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Ricardo Kotscho: Um abismo entre o mundo real e o noticiário
Política

Ricardo Kotscho: Um abismo entre o mundo real e o noticiário


16/12/2012 - 19h10

Publicado em 16/12/12 às 11h41

Datafolha: De onde vem a força de Dilma-Lula?

por Ricardo Kotscho, no R7, sugerido pelo FrancoAtirador

“Se a eleição fosse hoje, Dilma ou Lula venceriam”, anuncia a manchete da “Folha” deste domingo para surpresa dos muitos analistas da grande imprensa que nos últimos meses chegaram a prever o fim da hegemonia do PT e das suas principais lideranças, que em janeiro completam dez anos no comando do país.

Após sofrer o mais violento bombardeio midiático desde a sua fundação, em 1980, o PT chega ao final de 2012, em meio do seu terceiro mandato consecutivo no Palácio do Planalto, como franco favorito para a sucessão presidencial, sem adversários à vista, segundo o Datafolha.

Os dois petistas estão praticamente empatados: Dilma teria 57% dos votos e Lula, 56%, ambos com mais votos do que todos os adversários juntos.

Na pesquisa espontânea, Lula, Dilma e o PT chegariam a 39%, enquanto os candidatos de oposição somariam apenas 7%.

A grande surpresa da pesquisa é a força demonstrada por Marina Silva (ex-PT e ex-PV), que ficaria em segundo lugar nos quatro cenários pesquisados.

O curioso é que Marina, que teve 19,3% dos votos na eleição de 2010, está há dois anos sem partido, desaparecida do noticiário político, e chega a 18% das intenções de voto na pesquisa estimulada, bem acima do principal candidato da oposição, o tucano Aécio Neves, que oscila entre 9% e 14%.

Por mais que a mídia se empenhe em jogar criador contra criatura, a verdade é que a atual presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecem formar uma entidade só, a “Dilmalula” — e é exatamente daí que emana a força da dupla, cada um fazendo a sua parte no intricado jogo do poder.

Dilma, que até aqui vem sendo preservada pela imprensa, mais preocupada em destruir a imagem de Lula e do seu governo, saiu esta semana em defesa do ex-presidente quando se tornaram mais violentos os ataques — e foi bastante criticada por isso.

Mas é exatamente na leladade entre os dois, tanto pessoal como no projeto político, que se baseia esta parceria aprovada por 62% da população brasileira, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope divulgada esta semana.

Desde a posse em janeiro do ano passado, Dilma e Lula combinaram de se encontrar a cada 15 dias para conversar pessoalmente sobre os rumos do governo, afastando assim as intrigas que costumam frequentar os salões palacianos.

O resultado está aí: com julgamento do mensalão, Operação Porto Seguro e novas denúncias contra o PT e Lula quase todos os dias, as pesquisas msotram que a grande maioria da população continua satisfeita com o governo e quer que ele continue.

No auge do bombardeio dos últimos dias, e certamente ainda sem saber os resultados das pesquisas, Gilberto Carvalho, ministro da secretaria-geral da Presidência da República, amigo tanto de Dilma como de Lula, desabafou:

“Os ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula têm um único objetivo: destruir nosso projeto, destruir o PT, destruir o nosso governo”.

Pelo jeito, até agora não conseguiram. Ao contrário, apenas revelaram o tamanho do abismo que existe hoje entre o mundo real dos brasileiros, que vivem melhor do que antes, e o noticiário dos principais meios de imprensa, que coloca o país permanentemente à beira do abismo, envolvido em crises sem fim.

Isso talvez explique também porque aumentou, no mesmo Datafolha, o índice dos que não confiam na imprensa, que passou de 18% em agosto para 28% em dezembro.

Por tudo isso, penso que é hora do PT sair da defensiva e contar ao país e aos seus militantes o que está em jogo neste momento, dizendo de onde partem e com que interesses os ataques denunciados por Gilberto Carvalho.

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33 comentários

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Alex Gonçalves

17 de dezembro de 2012 às 19h51

Os números de Marina já são uma preparação artificial pra levar ao 2º turno em 2014.

Que nem o Russomano em São Paulo.

Responder

Mário SF Alves

17 de dezembro de 2012 às 16h05

“Por tudo isso, penso que é hora do PT sair da defensiva e contar ao país e aos seus militantes o que está em jogo neste momento, dizendo de onde partem e com que interesses os ataques denunciados por Gilberto Carvalho.” Ricardo Kotscho.
_________________________________________
E quem sou eu pra discutir os âmagos da política e estratégias do PT neste contexto bizarro, kafikaniano de capitalismo subdesenvolvimentista brasileiro. Então, que seja assim, prezado Kotscho. E, com perdão do trocadilho, antes assim do que luz nenhuma.

Responder

Demetrius

17 de dezembro de 2012 às 10h33

Essa é pra calar a boca dos companheiros mais afoitos que estão a detonar o próprio PT pela morosidade de resposta aos ataques da mídia.

Se estão quietos é porque sabem o que estão fazendo e têm confiança no apoio incondicional da população que pôs o PT no governo.

