VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Só um senador votou contra o sistema de cotas nas universidades federais


08/08/2012 - 13h46

07/08/2012 – 22h20 Plenário – Votações – Atualizado em 07/08/2012 – 22h33

Vai à sanção política de cotas em universidade federais

Paola Lima, da Agência Senado

A política de cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais foi aprovada pelo Plenário do Senado na noite desta terça-feira (8). O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, que assegura metade das vagas por curso e turno dessas instituições a estudantes que tenham feito o ensino médio em escolas da rede pública, foi aprovado em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas já aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais.

Dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A política de cotas tem validade de dez anos a contar de sua publicação.

A medida foi defendida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que informou que, de cada dez alunos do país, apenas um estuda em escola privada. Ou seja, o projeto beneficiaria a ampla maioria dos estudantes brasileiros. A senadora Ana Rita (PT-ES) também saiu em defesa da proposta, garantindo que o projeto faz “justiça social com a maioria da população brasileira”.

Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) citou os Estados Unidos como exemplo bem-sucedido da política de cotas nas universidades. Ele disse que o país, que era extremamente racista em um passado próximo, após adotar a política de cotas raciais nas universidades, tem agora um presidente negro. Para o senador, no Brasil é preciso adotar ações afirmativas para assegurar oportunidade a todos.

Perda de autonomia

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) reprovou a iniciativa sob o argumento de que “impõe camisa de força” a todas as universidades federais brasileiras, ao ferir sua autonomia de gestão. Além disso, argumentou o senador, para que o ensino superior seja de qualidade, é preciso adotar um critério de proficiência, ou seja, que os alunos que ingressem na instituição tenham notas altas.

Outra crítica do senador ao projeto é a exigência de que as vagas para cotas raciais, por exemplo, sejam proporcionais ao contingente de negros ou índios existentes no estado onde se localiza a instituição de ensino.

Aloysio Nunes observou que um negro inscrito em uma universidade de Santa Catarina disputaria um número menor de vagas do que outro estudante, também negro, mas inscrito em uma instituição da Bahia. Aloysio Nunes foi o único senador a votar contrariamente ao projeto em Plenário.

Agência Senado

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57 comentários

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Alice Ramalho - 2º ano E. M.

20 de setembro de 2012 às 14h12

Sinceramente, estou indignada com o governo. A criação de uma cota de 50% para negros e estudantes de escolas públicas é um modo de “tampar o sol com a peneira”, em minha opinião, eles estão tentando mudar o Brasil de um modo errado. Se querem melhorar o IDH, a vida das pessoas, eles devem começar melhorando a infra estrutura de bairros e cidades em situação precária, dar aos pobres moradores desses locais um saneamento básico digno de gente, oferecer mais empregos e valorizar mais o seu trabalho. Logo após, pensando nas crianças e adolescentes, devem melhorar a educação pública, tendo em vista que todos sabem como é a situação destas. Não há interesse, nem ensino de qualidade, há muitos estudantes que não sabem redigir um texto coeso e coerente! Isso não é culpa apenas do governo, já que os interesses são diferentes, mas se este melhorar as condições de vida das pessoas, quem sabe elas não busquem mais o conhecimento? Esse sistema de cotas tornará as universidades federais verdadeiras escolas públicas, com alunos que mal sabem do que se trata o curso. E isso implicará em um futuro precário de profissionais, pois, uma má graduação só serve para gerar profissionais (desculpem o termo) incompetentes.

Responder

    Luis

    22 de novembro de 2012 às 13h28

    Sistema de cotas será implementado na íntegra.

    A UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco, a UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF, bem como a UFOPA – Universidade Federal do Oeste do Pará, já em 2013, implementarão integralmente o sistema de cotas. Em 2013, metade das vagas serão reservadas pela UFRPE, UNIVASF e UFOPA para alunos da rede pública.

    A Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, bem como a Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE já a partir de 2013 implementarão, em sua totalidade, o sistema de cotas para o ingresso de novos alunos nos seus cursos de graduação. Com a medida, 50% das vagas da UFOPA e da UFRPE serão reservadas para quem houver cursado todo o ensino médio em escolas públicas.

    O sistema de cotas, criado pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012, e regulamentado pelo Decreto nº 7.824, de 11 de outubro de 2012, estabelece prazo de até quatro anos para a implementação total, mas a UFOPA e a UFRPE optaram por antecipar a adesão e oferecer 50% das vagas já em 2013.

