VIOMUNDO

Diário da Resistência


Gushiken enfrentou desonestidade do procurador-geral
Política

Gushiken enfrentou desonestidade do procurador-geral


14/09/2013 - 07h30

O ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, denunciou Gushiken ao STF no inquérito que deu origem à Ação Penal 470

Morreu Gushiken, um líder nacional

Como poucos, ele tinha a coragem de ser, de dizer e de fazer.

Ser militante sindical numa família japonesa não era fácil, Gushiken teve a coragem de ser.

Ser de esquerda na época da ditadura militar não era fácil, Gushiken teve a coragem de ser.

Enfrentar uma demissão no Banespa por causa da militância política.

Enfrentar um câncer que lhe atrapalharia a vida.

Liderar a maior greve dos bancários que o Brasil já teve e depois organizar o Partido dos Trabalhadores, ajudar na fundação da CUT, liderar o PT e ir para o governo do presidente Lula para ajudar a mudar o Brasil e ainda conseguir tempo para cuidar dos filhos, tudo isto Gushiken enfrentava e fazia ao mesmo tempo.

Dedicar a vida ao mandato parlamentar, combinar as campanhas para deputado com as campanhas para prefeitos, governadores e presidentes, principalmente ajudando Lula.

Já bem doente e com Lula presidente, Gushiken também teve que enfrentar a desonestidade do Procurador-Geral da República e a má-fé da imprensa no famigerado processo da Ação Penal 470, que a mídia apelidou de mensalão, quando todos sabiam que Gushiken era inocente, como foi comprovado pelo Supremo Tribunal Federal anos depois. Gushiken resistiu com dignidade.

Gushiken morre no dia 13. Data simbólica que lembra o partido que ele ajudou a criar e a tornar o maior partido de massa que o Brasil já teve.

Neste sábado, dia 14, os militantes e amigos de todo o Brasil e do mundo, estarão prestando suas homenagens a Gushiken.

O Partido dos Trabalhadores (PT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional dos Bancários (Contrad-CUT), o Sindicato dos Bancários de São Paulo e todos os militantes sindicais e partidários estamos de luto.

Nossas condolências e solidariedade a toda Família de Gushiken. Sua esposa Bete, que também militou nos bancários, seus filhos que conviveram com o Sindicato e com tantas reuniões, e seus irmãos e demais familiares. Nós nos sentimos como parte desta enorme família.

Sabemos que todos têm orgulho do exemplo de vida que Gushiken representa. Tantos os familiares, a colônia japonesa, como os colegas do Banespa, os bancários de todo o Brasil, os militantes da CUT e do PT.

Somos todos Gushiken!

Vagner Freitas

Presidente Nacional da CUT





44 comentários

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Manoel Teixeira

15 de setembro de 2013 às 21h08

E Pizzolato, pediu desculpas a Gushiken?
Ele fez parte, no início das acusações, a tentar incriminar Gushiken. Este assunto é pouco lembrado.

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assalariado.

15 de setembro de 2013 às 15h45

A única vez que vi pessoalmente o Sr. Gushiken, foi quando veio ao diretório do PT da cidade que moro. Nesse dia, ele nos presenteou com uma atitude digna de um militante assalariado, com mandato, a serviço das bases do partido, que antes (de fato) era dos trabalhadores.

Veio trazer numero por numero, do que entrou e do que saiu de dinheiro no seu mandato como deputado, ( verba de gabinete + seu salário + numero de assessores + …). Eu, à época, como militante/ filiado, fiquei surpreso com essa atitude de prestar contas de seu mandato. Foi nesse dia que percebi/ aprendi, a importância de como um verdadeiro membro de um partido de esquerda, deveria/ deve, se comportar com mandatos, de fato popular.

Sim, as esquerdas (as ideológicas, não os carreiristas/ oportunistas), ficaram desguarnecidas. Porém, nada que impeça, fazermos o Brasil se revolucionar num país Sociedade/ Estado Socialista.

Abraços Sinceros, para Gushiken e Família.

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Urbano

15 de setembro de 2013 às 14h07

Há momentos que até se confundem…

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Eunice

15 de setembro de 2013 às 14h00

Ótimas lembranças de Gushiken na quadra do sindicato. Ótimas lembranças de sua discrição e capacidade de trabalho no preparo das questões e votações. Lembranças das noites viradas trabalhando e escrevendo. Muito inteligente e trabalhador.Paciente para ensinar os mais novos, repetindo muitas vezes as questões.Uma vida boa é uma vida lutada fraternalmente.

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edir

15 de setembro de 2013 às 08h40

Com o tempo näo vamos ficando sózinhos pelos que se foram, vamos ficando sózinhos uns dos outros !!!

