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Senador Paim faz alerta: Governo vai propor flexibilizar a CLT


17/08/2012 - 18h14

16 DE AGOSTO DE 2012 – 12H07

“Está em gestação processo para flexibilizar CLT”, alerta Paim

do Vermelho, sugerido pelo Marco Aurelio

Há pouco tempo, o senador Paulo Paim (PT-RS), na tribuna da casa legislativa de que faz parte, alertou: “Estou sabendo que o Poder Executivo pretende enviar ao Congresso Nacional proposta para mudar a legislação trabalhista e criar duas novas formas de contratação, a eventual e por hora trabalhada. Na prática, nós sabemos muito bem o que isso representa: a perda de direitos sociais para os trabalhadores”.

O alerta do senador Paim não é um delírio, ao contrário. No início deste mês, o jornal Valor Econômico veiculou notícia que a presidenta Dilma Rousseff “prepara para depois das eleições municipais a negociação com o Congresso de duas reformas: a da previdência, em troca do fim do fator previdenciário, e a que flexibiliza a legislação trabalhista, cujo anteprojeto está na Casa Civil e que deverá dar primazia ao que for negociado entre as partes sobre o legislado, ampliando a autonomia de empresas e sindicatos”.

“Tenho o dever e a obrigação de, a partir desta tribuna e utilizando os meios de comunicação desta Casa, fazer um alerta ao nosso país e à nossa gente. Está em plena gestação um processo para flexibilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a maior conquista social dos trabalhadores brasileiros. Da nossa parte, não aceitaremos, em hipótese alguma, a retirada ou a redução de direitos e de conquistas da classe trabalhadora, forjados na luta cotidiana!”, disse o senador em discurso.

E anunciou que fará mobilização “a fim de chamar a atenção de todos para o perigo que se avizinha. Não somos profetas do pessimismo e nem temos bola de cristal para prever o futuro. Porém, a história tem nos mostrado que devemos sempre vigiar”.

“O Ano da CLT”

O senador encerrou sua fala anunciando que apresentará proposta para que 2013 seja considerado “O Ano da CLT”. Paim afirmou que “não podemos fechar os olhos para a ideia que estão tentando vender para a sociedade e que eu considero um engodo. As possíveis mudanças na CLT não representam modernidade. Ao contrário, elas pretendem desmontar a CLT e acabar com direitos e conquistas dos trabalhadores”.

A CLT foi criada em 1º de maio de 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas e, em novembro, começou a vigorar. Em 2013, completará 70 anos. Ela surgiu de novas demandas do país, que a partir de 1930 deixava de ter uma economia exclusivamente agrícola e passava a se tornar cada vez mais industrial.

“A mobilização popular e a contribuição de vários intelectuais brasileiros foram fundamentais em todo este processo de progresso social e de proteção ao trabalhador”, destacou Paim.

Tentativas anteriores

Na época em que o governo de Fernando Henrique Cardoso pressionava o Congresso para modificar o artigo 618 da CLT, o advogado Benedito Calheiros Bomfim escreveu um artigo sobre o assunto. Na ocasião, ele disse que, em poucas palavras, a proposta era transformar a lei em letra morta, permitindo que uma falsa “livre negociação” fosse superior a ela – o que é totalmente inconstitucional, por razões óbvias.

“De que vale uma lei que, além de permitir transgressões a si mesma (não como exceção, mas como regra), também permite transgressões ao artigo 7º da própria Constituição? Imaginemos se a Lei Áurea ‘permitisse’ aos escravos ‘negociar’ sua continuação como escravos.”

O ex-presidente Lula, logo após assumir a Presidência da República, em 2003, mandou retirar do Congresso o projeto de Fernando Henrique.

Da Redação em Brasília
Com informações do Diap

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66 comentários

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Diana Assunção: USP sobe no ranking baseada em trabalho semi-escravo « Viomundo – O que você não vê na mídia

25 de março de 2013 às 10h59

[…] Paulo Kliass nos fala dos riscos para a atual legislação trabalhista,  o mesmo alerta do senador Paulo Paim. […]

Responder

LEANDRO

19 de agosto de 2012 às 08h29

Vocês não idolatram tanto a China que vai desbancar império americano? Como competir com ela sem baixar custos trabalhistas a níveis chineses? A desindustrialização tá batendo, ou se baixam custos ou se fecham as portas e o desemprego é a opção.

Responder

Rodrigues

19 de agosto de 2012 às 03h11

Daqui a pouco aparece alguém aqui para dizer que flexibilizar a CLT não significa acabar com direitos conquistados historicamente, que são coisas diferentes e blá-blá-blá!

Responder

Paciente

19 de agosto de 2012 às 01h30

Um senador diz que ouviu falar de uma possibilidade de ACRESCENTAR mais duas formas de contratação do empregado e é esse rendevous todo?

E se no texto da lei especificar os setores onde ela pode ser aplicada (turismo, por exemplo, que sofre muito com a sazonalidade)? Qual o problema? O setor de acolhimento/hotelaria empregaria muito mais gente se os empregadores pudessem ter maior agilidade. Até onde sei, a maioria dos trabalhadores do setor vão soltar rojões!