    Salienta-se que a Universidade do Vale do São Francisco – UNIVASF, em Petrolina – PE, desde 2010, decidiu disponibilizar 50% das vagas de todos os cursos de graduação para candidatos que cursaram integralmente o ensino médio na rede pública, cuja decisão foi tomada pelo conselho universitário da UNIVASF, a qual oferece cerca de 1.380 vagas anualmente, divididas entre 16 cursos de graduação.

    Luis

    22 de novembro de 2012 às 13h36

    Cota racial é política, cota social é esmola.

    Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.

    A pior defesa que conheço das cotas para negros e índios na Universidade brasileira é a dos que dizem que isso se insere em uma política educacional de compensação. Em geral, essa defesa é feita pela esquerda.
    O ataque mais perverso que conheço contra as cotas raciais é o dos que dizem que defendem, ao invés destas, as cotas sociais. Em geral esse ataque é o da direita, em especial o que é dito pelos parlamentares do PSDB e DEM.

    Cota racial advém de uma política contemporânea, em geral de cunho social-democrata ou, para usar a terminologia americana, mais apropriada ao caso, liberal. A cota social é esmola, tem o mesmo cheiro da ação de reis e padres da Idade Média, e aparece no estado moderno travestida de política.

    A cota social não faz sentido, pois o seu pressuposto é o de que há e sempre haverá pobres e ricos e que aos primeiros se dará uma compensação, que obviamente não pode ser universal, para que alguns usufruam da boa universidade destinada aos ricos. É como se dissessem: também há pobres inteligentes que merecem uma chance para estudar. O termo social, neste caso, é meramente ideológico. Não se vai fazer nenhuma ação social com o objetivo de melhoria da sociedade. O que se faz aí é, no melhor, populismo, no pior, a mera prática a esmola mesmo.

    A cota racial não pode ser posta no mesmo plano da cota social. Todavia, a sua defesa cai na mesma vala da cota social quando se diz que ela visa colocar os negros na universidade, até então dominada pelos brancos, para que se possa compensá-los pela escravidão ou pelo desleixo do estado ou pelo racismo velado ou aberto. Não! Cota racial não é para isso. O objetivo das cotas é o de colocar um grupo no interior de um lugar em que ele não é visto para que, assim, de maneira mais rápida, se dê o convívio social entre os grupos nacionais, de modo a promover a integração – o que passa necessariamente pelo convívio que pode levar ao conhecimento entre culturas, casamentos, troca de histórias e criação de experiências comuns. A questão, neste caso, é de visibilidade do grupo por ele mesmo e da sociedade em relação aos grupos.

    No Brasil há miscigenação. E em grande escala. Ótimo! Mas não basta. Não é o suficiente porque há espaços físicos e institucionais, no Brasil, que não estão disponíveis para determinados grupos étnicos e isso promove uma má visibilidade da nossa população em relação a ela mesma. A população não vê o negro e o índio na universidade e, com isso, não formula o conceito correto de aluno universitário: o universitário é o estudante brasileiro de ensino superior.

    Ora, se você não vê o negro e o índio nesse espaço, o conceito não se forma de modo ótimo, o que é gerado na mentalidade, ainda que não verbalizado de maneira completamente clara, é o seguinte: o universitário é o estudante brasileiro branco de ensino superior. Isso é o pré-conceito a respeito de aluno universitário. Ele está aquém do conceito – por isso ele é “pré”. Ele pode gerar uma visão errada e, a partir daí, uma discriminação social, em qualquer outro setor da vida nasional.

    Assim, para resolver o problema de brancos, negros, índios ou qualquer outro grupo, do ponto de vista social, no sentido de fazer com que todo brasileiro tenha acesso à universidade, a política não é a cota social. Também não é a cota racial. A política correta é a melhoria da escola pública básica, para que todos possam cursar, depois, o melhor ensino universitário. Agora, para resolver o problema da diminuição do preconceito em qualquer setor e, é claro, não só no campo universitário, uma das boas políticas é ter o mais rápido possível o negro e o índio em lugares onde esses brasileiros não estão.

    Portanto, também na universidade; e é para isso que serve a cota racial. Isso evita a formação de uma mentalidade que se alimente de formulações aquém do conceito – há com isso a diminuição da formação do pré-conceito e, portanto, no conjunto da sociedade, menos ações prejudiciais contra negros e índios.