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Isidoro Guedes

14 de setembro de 2013 às 22h48

Ser de esquerda não é fácil e nem nunca será. Ser de esquerda significa abdicar do individualismo e dos interesses próprios para lutar por uma sociedade justa, digna e solidária. Para lutar por todos e não apenas por si. Muitas vezes sacrificando sua vida privada e sua família.
Ser de esquerda significa estar preparado para os ataques, para as calúnias, para o ódio, para as incompreensões e para as perseguições daqueles que querem que as injustiças do mundo sejam perpetuadas e sigam intocadas. E que a exploração do homem pelo homem continue a ser vista (e tolerada) como coisa normal e essencialmente natural.
Ser de esquerda é o que Gushiken soube ser e soube viver.

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    Mário SF Alves

    15 de setembro de 2013 às 11h56

    E nos dias que correm, prezado Isidoro Guedes, eu diria que ser de esquerda é ainda bem mais do que isso. Nos dias que correm, companheiro, ser de esquerda é zelar pelo futuro da Humanidade. É combater a voracidade do capitalismo ambientalmente insustentável e que, sim, de fato, agride o presente e ameaça assustadoramente o futuro. É combater a espionagem eletrônica e a respectiva supressão da privacidade individual. E mais, ser de esquerda é combater o pensamento único [e a fábrica de guerras de rapina] engendrado pelas grandes corporações e imposto autoritariamente pela mídia igualmente corporativa e seus papagaios de pirata.

Luís CPPrudente

14 de setembro de 2013 às 22h31

No STF há delinquentes, caso de Gilmar Dantas, por exemplo, que ajudaram a matar Luiz Gushiken.

O STF tem que se expurgar e tirar o lixo de dentro de si, só então o STF fará justiça a quem morreu injustiçado.

O trio Gilmar Dantas, Joaquim Batman Destemperado Barbosa, e Fux Mato No Peito, é a coisa podre do STF.

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AlvaroTadeu

14 de setembro de 2013 às 21h03

Quero responder a Isolda Campos que atacou Luís Gushiken. Conheci Gushiken pessoalmente, quando ele era apenas um sindicalista que lutava para democratizar o Sindicato dos Bancários de São Paulo e botar os pelegos para fora. Isolda, você é uma prostituta da palavra. Ignorante e arrogante.
Alfafa para você e seus amigos tucanos.

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renato

14 de setembro de 2013 às 17h38

Um grande abraço a Gushiken, cabra porreta.
Não se entimidou com a vida, enfretou a morte
Se pegaram os dois, se tramaram no cacete,
bordoada daqui bordoada dali, a morte no chão
Gushikem com o pé na garganta, por outra ora
a morte dava uma chave de braço, e nesse embolasse
que levantava poeira, lá se foram os dois…
fizeram as pazes.
Olharam para trás e abanaram com a mão.

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waldecy carlos dionisio

14 de setembro de 2013 às 16h53

Em algum momento da história as velhas loucas ou porcos do castelo que no julgamento da AP 470 fizeram da Corte Suprema um bordel vagabundo enfretarão seus demônios e opinião pública, até porque os medíocres são covardes!

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Preto Velho

14 de setembro de 2013 às 16h32

Luís Gushiken enfrentou dois cânceres: um afligindo seu próprio corpo, e outro afligindo o corpo da nação.

O primeiro era combatido pelo corpo, o outro manipula e libera a habitual serotonina (des)informativa para manter o corpo nacional em eterno torpor.

O primeiro era localizado nos testículos, provavelmente por estar o “china” de saco cheio de tanta injustiça. O segundo está localizado no cérebro do poder, nas entranhas da sociedade, como um sistema nervoso parassimpático responsável apenas por sustentar-se em detrimento do corpo no qual está inserido.

O câncer de Luís Gushiken era benigno? Não sei.

Mas o câncer que nos incomoda, na forma de pessoas com muito poder e nenhum escrúpulo, com certeza é maligno e está em franca metástase.

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Julio Silveira

14 de setembro de 2013 às 15h02

Realmente é uma pena o Gushiken não poder ter o reconhecimento como bom brasileiro que merece. Mas é perfeitamente compreensível quando pensamos numa coisa chamada destino. O destino, que as vezes é ingrato com outros inocentes, também foi ingrato com o Gushiken. Ele merecia ter vivido em companhia de pessoas que honrassem as suas historias e trajetórias como ele o fez. Teve seu brilho ofuscado e sua honestidade e simplicidade desconhecida e sem reconhecimento justamente por acreditar que todos eram como ele. Provou ser uma vitima inocente, mostrou que recebeu o fogo que era destinado a outros, merecedores, por ter estado na hora errada, com algumas companhias erradas, na rota das balas que não mudam trajetórias quando o atirador aperta o gatilho. A esquerda tem bons nomes, sabemos, e muitos não tão bons assim, como a cada dia fica mais evidente. Mas o Gushiken está e estará entre os bons, sabemos. Quem sabe um dia a história lhe faça justiça e retire duvidas que certamente ficam na cabeça de muitos, por pura maldade e desconfiança patológica, em virtude dos processos que sofreu e foi inocentado, reconhecendo-lhe as injustiças e generosamente reescrevendo o seu papel histórico para o bem da maioria da cidadania e consequentemente do nosso país.