Prefiro ver o texto da Lei antes, E ouvir a opinião de quem conheça pelo menos um pouco dos setores atingidos…

Responder

FrancoAtirador

18 de agosto de 2012 às 22h17

.
.
QUE TAL RESTABELECERMOS O DIREITO À ESTABILIDADE

A TODOS OS TRABALHADORES NÃO OPTANTES PELO FGTS,

COMO PREVIA A CLT, ATÉ O ADVENTO DA CF DE 1988?
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Consolidação das Leis do Trabalho – CLT

Título IV
Do Contrato Individual de Trabalho

Capítulo VII
Da Estabilidade

Art. 492. O empregado que contar mais de dez anos de serviço na mesma empresa não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave ou circunstância de força maior, devidamente comprovadas.

Parágrafo único. Considera-se como de serviço todo o tempo em que o empregado esteja à disposição do empregador.

Art. 493. Constitui falta grave a prática de qualquer dos fatos a que se refere o Art. 482, quando por sua repetição ou natureza representem séria violação dos deveres e obrigações do emprego.

Art. 494. O empregado acusado de falta grave poderá ser suspenso de suas funções, mas a sua despedida só se tornará efetiva após o inquérito em que se verifique a procedência da acusação.

Parágrafo único. A suspensão, no caso deste artigo, perdurará até a decisão final do processo.

Art. 495. Reconhecida a inexistência de falta grave praticada pelo empregado, fica o empregador obrigado a readmiti-lo no serviço e a pagar-lhe os salários a que teria direito no período da suspensão.

http://www.dji.com.br/decretos_leis/1943-005452-clt/clt492a500.htm

Responder

MarceloB

18 de agosto de 2012 às 21h50

Gente, vamos com calma. Não tiremos conclusões precipitadas com uma ou duas notícias.
Vamos recorrer a história.
Lembrem-se do Lula barbudão, nosso querido sindicalista e do nascimento do PT. Vocês lembram qual era o discurso do PT daquela época??
“A CLT é um atraso para a classe trabalhadora”, “A CLT representa a intervenção do estado na luta dos trabalhadores”. E com falas assim o sindicalismo petistas defendia o fim da CLT.
E vamos lá gente, voltando mais no tempo.
Governo Vargas, a famosa frase do Getúlio ao sair da FIESP. “Esses caras (empresários) não entendem nada, fiz isso (a CLT) pensando neles”
Lembrem-se que na época o movimento sindicalistas protagonizado pelo PCBão foi contra a CLT.

A CLT ela representa sim conquista para os trabalhadores. Porém vem com ela uma dependência do movimento sindicalista em relação ao Estado.

O PT mudou seu discurso com a onda neoliberal, não só o Brasil, mas no mundo inteiro, o movimentos saíram do protagonismo, das conquistas por direito para a defensiva, para a GARANTIA dos direitos. O trator neoliberal acabou.
O movimentos estão voltando a reivindicar MAIS direitos, e não a sua garantia.

Responder

    Luís

    19 de agosto de 2012 às 09h38

    Se o Lula e o PT achavam que a CLT é tão perniciosa assim, por que é que os petistas ficaram contra a flexibilização que o FHC tentou no governo dele?

    Ah, já sei o porquê. Era porque o PT, naquela era, era oposição. E como oposição, era obrigação do PT ser contra tudo o que o governo fazia e queria fazer.

JC Tavares

18 de agosto de 2012 às 21h21

Pra mim, isso seria uma armadilha preparada pelo PSDB e poderosos, sempre com o apoio inescrupuloso do imprensalão=PIG, pra tentar desestabilizar o governo do PT de Lula/Dilma. Só o que eles esquecem é que Lula está aí e bem vivo, e com sua experiência não vai permitir que Dilma caia nessa. Por esse motivo estou tranquilo.

Responder

ZePovinho

18 de agosto de 2012 às 20h27

http://www.redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/08/ah-os-progressistas.html

Ah, os “progressistas”…

18/8/2012, *Luis Casado, La Izquierda/La Pluma, Red de Prensa No Alineada
Ah… los “progresistas”…
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Cada um celebra os aniversários que possa, e aí estão os alemães “festejando” os dez anos das “Leis Hartz” (não confundir com Herz – coração, em alemão – porque, de coração, Herr Hartz pouco tinha).

Peter Hartz
Hartz, DRH, como se diz agora – Diretor de Recursos Humanos – da Volkswagen, para ver-se logo do que se trata, propôs a Gerhard Schröder, então Chanceler socialdemocrata, uma série de reformas destinadas a flexibilizar o mercado de trabalho, importante objetivo que também designam como “cagar nos trabalhadores”. Suas propostas foram rapidamente aceitas e adotadas, o que provocou a demissão do Ministro das Finanças Oskar Lafontaine e o racha no Partido da Social-Democracia Alemã (PSDA).

As Leis Hartz constituem hoje o óleo de rícino que a Alemanha tenta meter goela abaixo dos países do sul da Europa, – como se fossem objeto de uma espécie de Anschluss [conexão], para que recuperem a “competitividade”.

Schröder, que chegou ao poder em 1998, rompeu em 1999 com o projeto keynesiano do Partido da Social-Democracia Alemã (PSDA) [é o “PSDB/tucano”, só que alemão] (dividir o bolo) e impôs medidas “liberais”, como único caminho que levaria ao nirvana. Com Tony Blair – “meu maior êxito”, como dizia Margaret Thatcher – Schröder tentou teorizar essa conversão ao neoliberalismo, sob o título pouco imaginativo de “Terceira Via”.

