VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

Wálter Maierovitch: A juíza e o último escárnio no Pinheirinho


26/01/2012 - 16h24

por Wálter Fanganielo Maierovitch, em seu blog  no Terra Magazine

Nos EUA, cerca de 40 estados-federados escolhem, pelo voto, os seus magistrados e os seus promotores de justiça.

Os juízes federais e os procuradores federais norte-americanos são escolhidos pelo presidente da República e entram em função depois de aprovação pelo Senado. Idem com relação aos procuradores.

O sistema tem a lógica democrática, pois o juiz é órgão do poder, cujo detentor é o povo. O sistema Europeu, que me parece melhor, mistura magistrados concursados publicamente e jurados leigos.

No Brasil, os juízes são concursados, exceção aos que ingressam pelo chamado quinto-constitucional (advogados de notório saber e reputação ilibada e membros do Ministério Público), os escolhidos para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e os participantes do Tribunal do Júri, que julgam apenas os crimes dolosos contra a vida.

Mas, uma coisa é certa e incontestável. Qualquer que seja o sistema — americano, europeu ou brasileiro –, um juiz, ao julgar ou dar liminares, atua como representante do povo.

Ontem, um espetáculo grotesco e inusitado foi protagonizado pelo Judiciário no chamado bairro do Pinheirinho. A juíza que concedeu reintegração – com precipitação pois não exauriu a via conciliatória e nem exigiu dos poderes públicos uma responsável solução para alojar os despojados das suas residências –, recebeu, no local e solenemente, o mandado cumprido pela tropa de choque da Polícia Militar.

Essa sua conduta é inusitada, no Judiciário. Como regra, os mandados judiciais cumpridos são comunicados, por ofício protocolado no Fórum. E os juízes os recebem pela mão do escrivão ou já juntados em autos processuais.

Faltou, lógico, um fundo musical. Com a banda Legião Urbana a perguntar: Que país é esse ?

Sim, que país e esse que a Justiça, que decide em nome do cidadão, joga o povo ao léu.

Com efeito. Ontem foi concluída a reintegração na posse, determinada por ordem judicial da 6ª.Vara da comarca de São José dos Campos,  no chamado bairro Pinheirinho, com 1,3 milhão de m2 de área e que foi ocupado por  cerca  6 mil moradores a partir de 2004.

A reintegração deu-se em favor da massa falida da Selecta Comércio e Indústria S/A, uma holding administrada, até a quebra em 2004, pelo mega-especulador Naji Nahas.

Naji Nahas jamais foi condenado pela Justiça brasileira. A propósito de alguns escândalos noticiados pela imprensa, Nahas não foi responsabilizado criminalmente quando acusado de quase quebrar a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Preso preventivamente, beneficiou-se da liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes em favor do banqueiro Daniel Dantas. Também, beneficiou-se da decisão, ainda não definitiva,  do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou a Operação Satiagraha: a anulação foi fundada na canhestra conclusão da participação, ainda que burocrática, de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Contra essa decisão anulatória votaram os ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz.

Com a reintegração de posse concluída, restará prejudicado, pela perda de objetivo, o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) de suspensão  da operação militar conduzida pela tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo e com cerca de 1.500  famílias sem ter onde ir.

Como se nota, não houve tempo oportuno para ser apreciado, em sede liminar e pelo STF, o pedido de suspensão da reintegração. Em São Paulo, a decisão foi mantida e o ministro presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já acusado de assédio moral a estagiário e de fazer lobby para garantir uma cadeira no STJ para a sua cunhada, entendeu não ter da Justiça federal a competência para suspender a reintegração. Essa decisão de Ari Pargendler foi dada liminarmente, quando a Polícia Militar desalojava, com bombas, balas de borracha e cães, os moradores do Pinheirinho.

Junto com a ação da Polícia Militar, máquinas cuidaram da derrubada de casas de alvenaria e de madeira que abrigaram os antigos moradores e residentes há mais de 8 anos na área.

Num grotesco espetáculo mostrado pelas televisões, a juíza responsável pela decisão de reintegração compareceu ao Pinheirinho para receber, solenemente, a notícia do cumprimento do mandado judicial.

Agora, a área estará pronta para ser vendida e a sobra irá para o bolso dos sócios da Selecta, ou seja, de Naji Nahas. Os créditos trabalhistas, que podem já ter sido negociados por valor irrisódio, serão quitados. Idem os especiais, que irão para os cofres da Prefeitura de São José dos Campos.

O prefeito de São José dos Campos, cuja insensibilidade chegou ao ponto de não se preocupar em alojar as famílias tiradas violentamentemente do Pinheirinho, vai ter um bom caixa para promover o populismo.

Enquanto isso, com o ritmo de “lesma reumática”, o governador Geraldo Alckmin afirma que cuidará de verbas para a locação de casas aos expulsos do Pinheirinho, pois não tem casas populares disponíveis.

Os radicais do PSTU, que apostavam numa tragédia maior, devem estar a contabilizar futuros ganhos eleitorais.

Pano rápido. “QUE PAÍS É ESSE ?”

Leia também:

Natália Leite: Famílias despejadas do Pinheirinho viraram sem-teto

Últimas unidades

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



133 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Leila Brito

28 de janeiro de 2012 às 19h00

O jurista perde todo meu respeito com a observação final sobre o PSTU (partido coerente com seus objetivos SOCIALISTAS, por jamais ter aceitado verba de campanha) – cujo trabalho é voltado para o empoderamento e a mobilização de massa contra as injustiças sociais, protegendo as minorias sociais, sem visar JAMAIS eleições, mandatos e cargos. Ele demonstra estar totalmente POR FORA da realidade desse PEQUENO GRANDE PARTIDO, ou então, de estar empenhado em promover o PT.
Ele também se mostra INCOERENTE na avaliação da tragédia maior prevista pelo PSTU (quando o que denuncia aqui é isto), pois afinal: NÃO É TRÁGICO O DESTINO DADO AOS MORADORES DO PINHEIRINHO: A RUA? NÃO É TRÁGICO ELES TEREM SIDO COLOCADOS EM TENDAS COM LAMA NO CHÃO, SEM BANHEIRO E SEM AS MÍNINAS CONDIÇÕES DE VIDA? NÃO É TRÁGICO A PRESENÇA PROVADA POR FOTOS DE POLICIAIS ARMADOS COM ARMAS MORTAIS QUE FIZERAM BALEADOS (que sumiram!) e MORTOS (inclusive crianças, que também sumiram)?
NÃO FOI TRÁGICA A TERRÍVEL VIOLÊNCIA QUE SE VIU NO ATO DA DESOCUPAÇÃO? O que mais poderia ser mais trágico Maierovitch?
ONDE FOI QUE O PSTU ERROU EM SUA PREVISÃO?
Deveria ter havido uma matança no estilo Carandiru?
Sugiro que o Senhor REVEJA sua infeliz acusação contra os líderes e os militantes do PSTU.

Responder

Jose Mario HRP

27 de janeiro de 2012 às 14h17

Sou brasileiro, estatura mediana, ……
moro num estado gigantesco economicamente e microcéfalo em matéria de fraternidade, caridade e solidariedade!
Juizes paulistas ?
Os anos sem freio , depois do fim da ditadura tornaram esses senhores despotas sem limites ou fiscalização!
ANTES O MEDO DO TACÃO MILITAR OS REFREAVA, DEPOIS ……
NÃO ME ENTENDAM MAL, MAS O POVO NÃO TEM CONTROLE ALGUM SOBRE ESSA MALTA!

Responder

jorge mendes

27 de janeiro de 2012 às 08h53

Ta rolando No Facebook ,Orkut e outras redes sociais um Abaixo-assinado Plebiscito pelo Impeachment do Governador Geraldo Alckmin
Assinem e espalhe http://geraldoalckminpsdb.blogspot.com/2012/01/ab

Responder

Yarus

27 de janeiro de 2012 às 04h47

"Ação no Pinheirinho viola direitos, diz relatora da ONU

Nesta entrevista, ela avalia também o episódio da cracolândia. Faz críticas do ponto de vista dos direitos humanos e da concepção urbanística. Rolnik aponta para violações de direitos em obras da Copa e das Olimpíadas e avalia que "estamos indo para trás" em questões da cidadania.

No plano mais geral, entende que o desenvolvimento econômico brasileiro está acirrando os conflitos em torno da terra –nas cidades e nas zonas rurais. E defende que "as forças progressistas", que na sua visão abandonaram a pauta social, retomem "essa luta".

Essa área não poderia ser decretada de importância social?

Não pode haver uso da violência nas remoções, especialmente com crianças, mulheres, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção. Vimos cenas de bombas de gás lacrimogêneo sendo jogadas onde tinham mulheres com crianças e cadeirantes. Coisa absolutamente inadmissível.

Desde 2004 a ocupação existe e acompanhei como ex-secretária nacional dos programas urbanos do Ministério das Cidades. A comunidade está lutando pela urbanização e regularização desde 2004. Procuramos várias vezes o então prefeito de São José dos Campos para equacionar a regularização e urbanização.

O governo federal ofereceu recursos para urbanizar e para regularizar a questão fundiária. O governo federal não executa. O recurso é passado para municípios.

O que aconteceu?

Prefeito do PSDB jamais quis entrar em qualquer tipo de parceria com o governo federal para viabilizar a regularização e urbanização da área.

Por quê?