Não tem que ficar dando respostinha a qualquer matéria que soltam na mídia.

A virada, a grande resposta, o grande cala boca tem hora certa pra ocorrer, nem antes nem depois.

Toma classe abaixo da média que defende apenas o direito de repetir como papagaio o que a tv globo e amigos vomitam pra vcs.

Responder

    abolicionista

    17 de dezembro de 2012 às 12h32

    “Hora certa para ocorrer”? Espero que você não esteja se referindo às eleições, mas a uma revolução. Pois penso que justamente o mais preocupante nesse imbróglio é o PT ter sucumbido completamente à lógica eleitoral e deixado de encampar a luta política pela democratização do país que passa, necessariamente, pela democratização da mídia. A vitória eleitoral não é, necessariamente, uma vitória política. Ao curvar-se diante do poder da mídia o PT pode não perder seus votos ( principalmente entre as classes mais baixas, pois pautas moralistas só surtem efeito efetivo na classe média), mas perde muito politicamente. Perde, entre outras coisas, a possibilidade de elevar o nível do debate político (que, a longo prazo, poderia viabilizar uma tomada de consciência de classe) e de avançar no processo de democratização do país, nas reformas, etc. A resposta para uma direita raivosa não é uma esquerda moderada, isso já ocorreu na Europa e significou o fracasso da esquerda, pois o discurso radical foi sequestrado pelos grupos de extrema direita, que crescem como nunca. Espero sinceramente que o PT desperte antes disso. O partido, aliás, dá mostras de que começa a perceber que tem na grande mídia “o” seu inimigo e jamais um aliado de ocasião. A radicalização da direita deve “puxar” o PT para a esquerda, como espero que aconteça. Não há como fugir à polarização política, ela já se mostra evidente; o que resta é não fugir à luta e travá-la dentro dos moldes democráticos.

    Demetrius

    17 de dezembro de 2012 às 15h18

    O problema é enxergar a revolução como um ato pontual. Uma revolução duradoura acontece todos os dias, um pouquinho por dia. Ainda mais num país como o nosso, há tantos anos nas mãos de famílias sem compromisso algum com a população. Sendo assim, pra um partido com tão pouco tempo de poder como o PT, o melhor caminho realmente é a revolução diária. Como você mesmo disse, até para que a população de baixa renda, a longo prazo, refine e tome gosto pela conversa política.

    Mas é claro que se, numa situação limite for preciso ir pra rua, lá estarei eu para defender com braços e pernas uma vida mais justa para meu filho e os filhos do que dividirem o mesmo pensamento que eu.

    Abs, amigo.

    PARRAL

    18 de dezembro de 2012 às 08h51

    Tenho insistido, nos meus artigos, que a melhor resposta do PT é não aceitar provocação – para não dar motivos aos adversários de acirramento ainda maior do embate político e, por outro lado, promovendo sua causa golpista. O que o PIG mais quer é exatamente isso: A VITRINE DO PT – polarizar com figuras da estatura de Lula e da Presidente, para obter visibilidade fácil, legitimação para sua arenga de comadre rejeitada…
    Ler: PT EXPIATÓRIO; ATIÇANDO A MASSA; POLÍTICA DE BALCÃO (TIRO NO ESPELHO); ALERTA, BRASIL…
    http://parralblog.blogspot.com.br/

    Pedro Macambira

    17 de dezembro de 2012 às 14h06

    O que incomoda é que uma parcela do PT entrou no jogo eleitoreiro mesmo, principalmente os caciques. Prova maior disso é a amarelada que o PT deu quando do relatório da CPI do Cachoeira/Veja. Eu me pergunto: amarelou porque? Porque é covarde? Acho difícil, porque político quando quer é “macho”, mas acho que é por ter culpa no cartório sim, ou por querer poupar aliados (em nome da “governabilidade”). O PT fez o melhor governo desde que nasci, em 1982, mas isso não quer dizer que fez um bom governo. Pode fazer, sim. E eu luto por isso, mas as lideranças não colaboram com o próprio projeto.

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2012 às 10h03

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Datafolha e o descrédito camuflado

A pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo envolve um contexto tão ou mais humilhante para a oposição e o seu dispositivo midiático do que os resultados que revela.

O que revela, em contrapartida, deve ser encarado com cautelosos festejos pelo governo: pode ser a ante-sala de uma radicalização ainda maior do conservadorismo.

Os números tabulados são devastadores.

Dos entrevistados, 56% e 57% preferem que Brasil continue governado,respectivamente, por Lula ou Dilma, rejeitando a hipótese de se transferir o comando da sociedade à oposição.

Significa que Lula ou Dilma, é indiferente, qualquer um dos dois venceria hoje as eleições presidenciais num hipotético primeiro turno.

Repita-se: o PT tem dois candidatos para vencer; a oposição não tem nenhum.

Esse é o tamanho do rombo que o Datafolha desvela na trincheira neoudenista, após cinco meses de açoites sucessivos, iniciados com o julgamento da Ação 470, em 2 de agosto.