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Antônio Ângelo

14 de setembro de 2013 às 14h44

Que Deus o leve para junto de si e o faça perdoar as injustiças sofridas neste mundo louco.

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Fernando A

14 de setembro de 2013 às 14h23

O ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, denunciou Gushiken ao STF no inquérito que deu origem à Ação Penal 470.
Onde anda o desonesto do procurador, ele quis servir a quem, quando denunciou Gushiken? Posteriormente a justiça o inocentou. Este é mais um tucano que o Lula indicou para a PGR, dendo uma de republicano. Republicanismo é lorota.

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Julio

14 de setembro de 2013 às 13h55

A vergonha da calunia e difamação que o pig e o psdb fazem contra o PT matou nosso QUERIDO COMPANHEIRO, isso jamais acontecerá com um deles, por mais que se diga a verdade,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

DESCANSE EM PAZ QUERIDO COMPANHEIRO, NÓS AINDA ESTAMOS AQUI PARA DEFENDER SEU LEGADO……

Antonio Fernando e Roberto Gourgel que Deus tenha piedade de voces….

Responder

Elias

14 de setembro de 2013 às 13h10

Eu trabalhava no centro de São Paulo nos anos 1980. Vi Gushiken pessoalmente várias vezes. Era líder nacional dos bancários. Eu o vi inclusive na grande greve que parou o Brasil. Tinha cabelos pretos ainda. Nunca nos falamos. Eu era um ninguém e creio que ainda sou. Mas eu tinha sonhos de ver um Brasil melhor e Gushiken não era um contemplador como eu, ele estava na luta e hoje posso dizer que realizou parte dos meus sonhos que sem dúvida eram seus também.. Nao lembro quem disse: “O homem é aquilo que ele deixa”. Com toda certeza, Gushiken deixou mais que sua bela biografia, ele nos deixou o exemplo da determinação, da coragem e da solidariedade. Lições de como a juventude pode construir a nação muito mais respeitada do que em seu tempo de líder sindical.

Sentimentos a seus familiares e a todos os que se identificam com a vida de Luiz Gushiken.

Elias

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Gerson Carneiro

14 de setembro de 2013 às 11h49

Excelentíssimo ministro Celso Mello,

Faça justiça.

A capa da Veja é breve. A História é eterna.

Responder

    Fernando A

    14 de setembro de 2013 às 14h41

    Gerson, só falta o ministro Celso de Mello, negar tudo o que defendeu. Aí amigo, vai virar esculhambação o STF

    Mário SF Alves

    15 de setembro de 2013 às 12h28

    Não vai, não. O que vai esculhambar é a natureza do dito julgamento. Será daqui por diante conhecido como o julgamento do “tudo [só] contra o PT”. É faca de dois gumes. Enfim, independentemente do resultado, o fenômeno PT encurrala a direita. Enfim, alguma evidência de q

Carlos Lima

14 de setembro de 2013 às 11h35

O mensalão não é um processo jurídico, é uma vingança, estes tribunais e braços como PGR, não são medidos pelo saber jurídico, é vingança e apadrinhamentos do tipo cachoeira, engavetadores e etc. O Luiz Gushiken foi de certo modo mais uma vítima do excremento que é hoje e sempre foi a mídia brasileira, sonegadores sem moral, más que mandam e desmandam nas instituições nacionais. Só a fortuna de uma dessas famiglias da comunicação ultrapassa a casa de 51 bilhões, se ganharam esse dinheirama toda do ponto de vista legal, passa longe de ser ético e virtuoso num país que até pouco tempo era habitado por desdentados e desnutridos, pode se entender que dinheiro da educação, saúde, segurança e etc. fora desviado para essa corja que não pagam nem o imposto devido ante ao amadorismo de governos que se quer tenham capacidade e coragem de cobrar-lhes a dívida, e que ainda os alimentam com tanto dinheiro. Subestimam o povo que assiste tudo como se existisse na nossa constituição algum paragrafo em que o governo é obrigado a transferir dinheiro para essa turma com obrigatoriedade funcional. Não se sabe como conseguem as CNDs para contratarem serviços públicos e ainda por cima receberem, isso é vedado a qualquer empresa brasileira exceto essas famiglias. O Gushiken foi sim uma vítima dos senhores donos da Casa Grande, no Brasil ainda há de haver um dia justiça que os puna sem receber empregos e nem promoções de celebridades numa troca anti ética.

