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A homenagem de Stanley Burburinho a Zeca Pagodinho
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A homenagem de Stanley Burburinho a Zeca Pagodinho


05/01/2013 - 13h04

Minha homenagem ao cidadão Jessé Gomes da Silva Filho

Stanley Burburinho

Reforma Administrativa

No início da década de 80 trabalhei no Serpro, na 7ª URO, que fica no Horto, atrás do Jardim Botânico, desenvolvendo, em Assembler (Assembly), o sistema operacional do Concentrador de Teclados para digitação de declaração de imposto de renda.

Havia no Serpro um office-boy, magrinho, que adorava samba e era adorado por todos os funcionários. Ele se chama Jessé Gomes da Silva Filho. Chegava atrasado no trabalho quase todos os dias, devido às noitadas de samba que ele participava.

Ele implorava ao Diretor-Geral, o Júlio César, para ser demitido, mas o Júlio, que adorava o Jessé, se recusava a demiti-lo e sempre pedia para o Jessé cantar um samba. Veja abaixo quem é o Jessé.

“JESSÉ, OU MELHOR, ZECA PAGODINHO FOI FUNCIONÁRIO DO SERPRO

Carlos Henrique Ferreira, vinculado à 6ª RF (Belo Horizonte), atualmente prestando serviço de suporte de rede em Montes Claros (MG), trabalhava como contínuo no 8º andar do prédio da Burroughs, onde funcionava o Serpro, no Rio de Janeiro, por volta de 1981. Era conhecido como Shaolin e se lembra bem de um novo profissional que entrou para a copa, em substituição a um colega que mudara de função.

“Ele era bem franzino, mas rápido e safo, e resolvia qualquer problema”, lembra Ferreira. A copa do 8º atendia a quatro andares, fora a diretoria. “Quando havia reunião, o bicho pegava. Imagine o peso da bandeja que tínhamos que carregar: 20 cafés e 20 águas, além das xícaras, bules e açucareiros”, diz Shaolin, acrescentando que outro garçom dava apoio, levando só água, em copos duplos de cristal.

O nome do novato, que logo se tornou amigo, era Jessé Gomes da Silva Filho. Tinha na época 22 anos e morava no subúrbio carioca de Del Castilho. Nascido em Irajá, Jessé freqüentava rodas de samba de fundo de quintal. “Às vezes pegávamos o busão juntos, pois eu morava bem depois de sua casa, e queimava um bocado de chão para chegar em Inhaúma. Uma tarde, conversando, me disse que tinha visto um cara tocar cavaquinho e se amarrou no tal instrumento. Ele já tocava violão e ficou entusiasmado para aprender”, conta Ferreira.

O trabalho dos funcionários da copa ainda implicava fazer serviços de rua: desmarcando, cancelando e remarcando vôos aqui e ali, percorriam os escritórios das companhias aéreas, quando a internet ainda estava longe, para conseguir lugar aos executivos do Serpro, em suas viagens pelo país. Para Waldemiro Schneider, que também conviveu com Jessé, ele era o encarregado de fazer a fezinha do pessoal, no jogo do bicho, um velho hábito carioca que existe até hoje.

Um dia, outro contínuo, o Sinivaldo, de Niterói, resolveu trazer o cavaquinho para o Serpro. A turma da copa combinou então esperar a parte da tarde, quando tudo ficava mais tranqüilo. “Na estreita copa, o pagode teve início com a seguinte formação: Jessé no cavaco; eu, Shaolin, de marcação na geladeira; Carlos Alberto com dois copos de água de plástico e uma caneta fazendo o tamborim; Sinivaldo, com um pandeiro – na verdade, um pano esticado sobre o porta-xícaras da máquina de café; a copeira, com um rodo e pano de chão, era nossa porta-bandeira; e o mestre-sala, se não me engano, era o Luiz, o Charuto”.