    Foi assim que a América fez. As cotas ampliaram rapidamente o convívio e mudaram a mentalidade de todos. Mesmo os conservadores mudaram! O preconceito racial que, na época de Kennedy, era um problema para o FBI e, depois, do Movimento dos Direitos Civis, diminuiu sensivelmente nos anos oitenta. A visibilidade do negro se fez presente diminuindo sensivelmente o que o americano médio – negro ou branco – pensava de si mesmo. Foi essa política que permitiu um país com bem menos miscigenação que o nosso pudesse, mas cedo do que se imaginava, eleger um Presidente negro – algo impensável nos anos 60.

    A ação em favor da cota social é um modo de não dar prosseguimento à política educacional democrática e, ao mesmo tempo, atropelar a política de luta contra a formação do preconceito racial. É uma ação da direita contra a esquerda. A esquerda defende sua política de modo errado ao não lembrar que a cota racial não é política educacional, é política de luta pela integração e pela ampliação da visibilidade de uma cultura miscigenada para ela mesma.

    Cota não é para educar o negro e o índio, é para educar a sociedade! Ao mesmo tempo, a esquerda se esquece de denunciar que cota social, esta sim, quer se passar por política educacional e, na verdade, não é nada disso – é uma atitude ideológica conhecida, que sempre veio da direita que, sabe-se bem, sempre teve saudades de uma época anterior ao tempo da formação do estado moderno, uma época em que a Igreja e os reis saiam às ruas “ajudando os pobres”.

    Os senadores que defendem a cota social e não a cota racial, no fundo imaginam o mesmo que os ricos da Idade Média imaginavam, ou seja, que os pobres existem para que eles possam fazer caridade e, então, como os pobres – de quem o Reino de Céus é dado por natureza, como está na Bíblia – também consigam suas cadeiras junto a Jesus.

    Não deveríamos estar debatendo sobre cotas. Afinal, já as usamos em tudo. Por exemplo, fizemos cotas de mulheres para partidos políticos e, com isso, diminuímos o preconceito contra a mulher na política. Por que agora há celeuma em uma questão similar? Ah! É que a cota racial mexe com os brios dos mais reacionários. No fundo, eles não querem mesmo é ver nenhum negro ou índio em espaços que reservaram para seus filhos.

Luiz Felipe de Alencastro: As armas e as cotas « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de setembro de 2012 às 11h00

[…] Só um senador votou contra o sistema de cotas […]

Responder

isac

09 de agosto de 2012 às 18h22

Pena que o Demóstenes não esteja mais no senado para não deixar Aloysio Nunes sozinho.

Responder

Mariac

09 de agosto de 2012 às 12h51

Há males que vêm para o bem.(aloysio)

Responder

    Mariac

    09 de agosto de 2012 às 12h52

    Agora ele vai receber apenas 1 voto.E será de um branco.

Elias

09 de agosto de 2012 às 11h49

O Senado brasileiro tem 81 senadores. A maioria presente votou a favor das cotas nas universidades federais e só um senador votou contra. Seu nome: Aluísio Nunes Ferreira (PSDB/SP). Um dia antes, foi votada a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que repõe a obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista. Pois bem, outra maioria presente votou a favor do diploma e apenas um senador se manisfestou contra. Seu nome: Aluísio Nunes Ferreira (PSDB/SP). Esse senador contribui explicitamente com a tese do filósofo anônimo: pior que um direitista, só um ex-comunista.

Responder

Bruce Guimarães

09 de agosto de 2012 às 11h20

Espero que esse sistema de cotas nunca entre nas Universidades Estaduais paulistas que são a elite do ensino/pesquisa do país.

Responder

JULIO/Contagem-MG

09 de agosto de 2012 às 11h10

Está mais que comprovado os DEMOTUCANALHAS, não suporta ver o povão BraSi
leiro se dando bem, o que esse canalhas BraZileiros, gostam e da massa chei
rosa e da CASA GRANDE.

Responder

Rose SP

09 de agosto de 2012 às 10h15

Grande novidade esse PSDBista votando contra algo que favoreça o pobre,além disso qual é o ensino de qualidade que esse partido oferece nos estados que governa? Resposta: NENHUM. Pena a grande massa não tomar conhecimento desse traidor, principalmente os paulistas.