Das leis inspiradas pelo DRH da Volkswagen, a mais famosa é a lei “Hartz IV”, que reformou o seguro-desemprego, em detrimento dos assalariados. Já mostrei em várias ocasiões, que, para os neoliberais, o estímulo mais eficiente para a laboriosidade e a produtividade dos desempregados é a fome: aí estão eles, de volta. Trata-se exatamente disso.

Gerhard Schröder
Ao liberalizar o mercado de trabalho alemão, Schröder abriu a porta para que os patrões pagassem salários de 400 euros mensais (239 mil pesos chilenos ou ~ 1000 reais), ou 1 euro/dia aos precarizados. Também se favoreceu o trabalho em tempo parcial e o emprego “flexibilizado”. A Lei Hartz IV reduziu a indenização por demissão a apenas um ano, sem considerar os anos de contribuição. Ao fim de um ano de desemprego, todos os desempregados entram na categoria Arbeitlosengeld II (indenização por demissão II), na qual recebem 374 euros mensais (223 mil pesos chilenos ou ~ 930 reais). Daí em diante, o desempregado Hartz IV fica submetido a controle permanente sobre sua vida e sua atividade de procurar emprego. Antes de receber sua indenização – para a qual contribuiu de seu bolso – tem de ter consumido a maior parte de suas economias. E tem de aceitar qualquer emprego que lhe seja proposto pela agência de trabalho, inclusive com salário de 1 euro/hora, tendo retida uma parte de sua pobre indenização.

Como era de esperar, ser “Hartz IV” converteu-se numa modalidade de miséria, sob outro nome. Todos tentaram escapar dessa qualificação, o que dinamizou o mercado de trabalho a favor do emprego precário, que cresceu fortemente. Um dos efeitos mais notáveis das leis Hartz foi a queda do custo da mão de obra para as empresas: salário mínimo=lucro máximo – outro modo de interpretar a tal almejada “competitividade”.

Outra consequência está relacionada à queda do consumo e, portanto, à melhoria da balança comercial alemã, em detrimento de seus sócios comerciais da União Europeia. Mas até os partidários das Leis Hartz reconhecem que, a partir de 2005, só o crescimento mundial sustentou a economia alemã. Os produtos alemães mantiveram-se com preços razoáveis, à custa de se apertar o cinto dos trabalhadores alemães. A demanda interna continuou fraca até 2011 e ainda não consegue sustentar o crescimento da economia alemã.

Curiosamente, quando as contas alemãs estavam no vermelho, em 2005, Gerhard Schröder negociou com Jacques Chirac a suspensão das sanções previstas no Tratado de Maastricht – as mesmas que, hoje, Angela Merkel aplica com tanto rigor a Grécia e Espanha.

Tony Blair
Antes de deixar a Chancelaria alemã, Gerhard Schröder cuidou, sobretudo, do próprio futuro: facilitou uns créditos para o conglomerado russo GazProm, que lhe devolveu a cortesia e nomeou-o para uma de suas suculentas gerências. Tony Blair, seu amigo de “Terceira Via”, aceitou um serviço de assessoria a bancos norte-americanos, pela qual recebe um milhão de dólares/ano. Vê-se que, sim, a social-democracia cuida bem dos trabalhadores…

Outra consequência não desprezível tem a ver com o redesenho da estrutura política: a esquerda do PSDA e um grupo de militantes sindicais aliaram-se a ex-comunistas da Alemanha Oriental e formaram Die Linke [“A Esquerda”]. O PSDA, doente até hoje, infectado pelas Leis Hartz, obteve 23% dos votos em 2009 – 19 pontos a menos que em 1998 – o menor número de votos do pós-guerra. Os eleitores de esquerda preferem ou Die Linke, ou os Verdes. Os centristas – inércia natural? – apoiam Merkel, quer dizer, a direita. Como diz a imprensa europeia, Gerhard Schröder foi o coveiro das ambições do PSDA.

Entretanto, os efeitos das Leis Hartz permanecem: salários baixos, infância na miséria, aumento das desigualdades. A tal ponto, que a direita alemã reconheceu, há pouco tempo, a importância do salário mínimo para todos os ramos da indústria, e também para o trabalho temporário e, isso, enquanto a Corte de Karlsruhe já obrigou o governo a recalcular o montante das indenizações por número de filhos.

Ninguém por aqui inventou coisa alguma.

No Chile, as Leis Hartz chamam-se “Leis da Concertação”. E Merkel, à chilena, chama-se “Piñera”.
_________________________

*Luis Casado: É engenheiro formado no Centre d’Etudes Industrielles Supérieures (CESI – Paris), foi professor visitante no Institut National des Telecommunications, na França e consultor do Banco Mundial. Como empresário foi premiado pela Câmara de Comércio e Indústria de Paris (Inovação Tecnológica – 2006). Juntamente com Armando Uribe Echeverria é editor em Paris (Ed. Du Relief). Editor de “Politika”, publicou vários livros no Chile e na Europa. Em 2009 ajudou a fundar o Partido de Esquerda (PAIZ). Colaborador de La Pluma.

Responder

Gerson Carneiro

18 de agosto de 2012 às 19h59

Eu vou parodiar o Rodrigão Leme: Tem post que eu prefiro ser cego.

Responder

Luís

18 de agosto de 2012 às 19h21

“Flexibilização” da CLT. De quem consideração privatização como “concessão”, tenho medo em saber o que vai ser essa “flexibilização”.