Com Lula ou Dilma, o PT supera a soma das preferências atribuídas a todas as alternativas reais ou acalentadas pela direita brasileira – de Marina Silva a Aécio, passando pelo eterno candidato da derrota conservadora, José Serra, ao cobiçado Eduardo Campos.

O resultado é ainda mais humilhante quando se contextualiza a sua coleta.

A pesquisa foi feita estrategicamente no dia 13 de dezembro, 5ª-feira passada, ouvindo-se 2.588 pessoas.

A Folha aguardou todo o desgaste da Operação Porto Seguro, iniciada no dia 24 de novembro.
Deixou acumular vapor na fornalha e enviou seus pesquisadores a campo no dia seguinte ao vazamento das supostas acusações de Marcos Valério contra Lula.

É uma aula de como fazer política com pesquisas supostamente ‘científicas’.

Primeiro, o jornal e seus assemelhados dão uma ‘esquentada’ na opinião pública.

Concluído o bombardeio, lá vai o isento Datafolha mensurar ‘cientificamente’ o diâmetro da cratera aberta no prestígio do PT e do governo.

Não incorre em erro quem asseverar que o Datafolha dilapida rapidamente a sua credibilidade nessa endogamia entre manchetes e enquetes.

Neste caso, por exemplo, a pesquisa foi dia 13 porque no dia 12 as manchetes dos jornais foram as seguintes:

‘O Globo’ 12/12/2012:

* ‘Operador do mensalão disse ter pagado despesas do então presidente da República Lula e que este sabia dos empréstimos ao PT’.

* ‘Joaquim defende nova investigação (diante das acusações de Marcos Valério a Lula);

* ‘Sou o garganta profunda do PT; o bicheiro Carlinhos Cachoeira deixou o presídio com insinuações contra o PT’.

‘Estadão’,12/12/2012:

* ‘BB arrecadava para PT, diz Valério’.

* ‘Joaquim Barbosa afirma que Lula tem de ser investigado’.

* ‘PF apura se Rose e irmãos Vieira ocultam bens’.

‘Folha de SP’ 12/12/2012:

‘Presidente do Supremo quer Lula investigado no ‘mensalão’ .

Foi assim que a coisa se deu, com o efeito bumerangue conhecido.

Há mais , porém. E não é menos sugestivo do expediente ardiloso que assentou praça em veículos que antigamente gostavam de ostentar o seu ‘republicanismo’.

Camuflado sob o título ‘Aumenta a percepção de corrupção no governo’, a Folha asfixia em quatro linhas de rodapé outra novidade incômoda trazida das ruas.

O elemento camuflado pelo jornal diz respeito exatamente ao exercício da manipulação.

A pesquisa do Datafolha mostrou uma queda de 10 (dez) pontos percentuais na confiança da população na imprensa, comparando-se justamente o período em que ela foi mais ativa na escalada criminalizante contra o PT e suas lideranças.Ou seja, de 2 de agosto, início do julgamento do chamado ‘mensalão’, até o último dia 13 de dezembro.

Nenhum dos colunistas isentos abriu o bico longo para comentar esse degrau abrupto e suas interações com o viés da cobertura precedente.

O fato de que o jornal dos Frias tenha camuflado uma variação estatística que é o dobro daquela destacada na manchete sobre corrupção (cuja percepção saltou de 64% para 69% no mesmo período) apenas comprova a pertinência da desconfiança registrada na pesquisa.

A manipulação dentro da manipulação serve também de advertência ao governo: o conservadorismo brasileiro dobrou um Rubicão.

Repita-se o que tem dito Carta Maior: não se espere recuo ou acomodação em meio a escalada conservadora para voltar ao poder.

A mídia já está em campanha e o que tem cometido e ventilado como jornalismo deixa pouca dúvida sobre seus planos, seus propósitos e seu método.

Postado por Saul Leblon

http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1157
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Leia também:

‘O agendamento conservador’

(http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1155)

Responder

Ana Cruzzeli

17 de dezembro de 2012 às 10h00

Como dizem os psicologos, o primeiro estágio da doença é a negação.
Se o cabra parar de negar a realidade terá salvação se não, terá terríveis efeito colaterais. Tipo:
– Insonia ( sonhar com lulas ao invés de carneirinhos)
– Desarranjo intestinal ( ao sentir o cheiro de lulas empanadas ou fritas o cabra vai logo para a privada)
– Mudança no metabolismo ( esse ainda é uma enigma)
– começará a desenvolver fobias tipo lulofobia, tentaculofobia etc.

Responder

Miranda

17 de dezembro de 2012 às 09h59

CENÁRIOS DA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Cadê o Serra? Ele não foi nem citado, por que? Coitadinho! Ou será que a Folha quer mostrar que o Aécio, Never? Uma excelente chapa seria Serra + Barbosa. Seria um reconhecimento do PSDB ao excelente trabalho prestado pelo Supremo do Supremo à causa PSDBista, ao longo do julgamento do “mensalão”. Claro que foi sem querer, mas uma mão lava a outra.

Responder

    Eva

    17 de dezembro de 2012 às 12h57

    Dupla fraquinha, fraquinha!