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    Fernando A

    14 de setembro de 2013 às 14h39

    Não se sabe como conseguem as CNDs para contratarem serviços públicos.
    Clubes de futebol, por mais que lutem não conseguem essas CNDs, para receber créditos a que tem direito e outras receitas, não conseguem, em nome de igualdade. o que não é verdade. Como a Globo devendo mais de 615 milhões consegue receber verbas publicitárias do governo.
    Mas não é só culpa do governo. Receita Federal MPF e tribunais superiores eles tem transito livre. Essa sonegação da Globo vem de 2002. Onze anos de sonegação.

    Eunice

    15 de setembro de 2013 às 14h04

    O mentirão não é uma vingança.É uma atitude política calculada pela direita perigosa, genocida, ladra.

    Análise é bom.

Getulio

14 de setembro de 2013 às 11h26

Agora é fácil rendermos homenagem ao falecido Luiz Gushiken, em vida a imprensa “imparcial” o tratou como um marginal, a “Justiça” o inocentou tardiamente. Aqui neste momento estamos assistindo o STF na TV fazendo suas apresentações, é triste, mas torcemos que não faça uma grande injustiça na próxima semana. Ao nosso colega e irmão que se foi fique a certeza de luta contra as injustiças que ainda impera nesse mundo.

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trombeta

14 de setembro de 2013 às 11h18

Se a morte é inevitável uma das maiores virtudes de um ser humano é dedicar sua vida à causa da defesa dos direitos dos trabalhadores e dos excluídos.

Por sua dedicação parabéns e obrigado companheiro.

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MANREL

14 de setembro de 2013 às 10h29

GUSHIKEN, sempre esteve a frente, muito acima destes miseráveis.

Hoje, está ainda mais acima, no infinito.

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Bene

14 de setembro de 2013 às 10h13

Que Deus o tenha…combateu o Bom Combate, optou pelo lado da maioria simples…que a sua morte mostre as injustiças que se fazem neste pais….
Deus ilumine ….

Responder

FrancoAtirador

14 de setembro de 2013 às 10h12

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A CARTA DE GUSHIKEN A LULA

“Na voragem das denúncias abalou-se um dos pilares do Estado de Direito, o da presunção de inocência, uma vez que a mera acusação foi transformada no equivalente à prova de culpa.
Com base nesse preceito execrável buscou-se destruir reputações.
O clima político-eleitoral envenenado pela maledicência turvou o ambiente, contaminou as percepções e estabeleceu juízos distorcidos.”

Íntegra:

“Meu caro Presidente e amigo Lula,

A memorável vitória neste segundo turno é, em grande parte, fruto de suas virtudes e talentos pessoais.

Somente uma liderança forjada em genuínas lutas emancipatórias e dirigindo um governo que tem compromisso com a Justiça e a marca generosa da inclusão seria capaz de receber o significativo voto de confiança que lhe foi outorgado nas eleições.

No futuro, a história haverá de fazer o adequado registro desses avanços, dos momentosos acontecimentos, da força de sua autoridade e das conquistas civilizatórias de seu governo.

Estamos todos muito orgulhosos e honrados.

A sua reeleição significa um avanço no processo de identidade e autonomia política de grande parte da população mais humilde deste país que historicamente estiveram sujeitas à manipulação e a uma postura de subordinação. E, ao contrário de divisão, este desenvolvimento da auto-estima e a consciência de autonomia dos excluídos fortalecem o país como nação verdadeiramente integrada.

A meu ver, este é o fator que contribuirá decisivamente para que o ambiente beligerante que marcou a disputa eleitoral venha a ceder espaços para que o país esteja unido na busca por maior progresso e justiça social para o nosso povo.

Mas não devemos nos esquecer das lições da crise política deflagrada há dois anos. Esta experiência impõe na agenda uma profunda reforma política e a contínua modernização institucional, como forma de possibilitar maior transparência das atividades públicas e menor suscetibilidade do aparelho estatal às vicissitudes éticas inerentes ao jogo da política. Estes são, segundo penso, os positivos efeitos de purificação daquele processo.

Por outro lado, os aspectos deletérios daquela crise também não podem ser esquecidos. Na voragem das denúncias abalou-se um dos pilares do Estado de Direito, o da presunção de inocência, uma vez que a mera acusação foi transformada no equivalente à prova de culpa.