Responder

Desiludido

18 de agosto de 2012 às 16h55

Privatização com nome de “concessão”. Arrocho salarial e críticas generalizadas aos servidores públicos. Flexibilização da CLT, com prevalência do “negociado” entre raposas e galinhas sobre o legislado da CLT. Alinhamento da política externa aos EUA. Saudades do presidente Lula. Decepção com “Fernandilma Henrique Cardoussef”. Se era para ser assim, melhor ter ficado com o original. Aliás, começo a pensar que a esquerda deveria pedir desculpas a FHC. Hora de o povo dar um aviso ao governo nessas eleições municipais. No meu caso, vou ANULAR O VOTO. Infelizmente :((((

Responder

jaime

18 de agosto de 2012 às 16h52

Por falar em flexibilização da Lei Trabalhista, por favor, observem o custo das vagas “garantidas” pela política da Gerenta; feito isso, façamos as contas para comparar com o custo de um funcionário público (publicado hoje no Yahoo): “Desde a crise em 2008 o Brasil socorreu por duas vezes o setor (automobilístico), abrindo mão de R$ 26 bilhões em impostos. Foram criadas no mesmo período 23,7 mil vagas de trabalho, isto é: o custo de cada vaga foi de R$ 1 milhão em renúncia fiscal. E nesse mesmo período as montadoras instaladas no Brasil enviaram às matrizes no exterior lucro de R$ 14,6 bilhões”.
Não admira que aquela célula comunista lá no passado tenha fracassado. Ela era a encarregada das finanças.
Para ilustrar: se o governo tivesse cedido quanto ao aumento de 56% pedido pelo Judiciário, a conta seria de R$ 6 bilhões; isso não pode, agora renunciar a 26 bilhões de impostos, aí pode.

Responder

FrancoAtirador

18 de agosto de 2012 às 14h46

.
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Um mero contraponto ao projeto de redução da jornada de trabalho.

Estão querendo botar o bode dentro da sala, para depois tirá-lo,

e ficar tudo como antes na terra de Nunca Dantes. Uma lástima.
.
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Responder

    pperez

    18 de agosto de 2012 às 16h28

    A Dilma após consolidar seu confortavel índice de aceitação pelo povo, vai, devargazinho, mostrando suas belas mas, afiadas unhas.
    Ela como lider maior da nação e do PT, jamais poderia sequer imaginar alterar a CLT para prejudicar a classe trabalhadora, conforme bem alertou o Paim.Contudo esse governo demonstra que nada tem da cara democratica e conciliadora de Lula!
    Está aí nas ruas um dos maiores movimentos grevistas que o Brasil ve após 20 anos e, o governo vai empurrando com a barriga!
    2014 está pertinho e esta traição da Dilma pode lhe custar muito caro, e claro, a nós também com os abutres do PIG se esbaldando nesse manjar!

    FrancoAtirador

    18 de agosto de 2012 às 20h37

    .
    .
    Em 2014, a Oligarquia Famigliar Máfio-Midiática

    encontrará outra “Erenice” para Dilma Rousseff.

    E não será do Governo Lula, mas do governo dela.
    .
    .

Urbano

18 de agosto de 2012 às 13h12

Todo aquele salamaleque com o fred henrique flintstone salieri, o danoso, só poderia dar nisso mesmo. Júlio César teve apenas um a lhe apunhalar pelas costas. Já o Eterno Presidente Lula, o Justo, se não bastasse o governador eduardo moita, o dupla face, agora a presidenta também.

Responder

laura

18 de agosto de 2012 às 13h11

Outra visão do pacote sobre infra-estrutura do Governo Dilma.
Será? A grana é estatal em boa parte BNDS.

Mas vale a pena ler. Discussão e debate sobre a agenda.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1060

Responder

mfs

18 de agosto de 2012 às 13h00

Se é para ser neoliberalismo, então que seja o que não engana os trabalhadores. No segundo turno, se for entre PT e PSDB, todos da esquerda em apoio aos tucanos!?!?!

Responder

    laura

    18 de agosto de 2012 às 13h04

    NEVER. Ninguém quer o neo-liberalismo, seja cm quem for. A agenda é outra, dear.

Miguel Freitas

18 de agosto de 2012 às 12h32

O recado foi dado já no inicio do governo com a substituição do Ministro das Relações Exteriores!!
Tirou o Amorim e mudou de cara a política externa condenando o Irã…Ali já davas sinais privatistas e mercadológicos…afinal a campanha tem que ser paga um dia!

Responder

    João

    18 de agosto de 2012 às 13h05

    Tirar Celso Amorim e condenar o Irã é sinal de saúde mental!

    João

    18 de agosto de 2012 às 18h55

    Tirar Celso Amorim foi se curvar à política imperialista dos EUA sobre o Irã e o mundo inteiro. Foi um alinhamento sem contrapartidas e ainda vai sobrar uma base militar estadunidense no Paraguai. Foi incompetência mesmo. Se é incompetente e submissa ao grande capital em política externa, o resto logo se faz acompanhar. Decepção total. Acredito que os partidos mais de esquerda, como PCB, PSOL, PSTU vão crescer nas próximas eleições, proporcionalmente. Só lá em casa, já são uns 7 decepcionados. O poder ilude e hipnotiza. O pior é que não existe uma oposição séria e de compromisso patriótico, além da extrema-esquerda. Mato sem cachorro.

    tiago carneiro

    18 de agosto de 2012 às 19h38

    Uma pessoa que fala que tirar Amorin é sinal de saúde mental só pode ser um MENTECAPTO!!!!!

