidam o cinismo da direitra em dessiminar uma mentira que não resiste ao mínimo de uma revisão da recente história. Não resiste se quer a uma comparação dos quadros sociais com o governo antessessor de Itamar e nem de longe do seu sucessor Lula.
Vamos ter ainda muito trabalho para quebrar o nariz empenado dessa direita de olhos azuis, talvez , mesmo, só com um tratamento de choque neles.
Mesmo depois de Lula e agora com Dilma sempre foram muito bem tratados, com um respeito e atensão que nunca mereceram, pois muitos deles deveriam está detrás das grades.
Este tratamento de choque poderia começar por uma reforma agrária irrestrita, só isso já seria suficiente pra colocar o Brasil, definitivamente, nos trilhos do mundo moderno e derrubava pra sempre uma das principais pilastras da direitabrasileira, a saber, o latifúndio.

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grilo

20 de maio de 2012 às 18h56

É bom que se diga também que o fantasma da ALCA foi definitivamente afastada da nossa região graças à politica anti-imperialista de Chavez. O Lula acabou seguindo os passos da Venezuela, que criou a ALBA em contrapartida. O FHC não merece nem o titulo de estadista, ao contrário, de entreguista lhe ficaria mais adequado. A luta pela soberania na América do Sul se deve muito a lideres como Chavez, Evo, Rafael do Equador, Cuba e Nestor/Cristina da Argentina. No Brasil, Lula/Dilma ainda balançam em seus propósitos.

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Elza

20 de maio de 2012 às 18h50

Bravo Maria Izabel Noronha!! Um texto limpo, esclarecedor de quem conhece a base da Pirâmide. Geralmente quando os intelectuais escrevem sobre FHC é sempre no geral, enqto que vc escreveu como aquele velho dito popular….. “eu mato a cobra e mostro o pau”. É bom para o povo que ñ entendem mt os caminhos da política ler um texto assim.

Mt bom o fechamento…. “Se, na visão do autor do artigo, FHC foi um diplomata, considero que ele não foi o estadista de que o Brasil precisava. Por isso, Lula tem tanto significado para o povo brasileiro e para o mundo. Ele mostrou um novo caminho frente à globalização: soberania e desenvolvimento, com justiça social.”….. demaisssssssss!!

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joão33

20 de maio de 2012 às 17h59

PARA PODE SERVIR AOS INTERRESSES DOS FINANCISTAS INTERNACIONAIS FEZ PIOR , QUEM ABRIU AS PORTAS PARA A CORJA QUE ASSOLA O PAIS INCLUSIVE TRANSFORMADO O PSDB/DEM/PPS/ NUMA ASSOCIAÇÃO DE DELINQUENTES MENOSPREZANDO OS PRÓPRIOS ÏNTELECTUAIS ¨ do seu partido , fez isso destrindo as universidades , policia federal , comissão de ética do itamar franco , decreto leis como as contas c5 que permitiram lavegens de dinheiro , o aparelhamento do judiciário etc , tudo isso para facilitar a privataria tucana , que entregou o pais de bandeja para estes financistas , SE NÃO FOSSE O LULA E SUA POLITICA SUL SUL O BRASIL NÃO RESISTIRIA A CRISE DE 2008 . INCLUSIVE ALTERANDO A RELAÇÃO DE FORÇAS NA GEOPOLICA MUNDIAL.

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Fabio Passos

20 de maio de 2012 às 17h26

O objetivo de fhc foi posicionar o Brasil definitivamente como um país atrasado e subdesenvolvido submisso as nações superdesenvolvidas.

E fhc preseguiu este objetivo durante 8 anos, sob aplausos do PIG, enquanto quebrava e humilhava o Brasil.

Sofremos até hoje com os retrocessos do desgoverno neoliberal de fhc.

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