Com base nesse preceito execrável buscou-se destruir reputações. O clima político-eleitoral envenenado pela maledicência turvou o ambiente, contaminou as percepções e estabeleceu juízos distorcidos.

Naquela conjuntura, em julho de 2005, fiz questão de ser destituído da condição de ministro para que, em meio à crise política que se instalara, pudesse responder às acusações e evitar que as inúmeras ilações feitas contra minha conduta prejudicassem o governo. A elucidação dos fatos tem sido a luta incansável que travo, desde então, em defesa de minha honra.

Nos foros adequados tenho apresentado a minha defesa e as provas documentais da correção de minha conduta. Estou absolutamente tranqüilo que, no exame sereno e fiel dos fatos, restará provada, de forma cabal e definitiva, a minha integridade pessoal, bem como a dos funcionários da Secom.

Caro amigo Presidente,

Esta é também uma carta de agradecimentos e despedida.

Somos-lhe profundamente gratos, eu e meus familiares, pela confiança que depositou em minha pessoa nestes quatro anos de governo. Quero registrar também minha gratidão por um gesto generoso seu que está fixado na minha memória e que se refere a um fato aparentemente pequeno e trivial: o convite que me fez em maio de 2002 para ajudar na coordenação de sua campanha eleitoral, mesmo sabendo das enormes debilidades físicas às quais eu estava sujeito naquele momento.

Sabe o amigo que sempre encarei as etapas mais decisivas de minha vida como transitórias. Foi assim em 1986 quando deixei a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Em 1998, quando abdiquei de continuar no Parlamento, depois de três mandatos consecutivos, e dediquei-me à coordenação de sua campanha eleitoral, função a qual retornei em 2002, por ocasião da vitoriosa eleição presidencial. Sempre fui movido pela avaliação de que cumprido um ciclo, eu deveria perseguir novos desafios e trilhar outros caminhos.

Encerro a presente etapa com minha missão cumprida, razão pela qual formalizo meu pedido de exoneração, estando plenamente satisfeito com as mudanças que ajudei a implementar na Secom. O NAE está organizado e elaborou com extrema dedicação o Projeto Brasil 3 Tempos, o qual deverá oportunamente ser apreciado.

Registro, de modo especial, o diagnóstico e os estudos do NAE de que a Qualidade da Educação Básica, entre tantas prioridades, deve merecer a maior de todas as atenções pelo inegável poder de transformação da realidade social brasileira.

Com a nova fase que se configura na vida política do País delineia-se uma ampla renovação de dirigentes na Administração Pública Federal, movimento natural e positivo para o seu segundo mandato. Expresso minha firme convicção de que o segundo mandato terá um duplo sentido histórico. Sem dúvida, será um ciclo de reafirmação da democracia brasileira e da definitiva consolidação das bases para que o Brasil seja reconhecido pelo mundo como nação justa e próspera para todos os seus cidadãos.

A senhor, Presidente, meus votos de pleno êxito nesta empreitada histórica.

Cordialmente,

Luiz Gushiken”

(http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=9526&id_secao=1)
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Crônica da injustiça contra Luiz Gushiken

Por Washington Araujo

Florestas de papel foram consumidas para atear fogo na reputação de uma pessoa inocente.

Colunistas se revezavam em proferir sumárias condenações; responsáveis nos jornais pelos quadros “Entenda o caso… como nós o entendemos” devem ter se cansado de destacar seu nome dentre os “delinquentes que tanto mal causaram ao país” e de repetir pela milésima vez a foto desse senhor de estatura mediana e olhos puxados que, com humildade e percepção da real condição humana, nos ensinou que não pode existir virtude mais amada e necessária nos dias em que vivemos do que a luz que irradia do sol da justiça.

É oportuno lembrar a contundente frase dita por Luiz Gushiken em sua carta dirigida ao presidente Lula, em 10/11/2006, no momento em que se despedia do governo:

“Na voragem das denúncias, abalou-se um dos pilares do Estado de Direito, o da presunção de inocência, uma vez que a mera acusação foi transformada no equivalente à prova de culpa”.

Se no ora distante 2006 essas palavras, impulsionadas por genuína indignação contra o mau jornalismo, não passavam de longo e solitário grito no deserto, agora, em 2012, elas assumem ares de profecia cumprida. O próprio processo foi a punição.

E, para uma imprensa ávida de sangue e sempre disposta a terçar armas para manter em evidência seu escândalo da hora, não restou nem a obrigação ética de formular ao “condenado inocente” um reles pedido de desculpas.

O mau jornalismo principia na confusão mental entre liberdade de expressão e libertinagem de imprensa, e não resiste à tentação maior de vestir a toga e, a seu bel-prazer, acusar, julgar, condenar.