Pergunte para ele. Nunca quis tratar. A urbanização e regularização da área seria a melhor solução para o caso. A situação é precária do ponto de vista de infraestrutura, mas poderia ser corrigida. Aquela terra é da massa falida da Selecta, que é um grande devedor de recursos públicos, de IPTU. A negociação dessa área seria facilitada…" http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1040025-ac

Responder

Impunidade

27 de janeiro de 2012 às 02h54

Reforma nos Tribunais. Amplos poderes de investigação ao CNJ, para que não existam mais Pinheirinho. http://tvig.ig.com.br/noticias/politica/entrevist

Responder

Luci

27 de janeiro de 2012 às 00h58

http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/
No Brasil nao existe, Nem Republica, Nem Democracia, Nem Estado Democratico de Direito.Fabio Comparato http://www.cartacapital.com.br/politica/os-novos-

Responder

Maria

26 de janeiro de 2012 às 23h39

Governador de São Paulo, Comando da Polícia Militar, e Guarda Metropolitana de São José dos Campos, Desembargadores que atuaram, Juizes,Juiza, Prefeito de São José dos Campos os senhores afrontaram o mundo.

Responder

luiz pinheiro

26 de janeiro de 2012 às 22h56

A Dilma tem razão, o Pinheirinho foi um ato de barbárie. E há responsabilidades a apurar. É lamentável que o governo estadual e a prefeitura tenham recusado o projeto habitacional do governo federal. Preferiram a barbárie, a remoção forçada, a truculência policial-militar. Não tiveram escrúpulos em deixar 1.600 familias no abandono, sem a casa, com os pertences destruídos por escavadeiras. Tudo para botar a mão numa fortuna em IPTU atrasado, e sabe-se lá quanto outro dinheiro sujo. Porém, a presidenta está certa também quando, apesar de toda essa falta de humanidade, mantem a postura republicana de respeito às instituições. Há um Brasil democrático em construção, projeto estratégico, libertador, que não pode avançar na base da adrenalina, mesmo sob justissima indignação. O governo federal tentou a negociação republicana. O governo estadual, a prefeitura, a Justiça paulista, o Naji Nahas, optaram pela barbárie. O STF lavou as mãos. Segue o processo político brasileiro, cujo eixo não pode deixar de ser a inclusão social e a erradicação da miséria.

Responder

paaulo

26 de janeiro de 2012 às 22h55

Alguém aí lembrou do zé povo do pinheirinho?

Responder

beattrice

26 de janeiro de 2012 às 22h51

Azenha
há alguma possibilidade de fazer contatos e entrevistas
junto ao IML de São Paulo e o de São Jose dos Campos de Concentração para verificar isso:[youtube EtzdQhjjQDE&feature=youtu.be http://www.youtube.com/watch?v=EtzdQhjjQDE&feature=youtu.be youtube]

Responder

Francisco

26 de janeiro de 2012 às 22h48

Naji Nahas deveria ser indicado para o STF. Ele, Marcola e Beira-Mar.

O Maniaco do Parque, esse sim, para o STJ. Detesto amadores…

Responder

Zé Brasil

26 de janeiro de 2012 às 22h46

Durma Ilustre Juíza seu sono reparador. Coloque Vossa cabeça em seu macio travesseiro, seu dever de Juíza foi cumprido. Decisão jurídica cumpre-se, não se discute! Pilares do sistema democrático.
Agora, comprido mesmo será o caminho que aquela Mãe com seu filho no colo, tendo atrás de sí, um cenário de inferno dantesco, terá que percorrer. Será que ela hoje comeu, deu de comer e beber ao seu filho? Será que ela terá, como tantas outras Mães expulsas de seus lares, um lugar para dormir, para proteger seus filhos? Será que elas contam? Sentem fome, dor, sentem mêdo? Será que sangram? Não seriam suas lágrimas salgadas? Qual será o significado da palavra Justiça para a velha Senhora com câncer jogada em cima de um colchão que uma alma caridosa lhe arrumou para deitar em plena rua? Rezam estes seres humanos para o mesmo Deus de misericórdia ou existiriam deuses diferenciados?
Uma reflexão apenas: Uma vez iniciei uma discussão com Amigos quanto a propriedade de termos Juízes recém saídos direto dos bancos das Faculdades de Direito, assim tornados pelos concursos públicos. Meu ponto de discussão: – Ser Juíz deveria ser o coroamento de uma longa carreira jurídica onde além da necessária tecnicidade da profissão a ela seria acrescida uma vasta experiência de Vida e de Cidadania, que transcendem a letra fria dos códigos jurídicos. Cada vez mais me convenço de minha tese.

Responder

marta

26 de janeiro de 2012 às 22h45

Assisti o vídeo sugerido por André. Apresenta apenas um desfile pacífico do PSTU. Não vi nada de mal. Não entendi o que ele está querendo mostrar com isso. Está só querendo complicar.

Responder

Maria

26 de janeiro de 2012 às 22h36

Desalojaram o Pinheirino? Crime contra a humanidade.
Falencia de autoridade, de moral e de credibilidade.Nagi Nahas coroado comandante da barbarie.

Responder

Ana Santos

26 de janeiro de 2012 às 22h25

Oi Azenha,
o link do abaixo-assinado:
Plebiscito pelo Impeachment do Governador Geraldo Alckmin.
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=impeachm

Ajude-anos a divulgar, por favor !
Abraços
Ana

Responder

Denise

26 de janeiro de 2012 às 22h25

E A DILMA? NADA?

Responder

    Paulo

    26 de janeiro de 2012 às 23h54

    Devo esclarecer que a Presidência da Republica vem tentando um acordo desde 2006, só que o prefeito fez de tudo para que o Governo federal não entrasse na jogada.

    beattrice

    27 de janeiro de 2012 às 10h18

    E não desapropriou o terreno exatamente por qual razão?

    Sofia

    27 de janeiro de 2012 às 06h53

    A Dilma é presidente, não uma ditadora. Fez o que lhe cabia, condenando o ato e solicitando averiguação dos fatos. Para isso existem os órgãos competentes, instituídos legalmente. O que não dá é esperar que ela rasque a Constituição e passe por cima de tudo e de todos.

Denise

26 de janeiro de 2012 às 22h23

ATÉ QUE ENFIM ALGUÉM LEMBROU DE DESTACAR A JUÍZA NESTA HISTÓRIA

Responder

aurica_sp

26 de janeiro de 2012 às 22h19

Não sei o que é pior as opiniões dos leitores da ÓIA, ou as sandices que o EX- de esquerda Eli Gaspari regurgita.

Responder

Paulo P.

26 de janeiro de 2012 às 21h56

Qualquer semelhança, não é coincidência…
http://www.youtube.com/watch?v=LDKKN-KILIY

Responder

ricardo silveira

26 de janeiro de 2012 às 21h40

A questão, evidentemente, não jurídica, é política. Sempre política. O governador Alckmin sempre se mostrou um sujeito dissimulado e medíocre, agora que o Serra, com todos os méritos, foi para o vinagre, o governador vai ficando mais à vontade e se revela, também, uma pessoa fria, maldosa, como são os fascistas convictos.

Responder

FrancoAtirador

26 de janeiro de 2012 às 21h01

.
.
A privataria, a pancadaria e a disputa de idéias

Por Gilberto Maringoni, na Carta Maior

Vamos combinar: a administração Alckmin atingiu seu objetivo. Desocupou a força o bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, desalojando cerca de seis mil pessoas. Através de uma guerra de liminares, contornou um imbróglio de competências jurídicas e legalizou a brutalidade contra setores pobres da população (mais uma vez). Fez um cálculo político: estamos a nove meses das eleições, tempo suficiente para que cenas de mães correndo com filhos nos braços, policiais espancando crianças e incêndios e tratores dando cabo de moradias sejam esquecidas pelo eleitorado. No jargão da Polícia Militar, a operação foi um sucesso.

Poder de fogo

A chamada “batalha da comunicação” faz parte de uma aguda disputa de idéias na sociedade, difícil de ser levada adiante por conta da diferença do poder de fogo dos meios de comunicação. Ela pode expor de forma nítida que concepções ou projetos de sociedade cada setor deseja concretizar.

Provavelmente a idéia de Geraldo Alckmin é que os seis mil moradores do Pinheirinho, por não terem acesso à mídia, não causariam maiores problemas de imagem à sua gestão. Desocupações sustentadas pela polícia ocorreram às dezenas antes, sem que houvesse eco na opinião pública. Além disso, não seria difícil vincular aos moradores a imagem de baderneiros, violadores do direito à propriedade e marginais. Para uma classe média conservadora, leitora de “Veja” e que detesta pobre, não haveria problema algum em descer o tacape nos miseráveis. Nunca é demais lembrar que o massacre do Carandiru, que completa vinte anos no segundo semestre, foi saudado à época por largas parcelas da população, que chegou a eleger o comandante da operação como deputado estadual. E que investidas policiais contra os sem-terra sejam volta e meia aplaudidas por expressivos setores da opinião pública.

No caso atual, não apenas há imagens dramáticas, como há o fator internet. As cenas de espancamentos no Pinheirinho adquiriram quase que um caráter viral na rede. Disseminaram-se sem controle, colocando o governo estadual e a direção do PSDB na defensiva.

Não há ainda pesquisas sobre as impressões da população diante do caso. Pode ser que uma maioria ainda apóie a ação oficial. Mas o quadro tendencial é de desgaste crescente.