    Como o camarada acima falou, foi apenas um recado da Russera, vulgo FHC DE SAIAS: “olhe EUA, estou aqui, sou dócil e estou às ordens”.

    João

    18 de agosto de 2012 às 22h20

    meu xará João…

    um discurso como o seu q parece um jornal da CUT, q fala em “estadunidense”, “submissão ao grande capital” e elogia “PSTU” e “PCB” é mesmo pra se achar graça!

    nem votei na Dilma… mas se soubesse q ela é assim tão “neoliberal”, teria votado sem sustos!

    Alias, essa é a magoa dos petistas: quando elegem um candidato à presidência, ele assume q nem é assim tão “petista” quando parecia…

    triste sina a de vcs!

    rsrsrs

trombeta

18 de agosto de 2012 às 11h31

O Vi o Mundo se transformou no PIG do esquerdismo, é só notícia ruim, ou melhor, transformando boato em notícia ruim.

Quando se trava a maior disputa política dos últimos anos: judiciário/PIG/direita/PSOL abraçados ao imprensalão x democracia/esquerda/governo progressista.

Triste.

Responder

    João

    18 de agosto de 2012 às 13h03

    filosofia petista:

    “se a notícia é ruim, não publica! Finge q tá tudo bem! Abafa o caso!”

    é… pode ser…

    Luís

    18 de agosto de 2012 às 14h31

    Ricúpero fazendo escola.

    “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

Luís

18 de agosto de 2012 às 11h21

E aí “progessistas”. Falem alguma coisa.

Quero ver o PHA justificar isso.

Responder

Jose Mario HRP

18 de agosto de 2012 às 11h15

Bom, deve ser por isso, privatizações, flexibilização da CLT e outras cositas que ela não deveria fazer mas está fazendo( repressão as greves) é que a popularidade dela vem baixando dia a dia!
Se continuar nessa toda não voto mais nela!
A agenda popular ficou pra trás!

Responder

Marcio

18 de agosto de 2012 às 11h00

A partir do momento em que Dilma anunciar a flexibilização da legislação trabalhista ela perserá os 23 votos que ela teve na minha casa. Ela dará adeus à reeleição, ela negará os que a elegeram. Receberá o troco pela mentira do discurso e dos ideais que disse representar.
Ela não é professora,nem tampouco sabe de experiência própria o que é a vivência de um indivíduo que tenta ensinar com seriedade, que luta pela melhoria da educação, tão fácil de obter, ao alcance da caneta que empunha. Porque qualidade, dona Dilma, hoje, é dinheiro, é investimento, é salário digno que não obrigue o professor dobrar jornada num estabelecimento distante da sua casa. Flexibilizem a CLT e verão o que é capaz de fazer os trabalhadores brasileiros não alienados.

Responder

Rogerio Madureira

18 de agosto de 2012 às 10h47

Volta, Lula, volta pelo amor de Deus!!!

Responder

    tiago carneiro

    18 de agosto de 2012 às 19h44

    Tem um perigo nisso: você se lembra do primeiro mandato do Nunca Dantes com Paloci e etc?

    Era a mesma coisa. Com o Nunca Dantes voltando, mas com apoio do PMDB e essa podridão, será a mesma coisa. A coisa boa é que ele saberá amansar a todos, e todos levarão no butico, mas com um sorriso no rosto, tal qual um manequim de loja.

Jaimão

18 de agosto de 2012 às 10h20

Essa reforma que o senador Paim está prognosticando terá de passar pelas mãos do Brizola Neto, que é o atual ministro do Trabalho. Acho que ele não vai concordar, se isto realmente acontecer. Agora, a Dilma sempre foi uma gerentona de empresas no governo Lula, e ele sabia disso, e patrocinou mesmo assim a sua candidatura. Quem é o culpado?

Responder

ricardo

18 de agosto de 2012 às 09h35

E agora ? o que os Petistas de direita defenderão ? a livre negociação da cabeça com a guilhotina ?

DILMA = FHC DE SAIAS.

a cria está saindo pior do que o criador.

o desrespeito com que estão tratando os servidores públicos, a quem pediram voto, é a marca de um partido que foi dos trabalhadores, mas agora é apenas de traíras.

Lembro quando o mensaleiro José Dirceu falou : “temos que ter a coragem de desvincular as aposentadorias do salário mínimo.” ou seja : voltar ao tempo de aposentadorias irrisórias, menores do que o salário mínimo.

nada mais direitista do que um governo esquerdista no poder. as prioridades mudam.

ainda existem alguns petistas corretos,mas são exceção, como o Paim.Em breve ele sai, como tantos outros, descontentes com a podridão que se instalou no PT. Paim continua defendendo tudo o que sempre defendeu. Já os outros…

PT : a nova voz da direita. Que decepção.

Traidores. As urnas darão o seu recado.

Ricardo

Responder

Felipe

18 de agosto de 2012 às 08h50

Um momento, antes de atacar o governo, essa notícia já havia circulado. E pelo o que eu li, não é desmonte da CLT, é adição de duas formas de contratação: eventual e por hora.
Isso é importante, principalmente para o setor do turismo. Imagina o qto uma empresa(principalmente se for pequena) não gasta contratando por temporada. O que é melhor, contratar informalmente por conta dos encargos ou, com novas formas, contratar com carteira assinada?!

Temos que pensar a crítica antes de atirar e acusar de “desmonte da CLT”. Pra desmontar a CLT só passando por cima da constituição, os direitos trabalhistas estão mto bem assegurados

Responder

    tiago carneiro

    18 de agosto de 2012 às 19h46

    Não seja tolinho, companheiro. Você acha que depois dessa ”ajudinha” aos empresários eles irão querer contratar CLT padrão?