Não passam, na verdade, de semiprofissionais do jornalismo. Infames, biltres e, em uma palavra, mequetrefes.

(https://www.viomundo.com.br/denuncias/washington-araujo-cronica-da-injustica-contra-luiz-gushiken.html)
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Mídia Bandida passou 5 anos assassinando a reputação de um inocente.

(http://s.conjur.com.br/dl/gushiken-vs-demarco-tj-sp.pdf)

DANO MORAL

“Quem furta a minha bolsa
me desfalca de um pouco de dinheiro.
É alguma coisa e é nada.
Assim como era meu, passa a ser de outro,
após ter sido de mil outros.
Mas o que me subtrai o meu bom nome,
rouba-me de um bem que não pode enriquecê-lo
e a mim me deixa na miséria”

(William Shakespeare; Otelo, ato III, cena 3)
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Responder

Valmir Gôngora

14 de setembro de 2013 às 09h51

Outubro de 1985. Bancários da Caixa comemoravam a realização de sua primeira greve. Gushiken, então na direção do Sindicato de São Paulo, se aproxima de lideranças do movimento – ao lado do prédio da Caixa, um dos poucos espaços abertos da Av. Paulista – e indaga quanto ao dia seguinte. Que dia seguinte? Estávamos comemorando o resultado do trabalho de meses! Buscando a resposta, aprendemos com Gushiken a lutar por muito mais coisas, a comemorar as vitórias e entendê-las como não definitivas. Assim conhecemos Gushiken, o estrategista, o homem que sempre chegava antes ao dia seguinte.

Responder

Mário SF Alves

14 de setembro de 2013 às 09h44

Enquanto a indenização por calúnia e difamação não for realmente proporcional aos danos, vamos nos deparar com absurdos e desumanidades como essa. Crueldade em estado puro. Crueldade da pior elite do mundo. Quem mais teria sido tão cruel com adversários?
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O Gerson Carneiro lembrou bem. Precisavam a qualquer custo fechar a lista dos quarenta. Simbolismo kafkaniano. Processo kafkaniano. Capitalismo kafkaniano.
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Gushiken não foi um adversário qualquer. Viu, vivenciou, entendeu e combateu interesses antissociais do sistema financeiro num dos países mais desiguais do mundo. Combateu a prepotência do sistema financeiro num país onde imperava e ainda impera o pior capitalismo do mundo. Combateu o injustificado, o injustificável e hediondo apartheid social brasileiro.
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Por tudo isso Gushiken vive!

“Lo que brilla con luz propia
nadie lo puede apagar.
Su brillo puede alcanzar
la oscuridad de otras cosas.

Que pagará este pesar
del tiempo que se perdió.
de las vidas que costó,
de las que puede costar.”

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ignez

14 de setembro de 2013 às 09h26

GUSHIKEN vive para sempre!A História lhe rende homenagem! Sobreviverá a Justiça à tempestade de chincanas jurídicaas promovida por por JB e seus pares satânicos? Da 13 de setembro está imortalizado como o dia em que um dos inocentes do “mentirão”- declaração tardia do próprio STF – “sai da vida para entrar na História”. Meus sentimentos à família. O Brasil está de luto. Foi uma honra ter vivido para conhecer um Ser Humano tão Honrado e combativo!

Responder

Jose Mario HRP

14 de setembro de 2013 às 09h09

Bom, o petista foi inocentado, morreu com seus pecados, que todos temos, e o gordinho saiu pela porta dos fundos.
Para a história, um será aquele que saiu inocente e ajudou a eleger LULA, o outro terá seu pedaço no amplo espaço da insignificancia,…….KKKKKKKK

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    Ceres Pascal

    14 de setembro de 2013 às 13h54

    Você, quando morrer, deixará só vergonha no sentimento dos brasileiros. Escroque, vagabundo, que o diabo lhe carregue logo…

    Jose Mario HRP

    15 de setembro de 2013 às 05h13

    O Azenha deveria chamar a turma mata insetos, a casa tá infestada de baratas tucanas!
    KKKKKKKKKKKKKKKK…………

    Mário SF Alves

    15 de setembro de 2013 às 10h51

    Ceres? A deusa Ceres? A deusa da Agricultura? A deusa intoxicada de tanto veneno agrotóxico e transgênico? Ora, ora… e desde quando deu-se à deusa a intoxicar-se também pela ideologia dominante?

    Viu? Nisso é que dá entupir-se de desinformações veiculadas pelo conglomerado pensamento único monopolista. Nisso é que dá entupir-se daquela publicaçãozinha denominada (in)Veja.
    _______________________________

sergio nunes

14 de setembro de 2013 às 08h59

Os difamadores não se arrependem mas os brasileiros não esquecem!