Responder

    Marco aurelio bitencourt araujo

    10 de agosto de 2012 às 11h38

    É triste constatar a mediocridade de uma parcela significativa de nossa população, e que ainda se diz informada, achar que desenvolvimento e qualidade de vida se consegue através do populismo barato, da politica do compadrio, da manipulação dos fatos sempre calcada na ignorância e no conformismo da população. Só seremos verdadeiramente uma grande nação com oportunidades iguais para todos, quando realmente a educação for colocada como prioridade. Acima de proselitismos de cunho ideológicos, religiosos, sociais, etnícos, culturais etc… A falaciosa lei da carcamana deputada, travestida de justiça social, nada mais é, que o triste retrato da política e dos políticos que desmandam em nosso país. O descompromisso com a verdade, a falta de caráter e a hipocrisia dos sonsos. Sancionada a nefasta lei, resta-nos lamentar o tiro fatal na nossa já morimbunda e combalida educação. Só uma pequena observação. Sou professor, pago aluguel, não tenho bens. Opa! tenho sim! Meus filhos. A mais velha se formou ano passado em educação física aos 21 anos. Já meu filho com 19 anos cursa o segundo ano de medicina. Só eu sei os sacríficios e obstáculos que passamos para conquistar-mos nossos objetivos. Meus filhos ingressaram na universidade por meritocrácia, e não por serem pretos, amarelos, brancos, pobres, gueys, indíos. Caratér, honestidade, virtude, inteligência e integridade indepedem de condição social, etnia, credo e ideologia. Repense seus valores, pois nunca é tarde para mudar.

LEANDRO

09 de agosto de 2012 às 08h46

“No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais.”

Só isso mostra a total inversão de prioridades. Que profissionais estamos formando?

Responder

    Jairo Beraldo

    09 de agosto de 2012 às 09h42

    Se fosse só “academicos” analfabetos, estaria de bom tamanho, pois a grande maioria dos diplomas são “negociatas”. O grande problema, são os “docentes analfabetos” pedagogicamente falando. São chamados às salas de aulas não por capacitação, mas por indicação de formadores-mor de canalhas, avalizados por predios iluminados vendedores de diplomas. Estes que não formam caráter, cidadãos, quiçá profissionais. Isto explica a péssima prestação de serviços em todas as categorias, pois o que se mostram mais canalhas são os “enviados” destas UNIESQUINAS. Simples assim. E a ÉTICA, perguntaria voce…”que se dane a ética, minha moral é explicada e entendida pela minha “formação”, dirão.

    Fabio Passos

    09 de agosto de 2012 às 12h06

    “No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais.”

    Está explicado aí a parcela da classe média adestrada pelo PIG. rsrs

O_Brasileiro

09 de agosto de 2012 às 08h35

Finalmente esse congressinho fez alguma coisa que preste.
Pode ser que assim saiamos do círculo vicioso que gera as capitanias hereditárias que persistem no Brasil até hoje, e consigamos vislumbrar algo novo para este velho país, que pouco mudou desde que era colônia portuguesa.
Aliás, ficou pior depois que virou colônia do neoliberalismo!

Responder

Paciente

09 de agosto de 2012 às 03h54

A Austrália tem uma politica de favorecer imigrantes homossexuais. O sujeito chega no guichê e declara: sou gay. Pronto. Passa a ser gay e entra no país de maneira facilitada (por “cota”).

Cotas declaratórias (a pessoa não precisa apresentar atestado de nada, só se declarar) são aplicadas em circunstâncias em que o preconceito é tão grande que os discriminadores não vão cogitar de se declarar algo que não sejam, apenas porque traz vantagens momentâneas.

Tão logo o preconceito deixa de existir ou esmorece, elas são retiradas. Quem vai declarar-se gay, sendo heterossexual, e ter o resto da vida os documentos de imigração atestando: “homossexual”. Infelizmente, “viado” e “bicha” ainda são xingamentos, são demérito. O hétero não vai tentar burlar essa cota.

Ora, sendo brasileiros estamos imersos em cultura afro (valores, crenças, música, visão de mundo, etc.). Coisa mais honesta e sem problemas do mundo seria declararmo-nos afro-descendentes (note que isso não acarreta deixar de ser euro-descendente, ou descendente de indígenas, ou de asiáticos) e nos beneficiarmos da justa cota. Praticamente, nós brasileiros todos poderíamos fazer isso.