    Isso é só mais um golpe do FHC de saias, essa pessoa que traiu você e não honra a estrela no peito.

    Essa FHC de saias…..

laura

18 de agosto de 2012 às 08h38

Infelizmente o Governo Dilma, para minha completa decepção, está a direita de Lula e não sómente a direita dele, mas já mostra-se francamente de direita.è de doer. Nunca votei nisso. O que chama a atenção é o silencio de ministros de esquerda. E o Brizola Tudo muito bom, tudo muito bem?
O que que é isso companheiro?
Não sei nem mais o que dizer.
O governo do PT- dos trabalhadores acabou. Isso é um governo francamente CONTRA os trabalhadores. Já disse é a agenda do GERDAU.
Inacreditável.

Responder

smilinguido

18 de agosto de 2012 às 08h10

o próximo – e mais ansiosamente aguardado pelos bancos – passo obviamente é a privatização da previdência publica…aí sim será o céu do neoliberalismo total..

Responder

    laura

    18 de agosto de 2012 às 11h21

    Já fizeram! A privatização da aposentadoria do funcionalismo já é isso.

jaime

18 de agosto de 2012 às 02h27

Aos poucos as propostas do FHC que tinham sido engavetadas estão sendo recuperadas. Mas há mais; uma outra que ainda está na fila era a de acabar com a Justiça do Trabalho. Melhor ficar alerta.
Paulo Paim provavelmente está se tornando mais um petista incômodo; a se confirmar sua previsão, provavelmente será mais um ex petista.

Responder

Alexandro Rodrigues

18 de agosto de 2012 às 01h27

Bye Bye Dilma 2014!

Responder

Mancini

17 de agosto de 2012 às 23h37

Azenha, isto é um absurdo. Vou me ater à Previdência e sobre a isenção patronal, ou ainda qualquer coisa baseada em faturamento. Faturamento no País é ficção, principalmente para médias, pequenas e micro empresas. Faturamento registrado, é claro! No médio e longo prazo virá a cobrança em cima das aposentadorias, se elas existirem ainda! E parabéns pela independência do seu blog! http://refazenda2010.blogspot.com

Responder

Raimundo

17 de agosto de 2012 às 23h35

Ela não falou na campanha eleitoral que iria fazer tal coisa. Se for assim seria melhor eu ter votado no Serra. Se isso acontecer será um tremenda traição com os trabalhadores.

Responder

Nelson

17 de agosto de 2012 às 22h28

Tem razão o Marco Aurélio; Paim é insuspeito. Afinal, ao que eu saiba, nem da ala esquerda do PT ele é. Se ele está denunciando este ataque aos trabalhadores, é de se imaginar o que vem por aí.

Responder

Paciente

17 de agosto de 2012 às 22h27

Prefiro ver a proposta primeiro.

A China (lamentavelmente uma pátria “comunista”) não tem qualquer CLT ou cuidado com o trabalho. Dentro de no máximo vinte anos a classe trabalhadora chinesa deve (esperasse…) apertar o governo de lá para que os trabalhadores sejam “gente”. Isso deve restabelecer o preço dos produtos no mercado mundial e a volta da sanidade ao planeta!

Até os trabalhadores chineses desenvolverem e implementarem consciência de classe, queridos, a classe trabalhadora, mundo afora deve encarar a franca possibilidade de ter que escolher entre ou a redução dos direitos ou o desemprego. Em qualquer caso, conhecerá a desindustrialização.

Muita gente ficou contente com o colapso da URSS. Eis a conta da festa!

Os patrões especulam, arrancam o couro, pintam e bordam – sem corar…

Claro, esqueci a terceira opção além de ou flexibilizar ou desempregar.

Há a revolução.

Pois é.

Prefiro ver a proposta primeiro…

Responder

Nelson

17 de agosto de 2012 às 22h23

Volto a afirmar. Ainda antes da eleição, em 2010, a minha avaliação era era de que Dilma faria uma governo à direita do de Lula. E olha que o governo Lula já não tinha tido muita coisa de esquerda.
Infelizmente, minha avaliação se confirma a cada dia que passa.

Privatizações… Ops!!! – espera aí petista de venda nos olhos, não precisa atirar – eu queria dizer concessões, subsídios, isenções e outras benesses mais e, agora, uma tungada nos direitos, que já não são muitos, dos trabalhadores. Tudo em benefício da engorda ainda maior dos lucros do grande empresariado.

Isto é ou não é descambar para a direita?

Responder

Eugenio C. Rebelo

17 de agosto de 2012 às 22h09

Neste país (exceto os blogs “sujos”) todos defendem a Casa Grande do Cel. Constâncio Maranhão, inclusive muitos que moram na Senzala.

Responder

    Luís

    18 de agosto de 2012 às 14h33

    Dependendo das conveniências e dos interesses, alguns blos “sujos” podem começar a defender a Casa Grande também.

    Alguns deles defendem as privatizações.

Vlad

17 de agosto de 2012 às 21h15

Ah…é light. Ok.
Como a ditabranda.
Sei.

Responder

    Leo V

    17 de agosto de 2012 às 21h30

    Também estranhei a alcunha de “light”. Não entendi por que light.

abolicionista

17 de agosto de 2012 às 20h32

Vergonhoso. É o PT abraçando de vez o neoliberalismo. Desde o começo do governo Dilma, esta tem sido a orientação de nossa política econômica: tudo para as elites rentistas, nada para o povo. Querem massacrar os trabalhadores? Vão tomar o troco nas urnas.