    RicardãoCarioca

    17 de dezembro de 2012 às 13h23

    A Datafalha, da Falha, quer primeiro queimar o Aébrio Never, mostrar que ele é fogo de palha, que não consegue passar de Juiz de Fora, como diz o PHA, para depois trazer o Cerra de volta, aclamado pelo partido.

    Eu pessoalmente prefiro o Cerra, porque ele perde.

Policarpo Pai

17 de dezembro de 2012 às 09h48

MAS, PORÉM, CONTUDO, TODAVIA

Na Folha
Chavismo arrasa, mas Capriles consegue se reeleger na Venezuela

FLÁVIA MARREIRO
ENVIA ESPECIAL A CARACAS

Atualizado às 02h08.

“Na “maré vermelha” que tomou o mapa da Venezuela neste domingo com vitórias governistas em 20 dos 23 Estados, a reeleição de Henrique Capriles, o principal líder da oposição, foi o ponto de honra dos antichavistas.

Capriles, derrotado por Chávez em outubro, seguirá no poder em Miranda, o segundo colégio eleitoral do país, e, com a apertada vitória de ontem em seu, consolida seu caminho como candidato da oposição em caso de novas eleições presidenciais no curto e médio prazo”.

Haddad ganhou em São Paulo, mas…Lula perdeu em Recife.

Responder

    RicardãoCarioca

    17 de dezembro de 2012 às 13h29

    Caprilles venceu “com a apertada vitória” em seu reduto eleitoral e “consolida seu caminho como candidato da oposição em caso de novas eleições presidenciais no curto e médio prazo”?

    Tem que ser muito Willian, zóin virado ou eunãosabia, pra levar esse jornal a sério!

Mardones Ferreira

17 de dezembro de 2012 às 08h41

O que falta é coragem.

Responder

xacal

17 de dezembro de 2012 às 08h39

Ué, em que mundo o kotscho vive? Não era ele quem defendia, até bem pouco tempo, que Lula e o PT DEVIAM uma explicação ao povo brasileiro sobre o caso rosemery?

Agora com o caso “esfriando”, aliás como todos os outros: grampos que não houveram, encontros que nunca existiram, contas no exterior, mensalão, etc, etc, etc, etc, e tome etc, Kotscho louva a percepção correta da população, mesmo contra os visionários de viseira da mídia, sejam eles de esquerda ou de direita?

Pois é…mundo maluco e imaginário este não?

Responder

Luiz Müller

17 de dezembro de 2012 às 08h09

Defender o PT, Lula, Dilma e seu projeto é defender a democracia diante da sanha golpista. O golpe esta sendo urdido. Desgastam as instituições diariamente e agora praparam uma crise institucional, contrapondo o judiciario e o Legislativo. Aliás, pesquisa do mesmo Data Folha indica um crecimento da crdibilidade do STF, justamente por causa do julgamento do Mensalão,no qual utilizaram interpretações não convencionais e nem técnicas da Lei. O Perigo do Golpe ronda o Brasil. Tem razão Gilberto Carvalho, ao convocar a militância para as ruas, explicar ao povo o que de fato aocntece, por que o que acontece de fato, não esta escrito na mídia tupiniquim, subserviente ao sistema financeiro internacional.

Responder

    FrancoAtirador

    17 de dezembro de 2012 às 10h14

    .
    .
    MENSAGEM DO MINISTRO DA SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

    “Meus queridos amigos e amigas militantes do PT, companheiros de tanta luta e de tantos caminhos que construímos Brasil a fora. Eu queria agradecer pela gratidão, pelo reconhecimento e pelo trabalho que, mais uma vez, a nossa militância realizou neste ano de 2012. De novo vocês fizeram a diferença! Eu andei muito pelo País durante a campanha eleitoral e eu senti um orgulho enorme da militância, do trabalho, da emoção, da garra. Eu senti o quanto é bom ser petista! Vocês me deram uma nova injeção de ânimo e o reconhecimento de que o PT reúne por esse Brasil a fora o que há de melhor de gente, de ser humano, para construir essa militância, para construir o nosso partido. E agora vem o Natal, vem o ano novo e é tempo de a gente olhar para a família, olhar para dentro de sí e fazer uma espécie de restauração espiritual e de restauração de energia com nossa família e amigos. Eu quero desejar um Natal de muita paz, de muita tranquilidade e sobretudo de muita esperança, pois 2013 vem aí e vem muito bravo”.

    “Vocês sabem o que está acontecendo neste final de ano, vocês sabem dos ataques sem limites que estão fazendo ao nosso querido presidente Lula e que tem um único objetivo:
    destruir nosso projeto, destruir o nosso PT, destruir o nosso governo.

    Portanto, vamos nos preparar para, assim que passarem as festas, a gente ir para as ruas.
    Temos que defender nosso projeto, porque eles [os mafiosos midiáticos da oposição ao Brasil] sabem o que estão perdendo.

    Mas o povo sabe o que está ganhando de dignidade, de reconhecimento, de esperança, de respeito e de um novo Brasil, de uma nova sociedade que estamos construindo.