O conservadorismo tucano parece ter encontrado seus limites. Enquanto suas iniciativas no terreno da segurança pública conseguiam ser enquadradas no guarda chuva genérico de se garantir a “tranqüilidade da população” ou de se manter a previsibilidade sobre a ação policial (“bandido bom é bandido morto”, “a lei tem de ser respeitada”, “polícia boa é polícia dura” etc.), tudo ia bem. Mas quando há excessos, que revelam ações desmedidas e causadoras de sofrimentos desnecessários, o apoio à truculência deixa de ser incondicional.

E é aí que se começa a perder a batalha de idéias.

Batalha de idéias? Em outros tempos a pendenga era chamada por seu nome correto: luta ideológica. Essa do Pinheirinho é das boas.

Truculência tem história

Só a título de curiosidade: a política higienista empreendida pelo governo do Estado no Pinheirinho e da prefeitura na Cracolândia tem antecedentes ilustres.

Em 1914, o então prefeito de São Paulo, Washington Luís (que viria a ser presidente da República, usou as seguintes palavras para justificar a violenta expulsão da população pobre da Várzea do Carmo para a construção do parque D. Pedro, no centro da capital:

“O novo parque não pode ser adiado porque o que hoje ainda se vê, na adiantada capital do Estado, a separar brutalmente do centro comercial da cidade os seus populosos bairros industriais, é uma vasta superfície chagosa, mal cicatrizada em alguns pontos e ainda escalavrada, feia e suja, repugnante e perigosa, em quase toda a sua extensão (…). É aí que, protegida pela ausência de iluminação se reúne e dorme, à noite, a vasa da cidade, numa promiscuidade nojosa, composta de negros vagabundos, de negras emaciadas pela embriagues habitual, de uma mestiçagem viciosa, de restos inomináveis e vencidos de todas as nacionalidades, em todas as idades, todos perigosos (…). Tudo isso pode desaparecer sendo substituído por um parque seguro, saudável e belo. Denunciando o mal e indicado o remédio, não há lugar para hesitações, por que a isso se opõem a beleza, a higiene, a moral, a segurança, enfim, a civilização e o espírito de iniciativa de São Paulo.”

Tirando uma palavra ou outra, parece discurso proferido pelas atuais autoridades paulistas.

Íntegra em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMost

Responder

    LULA VESCOVI

    26 de janeiro de 2012 às 22h31

    É de pasmar.Washington Luís em 1914 disse o que,em 2012,querem dizer Kassabs,Alckmins,Serras,juízes e direita em geral.

    FrancoAtirador

    26 de janeiro de 2012 às 23h11

    .
    .
    São Paulo é um Império Arcaico da Idade Medieval.
    .
    .

    Bonifa

    27 de janeiro de 2012 às 13h43

    O mal dos líderes tucanos paulistas é que, além de paulistocêntricos, são também classemediocêntricos. O que fica bem para a classe média cevada de contra-informação pela grande imprensa paulista, sempre haverá de trazer a vitória nas urnas, porque o povão não tem capacidade para pensar e na hora "H" não decide nada, quem decide são seus patrões de classe média. Uma grande surpresa os aguarda nas próximas eleições.

    FrancoAtirador

    27 de janeiro de 2012 às 13h57

    .
    .
    Se a tática da extrema direita PSDemoTucana não funcionar,

    eles vão de "Anjo Gabriel", o "bom moço", que é "de paz e bem".
    .
    .

Alberto1

26 de janeiro de 2012 às 20h50

"Um covarde é incapaz de demonstrar amor; isso é privilégio dos corajosos."
(Mahatma Gandhi)

Responder

a. barbosa filho

26 de janeiro de 2012 às 20h48

O PSTU não criou o Pinheirinho, não lidera as famílias que ali foram se alojando, construindo e contribuindo para a cidade. Como os antigos "invasores" do Banhado, que a ditadura militar (SJC era "estância hidromineral" e teve prefeito nomeado até 1982). O PSTU é fraco em São José, tem o sindicato dos metalúrgicos (um dos mais ricos do Brasil, dado o peso da Petrobrás e da Embraer, entre outras).
O "Mancha" é um profissional milionário da revolução do proletariado. Ele já fez a sua, e hoje candidata-se até a governador, em eleição burguesa, enquanto manda a todos explodirem tal sociedade.
Condeno totalmente a Justiça brasileira que autorizou o abuso policial, de uma tropa de choque (SS) que ganha mal e só sabe bater e matar. Defendo o Bairro do Pinheirinho, antigo e honesto como sempre foi. Se as terras um dia pertenceram ao ladrão Najas, a Justiça que vá atrás dele para saber com que dinheiro e quantos tiros comprou a área.
Os governos do PSDB, Estado e municípío, fizeram a maior burrada. Da semana.

Responder

Zamora

26 de janeiro de 2012 às 20h47

É por atitudes como a dessa senhora, às vezes travestida de juíza de direito (direito?), que a imprensa internacional malha impiedosamente o Brasil. Um certo professor de direito dizia, sem meias palavras, que somente os fracos, os despreparados e os reconhecidamente covardes enveredam na carreira jurídica junto ao serviço públicos – MP e Judiciário – na tentativa de esconder seu medo por detrás do estado.
Concordo com ele em parte, aliás em grande parte.
"Em que consiste a pior das covardias? Parecer-se covarde perante os outros e manter a paz? Ou ser-se covarde perante nós próprios e provocar a guerra?" (Jean Giradoux)

Responder

Antonio

26 de janeiro de 2012 às 20h23

Prezado Maierovitch, resposta a sua pergunta: que país é este ?

A juíza, com essa sua cara de enfado, com certeza em breve será promovida a Desembargadora, pelos bons serviços prestados a famiglia, se é que me entendem.

Esse é nosso país, 5a. economia do mundo, a frente de gigantes como a Itália, berço da civilização ocidental e da Inglaterra, 1a. potencia mundial de 1800 a 1914, mas a anos-luz no campo da moralidade e da ética no trato com a coisa pública e da justiça social.

Responder

Henrique

26 de janeiro de 2012 às 20h07

Tudo bem, tudo certo,…,TUDO LEGAL.
Então:
"levanta daí vagabundo que eu vou destruir a tua MORADIA"

Tudo bem, tudo certo,…, TUDO LEGAL.

Responder

Joel Oliveira

26 de janeiro de 2012 às 19h53

Gostaria de perguntar ao André (GM??), o que ele sabia sobre Socialismo?

Responder

beattrice

26 de janeiro de 2012 às 19h51

Faltou só um detalhe.
O suposto ministrinho da Justiça, conhecido até então como José Eduardo Cardozo Dantas
e doravante JE Cardozo Dantas Pilatos, lavou as mãos e declarou,
como aliás já havia se antecipado o senhor alckmin em conluio com o primeiro,
que o governo federal não tem nada a ver com o q ocorre em SP.
Assim, calmamente, um rompe o pacto federativo e o outro declara que
na dita revolução de 32 SP de fato se separou do Brasil!.
E vamos corrigir nossos livros de história.
Os brasileiros não paulistas tratem de providenciar passaportes.
Nós paulistas que até ontem nos acreditávamos brasileiros ficamos sabendo que não somos.

Responder

    Geysa Guimarães

    26 de janeiro de 2012 às 21h47

    Beattrice:
    Impossível não aplaudir.
    E vou copiar e guardar, pra reler de vez em quando e não esquecer.

    Almeida Bispo

    26 de janeiro de 2012 às 21h52

    Foi o único lugar no país (?) onde vi a bandeira do Estado não ladeada pela da República como manda a Lei, numa imitação brega do visual estilo americano. Uma clara declaração de que ali não é Brasil. Non ducor duco.

    Sofia

    27 de janeiro de 2012 às 07h03

    Você precisa conhecer melhor a legislação e as atribuições de cada instância judiciária no Brasil. Depois você faz o seu discurso crítico.

    beattrice

    27 de janeiro de 2012 às 10h18

    A desqualificação do opositor não dá a vitória no debate, nem vou me dar ao trabalho de contestar o pseudoargumento.

Cenossaum

26 de janeiro de 2012 às 19h50

vamos ficar contando os mortos até 2014 ou vamos acabar com essa desgraça já?

Abaixo-assinado Plebiscito pelo Impeachment do Governador Geraldo Alckmin

Nós, cidadãos paulistas, representados no Governo do Estado de São Paulo pelo Sr. Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, pedimos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pela realização urgente de um plebiscito que decida pelo impeachment do governador.

Embora 50,63% dos cidadãos paulistas tenham acreditado que o Sr. Alckmin tivesse capacidade de retornar ao governo para este atual mandato – seu terceiro no governo em uma década -, o que se sucedeu da tomada da posse foi a continuidade do recrudescimento das atitudes não democráticas, autoritárias e corruptas, que já vinham sendo construídas desde seus primeiros mandatos no governo, e que cresceu com seu antecessor (e sucessor do seu segundo mandato), o Sr. José Serra.

Ainda em seus primeiros mandatos, no início dos anos 2000, escândalos envolvendo a Nossa Caixa, então pertencente ao Governo do Estado de São Paulo, foram abafados e jamais esclarecidos. Cerca de 30 milhões de reais em contratos de publicidade caducos foram desviados em esquemas de favorecimento para a base aliada do governador.