Porque não o fazemos? Porque tanta zanga com a cota?

Talvez porque ser “preto” ou ser “bicha” ainda sejam xingamentos no Brasil… Sim, as cotas são, sobretudo, pedagógicas. E, sim, para quem é maioria, o povo afro-brasileiro revela uma paciência e uma tolerância quase inacreditável. Os que se acreditam “brancos” precisam se incluir na sociedade brasileira…

Responder

Fabio Passos

09 de agosto de 2012 às 00h17

“Com as cotas estimamos que, em 5 anos, foram incluídos mais negros/as nas universidades brasileiras do que nos 500 anos anteriores!”
Frei David Santos

Já o PIG continua escondendo o sucesso da política de cotas no Brasil.

O PIG é uma maquininha de disseminar racismo e preconceito…

Felizmente o time do racista ali kamelnão consegue censurar a rede… e aqui a direita racista leva uma sova atrás da outra.

Confiram:

“Cotas técnicas: sucesso acadêmico e de integração”
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508842-cotastecnicassucessoacademicoedeintegracao

Responder

Luca K

08 de agosto de 2012 às 23h59

Não conheço o conteúdo do PL 180. Como já disse antes sou favorável às cotas para o ensino público como medida temporária e se feita com muito critério. 50% parece-me um exagero. Terminando o ensino médio no interior de SP no fim dos anos 1990, estava a estudar numa escolar particular razoável – q ajudava a pagar trabalhando – e me lembro de colegas que ao perceber q seriam reprovados saiam e terminavam no ensino público, passando com facilidade. Forçar a barra pode ser um erro estratégico com consequências graves a longo prazo para o Brasil. Sou TOTALMENTE CONTRA cotas para grupos étnico/raciais. As evidências empíricas são contundentes em vários países – inclusive nos EUA – de que tais políticas NÃO DÃO CERTO e trazem inúmeros problemas. De boas intenções o inferno está cheio. Ao pessoal do Viomundo(inclusive os donos) recomendo a leitura do livro do Dr.Sowell, “Affirmative Action Around the World: An Empirical Study” Ele documenta o fracasso e até mesmo o desastre
desse tipo de política em vários países, India, Malasia, Sri Lanka, Nigeria e os EUA. Dr.Sowell é negro por sinal(já q se fosse branco seria imediatamente descartado?). Um pequeno resumo da Booklist “Preferring members of specified groups in higher education, employment, receipt of government services, getting business contracts, and so on is a worldwide phenomenon whose effects are demonstrable. Black economist Sowell focuses on affirmative action in India, Malaysia, Sri Lanka, Nigeria, and the U.S. In those nations, preferences for minorities metamorphosed into preferences for majorities (e.g., women, when made affirmative-action candidates in the U.S., tipped the numbers of the preferred to more than half the populace), intergroup friction increased (Sri Lanka, once a model of ethnic cooperation, descended into civil war, as did Nigeria), “brain drain” occurred (in Malaysia, preferences for less-educated Malays led to massive Chinese emigration and the ouster of Chinese-dominated Singapore from the Malay federation), and/or something else bad happened. Most damning is that in ALL five countries, the UPPER CRUST of preferred groups reaped the lion’s share of benefits. Affirmative action is never rejected, however, because it is evaluated “in terms of its rationales and goals RATHER than its actual consequences.”

Responder

    RicardãoCarioca

    09 de agosto de 2012 às 09h06

    Também sou a favor que elas sejam temporárias para corrigir a tal distorção histórica. Passando disso, se torna privilégio de cor/raça.

Fabio Passos

08 de agosto de 2012 às 23h55

O PIG está indignado. rsrs

Responder

Sagarana

08 de agosto de 2012 às 22h56

Porque os negros precisam dessa “vantagem”? Será que os senadores entendem que eles sao inferiores?

Responder

    fabio nogueira

    09 de agosto de 2012 às 02h44

    Sangarana,esse tippo de pensamento seu é comum,sinal que voce está totalmente equivocado e mal informado sobre o sistema de cotas. Essa politicas de açoes afirmativas são práticadas há anos,principalmente após a segunda mundial.

    Todos os países onde as minorias sofreram algum tipo de desvantagem e obrigação do Estado ressarci-los de uma maneira ou de outra.