O pior é que algo parecido já está acontecendo em São Paulo, na surdina. Trata-se do MEI (Micro Empreendedor Individual), trabalho numa empresa que presta serviços e, para livrar-se da obrigação de assinar carteira, a empresa ordenou que os trabalhadores se inscrevessem no MEI. Pior, mandou que omitíssemos o endereço da empresa quando fôssemos preencher o campo “endereço comercial” no cadastro do site da prefeitura. A vontade é denunciar o esquema, que deve estar acontecendo em larga escala, mas acho que acabaria perdendo a parada. Os trabalhadores estão enfraquecidos e o capital se aproveita disso, se o PT não mudar de rumo, chegou a hora de procurarmos novas formas de luta, novas organizações, como fizeram em wall street.

Responder

    Wagner

    17 de agosto de 2012 às 21h00

    Abolicionista

    Vou fazer a você a pergunta que fiz ao colega assalariado em outro tópico:

    Na sua opinião, que tanto respeito, e diante do quadro político de hoje, qual partido se mostra mais tendente a apoiar o trabalhador contra a exploração?

    PSDB/DEM/PMDB/PP/PPS não contam. O PT patrão se mostrou um traidor da classe trabalhadora.

    O que sobra?

    Pelo seu comentário acima, seriam a hora de vuscar alternativas à esses partidos? qual alternativas?

    Obrigado

    Rodolfo

    18 de agosto de 2012 às 07h26

    PSTU, PSOL, PCB, PCO, talvez o PPL?

    assalariado.

    18 de agosto de 2012 às 11h12

    Caro Wagner, como tenho dito, um partido que se diz de esquerda nos dias atuais, por questão de coerencia politica e ideologica, segundo a dialética marxista, terá que, obrigatóriamente conversar e criar uma consciencia politica junto a classe trabalhadora nas periferias, nas portas dos escritórios, empresas, fabricas, … Ou seja, como diz a letra da musica do Milton Nascimento, todo artista tem que ir aonde o povo está. Para que o socialismo não vire capitalismo de Estado, ou social democracia. Este é o novo socialismo, o socialismo do século 21. As perguntas que ficam é: qual partido faz ou está disposto a fazer este calvário? Estrutura os mandatos tem, e agora?

    Abraços socialistas.

    assalariado.

    17 de agosto de 2012 às 22h54

    Caro Abolicionista, nesta luta de classes, CAPITAL X TRABALHO, precisamos nos organizar para reverter a hegemonia do capital lá no congresso. Não podemos mais votar em patrão e muito menos em seus lacaios. Sou metalurgico e, este assunto sobre MEI (Micro Empreendedor Individual), PJ (Pessoa Juridica), é o sonho de consumo da burguesia patronal para tirar nossos direitos trabalhistas. Este sonho veio com o nome (EMENDA 3) e, se eu não estiver errado foi no ano de 2007, e a bancada patronal no congresso quer ressucita -la.

    Este é um boletim foi distribuido pela CUT, à epoca: 370 deputados e senadores, a serviço dos patrões, criaram uma tal emenda 3 para roubar dos trabalhadores o 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, valerefeição, assistência médica e a aposentadoria. O presidente Lula, que não concorda com essa safadeza, vetou a proposta no último dia 16. Pela decisão de Lula, esse golpe contra os trabalhadores não vai acontecer. Só que agora esses deputados e senadores ameaçam derrubar a decisão do presidente e fazer a emenda 3 ressuscitar. Nós, trabalhadores, sindicalizados ou não, não vamos permitir que isso aconteça. A CUT já está organizando grandes mobilizações em todo o país para garantir que a emenda 3 não volte.

    Entenda o que é EMENDA 3:

    Aqui: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/emenda_3.htm

    Aqui: http://www.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=92

    Nossa alternativa politica é nos organizar numa consciencia socialista, e assim mudar esta correlação de forças, para aí sim, construirmos uma sociedade Socialista no Brasil.

    CarmenLya

    18 de agosto de 2012 às 00h59

    Meu caro abolicionista…essa prática é antiga…tenho um sobrinho, genio da informática. Desde o início teve que fazer essa empresa individual. Trabalhou em grandes empresas sempre dessa forma. Colocou seu currículo na internet e recebeu propostas de vários países. Escolheu a Nova Zelândia e hoje está bem feliz, com vários benefícios impensáveis no Brasil. Claro que ele é um profissional competente, dedicado e a empresa está muito satisfeita com o trabalho dele.
    Tenho outra sobrinha que formou-se na Alemanha, com bolsa de estudos e nem pensa em voltar ao Brasil. Agora, é importante dominar vários idiomas. É essencial, pois as entrevistas são feitas em ingles ou alemão. Infelizmente, meu caro, eu disse que depois de quebrar a espinha dorsal dos trabalhadores brasileiros, que eram os funcionários públicos, oferecer de bandeja a sua previdência para os banqueiros, o saco de maldades seria aberto contra os trabalhadores das empresas privadas. Acabar com o que resta da herança Vargas, permitir a terceirização em todos os níveis, aumentar a idade para aposentadoria para 60 e 65 anos. Enfim, os trabalhadores já estão uns contra os outros…e jamais a elite vai se dividir. E Da. Dilma Tachter reinará absoluta com sua nova turma. O PIG e a elite, brindada com o KIT felicidade.

    assalariado.