No segundo mandato, em contratos para o metrô da cidade de São Paulo envolvendo a Eletropaulo, a Alstom teria dado em propinas para a base do governo ao menos 40 milhões de reais em esquemas de favorecimentos. Não só bastasse isso, descobriu-se que licitações – envolvendo bilhões de reais – das linhas Amarela e Lilás foram falsas, já que já se sabia dentro do governo quem seriam os "vencedores".

Deputados estaduais da oposição tentaram criar várias CPIs para investigar não só estes casos, como inúmeros outros. Abusando do poder executivo e indo contra a Constituição, o Sr. Alckmin barrou a criação de quase todas. Seu sucessor de então, o Sr. Serra, conseguiu que sua base parlamentar na Assembleia Legislativa criasse, por lei, mecanismos que dificultam a criação de CPIs.

Agora, em seu terceiro mandato, o Sr. Alckmin incorporou a postura violenta do Sr. Serra e aprendeu a fazer o uso extremo da força policial a seu dispor. Numa grave sequência de atitudes intransigentes e que ferem inúmeros princípios da Constituição Brasileira, dos Direitos Humanos e da liberdade de imprensa – pra falar no mínimo -, o Sr. Alckmin protagonizou a guerra contra os estudantes da Universidade de São Paulo, contra o bairro da Luz, na cidade de São Paulo, e contra a ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Em todos esses casos, seus representantes, os pliciais militares, não estavam com as devidas identificações e, quando puderam, confiscaram câmeras e celulares que estavam registrando as ações.

As maiores mídias do estado e do país não só noticiaram os fatos com extrema parcialidade, como houve exemplos absurdos de adulteração das informações. Graças a equipamentos milagrosamente não confiscados e graças a relatos de pessoas que estiveram nesses locais, tivemos acesso às verdades e aos interesses por trás das ações.

No caso da Universidade de São Paulo, o Sr. Alckmin está colhendo os frutos que plantou no início dos anos 2000, quando resolveu por dar início a uma paulatina redução orçamentária da Universidade, que intensificou seu sucateamento e evidentemente obrigou a diminuição da Guarda Universitária, dando respaldo à entrada da Polícia Militar no campus da capital. Uma vez dentro, a Polícia Militar do Estado de São Paulo passa a ter plenos poderes coercitivos necessários à proteção de um governo que sabe que está agindo a plenos poderes não democráticos.

Nos casos dos bairros da Luz, na capital, e de Pinheirinho, em São José dos Campos, as ações foram puramente por interesses imobiliários-especulativos que envolvem aliados de peso. As ações – todas bem registradas apesar das investidas contra – estão sendo analisadas por comissões nacionais e internacionais, por ferirem princípios básicos da vida e da democracia.

Pessoas estão morrendo e a mídia não está noticiando.

Este governo do Sr. Alckmin não nos representa.

Pedimos, já, por um plebiscito que decida pelo impeachment do governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho. A democracia tem que voltar ao estado de São Paulo.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=impeachm

Responder

Creuza Maciel

26 de janeiro de 2012 às 19h27

É inacreditável!
Vejam este video que saiu no Blog dilma13:
http://dilma13.blogspot.com/2012/01/o-pinheirinho

Responder

André

26 de janeiro de 2012 às 19h25

A juíza é linda…

Responder

Marcelo

26 de janeiro de 2012 às 19h07

Sempre digo a quem quiser ouvir, – sou professor – que Deus me livre se um dia precisar da justiça – minúscula mesmo – deste país. Nem as agruras da pior masmorra são piores que as INJUSTIÇAS de ver, sentir, ouvir e seja lá o que mais, deste "Estado que não é Nação", só pra ficar ainda com Renato Russo, na música "Perfeição". Não é exagero de minha parte a comparação com uma masmorra. A única diferença é o sofrimento físico do mental e psicológico. Imaginem a tortura para o resto da vida quando você – qualquer cidadão, seja pobre ou rico – percebe que a justiça foi INJUSTA com o que mais tem apreço, a vida por exemplo? Para não citar milhares de situações relacionadas àquele que deveria ser defendido e não execrado pelo poder das INJUSTIÇAS, o POVO! – com maiúscula mesmo…

Responder

kimparanoid

26 de janeiro de 2012 às 19h03

E os advogados do Naji Nahas nem tiveram que se dar ao trabalho de descer do carro e sujar seus sapatos para participar da "cerimônia" de reintegração de posse.

Os seus servis despachantes — juíza Márcia Loureiro, juiz Rodrigo Capez e comandante da PM
Manoel Messias Mello — estavam a postos para entregar o Pinheirinho de bandeja.

Triste, muito triste…

Link para a reportagem da TV Vanguarda, afiliada da Globo, representante do PIG no Vale do Paraíba: http://www.vnews.com.br/video.php?id=14340

Responder

    Jr.

    27 de janeiro de 2012 às 02h02

    Que vergonha para um juiz fazer um papel desses!
    Mas, deve ter tido muito $$$ nesta história!

Antonio

26 de janeiro de 2012 às 19h02

Essa juíza e o sr Alckmin devem ser jagunços do bandido Nahas.

Responder

Marcelo de Matos

26 de janeiro de 2012 às 18h57

“Mas, uma coisa é certa e incontestável: um juiz, ao julgar ou dar liminares, atua como representante do povo”. Essa afirmação é errada e o Dr. Walter sabe perfeitamente disso. Quem atua (ou deveria atuar) como representante do povo é o parlamentar. O juiz atua como aplicador da lei: pode até suprir suas lacunas, mas, dentro dos lindes do sistema jurídico, nunca como arauto da vontade popular. Requerida a reintegração e atendidos os pressupostos legais o dever do juiz é concedê-la. Não lhe compete perquirir se a lei é justa ou injusta, como não é sensato desprestigiar uma juíza que agiu profissionalmente, apenas aplicando a lei. Nem o Dr. Walter, um ex-magistrado, deveria fazê-lo, mas, cada um é cada um. A reintegração de posse existe para garantir o direito de propriedade, previsto na CF. É claro que, muitas vezes, perpetram-se iniquidades e o Pinheirinho é um exemplo eloquente disso. Então, os representantes do povo devem criar uma nova ordem social. Enquanto não o fazem, poupemos ao menos o Judiciário.

Responder

    luiz pinheiro

    26 de janeiro de 2012 às 19h58

    Marcelo, todo agente que atua em nome do Estado, em última análise, atua em nome do povo. Inclusive o policial truculento que bate no pobre. Se ele está fardado pelo poder público, está, embora lamentavel e criminosamente, atuando em nome do povo. É o povo que paga o salário dele, a farda dele, o cassetete dele. Estou falando pela tese da democracia. É claro que, na prática, o Estado, em geral, atua conforme a vontade da elite, da oligarquia, do megaespeculador. Não podemos aceitar mais isso. O governo Lula, e agora o governo Dilma, são o ponto de partida para um Estado que enfim atue pelo povo,e não pela elite. Nesse episódio do Pinheirinho, o governo federal tentou evitar. não conseguiu. Não compactuo com a incompreensão radical e/ou hipócrita dos que querem jogar tudo no mesmo saco.

    Zé Francisco

    26 de janeiro de 2012 às 22h17

    kkkk, só recebeu negativo, ninguém responde mais às besteiras, graças a San Escrivá! rsrs.

    Gaucho

    26 de janeiro de 2012 às 23h20

    Os direitos à moradia e à dignidade humana não estão previstos na CF? Onde está escrito que o direito a propriedade se sobrepõe aos demais? A juíza não agiu profissionalmente, pelo contrário, agiu assodadamente ao não esgotar todas as possibilidades de composição do conflito. Você também deve achar que aquela juiza do Pará que confinou uma menor numa cela com vários bandidos agiu "profissionalmente", e ainda quer que poupemos o judiciário, faça-me o favor…

    Sofia

    27 de janeiro de 2012 às 06h56

    Estamos todos carecas de saber que o Judiciário tem suas frestas e portinholas de saída rápida. Então, menos, Sr. Marcelo. Com certeza, as atribuições de um juiz não o obrigam a cumprir uma lei de modo cego, sem averiguar as condições do cumprimento dessa lei.

    Onofre

    27 de janeiro de 2012 às 09h16

    O juiz é sim um representante do povo, pois ao julgar ele atua em nome do povo. O poder que o juiz tem é delegado pelo povo. Todos os membros dos três poderes do Estado representam o povo, pois é este que lhes confere o poder para atuarem. A CF é clara nisso: Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Ou vc pensava que o poder do juiz advinha do fato dele ter passado em concurso público? O Dr. Walter está corretissimo em sua observação. Há juizes de maior graduação que nem mesmo fazem concurso, são simplesmente indicados pelo chefe do poder executivo. Sabia disso ,né?

    Caracol

    27 de janeiro de 2012 às 10h17

    Você diz: "Poupemos ao menos o Judiciário".
    Emocionante, essa sua sensibilidade, correção, retidão, senso de justiça, equilíbrio, civilidade, generosidade, magnanimidade… enfim, todas características de nossa sociedade.
    Agora… quem é que vai "poupar" as 1600 famílias do Pinheirinho?

    RicardãoCarioca

    27 de janeiro de 2012 às 14h56

    Juízes e juízas não teriam a obrigação de saber que NÃO SE PODE TOCAR TERROR EM CRIANÇAS? Por acaso, é certo autorizar cacetete, cachorros, bombas de efeito moral, helicópteros rasantes e tiros, ainda que de borracha, NUM AMBIENTE COM CRIANÇAS?