    Para dizer a verdade,Sagarana, podemos dizer que as cotas ampliou vários assuntos que antes tinhamos medo de debater em especial o racismo. Poderiamos aproveitar o momento e descobri o que sustenta o racismo no Brasil e como podemos neutraliza-la ou elimina-la em nossa sociedade. Infelizmente nós estamos fazendo aquele jogo em dizer quem é ou não é racista,seja quem for contra ou a favor.

    Outro exemplo e a questão da educação. Estamos todos procupado com o futuro de nossos jovens,mas,iso tudo não será resolvido de um dia para o outro. Numa visão mais otimista a educação que desejamos levaria quase querenta anos ou seja : estamos destruindo quatro geraçoes que não poderão entra numa universidade. Se voce estiver antenado notará que os cotistas estão com desempenho igual ao dos não-cotistas.A escola pública tem salvação ainda.

    Respeito sua opinião. O perigo e os argumentos.

Tiago Tobias

08 de agosto de 2012 às 22h44

Ao ler a chamada do artigo, imaginei: só pode ser um senador imbecil do PSDB ou do DEM. Vou lá conferir…Dito e feito!

Responder

    Étore

    08 de agosto de 2012 às 23h46

    Então todos que defendem as cotas são imbecis ?
    Bela argumentação.

    Tiago Tobias

    09 de agosto de 2012 às 10h26

    Quer que eu desenhe? Não se faça de bobo, você entendeu o que eu quis dizer.

    Fabio Passos

    08 de agosto de 2012 às 23h58

    E do psdb de São Paulo… uma corja de racistas preconceituosos – leitores de veja – que odeiam pretos e pobres.

    Jairo Beraldo

    09 de agosto de 2012 às 09h44

    Uma correção. Nãosão leitores da Veja. São mantenedores.

Carvalho

08 de agosto de 2012 às 19h31

Segundo o IBGE,São Paulo é o estado com a maior população negra e o único senador a votar contra as cotas. saúde!

Responder

    Luca K

    08 de agosto de 2012 às 22h50

    @Carvalho, o que vc disse é TOTALMENTE FALSO. São Paulo está longe de ser o estado brasileiro com a maior população negra. De acordo com o IBGE o número de negros em SP é de cerca de 6.5%. Já na Bahia são cerca de 16% os negros.
    Não invente cara.

    Paciente

    09 de agosto de 2012 às 04h01

    Acho que o Carvalho se referia a números absolutos. De todo modo, os políticos brasileiros ainda não experimentaram um voto negro “estruturado”. Há voto negro, Lula é uma prova, mas ele é bastante desarticulado e espontâneo.

    De todo modo, as ponderações do senador não foram tão desastradas, uma delas parece procurar estabelecer chances iguais para todos os negros de todos os estados.

Gerson Carneiro

08 de agosto de 2012 às 19h08

Sem ler o post já tive a certeza que o tal senador era um tucano.

Responder

    Fabio Passos

    08 de agosto de 2012 às 23h59

    tucano… e leitor da veja!

    e não deve perder um jn do ali kamel. rsrs

dukrai

08 de agosto de 2012 às 17h15

Se na Bahia a população negra é 60% do total (segundo o pesquisador lituano D’UkraiBydizoreia)o número de vagas das universidades vai ser 60% dos 50%, isto dá 30%. Se em Santa Catarina tem 10% da população negra, 10% de 50% dá 5%. Isto é apenas um exercício, o número de candidatos por curso e o número de vagas nas universidades no estado é que vai definir a relação vaga/candidato, elementar né?
A diferença que existe entre os estados é que muitos candidatos saem de São Paulo pra fazer vestibular pra medicina em Santa Catarina porque em São Paulo a concorrência é muito maior e fica cada dia mais elitizado com a turma do geraldinho opusdei, Vampiro Brazileiro e seu amigo $enandor Aloi$io Nune$. Obs: As maiores universidades em SP são estaduais, não era o caso do $enador meter a viola no saco e parar de se preocupar com os estudantes baianos e catarinenses que não votaram nele não tem qualquer culpa do mala ainda estar no senado?