    18 de agosto de 2012 às 10h14

    Caro Abolicionista, na luta CAPITAL X TRABALHO, precisamos nos organizar para reverter a hegemonia do capital lá no congresso. Não podemos mais votar em patrão e muito menos em seus lacaios. Sou metalurgico e, este assunto sobre MEI (Micro Empreendedor Individual), PJ (Pessoa Juridica), é o sonho de consumo da burguesia patronal para tirar nossos direitos trabalhistas. Este sonho veio com o nome (EMENDA 3) e, se eu não estiver errado foi no ano de 2007, e a bancada patronal no congresso quer ressucita -la.

    Este é um boletim foi distribuido pela CUT, à epoca: 370 deputados e senadores, a serviço dos patrões, criaram uma tal emenda 3 para roubar dos trabalhadores o 13º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, valerefeição, assistência médica e a aposentadoria. O presidente Lula, que não concorda com essa safadeza, vetou a proposta no último dia 16. Pela decisão de Lula, esse golpe contra os trabalhadores não vai acontecer. Só que agora esses deputados e senadores ameaçam derrubar a decisão do presidente e fazer a emenda 3 ressuscitar. Nós, trabalhadores, sindicalizados ou não, não vamos permitir que isso aconteça. A CUT já está organizando grandes mobilizações em todo o país para garantir que a emenda 3 não volte.

    Entenda o que é EMENDA 3:

    Aqui: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/emenda_3.htm

    Aqui: http://www.reporterbrasil.org.br/conteudo.php?id=92

    Nossa alternativa politica é nos organizar numa consciencia socialista, e assim mudar esta correlação de forças, para aí sim, construirmos uma sociedade Socialista no Brasil.

Cesar

17 de agosto de 2012 às 19h40

Cadê os pseudo-defensores do governo Dilma para dizer que estamos no caminho certo?

Responder

Rafael

17 de agosto de 2012 às 19h35

Isso que pode ser feito é um grande tiro no pé. Oportunidade de ouro para os tucanos com apoio da mídia para detonar o PT e enfraquecer o apoio das centrais sindicais. Fico impressionado com o caminho neoliberal que a Dilma está tomando. Já foi provado que esse caminho acaba num desastre econômico, político e social. Se o governo vai oferecer os 133 bilhões para iniciativa privada por que o próprio governo não providencia as obras?? Desculpa que é falta de dinheiro não é argumento. Espero que Dilma e PT não caia na armadilha do neoliberalismo porque na hora do fracasso o psdb assumir o governo virão com sede, vão devorar estatais e recursos públicos. Cuidade PT.

Responder

mfs

17 de agosto de 2012 às 19h32

Peraí, tem algo muito errado nisso: um senador do PT, especialista em legislação trabalhista, não é consultado pelo governo sobre uma proposta de reforma trabalhista a ser enviada ao Congresso? Fica a saber só pelo boato, pela fonte segura? Como assim? Descolamento total entre executivo e a bancada? Cabe a bancada votar e pronto? Que diabo é isso?

Responder

Rafael

17 de agosto de 2012 às 19h27

Temos que se mobilizar. Isso não pode acontecer. Nem o psdb fez isso e agora o PT e Dilma vão tentar será?? Se o PT esquecer suas bandeiras vai retirar o psdb do túmulo.

Responder

Julio Silveira

17 de agosto de 2012 às 19h22

O PT cada dia mais me parece um embuste que demorou para se mostrar.

Responder

Fabio Passos

17 de agosto de 2012 às 19h21

Será que o PT teria a coragem de detonar com direitos trabalhistas?
A ricaiada vagabunda mamando nas tetas do governo, sem sequer precisar trabalhar… e o governo vai tentar roubar do povo trabalhador?

Responder

lulavescovi

17 de agosto de 2012 às 19h08

E a patrola neoliberal do PT e Dilma volta a funcionar.Mas ainda existem incautos que acreditam.Ingenuidade tem limite.E a má-fé não.

Responder

Marco Aurelio

17 de agosto de 2012 às 18h33

O Paulo Paim é insuspeito,gente.Se ocorrer o que ele afirma,infelizmente,é a passagem do rubicão.Direitos dos trabalhadores não se negocia.Não existe diálogo entre o pescoço e a espada,entre o escravo e o senhor de engenho.
Como bem lembra o Uraniano Motta,no artigo abaixo,ao falar de um famoso latifundiário de Pernambuco:

sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Procura-se um documentário sobre o Brasil

…. No filme, segundo o repórter e escritor Vandeck Santiago, o latifundiário Constâncio Maranhão trava o seguinte diálogo com a documentarista Helen Jean Rogers :

“- Não dê ouvidos a essa gente. Aqui todos têm um trabalho e os que querem trabalhar estão satisfeitos”- diz ele à jornalista americana.

Ela retruca falando sobre reações de descontentamento dos camponeses e da possibilidade de a situação agravar-se.

“- Nesse caso eles terão o que merecem, a força”- rebate o proprietário, empunhando uma pistola e dando tiros para o ar, afirma: -“Olhe aqui o que terão!”

The Troubled Land passou nos EUA, onde alcançou grande repercussão, mas nunca foi veiculado na televisão brasileira. De acordo com Furtado, que tem em seus arquivos uma cópia do programa, “o Conselho de Segurança Nacional o julgou inconveniente”………

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