    Reintegração de posse é mais importante do que o bem estar das crianças?

    Se eu fosse do MP, entraria com ações, não apenas na seara dos direitos humanos, mas também do Estatuto da Criança e do Adolescente contra o governador xuxu, o prefeito de SJC, a PM e aos juízes paulistas envolvidos nesta operação desastrosa.

    Levaria o caso à ONU, OEA, Human Rights (aliás, cadê eles? Só se pronunciam quando bandido morre mesmo…) OAB (essa aí é outra) e STF.

Guanabara

26 de janeiro de 2012 às 18h48

Texto e opinião que casam com o que venho falando tem tempo:

1) O Judiciário é o PIOR dos 3 poderes, exatamente por agir politicamente, porém, sem ter qualquer legitimidade democrática. Em suma, serve à elite, dona do país (a Globo invadiu um terreno na zona sul de SP e nada aconteceu…);

2) Se o Judiciário é, portanto, um poder político, que tenha eleições diretas pelo povo para seus cargos. Digo isso, uma vez que o Judiciário tem um poder de interferir em decisões dos poderes legislativo e executivo, estes, sim, eleitos pelo povo, no que sempre me lembra o "poder moderador" dos tempos do Império.

3) Não se pode justificar qualquer ação simplesmente por ela estar escrita em um pedaço de papel. O que se viu (com dificuldade, devido à censura feita pelo própria imprensa, auxiliada pela PM paulista do governo Alckmin) foi uma barbarie, justificada por uma lei que protege a elite e só é cumprida quando interessante a essa própria elite.

4) Eleições DIRETAS para o Judiciário JÁ! (Lula sempre falou que precisa-se "abrir a caixa preta do Judiciário". Eis, agora, mais um motivo).

Responder

    luiz pinheiro

    26 de janeiro de 2012 às 20h02

    Pois é, na Bolívia já estão fazendo, nos EUA fazem há muito tempo. Acho que essa é yuma idéia que deve ser aprofundada, deve prosperar.
    PS – Concordo total que o Judiciário é o pior dos tres poderes. E olha que a concorrência é dura…

    José Vitor

    26 de janeiro de 2012 às 20h02

    É o que acho também. Acho uma bobagem essa reforma política que estão fazendo. Muito, mas muito mais urgente é uma reforma do judiciário.

    Gaucho

    26 de janeiro de 2012 às 23h05

    Se eleição direta fosse solução não teríamos senadores e deputados bandidos e nem governadores e prefeitos como Alckmin e Kassab. A verdade é que o Lula ficou oito anos no governo e não conseguiu(ou não quis) fazer uma reforma de verdade no Judiciário, assim como não fez reforma política e tributária. Esta Juíza não agiu sozinha, teve respaldo do governador e do prefeito (eleitos pelo voto direto).

pap

26 de janeiro de 2012 às 18h22

Impunidade para o "intocavel" nagi nahas, megavalorização de diploma universitario,profissionais(ainda mais operadores de direito) transformados em "superpotencias" e "mestres do universo", policia herdeira da ditadura de 64, laxismo com a questão da população que precisa de moradia:

Eis os "atores de mais uma cronica de tragedia anunciada"!

Responder

eunice

26 de janeiro de 2012 às 18h15

Na prática a Justiça trama muito por trás. A Justiça é mais política que justa. É que ninguém fica sabendo. Eles tramam operações. Essa foi uma operação planejada. Agora já é outro nível. O dono já detem a posse. Mesmo que se recompense os invasores com alguma casinha, o valor foi recuperado. É pra isso que a Injusta trabalha, pelo patrimônio, em primeiro lugar,claro.

Responder

Adir Tavares

26 de janeiro de 2012 às 18h14

E a pergunta que não quer calar:

Os terrenos de Pinheirinho foi passado para o estado de São Paulo em 1969 quando um casal de alemães morreram lá assassinados e não não tinham herdeiros… A questão é como essa propriedade foi parar na mão de Naji Nahas? http://bit.ly/xFJUP1

Responder

    José Vitor

    26 de janeiro de 2012 às 20h01

    Zatamente.

    Cadê as lesmas do PT que não vão atrás disso ???

alício

26 de janeiro de 2012 às 18h13

Afinal de contas é PELUSO ou PELUDO? Ajudem-me!!!!

Responder

    luiz pinheiro

    26 de janeiro de 2012 às 20h04

    A partir de agora, é também Pilatos.

Dinha

26 de janeiro de 2012 às 18h10

Audio bomba Azenha! Boechat solta o verbo! http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/um-comen

Responder

eunice

26 de janeiro de 2012 às 18h09

Foi tramado. FAzer o quê agora!

Responder

Almir

26 de janeiro de 2012 às 18h05

Código Civil é só pra rico. Código Penal é só pra pobre. No Brasil (ainda) é assim. Principalmente em SP.

Responder

augusto

26 de janeiro de 2012 às 18h02

Juizas ha que tão
mais pra carreirismo a qualquer custo. Ha outras mulheres juizas q devem estar incomodadas com a desenvoltura da colega.

Responder

Yarus

26 de janeiro de 2012 às 17h53

De Chaplin, para os homens sem alma
[youtube 3OmQDzIi3v0&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=3OmQDzIi3v0&feature=player_embedded youtube]
"Os que defendem que, em nome da lei, seis mil pessoas possam ser tangidas de suas casas, como se fossem animais, sem que, ao menos, antes de fazerem isso, se preocupem em ordenar, também, e com maior firmeza, que fossem tratados com dignidade, com respeito, que suas crianças fossem abrigadas, que suas vidas – arrancadas dos lares de oito anos – não fossem dilaceradas, deveriam ouvir as palavras de Chaplin nas cenas finais do filme “O grande Ditador”.

Um pobre barbeiro judeu, por ser sósia do ditador Hinkel, ditador da Tomânia, vai parar em seu lugar no momento de um grande discurso de guerra.

Chaplin reproduz, no seu primeiro filme falado, um sentimento que, quem dera, estivesse presente no coração dos homens que têm poder sobre a vida de outros homens, mulheres e crianças.

Quem sabe os doutos desembargadores possam ouvir o que diz o genial vagabundo, a quem Carlos Drumonnd disse: velho Chaplin, as crianças do munto te saúdam." http://www.tijolaco.com/de-chaplin-para-os-homens

Responder

Cenossaum

26 de janeiro de 2012 às 17h53

O autor do texto foi radicalmente infeliz na conclusão do texto.

O fato do PSTU ser solidário com a comunidade do Pinheirinho e conhecer os métodos da PM do Geradolf não implica em nada a tragédia, se eles previram o banho de sangue não significa que eles torciam por ele.

O PSTU, com todos os seus erros e acertos, está aí há 10 anos tomando bomba junto com favelados, sem-terra, estudantes e toda ordem de maus cabritos (que berram quando apanham) e eu não tenho notícia deles terem conseguido eleger um deputadozinho ou vereador sequer. (O único parlamentar do PSTU foi o Lindberg Farias que se elegeu pelo PCdoB se não me engano e mudou de partido).

Como será que o autor chegou a essa brilhante conclusão? Lendo os editorias da Folha e do Estadão?

Responder

    beattrice

    26 de janeiro de 2012 às 19h55

    O PSTU tem demonstrado uma fibra que um dia o PT falou que tinha.
    Agora os tempos são bem outros.

Helenice

26 de janeiro de 2012 às 17h51

"Os radicais do PSTU, que apostavam numa tragédia maior, devem estar a contabilizar futuros ganhos eleitorais."
Sinceramente, não deu pra entender a "textualidade". No final, o PSTU, que até então nem tinha sido mencionado, aparece como culpado?
Um dos princípios de coerência textual, o da relação, foi totalmente quebrado. Impressionante.
Sinto muito, mas parece que a incoerência textual é resultante da incoerência política.

Responder

    eunice

    26 de janeiro de 2012 às 18h07

    Acho que foi ironia sobre comentários maldosos da mídia sobre o PSTU. Tipo, o tiro saiu pela culatra para Geraldoff

augusto

26 de janeiro de 2012 às 17h51

gerson carneiro, teu raciocinio sobre o conluio nao é despropositado, tem boa chance de se encaixar.
Ha algum lugar, ou site ou o que seja onde se possa ver a quais credores foram afinal pagos os valores da massa falida?

Responder

Julio Silveira

26 de janeiro de 2012 às 17h49

Saber que o sujeito que te julga não está acima de qualquer suspeita é que dói.
Verificar que estamos sendo punidos por gente sob suspeita é dificil, ainda mais quando a vidas das pessoas está em jogo.
Amargura-me saber que existem instâncias no judiciario em que pessoas flagradas em delito possam contar com facilidades é dificil de engolir, é daquelas coisas que revoltam um cidadão trabalhador, pagador de impostos.

Responder

Cleverton_Silva

26 de janeiro de 2012 às 17h48

Demotucanos e banda podre do Judiciário como sempre na contra-mão. O pig abstraindo a população, até que algum mal a atinja, SP feudalizado, com a massa cheirosa seduzindo a "gente diferenciada", a (in)justiça de sumpaulo absolvendo e sepultando processos contra os verdadeiros bandidos. Podre judiciário com Gilmares, Mellos, Pardenglers, lalaus!!! Nepotismo, vista grossa para os crimes dos poderosos, aceitação de regalias e cadê o pig pra denunciar o Judiciário como faz com o Legislativo e Executivo (de forma parcial, frise-se).