    É por isso que eu tenho certeza de que o povo vai se mobilizar em defesa do Lula, em defesa do nosso projeto.

    Vamos ter orgulho do nosso projeto, vamos ter orgulho do Lula, vamos ter orgulho do trabalho que até hoje nós realizamos.

    Portanto, vamos descansar bem agora, porque em 2013 o bicho vai pegar e, mais uma vez, precisamos fortemente da nossa militância na rua, conversando com o povo, esclarecendo as pessoas, mostrando esse projeto que, cada vez mais, graças a Deus, está mudando o Brasil.

    Um fortíssimo abraço em cada um e cada uma e, se Deus quiser, nos encontramos de novo sempre na luta”.

    Gilberto Carvalho
    Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

    http://www.youtube.com/watch?v=69ya7VGs-rY

Murdok

17 de dezembro de 2012 às 06h58

O PT pode ficar tranquilo que os votos que demos para o Lula e Para Dilma continuam sendo deles. São deles. Saiam da defensiva srs do PT.

Responder

Francisco

17 de dezembro de 2012 às 05h07

Amém!!!

Responder

João-PR

17 de dezembro de 2012 às 01h02

Vai para as ruas Lula!! Precisamos dessa atitude sua!!!

Responder

JOACIL DA SILVA CAMBUIM

16 de dezembro de 2012 às 23h18

A grande mídia, embora deseje o contrário, acaba por ajudar o PT, Dilma e Lula. Transito bem pelas classes médias e baixas, não obstante faça parte da classe médida alta (?) Vejo um divórcio entre o que a grande mídia noticia (sobre o PT, Dilma e Lula) e o sentimento do povo, que é o que, em última análise, conta. Dilma e Lula devem pensar todos os dias: “falem de mim, bem ou mal, mas falem”.

Responder

silvia macedo

16 de dezembro de 2012 às 21h28

Acho excelente a sugestão final do artigo : Lula e Dilma virem a público e dizerem porque, quem e quais interesses estão por trás do bombardeio.

Responder

renato

16 de dezembro de 2012 às 20h37

Por tudo isso, penso que é hora do PT sair da defensiva e contar ao país e aos seus militantes o que está em jogo neste momento, dizendo de onde partem e com que interesses os ataques denunciados por Gilberto Carvalho.

Concordo, mas com provas! Sem esta de discurso vazio.Igual os da Imprensa, e do STF. Se não tiver provas, não fale. Fique quieto, que assim ganhamos com o que temos de memórias passadas.
Que memória faziamos do Corinthians, e hoje o que ele é!
Uma das maiores estruturas do futebol Nacional. E olha que sou Porco!
Mas me alegro com a alegria que o Lula esta sentindo!

Afinal confio nele, para que ficar esperneando! Se Lula já sabe, tá sabido!

Responder

MANOEL

16 de dezembro de 2012 às 20h28

MEXEU COM LULA, MEXEU COMIGO….

Responder

Marat

16 de dezembro de 2012 às 20h14

Uma coisa é certa: Minha pessoa jamais votou, votaria ou votará em: Aécio, Serra, PIG, Marina, PFL ou qualquer prócer da direita!

Responder

Julio Silveira

16 de dezembro de 2012 às 20h04

Não resta duvida que o PT é hoje a melhor opção do cidadão brasileiro, mesmo com as falcaturas que cometem. Por que o cidadão faz a conta e enquanto o PT for um partido que dá muito mais do que toma vai seguir vitorioso. Outra questão é que os partidos que lhe fazem oposição, os brasileiro os sentem como se estivessem a frente do poder a séculos e sempre tirando mais que dando. É essa a razão, uma conta facil. Muitos acreditam que o cidadão é uma pedra de insensibilidade, mas não.
Mesmo assim as coisas não duram para sempre e o partido não deve se deitar em louros, pode surgir um outro “PT” mais coerente lá na frente.

Responder

Mariano

16 de dezembro de 2012 às 19h43

ESTÁ NA FOLHA: FOLHA DESCOBRE PASTOR QUE ERA AGENTE DA DITADURA

Taí, eu nunca imaginei que o Octavinho tivesse sido pastor nos tempos da tortura ionstitucionalizada. Vai ver que ele fazia a ultima oração depoios do primeiro pau de arara.

Responder

FrancoAtirador

16 de dezembro de 2012 às 19h26

Responder

    FrancoAtirador

    16 de dezembro de 2012 às 19h51

    .
    .
    CAI CONFIANÇA DO LEITOR NA IMPRENSA TRADICIONAL

    Pesquisa Datafolha mostra que o percentual de pessoas que “confiam muito” na imprensa caiu de 31% para 22%.

    Por outro lado, a taxa daqueles que “não confiam” de jeito nenhum nos jornais subiu de 18% para 28%.

    Explicação estaria na partidarização dos grandes grandes grupos de mídia

    Br247 – Pesquisa Datafolha sobre confiança nas instituições mostra que o percentual de pessoas que “confiam muito” na imprensa caiu de 31% para 22%.
    Já a proporção daqueles que “confiam um pouco” teve queda leve, de 51% para 50%. [QUEM CONFIA ‘UM POUCO’, DESCONFIA MUITO!!!]