Responder

    Luca K

    08 de agosto de 2012 às 23h04

    Dukrai, pouco importa o que o seu pesquisador lituano “acha”; os negros na Bahia são 16%, pardos são 63% e os demais são brancos. Os negros em SC NÃO SÃO 10% mas sim apenas 2,6% dos catarinenses. Além disso, até os negros da Bahia – os negros viu dukrai! – tem frequentemente forte contribuição européia e indígena.
    Num estudo em Ilhéus em 2011 o geneticista Sergio Pena verificou que os negros eram em média apenas 35.9% africanos! Mas não deixemos os fatos estragar seus devaneios!!

Jair de Souza

08 de agosto de 2012 às 16h50

Estimado Azenha, como um de nossos colegas comentaristas já mencionou, seria importante retitular a matéria. Do jeito que está, o crápula antipovo que votou contra os interesses do povo sai beneficiado. No meu entender, o justo seria “Só Aloysio Nunes votou contra sistema de cotas nas universidades federais”. Esta ainda pode ser considerada uma chamada “suave” para a atitude tomada pelo senador antipovo em questão.

Responder

    Étore

    08 de agosto de 2012 às 23h43

    Eu sou do povo e as cotas não são do meu interesse.
    Fale apenas por si, não pelos demais.

    Paciente

    09 de agosto de 2012 às 04h04

    Étore? Do povo? Se ainda fosse Raimundo…

Sr. Indignado

08 de agosto de 2012 às 16h28

Soluções desiguais para um mundo desigual. Só assim para equilibrar.
Ou o mundo é igual? Certamente não.

Responder

Willian

08 de agosto de 2012 às 15h27

Um efeito complementar a este sistema de cotas pode ser a melhoria do ensino superior privado. Aqueles que ficarem fora das universidades federais terão que procurar por faculdades particulares. Com o aumento da demanda por ensino de qualidade é possível que boas faculdades privadas apareçam.

Responder

    laura

    09 de agosto de 2012 às 05h36

    O que é um absurdo. O projeto traz sérios problemas e um deles é esse:
    É O PARAISO PARA AS UNIVERSIDADES PARTICULARES.
    Tira o “problema” de lidarem com um publico carente( sem dinheiro) e os manda para a Universidade Pública,que, assim, passa a cumprir as funções de um escolão. E, ainda, dá de bandeja ao sistema privado clientela garantida de alunos com dinheiro para pagá-las( estão muitas delas mal das pernas). Não podia ser melhor para o sistema privado.
    O que acontecerá, infelizmente, a Universidade pública passa a cumprir funções da atual escola pública do ensino medio e fundamental. Sem investimento, com investimento 15 BILHOES só de renuncia fiscal para as Universidades privadas. Fico espantada como reais consequencias do projeto não são percebidas.

    laura

    09 de agosto de 2012 às 05h39

    sou a favor das cotas mas não nessa proporção. Estas deveriam ser assim nos CEFETS.

    RicardãoCarioca

    09 de agosto de 2012 às 09h12

    Mas é do interesse do dono da instituição privada de ensino superior buscar a máxima qualidade de ensino do seu negócio senão… sai do mercado.

    Não faça como a PiGão com as teles, onde ela defende que o governo deveria ajudar essas empresas privadas! Vê se pode… Para as estrelinhas das privatarias do FHC a PiGão defende a muleta estatal para empresa privada! Esse assistencialismo estatal ela defende!

beto_w

08 de agosto de 2012 às 14h23

Eu já disse em outras ocasiões e repito agora minha opinião. O sistema de cotas não é uma solução em si para o problema da desigualdade na educação. Ele deve ser encarado como um paliativo temporário enquanto se investe a longo prazo no ensino público fundamental e médio. O ideal seria que, daqui a dez anos, o sistema de cotas não fizesse mais sentido, não fosse mais necessário, e que portanto não seria preciso discutir sua renovação.

Mas parece que neste país ninguém quer saber de ações a longo prazo… No fim das contas, o mais provável é que o sistema de cotas se torne permanente, mas que o ensino básico nas escolas públicas continue precário, sem apoio, sem infra-estrutura, sem salários dignos para professores. Espero estar errado.

Responder

    Luca K

    08 de agosto de 2012 às 23h16

    Beto, vc tá certinho! Aliás, algumas das coisas que vc diz temer já foram confirmadas em várias pesquisas em outros países. Acho que talvez vc curta o ótimo e objetivo “Affirmative Action Around the World: An Empirical Study”
    de Thomas Sowell. Ele documenta o fracasso e até mesmo o desastre desse tipo de política em vários países. Dr.Sowell é negro por sinal.
    Abs

    Paciente

    09 de agosto de 2012 às 04h08

    Melhorar o ensino é a solução? Claro! Vou esperar mais quinhentos anos para que os burgueses brancos “preocupadíssimos com a situação dos pobres e negros ” melhorem-na?