Responder

Polengo

26 de janeiro de 2012 às 17h44

Mas vamos todo mundo olhar bem pra cara dessa fariséia, quem sabe alguém não encontra com ela por aí, algum dia…

Responder

Antonio

26 de janeiro de 2012 às 17h44

Este estado, prezado Wálter Maierovitch, é um estado cuja população dá de ombros para aquilo que não lhe afeta diretamente.
Por isso juizes, juízas como esta e outros detentores de mandato popular fazem o que bem entendem.
Só agem desta forma porque tem sido eleitos e reeleitos por uma população preconceituosa.
Um estado que tem uma elite que antes de ser preconceituosa é cruél.
Muito cruél!

Responder

Horridus Bendegó

26 de janeiro de 2012 às 17h44

Que país é esse?

Ora, um que nunca teve uma, uma sequer, guerra civil…

É típico de nossa gente.

Responder

Gerson Carneiro

26 de janeiro de 2012 às 17h37

Coincidência: a juíza Márcia Loureiro parece a procuradora Sandra Cureau, tanto fisicamente quanto na forma de atuar.

Responder

    Geysa Guimarães

    26 de janeiro de 2012 às 21h51

    Bem observado, Gerson.
    E no decote também."Bserve".

    André

    26 de janeiro de 2012 às 23h27

    Ela é linda…

    Bonifa

    27 de janeiro de 2012 às 13h56

    Parecem ser mulheres torturadas, Gersão. Cheias de complicados problemas existenciais. Isso confere uma certa beleza angustiosa. Precisam se afirmar entre seus amigos (entre seus amigos, não entre seus colegas) e se lançam com determinação à procura de afirmação pessoal entre os membros de sua tribo, passando por cima de qualquer coisa.

Paulo Pavaneli

26 de janeiro de 2012 às 17h37

A Justiça Brasileira não pode ser assim denominada… tem que ser chamada de justicinha brasileirinha… é uma vergoinha…

Responder

Gerson Carneiro

26 de janeiro de 2012 às 17h34

Tudo leva a crer que de fato há um conluio entre Governo Estadual (carregando no colo o prefeito de de S. J. dos Campos) & TJ-SP & Naji Nahas.

Para completar o escárnio o TJ-SP tratou rapidamente de emitir nota isentando o governador. O que só aumenta a crença na existência do conluio.

É questionável a atitude explícita do TJ-SP em tomar parte como defensor do governador. Levanta sérias suspeitas.

Uma vez que o TJ-SP agiu como integrante do polo ativo da ação, abriu brecha para que se possa concluir que todos os litisconsortes do polo ativo (Governo Estadual – prefeito de de S. J. dos Campos & TJ-SP & Naji Nahas) sairam ganhando, e quem se lascou mesmo foi o polo passivo composto pelo povo pobre de Pinheirinho.

A forma como vem se comportando o TJ-SP faz-me acreditar que o Estado de São Paulo criou um Poder Judiciário particular para legitimar suas arbitrariedades. E daí me faz crer na existência do conluio.

Outro caso escandaloso que fundamenta minhas suspeitas foi o recente caso do Juiz promovido a Desembargador e a simultânea exoneração do Delegado da Polícia Civil que o atuou em flagrante e o processou por desacato.

Responder

    beattrice

    26 de janeiro de 2012 às 19h54

    E nessa ciranda ainda entrou a PM do estado que emitiu spam
    acusando os moradores do Pinheirinho de todo tipo de absurdo.

    Bonifa

    26 de janeiro de 2012 às 21h01

    Essa nota do TJ parece ter sido feita sob encomenda do executivo paulista. E como certas figuras da Justiça estão se lixando para qualquer crítica, já que eles se bastam e se entendem acima da turba ignara e acima até de Deus, parecem ter concordado: "Manda tudo prá cima de mim que aguento tudo e não quebro. Deixa comigo!" Só que qualquer cidadão mediano sabe muito bem que o responsável por tudo foi o Governo paulista, que poderia ter impedido de mil maneiras a tragédia e não o fez. A Justiça entra neste caso hediondo na categoria de força auxiliar complementar, assim como a própria Polícia. Foi um caso de hunos modernos, que tomaram e repartiram um grande butim, sem qualquer piedade pelos vencidos.

Marcelo

26 de janeiro de 2012 às 17h28

O judiciario brasileiro não foi criado para defender o povo de injustiças . Infelizmente o judiciario brasileiro foi criado para atender interesses dos que ja detem o poder . Alegações legalistas e injustas são as explicações mais frequentes para suas decisões absurdas , esquecem o basico do direito , a lei serve ao homem , e não o contrario .

Responder

    demetrius

    26 de janeiro de 2012 às 18h06

    Lendo o seu desabafo, imaginei um militar da época da ditadura e vou dizer, a imagem casou certinho com seu desabafo

André

26 de janeiro de 2012 às 17h21

"Quantas vezes vi o pessoal do Pinheirinho ser manipulado por esses marginais que se dizem representantes dos fracos e oprimidos.

Trabalhei na GM e quantas, quantas vezes vi ônibus e mais ônibus com gente do pinheirinho chegar na porta da fábrica para fazer arruaças, até agredir trabalhadores, incitados pelos dirigentes que se dizem representantes dessa gente.

No link que coloquei abaixo, aparece o Marrom, Renatão, Toninho, Mancha e tantos outros fazendo passeatas usando o Pinheirinho como bandeira política. Esse povo foi usado por esses caras que têm salário e vivem as custas de promessas vazias a essa gente.

Desde 2004 a Justiça vem protelando essa decisão e agora chegou a hora da Justiça ser feita. "A Justiça tarda, mas não falha".

Trabalhei 32 anos na GM e tudo que tenho foi pagando impostos e cumprindo com os meus deveres de cidadão, não foi invadindo terras e formando quadrilhas para tomar posse do que é dos outros. Os mesmos caras que aparecem no vídeo, são os caras que estão afundando a nossa cidade com uma filosofia falida pelo mundo inteiro, o Socialismo.

A GM, por exemplo, deve ir embora de São José por conta de meia dúzia de dirigentes sindicais que ao invés de debaterem com a prefeitura e com a sociedade, políticas para geração de empregos, benefícios fiscais e a chegada de novas empresas na nossa cidade, ficam apoiando vagabundos e fazendo anarquias por todo lado. Por onde há uma baderna, lá estão eles (Marrom, Toninho, Renatão, Mancha, Vivaldo, Macapá, índio e também o pessoal de apoio, o Pinheirinho. Enquanto esses marginais estiverem à frente de entidades de massa, nossa cidade não vai se desenvolver. O governo federal, o governo estadual, o governo municipal e a sociedade de modo geral, têm que tomar ciência disso, antes que seja tarde. Essa anarquia está tomando proporções de caráter nacional e isso é muito ruim.

Resumindo: O Pessoal do Pinheirinho está nessa situação por conta das promessas vazias e incertas que esses dirigentes, que os usam, fizeram e agora pagarão um preço alto por isso, até mesmo com a própria vida, infelizmente. Mediante tudo isso, peço aos governantes que tirem essa quadrilha da frente desses movimentos para que possamos ter um pouco de paz e prosperidade nessa cidade, a começar pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. Assitam o vídeo abaixo e vejam sobre o que estou falando.

Abraço. "

[youtube wylQuE_rNf8 http://www.youtube.com/watch?v=wylQuE_rNf8 youtube]

Responder

    demetrius

    26 de janeiro de 2012 às 18h07

    lendo seu desabafo, imaginei um militar na ditadura e vou dizer, a imagem casou certinho com o seu desabafo, andré

    Gerson Carneiro

    26 de janeiro de 2012 às 18h08

    André,

    Em sua cegueira pelo ódio ao povo do Pinheirinho você não está observando as acusações que pesam contra o Presidente do TJ-SP e o Naji Nahas.

    Se em tua visão "a Justiça foi feita". Pergunto: em favor de quem?

    Leia o texto ao menos.

    Thiago_Leal

    26 de janeiro de 2012 às 18h21

    André, não culpe a vítima. Quem está fazendo o Pinheirinho sofrer tem nome, tem toga, tem mandato e tem farda – estes são seus colegas. Poderia ter sido você também, quem sabe. Não nos venha falar em nome de força policial para mencionar "justiça", por favor. Machuca nossos ouvidos uma palavra tão bela ser pronunciada por tipos assim; uma palavra de ideal tão elevado ser dita por gente tão vazia. Polícia não conhece justiça, nem honestidade, nem nenhum valor humano. Se o comandante mandar matar, vocês matam; simples assim. Marcha soldado, cabeça de papel; se não marchar direito, vai preso pro quartel. Autômatos não tem autonomia para discutir. Só para executar ordens e vidas. Se um integrante da força policial pensa diferente, ou simplesmente pensa, ele não deveria estar na polícia, seja ela qual for.

    francisco p. neto

    26 de janeiro de 2012 às 19h31

    Para começo de conversa vc é desinformado.
    O socialismo faliu no mundo inteiro? Acho que vc nem sabe o que é isso.
    Os países nórdicos (vc sabe o que estou dizendo?), todos são socialistas. E estão na merda?
    A GM fez dos seus neurônios o que nenhum cientista ainda conseguiu fazer: usar a linguagem binária.
    O mais estranho da sua revolta é vc se revoltar para um fato consumado da maneira que vc queria.
    Nem assim está feliz?
    Volte lá na GM e peça para o pessoal reprogramar os seus neurônios.
    Vá rápido, antes que ela vá embora.