    Por outro lado, a taxa daqueles que “não confiam” de jeito nenhum nos jornais subiu de 18% para 28%, um percentual maior do que os que “confiam muito”.

    Como a pesquisa chega após meses de intensa cobertura do julgamento do mensalão e após um processo eleitoral, o resultado vem sendo visto por analistas, (como Emir Sader, por exemplo: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=1156) como decorrência da partidarização dos grandes veículos de comunicação.

    O resultado disso é que, aproximadamente, apenas 1 a cada 5 brasileiros confia plenamente na imprensa.

    Leia abaixo análise do Blog da Cidadania (http://www.blogdacidadania.com.br/2012/12/pesquisas-revelam-que-maioria-ve-imprensa-como-partido-politico/):

    Pesquisas revelam que maioria vê imprensa como partido político

    Por Eduardo Guimarães

    Blog da Cidadania – Nos últimos dias, duas pesquisas de opinião (do Ibope e do Datafolha) sobre quem é quem hoje na grande política nacional revelaram um quadro de polarização e de cristalização de posições políticas entre a sociedade, com vantagem renitente para os atuais detentores do poder federal, que, nessas pesquisas, aparecem com popularidade inabalada.

    Mas, apesar da reiterada pregação desta e de tantas outras páginas da internet e de pequenos exércitos de militantes virtuais no sentido de que seria “inútil” a campanha da grande imprensa contra Lula, PT e – por tabela – Dilma Rousseff, as pesquisas revelam que, cada um a seu modo, direita e esquerda têm – ou pensam que têm – razão em suas táticas atuais.

    Ter razão, claro, no sentido de que ambos os lados confiam em suas estratégias com base em elucubrações racionais e amplamente discutidas internamente. É, pois, ingenuidade achar que a passividade do PT e a virulência da oposição midiática derivam de não saberem o que estão fazendo.

    Não há bobinhos no Palácio do Planalto; não há bobinhos no PT; não há bobinhos no PSDB e tampouco há bobinhos na Globo, na Folha, na Veja ou no Estadão. A forma como agem – ou reagem, conforme o lado – ao jogo político é produto de intensa reflexão, de sondagens do eleitorado e de sólidas teorias políticas.

    Então você dirá, leitor petista, que a perenidade da aprovação de Lula, Dilma e PT revelada pelas pesquisas mostra que ao menos do lado da direita midiática, se não há “bobinhos”, há dementes, pois quanto mais batem nos petistas mais eles se fortalecem perante a opinião pública. E, em alguma medida, pode estar certo. Mas não totalmente.

    Vejamos o que acontece do outro lado. As lideranças e os militantes da direita midiática serão tão alucinados que não enxergam que foi inútil tudo o que fizeram de agosto para cá, desde o início concomitante da campanha eleitoral de 2012 e do julgamento do mensalão?

    Nem a militância destro-midiática é alucinada nem foi inútil sua campanha anti-Lula, anti-PT e – sempre por tabela – anti-Dilma. Já conversei com muitos desses militantes e sei por que persistem na artilharia incessante contra esses três eixos da situação hoje no Brasil, mas nem precisaria.

    Todos se lembram da pregação de dona Judith Brito no Instituto Milenium no sentido de que cabia à imprensa fazer oposição ao governo federal, explicando que a debilidade da oposição, decorrente do desenvolvimento econômico e social do país, requeria o concurso dos meios de comunicação para evitar a “hegemonia lulopetista”.

    Para quem não sabe, em entrevista ao jornal O Globo, em 2010, no âmbito da campanha eleitoral à Presidência da República, a presidente da Associação Nacional de Jornais e executiva da Folha de S. Paulo, Maria Judith Brito, fez a seguinte declaração:

    “A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo”

    Leia agora, abaixo, comentário do verbete “Partido da Imprensa Golpista” na Wikipedia.

    “A declaração de Maria Judith Brito foi bastante criticada por repórteres e intelectuais, bem como por autoridades ligadas ao governo. As críticas focaram no aparente reconhecimento de que a imprensa estaria, de fato, assumindo um papel de oposição.

    Em artigo publicado na Carta Maior, Jorge Furtado afirmou que a presidente da associação teria assumido que a grande imprensa do país virou um ‘partido político’ e a criticou por não questionar a ‘moralidade de seus filiados [ao] assumirem a ‘posição oposicionista deste país’ enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo’

    Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa, fez crítica semelhante, afirmando que ‘o risco maior para a imprensa vem da própria imprensa, quando os jornais se associam para agir como um partido político’.

    O ministro Paulo Vannuchi, titular da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, também criticou a declaração, afirmando que a imprensa ‘vem confundindo um papel que é dela — informar, cobrar e denunciar — com o papel do protagonismo partidário’.

    Washington Araújo, no Observatório da Imprensa, questiona: ‘será papel dos meios de comunicação substituir a ação dos partidos políticos no Brasil, seja de situação ou de oposição? (…) Em isso acontecendo… não estaremos às voltas com clássica usurpação de função típica de partido político? E não seria esta uma gigantesca deformação do rito democrático?'”