Responder

Pafúncio Brasileiro

14 de setembro de 2013 às 08h45

Meu profundo respeito e homenagem ao Gushken. Agora, e esse sujeito inominável chamado Antonio Fernando, ex-PGR, o que vai acontecer com ele ?
Respondo: NADA ! Vai continuar faturando alto com seus “servicinhos” advocatícios MEQUETREFES, certamente, Armando novas injustiças, e não acontecendo NADA. Tenho vergonha de pertencer a mesma espécie humana destes TRANCAS patrocinadores da desgraça alheia..

Responder

    Julio

    14 de setembro de 2013 às 14h02

    A única coisa que pode acontecer com ele é nós o execrarmos publicamente em todos os lugares que este crápula aparecer, com gritos de “ASSASSINO DA REPUTAÇÃO DE LUIZ GUSHIKEN”……..SÓ ASSIM FAREMOS JUSTIÇA AO NOBRE COMPANHEIRO…..VAMOS À LUTA…..

Denise

14 de setembro de 2013 às 08h33

Aplausos para quem teve coragem de lutar por mais democracia,principalmente para desmontar o feudo midiático do nosso Pais. Gente séria, honesta e inteligente merece APLAUSOS!

Responder

Zé Brasil

14 de setembro de 2013 às 08h20

Obrigado Gushiken.

Vá em Paz e que tua serenidade de homem honrado sirva de alento aos seus amigos e familiares neste momento de todos nós.

No mais, desejo vida longa aos teus algozes e detratores para que eles vivam suas pequenas e mesquinhas vidas, o seu maior castigo, e, quem sabe até, pois nada é impossível, venham um dia serem julgados por seus crimes, restabelecendo-se a Verdade, enfim.

Responder

Gerson Carneiro

14 de setembro de 2013 às 08h07

O ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, só incluiu o Gushiken por 2 motivos:

1º – Precisava de mais um nome para completar 40 acusados e podem fazer alusão a Ali Baba.

2º – O ódio mortal da mídia contra Gushiken por ele ter aumentado o partilhamento das verbas de publicidade do Governo Federal de aproximadamente 400 empresas para mais de 4.000, diminuindo assim o valor que a grande mídia recebe.

Pior: tenho certeza de que nenhum dos difamadores do Gushiken tem um pingo de arrependimento. Apesar da sua comprovada inocência e condenação judicial da revista Veja a lhe ressarcir danos morais.

Responder

    FrancoAtirador

    14 de setembro de 2013 às 15h53

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    E, só depois de consumado o assassinato de reputação pela Mídia Bandida,
    forma criminosa usada para excluir da vida pública os homens dignos
    que não se curvam aos interesses dos donos das empresas de comunicação,
    o ex-PGR Roberto ‘não há mal que sempre dure’ Gurgel propôs a absolvição
    de Luiz ‘inocente’ Gushiken, perante o Supremo Tribunal Federal.

    Entretanto, em se tratando de STF, nada ocorre por acaso, tudo é combinado antecipadamente e milimetricamente premeditado, especialmente em julgamentos políticos de grande impacto na opinião publicada pela Mídia Bandida, como o foi esse Mentirão armado contra o Partido dos Trabalhadores, tanto com o intuito de desbancá-lo do Governo Federal, como para enfraquecer a força crescente da bancada parlamentar petista no Congresso Nacional, daí as acusações contra um Ministro da Casa Civil e um Presidente da Câmara dos Deputados.

    Então, não foi por algum senso de justiça ou critério jurídico nem obviamente por bondade que o nome de Gushiken foi o escolhido para ser absolvido pelo STF.

    Tanto é que o ex-PGR Roberto ‘não há mal que sempre dure’ Gurgel, nas razões finais, saiu pela tangente, optando deliberadamente por fundamentar a absolvição na insuficiência de provas para condenar, no que foi acompanhado pela maioria dos ministros do STF, deixando margem, portanto, para que continuasse o massacre do populismo penal midiático (*),
    quando, na verdade, Luiz Gushiken deveria ser declarado inocente por absoluta ausência de provas para iniciar a ação penal, conforme expôs tecnicamente, em voto divergente vencido, o Ministro-Revisor Enrique Ricardo Lewandowski, o Justo (**).

    Aliás, houve ali mais de um motivo para a exclusão da acusação especificamente em relação a Gushiken, todos de natureza estritamente política e cuidadosamente elaborados de forma a não descaracterizar a lógica montada para a condenação daqueles que eram considerados os principais réus, especialmente os ex-membros executivos do Partido dos Trabalhadores e notadamente José Dirceu, que, por sinal, à luz da letra fria da Lei, deveria ser também absolvido pelos mesmos fundamentos que o ministro Lewandowki apontou para Luiz Gushiken, isto é: “não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal” (386, V, CPP).