    Denise

    26 de janeiro de 2012 às 22h29

    SEM COMENTÁRIOS!!

    Paulo

    26 de janeiro de 2012 às 23h37

    Nossa meu caro, você já percebeu que vivemos em uma sociedade??? se você não gosta do socialismo é melhor vc ir viver no meio do mato, lá não vai ter socialismo, pois não haverá sociedade. Só uma coisinha, o que esse glorioso prefeito fez por você?? já que vc paga os impostos, seus filhos estão sendo bem educados nas escolas publicas de SJC?? e os hospitais?? ahhh deixa eu te lembrar de uma coisinha bem relevante para a sua pessoa, os pobres você querendo ou não, tbm pagam impostos, tbm tem os mesmos direitos que você tem, agora, só por que um aproveitador estava no comando das negociações isso não quer dizer que aquelas familias não o direito de uma CASA descente.

    Eu estou enojado a muitos anos com essa prefeitura de SJC, o pessoal massacra a Ex. Prefeita por ela ser do PT, mas eu digo uma coisinha meu caro, não compare SJC de 1992 a 1996, pois a economia da cidade é totalmente diferente e isso muda muita coisa em uma administração publica, e você deve achar que Jacareí que fica ao lado deveria ser igual a SJC né, só que você se esquece que Jacareí que fica ao lado NÃO tem uma base da petrobras que dá bilhoes em impostos todos os anos e muito menos uma embraer sem falar de outras mega empresas que aqui tem, o Prefeito de SJC é um elitista e um higeonista canalha a mando do Governador, um pau mandado que só entrou na prefeitura por indicação do Ex Prefeito, esse prefeito que temos hoje é um LIXO, uma pessoa desmerece e falta com a verdade com a população de SJC, ele é tão cara de pau que xingou uma conterranea nossa, por falar mal do hospital de SJC, e ela tem toda razão, Agora venha cá, SJC é uma cidade RICAAAAAA.. grande, mas RICA.. pq nao temos uma saúde publica de QUALIDADE como a de São Caetano do Sul que é uma cidade exemplo para todo o brasil, pq não temos uma ótima educação publica?? outro dia mesmo tinha inumeras mães reclamando que o filho tinha que pagar pela copia da prova.. ABSURDO..

    Ve se abra mais os seus olhos e pare de ler a VEJA e as outras do GRUPO, e se for possivel pare de ver BBB tbm.

    Tenho uma enorme raiva de pessoas que pensam que são melhores que as outras. ( só pq eu trabalhei e paguei meus impostos.)

    Paulo

    26 de janeiro de 2012 às 23h39

    Aqui vai um video que mostra exatamente como o meu ( infelizmente ) trata os meus conterraneos, ela teve sorte que estava falando com ele por telefone, pq senão ele teria jogado a tropa de choque pra cima dela.
    OBS.: JD Morumbi fica próximo ao pinheirinho.
    http://www.youtube.com/watch?v=1IV1dKR2_IE

    LULA VESCOVI

    27 de janeiro de 2012 às 00h07

    Não entendi porque postou o vídeo,já que odeia tanto o PSTU.Gostei do que vi,só carro velho,todo mundo faceiro, não dando a mínima pinta que alguém estivesse ali recebendo dinheiro.Parecia o PT de vinte anos atrás.Só para lembrar,o PSTU é tão mirrado eleitoralmente,que não tem nenhum deputado federal(muito devido a sua correta recusa de fazer coligaçôes com quem quer que seja).Botar a culpa nesse absurdo episódio do Pinheirinho na conta do PSTU é se mostrar totalmente alienado da realidade.Força PSTU,PSOL,PCB,intelectuais radicais de esquerda e a todos que querem um outro mundo bem diferente desse que a gente tem.

    Francisco Hugo

    27 de janeiro de 2012 às 02h51

    André,
    duas dúvidas:
    Você pensa/sente assim porque passou 32 anos na GM ou você ficou 32 anos na GM porque sempre pensou/sentiu assim?

    Você já assistiu a “Um Dia de Fúria”?

    Em tempo: O vídeo mostra uma passeata/carreata pacífica e bem organizada. Apenas e factual. Não há crime.

    Romilda

    27 de janeiro de 2012 às 06h51

    Sorte sua de ter um emprego e não precisar morar no Pinheirinho. Sorte sua de não ser pobre e ser tratado como bandido. Azar o meu que estou muito bem informada sobre todo esse processo e fiz a besteira de ler os absurdos que você escreveu aqui. Você deve ter uma saudade danada da ditadura militar e do fascismo que reinou neste país durante aqueles 20 anos.

    José Ruiz

    27 de janeiro de 2012 às 08h20

    Oi André, o que você não consegue enxergar é que não existe emprego para todo mundo dentro da GM, muito pelo contrário, "todo mundo" foi convocado para cobrir o rombo no caixa da GM (a matriz). Você é um felizardo e não percebe isso. Ao invés de um mínimo de empatia e solidariedade com aqueles que não conseguiram chegar onde você chegou, independente do que isso representa, você tem ódio da sua condição. Essa raiva não tem nada a ver com as pessoas do Pinheirinho, PSTU ou seja lá de onde for. Isso está dentro de você. Reveja seus conceitos… aprenda a se amar… só assim você vai entender o que se passa no Pinheirinho e talvez ajudar a construir uma sociedade mais justa e solidária, o que retorna como grande benefício para você, afinal você vivem aqui, não em outro planeta.

    Onofre

    27 de janeiro de 2012 às 18h27

    Cara, vc trabalhou 32 anos na GM (imagino que já esteja aposentado) e decerto com salário razoável. Se deu bem na vida, pois nem todos tem a mesma sorte de trabalhar tanto tempo numa multi. O segredo desse seu sucesso também não vem ao caso aqui. Agora vc vem querendo tripudiar sobre os que não tiveram a mesma sorte sua! Pare de olhar para o próprio umbigo e veja à sua volta. Vc não é melhor que os outros, é um reles mortal que vai feder embaixo da terra.

M Couto Santos

26 de janeiro de 2012 às 17h21

Sou "pardo", nordestino (de Sergipe, com muitissimo orgulho), mas muito bem sucedido, moro num apartamento de quase R$1M, de frente para a praia, e tenho um bom carro… Visto-me bem e, os policiais aqui, da Praia Grande me cumprimentam com "Bom dia, Senhor…" (apesar de minha cor). Mas é assim…. BRANCOS, branquissimos como esta juiza, estão acima de qualquer suspeita ! "pardos", ou negros, como me defino, somente se estiverem MUITO BEM VESTIDOS, saindo de um apartamento de padrão (E AINDA SOU O SÍNDICO) e num carro de padrão (ainda podem te perguntar se és jogador de futebol ou pagodeiro). MAS NÃO ! Sou um funcionario de carreira de uma empresa, com muito orgulho. Mas olhem a cor da pele da dita cuja………..

Responder

    Maria

    27 de janeiro de 2012 às 12h59

    é a branca brasileira.

André

26 de janeiro de 2012 às 17h17

Não adianta.

Serviço público no Brasil, SÓ COM CONCURSO DE PROVAS E TÍTULOS.

Responder

Zepel

26 de janeiro de 2012 às 17h15

Mais um detalhe: ontem (25/01/2012) foi realizada a cerimônia(!?) de devolução da área do Pinheirinho para a massa falida. Ocorreu no próprio Pinheirinho, e contou com a participação do comandante da PM responsável pela ação policial, da juíza que concedeu a integração, do juiz Ronaldo Capez e outras "personalidades". Cada fez o seu discurso e, no final da solenidade, o documento de reintegração foi entregue aos advogados da massa falida. Detalhe: os advogados não saíram do carro. O comandante da PM, a juíza e o juiz caminharam até o carro no qual se encontravam os advogados e entregaram o documento pela janela do veículo. Tudo isso foi filmado e mostrado pelo PIG local (TV Vanguarda).

Responder

    Maria 1

    26 de janeiro de 2012 às 18h45

    Zepel, foi assim mesmo? Transmitiram isso pela TV? Tem o vídeo? Quer dizer que os representantes do "manda-chuva" sequer desceram do carro? Receberam o documento de graduados membros do executivo e do judiciário de SP (comandante da PM e juizes) através da janela do carro? Quanta deferência!
    É sempre assim em reintegração de posse? Ou esse caso, por suas "peculiaridades", mereceu esse tratamento "vip"?

    kimparanoid

    26 de janeiro de 2012 às 18h59

    Aqui o link para a matéria na TV Vanguarda (afiliada da Globo): http://www.vnews.com.br/video.php?id=14340

    O "juiz" Rodrigo Capez, na maior cara de pau, ainda falou de que não houve massacre, que tudo ocorreu numa "ação limpa". Inacreditável…

    Maria

    26 de janeiro de 2012 às 21h00

    Não é cara de pau é a maldade, a violência que está na mente, na alma e no coração.
    E os vídeos mostrando pessoas feridas é encenação? Os vídeos mostrando os policiais atirando contra o povo, são cenas de Guerra, dantescas. O mundo presenciou as cenas de guerra, a ONU já se manifestou condenando as ações bárbaras E querem cadeira no Conselho da ONU.
    Deveriam renunciar todos, estes discursos de Opus Dei estão acirrando ânimos. Ninguém tolera mis tanta afronta e desrespeito. É humilhante presenciar a barbarie e o jogar pessoas na rua.
    O Estado brasileiro é sgnatário na ONU de tratado e acordos para quando houver remoção ser com humanidade, devemos cobrar responsabilidade estas reintegrações está violando direitos humanos e instalando a barbarie no país. Todo mundo sabe como começa e não sabe como termina estas ações de violencia excessiva.

    andre i souza

    26 de janeiro de 2012 às 19h19

    Maria !, como sou de SJC, e sem querer me intrometer, a bem da verdade, respondo pelo sr. Zepel:

    Foi exatamente como ele expos. Já procurei no You Tube e no Vnews, que o portal da Vanguarda aqui no Vale, mas não achei o vídeo e nem o texto completo, como foi ao ar no jornal local da hora do almoço. o link é este http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=112825&amp… mas, como já disse, eles retiraram a parte que o sr Zepel se referiu, e nem o vídeo da solenidade está mais disponível. Bom, pelo menos, eu não achei.