    Você pode concordar ou discordar da posição da grande imprensa brasileira – ou de seus maiores componentes –, mas não se pode discordar de que há uma lógica no que faz. Vamos a ela.

    É claro que sem as campanhas acusatórias aos petistas e aos aliados deles, estariam com popularidade muito mais alta. Há pouco, Dilma anunciou duas medidas que têm um potencial imensurável de beneficiar a sociedade. O que seja, a forte redução nos juros e no valor da conta de luz.

    Imagine você, leitor, o que aconteceria se essas medidas fossem implantadas sem que ninguém tentasse minimizar e até desmentir, ainda que de forma absurda, o potencial delas para melhorar a vida da sociedade e fomentar o desenvolvimento. A esta altura, Dilma teria 99,99% de aprovação.

    A mídia, pois, apela à idiotia ou ao preconceito ou à falta de instrução ou ao egoísmo ou à falta de caráter de setores da sociedade – ou a tudo isso junto – para formar seu exército antilulista e antipetista. E consegue. E esse êxito está expresso nos números da pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pela Folha de São Paulo, com destaque para Lula, que continua forte como nunca apesar de estar sofrendo uma das maiores ofensivas de seus adversários.

    As pessoas, porém, confundem aprovação com intenção de voto e é por isso que alguns não entendem por que Dilma tem 78% de aprovação pessoal, mas só 53% a 57% de intenções de voto para presidente da República.

    A explicação é muito simples: aprovação não é pesquisada só entre eleitores, mas também entre quem não vota ainda ou entre quem não vota mais. E também entre quem não quer votar.

    Uma analogia pode explicar melhor esse aparente paradoxo: a pessoa pode gostar muito de ir à praia, mas isso não significa que deseje ou pretenda morar na praia, da mesma forma que reconhecer que o governo está indo bem não significa que a pessoa não julgue que pode ir melhor.

    A estratégia midiática, portanto, é, sim, racional. É questionável? Claro que é. Afinal, por mais que o engajamento político-partidário da grande imprensa tenha tido êxito no que se propôs (formar uma militância ampla de resistência à possibilidade de “hegemonia lulopetista”), Ibope e Datafolha acabam de mostrar que todo esse esforço tem sido insuficiente.

    O contraponto à estratégia da direita midiática é o de auto vitimização dos detentores do poder, o que não seria possível se não houvesse um imenso fundo de verdade na premissa de que Lula, PT e Dilma são alvos de injustiças e violações de seus direitos civis.

    Essa estratégia também tem tido largo êxito. E, à diferença da estratégia oposicionista, um êxito majoritário, pois se estão cristalizadas posições contra o governo, igualmente se cristalizaram as posições no sentido de que a imprensa está sendo vista como um legítimo partido político, o que, por si só, não condena, mas descredencia para a crítica.

    É claro, evidente e cristalino que quem não é corintiano ou palmeirense não irá levar em conta a opinião de um torcedor do Corinthians sobre o Palmeiras e vice-versa. É o que ocorre com a disputa entre situação petista e oposição demo-tucano-midiática. A maioria já se convenceu de que não dá para levar em conta o noticiário “da Globo” porque “a Globo” odeia o PT.

    Resta, pois, a insinuação que o Partido da Imprensa tenta contrabandear dentro do noticiário sobre essas recentes pesquisas Ibope e Datafolha, a de que, aos poucos, a campanha midiática está surtindo efeito. Isso porque os pesquisados revelaram um pouco mais de desagrado com aspectos da governança do país, com destaque para a Segurança, por exemplo.

    Essa premissa ignora o fato de que não há nada de inédito ou de espantoso em um contingente maior, mas ainda muito pequeno dos pesquisados, desaprovar aspectos da condução do país pelo governo do PT, pois governos estaduais e municipais de oposição têm sofrido revés muito maior – pesquisas recentes mostram, por exemplo, que 71% dos paulistas não confiam no governador tucano Geraldo Alckmin para resolver os problemas de Segurança que assolam São Paulo.

    Além disso, sempre que aumenta o nível de crítica ao governo, a Lula e ao PT na mídia, o efeito imediato é o de aumentar, de alguma maneira, a visão crítica da sociedade sobre este ou aquele aspecto, e essas pesquisas estimulam isso ao fazerem perguntas ao pesquisado que o induzem a refletir sobre o que possa existir de negativo em um governo que considera bom.

    Sobre a economia, apesar de a mídia agir como se o crescimento não estivesse diminuindo fortemente no mundo inteiro, praticamente tentando vender que esse é um problema brasileiro, quem não sabe que enquanto aqui não decorre nenhum grande problema por conta da crise internacional nos países que sempre foram o oásis do bem-estar social as famílias estão sendo despejadas de suas casas aos milhares, o desemprego grassa e aquele bem-estar vai sumindo?