    Não mesmo baby, chega de ser otário!!!!!!!!!!

    laura

    09 de agosto de 2012 às 05h37

    com a precariedade agora também instaurada na Universidade pública .

SILOÉ-RJ

08 de agosto de 2012 às 14h09

Claro!!! O Nunes tem mais é que defender os interesses dos que contribuem com a campanha eleitoral, ainda mais a dele, que foi comprada a peso de ouro, com o dinheiro que o Paulo Preto roubou do caixa 2 do PSDB.

Responder

Sérgio Vianna

08 de agosto de 2012 às 14h01

Coloca na manchete, prezado Azenha, o fato relevante da sua notícia:

“O senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, de São Paulo, ODEIA NEGROS E POBRES”

Responder

    Edno

    08 de agosto de 2012 às 14h27

    Esse sistema de cotas so serve pra iludir o povo, e disfarçar a falha do governo em promover um ensino básico de qualidade… ou seja, em vez de melhorar a qualidade das escolas públicas, o governo prefere criar toda uma ilusão para as pessoas pensarem que o ensino funciona, o que nao e verdade… o certo seria prezar pela igualdade, mas o que está acontecendo é uma segregação… estão admitindo que o ensino público nao funciona.

    essa é minha opinião

    Jorge

    08 de agosto de 2012 às 16h19

    Uma ilusão que graças a Deus e ao Presidente Lula minha filha de 18 anos tem como realidade. Hoje ela é uma feliz aluna da UFRJ, graças ao ENEM, graças a democratização do ensino publico. Ou será que o senhor gostava quando os ricos pagavam horrores aos “cursinhos” para entrarem em universidade federal, enquanto os pobres é que tinham que se virar nas universidades particulares? E o pior: tornam-se os piores médicos que já vi na minha vida, NÃO por problema de ensino, mas por problemas de caráter! E isso, moço, é o pensamento dessa direita desgraçada e perniciosa que sempre governou o pais. A título de curiosidade, tive que ir muitas vezes a pé, e de noite, para minha casa, pois o que eu ganhava era exatamente o que gastava no curso da faculdade. Foram quatro anos de luta e mais luta. Gostaria hoje de ser mais novo para poder participar desse festival de informação que a nação hoje propicia aos seus filhos, graças a nosso Deus e ao Presidente Lula. Vida longa ao Presidente Lula e a Presidenta Dilma.

    Ulisses

    08 de agosto de 2012 às 16h29

    Isto! Parabéns Jorge! É o depoimento de quem realmente foi beneficiado pelas medidas democráticas do governo Lula que desmontaram a tese racista e segregadora da extrema direita que só quer nas universidades federais brancos de olhos azuis.

    Apavorado por Vírus e Bactérias

    08 de agosto de 2012 às 16h45

    Quem cuida do ensino básico é a prefeitura. Do ensino médio, o Estado.

    Duas sobrinhas e meu genro foram para faculdade graças ao ENEM.
    Viva a ilusão. Viva Haddad, Lula e Dilma.

    anonimo

    18 de setembro de 2012 às 11h08

    totalmente verdade!há pessoas que nao enxergam isso…..

    Luis

    22 de novembro de 2012 às 14h34

    O ensino público não funciona! Então, Ilustríssimos Senhores e Ilustríssimas Senhoras, não há razão alguma para exigirem as vagas disponibilizadas pelas Universidades Públicas, afinal há muitas Universidades Particulares no Brasil e muitas mais poderão ser instaladas e mantidas com investimentos privados, além daquelas em funcionamento nos EEUU e Europa, de altíssimo nível, as quais estão à inteira disposição de Vossas Senhorias e de vossos herdeiros.

    Rodrigo Leme

    08 de agosto de 2012 às 16h49

    Acusação de racismo sem prova é crime, hein?

    Ulisses

    08 de agosto de 2012 às 18h19

    Acorda viajadão. Assume que é de direita e que no Brasil só vai para cadeia os três P. Pobre, Preto e Puta. E tu eve ser um branco de alma e coração bem escuro.


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