    Um abraço.

    Maria 1

    26 de janeiro de 2012 às 21h10

    Obrigada, Andre, pelo retorno (e tb ao Kimparanoid pelo link). Conheço SJC. Uma cidade e tanto. Rica. Próspera. Lamentável a forma como seus administradores trataram despossuídos do município. Sequer por esperteza política foram capazes de uma ação qq que pudesse minimizar as perdas impostas pelo desfecho absurdo de um processo judicial que suscitou muitas indagações vinculadas à cadeia dominial da área chamada Pinheirinho, de triste e sinistro passado. Talvez algum dia sejam revelados todos os fatos que se seguiram à chacina dos legítimos donos. Afinal, a forma açodada e truculenta que usaram para solucionar um feito judicial que não demandava urgência atiçou a curiosidade de muitos bisbilhoteiros.

    Onofre

    26 de janeiro de 2012 às 22h07

    Como o próprio Maierovich, que é juiz aposentado, diz no texto, ele nunca viu uma conduta desta após o cumprimento de uma reintegração de posse. O espetáculo parece ter sido montado como um acinte à população. O normal é que após cumprida uma medida cautelar (no caso a reintegração) o oficial de justiça elabore um auto relatando os fatos e encaminhe este aos autos do processo onde o juiz e a parte interessada tomem conhecimento. O que se viu foi uma palhaçada.

    Marcos C. Campos

    26 de janeiro de 2012 às 19h52

    Caracs !!! Isto é que é lamber o sac. do figurão !!! O Naji estava lá também (escondido no banco de trás fumando um charutinho e contabilizando os lucros ?) ?

    Brincadeira , que coisa mais servil.

    Ai, Boris, isto sim é uma vergonha … o resto é o resto.

    Lenin

    26 de janeiro de 2012 às 21h56

    Zepel,meu caro,vc acaba de narrar o mais absurdo e patético servilismo protagonizados por autoridades…Maierovitch deve ter ficado minutos sem palavra ou reação.

sergio

26 de janeiro de 2012 às 17h15

Belo artigo, resmue a posiçaõ da justiça quando se trata de pobres.

Responder

M Couto Santos

26 de janeiro de 2012 às 17h13

É BRANCA, branquissima, né ???

Responder

Fabiano

26 de janeiro de 2012 às 17h13

Eu não entendi a última frase, atacando o PSTU, que "apostava numa tragédia maior (?).

Responder

    beattrice

    26 de janeiro de 2012 às 19h52

    Também não.
    E ainda faltou incluir na roda o governo federal
    que não desapropriou o Pinheirinho por que razão mesmo?

    Paulo

    26 de janeiro de 2012 às 23h57

    Pelo o que eu entendi, o governo federal tem que ter o aval do governo e municipio, só que nenhum dos dois ajudaram nem ao menos quiseram negociar, olha que o governo federal tentou, marcou uma reunião com todos os envolvidos e a prefeitura se negou a ir.

    José Vitor

    26 de janeiro de 2012 às 19h57

    Os radicais do PSTU, que apostavam numa tragédia maior

    Também achei isso aí absurdo. O conluio tucano-judiciário pratica um claro ato nazista e ele ainda arranja jeito de criticar o PSTU ? Fala sério…

    Fernando

    26 de janeiro de 2012 às 20h14

    O Élio Gaspari também botou a culpa no PSTU pra livrar a cara dos tucanos.

    É mole?

    Vlad

    26 de janeiro de 2012 às 20h23

    Um dos dois únicos partidos decentes e COERENTES, juntamente com o PSOL, e o playboyzinho ex-secretário do FHC ataca sem conhecimento de causa. Mais um vassalo da governabilidade prostituta petista.

    simas

    27 de janeiro de 2012 às 06h54

    … nos velhos tempos da Convergência, eu ainda aceitava as afirmações "trepidantes" dessa corrente. Depois, com a verdadeira traição política q deu margem ao PSTU… Convenhamos, heim? Fica, sim, essa turminha, sedenta por um momento qq, pra destilar o recalque, particular, acumulado. Enqto esse momento qq não aponta…. curte frustração, doentia. E dessa forma se vai navegando. Mto triste a gente ver aquela velha tendência, q se propunha combativa, em suas demonstrações…. patogênicas; ou eleitoreiras, mesmo.

    José Ruiz

    27 de janeiro de 2012 às 08h06

    Também achei a frase inadequada… o efeito, porém, pode ser o contrário do (talvez) pretendido pelo autor: enquanto um bate e o outro fica de blá, blá, blá, os "radicais" do PSTU estão figurando como os únicos que de fato carregam as bandeiras do povo..

augusto

26 de janeiro de 2012 às 16h55

Depois tem quem diz que mulher tem mais sensibilidade.
Ninguem disse a quê.

Responder

Jairo_Beraldo

26 de janeiro de 2012 às 16h52

Pano rápido. “QUE PAÍS É ESSE ?”

ESSE É O PAÍS DA HIPOCRISIA. Um pais instalado em um local de riquezas imensas, mas pobre de "autoridades". Até a presidente, que antes se gabava de ter tirado 30 milhões de brasileiros da miséria, cedeu aos encantos do poder dos sórdidos que querem a pobreza extrema da população e a segregação social e racial.

Responder

    Cenossaum

    26 de janeiro de 2012 às 17h57

    É lógico que o responsável pela barbárie é o Geradolf, mas não esperava nada diferente dele.

    Agora a presidenta decepcionou enormemente. Faltou a coragem que a vida quer

Scan

26 de janeiro de 2012 às 16h51

Os dejetos togados desse país dão vontade vomitar.
Impressão minha ou ela lembra a Quirrô?

Responder

Xad Camomila

26 de janeiro de 2012 às 16h47

EM TEMPO – O PELUSO NEGOU A LIMINAR PARA SUSPENDER A REINTEGRAÇÃO ONTEM (25)

Agência Estado – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, recusou um pedido da Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais de São José dos Campos para que fosse suspensa a desocupação da área de Pinheirinho. Alegando razões técnicas [Súmula 267 – STF], Peluso determinou o arquivamento do mandado de segurança proposto pela entidade. De acordo com o presidente do STF, o Supremo não pode analisar o caso até que sejam esgotadas as possibilidades de recurso nas instâncias inferiores da Justiça. "Inviável o pedido", concluiu Peluso. Na ação protocolada no STF, a associação tinha pedido a concessão de uma liminar para que fosse determinado à Polícia Militar e à Guarda Municipal de São José dos Campos que suspendessem a desocupação da área cuja posse é reclamada pela massa falida da empresa Selecta. Desde 2004 o terreno era ocupado por mais de 1,5 mil famílias sem teto. A operação para desocupação da área iniciou-se no final de semana e envolveu uma intensa disputa judicial. O caso passou por varas de Falência e Cíveis, pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, pela Justiça Federal e pelo STJ, que anulou o processo. Foi instalado o que é conhecido nos meios jurídicos como um conflito de competência, ou seja, foi criada uma dúvida sobre se o assunto deve tramitar na Justiça Estadual ou na Federal. No mérito, a associação pedia que o Supremo determinasse que o caso fosse julgado pela esfera federal.
http://www.dgabc.com.br/News/5938384/stf-nega-sus

Responder

    alexandre

    26 de janeiro de 2012 às 20h50

    seria de se esperar que um juiz se interasse da situacao do caso ao julgar ,alem de só copiar e colar
    o que está num vade mecum da vida, para justificar seu voto mecanico.

    Bonifa

    26 de janeiro de 2012 às 21h14

    Todas estas pessoas parecem-nos prontas para autorizar o desembarque das tropas da OTAN nas praias brasileiras. E haja sacrifício para organizar uma resistência interna aos invasores e a seus colaboradores locais!

    edv

    26 de janeiro de 2012 às 21h10

    " … de acordo com o presidente do STF, o Supremo não pode analisar o caso até que sejam esgotadas as possibilidades de recurso nas instâncias inferiores da Justiça…"

    Mas dois Habeas Corpus em 48 horas, sem "passar pelas instâncias inferiores da Justiça", aí … pooode!

    Depende pra quem…

    luiz pinheiro

    26 de janeiro de 2012 às 21h45

    Cesar Pilatos lavou as mãos.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.