    Apesar do fato de uma parcela da sociedade entrar nessa onda da mídia, a grande maioria – que as pesquisas dizem ser de quase 80% – sabe muito bem que estamos nos saindo brilhantemente ao navegar por uma crise que assola o planeta inteiro.

    Essa é a fraqueza da estratégia da direita midiática, e é devido a ela que o governo federal e a sua titular vão conseguindo não apenas cristalizar, mas aumentar o contingente dos que apoiam o rumo da administração do país.

    A maioria dos brasileiros está convencida de que a grande imprensa virou mesmo o que até já assumiu que é: um partido político.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/88151/Cai-confian%C3%A7a-do-leitor-na-imprensa-tradicional.htm

    FrancoAtirador

    16 de dezembro de 2012 às 20h01

    .
    .
    Mensagem aos capos dos clãs da Máfia Midiática, conhecida por G.A.F.E*:

    Carta Capital: O que é liberdade de expressão?

    FRANK LA RUE: É um direito universal, um direito de todos, e não apenas das grandes corporações de mídia.
    Liberdade de expressão não é só o direito de liberdade de imprensa.
    É um direito de a sociedade estar bem informada, é uma questão de Justiça e cidadania vinculada diretamente ao princípio da diversidade de meios.
    Por isso, o monopólio de comunicação é contra, justamente, a liberdade de expressão e o exercício pleno da cidadania.
    .
    .
    O OLIGOPÓLIO DA COMUNICAÇÃO NO BRASIL

    Brasil de Fato, via Luis Nassif OnLine

    Relator da ONU defende a democratização da comunicação brasileira
    Para Frank La Rue, o problema é que os grandes conglomerados
    esquecem que as mídias comunitárias também são imprensa
    e que as telecomunicações não podem ser vistas
    somente pelas óticas do mercado.

    Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (EPCOM),
    somente a Rede Globo, Bandeirantes e SBT
    aglutinam juntas 668 veículos em todo o país.
    São 309 canais de televisão,
    308 canais de rádio e
    50 jornais diários.

    Ainda de acordo com a EPCOM,
    só as Organizações Globo detêm 33,4% do total de veículos
    ligados às redes privadas nacionais de TV
    e controla o maior número de veículos
    em todas as modalidades de mídia:
    61,5% de TVs UHF;
    40,7% dos jornais;
    31,8% de TVs VHF;
    30,1% das emissoras de rádio AM e
    28% das FM.

    O relator especial para Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão da Organização das Nações Unidas (ONU), Frank La Rue, defendeu que o governo brasileiro regule a distribuição das concessões de rádio e TV, com o objetivo de evitar que conglomerados dominem os meios de comunicação.

    Nesta quinta-feira (13), La Rue participou de dois encontros sobre liberdade de expressão e concentração de mídia no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) e na Câmara Municipal de São Paulo.
    Para La Rue, o problema é que os grandes conglomerados esquecem que as mídias comunitárias também são imprensa e que as telecomunicações não podem ser vistas somente pelas óticas do mercado, pois setores mais pobres “também têm o direito a reproduzir sua cultura para proteger suas identidades”.

    Segundo o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (EPCOM), somente a Rede Globo, Bandeirantes e SBT aglutinam juntas 668 veículos em todo o país. São 309 canais de televisão, 308 canais de rádio e 50 jornais diários. Ainda de acordo com a EPCOM, só a Globo detém 33,4% do total de veículos ligados às redes privadas nacionais de TV e controla o maior número de veículos em todas as modalidades de mídia: 61,5% de TVs UHF; 40,7% dos jornais; 31,8% de TVs VHF; 30,1% das emissoras de rádio AM e 28% das FM.

    Recentemente, La Rue também se posicionou a favor da Ley de Medios da Argentina, aprovada em 2009, a qual estabelece que qualquer empresa pode deter no máximo 35% do mercado a nível nacional e 24 licenças. O Clarín, principal conglomerado de comunicação do país, detém 240 licenças, sendo dono de 41% do mercado de rádio, 38% da TV aberta e 59% da TV a cabo.

    O relator da ONU chegou ao país na terça-feira (11), a convite do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), movimento que reivindica um novo marco regulatório para a mídia.

    Na sua passagem por Brasília (DF), encontrou-se com os ministros Paulo Bernardo (Comunicações), Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência).

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-oligopolio-da-comunicacao-no-brasil
    .
    .
    Frank La Rue também deveria ter ido ao Ministério da Justiça,
    ao qual se vincula o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE),
    para denunciar a FORMAÇÃO DE CARTEL pelo Grupo G.A.F.E.*:

    “O problema é quando todos os meios,
    quando todas as corporações de mídia
    têm uma única posição.
    Esse tipo de monopólio,
    da opinião e do pensamento, é uma violação,
    inclusive, à liberdade de empresa.
    É concorrência desleal.”
    .
    .
    QUADRILHA!!!

    A ‘Lei dos Meios BraSileira’ será a nossa ‘Operação Mãos Limpas’.


    http://www.abraconacional.org

    ricardo silveira

    17 de dezembro de 2012 às 13h24

    A votação do Barbosa deve ser dos eleitores do Serra. Parecem-me bem equivalentes.


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