    Assim sendo, logo de início deveria ser dada a aparência de um julgamento justo, entregando à população telespectadora a imagem de isenção da maioria dos julgadores. Por conseguinte, no entender dos verdugos, alguém tinha de ser necessariamente absolvido, como de fato o foram alguns dos acusados periféricos, inclusive um petista, desde que considerados, para quem montou o esquema de condenação por núcleos, sem relevância para a execução final.
    Curiosamente, o primeiro a obter a absolvição foi Luiz Gushiken, petista histórico e ex-ministro do governo Lula, por sugestão do então PGR Roberto ‘não há mal que sempre dure’ Gurgel, ‘contrariando entendimento do antecessor Antonio Fernando de Souza’, e por unanimidade do Plenário do STF que havia recebido a Denúncia.

    Além disso, o nome de Gushiken já estava fora das pautas das redações, pois havia algum tempo que ele não mais exercia cargos públicos, tendo se afastado da atividade político-partidária, por causa de dois cânceres que o acometeram de forma avassaladora:
    um, a perseguição implacável da Mídia Bandida que, se arbitrasse politica e financeiramente necessário, destruiria a honra até da família do inocente;
    e outro, a doença incurável que o debilitou a saúde, consumindo-o gradativamente até o falecimento, agora ocorrido para profunda tristeza [email protected] [email protected] que nele reconheciam uma grande liderança nacional, intelectual e militante em favor do BraSil.

    HASTA LA VICTORIA, GUSHIKEN, SIEMPRE!
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    (*) https://www.viomundo.com.br/denuncias/luiz-flavio-gomes-e-o-populismo-penal-midiatico.html

    (**) Notícias STF
    Quarta-feira, 22 de agosto de 2012

    Revisor da AP 470 vota pela absolvição de Luiz Gushiken

    Ao analisar a acusação contra Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social e Gestão Estratégica da Presidência da República, o revisor da Ação Penal 470, ministro Ricardo Lewandowski, disse estar convencido de que o réu não praticou as condutas que lhe foram imputadas.

    “Absolutamente nada se produziu de provas contra ele”, afirmou, absolvendo-o com base no artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal.

    Mesmo diante do pedido de absolvição formulado em alegações finais pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o ministro Lewandowski disse que faria “um exame, ainda que sucinto”, das condutas imputadas a Gushiken, diante da “necessidade de respeitar o direito do acusado a um julgamento justo sob o pálio do Direito”.

    O processo penal, segundo assinalou, “além de instrumento constitucional de garantia do cidadão contra o estado acusador, é também meio para reparar o dano que se produz à imagem e à honra de uma pessoa afinal absolvida”.

    O procurador-geral da República pediu a absolvição de Gushiken por insuficiência de provas, com base no inciso VII do artigo 386 do Código de Processo Penal.

    “Diversamente do que quer o MP, não se está diante da insuficiência de provas contra o acusado, mas na situação descrita no inciso V do mesmo artigo: não há prova de que Luiz Gushiken tenha concorrido para a ação penal”, afirmou.

    “Não existe prova qualquer nos autos de que o réu tenha de alguma forma participado, influenciado ou mesmo tomado conhecimento dos fatos criminosos dos quais foi acusado”, concluiu.

    (http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=215846)
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    Mário SF Alves

    15 de setembro de 2013 às 11h46

    “Então, não foi por algum senso de justiça ou critério jurídico nem obviamente por bondade que o nome de Gushiken foi o escolhido para ser absolvido pelo STF.”
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    Desculpe-me, mas não entendi, prezado Franco. Tá claro que não foi por isso. E foi porque, então? Não entendi, mesmo.
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    No mais, concordo com sua leitura. Sou cético em relação a tudo que diz respeito à opinião dominante, espetacularizada, massificante, sobre o dito mensalão. Sou cético também quanto ao resultado de quarta-feira próxima. Não irão acatar os embargos infringentes. Nesse embróglio todo do mentirão ficou evidente o papel do STF. Ficou evidente o jogo de cartas marcadas. Ficou evidente o Estado que temos. Ficou evidente a relatividade da democracia que temos. Assim como ficou evidente também o quanto o fenômeno PT ainda incomoda o regime Casa-Grande-BraZil-Eterna-Senzala.

    Elizabete

    14 de setembro de 2013 às 18h00

    Nenhum arrependimento, são seres da mais pura maldade, vivem profundamente nas TREVAS. Nem sei se precisam da nossa compaixão.


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