Jessé dera ao amigo Shaolin outro apelido, chamava-o de “Gordo Karatê”. Concentrada, a banda se esqueceu de que o andar era todo em divisórias. Foram surpreendidos pelo chefe, “com seu tradicional bordão” e dirigindo-se a Jessé: – Pô, mermão, você vacilou! Ninguém foi despedido por isso, mas todos levaram um tremendo sermão. O tempo passou e Shaolin – que toca tantã – voltou a encontrar o colega “nos pagodes da vida”.

Ele já estava se tornando conhecido. Nas rodas de samba que freqüentavam, costumava pedir: “Posso levar um pagodinho?” Jessé adotou o nome Zeca Pagodinho nesse mesmo ano de 1981, quando foi descoberto pela cantora Beth Carvalho. Beth ficou impressionada com seu talento e o convidou a gravar com ela o samba “Camarão que dorme a onda leva”, dele e de Arlindo Cruz. Com 23 anos, Zeca foi convidado a participar do disco “Raça Brasileira”, que reunia outros quatro novos nomes do samba: Jovelina Pérola Negra, Pedrinho da Flor, Eliane Machado e Mauro Diniz.

O disco foi um grande sucesso de vendas, abrindo caminho para a carreira do artista, que em novembro desse ano entrava em estúdio para gravar um CD. Já são 15 discos e um DVD, sempre no topo das paradas com suas músicas alegres, maliciosas, de duplo sentido, cantadas com a graça e o sotaque de um carioca do samba. No centro da polêmica envolvendo duas marcas de cerveja, Zeca Pagodinho compareceu ao programa do Faustão, na TV Globo. O apresentador lhe perguntou se alguma vez ele havia trabalhado na vida. Zeca, ou melhor Jessé, não mentiu. Confessou que foi funcionário do Serpro.”

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11 comentários

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Arlene

06 de janeiro de 2013 às 11h20

Grande Figura! Exemplo para muitas pessoas.

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mineiro

06 de janeiro de 2013 às 08h32

se todo artista fosse igual a ele , hoje é um bando de imbecil querendo se promover a qualquer custo. se todo artista seguisse o exemplo dele. hoje nao existe artista , hoje é um bando de imbecil cantando musicas. se é que podemos chamar esse lixo de musica.

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Gerson Carneiro

06 de janeiro de 2013 às 07h46

Eu acho que o Luciano Hulck ia fazer igual ao Zeca Pagodinho mas a Angélica escondeu o velotrol do Joaquim.

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    Willian

    06 de janeiro de 2013 às 11h21

    Você devia tentar a carreira humorística, és um talento desperdiçado.

Sakamoto: Enchentes? Não adianta “terceirizar” para o plano superior « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de janeiro de 2013 às 23h06

[…] A homenagem de Stanley Burburinho a Zeca Pagodinho […]

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Scan

05 de janeiro de 2013 às 20h23

O Stanley trabalhou com assembly?
Provavelmente do 8748 que a gente podia apagar com UV (o 8048 era OTP, lembra, Stanley: errou? pincha fora e compra outro)
Olha, deve ser fácil descobrir quem é: nunca teve muita gente com saco pra trabalhar com isso. Ahahahahahaha!

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altemar

05 de janeiro de 2013 às 19h07

Então agora poderemos descobrir que é Stanley? sim, perguntem ao Zeca.

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    Conceição Lemes

    05 de janeiro de 2013 às 19h42

    Exatamente, Altemar. Stanley acabou se entregando rsrsr. abs

Fernando

05 de janeiro de 2013 às 18h14

Precisamos de mais Zecas Pagodinhos e menos Sergios Cabrals.

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    Altemar

    05 de janeiro de 2013 às 22h46

    E de Stanleys também.

Urbano

05 de janeiro de 2013 às 16h49

Diferentemente daquele letrista da bossa nova. É que a nota mais tocada na boçalidade nova da vida não diverge desse mote, pois são figuras competentes em uma arte só, em sua maioria. Na política, que não deixa de ser uma arte, então o que se vê é apenas endecha mal feita, mal cantada e mal tocada.

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